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sábado, 17 de janeiro de 2015

PADRE MOTA, MESTRE DE MOSSORÓ

Tomislav R. Femenick – Historiador, membro da diretoria do IHGRN.
O Padre Mota em reunião com lideranças política de Mossoró. O religioso foi prefeito da cidade por nove anos e nove meses

Luiz Ferreira da Cunha Motta nasceu em Mossoró no final da última década do século XIX. Estudou em sua cidade, em Natal, Recife, João Pessoa e Roma, onde se ordenou Padre em 1922, às vésperas de completar 25 anos de idade. Sua tese em teologia, apresentada à Pontifícia Universidade Gregoriana, obteve a classificação de “bone probatus”; aprovada com excelência.

Regressou à sua cidade no dia 21.10.1922. Segundo reportagem do jornal “O Nordeste”, o novo sacerdote foi recebido na Estação da Estrada de Ferro pelo Padre Manuel Gadelha, Vigário da Paróquia de Santa Luzia, seus familiares e pelo povo, que compunha uma enorme multidão. Formou-se, então, um extenso cortejo em direção à Matriz. Soltaram foguetes e a banda do Grêmio Musical tocava músicas sacras e alegres. No altar-mor da igreja de Santa Luzia, o Padre orou demoradamente ao som de “Sacerdos Magnus” e palmas da multidão.

Quando do regresso à terra natal, o Padre Mota encontrou quase a mesma Mossoró que deixara. O município tinha pouco mais que dezesseis mil habitantes. A cidade possuía trinta ruas, doze praças, cinco travessas e uma avenida, com 1.872 casas, sendo 840 de tijolos e telha, e 1.032 de taipa. Havia menos de trinta escolas primárias, um Grupo Escolar e uma escola de nível ginasial – o “colégio das irmãs”, pois o Santa Luzia estava fechado. As vias públicas eram cobertas com barro e pedregulhos. Não havia calçamento. Quando chovia, as ruas ficavam lamacentas e escorregadias. Durante o dia, o sol imperava abrasador. A escuridão das noites era cortada apenas por poucas lâmpadas de 32 velas, instaladas pela Intendência Municipal. Para reduzir o breu da noite e afugentar os mosquitos, em frente das residências eram acesas fogueiras, misturando-se estrume de gado às brasas.

O PADRE
O novo sacerdote ocupou vários cargos eclesiásticos: capelão do Colégio Sagrado Coração de Maria, vice-diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia (quando este reabriu suas portas), capelania do Sagrado Coração de Jesus, responsável pelo ensino da religião para cerca de 1.200 crianças, vigário da Paróquia de Santa Luzia de Mossoró (quando deu início à construção da Capela de São José) e vigário geral da Diocese, de 1936 até o seu falecimento. Na hierarquia da igreja, o seu posto mais alto foi o de Monsenhor.

Meses após tomar posse como vigário da Paróquia de Santa Luzia, o Padre Mota promoveu uma reunião na sacristia da Capela do Sagrado Coração de Jesus, com um número bem reduzido de pessoas. Além dele, apenas seu pai, Vicente Ferreira da Mota, e o comerciante e industrial Miguel Faustino do Monte. O motivo da reunião: a criação da Diocese de Mossoró. Muitas, muitas outras pessoas se agregaram a esse esforço.

Título Eleitoral expedido em nome do Padre Mota em 1956.

Miguel Faustino ficou encarregado de levar o assunto junto à Diocese de Natal, a qual a Paróquia de Mossoró estava subordinada. O coronel Mota junto às autoridades, comerciantes e industriais da cidade, e o Padre Mota, juntamente com o Cônego Amâncio Ramalho, se encarregariam de arregimentar apoio entre os outros clérigos locais. Entretanto, tudo isso deveria ser tratado com absoluto sigilo, para não melindrar as autoridades eclesiásticas da Diocese da capital do Estado. Se houvesse dúvidas quanto ao segredo, dever-se-ia recorrer ao sigilo confessional. O Padre Mota reconheceu: “Foi um recurso maquiavélico, mas a causa era nobre e divina”.

O passo mais importante foi dado por Miguel Faustino junto ao bispo de Natal, Dom Marcolino Dantas. A ele disse que estaria disposto a fazer uma generosa contribuição em bens e dinheiro, quando fosse oportuno transformar a Paróquia de Mossoró em Diocese. Essa contribuição visaria formar a sua estrutura material, para que ela pudesse funcionar sem percalços.

O trabalho durou mais de seis anos. No dia 14.09.1934, o Padre Mota recebeu um telegrama de Dom Marcolino em que este lhe comunicava a criação da Diocese de Mossoró, através de uma bula papal emitida por Pio XI, assinada em Roma e datada de 28 de julho daquele ano. No dia 18 de novembro de 1934, por deferência especial do Bispo de Natal, e em seu nome, o Padre Luiz Ferreira da Cunha Mota presidiu o ato inaugural da nova diocese, pela qual tanto lutara. A celebração teve lugar na Catedral de Santa Luzia e contou com a presença de autoridades e do povo da cidade.

