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sábado, 3 de junho de 2017

UM CANGACEIRO JUSTIÇADO SEM TER SIDO JULGADO

Por José Mendes Pereira
José Leite de Santana

Segundo alguns pesquisadores do cangaço  afirmam que José Leite de Santana o cangaceiro Jararaca havia nascido em Moderna, município de Sertânia, no Estado de Pernambuco, em 05 de maio de 1901, mas fora registrado como filho de Buíque, também Pernambuco, e era filho adotivo de Manuel Leite de Santana (Mané Zuza) e de dona Maria Luíza de Santana, sendo ele filho de um irmão do Mané Zuza. 


Pesquisador Geraldo Júnior

Diz o pesquisador Geraldo Júnior que, de acordo com o professor João Lúcio, Secretário de Cultura e Juventude do Município de Sertânia, Jararaca foi registrado em Buíque-PE, pelo fato de ser mais próximo o cartório daquela localidade. Mas a vida de Jararaca foi em solo sertaniense, e a sua casa ainda está lá, conservada. 

A partir de 1921 a 1926 o José Leite de Santana que ainda não era cangaceiro, serviu o Exército Brasileiro em Aracaju, no Estado de Sergipe, tendo abandonado as Forças armadas por ter participado de uma Insurreição Militar na base onde servia, d
eixando o exército, José Leite de Santana retornou à sua querida Moderna, e posteriormente foi trabalhar na "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia" de Virgolino Ferreira da Silva o já afamado cangaceiro e capitão Lampião.


  O guerreiro Lampião

Logo em 1927, em 13 de junho, José Leite de Santana já com o apelido no cangaço de "Jararaca", como chefe de um grupo de cangaceiros (mas sendo subordinado ao chefe maior o capitão Lampião), participou da frustrada tentativa de assalto à segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, Mossoró, e neste dia, o cangaceiro "Jararaca" foi baleado, quando foi apanhar os armamentos e possivelmente riquezas de um cangaceiro apelidado de "Colchete", morto em plena avenida Alberto Maranhão, ao lado da igreja de São Vicente de Paulo, localizada no centro da cidade de Mossoró. 


Igreja de São Vicente de Paulo em Mossoró

Jararaca que atrás caminhava, e não querendo que os mossoroenses ficassem com as riquezas do facínora assassinado, seguiu em direção ao corpo, mas foi alvejado com tiros que saíram da torre da igreja de São Vicente de Paulo, disparados por armas dos que defendiam a cidade de Mossoró, e já baleado, retirou-se do local de combate, escondendo-se próximo à ponte de trem, já nas proximidades do Saco.


Jornalista Alexandre Gurgel

Conta o jornalista Alexandre Gurgel em um dos seus textos que, se os armamentos eram poucos para combaterem os facínoras, muito menos era a munição. E se caso a munição se acabasse, os resistentes findariam nas mãos dos cangaceiros, e com certeza, irados, não perdoariam, e os matariam sangrados, como era de costume Lampião matar os prisioneiros de combates. 


Grota de Angico no Estado de Sergipe

Assim como em Sergipe, lá na Grota de Angico, no dia 28 de Julho de 1938, 11 anos antes, aconteceu em Mossoró, no dia 13 de junho de 1927, pois o cheiro de pólvora queimada não era para qualquer um despreparado suportar, sem que não tivesse um desmaio. A cidade estava desesperada. Sim senhor! Era coisa triste! 


Trincheira do coronel Rodolfo Fernandes em frente ao seu palácio no dia 13 de junho de 1927

Vendo que não tinha condições de vencer Mossoró, porque ela estava bem preparada para defender o que lhe pertencia, Lampião resolveu fugir às pressas da cidade com toda cabroeira, com destino à Limoeiro do Norte, em terras do Estado do Ceará, deixando para trás, o cangaceiro "Colchete" morto, e o "Jararaca" baleado e desaparecido. No dia seguinte, o cangaceiro Jararaca fora capturado e tangido para a cadeia pública, e lá, passou cinco dias sobre escoltas da polícia militar.


Cadeia pública de Mossoró local onde foi preso o cangaceiro Jararaca

Mas os seus dias estavam contados, foi cruelmente assassinado e enterrado ainda vivo (segundo depoentes) pelas forças policiais do Estado Potiguar, o que levou a algumas pessoas, diante de seu tamanho sofrimento, acreditarem que o mesmo tenha virado Santo. Muitas pessoas fazem promessas para o mesmo, e seu túmulo é cercado de romeiros e fies que pedem a ele curas, proteção, saúde... 


