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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A SENSACIONAL MATRIZ DE ÁGUA BRANCA...EM FOTOS ESPETACULARES... CONFIRA...!



Fotos da Matriz de Nossa Senhora da Conceição.Belíssimo e majestoso templo religioso da cidade de Água Branca-AL.





Fomos recepcionados nesse imponente monumento arquitetônico, tendo o prazer de ter o amigo Edvaldo Feitosa como anfitrião do seminário Cariri Cangaço Água Branca-AL, o qual realizou-se de forma magistral. 







Parabenizo o amigo Evaldo, pelo sucesso que foi o Cariri Cangaço em sua encantadora cidade, Ficou o desejo do retorno breve. Sucesso! Sucesso!...






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GENTE DAS RUAS DE POMBAL SEU BANDEIRA. MANOEL DE SOUZA BANDEIRA

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

Seu Bandeira nasceu na comunidade de Lagoa Escondida arredores de Pombal. Estudou no Colégio Diocesano Padre Rolim em Cajazeira. Seu primeiro emprego foi como escrevente do cartório de 1º ofício no ano de 1941. Em 1945 foi trabalhar na Coletoria Estadual Federal como servente. Trabalhou em Patos, santa Luzia, Cajazeiras, Princesa Isabel, Piancó, Catolé do Rocha e Antenor Navarro. Terminando o seu tempo de serviçona cidade de Sousa onde passou 20 anos trabalhando, saindo com a função de Auditor-Fiscal do tesouro Nacional.


Casou-se no dia 11 de marco de 1948 com dona Maria Rosiclear Salgado: pais de Kleber Bandeira, Alberto Bandeira. e Gutember gue Salgado Bandeira.


Manoel de Souza Bandeira era apaixonado por música, eventos de massa e por uma boa comunicação, e nesse sentido foi que ele instalou a “Difusora Guarani", que funcionou de 1942 a 1947, no sobrado de Joaquim Assis, Rua Nova, cuja locução era confiada a seu Agu Rodrigues e ao próprio Manoel de Souza Bandeira. Em 1953, seu Bandeira vendeu a difusora para seu a Afonso Mouta que muda o nome para “Difusora Tabajara”, instalando-a em 1958 no prédio do Cine Lux.


Seu Bandeira esteve a frente da fundação do “Pombal Ideal Clube” (PIC), tornando-se o primeiro Presidente na curta gestão de 1962/1963. Como dona Maria Rosiclear Salgado trabalhou incansavelmente para realizar a primeira vaquejada em nossa cidade. O casal fundou, em 1969, o “Bloco do Sujo”, que abrilhantou os Carnavais de Pombal por muitos anos, levando alegria, marca registrada do casal, as nossas ruas, e que até os dias atuas faz parte da memória e da saudade dos jovens da época.

Foi eleito vereador em 1962 assumindo a função na Câmara Municipal em 1963.

Seu Bandeira enviuvou de dona Rosiclear Salgado, a mulher por trás das suas realizações, em 1979. Voltou a casar em 1981 com a senhora Maria Betânia Rodrigues. O casal era pais de Johâma e de Bandeirinha.
Dona Rosiclear Salgado faleceu no dia 4 de fevereiro de 1979 e seu Manoel de Souza Bandeira, faleceu no dia 26 de Junho de 2011, deixando para a cidade um legado de trabalho e de alegria ao nosso povo.

Jerdivan Nóbrega de Araújo

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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O CANGAÇO AGONIZA APÓS 28 DE JULHO DE 1938


Lampião tinha uma maneira diferenciada de agir. Não entrava em combates sem necessidades, pois, além de lhe custar desperdício de material bélico, perdia-se vidas.


Após a morte de Lampião, chacinado juntamente com mais dez cangaceiros na grota do Riacho Angicos, em terras sergipanas, a margem direita do rio São Francisco, em 28 de julho de 1938, as dificuldades, que já eram muitas, ficaram insuportáveis para o restante dos cangaceiros.


Lampião e o cangaço começam a morrer logo depois da ordem do Presidente Getúlio Vargas, passada do Palácio do Catete, na Capital do País, Rio de Janeiro - RJ, na época, exigindo um basta, um extermínio, um fim, aos grupos de bandoleiros que assolavam os quatro cantos dos sertões nordestino.