NA LINHA DE FRENTE DURANTE A BATALHA CONTRA LAMPIÃO

Consta que o ataque de Lampião a Mossoró teria sido a ele sugerido pelo político cearense Isaias Arruda e pelo cangaceiro potiguar Massilon Leite Benevides. Como teste, o bando desse último invadiu com sucesso a cidade de Apodi. Então, vários grupos de cangaceiros se reuniram para, juntos, atacar Mossoró. O ambiente era confuso e havia mais de um comando, embora que Virgulino tivesse ascendência sobre todos. Pelo caminho, assaltavam vilas, povoados e fazendas, roubando, batendo, torturando e fazendo reféns, ao mesmo tempo em que destruíam, quebravam e incendiavam o patrimônio daqueles que não eram seus apaniguados ou acólitos. Mas todos esses casos eram preliminares da grande luta: Mossoró.

A cidade se preparou para fazer sua defesa. Foram organizadas trincheiras em diversos pontos da cidade. Segundo o historiador Vingt-un Rosado, no dia 13 de junho de 1927:“Treze horas. O padre Mota […] vai fazer um reconhecimento pela Cidade. Sozinho, de­sarmado, ei-lo percorrendo todas as trincheiras. O padre Mota e o cônego Amâncio seguem até a atual Pra­ça Rodolfo Fernandes. Começara a luta. […] Os dois sacerdotes, com extraordinário sangue frio, es­timulam os combatentes. Eram soldados desarmados, os únicos a percorrerem a Ci­dade, na hora difícil. […] Na Rua Idalino Oliveira, uma bala vinda da Praça da Independência, quase os atingia”.
A luta terminou às cinco horas da tarde. Nenhum defensor da cidade estava, pelo menos, ferido. Os cangaceiros se reuniram ao lado de um muro lateral do cemitério. Um dos atacantes fora morto, seis estavam feridos, quatro em estado grave. Derrotado, Lampião fugiu.

LIÇÕES DE DEMOCRACIA NA CALÇADA DO PADRE

Padre Mota e o sobrinho Francisco, também prefeito de Mossoró.

Muito se fala e pouco se sabe o que realmente é democracia. Na verdade, a maioria a entende apenas como repetição do sistema em que vive ou desejam viver. Todavia, o fundamento maior da democracia é o entendimento republicano de que o indivíduo é “æquabilis in paribus”, igual entre os iguais.

A calçada do vigário era o espaço mais democrático da cidade. Era uma assembleia de amigos, à moda da democracia ateniense, onde todos podiam dizer o que quisessem, desde que ouvissem o que os outros falassem. Tudo de maneira pacífica e civilizadamente, sem discussões acaloradas. Nada foi planejado, apenas aconteceu. Na Mossoró de antigamente, cidade ainda pequena, havia o costume das famílias colocarem as cadeiras na calçada para mitigar o calor com o frescor dos ventos do final do dia. O Padre Mota também fazia isso e aproveitava o tempo para fumar seus charutos. Os vizinhos e as pessoas que passavam, sentavam-se para tirar alguns dedos de prosa. Como eram muitos, criou-se o hábito de todos irem buscar suas cadeiras na sala de visitas do reverendo e depois deixa-las no mesmo lugar. As mais ilustres figuras de todas as correntes políticas, inclusive alguns evangélicos, ateus e comunistas, frequentavam essas reuniões.

Antonio Capistrano, comunista desde 1960 e ex-vice-prefeito de Mossoró, diz que a calçada do Padre Mota era “o ponto de encontro de políticos, intelectuais e comerciantes da cidade, local suprapartidário, democrático, de papos sobre os diversos assuntos de interesses da coletividade, como também não deixava de ter as fofocas provincianas. Os que participavam dessas conversas lembram-se com muita saudade dos finais de tarde da calçada do padre; ele era espirituoso, piadista e conversador. Padre Mota parece que inspirou Che na sua famosa frase ‘ser duro sem jamais perder a ternura’. É essa a imagem que tenho do padre Mota. Severo nas suas convicções, mas extremamente humano nos seus atos. Isso é, para mim, a razão do bem-querer do povo mossoroense ao seu vigário geral. Homem pronto a servir, participando ativamente dos problemas da cidade”.

BRINCALHÃO, O PADRE ENSINAVA QUE DEUS NÃO É TRISTE

Uma das características do cidadão Luiz Ferreira da Cunha Mota, inseparável de sua condição de Padre ou Prefeito, era o seu humor ferino, brincalhão, travesso, com um toque de galhofa e de gracejo fino, sem ser grosseiro, nem nunca descambar para o impudor ou para a agressividade. O Padre Mota sabia rir e não gostava de lamúrias, tristezas ou lástimas. Dizia que “Deus não é Triste. Se o fosse, não teria criado o mundo e a vida tão belos. Não teria feito os passarinhos cantar, o amor dos jovens, o sorriso das crianças, o sol, a lua, o mar”. O jornalista Lauro da Escóssia reuniu vários “causos” do padre e publicou um livro com o título de Anedotas do Padre Mota (1986).

