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sexta-feira, 11 de setembro de 2015
EXISTEM HISTÓRIAS QUE É MELHOR FICAREM NO LUGAR ONDE SEMPRE ESTIVERAM... OU SEJA, NO PASSADO. ESSA É UMA DELAS.
"AS
HORRIPILANTES AVENTURAS DO BANDO DE LAMPEÃO"
"Petrolina, 15 (Serviço especial da A NOITE) - Chegam notícias as mais
impressionantes sobre a última excursão realizada por "Lampeão" e seu
bando através do Nordeste.
Esteve elle, há poucos dias, nas proximidades de Villa Curaça, ainda no
território bahiano, e aÍ praticou atos de cru e penoso vandalismo, attingindo a
treze as victímas que fez por esta ocasião.
Entre os sacrificados pela mão assassina do tenebroso cangaceiro, conta-se uma
senhorita, filha do Escrivão Domiciano. O bando facínora tendo prendido essa
jovem, infligiu-lhe os máos tratos e vergonhas em que costuma comprazer-se,
terminando por exigir, em troca da libertação da moça, a somma de 4:000$000
(Quatro contos de réis).
Não possuía o Escrivão Domiciano essa importância nem teve onde obtê-la no
momento. Como somente tivesse levado ao chefe cangaceiro um conto de réis o
Escrivão viu sua própria filha ser sacrificada, não se apiedando o bandido das
supplicas afflictivas do pae.
"Lampeão", depois de haver executado, com requintes de barbária, a
senhorita, deteve-lhe o pae. Mais tarde, mas já muito tarde, o prisioneiro
recebia de amigos os 3:000$000 (Três contos de Réis) que Lampeão
embolsou".
Fonte: Jornal "A NOITE" de 15 de Julho de 1931.
Transcrição: Geraldo Antônio de Souza (Administrador)
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NOVO LIVRO DE SABINO BASSETTI LAMPIÃO - O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS
Através do e-mail sabinobassetti@hotmail.com vocês poderão estar adquirindo o mais recente trabalho de José Sabino Bassetti intitulado "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".
O Livro, como o próprio título já diz, trará em suas páginas alguns segredos e informações, sobre o cangaço e seu representante maior, até então desconhecidas da grande maioria dos simpatizantes e estudiosos do assunto.
Um trabalho que foi desenvolvido através de pesquisas sérias e comprometidas com a verdadeira história, baseado em depoimentos e declarações de testemunhas oculares dos acontecimentos.
O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.
Não perca tempo e adquira já o seu.
Texto: Geraldo Junior
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NOTÍCIA DE HOJE (11/09) SOBRE A SAÚDE DO PROFESSOR JOSÉ ROMERO DE ARAÚJO CARDOSO
Por José Mendes Pereira
Eu estive às 10:00 horas de hoje no Hospital Wilson Rosado em Mossoró, e o professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte José Romero de Araújo Cardoso continua internado na UTI deste hospital. As visitas só a partir das 12:00 horas.
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EXTRA - IMPORTANTE PARA QUEM AINDA NÃO CONHECIA A FAMÍLIA DO FREI DAMIÃO
Foto do acervo do pesquisador Sergio RobertoLampião, Cangaço e
Nordeste
Cartão
das Santas Missões de Frei Damião. Foto do acervo do pesquisador Feitosa Lailson
Frei Damião de
Bozzano, nascido Pio Giannotti, OFMCap (Bozzano, 5 de
novembro de 1898 — Recife, 31 de maio de 1997) foi um frade italiano radicado
no Brasil.
Era filho dos camponeses Félix Giannotti e Maria Giannotti.
Começou sua
formação religiosa aos doze anos, quando foi estudar em um colégio de padres.
Aos dezenove anos foi convocado para o exército italiano e participou da Primeira Guerra Mundial. Aos 27 anos
diplomou-se em teologia pela Universidade Gregoriana em Roma e foi
docente do Convento de Vila Basélica e do Convento de Massa.
O frade
capuchinho, ordenado sacerdote em 25 de
agosto de 1923, veio do norte da Itália para o Brasil no início da década
de 1930, estabelecendo-se no Convento de São Felix da Ordem dos Capuchinhos, sendo venerado por
fiéis, principalmente nordestinos, pois foi nessa região que ele viveu a maior
parte de sua vida, fazendo peregrinações pelas cidades, dando comunhão,
confessando, realizando casamentos e batismos. Por muitos nordestinos
considerado como santo, encontra-se atualmente em processo de beatificação desde
31 de maio de 2003.[1]
Por dia,
muitas cartas chegam ao Convento de São Félix, contando fatos de cura, milagre,
que a ciência não consegue entender.