Túmulo do cangaceiro Jararaca


Um dos defensores de Mossoró o civil Manoel Duarte Ferreira que mesmo despreparado para tal fim, acertou o Jararaca no peito direito, e com o impacto da bala, foi ao chão. Mas sem demora, levantou-se, e saiu se protegendo como pode. Mas não levou sorte. Outro tiro recebeu, e desta vez, foi atingido na perna.



Civil Manoel Duarte

Um dos estudiosos do cangaço de Mossoró (não revelo o seu nome), jornalista e de grande conceito no que diz respeito ao estudo do ataque de Mossoró, naquela tarde de 13 de junho de 1927, e que hoje reside em Natal, certo dia, me enviou e-mail, dizendo-me que não se tem certeza que o cangaceiro Colchete foi morto e Jararaca baleado pelas armas do civil Manoel Duarte. E quem sou eu para duvidar do grande jornalista e pesquisador do cangaço?
     
Lampião que estava desmoralizado e arrependido, por ter ido na conversa de Massilon Leite l
á pelas tantas, os facínoras ouviram um apito, indicando a desistência de Lampião. E o bando disparou numa desesperada carreira, com medo da violência dos nossos heróis combatentes. 


Sabino Gomes

Tempo depois, a maioria dos cangaceiros já se encontrava no coito. Seis cangaceiros estavam baleados. Sabino Gomes era um dos tais, mas não corria perigo de vida. Menino de Ouro sofrendo muito com o ferimento, gritava exageradamente. Mas logo cuidaram de amenizar as suas dores com um curativo preparado com pimenta malagueta. Lampião tentava acalmá-lo, mas as dores eram insuportáveis.
    
Assim que fizeram o curativo no "Menino de Ouro" partiram com os reféns, tomando rumo ao Ceará, amparando-se em um sítio de nome Baixa da Broca.  Todos estavam pesarosos pela morte de Colchete e o cruel Jararaca baleado, que eles não sabiam o seu paradeiro. E nem Mossoró tinha conhecimento que um dos cangaceiros de Lampião se encontrava enfermo nas matas.



Ponte ferroviária de Mossoró

Jararaca baleado foi se arrastando, seguindo os trilhos do trem, e aproximou-se da ponte ferroviária. Mesmo o ferimento sangrando, enfiou-se às águas do rio, e do outro lado se escondeu numa moita, e depois, deparando-se com uns vigias que faziam serviços rotineiros.
   
Ao vê-los, pediu para que um deles fosse arranjar material de curativo, dizendo-lhe que trouxesse pimenta malagueta para ele esmagá-la e colocar dentro do ferimento. Ainda garantiu que quando retornasse com o medicamento caseiro lhe pagaria pelo serviço prestado.  
    
Na saída do vigia Jararaca apontou a arma para matá-lo, pois achava impossível que ele voltasse sem a polícia. Mas desistiu, baixando a sua maldita arma. Imaginou que o vigia poderia voltar sozinho. 
    
O vigia incumbido da compra de medicamentos ao sair da presença de Jararaca, em vez de ir à farmácia, foi direto ao destacamento policial. E lá, comunicou o esconderijo de um suposto cangaceiro. Meia hora depois, a polícia chegou e cercou a área. Ele foi dominado com facilidade, pois estava muito debilitado. Prenderam-no e o conduziram para a cadeia pública de Mossoró.
            
Lampião continuou correndo em direção ao Estado do Ceará. E em uma fazenda de nome Jucuri, distante 21 km de Mossoró, o bando prendeu um comerciante do lugar, um senhor de nome Manoel Freire, e passaram a exigir por ele uma quantia de 10 contos de réis. Caso não fosse atendido o seu pedido, o matariam. Mas logo os familiares fizeram arrecadação da quantia solicitada e entregaram ao capitão Lampião. E ao recebê-la, colocou no seu bornal e o liberou. 
     
No dia 14 de  junho do mesmo ano, Lampião e o bando chegaram ao sítio Lagoa do Rocha, lugar pertencente às terras do Estado do Ceará, onde lá pernoitaram como se nada tivesse acontecido. 
   
15 de junho, entraram em Limoeiro, exigindo do vigário da cidade de nome Padre Vital Lucena, uma quantia de 2 contos de réis da população. Como foram atendidos, não fizeram desordens e nem se demoraram.  E às 6;00  horas da noite, foram embora. 

Vamos leitor, saber o que aconteceu com Jararaca?

Segundo o escritor e jornalista do Jornal “O Mossoroense”, Geraldo Maia Jararaca era de físico avantajado, de estatura mediana, moreno-escuro, e de temperamento fora do comum. E com esse tipo violento, saiu às carreiras de sua cidade, amparando-se na capital de Maceió, lá no Estado de Alagoas.