O 'Rei Vesgo' fora a mola mestra em todos os aspectos que dizem respeito a sobrevivência da horda de bandidos durante os quase vinte anos em que comandou o Cangaço. Tinha seus contatos, fornecedores de alimento, vestimenta, munição, armas e informações em várias localidades dos Estados nordestinos por onde passou. Sabia onde mandar buscar “o quê”, e “a quem”, fosse preciso para abastecer seus 'cabras'. Tornou-se, de certo tempo em diante, um comerciante mor, entre asseclas e fornecedores. Se na máfia fosse, seria o ”Padrinho” de cada membro do bando. Comprava munição e armas, caras, mas, sabia repassar ganhando.


Uma das maiores realizações guerrilheiras que o 'Cego' fez, foi a divisão do grupo em subgrupos. Facilitava seus deslocamentos, escondiam-se melhor os vestígios, enganando os comandantes de volantes, deixando-os com várias informações de diferentes lugares ao mesmo tempo. Isso, junto a rapidez de entrar, pegar e sair, nos ataques as pequenas povoações, eram atos que não davam chances de um eventual confronto com volantes. A maioria das brigadas que realizou com as volantes foram em locais escolhidos por ele. Ele, usando de várias maneiras e formas, conseguia colocar os soldados aonde, antes, tinha imaginado que estariam. Com isso, vários combates foram ocorridos com a volante, pensando ser caçador, e era, na verdade, a caça. Estando, de uma hora para outra, com inimigos em três ou quatro frentes de batalha, pois, o “Rei dos Cangaceiros”, anteriormente, tinha dividido o grupo em flancos direito e esquerdo, retaguarda e, ele mesmo comandava na brigada, a vanguarda.


Quando, em sua histórica saga, estudamos alguns pequenos confrontos que se deram ao acaso, ele mesmo foi ferido, além de perder vários homens.


Com sua morte, em 28 de julho de 1938, também morreu esse lado pensador, calculador, do cangaço.

Dentre os chefes dos subgrupos tais como Labareda, Português, Zé Sereno, Corisco e outros, não havia um único que soubesse usar das artimanhas que usara seu grande chefe. Lampião não repassou para nenhum deles os nomes dos ‘grandes e fortes’ contados fornecedores de munição e armas. A ‘arrecadação monetária’ foi à zero. O terror, temor, sentido pelas pessoas quando recebiam os famosos “bilhetes de Lampião”, também se acabaram. Ninguém obedecia mais aos pedidos de extorsões mandos pelos chefes dos subgrupos sobreviventes. Além de ser uma esperteza, não passar para ninguém que eram os ‘grande contatos’, pois ele, o ‘Capitão Virgolino’, seria o único distribuidor aos asseclas, era também uma maneira de proteger sua própria vida. Com certeza, algum espertinho sempre tinha pensamentos em matar o “Rei” e conquistar seu lugar de liderança.


A literatura cangaceira cita, quase que unânime, que Corisco seria seu sucessor. Corisco não tinha esse dom de raciocínio. Era homem de briga, valente e de ação, não de planejamento, além de só viver embriagado, deixando o comando do grupo com Dadá. Labareda, apesar de valente, vivia de pegar migalhas nas roças e casas de sertanejos, Português era um frouxo sem domínio e Zé Sereno, em pouquíssimo tempo, torna-se um dos maiores perseguidores de cangaceiros, principalmente de Corisco.

E assim, a agonia da fase terminal do cangaço se intensifica com a morte de seu chefe mor, começando a descida para seu ponto final. A cada dia, após o dia 28 de julho de 1938, apaga-se um pouco, a existência daquele Fenômeno Social, que surgira dentro de outro Fenômeno Social, denominado “Coronelismo”, por volta de 1765, na zona da mata da Capital pernambucana, com o famigerado bandido José Gomes, o Cabeleira...


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O PALACETE DE ÁGUA BRANCA (AL)

Por Geziel Moura

A despeito de, o assalto do palacete da baronesa de Água Branca (AL), não ser unanimidade, como primeiro evento criminoso de Virgolino, na qualidade de chefe cangaceiro, devido, ainda, a presença de Sinhô Pereira em Pernambuco, o acontecimento aponta para isto, pois a partir dele, diversos desdobramentos foram produzidos e seu nome começou a aparecer na imprensa, como comandante do grupo de facínoras.


