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quinta-feira, 23 de abril de 2015

A CRIANÇA " João Lucas Ferraz Nogueira " de Nazaré do Pico-PE


A CRIANÇA "João Lucas Ferraz Nogueira" de Nazaré do Pico-PE, garoto símbolo da valentia dos nazarenos, fez a festa em seu torrão com a chegada da caravana do Cariri-cangaço. Seus pais, Hildebrando Ferraz Nogueira e Nancy Ferraz foram uns dos anfitriões... 

Confira, na foto acima, a bela imagem desse volante-mirim, com um fuzil que foi dos seus antepassados, e, que foi usado na perseguição a Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião.


Voltaseca Volta - Abaixo, mais um close do pequeno João Lucas  Ferraz Nogueira recebendo uma homenagem da caravana CARIRI-CANGAÇO, através de uma comenda.


Este é o valente, o mais novo do nosso bando. Sulamita De Souza Buriti! - Foto do Adalto Silva no facebook.


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quarta-feira, 22 de abril de 2015

A MANSÃO DA BARONESA DE ÁGUA BRANCA-AL


Residência da Baronesa Joana Vieira de Siqueira Torres, nonagenária, viúva do Barão de Água Branca (AL). Teve a sua residência saqueada pelo grupo de Lampião em 26.06.1922.

Segundo consta essa foi a primeira vez que Lampião liderou seu próprio grupo de cangaceiros.


Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

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NAS TRILHAS DO CANGAÇO: CORONEL ÂNGELO DA GIA, FAZENDA POÇO DO FERRO E AS DUAS COVAS DE ANTÔNIO FERREIRA.

  Por João de Sousa Lima

Dia 19 de abril de 2015, saí de Paulo Afonso na companhia dos amigos Josué Santana e Leide Soares, para nos encontrarmos com o casal de amigos Marcos de Carmelita e a professora Silvana, residentes na cidade de Floresta, Pernambuco, onde iríamos realizar uma visita técnica para registrar mais um dos pontos históricos que farão parte dos roteiros apresentados durante o evento Cariri Cangaço, encabeçado por seu curador, Manoel Severo.

A pesquisa de campo teve como objetivo o mapeamento geográfico e histórico de um dos mais importantes fatos que marcam as histórias do cangaço na região pernambucana.
     
Um dos pontos mais visitados por Lampião e seus cangaceiros foi a fazenda Poço do Ferro, de propriedade do coronel Ângelo da Gia. A fazenda, na época do cangaço, pertencia a cidade de Floresta e hoje pertence a Ibimirim.
    
A fazenda não teria tanta importância para os pesquisadores do cangaço se lá tivesse sido apenas mais um dos inúmeros coitos dos cangaceiros. Nessa fazenda o Rei do Cangaço perdeu seu irmão Antônio Ferreira.
    
Dirigimos-nos para Poço do Ferro, sendo guiado por Marcos de Carmelita, porém sem conhecermos ninguém da localidade, assim como parentes que ainda residem por lá.

Quando avistamos a pequena placa com o nome da fazenda, paramos em uma cancela, abrimos e seguimos a estreita estrada. Mais a frente encontramos um casebre onde reside o senhor João David da Silva, sua esposa Maria das Graças e os filhos Joaquim e Graziela. O João David nos recepcionou, serviu água e nos levou ao lugar onde foi enterrado o Antônio Ferreira.

Uma pequena formação de pedras e uma cruz marca o local da sepultura.

Fizemos algumas fotos e fomos até a casa grande da fazenda, onde estavam  Neta, bisnetos e trinetos de Ângelo Gomes de Lima, o Ângelo da Gia.

Na casa grande fomos recebidos por Washington Gomes de Lima, bisneto do coronel. Um fato interessante é que disseram que não seríamos bem recebidos pela família e confesso que de todos esses anos de pesquisas e entrevistas, nunca tive uma receptividade tão calorosa como a que recebemos da família.

Travamos um diálogo em uma festiva roda de conversas, tendo por depoentes a neta do coronel e matriarca da família, a senhora Eunice Gomes  Lima e suas filhas Ruth Gomes Lima Laranjeira e Maria do Socorro Gomes Lima Cordeiro e ainda, do trineto João Vítor Gomes Lima.

As histórias foram muitas mais sempre voltávamos ao episódio principal: a morte de Antônio Ferreira e a perseguição sofrida pela família e imposta pelas volantes policiais.
    