 Geraldo Maia do Nascimento

Mais ou menos no ano de 1925, antes de ser contratado pela "Empresa de Cangaceiros Lampiônica Cia", do famoso Lampião, o José Leite de Santana mostrava a sua força e coragem pelos sertões de Pernambuco. E lá, já era alcunhado por Jararaca, e chefe de um bando de cangaceiros, que sem nenhuma piedade, eles assaltavam fazendas, comboieiros, assassinavam, incendiavam casas e depredavam o que viam pela frente.
    
Este, ao se incorporar ao bando de Lampião, levou em sua companhia oito asseclas, sendo já famoso por ser valente, bom atirador e lutador de faca. E com isso, fez com que Lampião o entregasse um subgrupo de cangaceiros.


Vamos leitor, assistir a execução de Jararaca? 
José Leite de Santana o cangaceiro Jararaca
                                                                
Diz ainda o jornalista  Geraldo Maia que no depoimento baseado que Pedro Sílvio de Morais um dos integrantes da escolta que matou o cangaceiro fez ao historiador Raimundo Soares de Brito, disse-lhe o seguinte: “- Pelas onze e meia horas da noite, de um luar claro e frio, do mês de junho, uma escolta composta de oficiais, sargentos e praças, conduziu em automóvel o bandido (Jararaca), dizendo que ele iria ser trancafiado na cadeia de Natal. No momento da saída, e ao dar entrada no carro, Jararaca disse que tinha deixado as alpargatas na prisão, e pediu ao comandante para mandar buscá-las, pois não queria chegar à capital com os pés descalços". 
     
O tenente-comandante então disse que em Natal lhe daria um par de sapatos de verniz. Quando os automóveis pararam no portão do cemitério São Sebastião (Mossoró), Jararaca interrogou-os: 
    
- Mas isto aqui é o caminho de Natal? 
    
Como resistisse descer do automóvel, um soldado empurrando-o deu-lhe uma pancada com a coronha do fuzil.
     
No cemitério mostraram-lhe uma cova aberta lá num canto, e um deles perguntou-lhe: 
     
- Sabe para que seja isso? 
     
Saber de certeza não sei não. Mas, porém, estou calculando. Não é para mim?
Agora, isso só se faz porque me vejo nestas circunstâncias, com as mãos inquiridas e desarmadas! Um gosto eu não deixo para vocês: é se gabarem de que eu pedi que não me matassem. Matem! Matem que matam, mas é um homem! Fiquem sabendo que vocês vão matar o homem mais valente que já pisou neste...
     
Mas o  Jararaca não teve tempo de dizer o que queria. Um soldado por trás dele, deu-lhe um tiro de revólver na cabeça. Ele caiu e foi empurrado com os pés para dentro da cova.


O poeta, escritor e pesquisador do cangaço Kydelmir Dantas diz que não houve este diálogo, possivelmente foi criado. Se o pesquisador do cangaço Kydelmir Dantas diz que não aconteceu este diálogo, quem sou eu para duvidar dele?
               
Observação: “Existem alguns textos contados diferentes do que afirmou Jararaca quando estava prestes a ser executado. Mas apenas os autores usaram sinônimos, sem fugirem do que disse Jararaca. O importante é não criar fatos diferentes do que aconteceu na hora da execução do bandido”.

Sobre a execução de Jararaca foi uma crueldade que os policiais da época fizeram com o cangaceiro Jararaca, porque, homem que é homem não mata outro homem amarrado. Solta-o, e o convida para tentar salvar a sua vida. 

Dizem os historiadores  que o grupo de Lampião sofreu violenta perseguição no Estado do Ceará pelas tropas do major Moisés, dos tenentes: Laurentino, Abdon Nunes e Agripino do Rio Grande do Norte e Quelé da Paraíba.
     
Massilon Leite vendo seus  planos indo por água abaixo, abandonou o bando de cangaceiros. E a partir daí, os que restaram sofreram tanto que acabaram fugindo para a Bahia, aonde chegaram apenas oito companheiros famintos e esfarrapados. Foram eles:




Sobre esta imagem acima, Ivanildo Régis afirma que Ivanildo Silveira, pesquisador e colecionador do cangaço, faz a seguinte observação: “Embora a identificação dos cangaceiros da foto acima seja um tanto polêmica, consultando especialistas, é quase unânime que a legenda mais que mais se aproxima da realidade, é a seguinte: Lampião, Ezequiel, Virgínio, Luiz Pedro, Mariano, Corisco, Mergulhão e Alvoredo.

Um pouco da biografia deles:

1 - Virgulino Ferreira da Silva, “o Lampião”, ou ainda o patenteado “capitão”. Nasceu em 1898, no Estado de Pernambuco. Era filho de José Ferreira da Silva e Maria Sulena da Purificação. Depois de mais de vinte anos como chefe de cangaceiros, foi abatido juntamente com a sua rainha Maria Bonita e mais nove cangaceiros, na madrugada de 28 de julho de 1938, na grota de Angicos, lá no Estado de Sergipe. Um dos maiores líderes de cangaceiros.
    