Em 1951 aconteceu um caso emblemático do seu humor sagaz. Manuel Leonardo Nogueira levou uma filha para ser batizada na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, cujo vigário era o padre holandês Cornélio Dankers, o qual se recusou a fazer o batizado, alegando que os padrinhos, João Café Filho e sua esposa, eram comunistas. Note-se que Café Filho era o vice-presidente da República. Manuel Leonardo recorreu ao Padre Mota e o batizado foi celebrado na igreja Matriz. Meses depois, o padre Cornélio falando com o Padre Mota trouxe o assunto do batizado à conversa, dizendo que não compreendia a atitude do seu colega. O Padre Mota respondeu: “Cornélio, eu conheço Café. Ele não é comunista coisa nenhuma. No máximo, é um oportunista. Além do mais, ele estava longe. E, mesmo se eles [Café Filho e a esposa] estivessem aqui e fossem comunistas, eu nunca vi comunista comer criancinha”.

PADRE MESTRE

Luis da Câmara Cascudo assim escreveu sobre Padre Mota: “Padre Mestre Luís Mota, Prefeito de Mossoró, gordo, atarracado, baixo, com um passo airoso de moço-fidalgo. Padre que viveu oito anos de Roma e conheceu três Papas, que viu a Itália guerreira, bolchevista e fascista, que aprendeu a olhar o povo como organização e jamais como figura de retórica, aí está tua Mossoró, um orgulho para os olhos e uma saudade para o coração. Ninguém se iluda com tua fisionomia espirituosa e plástica, com o humorismo de tuas graças, com o infalível charuto, com a ponteira incansável de tua bengala negra. Nem pelas anedotas que contas, pelos fatos que evocas deliciosamente. Tua história vibra nesse cenário tu­multuoso e moderno de existência sem desfalecimento”.

Tribuna do Norte. Natal, 18 jan 2015.

Leia também:


Tomislav R. Femenick – Jornalista, Historiador, membro da diretoria do IHGRN.

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“O GLOBO” – 26/06/1957 - PARTE I

Material do acervo de Antonio Corrêa Sobrinho

AMIGOS, há 57 anos, o coronel JOÃO BEZERRA, comandante das tropas volantes que, no dia 28 de julho de 1938, executaram a tiros Lampião, sua mulher Maria Bonita, e nove dos seus companheiros, concedeu a entrevista que trago abaixo, ao “O Globo”, um dos maiores jornais do Brasil, oportunidade em que este famoso comandante fez publicada num dos maiores jornais do Brasil, a sua versão sobre os acontecimentos que culminaram com a morte do mais famoso bandoleiro da história brasileira.

 “O GLOBO” – 26/06/1957

CANGACEIROS TENTARAM FUGIR, QUANDO AS PRIMEIRAS CABEÇAS ROLARAM

Para “restabelecer a verdade histórica”, o coronel João Bezerra descreve, quase vinte anos depois, com detalhes impressionantes, a carnificina que marcou o fim de Lampião e seu bando sinistro – “suspense” em plena caatinga, numa madrugada chuvosa de Julho de 1938 – “o degolamento foi uma medida acertada e não me provocou remorso”, diz a “o Globo” o Oficial da Força Pública de Alagoas, hoje reformado e fazendeiro.

MACEIÓ, junho (De Ivan Alves, enviado especial de O GLOBO) – Assegurando que o degolamento de Lampião foi “uma medida acertada” – pois, se não houvesse ocorrido, muita gente no sertão não acreditaria que ele tivesse sido eliminado – e que o célebre cangaceiro não era o “cabra” mais valente e o melhor estrategista do seu grupo, o coronel João Bezerra, que combateu, também, contra o Sr. Luiz Carlos Prestes e serviu sob as ordens do general Góis Monteiro e do então major Eduardo Gomes, encontrando-se, hoje, na reserva da Força Pública do Estado, acedeu em falar a este repórter, rompendo um silêncio de vários anos, sobre a chacina desenrolada, sob seu comando, há quase duas décadas, em Angicos, às margens do São Francisco.

Coronel João Bezerra da Silva comandou a chacina aos cangaceiros

O coronel João Bezerra, que conta atualmente 52 anos de idade e é um tranquilo fazendeiro no interior das Alagoas, nega, porém, tenha mandado decapitar o mais famoso chefe do cangaço, revelando ainda que pretende figurar, em breve, como ator, num filme do deputado Tenório Cavalcanti, em torno da vida e da morte do homem cuja série de crimes interrompeu numa manhã chuvosa de outubro de 1938, “para desafogo e alegria das caatingas nordestinas, que amanheciam e anoiteciam sob a alça de mira dos trabucos de Virgulino Ferreira”, como hoje relembra, friamente, ante a memória da sangueira celebrada em prosa e em verso, e em tom legendário, por todo o Brasil.