Uma das informações importantes nos forneceu Washington que contou que dois dias depois da morte de Antônio, uma volante chegou na fazenda Poço do ferro, descobriu o túmulo do cangaceiro morto, desenterrou-o e cortou a cabeça e colocou em uma estaca da porteira do curral do casarão do coronel. Quando a polícia saiu o coronel mandou enterrar a cabeça no antigo cemitério da família. Antônio Ferreira tem, portanto dois túmulos, sendo um para o corpo e outro pra cabeça.

A MORTE DE ANTÔNIO FERREIRA
     
Em janeiro de 1927, Antônio Ferreira, Jurema e mais alguns cangaceiros estavam jogando baralho na fazenda Poço do Ferro, enquanto Luiz Pedro descansava em uma rede. Antonio pediu pra ficar um pouco na rede pois Luiz já fazia tempo que estava deitado. Quando Luiz Pedro tentou levantar da rede apoiando a coronha do mosquetão no chão, apoiou com força e na batida a arma disparou atingindo mortalmente Antônio.

Lampião estava na Serra Negra e quando foi avisado correu pra saber da verdadeira história. O próprio coronel Ângelo da Gia contou que a morte havia sido de “SUCESSO” (termo que servia para designar  um acidente).

O cangaceiro Jararaca queria matar Luiz Pedro e os outros que estavam no lugar, Lampião não aceitou e por isso discutiram e Jararaca deixou a companhia de Lampião e seguiu outro rumo.
    
Fala-se que foi ai o juramento que Luiz Pedro fez dizendo que seguiria Lampião até sua morte. Se verdade ou não a promessa, eles morreram juntos na fria manhã do dia 28 de julho de 1938.

Na fazenda Poço do Ferro ainda restam as velhas pedras escuras que circundam covas das pessoas de várias gerações da família e duas dessa simbolizam a passagem do cangaço em suas terras.

No final da conversa nos convidaram para um farto almoço regado a galinha cabidela, bode assado, arroz e feijão de corda. Porém o que mais me marcou nessa visita foram os sorrisos dos membros da família, que mesmo tendo sofrido os abusos e as injustiças de uma época tão marcada pela violência, não perderam suas essências de sertanejos valorosos e, sabem como poucos, receber calorosamente, aos que buscam os filetes de suas memórias históricas...

Dona Eunice, Washington, Ruth, Maria Socorro e João Vítor, Deus proteja sempre vocês.

João de Sousa Lima
Historiador e escritor
Membro da ALPA- Academia de Letras de Paulo Afonso
Membro da SBEC_ Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço

Paulo Afonso, 20 de abril de 2015

Devido alguns problemas no momento da postagem, não foi possível a transferência das fotos deste artigo. Para você ver todas as fotos, clique no link abaixo:

http://www.joaodesousalima.com/2015/04/nas-trilhas-do-cangaco-coronel-angelo.html

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REUNIÃO DO GRUPO PARAIBANO DE ESTUDOS DO CANGAÇO - João Pessoa-PB



No próximo sábado 25/abril/2015, será realizado reunião do GPEC às 09:00 da manhã, Endereço: Praia do Seixas na antiga Associação dos Funcionários da Embratel. Além dos membros do grupo também podem participar qualquer pessoa que tenha interesse na temática Cangaço. Será um prazer recebê-los. Telefones para contato:(83)8832-7456/(83)9637-1191 

Narciso Dias.

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DOCUMENTÁRIO SOBRE À INVASÃO DE MOSSORÓ COMEÇARÁ SER FILMADO NESTA QUINTA EM AURORA-CE


FONTE –http://blogdaaurorajc.blogspot.com.br/2015/04/documentario-sobre-invasao-de-mossoro.html

Muito já se sabe sobre a história de Lampião em seus quase 20 anos de intensas estripulias pelos sertões de 7 estados nordestinos. Porém, ao contrário do que muitos ainda imaginam, inclusive bons pesquisadores e outros  “escribas livrescos”,  há muito ainda a se dizer, descobrir, estudar e escrever acerca da verdadeira saga lampiônica pelos grotões sertanejos.   

Uma dessas lacunas que continua aberta nas narrativas do Cangaço, sobretudo no que tange à história de Lampião, diz respeito  ao famoso episódio relacionado à Invasão da cidade de Mossoró em julho de 1927, cuja trama aconteceu na fazenda Ipueiras no município de Aurora no Cariri cearense. 