2 - Ezequiel Ferreira da Silva, o Ponto Fino (irmão de Lampião); Nasceu no ano de 1908, no Estado de Pernambuco. Foi abatido no dia 23 de abril de 1931 – no tiroteio da Fazenda Touro, povoado Baixa do Boi, no Estado da Bahia, ponto conhecido como Lagoa do Mel.


3 - Virgínio Fortunato da Silva, o Moderno. Ex-cunhado de Lampião. Nasceu em 1903 e faleceu em 1936, aos 33 anos de idade.

Segundo o escritor e pesquisador do cangaço de nome Franklin Jorge, há suspeita, não comprovada, que Virgínio era da cidade de Alexandria, no Estado do Rio Grande do Norte.

Era companheiro de Durvalina, que com a sua morte ela amasiou-se com Moreno. Durvalina faleceu no dia 30 de junho de 2008. Moreno faleceu no dia 06 de setembro de 2010.     

4 - Luiz Pedro do Retiro, companheiro de Neném do Ouro. Ele foi abatido juntamente com Lampião, Maria Bonita e mais oito cangaceiros, na madrugada de 28 de julho de 1938, na grota de Angicos no Estado de Sergipe. Dizem que quem o assassinou foi o policial Mané Véio. 


5 - Mariano Laurindo Granja, companheiro de Rosinha.  Entrou para o cangaço em 1924. Foi um dos poucos que em agosto de 1928, cruzou o Rio São Francisco, em companhia de Lampião, em direção à Bahia. Foi morto no dia 10 de outubro de 1936. Segundo Alcindo Alves em: (... – Mentiras e Mistérios de Angicos), o ataque foi entre os municípios de Porto da Folha e Garuru, região conhecida como o Cangaleixo. 

A pesquisadora do cangaço Juliana Pereira afirma que Rosinha foi morta a mando de Lampião. Era filha de Lé Soares e irmã de Adelaide, esta última sendo companheira de Criança, e parenta próxima de Áurea, companheira de Mané Moreno.  Sendo Áurea filha de Antonio Nicárcio, que era primo/ irmão de Lé Soares.

6 - Cristino Gomes da Silva Cleto, Corisco, companheiro da cangaceira Dadá. Ele foi abatido no dia 25 de maio de 1940, pelo tenente Zé Rufino, na fazenda Cavaco, em Brotas de Macaúbas, no Estado da Bahia. Dadá foi ferida e presa. Ela faleceu em 1994. Com a morte de Corisco, finalmente o cangaço foi enterrado com ele.

7 – Mergulhão foi abatido juntamente com Lampião e mais nove cangaceiros, na madrugada de 28 de julho de 1938, na grota de Angicos, no Estado de Sergipe. (Não tenho maiores informações sobre este cangaceiro).

8 - Hortêncio Gomes da Silva, o Arvoredo. – Desligou-se do bando no momento do ataque a Jaguarari, no Estado da Bahia. Fez dois meninos como reféns. Mas eles conseguiram o dominar, desarmando-o. Em seguida mataram-no a facadas. Achando que o serviço ainda não tinha sido concluído, degolaram-no e cortaram as suas mãos. Após o trabalho concluído acionaram a polícia. (Não tenho maiores informações sobre este cangaceiro).

Fontes de Pesquisas:

O cangaceiro Massilon – Por Alexandre Gurgel - 31/03/2005. 
O cangaceiro Jararaca – Por Geraldo Maia.  

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LUIZ GONZAGA EM CURRAIS NOVOS ..!


Foto autografada presenteada à fã Suetônia Dalva (Suetônia Batista), em 1954, quando da passarem do Rei do Baião pela princesa do Seridó. Nela, Luiz com seu traje de cangaceiro.

Fonte: facebook
Página: Adriano Santori
Link: https://www.facebook.com/groups/1617000688

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ANTIGA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA EM GOVERNADOR DIX SEPT ROSADORN, SITUADA NA RUA JOSUÉ DIAS.

Por: Aretuza Cruz‎

ANTIGA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA EM GOVERNADOR DIX SEPT ROSADO RN, SITUADA NA RUA JOSUÉ DIAS. 


Aretuza Cruz‎

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O VELHO E O NOVO. O CRUZEIRO, EM FRENTE À IGREJA DO ROSÁRIO DE POMBAL/PB.

Por Verneck Abrantes

O VELHO E O NOVO. O Cruzeiro, em frente à Igreja do Rosário de Pombal/PB, construído para se comemorar a passagem do século dezoito para o século dezenove. 