Sua primeira
missa foi nos arredores da cidade de Gravatá, em
Pernambuco, na capela de São Miguel, no Riacho do Mel. Anualmente, no mês de
maio, realiza-se naquela cidade as Festividades de Frei Damião: uma grande
caminhada sai da Igreja Matriz Nossa Senhora de Santa'Ana (no centro de
Gravatá) e vai até a Capela do Riacho do Mel.
Na cidade de
Recife, mais precisamente no Convento de São Felix da Ordem dos Capuchinhos, onde se encontra seu
corpo, acontece desde sua morte no final de maio Celebrações para Frei Damião.
Frei Damião,
recém-chegado ao Brasil.
Em 1975, recebeu a
medalha cunhada em ouro de amigos da cidade de Sousa, no estado da Paraíba,
quando permitiu que construísse a primeira estátua em sua homenagem, tendo o
mesmo colocado a pedra fundamental naquele ano e em novembro de 1976 oficiou
missa de inauguração, obra do renomado escultor pernambucano Abelardo da Hora.
A estátua esta construída no serrote denominado Alto da Benção de Deus, e se
constitui hoje num facho abençoado de luz, deixando todos que contemplam mais
próximos de Deus e de Nossa Senhora. E hoje é visitada por milhares de fiéis.
Em 27
de setembro de 1977, recebeu o título de Cidadão de Pernambuco e, em 4 de maio de 1995, o título de Cidadão
do Recife.
Frei Damião
ocupou-se em disseminar “as santas Missões” pelo interior do Nordeste. “As
santas Missões” eram um tipo de cruzadas missionárias, de alguns dias de
duração, pelas cidades nordestinas. Nessas ocasiões, era armado um palanque ao
ar-livre com vários alto-falantes onde o frade transmitia os seus sermões.
Quando perguntado sobre os objetivos de suas “santas Missões” aos sertanejos, o
frei respondia que um dos objetivos era “livrá-los do Demônio, que queria
afastá-los da Igreja e fazê-los abraçar outro credo [...]”.
É autor de um
manual de conduta, conhecido como os "Dez mandamentos de Frei Damião",[2] que
determina como os católicos devem lidar com os protestantes.
Nunca
abandonou suas caminhadas e romarias pelas localidades, no qual acompanhava com ele
sempre, um terço e um crucifixo, as quais fazia com seu amigo Frei Fernando. Só
parou poucos meses antes de falecer, devido ao agravamento de seu problema na coluna
vertebral, fruto da má postura de toda a vida.
Frei Damião de
Bozzano faleceu no Hospital Português no Recife, e seu corpo está enterrado na
capela de Nossa Senhora das Graças, de quem era
devoto, no Convento São Félix, no bairro do Pina, no Recife. Sua vida é
retratada no livro do escritor Luís Cristóvão dos Santos, Frei Damião - O Missionário dos
Sertões.
Na ocasião de
sua morte, em 31 de maio de 1997, o governo de Pernambuco e
a prefeitura de Recife decretaram luto oficial de três dias.
No interior de
Pernambuco, na cidade de São Joaquim do Monte, todos os anos milhares de
romeiros chegam para prestar suas homenagens ao Frade. O Encontro de Romeiros,
ou Romaria de Frei Damião como é mais conhecida, acontece todos os anos entre o
fim de agosto e início do mês de setembro. Programação religiosa e cultural
modificam totalmente o aspecto da cidade. O ponto central da peregrinação é a
estátua erguida em homenagem a Frei Damião localizada no Cruzeiro.
Em 2004, foi inaugurado o Memorial Frei Damião em sua homenagem, na
cidade de Guarabira, Paraíba,
uma das várias cidades em que o frade capuchinho percorreu em suas missões.[3]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Dami%C3%A3o
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quinta-feira, 10 de setembro de 2015
INFORMAÇÃO SOBRE O ESTADO DE SAÚDE DO PROFESSOR, ESCRITOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO JOSÉ ROMERO DE ARAÚJO CARDOSO
Informou-me hoje à tarde (10/09) a escritora Marcela Lopes que o professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero de Araújo Cardoso está internado desde segunda-feira na "UTI" do Hospital Wilson Rosado em Mossoró, com pneumonia,
infecção e edema pulmonar. Ainda adiantou que uma aluna do professor foi visitá-lo, e não conseguiu entrar na "UTI", mas viu o boletim médico, e que o seu estado de saúde é grave.