Segundo o escritor, José Bezerra Irmão, a invasão ocorreu ao amanhecer do dia 26 de junho de 1922, sendo que os cangaceiros entraram na cidade, camuflando seus armamentos, em esteiras de pipiri e transportando em duas redes, conforme o uso em funerais de pessoas, daquela época, cujo objetivo era passar despercebidos, pela polícia local, o que conseguiram com sucesso.



O acesso se deu, pelo portão posterior do prédio, em que foi forçado, cruzaram um porão, que era usado como senzala, no século anterior, e subiram a escada que ligava o porão ao térreo do palacete. 



A baronesa contabilizava 90 anos e morava com uma neta e uma empregada, o que favoreceu o roubo de dinheiro, joias e utensílios domésticos, sem falar nos colares que foram retirados do pescoço da idosa, e que ainda, hoje subsistem como testemunha daquele dia de junho 1922.




A Imagem do palacete de Água Branca é famosa, na literatura do cangaço, confesso que nunca havia visto, suas dependências internas, mas o segredo acabou, pelas mãos do amigo Camilo Lemos, que gentilmente cedeu os flagras para esta postagem.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

gilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
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A MAIS DIFÍCIL IDADE DA VIDA

Por Rangel Alves da Costa

A idade jovem, adolescente ou de mocidade, caracteriza-se como a mais difícil de todo o normal percurso da existência humana. Numa analogia, seria como um tempo oculto, perdido ou de afirmação.

Um tempo oculto porque sempre difícil conhecer e compreender o que se esconde na mente de cada jovem. Um tempo perdido porque, mesmo sendo o mais florescente período de vida, ainda assim é aquele onde todo o futuro poderá ser destruído. E um tempo de afirmação porque o instante ideal para que a mocidade escolha os caminhos que deseja seguir.

Mas também um tempo de dúvidas, indagações, medos, alegrias, esperanças e desilusões. Na juventude está o celeiro de tudo, de tudo de bom e ruim. Os chamados são muitos, as tentações a cada passo, as experiências testando os limites da força de cada jovem. E em tudo as armadilhas perigosas e os labirintos com monstros e fantasias.

É na idade jovem que surgem as guerras, as batalhas vorazes. O adolescente briga consigo mesmo e com o mundo, trava no dia a dia uma contenda sem fim para confirmar sua existência. Incompreendido, querido ou renegado, tanto faz. Ao jovem pouco importa o que pensam de si, vez que o seu mundo é somente seu e nele se reflete no que deseja ser.

Ao sair da idade infantil, logo se diz que o adolescente já começa a compreender o mundo e os seus mistérios. Contudo, ao invés de tudo chegar mais clarificado à sua mente, o que se tem é um emaranhado que mais confunde do que norteia. É que a partir daí a vida lhe abre as portas para realidades outras e muito diferentes daquelas vivenciadas na infância. Eis o perigo maior.

Na verdade, já se aproximando da adolescência, a criança sempre se mostra apta a enfrentar a realidade futura, pois inteligente, tantas vezes amadurecida demais para a idade, de modo que comumente se diz que mais parece um adulto experiente. Mas então, parece haver um bloqueio assim que alcança a juventude. De repente, e o jovem sequer faz lembrar aquela criança esperta que a todos encantava.


Começa assim a mais difícil idade da vida. Tudo parece ser apagado da mente, o conhecimento anterior já não tem mais valia, toda a construção mental vai se diluindo perante os tempos novos. Tendo que novamente nascer e crescer, com o diário da mente apagado, terá que recomeçar sua escrita para, enfim, afirmar-se perante o mundo. O problema maior é que já tem capacidade suficiente para escrever o que bem desejar.

É nesta escrita que se entremeiam o viver e o apenas existir. Ora, ele já sabe o que é bom e o que é ruim, já conhece o bem e o mal, já pode discernir o que deve ou não fazer. Mas fato é que não há certeza de que seu conhecimento tenha alguma utilidade. Ou ainda que escreva sobre o melhor caminho e depois vá seguindo por estradas e curvas totalmente diferentes. E, não raro, acaba permitindo que a própria vida seja sua guia e destino.