Em 1993, em precário estado de conservação, o Cruzeiro foi retirado pelo marceneiro João Pereira Filho-Natal, que construí outro em madeira jatobá e esplendor de cedro, nas mesmas dimensões do original, o qual foi recolocado no pedestal do antigo.

Verneck Abrantes

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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A IMPORTÂNCIA PRETÉRITA DO ALGODÃO...


A importância pretérita do algodão, o ouro branco que outrora fez muitas fortunas no Nordeste Brasileiro, ainda é atestada em muitas bandeiras de municípios nordestinos. No destaque, temos a bandeira do município paraibano de Paulista. Podemos observar ainda o valor atribuído ao Rio Piranhas, absurdamente impactado nos dias de hoje em todo trecho percorrido por esse importante curso d' água que abrange territórios dos Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero Araújo Cardoso

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sexta-feira, 2 de junho de 2017

A BARRIGA, A SERRA E A NOTÍCIA

Clerisvaldo B. Chagas, 2 de agosto de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.678

 É pena que muitas notícias boas cheguem quando predominam a negatividade e ofusca as alvíssaras. Os episódios da História de Alagoas com a bravura do Quilombo dos Palmares correram mundo. O grito e o sangue derramado pela liberdade negra tornaram-se orgulho do povo alagoano. A história dos Palmares deveria ser mais estudada, pesquisada e entendida nas escolas do estado com maior frequência e profundidade. Afinal, no dia da Consciência Negra chega gente para subir a serra, de todas as partes do planeta. Em nosso livro ainda inédito, “Repensando a Geografia de Alagoas”, fornecemos uma lista completa das Comunidades Quilombolas e cada população; até mesmo a comunidade de Tabacaria que foi devastada pelas chuvas em Palmeira dos Índios. Ainda em nosso outro livro já publicado, “Negros em Santana”, defendemos teses importantes baseadas nos movimentos negros da grande serra.

SERRA DA BARRIGA. Foto (divulgação).

“Símbolo de resistência a escravidão imposta ao povo negro do Brasil, a Serra da Barriga localizada no município de União dos Palmares, Alagoas, foi aprovada como Patrimônio Cultural do Mercosul. A escolha ocorreu na tarde desta terça-feira, 30, na XIV  Reunión de la Comisión de Patrimonio Cultural / CPC / Mercosul Cultural, na Argentina”.
Como foi dito, é pena a notícia ter chegado em momento de tanta dor na região litorânea e na zona da Mata com as enchentes devastadoras. Mas não deixa de trazer imensa alegria para os defensores da causa negra no estado e para os vários segmentos e intelectuais alagoanos. Para o Brasil, um marco importantíssimo que irá repercutir por todos os recantos do Globo.
Mesmo assim, apesar dessa retumbante vitória, continua uma luta difícil de todas as comunidades quilombolas registradas no estado. A pobreza é fator primordial nessas áreas onde as opções continuam mínimas e, o básico como Educação, Saúde e Trabalho remontam ao tempo da escravidão.
Quantas e quantas vezes planejei levar alunos até o alto da serra e nunca deu certo! Fazer o quê! Muitas coisas na vida que parecem tão perto se tornam tão longe!...
O importante, porém, é o dever cumprido, a contribuição diária para uma humanidade mais feliz, mesmo que ela seja apenas um tiquinho.


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UM FIM DE TARDE ASSIM

*Rangel Alves da Costa


Iniciei este texto já passado das cinco horas da tarde desta quinta-feira, primeiro de junho. 17h12min precisamente. E veio-me a inspiração exatamente pelo que acabei de avistar do outro lado do portão, em direção aos horizontes.
O dia inteiro foi de mais nuvens do que réstia de sol, num tempo nublado de chover a qualquer momento. Mas agora, na junção das nebulosas cores do entardecer, sem as chamas do sol nem a vermelhidão entre as nuvens, o tempo ficou mais entristecido e pesaroso.
Daí estar um fim de tarde assim, assim sombrio, tristonho, nublado, escurecido, melancólico e até angustiante. Paisagem de chuva de uma chuva que não vem, horizontes de cores outonais apenas a espera de mais escuridão da noite que logo vai chegar.
Tudo fica mais triste num fim de tarde assim. Não há nem por de sol nem nuvem carregada, não há nem as cores avermelhadas e tão próprias do instante nem a escuridão fechada dos instantes que antecedem os temporais. Apenas um fim de tarde assim, assim diferente.
Na solidão em que estou agora, onde qualquer coisa já desperta saudade, tristeza, melancolia, uma nostalgia de perfeita feição, avistar paisagens assim é o mesmo que ser chamado ao sofrimento sem dor, às saudades sem retratos avistáveis ao pensamento.
Sim, motivos de saudades eu teria muitos, pois distante de pessoa que guarnece de amor o meu coração, mas as saudades perante este fim de tarde são muito diferentes, pois apenas surgidas como se abrindo velhos baús e buscando reencontrar os caminhos distantes.