O professor Romero havia lhe mandado uma mensagem no domingo, comunicando-lhe que na segunda-feira iria ao Hospital Wilson Rosado, porque não estava se sentindo bem, e depois mandou outra, informando que estava internado.
O professor Romero havia lhe mandado uma mensagem no domingo, comunicando-lhe que na segunda-feira iria ao Hospital Wilson Rosado, porque não estava se sentindo bem, e depois mandou outra, informando que estava internado.
Esperamos que o professor tenha logo uma recuperação para juntos continuarmos os nossos trabalhos sobre cangaço.
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HISTÓRIA DE SERGIPE PARTE II
Ver artigo
sobre o autor, João Pires Wynne, por Luiz Antônio Barreto
Fim - Material
do acervo do pesquisador Raul Meneleu Mascarenhas Raul Meneleu Mascarenhas
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"PROFISSÃO": CANGACEIRO "LAMPEÃO" ABRIU 'VOLUNTARIADO' COM SOLDO DIÁRIO DE 10$000 (DEZ MIL RÉIS).
"PROFISSÃO":
CANGACEIRO
"LAMPEÃO"
ABRIU 'VOLUNTARIADO' COM SOLDO DIÁRIO DE 10$000 (DEZ MIL RÉIS).
Em meio à
seca, à fome e à miséria, o sertanejo enxergava na proposta oferecida por
Lampião, uma oportunidade única de angariar alguns trocados para a
sobrevivência própria e da família.
Muitos jovens
daquela época revoltados com a situação degradante e sofrida da vida que
levavam, aceitaram a proposta e optaram pela vida das armas, partindo em busca
da aventura e do dinheiro "fácil", ingressando em algum dos tantos
grupos cangaceiros existentes.
Devido à todas
as dificuldades e condições dignas de vida e demais contratempos, restavam-lhes
o dilema... morrer de fome... ou morrer na bala?
Aí é como diz
a história:
- PERDIDO!
PERDIDO E MEIO.
"SIMBORA"
CAPITÃO!!!
Texto: Geraldo
Antônio de Souza Júnior (Administrador)
Fonte da
matéria: Jornal "A NOITE" (1931)
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GENRO E FILHA DA EX-CANGACEIRA DULCE MENEZES
O CASAL RUAS,
ainda no lado sergipano, após uma emocionante visita à fazenda Jerimum, onde
nasceu a ex-cangaceira Dulce Menezes, se prepara para regressar para Piranhas -
AL, e, consequentemente, para casa, levando na bagagem belas imagens, muitas
lembranças de pessoas amigas, momentos inusitados, muitas interrogações e a
saudade de tudo isto, cujo privilégio nos coube. 23/07/2015.
Fonte: facebook
Página: Pereira
Ruas
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JESUÍNO BRILHANTE NA FAZENDA SANTA TEREZA
Por Epitácio Andrade
No dia 07 de setembro de
2015, o advogado criminalista Bartolomeu Linhares,
Dr. Bartolomeu Linhares
radicado na cidade de Caicó,
no Seridó potiguar presenteou o cangaceirólogo
Dr. Epitácio Andrade
Epitácio de Andrade Filho com o
artigo Memórias do Dr. Antônio Gervásio Alves Saraiva, de autoria do
genealogista e historiador cearense Francisco Saraiva Fernandes Câmara,
conhecido como Fernando Câmara.
Fernando Câmara
O artigo é um ensaio
historiográfico sobre a memória da família Saraiva Leão, apresentado pelo
orador-autor numa convenção familiar, ocorrida no dia 12 de abril de 1942,
no Rio de Janeiro, na época, capital federal do Brasil. E se encontra publicado
no número 98, nas páginas 17 a 27, editado em 1984, em Fortaleza, na
revista do Instituto Histórico do Ceará. O bacharel em ciências jurídicas pela
Universidade federal de Pernambuco Antônio Gervásio Alves Saraiva, nascido na
fazenda Santa Tereza, distante 15 km da sede urbana do município de
Belém de Brejo do Cruz, no alto Sertão paraibano foi contemporâneo do cangaceiro
potiguar Jesuíno Brilhante (1844-79). E deixou registrada em seus
manuscritos a fatídica passagem do mais afamado cangaceiro do século XIX pelas
terras da Santa Tereza, inserindo definitivamente o município paraibano de
Belém de Brejo do Cruz no mapa do cangaço de Jesuíno Brilhante.