Exemplificando melhor tal situação. Durante a infância a criança vai aprendendo os malefícios causados pelos vícios, e de tanto ouvir as lições dos pais, acaba firmando um compromisso de que jamais incorrerá em tais erros. Termina sua primeira idade nesta compreensão, mas a seguir, quando as portas da adolescência se abrem, tudo parece em pleno esquecimento.

Quer dizer, aprendeu sobre os perigosos caminhos das drogas, suas nefastas consequências e outras mazelas, mas desaprende tudo quando mais deveria conhecer, vez que os chamados aos perigos agora são reais e estarão por todo lugar. Aprendeu, prometeu que jamais incorreria no erro do uso, mas começa a experimentar, a ser usuário, a se viciar, a se destruir. Quer dizer, vai cometendo erros após erros e perante situações que já tinha conhecimento de suas nefastas consequências.

Assim também em muitas situações de vida que chegam mais vivamente após a adolescência. Como já referido, assim com as drogas, mas também com a prostituição, as permissividades, os modismos calamitosos, os vícios pecaminosos da vida moderna, as invirtudes que permeiam a sociedade. Tudo isso sempre se inicia e se alastra na idade adolescente, precisamente aquela onde se afirma o destino.

Não há que se imaginar outra coisa senão um bloqueio na mente jovem para que transforme uma das mais belas fases da existência num labirinto estarrecedor. Impossível que o adolescente não compreenda os perigos que o ronda, os caminhos ruins que o chamam, os chamados ao mal que chegam a todo instante. Bloqueio ou cegueira total, a verdade é que acaba reincidindo precisamente naquilo que está lhe tirando sua essência de vida.

Infelizmente, há também na vida essa idade das trevas, remetendo àquele período medieval onde imperou o obscurantismo, o conflito, a guerra e o abandono da razão. E quanto mais os tempos são modernos e avançados mais a adolescência procura esse medievalismo destrutivo. Continua esquecendo as lições passadas e negligenciando os exemplos tantos de agora. Daí tantos jovens se contentando apenas com a sorte de ter um amanhã.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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A REPRESÁLIA SANGRENTA DO CANGACEIRO CORISCO

Material do acervo do pesquisador do cangaço Antônio Corrêa Sobrinho

Desde as últimas e sensacionais notícias, na edição de ontem, sobre a morte necessária do celebérrimo Lampião, publicávamos, ainda, um despacho telegráfico, procedente de Maceió, que afirmava Corisco, lugar-tenente graduado do chefe-geral dos bandidos abatidos, tentaria, na certa, reorganizar o bando disperso sob a sua chefia imediata.


E repetimos a expressão gaulesa de “rei morto, rei posto”.

Mal sabíamos que, horas depois, a cidade, ou melhor, o Brasil, o estrangeiro seriam abalados com a notícia da bárbara “revanche” dirigida por Corisco.

O substituto de Lampião, que escapara do ataque à fazenda Angicos, levando consigo, na fuga, 37 homens, tomou de surpresa, ontem mesmo, a fazenda Patos, de propriedade do coronel Correia de Brito, e cruelmente sangrara quatro vaqueiros e outro tanto fizera a duas mulheres moradoras naquela propriedade.

Corisco à frente de cerca de 80 homens

Assassinado friamente aquelas seis indefesas criaturas, Corisco fizera decepar a cabeça das mesmas e as remetera à vila alagoana de Piranhas.

Segundo ouvimos na Rádio Tupy ontem à noite, Maceió afirma que, segundo informações recebidas de Piranhas, Corisco está dirigindo um troço de oitenta cangaceiros.

A temibilidade de Corisco

Afirma-se com verdade que se Corisco não é estrategista como Lampião, supera-o, entretanto, na audácia e na perversidade.

Forças da polícia conjugadas no encalço dos bandidos

Logo que se soube da chacina, ontem na fazenda Patos, as forças sergipanas que se encontram destacadas nas localidades do norte do estado, tiveram ordem de se juntar às de Alagoas que subiram o rio São Francisco em perseguição aos terríveis bandoleiros, cujas fileiras estão sendo engrossadas depois da morte do seu chefe supremo Virgulino Ferreira.