Mas creio que não somente eu estou mais entristecido num fim de tarde assim. As pessoas passam mais cabisbaixas, mais pensativas, mais silenciosas, mais reflexivas. Não avistei sorrisos nem palavras, apenas pessoas que passam como se caminhassem distantes de tudo e alheias a tudo.
Os carros com suas buzinas sequer são ouvidos. Não há pressa, não há correria. Talvez muitos se esqueçam de passar na padaria para comprar pão e leite. Talvez outros sequer saibam por que caminham, para onde vão, e o que vão fazer logo mais.
Os chuviscos não caem. Apenas o tempo fechado, nublado. O sol escondido nas nuvens, apenas vai sumindo sem deixar rastros. Os prenúncios de chuva talvez não se confirmem. É mais fácil chover quando o dia inteiro não se mantem assim carregado.
Será certamente uma noite sem lua, sem estrelas. Talvez os meninos sequer apareçam para jogar bola por cima do asfalto. As mulheres sempre temem sentar nas suas portas em noites nubladas e indefinidas. Será uma noite chegada mais cedo e muito mais alongada.
Levantei por um instante e novamente lancei o olhar pelos arredores. Ainda são 17h39min, mas é como se a noite já tivesse chegado inteira, completa e escurecida antes do tempo. As sombras avançam e o noturno atormenta ainda mais a minha solidão. Até gosto da solidão, mas não quando ela chega em noite antecipadamente assim.
Já se foi o que era do fim de tarde. Não houve boca da noite nem partida do sol para a chegada da lua. Os espaços estão sem lua e as ruas parecem sonolentas e cada vez mais tristes e também solitárias. Um gato passou sem mio, também cabisbaixo, lento, vagarosamente remansoso.
Talvez chova a qualquer momento. Ou talvez a noite avance sem um chuvisco sequer. Seria bom que chovesse e os telhados molhados acalantassem os sonos difíceis de adormecer. Muita gente gosta de adormecer ouvindo o barulho da chuva, sentindo o mundo molhado ao redor.
Voltarei novamente ao portão. E perante a noite fechada sentirei tudo que a mim vier como saudade, tristeza ou aflição. Não vou mais fugir da memória nem do que desejo reencontrar. Que tudo venha na noite. Já não tenho medo da escuridão.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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LANÇAMENTO DO LIVRO DE NOSSO BOM AMIGO Gilson Souto Maior SOBRE A HISTÓRIA DA TELEVISÃO NA PARAÍBA:

Por Evandro da Nóbrega

MUDA APENAS O LOCAL DE LANÇAMENTO DO LIVRO DE NOSSO BOM AMIGO Gilson Souto Maior SOBRE A HISTÓRIA DA TELEVISÃO NA PARAÍBA: 


Será no Anexo da Câmara Municipal, na mesma rua, prédio amarelo, fronteiro à sede da Edilidade... Não deixem de comparecer! É a primeira História da TV na Paraíba já surgida! Tem coisas lá do arco-da-velha... 


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O CINEASTA DO CANGAÇO ADERBAL NOGUEIRA INDICA!

Por Aderbal Nogueira

É bom antes de dizer que Rufino assassinou Corisco ler esse relato de Zefinha. Por que não se entregaram? Ele poupou Dada, ou não? foto do livro de Sérgio Dantas "CORISCO a Sombra de Lampião".


Fonte: facebook
Página: Aderbal Nogueira
Grupo: O Cangaço
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10213265024886793&set=gm.1584976621515450&type=3&theater

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UM LIVRO COMPLETO SOBRE CANGAÇO QUE AINDA NÃO TINHA SIDO PUBLICADO


Você que no estudo do cangaço já ouviu falar sobre Antonio Matilde, mas ainda não sabe quase nada sobre a sua identidade,  convido você para comigo ir até à casa deste, somente para fazermos uma pequena biografia.

1 - Qual é o parentesco de Antonio Matilde com os Ferreiras?
2 - Era tio deles?
3 - Era primo deles?
4 - Era cunhado de José Ferreira da Silva?
5 - Era sobrinho de dona Maria Sulena da Purificação?
6 - Tinha um parentesco muito com dona Jacosa?
7 - Não fazia parte da família de dona Jacosa?
8 - Qual o seu parentesco com Cassimiro Honório?

Estas e outras respostas você as encontrará no livro: "Lampião a Raposa das Caatingas", de José Bezerra Lima Irmão. a partir da página 89.

Esta maravilhosa obra você poderá adquiri-la através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br.

