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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

NATAL EM TEMPOS DIFÍCEIS

Por Rangel Alves da Costa*

As imagens servem para exemplificar como o Natal vem se transformando ao longo dos anos. Os cartões postais (que praticamente não existem mais) mostravam os três reis magos seguindo a estrela-guia em direção ao local do nascimento do prometido. Noutra cena, o estábulo tendo uma manjedoura ao meio e o menino sendo visitado por bois, cavalos, aves, ovelhas e outros animais. Um cenário empobrecido, ladeado de capim seco, pedras, garranchos trazidos pela ventania. E ali José e Maria adorando e protegendo o pequenino. Neste sentido são as cenas retratadas nos presépios.

Deste nascimento é que vem o espírito natalino. Para a cristandade, tal espírito representa o advento, ou seja, o nascimento ou a vinda do menino Jesus, que outro não é senão o Deus encarnado. No Natal, pois, celebra-se a vinda do Messias como a grande esperança da humanidade. É a preparação dessa chegada, renovada a cada ano, que caracteriza o espírito natalino: um tempo de preparação, de reflexão, de renovação das esperanças. Mas sempre em obediência à simplicidade daquele estábulo, sua manjedoura e o menino nascido em tão humilde família.

Com o passar dos anos, e aquelas imagens permanecendo apenas nos cartões natalinos e nos presépios, o período natalino foi sendo transformado de tal modo que sua caracterização ficou por conta dos enfeites reluzentes, das luzes espalhadas por todo lugar, nos pisca-piscas e nos adornos cada vez mais tecnologizados. Arrefeceram o sentido religioso da celebração, transformaram um período de solene reflexão em algazarra consumista, transmudaram toda a simbologia natalina num festim desenfreado de gastos, troca de presentes, preparação de ceias suntuosas e brindes com importados.

Quando aqueles três reis magos (Belchior, Baltasar e Gaspar) se dirigiram à Belém para presentear o menino Jesus com ouro, incenso e mirra, e mais tarde as pessoas se contentavam em oferecer doces, frutas e presentes modestos aos parentes e amigos, jamais imaginariam a feição que tais lembranças foram tomando. Modernamente, presentear alguém com presente barato é correr sério risco de inimizade. Houve um tempo de sinceros agradecimentos ao receber um simples cartão natalino ou mesmo uma folhinha ou calendário, mas de repente ou se dá a marca, a grife ou a etiqueta ou sequer receberá ao menos um abraço.


E assim porque o Natal passou a ser tido como mero período de compras. As lojas se enfeitam de luzes e adornos não para relembrar o nascimento do menino, mas para chamar clientes. Muitas pessoas passam a frequentar as igrejas não porque estejam com a fé reanimada, mas para implorar recursos para a compra de muitos e alentados presentes. Os enfeites das ruas e avenidas nada têm de sagrado, mas apenas para atender aos anseios comerciais e as imagens das administrações. Para uma ideia do uso do Natal para outros fins, basta conhecer a decoração dos shoppings. Mais parece uma gigantesca árvore natalina, mas objetivando somente recordar que é preciso comprar - e comprar cada vez mais - para presentear os amigos.

Foi o consumismo - ao lado da pouca religiosidade do povo - que retirou do Natal o seu verdadeiro espírito, ou ainda o seu sentido de fraternidade, reflexão e humanitarismo. Ao invés de visitar um parente ou um enfermo, a pessoa geralmente prefere o caminho do shopping ou dos grandes centros comerciais E de lá sempre sai carregada de pacotes e embrulhos enfeitados, ainda que a conta do cartão deixe de ser paga já no começo do ano. Ninguém se reveste de realidade e afirma a si mesmo que dessa vez não pode comprar qualquer presente. Pelo contrário, se endivida como pode para satisfazer o ego e a vaidade. Do mesmo modo age em casa, quando enche a mesa pelo simples prazer de chamar uma vizinha para que assim a aviste.

Mas o que fazer agora, ante os tempos tão difíceis? Com toda população reclamando da crise, dos aumentos de tudo, da falta de dinheiro, do décimo-terceiro fatiado, da falta de qualquer perspectiva de melhoria financeira, então logo se imagina um refreamento do consumismo. E assim certamente será, mesmo que muita gente ainda insista em se endividar até o crédito acabar. Contudo, mesmo que forçadamente, grande parte da população haverá de se contentar com um Natal das vacas magras. Assim como aquela vaquinha ossuda ao lado da manjedoura. E será o começo do reencontro com aquele espírito natalidade imorredouro.