Reorganizavam-se para um ataque às localidades mais populosas

A crer-se nas notícias divulgadas, ontem à noite pelo rádio, o aumento de 37 bandidos para 80, sob o comando de Corisco, claro está que houve um “toque de reunir” para empreitada de grande estilo. Não padece dúvida que em Angicos houve um “congresso” de bandoleiros, onde estavam sendo ouvidas as determinações de Lampião. O notável celerado, hoje felizmente morto, de vez em quando reunia os seus grupos destacados em várias direções para traçar novas diretivas de assalto. A imprensa alagoana noticiou que Lampião pretendia assaltar Propriá.

O seu ódio à população da cidade de Capela, que o repelira valentemente quando da sua tentativa de entrada em 1930 era manifesta. Ele afirmava sempre onde passava que Capela ainda lhe pagaria a “recepção” que lá tivera ao contrário da de um ano antes. Corisco, seu substituto, possivelmente agora, cheio de ódio, preparando o revide, terá incluído Capela no seu programa de invasão. O assassinato cruel do pacato cidadão João Porto há poucos dias...

A morte de Lampião não extinguiu definitivamente o cangaceirismo que tanto mal nos tem trazido.

"CORREIO DE ARACAJU" - 04/08/1938

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NOTÍCIAS SOBRE A SAÚDE DO ESCRITOR MARCOS DE CARMELITA

Por Geraldo Júnior

O galego Marcos de Carmelita pesquisador de “mão cheia” lá da minha querida cidade de Floresta/Pe andou meio adoentado nesses últimos dias, mas felizmente, segundo notícias, está se recuperando e em breve estará correndo novamente atrás dos rastros cangaceiros.

Marcos de Carmelita (Marcos Antônio de Sá) para quem ainda não conhece é um dos autores do excelente livro “AS CRUZES DO CANGAÇO – OS FATOS E PERSONAGENS DE FLORESTA/PE” que foi recentemente lançado e que já está sendo sucesso de vendagem e de crítica.

Ao amigo Marcos de Carmelita desejamos uma rápida recuperação da saúde, e esperamos que logo mais esteja entre nós à todo vapor e com todo o gás.

FORÇA, CABRA!

Geraldo Antônio de Souza Junior (Administrador do Grupo)


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UMA VIAGEM NO TEMPO... DULCE MENEZES DOS SANTOS A ÚLTIMA INTEGRANTE DO BANDO DE LAMPIÃO AINDA VIVA.

Por Geraldo Júnior
Dulce Menezes dos Santos em dois momentos distintos de sua vida.

Às vezes o destino costuma pregar peças na vida das pessoas e uma dessas aconteceu na vida de Dulce Menezes dos Santos que aos 13/14 anos foi negociada por pessoas próximas e “forçada” a acompanhar o cangaceiro Criança III (Vitor Rodrigues Lima) que na época integrava o subgrupo cangaceiro liderado pelo cangaceiro Zé Sereno, que pertencia ao bando de Lampião.

Permaneceu no cangaço, ao lado de seu “companheiro”, durante os últimos os seis/sete meses que antecederam a morte de Lampião, fato que ocorreu na Grota do Angico em Porto da Folha/SE, local que atualmente pertence ao município de Poço Redondo/SE.

Presenciou e sobreviveu ao ataque da Força Volante de Alagoas ao coito de Angico em 28 de julho de 1938 e após o cangaço reconstruiu sua vida honestamente, constituiu família ao lado de um novo companheiro e atualmente aos 92 (Noventa e dois) anos de idade é a última personagem da história do cangaço, ainda viva.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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AS MULHERES NO CANGAÇO SERÁ TEMA DEBATIDO NESSE SÁBADO NO HOTEL SAN MARINO

Por João de Sousa Lima

Nesse sábado, dia 06 de agosto de 2016, no Hotel San Marino, Paulo Afonso, Bahia, palestra AS MULHERES NO CANGAÇO.