CONTINUA...

“O GLOBO” – 26/06/1957 

Fonte: facebook
Página: Antonio Corrêa Sobrinho

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A Fundação Cultural Cabras de Lampião vem com tudo em 2015


A Fundação Cultural Cabras de Lampião vem com tudo em 2015, pois festeja 20 anos de história, os belos eventos que já realiza terão um gosto todo especial e servirão de mote para lembrar sua caminhada, que já nasceu grande e próspera, vida longa à todos que fazem a FCCL que contempla: Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, Museu do Cangaço, Ponto de Cultura, Escola de Danças Populares, Ponto de Memória, Espetáculo Teatral ao ar Livre O Massacre de Angico – A Morte de Lampião, Festival de Músicas do Cangaço, Encontro Nordestino de Xaxado, Espetáculo de Danças Mistura Pernambucana, Grupo de Danças Gilvan Santos, Herdeiros do Xaxado, Quintal do Museu (onde acontece uma infinidades de eventos, mostrando a diversidade artística e cultural do Brasil), entre outros afazeres dessa fecunda entidade cultural.


Fonte: facebook

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O CANGACEIRO ANTONIO SILVINO NO RIO GRANDE DO NORTE

Material do acervo do escritor e pesquisador do Cangaço Rostand Medeiros - http://tokdehistoria.com.br/category/cangaco/page/3/
Antonio Silvino


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“CONDENARIA A MORTE TODOS OS COITEIROS”, AFIRMA AGAMENON


Em 31 de Julho de 1938, após saber da morte do cangaceiro Lampião, o seu conterrâneo e governador de Pernambuco, Agamenon Magalhães, escrevia no seu jornal “Folha da Manhã”, sobre o tema cangaço dizendo que

 “é necessário uma legislação especial para combater o banditismo. Eu condenaria à morte, sumariamente, sem direito a recursos, nem perdão, todos os “coiteiros”, todos os que por covardia ou interesse guardaram, por tanto tempo, o mais terrível e cruel dos bandidos, esse, cuja cabeça a polícia acaba de cortar para oferecer ao estudo dos institutos médico-legais”

e mais a frente conclui dizendo que a morte de Lampião prova que:

 “a civilização operou o milagre. E dentro em pouco, a memória das façanhas e das crueldades do cangaço não existirá mais, nem nas trovas dos cantadores do sertão”. 

Na época quando assumiu o governo de Pernambuco, Agamenon Magalhães mudou o nome da cidade de Vila Bela para Serra Talhada, voltando ao seu nome primitivo, em uma tentativa de repaginar o nome da cidade que estava muito ligada e associada aos cangaceiros e bandoleiros da região.

Fotografia do Governador Agamenon Magalhães

Fonte: facebook
Página:  José João Souza.

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JOSÉ ROMERO LANÇA NOVO LIVRO

Por José Bezerra Lima Irmão

José Romero lança novo livro.

O título já diz tudo: Notas para a história do Nordeste.

José Romero, paraibano de Pombal radicado em Mossoró, é um abnegado estudioso da geografia, da história e da cultura do Nordeste.

Nessa obra, José Romero, professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/UERN, aborda temas de interesse permanente envolvendo tradições, a chamada civilização do couro, coronelismo, cangaço, almocreves, vaqueiros, parteiras, secas, Coluna Prestes, Revolta de Princesa, a morte de João Pessoal, Revolução de 30, Canudos, Delmiro Gouveia, Josué de Castro, cordel, Luiz Gonzaga.

Converse com o autor: romero.cardoso@gmail.com

Conheça sua obra: “Notas para a História do Nordeste”. João Pessoa: Ideia, 2015, 119p. ISBN 978-85-7539-961-3
EDITORA : www.ideiaeditora.com.br
ideiaeditora@uol.com.br

Por José Bezerra Lima Irmão. Escritor e jornalista sergipano radicado em Salvador/BA. Autor do livro Lampião, a raposa das caatingas.


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CANGACEIRO AZULÃO II


Primo do cangaceiro Balão, e era sergipano de Várzea da Ema.

1 - Entrou para o bando em 1929, após abusar sexualmente de uma irmã menor, e ser ameaçado de linchamento por todos que o conheciam.

2 - Participou do Massacre de Queimadas-BA em 22 de dezembro de 1929, quando sete praças da polícia baiana foram assassinados.

3 - Participou do massacre de Mirandela, no distrito de Ribeira do Pombal-BA, no dia 25 de Dezembro de 1929, onde foram mortos dois civis e um soldado.

4 - Participou do ataque a Aquidabã-SE, em Outubro de 1930.