Um imenso cipoal de fatos e acontecimentos dos mais emblemáticos envolvendo, além da figura de Lampião, personagens fundamentais como o Cel Izaías Arruda e Massilon Leite – ditos como os principais patrocinadores  que convenceram Virgulino a aceitar tal empreitada. Ainda, outros colaboradores aurorenses tais como Zé Cardoso, Miguel Saraiva, Décio Holanda do Pereiro, Júlio Porto e João 22 do subgrupo dos irmãos marcelinos. Como ainda figuras menores mas não menos importantes para a compreensão da trama como os cangaceiros da terra, moradores do riacho das Antas como José Côco, Zé Roque, Zé de Lúcio e Antonio Soares que integravam tanto o bando do coronel como o do próprio Massilon e dos Marcelinos.


Ocorrências históricas que se deram em solo aurorense(envolvendo a Ipueiras, os serrotes do Cantis e Diamante que serviam de coito para Lampião e seu bando) meses antes da malograda invasão à cidade do oeste potiguar. E depois da invasão frustrada – a traição do cel. ao rei do cangaço, culminando com a tentativa de envenenamento do bando e o famoso fogo da Ipueiras que também contou com a presença suspeita do major Moisés Leite de Figueiredo – comandante geral das volantes.

Fatos que como se nota estão ausentes ou muito pouco narrados(pelos menos como deveriam) na literatura tida como oficial do cangaço atinente ao célebre acontecimento.

DOCUMENTÁRIO DE SILVIO COUTINHO

De modo que avaliamos como bastante necessário e alvissareiro a produção do documentário cinematográfico “Chapéu Estrelado”, do diretor carioca Silvio Coutinho, roteiro do artista plástico Iaperi Araújo, Além da produção de Valério Andrade na produção e de Rostand Medeiros na pesquisa. 


Um filme que tenta refazer o caminho que o bando de Lampião trilhou entre 10 e 14 de junho de 1927 pelo interior do Ceará, Paraíba e RN a partir do município de AURORA Sul do Cariri precisamente na fazenda Ipueiras onde ocorreu  toda a trama para à invasão de Mossoró.

Trata-se portando de um documentário em longa-metragem intitulado “Chapéu Estrelado – Os caminhos de Lampião no Oeste Potiguar” que estará sendo filmado a partir desta quarta-feira(22) na cidade de Aurora.


Para tanto,  Rostand Medeiros (foto acima, entrevistando) já combinou com o secretário de cultura de Aurora o também pesquisador José Cícero para que o mesmo possa participar dos trabalhos durante as filmagens à Ipueiras, Cantins e Serrote do Diamante( locais que serviram de coito para o rei do cangaço e seu bando).

Oportunidade em que o secretário aurorense falará um pouco acerca da figura de Massilon Leite que juntos do Cel. Izaías Arruda convenceram Lampião à empreitada de Mossoró. Como igualmente de Miguel Saraiva e Zé Cardoso que também foram participes no citado episódio. 

Conforme o cineasta a prioridade “máxima” é que a primeira exibição pública seja no RN, “pelo menos” em Natal e Mossoró. O plano é lançar ainda em 2015, mas a data não foi definida. “Depois do lançamento, e antes de chegar ao circuito comercial, pretendemos fazer o circuito de festivais nacionais e internacionais. Para ele, o cangaço é um tema internacional e continua atual.

Coutinho adiantou que o formato do documentário, que conta com parceria da produtora Locomotiva Cinema de Arte (RJ), será moderno, dinâmico. “Vamos explorar bastante a paisagem dos três estados onde vamos filmar (CE, PB e RN) e ouvir herdeiros dessa memória pelo caminho”.

Para a execução do documentário a equipe de filmagem ouvirá também alguns pesquisadores do cangaço, sobretudo no tocante aos episódios  ocorridos em Aurora que envolveram Lampião, o coronel Izaías Arruda, Zé Cardoso e  Massilon. Quando serão entrevistados o secretário de cultura local José Cícero (professor e pesquisador do cangaço)  e na vizinha cidade de Missão Velha onde existe ainda hoje o grande casarão onde residiu coronel; serão entrevistados  o prof. João Calixto Jr e o memorialista João Bosco André.

Toda a equipe de filmagem deverá chegar em Aurora na noite de quarta-feira(22) onde ficará hospedada até o dia seguinte, data prevista para o início dos trabalhos.