O Hotel San Marino.

o Hotel San Marino vem promovendo a cultura e a história da região, pensando nesse momento na temática cangaço, realiza a palestra AS MULHERES NO CANGAÇO, com o historiador João de Sousa Lima.


www.joaodesousalima.blogpot.com

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LAMPIÃO IRIA OU NÃO PARA MINAS GERAIS?

Por José Sabino Bassetti 

Comentário do escritor Sabino Basseti sobre este trabalho do cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira. 
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Caro amigo Aderbal, Candeeiro disse a mim, que quando da travessia de Alagoas para Angico, o capitão disse que tencionava fazer uma viajem para o Estado de Minas Gerais. Que ninguém seria obrigado a acompanhá-lo, que levaria aqueles que quisessem ir. Também me disse o velho cangaceiro, que Lampião não contou seu objetivo. O estranho, é que bem pouco tempo antes, Lampião esteve reunido com seu bando e nada falou a respeito a nenhum chefe de grupo ou cabra. 

Lampião, não seria louco de tentar transferir o cangaço para um estado onde ele nada conhecia e nem possuía amigos, ou conhecidos. Por outro lado, Candeeiro não era homem de mentiras, nem de contar vantagens. Quanto ao Vinte e Cinco, nada posso dizer pois não conheci. Fiz duas tentativas para conhece-lo que não lograram êxito. Na minha opinião, se Lampião fosse mesmo mudar para Minas, levaria consigo além de Maria, mais dois ou três cabras de sua confiança. 

Não acredito que ele tentasse implantar o cangaço nesse estado. Enfim caro Aderbal, acho que essas dúvidas vão mesmo ficar no tempo, pois hoje não existe meios de se saber a realidade. Mas creio, aceito e respeito sua opinião. Abração cabra.

Ruas Ruas disse: TIRANDO DÚVIDAS

Bom dia a todos! 

Dulce Menezes minha sogra e ex-cangaceira do bando de Lampião, não se cansa de dizer que a proposta de Lampião era para vir morar em Minas Gerais. Eu ouço isto dela constantemente. E olha, que me criei junto à família dela, aqui em Jordânia-MG. 

Os seis meses que ela esteve no cangaço, acompanhando o Criança, (subgrupo de Zé Sereno) foram constantes na presença de Lampião. 

Escritor Antonio Amaury 

Uma certa vez, quando conheci o escritor Antônio Amaury, Dulce confirmou esta vontade de Lampião, e o escritor referido, um pouco grosseiro até, disse à própria Dulce que aquilo não era verdade, pois tinha conhecido 46 cangaceiros, e nenhum deles confirmou esta pretensão do rei do cangaço. Fiquei constrangido com meu colega Amaury. Será que estes 46 cangaceiros que o escritor entrevistou, conheceu Lampião? ... Dulce é uma mulher séria. 

Estou escrevendo um livro sob  ela, e garanto a vocês: Pode nascer outra mulher séria, não mais que ela. Fui a peça fundamental para tirar Dulce do anonimato, com aquela reportagem da Record, do dia 01/05/2014.

https://www.facebook.com/groups/ocangaco/1276711055675343/?notif_t=like&notif_id=1470221595798533

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Hoje faz 78 anos que ocorreu, na Fazenda Fatos, o massacre de parte da família Ventura, feito por Corisco, o qual julgava estar vingando a morte de Lampião.

Publicado em 1 de ago de 2015

Essa narrativa do Senhor Celso Rodrigues, foi feita para mais de uma centena de pesquisadores, historiadores e admiradores do tema Cangaço. Foi proferida na Fazenda Patos, no município de Piranhas no Estado de Alagoas, Brasil, que foi o palco de uma das maiores atrocidades desse cangaceiro para vingar a morte de Lampião, o Rei dos Cangaceiros. Corisco matou seis pessoas e degolou suas cabeças e as enviou para o Tenente João Bezerra, comandante das Volantes que trucidaram Lampião, Maria Bonita e alguns cangaceiros. Eram as vítimas pessoas inocentes que não tiveram nada com a morte de Virgulino Ferreira, o Lampião. Foi o próprio delator quem indicou a Corisco que a traição, tinha vindo da família do vaqueiro, o Senhor Domingos Ventura. Foram assassinados além dele, sua esposa e mais quatro membros de sua família.

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