A Fazenda Santa Tereza
se localiza em fronte a serra de Brejo do Cruz e margeia os alcantis das serras
do Patu, de João do Vale e serra negra, no Rio Grande do Norte.
Serra Negra do Norte
Serra de João do Vale
Serra do Patu
Serra de Brejo do Cruz
Cortada ao meio
pelo Riacho dos Porcos, oriundo a montante a oito léguas do Catolé do Rocha,
sendo represado pelo açude da Santa Tereza, construção arquitetônica secular
que contou com a participação decisiva de mão-de-obra escrava. Na época, chegou
a ser o maior açude do Nordeste brasileiro
Em 1880, o açude da Santa
Tereza não resistiu a uma invernada vindo a se romper, agravando as condições
de vida e sobrevivência no Sertão, contribuindo, inclusive para, mais adiante,
determinar a eclosão de uma epidemia de tuberculose. Em 1865, a casa grande da
Fazenda Santa Tereza era caiada, uma raridade para a época. A fama de
opulência da Santa Tereza despertou a cobiça do chefe de bando Jesuíno
Brilhante que enviou o seu cabra Pajeú. Numa tarde Pajeú bateu na casa do
capitão Álvaro de Assis, um amigo da família Saraiva Leão, para dizer que era
plano assentado do bando o assalto a Santa Tereza. Jesuíno já havia estado na
casa do major João Batista da Costa Coelho (Pai Joãozinho) para recorrer bolsa,
mas não tinha logrado êxito. Jesuíno fazia ponto na comunidade de São José,
onde tinha dois coiteiros: Um tal Chaves e Elias Cardoso. Confinantes à
Santa Tereza tinham comunidades que ora estavam aliadas a Jesuíno, ora estavam
aliadas ao grupo adversário dos Limões, como era o caso da comunidade Dois
Riachos, pertencente a família Lobo.
Neste cenário de conflito, estavam os
Saldanhas do mulungu; os Maias em Catolé do Rocha. O declínio socioeconômico da
Santa Tereza e o sofrimento da população vitimada pela tuberculose motivaram a
vinda do padre Ibiapina (1806-1883) que coordenou a construção da Igreja e do
cemitério, além de ter proposto a mudança do nome da comunidade de cachoeira
para Santa Tereza, que pode ter sido para homenagear a matriarca conhecida como
Teté ou para homenagear a própria genitora do missionário.
A
Fazenda Dois Riachos do Coronel Valdivino Lobo, aliado incondicional da família
Limão, principal algoz do cangaceiro Jesuíno
Brilhante o cangaceiro
A
Fazenda Dois Riachos do Coronel Valdivino Lobo, aliado incondicional da família
Limão, principal algoz do cangaceiro Jesuíno
Brilhante o cangaceiro
Coronel Valdivino Lobo da Fazenda Dois Riachos
Padre Ibiapina
Finalmente, narra o jurista que
acompanhou juntamente com o vaqueiro João Raimundo o sargento comandante de uma
tropa destacada na cidade de Imperatriz (hoje Martins, no Rio Grande do Norte)
que vinha no encalço dos cangaceiros até um pedregulho existente na estrada
entre São José e Santa Tereza, na comunidade de Santo Antônio, onde o sargento
Preto Limão armou a emboscada fatal que pôs fim ao cangaço de Jesuíno
Brilhante.
Serrote da tropa
Este lugar foi denominado pelo senhor Mário Waldemar Saraiva Leão,
fundador da cidade de São José de Brejo do Cruz, como o Serrote da Tropa.
Dr. Epitácio Andrade
Médico, escritor e pesquisador do cangaço
http://epitacioandradefilho.blogspot.com.br/2015/09/santa-tereza.html
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Livro "Lampião a Raposa das Caatingas"
Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.
Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.
O autor José Bezerra Lima Irmão
Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.
Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.
Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.
Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.
Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:
Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.
Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.
Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.
Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:
(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799
Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.: (79)9878-5445 - (79)8814-8345
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ANTÔNIO SILVINO “RIFLE DE OURO”
DEPOIMENTO
“Acredite que sempre procurei beneficiar os pobres e castigar os prepotentes. Nunca ataquei os Caixeiros-Viajantes que encontrava pelas estradas. Não admitia desrespeito às famílias, não consentindo a menor afronta às moças e senhoras. Não tenho vícios, pois não bebo, não fumo e nem jogo, e procurava evitar que os meus homens se excedessem. Nos banquetes que os fazendeiros nos ofereciam, mandava sempre retirar da mesa as garrafas de vinho. Antigamente matava para não morrer... hoje morro para não matar”.
Manoel Batista de Moraes “Antônio Silvino” em entrevista ao Jornal “A NOITE ILUSTRADA” no ano de 1937, logo após ter deixado a prisão em Recife/PE.
Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior O Cangaço
Transcrição: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)
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O ESTRONDO DA "RONQUEIRA"
Por Sálvio Siqueira
Ronqueira - pt.wikipedia.org
Lampião fica às escondidas por vários meses do ano de 1926. Acoitado nas terras da fazenda do Coronel Isaías Arruda, com certeza maquinando algum plano junto com o proprietário e outras 'autoridades' daquela região. Em fins do quarto mês do ano de 1927 ele dar o ar de sua graça, quando comete inúmeros ataques e assaltos a pequenos povoados e propriedades na região noroeste do Estado paraibano. Tem-se a nítida impressão que ele tenta chamar a atenção das autoridades daquele Estado para aquela localidade.
No décimo quinto dia do mês de Maria de 1927, a frente de mais ou menos 35 cangaceiros, Lampião ataca a Vila de Belém do Arrojado, hoje Uiraúna - PB. Esse aglomerado de casas localiza-se muito próximo à fronteira com o Estado do Rio Grande do Norte. Pequeno, poucas casas, uma Igreja, com população mínima e apenas um subdelegado para resolver seus problemas, torna-se cobiça aos desejos do "Rei Vesgo". Seria, como em tantos outros, presa fácil para seu intento.
Há dias que os jornais citam as arruaças dos cangaceiros. É solicitado ao Governo proteção por parte das autoridades do município daquele reduto, porém, não é tomado nenhuma providência quanto ao envio de tropas paras as cidades. E no pender do sol daquele dia 15, um dos cidadãos, o sertanejo Leonardo Pinheiro, estando há vários quilômetros da Vila, nota a movimentação da horda em direção a mesma e, como não poderia deixar de ser, finca as rosetas das esporas em sua montaria que parte em disparada com tamanha dor em ambos os lados. Mil pensamentos o cercam, o vento em seu rosto não traz a refrescância de uma brisa nas quentes tardes sertanejas, parecem chicotadas, o alertando para o que viria em breve, e suas pernas, mesmo involuntariamente, abrem-se e fecham-se na intenção de fazer seus animais correr com mais velocidade. Entra naquela disparada louca na rua de Belém. A população já alarmada pelo tropel dos cascos do animal, já estão alerta do que viria a ser... Leonardo enche os pulmões e grita com todas as suas forças, levando ao grau máximo a elevação de suas cordas vocais:
-“Vem cangaceiro por aí! Vem cangaceiro por aí! Parece que é Lampião e não está a mais que umas duas léguas! ”
Aqueles que foram abandonados pelas autoridades do Governo do Estado, não se acovardam, mas, nem um 'tinquim'. Homens de têmperas forjadas nos rincões sertanejos, não optam pela fuga, em vez, decidem defender seus lares e suas famílias.
Lampião fica às escondidas por vários meses do ano de 1926. Acoitado nas terras da fazenda do Coronel Isaías Arruda, com certeza maquinando algum plano junto com o proprietário e outras 'autoridades' daquela região. Em fins do quarto mês do ano de 1927 ele dar o ar de sua graça, quando comete inúmeros ataques e assaltos a pequenos povoados e propriedades na região noroeste do Estado paraibano. Tem-se a nítida impressão que ele tenta chamar a atenção das autoridades daquele Estado para aquela localidade.
No décimo quinto dia do mês de Maria de 1927, a frente de mais ou menos 35 cangaceiros, Lampião ataca a Vila de Belém do Arrojado, hoje Uiraúna - PB. Esse aglomerado de casas localiza-se muito próximo à fronteira com o Estado do Rio Grande do Norte. Pequeno, poucas casas, uma Igreja, com população mínima e apenas um subdelegado para resolver seus problemas, torna-se cobiça aos desejos do "Rei Vesgo". Seria, como em tantos outros, presa fácil para seu intento.