Serão estes tempos difíceis que farão com que o espírito natalino enfim retome um pouco de sua verdadeira feição. Sem a fartura da ceia, talvez as famílias reconheçam o valor de outro pão. Sem os presentes caríssimos, talvez as pessoas compreendam o valor de uma singela recordação. Sem tantos shoppings, centros comerciais e lojas em suas vidas, talvez as pessoas encontrem um tempinho para a igreja, para a eucaristia, para a oração. Sem uísque e champanhas importados, talvez muitos valorizem mais o diálogo sóbrio e fraternal.

O que talvez nunca mude são as esperanças de alguns. E que são tantos e por todo lugar: o menino pobre esperando que Papai Noel deixe qualquer presentinho na janela de seu barraco.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

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REVISTA ISTO É, PUBLICA ENTREVISTA DE CAMILO VANNUCHI

Por Benedito Vasconcelos

A revista Isto é, publicou esta  excelente entrevista de Camilo Vannuchi. O entrevistado é Roberto  Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de  empresas pela USP, consultor  organizacional e conferencista de  renome nacional e internacional.

UMA DAS PERGUNTAS, VEJA A SEGUIR E MEDITE.

ISTO É :  Muitas pessoas têm buscado sonhos  que não são seus?

Shinyashiki : A sociedade quer definir o  que é certo. São quatro loucuras da sociedade:

A primeira é: instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados  individuais.

A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os  dias.

A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.

Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo.

Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.

As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.

Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do  casamento.

Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família  ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.

Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de  pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre  procurei conversar com eles na hora da morte.

A maior parte pega o médico  pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe  morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser  feliz".

Eu sentia uma dor enorme  por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a  felicidade é feita de coisas pequenas.

Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o  dinheiro  em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter  esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a  vida.

Deus nos criou para vivermos a vida em toda a sua plenitude, para sermos felizes, sermos livres... não se deixe escravizar... não seja escravo da ganância... do egoísmo... da amargura... do ressentimento... da falta de tempo...

Tenha tempo para Deus, para sua família, para você mesmo!

Seja livre para amar...para perdoar...para sonhar...para  viver!

"Não espere a hora da sua morte para lembrar-se de que é preciso aproveitar a vida e ser feliz!" Muito Bom Dia!

Enviado pelo professor e escritor Benedito Vasconcelos Mendes

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ANTÔNIO VIEIRA (VOLANTE) E ANTÔNIO IGNÁCIO DA SILVA “MORENO” (CANGACEIRO).


Durante o cangaço esses dois homens lutaram em lados opostos, um ao lado da “lei” e o outro contra ela.

As divergências ficaram no passado e o tempo os uniu em torno de um único objetivo... ou seja... o resgate da história.

Antônio Vieira (volante) e Antônio Ignácio da Silva “Moreno” (cangaceiro) estiveram presentes em importantes e significativos momentos da história do cangaço.

Suas histórias e depoimentos foram coletados e através de suas informações foi possível resgatar inúmeros fatos e acontecimentos que ambos vivenciaram e testemunharam enquanto estiveram envolvidos na peleja do cangaço.

Graças à colaboração desses e de tantos outros personagens da história cangaceira é que hoje temos acesso a um vasto material sobre o fenômeno cangaço.

A essas pessoas o nosso respeito e reconhecimento.

Fonte: Facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (administrador)
Grupo: O Cangaço

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SÓ PARA VOCÊ SABER O DESRESPEITO COM A NATUREZA DO NOSSO PLANETA


A árvore mais antiga da Amazônia acaba de ser cortada "acidentalmente" por madeireiros.

Estima-se que a Samauma tinha, baseado nos anéis concêntricos do tronco, aproximadamente 5.800 anos. 
Quem vai pará-los?


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Cariri Cangaço...Floresta 2016 Por Jorge Remigio

Amelia, Jorge Remígio, Manoel Serafim, Aninha Ferraz, Narciso Dias e Manoel Severo em Floresta

Ir até Floresta no primeiro Cariri Cangaço em solo pernambucano, é como retroceder no tempo, indo até a gênese do cangaço lampiônico. É ir até à casa dos perseguidores contumazes do terror do sertão. Os famosos Nazarenos. A região que circunda a cidade de Floresta, foi palco de importantes episódios na história do cangaço. Fatos que precedem o cangaço de Lampião, como os embates de Cassimiro Honório e José de Souza na região do Navio. Cangaceiros de honra.