Com o professor Pereira lá da cidade de Cajazeiras, no Estado da Paraíba. Ainda não foi lançada uma obra sobre cangaço maior do que esta. São 736 páginas - Tamanho Ofício - 4 centímetros de altura...

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ASSEMBLEIA 05-06-2017


Informamos que na próxima segunda-feira (05-06) serão realizadas duas assembleias. A necessidade das convocações separadas se dá pela obrigatoriedade de que a escolha do representante para o CONAD seja feita em uma assembleia exclusiva. A primeira assembleia terá início às 9h e a segunda se inicia às  10h. 

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

C O N V O C A Ç Ã O

A Diretoria da Associação dos Docentes da UERN – ADUERN/Seção Sindical do ANDES/SN, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONVOCA todos os professores da UERN para participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará na Área de Lazer Prof. FRANCISCO MORAIS FILHO, no dia 05 de junho de 2017, segunda-feira, em primeira convocação, com 20% do número de sindicalizados, às 08:30 horas, em segunda convocação com 10% do número de sindicalizados, às 08:45 horas, ou, em terceira e última convocação, com qualquer quórum, às 09:00 horas, oportunidade em que será apreciada os seguinte ponto de pauta:

1.  ESCOLHA DE UM DELEGADO PARA O 62º CONAD A SER REALIZADO NO RIO DE JANEIRO/RJ, NO PERÍODO DE 13 A 16 DE JULHO DE 2017   

         Mossoró (RN), 01 de junho de 2017

Prof. Lemuel Rodrigues da Silva
Presidente

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
C O N V O C A Ç Ã O

A Diretoria da Associação dos Docentes da UERN – ADUERN/Seção Sindical do ANDES/SN, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONVOCA todos os professores da UERN para participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará na Área de Lazer Prof. FRANCISCO MORAIS FILHO, no dia05 de junho de 2017, segunda-feira, em primeira convocação, com 20% do número de sindicalizados, às 08:30 horas, em segunda convocação com 10% do número de sindicalizados, às 08:45 horas, ou, em terceira e última convocação, com qualquer quórum, às 10:00 horas, oportunidade em que será apreciada os seguinte ponto de pauta:

1.  ESCOLHA DE UM REPRESENTANTE DOCENTE (SUPLENTE) PARA A COMISSÃO DE ACUMULAÇÃO DE CARGOS – CAC;
2.  ESCOLHA DE UM REPRESENTANTE DOCENTE (SUPLENTE) PARA O CONSELHO CURADOR;
3.  ESCOLHA DE UM REPRESENTANTE DOCENTE PARA A COMISSÃO PERMANENTE DE PESSOAL DOCENTE – CPPD, NA CATEGORIA AUXILIAR.
4.  ABERTURA DE CONTA PARA O FORUM DOS SERVIDORES PUBLICOS DO OESTE POTIGUAR. 

         Mossoró (RN), 01 de junho de 2017

                             Prof. Lemuel Rodrigues da Silva
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Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O BODE PRETO DO SERIDÓ

Por Sálvio Siqueira
Coronel João Damasceno Pereira de Araújo - O Bode Preto do Seridó

Na cidade de Caicó, Rio Grande do Norte, existiu um líder político chamado João Damasceno Pereira de Araújo, filho de Antonio Pereira de Araújo, e de Maria José de Medeiros, Antônio, filho por sua vez de João Damasceno Pereira,  3º filho do 1º Tomaz de Araújo Pereira, e Maria José de Medeiros, filha do 3º Tomaz de Araújo.

O velho Tomaz de Araújo Pereira(3º), que já se achando cego, achou por bem casar a neta Tereza, a quem criava, com João Damasceno que tinha 15 anos.

Casa Grande da Fazenda Saco do Marins Foto: George Stephenson Batista   

O destemido, ou temido 'coronel', fez de sua primeira residência a fazenda Bulhões, no Acari, localizado na bacia do Gargalheiras. Ali, manobrou, desdobrou, fez e desfez com suas "ordens e ações". Foi um verdadeiro chefão político nas terras acariense até passar, em 1868, seu poder político para o

Coronel Silvino Bezerra de Araújo Galvão, que além de afilhado, era seu sobrinho. Nada diferente do que outros, muitos, coronéis fizeram sucessivamente na 'mantença' do poder regional.