5 - Participou do ataque a Floresta-PE, em 26 de Novembro de 1930, fazendo parte de um grupo de aproximadamente vinte cangaceiros, quando mataram e degolaram vários inimigos de Lampião, extorquindo fazendeiros e praticando depredações.

6 - Com dois cabras e uma mulher, atacou a Fazenda Maravilha, em Agosto de 1933, na região de Campo Formoso-BA, roubando e saqueando.

7 - No dia 13 de Outubro de 1933, comandando um pequeno grupo no qual estava sua companheira Maria, Canjica, Zabelê, Calais, Arvoredo e Joana companheira de Calais, invadiu a Fazenda Morrinho, de Zezé Almeida, matando o proprietário, seu filho e um vaqueiro, sangrando a punhal, além de estuprar duas meninas, da Fazenda Carrancuda, que ficava próxima.

Da esquerda para a direita: Zabelê, Maria, Azulão e Canjica - cangaconabahia.blogspot.com

Foi morto no dia 14 de Outubro de 1933, na Fazenda Lagoa do Lino, no município de Monte Alegre-BA, juntamente com os companheiros Canjica, Zabelê e Maria Dora ou Maria de Azulão. Depois do massacre, as cabeças dos cangaceiros ficaram expostas na calçada da cadeia pública de Monte Alegre, hoje Mairi-BA.

Sua cabeça era uma das que estavam expostas no Museu em Salvador-BA, somente sendo enterrada em 13 de Fevereiro de 1969, por ordem do Governador da Bahia Luis Viana Filho.

Fonte: Livro Cangaceiros de Lampião de A a Z de Bismarck Martins de Oliveira.

Foto: Cortesia de Rubens Antônio (Salvador-BA)
Transcrição: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte: facebook

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Há 92 anos, o coronel Gonzaga era morto por Lampião em Belmonte

Por Rostand Medeiros

Como já foi bastante comentado, devido as sérias perseguições contra a família de Virgulino Ferreira da Silva, seguido do assassinato do seu pai pela ação desastrosa de um grupo de policiais alagoanos no lugar Matinha de Água Branca, em 9 de junho de 1920, fez com que ele e seus irmãos Antônio e Livino, se transformem definitivamente em cangaceiros.

O cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, que invadiu e saqueou a cidade de São José do Belmonte (PE), em 1922.

Os irmãos Ferreiras se juntam ao bando conhecido como Porcinos e depois, em agosto de 1920, passaram a servir sob as ordens do chefe cangaceiro Sebastião Pereira, o conhecido Sinhô Pereira. Em meio às ações junto com Sinhô, Virgulino recebe a alcunha de Lampião. A ligação de amizade entre Sinhô e Lampião vai ocasionar, em outubro de 1922, a morte de um importante comerciante chamado Luiz Gonzaga Lopes Gomes Ferraz, da cidade de Belmonte (atual São José do Belmonte), no sertão pernambucano. Este caso, um dos mais emblemáticos do período em que parte do Nordeste foi flagelado pela figura do temido cangaceiro Lampião, teve uma grande repercussão. Muito já foi comentado sobre este episódio, mas no Arquivo Público do Estado de Pernambuco, nas amareladas páginas dos antigos jornais, foi possível encontrar novas informações.

Uma Interessante Carta

No domingo, 11 de março de 1923, foi publicada no jornal recifense “A Província”, uma grande carta vinda da cidade de Belmonte, cujo autor se intitulou “Um Assignante”. Neste volumoso documento ele narra pormenorizadamente o conflito ocorrido na sua cidade em outubro do ano anterior, que culminou na morte do comerciante Gonzaga.

Fotografia do coronel Luiz Gonzaga Lopes Ferraz, assassinado há 92 anos pelo bando de Lampião, a pedido do fazendeiro Crispim Pereira de Araújo, desafeto político e pessoal do coronel Gonzaga.

Em maio de 1922, segundo o autor da missiva publicada no periódico, se encontrava em Belmonte a volante policial Pernambucana, comandada pelo tenente Cardim. Esta volante estava a caça do grupo de cangaceiros de Sinhô Pereira e tinham informações que estes se encontravam no lugar “Olho D’água”, uma serra próximo a fronteira do Ceará e da Paraíba. Para alcançar seu objetivo o tenente Cardim solicitou apoio de uma volante da polícia cearense, que teria em torno de sessenta membros, cujo autor da carta não declina o nome do comandante, mas afirma que este era “um antigo cangaceiro”. Consta que Cardim desejava realizar um cerco contando com o apoio dos cearenses. Mas o comandante desta volante não participou da ação policial e, pior, saiu a praticar toda sorte de atrocidades contra a população, principalmente terríveis surras. Este fato assustou toda a comunidade e alertou o bando de Sinhô Pereira que desapareceu na caatinga. A carta afirmava que Cardim se encontrou com seu colega cearense, dispensou seu apoio, mas antes passou uma ríspida descompostura no seu comandante pela ação dos seus soldados. Evidentemente insatisfeito com a reprimenda, com a frustrada ação policial no estado vizinho ao Ceará, onde a sua marca principal era a tortura em larga escala na busca de informações, o tenente cearense buscava alguma compensação. Consta que o militar recebeu uma informação sobre um possível coiteiro e parente de Sinhô Pereira e, para não “perder a viagem”,  no caminho de volta para casa fez uma “visitinha” a esta pessoa e sua família. A propriedade era A Fazenda Cristóvão, que pertencia a Crispim Pereira de Araújo, conhecido como Ioiô Maroto, um homem pacato e que vivia longe de complicações, apesar de ser membro da família de Sinhô Pereira.