Região onde atuou Horácio Cavalcanti de Albuquerque, conhecido como Horácio Novais. Em um primeiro momento fazendo um cangaço de honra, de vindicta. Porém, no curso do seu cangaço, passa a adotar outras atitudes. Abandona os objetivos iniciais e faz a transtipicidade para um cangaço de 'negócio''', de meio de vida, aliando-se várias vezes ao grupo de Lampião, causando transtorno à sua importante família.


Região onde atuou o grupo dos Caboclos ou Pequenos, de atuação também do cangaceiro Antônio Germano e também dos irmãos Marinheiro. Então, Floresta é um complexo que envolve fatos retumbantes na história do cangaço, locais emblemáticos e de importância tamanha para nossos estudos e o principal que foram às pessoas dessa região que se envolveram de alguma forma nesse fenômeno chamado cangaço. Quem viver verá!

Então que venha o Cariri Cangaço Floresta em Maio de 2016!

Jorge Remígio
Pesquisador, Conselheiro Cariri Cangaço

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RESQUÍCIOS DA PASSAGEM DE LAMPIÃO POR MOSSORÓ/RN


Antiga Estação Ferroviária onde atualmente funciona a Estação das Artes “ELISEU VENTANIA” na cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte, local que foi utilizado como trincheira na ocasião da tentativa frustrada de invasão à cidade por parte de Lampião e seus comandados em 13 de junho de 1927.

Hoje a antiga trincheira é um local destinado à preservação e manutenção da história e da cultura.

Fotografia: George Valery Ferreira Guimarães (Mossoró/RN)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)
Grupo: O cangaço

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EXPEDITA FERREIRA ÚNICA FILHA DE LAMPIÃO, EM FOTO, RARA, AINDA, NA ADOLESCÊNCIA.


EXPEDITA FERREIRA ÚNICA FILHA DE LAMPIÃO, EM FOTO, RARA, AINDA, NA ADOLESCÊNCIA.
A Sra Expedida, ainda é viva e mora em Aracaju Simpatia de pessoa.

Fonte: Jornal O Globo, (edição...?)

Fone: facebook

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NADA TEM A VER COM CANGAÇO, MAS SÓ PARA RECORDAR ENQUANTO NÃO VEM CANGAÇO


VENDI OS BOIS - OS INCRÍVEIS

Vendi os bois.
O filho moço vai casar.
É feriado hoje, a roça vai parar.
Vem cá depois,
Preciso mandar ver peru.
Ô Rosa, vê se os dois preferem um tatu.

Hei!
Sela meu burro, Zé!
Vai convidar Tião.
Traz da cidade um pano pra mulher.
Hei, Rosa olhe o pirão,
Põe caldo de feijão,
Faz da maneira que o pai dela quer.

Vendi os bois.
O filho agora vai casar.
Vai ser a melhor festa que eu dei no lugar.
Vem cá depois.
Preciso mandar ver melão.
Ô, Rosa, vê se o doce é melhor de mamão.

Hei!
Sela meu burro, Zé!
Vai convidar Tião.
Traz da cidade um pano pra mulher.
Hei, Rosa olhe o pirão,
Põe caldo de feijão,
Faz da maneira que o pai dela quer.

Vendi os bois, vendi os bois...

JOVEM GUARDA - Os incríveis - Vendi os bois
Enviado em 11 de fevereiro de 2011
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A GRANDE MARCHA DE LAMPIÃO PARA MOSSORÓ Parada 11 - INVASÃO AO POVOADO DE BOA ESPERANÇA (RN)

Por Geziel Moura

Depois que partiram do Sítio Morcego, os cangaceiros, continuaram contornando a Serra de Martins (RN), estiveram presentes em diversos sítios, muitos deles não existem mais: Sítio Ribeiro, Corredor, Buracos, Carnaubinhas e Cajueiro, na sequência eles invadiram o, então, povoado Boa Esperança, hoje a cidade de Antônio Martins.