Da Redação do Blog de Aurora.
Com informes do TOK DE HISTÓRIA.

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros.

http://tokdehistoria.com.br/

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TODO SERTÃO NUM SÓ CORAÇÃO

Por Antonio José de Oliveira

Nobre pesquisador Mendes: 

Tive o privilégio (como tantas outras vezes) de ser indicado por você para a leitura do livro TODO O SERTÃO NUM SÓ CORAÇÃO: Vida e obra de Alcino Alves Costa, de autoria do Advogado e Escritor Rangel Alves da Costa.


Tenha certeza caro amigo que, a leitura desse livro me despertou tanto pelo aprofundamento da pesquisa sobre a Saga do cangaço, como procurar compreender com mais afinco o que acontece na vida de um homem público.

Você que conhece o livro do Rangel, sobre a vida de seu pai, sabe perfeitamente quem foi o mestre Alcino: sua inteligência, dedicação, sofrimento nos últimos dias e, apesar de um grande administrador, (logo que governou sua Poço Redondo por três vezes), a injustiça pela qual fora acometido na sua última gestão.

Alcino - filho de um torrão sertanejo que produziu mais de duas dezenas de cangaceiros, e, ele próprio era sobrinho de um deles: O Zabelê, que segundo suas palavras LEVANTOU VOO, NÃO MAIS RETORNANDO ao torrão que lhe vira nascer.

Alcino, que fora escritor, compositor, radialista, político de peso em sua Terra, mas havia estudado somente o curso primário. Era na verdade um autodidata.

Mas, para o leitor conhecer em profundidade quem era o "CAIPIRA DE POÇO REDONDO" e "VAQUEIRO DA HISTÓRIA", faz-se necessário apossar-se da leitura do livro VIDA E OBRA DE ALCINO COSTA, escrito pelo seu filho Rangel e, LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO: Mentiras e mistérios de Angico, escrito pelo próprio Alcino.


Explanar sobre a vida do mestre de Poço Redondo, é sempre motivo de prazer e honra para um iniciante na estrada da Saga do Cangaço.
O meu muito obrigado,

Antonio Oliveira - Serrinha desta nossa Bahia.

Informação: Se você quiser adquirir livros sobre o cangaço, escrito pelo  saudoso Alcino Alves Costa, entre em contato através dos e-mails abaixo com Rangel Alves da Costa, ou o professor Pereira: 

rangel_adv1@hotmail.com
franpelima@bol.com.br

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terça-feira, 21 de abril de 2015

21 DE ABRIL — DIA DE TIRADENTES

Por Me. Cláudio Fernandes
O alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi um dos principais articuladores da Inconfidência Mineira

O dia de Tiradentes é celebrado, sob regime de feriado nacional, em 21 de abril desde 1965 como forma de construção da imagem heroica do Patrono da Nação.

Desde 1965, aos 21 dias do mês de abril, celebra-se no Brasil o Dia de Tiradentes e, junto à pessoa deste, rememoram-se também os acontecimentos que configuraram a Inconfidência Mineira. Neste texto, procuraremos explicitar os motivos pelos quais Tiradentes passou a ser considerado um herói nacional e Patrono da Nação Brasileira.

Sabe-se que “Tiradentes” era o apelido de Joaquim José da Silva Xavier, um alferes (cargo militar da época colonial) que também exerceu a profissão de dentista. Tiradentes participou ativamente de um dos principais movimentos de contestação do poder que a coroa portuguesa exercia sobre o Brasil Colônia: a Inconfidência Mineira. Sabemos que esse movimento articulou-se entre os anos de 1788 e 1789 e foi permeado por ideias provindas do Iluminismo que se alastrou pela Europa, na segunda metade do século XVIII.

Os inconfidentes de Minas Gerais geralmente integravam, com exceção de poucos, a elite cultural e social daquela região (como era o caso do poeta Tomás Antônio Gonzaga) ou então ocupavam postos militares ou exerciam profissões liberais, como era o caso do referido Tiradentes. O que dava unidade ao grupo eram ideias como a de liberdade e igualdade (ideias essas que também fomentaram a Revolução Francesa, em 1789), além do anseio pela emancipação e independência com relação à Coroa Portuguesa, à época governada pela rainha D. Maria, “A louca”.