Segundo comenta a tradição oral da região , e que conseguimos apurar em nossa visita a Belmonte em 2008, o mínimo que posso dizer em relação à visita da volante cearense ao pobre do Ioiô Maroto foi que “o cacete comeu”. Sobrou até para sua já vetusta mulher e suas filhas. Consta que um policial negro, conhecido como “Uberaba”, teria praticado contra as mulheres “toda sorte de misérias e imoralidades, entre a risadaria de todos, inclusive do tenente que achava em tudo muito espírito”. Depois do ocorrido, segundo a versão publicada no jornal de 1923, consta que Ioiô Maroto soube que o oficial da polícia cearense esteve na cidade de Belmonte, onde se arranchou na casa de seu compadre e amigo, o comerciante Luiz Gonzaga Lopes Ferraz. Foi informado ao fazendeiro ultrajado que Gonzaga declinou ao perverso tenente que Ioiô Maroto era parente de Sinhô Pereira. O autor da carta publicada no jornal, por razões óbvias, não declinou o nome do militar, mas se sabe que ele era o tenente Peregrino de Albuquerque Montenegro.

Versões

Em seu livro “O Canto do Acauã” (2011, pág. 157), a pesquisadora Marilourdes Ferraz dá outra versão para o caso. Ela afirma que o tenente Montenegro recebeu uma carta, onde havia uma denúncia contra Ioiô Maroto, informando ser ele um coiteiro de cangaceiros. Segundo afirma a autora de “O Canto do Acauã”,  a dita carta foi falsamente atribuída ao comerciante de Belmonte. Por saber de qual família vinha Maroto, Gonzaga correu a afirmar ao fazendeiro que não tinha culpa neste caso.

A ilustre visita do Bispo Dom Augusto Álvaro da Silva, a paróquia de Belmonte (PE) em 1912. Da esquerda para a direita sentados: Frei Lucas, D. Augusto Álvaro da Silva e Padre Sizenando de Sá Barreto. De pé: Coronel José de Carvalho e Sá Moraes, Capitão Tertuliano Donato de Moura, Manoel de Medeiros Filho, Dr. Isídio Moreira, Coronel Luiz Gonzaga Gomes Ferraz, Dr. Felisberto dos Santos Pereira, Capitão Miguel Lopes Gomes Ferraz, Capitão João Lopes Gomes Ferraz, Major Manoel da Mota e Silva, Tenente Augusto Nunes da Silva e o Major Joaquim Leonel Pires de Alencar. Crianças: Antônio Brandão de Alencar, Luiz Alencar de Carvalho (Luzinho), Otacílio Gomes Ferraz e Napoleão Gomes Ferraz. Fonte – Arquivo de Valdir Nogueira, Belmonte-PE, através do pesquisador Artur Carvalho.

Já autora de “As Táticas de Guerra dos Cangaceiros”, Maria Christina Russi da Matta Machado (1969, pág. 73), não afirma que Ioiô Maroto e Gonzaga eram amigos e nem compadres, mas que os dois tinham uma desavença antiga. A autora aponta, sem detalhar nada, que o problema entre os dois “foi coisa sem importância” e que Ioiô Maroto não imaginava que Gonzaga aguardasse a oportunidade de “liquidar as contas”, lhe denunciando a volante cearense que lhe desonrou em sua própria casa.

Já João Gomes de Lira, autor de “Memórias de um Soldado de Volante” (1990, págs. 77 e 78) tem outra versão. Segundo este antigo membro de volantes que perseguiu cangaceiros, Ioiô Maroto residia em um lugar chamado “Queimada Grande” e durante a surra aplicada pelos militares cearenses, soube da boca do próprio tenente Montenegro que  foi o comerciante Gonzaga a pessoa que lhe havia denunciado. Mas é a própria Marilourdes Ferraz que aponta duas ocorrências, que mostram uma possível solução deste pequeno mistério. A primeira razão teria ocorrido em maio de 1922, quando foi saqueada por Sinhô Pereira e seu bando, composto inclusive de Lampião e seus irmãos, uma carga de tecidos de Gonzaga que era transportada para Rio Branco, atual Arcoverde. Parte da carga foi distribuída entre os bandidos e o resto eles atearam fogo.