Capela de Santo Antônio que estava em festa por ocasião da invasão do povoado. - As fotos foram flagradas por Geziel Moura

Na época, Boa Esperança era cidade de poucos habitantes, e a população aguardava a banda, responsável pela atração musical da festa, em comemoração a Santo Antônio, que iria acontecer pela noite. Como era de costume, o aviso da presença de cangaceiros na região, chegou antes deles, porém Justino Ferreira de Souza o líder do local. entendeu que por se tratar de momento festivo, Lampião iria aliviar o povoado, e nada fez, apenas esperou. 

Residência de Augusto Nunes de Aquino e Rosina Novais - As fotos foram flagradas por Geziel Moura

Lampião entrou em Boa Esperança, como o exército nazista em Paris, a cabroeira com cara de poucos amigos, começou a fazer saques e roubos nas casas e bodegas.

Residência de Augusto Nunes de Aquino e Rosina Novais - As fotos foram flagradas por Geziel Moura

A casa comercial de Augusto Nunes de Aquino também foi alvo de depredação, prenderam o comerciante com toda a família e pediram resgate, de 2 contos de réis por sua liberdade, quando se preparavam para levar sua esposa, D. Rosina Novais esbravejou: "Que terra sem proteção essa?Parece que não tem homem...na minha terra ninguém se atreveria a fazer isso", a presença de espírito da mulher, levou Sabino aos gritos perguntar a mulher que "terra" era esta, ela respondeu: "Sou de Floresta do Navio, Pernambuco", foi a senha para que deixassem em paz Augusto Nunes de Aquino, principalmente porque sua esposa era parente de Elias e Emiliano Novais amigos de Lampião. Virgolino pediu desculpas pelos transtornos causados ao casal.

Fonte: facebook
Página: Geziel Moura

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domingo, 20 de dezembro de 2015

Cangaço Lampião na Serra Grande Parte 1 e 2


https://www.youtube.com/watch?v=A2_61Q51p8g

Publicado em 10 de jun de 2013
Este Vídeo Mostra o Verdadeiro Local do Combate da Serra Grande, Nele Veremos que Tudo Aconteceu No Município de Calumbi, e Não e Serra Talhada Como Se Pensava.

Pesquisador - Lourinaldo Teles.
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https://www.youtube.com/watch?v=Qv8mSwXp2Ok

Publicado em 10 de jun de 2013
Este Vídeo Mostra o Verdadeiro Local do Combate da Serra Grande, Nele Veremos que Tudo Aconteceu No Município de Calumbi, e Não e Serra Talhada Como Se Pensava.

Pesquisador - Lourinaldo Teles.
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TÚMULO DOS CANGACEIROS MORENO E DURVALINA

https://www.youtube.com/watch?v=i6YONU87Poc&feature=youtu.be

Prezados amigos (as) é com imenso prazer e satisfação que trago ao conhecimento de vocês o nosso último trabalho.

Recentemente estivemos na cidade de Belo Horizonte/MG onde visitamos o túmulo dos ex cangaceiros Moreno e Durvinha e na ocasião colhemos depoimentos e entrevistamos os amigos Neli Maria da Conceição Neli Conceição) e Marcio Michel, respectivamente filha do casal Moreno e Durvinha e amigo da família que acompanharam e estiveram presentes durante os últimos momentos da vida dos antigos companheiros do Rei do Cangaço.

Uma entrevista com depoimentos repletos de emoções. As lembranças e a saudade foram sentimentos presentes durante toda a nossa gravação e fizeram deste trabalho um dos mais emocionantes que já realizei até o presente momento.

Espero que gostem...
ASSISTAM... CURTAM E COMPARTILHEM.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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PADRE ARISTIDES E A CHACINA EM PIANCÓ (PB)

Por Geziel Moura
A Primeira casa de Padre Aristides, em Piancó (PB).

Tentarei, desta vez, produzir tessituras, sobre o Pe. Aristides Ferreira da Cruz, correndo risco de erros e equívocos, diante de grandes estudiosos do cangaço da Paraíba, cabras como: Francisco Pereira Lima e Jose Tavares De Araujo Neto. Assim, buscarei apoio, em minha narrativa, no livro "A Coluna Prestes, na Paraíba" do Pe. Manuel Otaviano.