Os planos de insurgência contra o governo local em Minas, representado pelo Visconde de Barbacena, foram articulados em 1788 e tiveram como estopim a política de cobrança de impostos sobre a produção aurífera e sobre os rendimentos que ganhava cada pessoa que compunha a população de Minas Gerais. Esse último imposto era conhecido sob o nome de “derrama”. Apesar de terem uma organização bem elaborada, os inconfidentes acabaram por ser delatados por Silvério dos Reis, um devedor de tributos que, com a denúncia, acreditava poder sanar suas dívidas com a coroa.

Todos os inconfidentes foram presos. Tiradentes foi apanhado no Rio de Janeiro. O processo estabelecido contra eles e os subsequentes julgamentos e sentenças só terminaram em 1792, no dia 18 de abril. Os principais líderes receberam a pena do banimento, isto é, foram expulsos do país. Tiradentes, ao contrário, foi enforcado no dia 21 de abril ao som de discursos que louvavam a rainha de Portugal. Seu corpo foi esquartejado e sua cabeça exibida na praça principal da cidade de Ouro Preto.

Evidentemente, o dia da morte de Tiradentes por muito tempo foi compreendido como o dia em que um rebelde foi morto, como típico exemplo de retaliação absolutista. Entretanto, após a Independência do Brasil e, principalmente, após a Proclamação da República (época em que o Brasil, já desvinculado de Portugal, procurava construir sua identidade nacional), a imagem de Tiradentes começou a ser recuperada e louvada como um dos heróis da nação ou como um dos que primeiramente lutaram (até a morte) pela liberdade.

Um exemplo dessa imagem foi a instalação, em 1867, do primeiro monumento a Tiradentes na cidade de Ouro Preto. Outro exemplo, o mais notório, foi a confecção, por parte do pintor Pedro Américo, do quadro “Tiradentes Esquartejado” (ver imagem no topo do texto) em 1893, época em que a República, recém-instituída, procurava os mártires e os patronos da “Nação Brasileira”. O Tiradentes de Pedro Américo traduz a imagem idealizada do martírio, que se aproxima do martírio de Cristo.

Essa visão republicana de Tiradentes permaneceu (e, de certo modo, ainda permanece) no imaginário popular dos brasileiros. Em 1965, durante a primeira fase do regime militar no Brasil, o marechal Castelo Branco, então presidente da República, contribuiu para o reforço dessa imagem de Tiradentes, sancionando a Lei Nº 4. 897, de 9 de dezembro, que instituía o dia 21 de abril como feriado nacional e Tiradentes como, oficialmente, Patrono da Nação Brasileira.

Me. Cláudio Fernandes

http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/tiradentes.htm

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PARABÉNS RIO IPANEMA

Por Clerisvaldo B. Chagas, 21 de abril de 2015 - Crônica Nº 1412

Passaram-se muitos dias desde a criação da lei que instituiu o 21 de abril como dia do rio Ipanema. Orgulho-me sem exaltação de ter lançado a ideia que foi acolhida pelos ex-companheiros da AGRIPA, recebida pelos vereadores e sancionada pelo prefeito Mário Silva.

Rio Ipanema (Foto: Agripa).

O rio Ipanema fica assim registrado nos anais da história santanense graças aos nossos esforços da Associação Guardiões do Rio Ipanema. Com uma comemoração ainda singela, a AGRIPA fez um esforço grande para lembrar à população que é preciso trabalhar pela salvação urbana do rio.

O Ipanema sofre com o lixo doméstico sem controle, a extração gigante de areia, os dejetos do matadouro municipal, as pocilgas e currais das suas margens, o óleo combustível e doméstico e as milhares de toneladas de fezes que descem de ruas inteiras diariamente, além de escapamento de fossa e lavanderia do hospital Clodolfo Rodrigues.

O Ipanema angustiado no trecho urbano pede socorro e foi ouvido por esse grupo de pessoas que corre em sua defesa e muito já realizou na parte social quando escolas e mais escolas aderem cada vez mais à sua luta.

Quanto à parte prática que a AGRIPA deve enfrentar ainda está amarrada em seus próprios membros que ainda não tiveram o apoio dos três poderes do município para atacar o problema de vez, cujo segredo está na Codefasf. É preciso chamar o Ima e a promotoria para o engajamento na luta e partir para a despoluição 100% do Panema, trecho urbano.

Hoje se comemora o dia do rio Ipanema com ciclismo e programação cultural com esse grito da AGRIPA que se avoluma em defesa do caudal.
No momento não pertenço mais a AGRIPA, mas desejo que meus ex-companheiros tenham sucesso na programação da festa e adquiram novas adesões à causa.