Fotografia do fazendeiro Crispim Pereira de Araújo, o Ioiô Maroto, que teve seu nome envolvido na morte do coronel Luiz Gonzaga Ferraz. Segundo seu neto, Valdenor Feitosa, quem está a direita de seu avô é Raimundo Neves Pereira, nascido em 12 de setembro de 1935, em Parambu(CE), conhecido como “Edmundo” e filho de Ioiô. Sentado no seu colo está o seu neto Dário, e à a sua esquerda se encontra a sua filha caçula, Francisca Neves Pereira. Esta foto foi tirada, na década de 40, do século XX, na fazenda Malhada, Município de Parambu, nos sertões dos Inhamuns, Estado do Ceará, próximo a fronteira com o Piauí onde Ioiô Maroto havia ido morar depois da questão.

A outra razão seria o fato que, depois desta ocorrência, Gonzaga começou a atender as exigências dos cangaceiros que viviam pela região. O comerciante, para se ver livre desta corja de malfeitores, entregava mercadorias e dinheiro. Entretanto, em uma ocasião em que estava ausente, consta que sua esposa, a Senhora Martina, tratou muito rispidamente o portador da mensagem dos bandoleiros. Diante dos episódios ocorridos, a autora afirma que Gonzaga contratou homens para a sua proteção, de sua família, de seus negócios e de suas propriedades.A notícia da desatenção da esposa de Gonzaga e do fato dele contratar homens para sua proteção chegou aos chefes dos cangaceiros causando insatisfação. Estes guardavam muito rancor de quem não lhes atendia seus pedidos e de quem tomava estas atitudes de defesa. Sabendo destes fatos narrados em “O Canto do Acauã” e lendo o teor do material publicado no jornal recifense “A Província”, em 11 de março de 1923, ao cruzarmos as informações, podemos facilmente deduzir que Gonzaga estando com homens armados para lhe proteger e com o comandante da volante cearense arranchado em sua casa, se sentiu seguro para relatar ao tenente Montenegro os problemas que acontecia consigo e a ligação de parentesco entre Ioiô Maroto e Sinhô Pereira. Depois do fracasso da atuação de sua volante em Pernambuco, da reprimenda do tenente Cardim, não é difícil imaginar que o tenente Montenegro deduziu que fazer uma visita ao parente de Sinhô Pereira poderia lhe trazer alguma vantagem. Evidente que isso é apenas uma dedução e nada impede que a triste sina de muitas pessoas de “botarem lenha na fogueira”, possa ter desencadeado tudo que ocorreu depois.

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LAMPIÃO PERSEGUIDO A CADA MOMENTO


Nestes últimos dias, Lampeão e o seu bando tem experimentado contínuos combates das forças volantes que andam no seu encalço.


Hotem, houve outro encontro na Serra Negra. O Tenente Liberato deu-lhe terrível combate, obrigando o bandido a refugiar-se na caatinga de Cipó de Leite

Publicado no aracajuano Jornal de Notícias em 21 de janeiro de 1932
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NESTE LOCAL FOI ASSASSINADO O CANGACEIRO ZÉ DE JULIÃO

Por José Mendes Pereira
Foto do acervo do pesquisador Sálvio Siqueira‎ O Cangaço

Segundo o pesquisador Daniel Magno afirma em sua página do facebook, que quem morreu nesse local, foi o cangaceiro Zé de Julião, no ano de 1961, em Poço Redondo, no Estado de Sergipe. 

Foi confirmado pelo pesquisador  Sálvio Siqueira, que esta cruz marca o local onde foi encontrado no dia 19 de Fevereiro de 1961, nos arredores da cidade de Poço Redondo, no Estado de Sergipe, o corpo de 

O cangaceiro Zé de Julião ou Cajazeiras

José Francisco do Nascimento, mais conhecido por Zé de Julião, ou o cangaceiro Cajazeira. Segundo Sálvio Siqueira, o corpo do cangaceiro estava todo crivado de balas.

Enedina esposa de Zé de Julião que, com a morte desta, ele se  casou com Graça, sendo ela irmã da Enedina. Esta foto pertence ao acervo do saudoso escritor Alcino Alves Costa

Ele era esposo da cangaceira Enedina, que foi assassinada na madrugada de 28 de Julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe, juntamente com outros cangaceiros e um volante, da volante que exterminou os reis do cangaço. 

Escritor Alcino Alves Costa

Fonte livro: “Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico", do historiador Alcino Alves Costa.

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PADRE CÍCERO O PATRIARCA DE JUAZEIRO






Vídeos do Youtube

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O NAZARENO " ODILON FLÔR "....Alguns dados biográficos


- Nome: Odilon Nogueira de Souza ou “ODILON FLÔR”

- Data de nascimento: 12/01/1903

- Data de falecimento: 07/11/1950 (faleceu em Itabuna na Bahia como 2º Sargento da Polícia baiana em decorrência de um câncer na garganta).