A segunda casa, alvo do combate no dia 09 de fevereiro de 1926, pela Coluna Prestes;
A segunda casa, alvo do combate no dia 09 de fevereiro de 1926, pela Coluna Prestes;

O recorte histórico, que ora faço, remete a 25 de agosto de 1902, com a vinda do Pe. Aristides, do Rio Grande do Norte, para assumir os trabalhos eclesiásticos em Piancó (PB) e outras paróquias sertanejas próximas, como, por exemplo, Misericórdia e Conceição, no alto sertão da Paraíba, substituindo o Pe. Melibeu Lima, que pediu sua remoção, por estranhar a cultura sertaneja (alimentação, hábitos, costumes, clima, viagens), pois era oriundo da capital.

Marcas de balas, ainda, existentes na, porta interna, da casa;

Segundo, o Pe. Otaviano, nos dez primeiros anos de sua função religiosa, Aristides viveu, longe da política coronelística na Paraíba. Entretanto, questões de ordem, políticas e que envolveram o Senador Epitácio Pessoa e o Deputado Federal Dr. Felizardo Leite, favoreceram o rompimento do padre, com a família Leite, e aproximação com o Senador.

Quarto do Pe. Aristides, na casa em que ocorreu a chacina;

Quem comandava, politicamente, Piancó, naquele tempo, era Felizardo Leite, e com a separação do antigo amigo, Felizardo se rebelou contra Aristides, o proporciona sua demissão da paróquia, em Piancó, pelo Bispo D. Adauto. Obstante, sua destituição do cargo clerical, Aristides não manifestava rebelião ao seu superior e continuava, seu sacerdócio, dessa feita, na posição de auxiliar. Porém, a guerra política entre Aristides e Felizardo recrudesceu, levando o rompimento do padre com seu superior, o Bispo D. Adauto.

Sepultura da Família Ferreira da Cruz, em que jazem o padre e dois filhos;

Sentindo-se traído por D. Adauto, e por diversas calúnias recebidas por seus adversários políticos, Aristides afronta o bispo, e manda raptar Maria José, a "Quita" e passa a viver com ela em sua casa. O escândalo foi inevitável, a família da moça nada fez, pois, esta, era maior de idade. Ele alegava tal procedimento, por ter sido, traído.

Sepultura da Família Ferreira da Cruz, em que jazem o padre e dois filhos;
Sepultura da Família Ferreira da Cruz, em que jazem o padre e dois filhos;

Quando a Coluna Prestes, invadiu Piancó, provavelmente, em 09 de fevereiro de 1926, Aristides e sua tropa, não queriam o combate, porém sabedores das atrocidades, provocadas pelos rebeldes, não tiveram escolhas. Assim, a luta foi sangrenta, o padre não estava em "boas amizades" com, então, presidente (governador) da Paraíba do Norte, João Suassuna (pai de Ariano), e se expulsasse os rebeldes, da Coluna Prestes, poderia ganhar prestigio junto ao governo estadual.

Memorial aos mortos de Piancó;
Memorial aos mortos de Piancó;
Igreja de Piancó, onde, Aristides foi Pároco.

Como Aristides, poderia combater, exército de cerca de dois mil homens? O inevitável ocorreu. Os piquetes em Piancó, se limitaram a casa do Padre e a cadeia, outros estavam longe do conflito, da vila. O combate começou na rua, se estendendo depois até a casa, o Sgt João Baiano, da Coluna Prestes, jogou uma lata de gasolina na porta da casa de Aristides, quando a porta se abriu, ao tentar penetrá-la o Sgt Laudelino Pereira da Silva, é alvejado e morre, porém a casa é invadida pela tropa de revoltosos, Aristides e seus companheiros são chacinados, neste momento, e seus corpos lançados em, espécie de monturo.

Todas fotos, foram, capturadas por Geziel Moura

Fonte: facebook
Página: Geziel Moura

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NATAL? PAPAI NOEL? CUIDADO: ESTÃO DE OLHO NO SEU BOLSO...