Há dias que os jornais citam as arruaças dos cangaceiros. É solicitado ao Governo proteção por parte das autoridades do município daquele reduto, porém, não é tomado nenhuma providência quanto ao envio de tropas paras as cidades. E no pender do sol daquele dia 15, um dos cidadãos, o sertanejo Leonardo Pinheiro, estando há vários quilômetros da Vila, nota a movimentação da horda em direção a mesma e, como não poderia deixar de ser, finca as rosetas das esporas em sua montaria que parte em disparada com tamanha dor em ambos os lados. Mil pensamentos o cercam, o vento em seu rosto não traz a refrescância de uma brisa nas quentes tardes sertanejas, parecem chicotadas, o alertando para o que viria em breve, e suas pernas, mesmo involuntariamente, abrem-se e fecham-se na intenção de fazer seus animais correr com mais velocidade. Entra naquela disparada louca na rua de Belém. A população já alarmada pelo tropel dos cascos do animal, já estão alerta do que viria a ser... Leonardo enche os pulmões e grita com todas as suas forças, levando ao grau máximo a elevação de suas cordas vocais:
-“Vem cangaceiro por aí! Vem cangaceiro por aí! Parece que é Lampião e não está a mais que umas duas léguas! ”
Aqueles que foram abandonados pelas autoridades do Governo do Estado, não se acovardam, mas, nem um 'tinquim'. Homens de têmperas forjadas nos rincões sertanejos, não optam pela fuga, em vez, decidem defender seus lares e suas famílias.
Heróis da resistência de Uiraúna- PB- cariricangaco.blogspot.com
O subdelegado, que com certeza o chefe do bando sabia existir, mas, que também sabia não ter nenhum contingente a sua disposição, o potiguar Nelson Leite, começa a movimentar-se e planejar uma ação de defesa. A coisa não seria fácil. A quantidade de cangaceiros era três vezes mais do que os defensores. Por mais que tenha se esforçado, o subdelegado só consegue dez homens, formando assim, onze defensores contra uma horda de 35 cangaceiros acostumados a luta, a troca de tiros, a sangrar... familiarizados com o odor da pólvora queimada e com o cheiro forte do sangue humano.
Caminhando sem pressa, parecia estar saboreando, antecipadamente, a vitória sobre as pessoas daqueles casebres esquecidos por todos. Sabendo do pânico, do terror, do medo que seu nome casava as pessoas, Lampião segue a frente do bando. Por volta das 5:00 horas da tarde, onde o sol, já preparando sua despedida, espera a chegada das sombras da noite, começa sua despedida por trás da serra do Luiz Gomes, depois da Vila, não muito distante, em comparando-se com o sentido em que vinham caminhando. Com toda certeza, o chefe já tinha os mínimos detalhes de tudo e todos do lugarejo, informações prestadas por seus olheiros. O sol pende, escondendo-se por trás da aba da serra e, ao ver o aglomerado de casas, Lampião tem a certeza que será mais uma ação rápida e proveitosa.
Logo após o
aviso do cavaleiro, em sua disparada adoidada, o subdelegado manda que as
mulheres e crianças refugiem-se em casas de parentes nos sítios próximos ou
mesmo escondam-se dentro da mata. A caatinga oferece, para quem a conhece,
vários meios de acomodação e sobrevivência, e o sertanejo tem esses
conhecimentos, ele é obrigado a tê-los para sobreviver. As economias, resultado
de anos de trabalho, sofrimento e muito suor derramado, são colocados em
qualquer recipiente, panelas de barro, caixas de madeira, caixas de papelão...
e são enterrados em lugares marcados por árvores, pedras ou mesmo dentro de
casa por trás de algum móvel ou utensílio. Os comandos são exatos e
coordenados. Trazem as armas, a munição e as repartem. Antes da noite, a sombra
da serra, vem trazendo prenúncios de uma dura batalha.
O subdelegado, conhecendo bem onde está, distribui os poucos homens em
pontos estratégicos. O tempo parece ter parado. O relógio não anda... abafada,
a noite estende seu negro manto por sobre a terra. Gotas de suor teimam em cair
da testa de um, da ponta do nariz de outro, e todos estão com os dedos nervosos
nos gatilhos de suas armas. Sinforosa Claudina de Galiza, sobrevivente ao
ataque, relata em uma entrevista: “O ‘delegado’ Nelson Leite distribuiu uns
homens nos pontos mais altos da rua principal, dois outros guarnecendo as
laterais e três instalados no teto da Igreja. Quando Lampião entrou com o
bando, pela ‘rua velha’, começou a fuzilaria”.