Parabéns Rio Ipanema, pela sua existência e por tudo que você já fez por essa cidade. Repúdio para os que querem lhe destruir.

AVANTE ex-companheiros da AGRIPA na pessoa do atual presidente ARISELMO MELO.



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CONVITE!


Lançamento da biografia de Leandro Gomes de Barros.  
Evento antecipa comemorações do sesquicentenário do mestre da Literatura de Cordel.

Quem me soprou foi a comadre Iris Mendes Medeiros.

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QUADRANTE 45 VIAGEM NO TEMPO (FICÇÃO) - PARTE II

Autor Raul Meneleu Mascarenhas






CONTINUA...

Fonte: http://meneleu.blogspot.com.br/

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Cariri Cangaço - Piranhas 2015


O Ceará vai emprestar à Piranhas muitos talentos. Nas Mesas de Conferências e Debates, do Cariri Cearense a quinta confirmação de nosso Cariri Cangaço Piranhas 2015: SOUSA NETO, grande pesquisador, escritor, poeta, músico, Secretário de Cultura da cidade de "Barro", e a mais nova confirmação em Piranhas. Você não pode perder! 

Em breve Programação Completa e Informações Gerais.
CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015


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Depois de Princesa Isabel, chega o desafio de Piranhas

Por Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço

Quando sou provocado a refletir sobre os resultados alcançados por este empreendimento coletivo chamado Cariri Cangaço, meu coração se enche de gratidão e uma certeza: Nada poderá deter um trabalho sério, com objetivos nobres; planejamento, determinação, zelo e acima de tudo, transpiração, muita transpiração. Alguns desavisados imaginam que no Cariri Cangaço existem "varinhas de condão", a esses esclareço: Nossa varinha de condão tem nome: Gratidão, Reconhecimento e Trabalho, muito trabalho.

Estamos às vésperas de realizarmos nossa V Edição do Cariri Cangaço Tradicional. Os olhos do Brasil se voltam para o cariri do Ceará, nossa terra, nosso chão...Aqui, os pioneiros do projeto: Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Aurora, Barro, Porteiras e Lavras da Mangabeira, se preparam; de portas e corações abertos; para receber esta imensa nação de apaixonados pela história e pelo sertão, de todo o Brasil. Teremos entre os dias 22 e 27 de setembro de 2015 um dos maiores eventos sobre as temáticas nordestinas, já realizado.  


Já o Cariri Cangaço Princesa 2015, contemplando de forma inédita as cidades de Princesa Isabel e São José de Princesa; com o distrito de Patos de Irerê, na Paraíba e Floresta, com Nazaré do Pico, em Pernambuco; neste último mês de março de 2015, marcou sobremaneira a presença do Cariri Cangaço em mais três cenários importantes e vitais da historiografia do cangaço e do coronelismo nordestino. Desde os momentos embrionários alguns nos chamavam a atenção sobre as dificuldades em gestar tão ousada iniciativa: "problemas políticos, problemas de família, conflitos, dificuldades financeiras, isso e aquilo..." Entretanto isso é muito pouco para deter nossa inabalável determinação, e daí; transformar o sonho em realidade foi um pulo. O Cariri Cangaço Princesa se configurou como um extraordinário exemplo de trabalho em equipe, articulação, persistência e coragem. Foi um de nossos maiores e significativos eventos.

Serenidade, zelo, reconhecimento. Passo a passo cada detalhe e cada momento de nossos empreendimentos são pensados com a responsabilidade de quem administra um evento e uma marca que agora já pertencem ao Brasil. Antes mesmo de setembro chegar mais um novo e encorajador desafio: A terceira edição do Cariri Cangaço no estado das Alagoas agora no próximo mês de julho. Às margens do Rio São Francisco, a bela e majestosa Piranhas se prepara para ser invadida; como o foram, Princesa Isabel, São José e Nazaré do Pico. Ao Cariri Cangaço Piranhas 2015 estaremos agregando pela primeira vez o estado de Sergipe, com a chegada do Cariri Cangaço a Poço Redondo, berço e amor eterno de Alcino Alves Costa.
  

Muitos outros desafios virão... Muitas vezes me perguntam o que move todo esse trabalho, respondo com humildade: "O Cariri Cangaço é movido por Paixão e Entusiasmo por tudo que faz; acreditando na vida, nas pessoas, buscando com harmonia unir talentos e multiplica-los na direção de construir uma bonita história. É isso que estamos fazendo, e vamos fazer ainda por muito tempo, enquanto houver fôlego".