Por José Bezerra Lima Irmão

Natal? Papai Noel? Cuidado: estão de olho no seu bolso... A palavra “Natal”, da qual se derivam “natalício”, “nativo”, já representou a data – 25 de dezembro – em que se convencionou comemorar o nascimento de Jesus, o Messias. Mas a ganância de uns e a parvoíce de outros desvirtuaram o sentido do Natal. Fazem a festa, mas se esquecem do aniversariante. Agora só se ouve falar em “Papai Noel” e em “Amigo Secreto”, invenções do comércio. De olho no 13º salário do trabalhador, os shoppings apressam os tolos, exortando: “Antecipe o seu Natal” – ou seja, passe pra cá o seu dinheirinho... Um mês antes do Natal, o setor de varejo deflagra uma campanha importada, a Black Friday (nada melhor para pegar os néscios deslumbrados do que uma expressão em inglês). No rastro desta, sucedem-se as chamadas Black Nights. E assim, “de black em clack”, o 13º do trabalhador “leva a breca”. Durante o ano, tem o Dia das Mães, o Dia dos Pais, o Dia das Crianças, e por aí vai, tem dia pra tudo, e só se ouve compre isso, dê aquilo de presente... Ora, para demonstrar afeto ou gratidão não é preciso dar presente no exato dia determinado pela mídia, como se fosse uma obrigação, um fardo. Se você quer mesmo presentear alguém, ofereça-lhe algo que venha engrandecer a pessoa a ser presenteada, dê-lhe algo que a faça lembrar-se de você toda vez que olhar o objeto recebido. E saiba que, ao dar um presente, você, mesmo de forma inconsciente, deixa transparecer o que pensa da pessoa a quem está presenteando: denota se você a considera uma pessoa frívola ou uma pessoa inteligente. O melhor presente continua sendo um bom livro: Machado de Assis (Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas...); Jorge Amado (Gabriela Cravo e Canela, Mar Morto, Tenda dos Milagres, Tocaia Grande...); João Ubaldo Ribeiro (Viva o Povo Brasileiro, Sargento Getúlio...); Jô Soares (O Homem que Matou Getúlio Vargas, O Xangô de Baker Street...); Oleone Coelho Fontes (Um Jagunço em Paris); José Andersn Nascimento (Cangaceiros, Coiteiros e Volantes); João de Sousa Lima (Maria Bonita, Lampião em Paulo Afonso); Archimedes Marques (Lampião contra o Mata Sete); Souza Neto (José Inácio do Barro e o Cangaço); José Sabino Bassetti (Lampião - Sua Morte Passada a Limpo); Alcino Alves Costa (Lampião Além da Versão); Paulo Gastão (Angico); Geraldo Ferraz (Pernambuco no Tempo do Cangaço). Não estou falando essas coisas para aconselhar ninguém, mas porque também estou vendendo o meu peixe... Sou autor de “Lampião – a Raposa das Caatingas”. Veja bem: seu pai, sua mãe, seu tio, sua tia, seu amor, seu amigo (inclusive seu "amigo secreto"), enfim, qualquer pessoa que tenha algum vínculo com a cultura e a história do sertão nordestino certamente adorará receber neste Natal uma obra que, mais do que a simples história do rei do cangaço, vem sendo considerada pelos estudiosos do tema como sendo uma síntese da história do Nordeste na virada do século XIX até a metade do século XX. A história do Nordeste resume-se a esses três personagens: Lampião, Padre Cícero e Antônio Conselheiro. “Lampião – a Raposa das Caatingas” é um livro concebido e realizado com seriedade, deixando de lado as lendas, mitos e invencionices sobre a figura do legendário guerrilheiro do Pajeú. Além da farta bibliografia sobre o cangaço, baseei-me nos jornais da época, entrevistei dezenas de personagens ligadas aos fatos. O livro contém fotos e dezenas de mapas, indicando os lugares onde os fatos ocorreram. Indica até as coordenadas geográficas. Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda. Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês. Destaca os principais precursores de Lampião. Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço. Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados. A leitura desse livro, espero eu, fará com que o Natal da pessoa presenteada se prolongue por mais tempo, durante o Ano Novo, já que a obra tem exatamente 736 páginas. Feliz Natal! Boas Festas! E que em 2016 e nos anos vindouros se mantenha sempre acesa a chama do interesse pela história e pela cultura do nosso querido Nordeste. A melhor forma de demonstrarmos amor à nossa terra é estudando a sua geografia e a sua história. 

Um fraternal abraço. 
José Bezerra josebezerra@terra.com.br 
Vendas presenciais: Livraria Saraiva; Livraria Escariz (Aracaju) Veja, anexa, a capa do livro.

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LIVROS À VENDA... LAMPIÃO – MEMÓRIAS DE UM SOLDADO DE VOLANTE


De: João Gomes de Lira (Antigo combatente do cangaço)

O Livro “LAMPIÃO – MEMÓRIAS DE UM SOLDADO DE VOLANTE” é sem dúvida alguma um dos trabalhos mais sérios e prestigiados já escritos sobre o fenômeno Cangaço.