NOMES DOS FILHOS DE ODILON:

1-Luís Nogueira de Souza
2-Aldenora Nogueira de Souza
3-Carlos Nogueira de Souza
4-Normando Nogueira de Souza
5-Raimundo Nogueira de Souza (todos falecidos)


NOMES DOS PAIS DE ODILON:

João de Souza Nogueira ”JOÃO FLÔR” (nascido em 1870 e faleceu em 24/01/1931) - Angélica Teodora de Souza Ferraz (nascida em 1877 e faleceu em 1928)

ABAIXO RELAÇÃO DOS NOMES DOS FILHOS DE “JOÃO FLOR E ANGÉLICA TEODORA”:

1) Euclides de Souza Ferraz (*1897 +1968) 71 anos incompletos
2) Manoel de Souza Ferraz (*1901 +1975) 74 anos
3) Odilon Nogueira de Souza- ” ODILON FLÔR ” (*1903 +1950) 47 anos
4) Ildefonso de Souza Ferraz (*1907 +1925) 18 anos incompletos
5) Luís de Souza Nogueira (*1908 +2004) 96 anos
6) Ana de Souza Ferraz (*1910 +1948) 38 anos
7) Américo Nogueira de Souza (*1912 +1998) 86 anos
8)Emília Angélica de Souza Ferraz (*1915 +1996) 81 anos
9) Hildebrando de Souza Nogueira (*1918 +1977) 59 anos
10) Valdemar de Souza Ferraz (*1921 – Obs: faleceu em julho de 2012 em Itapetinga, aos 91 anos.

PEQUENA SINOPSE DA ATUAÇÃO DE “ODILON”, COMO POLICIAL

Entrou nas Forças Volantes de Pernambuco em 1923, mas já tinha iniciado sua luta contra o cangaceirismo alguns anos antes.

Em 1929 foi convidado juntamente com outros Nazarenos (Manoel Neto, Euclides Flor, Hercílio Nogueira, Manoel Flor, Davi Jurubeba, Afonso Flor) pelo conterrâneo e Deputado Federal pela Bahia Manoel Cavalcante Novaes para perseguir os cangaceiros no Estado baiano.

Participou de inúmeros combates contra os CANGACEIROS nos Estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Ceará, Bahia e Paraíba.

Sua Força Volante era muito conhecida em todo o Sertão. Depois que o cangaço foi exterminado, foi designado Delegado em diversas cidades no Estado da Bahia, chegando inclusive a ser Delegado Regional na cidade de Itabuna, numa época em que a guerra entre os fazendeiros de cacau estava no auge. Está sepultado em Itabuna/BA. Faleceu em decorrência de um câncer na garganta.

Fonte: facebook
Página:  Voltaseca Volta.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

FLORO SERÁ REEDITADO

Por Clerisvaldo B. Chagas, 15 de janeiro de 2015 - Crônica Nº 1.346

Ontem tive o prazer de receber em casa o jovem Victor Carneiro Pascoal. O estudante pretende elaborar o seu TCC em cima da biografia de Floro Gomes Novais, que dominou as páginas da Imprensa por cerca de vinte anos. Universitário da UFAL, em Maceió, Victor chegou acompanhado do filho do nosso amigo Brás, de Olivença, major Herófilo Pantaleão Ferro.


Não pensei que o livro “Floro Gomes Novais, Herói ou Bandido?” Fosse fazer tanto sucesso na atualidade, após 30 anos do seu lançamento. A procura tem sido maior por escritores, pesquisadores e pessoas do ramo de Direito. Existe do mundo dessas pessoas, uma espécie de cobrança/pressão visando reeditar a obra. Eu vinha recusando a reedição por motivo de não ser fã de escrever sobre violência real, embora tenha sido levado pelas circunstâncias e ter escrito em parceria também Lampião em Alagoas e, sozinho, Maria Bonita, a Deusa das Caatingas (este, inédito ainda).


Após a conversa com o jovem Victor, pensei pela primeira vez em reeditar o livro; uma segunda edição, na íntegra, apenas com melhor identificação da obra, exibição de registro, autorização, editora, data, coisas que os pesquisadores muito bem conhecem.

Isento de qualquer outra pretensão, embora o livro tenha fama nacional, vamos reeditar a obra unicamente para servir a essa demanda pesquisadora do homem que procurou fazer justiça pelas próprias mãos. Parece até a saga de outro vingador em folheto da minha autoria, episódio histórico de Santana do Ipanema: “A Igrejinha das Tocaias, sua estória”, escrita em versos e único registro sobre o tema.

Após o exposto, vamos aguardar a elaboração dos seis livros anunciados. Estou providenciando. Após o lançamento dos seis livros, partiremos para a reedição de “Floro Gomes Novais”, talvez em pequena quantidade e como encomendas.
Aguardemos, pois.


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