O Governador do rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, nos passa os seguintes aspectos sobre o coronel: 

"- alto, forte e notável cavaleiro, era muito respeitado, em todo o Seridó, por suas qualidades de caráter e por sua energia. A estima que gozava entre os seus parentes, e o respeito que soube manter junto ao povo durante sua longa vida, o consagrou como um dos legítimos patriarcas seridoenses(...)neto de Tomaz de Araújo Pereira, primeiro presidente do Rio Grande do Norte, após proclamada a independência do Brasil, irmão do Padre Tomaz Pereira de Araújo, Deputado provincial do Rio Grande do Norte, nos períodos de 1835/37, 1838/39, 1840/41, 1848/49 e 1860/61 e vigário de Acari, durante mais de sessenta anos, concorreu para firmar seu prestigio, que soube manter por uma linha de conduta firme e igual, enquanto viveu(...) ".

Casa Grande da Fazenda Saco do Marins - Foto:  George Stephenson Batista   


Manoel Rodrigues de Melo, também faz alusão sobre o famoso chefe político, através do seu livro “Patriarcas e Carreiros ": "(...) João Damasceno era alto, forte, de força agigantada. Fazendeiro, rico, poderoso, dono de muitas terras, possuindo cabroeira numerosa e organizada, era, no seu tempo, uma das maiores influências políticas no município de Caicó(...)".

Em certa época, naquelas quebradas, no Saco dos Martins, apareceu um certo tipo pedindo-lhe apoio e proteção. O coronel, depois de saber sua 'graça', também ficou ciente de que o mesmo andava escondido, nas serras, usando as grutas com refúgio, por estar sendo perseguido por crimes que cometera.

Tratava-se do cangaceiro 'Pereirão'. O coronel deu-lhe apoio e proteção. colocando-o em suas terras, onde seu poder era total, nada nem ninguém tocava nele. antes de dar-lhe guarida, o chefe passa-lhe as coordenadas de como deverá comportar-se e agir daquele momento em diante.

'Pereirão' era meio maluco, não ligava pra nada, nem com nada se importava. Por diversas vezes foi repreendido pelo coronel, porém, foi não foi, saia da linha. Tanto que chega um momento que é 'despedido', mandado, pelo próprio coronel ir-se embora.

Ficando na região, começa a aprontar das suas e, o pior, lasca a língua no mundo, descendo o 'cacete' em Damasceno, proferindo insultos e outras mais...

O coronel Damasceno não era do tipo que ficava em sua Fazenda, sentado/deitado na 'preguiçosa', embaixo do alpendre, só mandando. Pelo contrário, era afoito, corajoso e costumava estar a frente de suas empreitadas. Quando soube do que Pereirão andava a dizer e a fazer com o povo da região, seus 'protegidos', resolve prende-lo. aproxima-se do cangaceiro e grita seu nome. Pereirão vira-se devagar e estende-lhe a mão. Nesse momento o coronel, ao pegar-lhe a mão, dar-lhe uma chave e o derruba no chão. Pede que alguém traga-lhe uma corda e amarra o azarada cangaceiro.


Casa Grande da Fazenda Saco do Marins - Foto : George Stephenson Batista   

Depois de amarrado, o cangaceiro e levado para a Fazenda Saco do Martins debaixo de muita pancada. Lá chegando, os homens do coronel dão um "trato especial" em Pereirão. O coronel manda três de seus homens de confiança levarem o prisioneiro para a cadeia de Caicó. Naquela cidade norte rio-grandense, chega a notícia que chegará, preso e amarrado, um cangaceiro procurado, pelos homens do coronel Damasceno. A notícia chegou, porém, até hoje, espera-se a chegada do cangaceiro Pereirão naquela localidade.as autoridades, através do Alfere da Comarca, manda dizer ao coronel que fará uma visita as suas terras, afim de fazerem uma investigação. O coronel manda a resposta, pelo mesmo portador:
“Diga ao Alferes que o Saco do Martins só tem uma entrada e não tem por onde sair”.

Imaginem se o Aferes, ou outra pessoa qualquer,  foi 'farejar','fuçar', alguma coisa naquela propriedade?

Outros 'causos', sobre esse personagem, contaremos depois, "pro'cês" apreciarem...

Fonte: Ob ct.
Foto:  arissonsoares.blogspot.com   


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LAMPIÃO EM POMBAL | O CANGAÇO NA LITERATURA #03 | VOM #46


Publicado em 2 de jun de 2017

O Cangaço na Literatura sai novamente do estado de Sergipe e adentra nos limites entre Sertão e Agreste. Fomos desta vez à cidade de Ribeira do Pombal, onde Lampião fez uma fotografia incrível. Tá curioso? Eu estou muito! Compartilhem com os amigos, valorize nossa cultura!
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VARADOURO/ JOÃO PESSOA/PB IGREJA SÃO FREI PEDRO GONÇALVES POR FORA E DENTRO

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

VARADOURO/ JOÃO PESSOA/PB IGREJA SÃO FREI PEDRO GONÇALVES POR FORA E DENTRO. 

Jerdivan Nóbrega de Araújo








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