A obra dividida em dois volumes trás em suas páginas as memórias de João Gomes de Lira, antigo integrante da Força Policial Volante oriunda de Nazaré do Pico/PE, cujos membros eram conhecidos como “Nazarenos” devido ao lugar de sua origem.

A Força de Nazaré foi considerada a mais poderosa e atuante tropa de combate e repressão aos grupos de cangaceiros e em especial à Lampião e seu bando, de todos os tempos.

Muitas são as histórias que vocês conhecerão ao ler esse importante documento histórico.

LAMPIÃO – MEMÓRIAS DE UM SOLDADO DE VOLANTE.

Para adquirir o Livro entrem em contato com Rubelvan Lira ou Maria Lucia através do telefone (87) 99960-8870 ou através do e-mail rubelvanlira8@gmail.com.

Os dois livros “Volumes I e II” saem pelo valor de R$ 100,00 com frete incluso e entrega em qualquer parte do país.

ADQUIRAM!!!

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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CARIRI CANGAÇO FLORESTA 2016.


O Universo Conspira na Direção de realizarmos um Grande e Inesquecível Momento com a Marca Cariri Cangaço.

Mas não paramos: Planejamento, Seriedade, Trabalho, Retidão, uma Valorosa Equipe de Organizadores e Apego à Verdade, a isso chamo Cariri Cangaço.

Em maio: Floresta do Navio e Nazaré do Pico vão parar para receber o Brasil de Alma Nordestina e o Sertão vai virar Mar... Mar de apaixonados por sua história, memória e emoção...

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A GRANDE MARCHA DE LAMPIÃO PARA MOSSORÓ Parada 10 - ASSALTO AO SÍTIO MORCEGO (RN)

Por Geziel Moura

Depois de deixarem o Sítio Ponta da Serra, os cangaceiros seguiram para o sítio Morcego de Manoel Raulino de Queiroz, este sabia da presença dos cabras , como sempre não imaginou que o bando fosse "visitar" sua propriedade, pois era de difícil acesso, localizada junto à Serra do Martins.

Casa do sítio Morcego, assaltado por Lampião no dia 11 de junho de 1927;
Casa do sítio Morcego, assaltado por Lampião no dia 11 de junho de 1927;
Casa do sítio Morcego, assaltado por Lampião no dia 11 de junho de 1927;

Raulino foi muito mal tratado por Sabino, pois não foi muito elegante em sua recepção, com o cangaceiro, que pedia insistentemente por joias. Sobrou para sua esposa D. Antônia Clementina, que recebeu diversos "bolos" de palmatória, não suportando os golpes, a mulher indicou, onde guardava pequena quantidade de dinheiro.

Oratório da casa do Sítio Morcego;

Um fato marcante, que ocorreu no Morcego, foi a declaração da filha do casal de apenas 5 anos, Francisca Maria da Conceição, quando viu a cabroeira invadir sua casa: "Mãe, os infelizes, estão revirando o baú! Estão espalhando pela casa toda as roupas das meninas", isto foi o suficiente, para ser agredida a chutes por um cabra, este momento tenebroso, ficou na memória dela, até há algum tempo, já idosa, antes de falecer.


Aproveitando a confusão, Elpídio, filho do casal, conseguiu fugir com suas outras irmãs, Noêmia, Maria e Joana, para um serrote atrás da propriedade. Infelizmente, Jararaca, percebendo o movimento atirou contra os quatros, e atingiu Elpídio, porém, mesmo ferido, este alcançou, tal serrote, com suas irmãs, que nada sofreram, ficando protegido nas pedras observando de longe o movimento na casa, até o fim do assalto, que aconteceu por volta das 15 horas, sendo que Manoel Raulino, foi levado preso.

 Local em que Elpídio Raulino ficou escondido, com suas irmãs, até o fim do assalto, no sítio Morcego.

Local em que Elpídio Raulino ficou escondido, com suas irmãs, até o fim do assalto, no sítio Morcego.

Local em que Elpídio Raulino ficou escondido, com suas irmãs, até o fim do assalto, no sítio Morcego.

As fotos de 1 a 4 foram flagradas por Geziel Moura e as de número 5 a 7 foram gentilmente cedidas por familiares de Manoel Raulino.

Fonte: facebook
Página: Geziel Moura

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