Lampião já está as portas da Vila, mas, usa de uma estratégia muito eficiente,
a dúvida, a espera, o tempo... sabe ele que isso tudo, deixa os homens com os
nervos a flor da pele. Já passa das 8:00 horas da noite quando dá ordem para
que seus homens entrem, sorrateiramente, usando as sombras, nas ruas do
vilarejo. Tentando dar mais temor naqueles que se atreveram a defender a Vila,
o "Rei Vesgo" ordena que coloquem fogo em uma das casas iniciais. O
fogo é alimentado pelo material que foi usado para construir o casebre e, logo,
suas labaredas são vistas pelos homens sitiados. Suas chamas alcançam a cerca
de um curral, dando maior extensão ao incêndio.
Em uma entrevista, a senhora Maria do Socorro Fernandes, relata o que Josefa
Augusta Fernandes tinha anotado sobre o fogaréu: “Lampião começou destruindo a
propriedade do finado João Gabriel, tendo em seguida tocado fogo nos currais e
nas plantações de feijão e milho. O fogo serviu para alertar os homens da
cidade, sendo que eles já estavam em posição nos principais pontos daqui”.
O plano do subdelegado é bom. Ele escolhe, a dedo, dentre aqueles que
conhece, quem tem melhor mira, e os coloca em pontos estratégicos.
No prédio mais alto, ou seja, na igreja, posicionam-se Moisés
Lauriano, Joaquim Estevão, José Teotônio e Luís Rodrigues. Este último dá o
grito de aviso, alarmando para os companheiros que tinha notado sombras humanas
mexendo-se coladas as paredes das casas. O subdelegado dá a ordem e o tiroteio
torna-se cerrado. Lampião, nem de longe, esperava uma reação daquelas naquele
simples Vilarejo. Recua, não tem como entrar por aquela rua escolhida antes. O
fator surpresa foi por água abaixo. Usando de uotra tática sua, Lampião ordena
seus comandados a gritarem, ulularem, xingarem e ameaçarem, principalmente os
familiares dos defensores. Ao mesmo tempo passa a ordem para que fosse feito
uma nova investida pelo lado oposto daquele que se fizera o primeiro.
Aqueles que foram colocados no telhado da igreja, tem uma ótima visão de todo o
lugar. E ao verem a nova investida, disparam na mesma direção, ponto um
obstáculo no ataque novamente.
No pouco tempo que teve para organizar a defesa, o subdelegado teve a brilhante
ideia de fazer umas 'ronqueiras' - “Cano de ferro, preso a uma tora de madeira
e cheio de pólvora, o qual produz grande detonação quando se lhe inflama a
escorva”(dicionário Aurélio) - quando a ronqueira era disparada, dentro da
igreja, dando um sentido de uma explosão muito grande, começaram os cangaceiros
a pensarem que estariam, os defensores, munidos de canhões. Ficaram
zinguezaguiando feito baratas tontas diante de tão grandes explosões.
Lampião esbraveja ordens de ataque aos cabras e os mesmo seguem com receio do
que realmente teriam que enfrentarem. dentro da igreja, um dos defensores larga
o rifle e continua a carregar, e recarregar, sucessivamente as ronqueiras. Os
cangaceiros estancam, não conseguem nada verem pela densa fumaça e os estrondos
continuam...
Alucinado de raiva, Virgolino ordena que atei-se mais fogo nas casas e roçados
de plantações. Furioso, faz uma última tentativa, mas, o bom senso lhe avisa
que é melhor uma retirada. Pega seu apito, soprando os toques de retirada,
ordena a cabroeira a retirar-se.
Naquele ínterim, uma sombra movimenta-se, sorrateiramente, pelas sombras. É um
dos civis que defendem a Vila. No entanto, não há como saber quem seja...
então, o inesperado acontece. Um dos que no alto da igreja estão, atira de
ponto, atingindo-o em cheio. Ferido no pulmão, Antônio Correia logo morre,
tornando-se a única baixa daquela noite pavorosa.
Assim, um objeto feito para festejos e a inteligência bem aplicada de um homem, derrotam uma horda de cangaceiros.
Assim, um objeto feito para festejos e a inteligência bem aplicada de um homem, derrotam uma horda de cangaceiros.
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