Juliana Pereira e Alcino Alves Costa

Na verdade, não medimos esforços para fazer do Cariri Cangaço, antes mesmo de um evento científico ou de aprofundamento, de um seminário, simpósio ou conjunto de visitas técnicas e acadêmicas; um grande e precioso Encontro de Amigos, isso faz tudo valer a pena... Todos com um sentimento comum: O Amor à nossa Raiz! Valeu Brasil; vamos em frente.

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço
Fortaleza, Ceará - Brasil 

http://cariricangaco.blogspot.com.br/

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DR. JERÔNIMO VINGT-UN ROSADO MAIA DA FAMÍLIA NUMERADA DE MOSSORÓ

Por José Mendes Pereira
Vingt-un Rosado, em foto publicada no O Mossoroense, em 1946, com 26 anos de idade. Foto do acervo da jornalista Lúcia Rocha

Dr. Jerônimo Vingt-un Rosado Maia nasceu em Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, no dia 25 de Setembro de 1920, e faleceu em Mossoró, no dia  21 de Dezembro de 2005. 

Isaura Rosado Maia mãe da família numerada de Mossoró

Nascido numa família de políticos, e era filho de Isaura Rosado e do farmacêutico e político paraibano Jerônimo Rosado.

Jerônimo Rosado Maia pai da família numerada de Mossoró

Teve como irmãos importantes, o ex-governador do Rio Grande do Norte Jerônimo Dix-Sept Rosado Maia, o ex-deputado federal Jerônimo Vingt Rosado Maia, e o ex-prefeito Jerônimo Dix-Huit Rosado Maia. Era historiador, agrônomo, e durante muitos anos foi diretor da ESAM – Escola Superior de Agricultura de Mossoró, atualmente (UFERSA).

Os irmão de Vingt-un Rosado eram:

Jerônimo Rosado Filho
Laurentino Rosado Maia
Tércio Rosado Maia
Izaura Rosado
Laurentino Rosado Maia
Isaura Sexta Rosado de Sá
Jerônima Sétima Rosado Fernandes
Maria Oitava Rosado Cantídio
Isauro Nono Rosado Maia
Vicência Décima Rosado Maia
Laurentina Onzième Rosado Fernandes
Laurentino Duodécimo Rosado Maia
Isaura Trezième Rosado Maia
Isaura Quatorzième Rosado de Magalhães
Jerônimo Quinzième Rosado Maia
Isaura Seize Rosado Coelho
Jerônimo Dix-sept Rosado Maia
Jerônimo Dix-huit Rosado Maia
Jerônimo Dix-neuf Rosado Maia
Jerônimo Vingt Rosado Maia, este era o mais novo e foi o último a falecer.

Dos filhos do farmacêutico Jerônimo Rosado Maia conheci pessoalmente os seguintes:

Naide esposa de Dix-huit Rosado e Trezième Rosado
Laurita (39), Trezième Rosado (56) sua mãe, em Aparecida do Norte - São Paulo em 1972 - http://www.azougue.org/conteudo/dobumba32.htm

Isaura Trezième Rosado Maia mãe de Laurita Rosado Miranda.

 Jerônimo Dix-huit Rosado Maia

- Jerônimo Dix-huit Rosado Maia pai do empresário Mário Rosado, e foi prefeito de Mossoró em três gestões.

Dona Odete e Dix-neuf Rosado Maia

- Jerônimo Dix-neuf Rosado Maia pai da ex-prefeita de Mossoró Maria de Fátima Rosado. Este era empresário.

Jerônimo Vingt Rosado Maia

- Jerônimo Vingt Rosado Maia pai da ex-deputada Federal Sandra Rosado. Foi prefeito de Mossoró e deputado federal durante muitos anos.

Jerônimo Vingt-un Rosado Maia

- Jerônimo Vingt-un Rosado Maia pai de Maria Lúcia, Dix-sept Rosado Sobrinho, Lúcia Helena, Leila Rosado e Vingt-un Júnior, que morreu em 1950, uma semana após o nascimento.

Vingt-un foi o criador da Coleção Mossoroense que possui uma quantidade enorme de livros escritos  por pessoas da região, administrada pela Fundação Vingt-un Rosado.


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