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sábado, 23 de fevereiro de 2019

LOCALIZADO NOS CONFINS DO RASO DA CATARINA, NA BAHIA, O ÚLTIMO IRMÃO DA EX-CANGACEIRA DADÁ, COMPANHEIRA DE CORISCO.

Por Geraldo Júnior

No último dia 21 de fevereiro de 2019 o pesquisador Sandro Leite Cavalcanti “Sandro Lee” (Paulo Afonso/BA), juntamente com o amigo Osly Oliveira, sobrinho da ex-cangaceira Inacinha de Gato II (Santílio Barros), adentraram no inóspito Raso da Catarina com o objetivo de localizar o senhor Manoel Ribeiro vulgo “Mané Gaibó” irmão mais velho e o último irmão ainda vivo da ex-cangaceira Dadá, companheira do cangaceiro Corisco o “Diabo Loiro”. As informações sobre o paradeiro do personagem eram vagas, mas a insistência venceu as incertezas.

Sob o sol escaldante e após horas em meio ao deserto a dupla finalmente chega ao local indicado e consegue localizar o senhor Manoel Ribeiro vulgo “Mané Gaibó”, irmão de Dadá, que atualmente está com cento e nove anos de idade e que apesar da idade encontra-se lúcido e ainda guarda na memória as lembranças e histórias do passado, principalmente aquelas envolvendo a irmã cangaceira e seu afamado companheiro.

O pesquisador Sandro Cavalcanti conseguiu coletar imagens e realizar uma entrevista com o senhor Mané Gaibó, a qual disponibilizaremos ao público em breve através dos nossos canais. 


Sandro Leite Cavalcanti e Oly Oliveira

Artefatos

A chegada. Sandro Cavalcanti e o senhor Mané Gaibó irmão de Dadá

Da esquerda para a direita: Sandro Leite Cavalcanti, Osly Oliveira, Mané Gaibó e a esposa
dona Maria.

Pose para a fotografia.

Aguardem a matéria completa.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

https://cangacologia.blogspot.com/2019/02/localizado-nos-confins-do-raso-da.html?spref=fb&fbclid=IwAR35uLzWkT4KfTI5ZngDqwSKYPDfoTFYdSmnFmtrXN2wguzEdvyl1d1hbDU

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LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com o professor Francisco Pereira Lima através deste e-mail: franpelima@bol.com.br.

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: 

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 

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AJUDA ENCONTRÁ-LO - METALÚRGICO SAI DE CASA PELA MANHÃ E DESAPARECE NA RMC; BUSCA NA INTERNET É PISTA

Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento

Quem souber o paradeiro de Eduardo pode ligar no 190 da Polícia Militar.

Familiares do metalúrgico Eduardo Henrique dos Santos, de 21 anos, estão desesperados. O jovem está desaparecido desde terça-feira (19) quando saiu de casa em Araucária, região metropolitana de Curitiba. Em entrevista à Banda B, na manhã desta sexta-feira (22), Claudia Aguiar, irmã de Eduardo, falou sobre os últimos passos dele.


“Na noite de segunda-feira, ele fez buscas pelo celular sobre como chegar na Represa do Passaúna. Daí pela manhã, ele saiu e desapareceu. Inclusive, ligou para um amigo e pediu para que fizesse um memorial para ele no Facebook. Como está em depressão, isso nos assusta”, descreveu a irmã.

Cláudia diz que a família está muito apreensiva. “Estamos preocupados. Em janeiro esteve internado para tratar a bipolaridade, mas estava melhor, trabalhando de novo e iniciaria uma faculdade de Direito. Até o momento não temos qualquer notícia dele”, disse.

Quem souber o paradeiro de Eduardo pode ligar no 190 da Polícia Militar ou no 3360-1400 da Polícia Civil.

https://www.bandab.com.br/cidades/jovem-sai-de-casa-pela-manha-e-desaparece-na-rmc-busca-na-internet-e-pista/?fbclid=IwAR27dJDWkue4dtPblsTcPmmff_8bZDMMrBO3S6Wrc_Wf13yqK01YDHDG7XY

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MORRE O FILÓSOFO E ESCRITOR ITALIANO UMBERTO ECO


No dia 19 de fevereiro de 2016 morria em Milão, na Itália, Umberto Eco, escritor, filósofo, linguista, semiótico e bibliófilo. Além de lecionar em universidades como Bolonha, Columbia, Harvard, College de France e Toronto, ele também já colaborou em diversos periódicos acadêmicos. Nascido no dia 5 de janeiro de 1932, em Alessandria, também Itália, Umberto Eco ainda ficou conhecido por sua carreira como escritor. Ele foi autor de vários romances como "“O Nome da Rosa”" e “"O pêndulo de Foucault”". No cenário acadêmico, na década de 1960, ficou conhecido pelos seus estudos sobre a cultura de massa. A partir da década de 1970, passou a centrar seu foco quase que exclusivamente da semiótica.

Imagem: Università Reggio Calabria [GFDL or CC-BY-SA-3.0], via Wikimedia Commons

https://seuhistory.com/hoje-na-historia/morre-o-filosofo-e-escritor-italiano-umberto-eco?fbclid=IwAR3pV7DwUD-3GbcV-Hub5R211vU-uAIc-CMJngorieX1LNDcr1SwGSdKZA4

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

SOLIDÃO NOTURNA

Autor: José Di Rosa Maria

Anoitece no ermo do meu peito
E recria-se em mim uma saudade
Das auroras da minha juventude
Que o tempo esmagou sem piedade.

A certeza de nunca mais revê-la
No lugar que mais dói no coração.
Fortemente me fere dando origem
A tristeza da minha solidão.

E nas noites que a lua tira folga
Um receio cruel me inquieta
De não ver ressurgir o sol que rege
Meu destino indigente de poeta.

Sobre as páginas do livro do silêncio
Minha alma penetra descontente
A procura de algo que me faça
Pelo menos pensar que já fui gente.


Autor: José Di Rosa Maria
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PARABÉNS AO GRANDE ARTESÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 22 de fevereiro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.066

          (FOTO: DISKGRAM. ALAGOAS FEITA À MÃO).
       Maceió, que é bonita por natureza, vai ganhando ornamentos extras, valorizando as paisagens da orla. A capacidade criativa dos nossos artesãos está por todos os lugares e nas mais variadas matérias-primas como palito, barro, tecido, linha, coco, sucata, madeira, couro, sola, osso e outras mais. Os monumentos artesanais colocados na orla valorizam tanto o artesão quanto a história e a paisagem, geralmente deslumbrante. Assim, uma das grandes atrações de Maceió, foi a sereia, que terminou virando nome novo da praia. Nada mais atraente para turistas. Depois veio a estátua de Ganga Zumba, Graciliano Ramos e agora o belíssimo boi da praia, na Avenida da Paz. Trata-se de uma obra do mestre artesão João das Alagoas, ceramista do município de Capela. É uma nova interpretação do bumba-meu-boi e todo folclore que cerca a figura popular.
       A peça estar assentada no chão, tendo a desvantagem de sofrer agressões pelos desentendidos. Mas também possui a vantagem de ser visto de perto com o visitante rodeando o animal, acusando cada detalhe significativo do autor. Em muitos lugares do Brasil, o poder público esquece a manutenção dos seus monumentos. Assim, a sereia perdeu o rabo de peixe e, tudo indica que ainda continua assim. Muitos outros monumentos aqui em Maceió foram pichados e mutilados. Fazer o quê? Apelar para quem? Os artistas continuam fazendo seus trabalhos, muitos em tendas apertadas no sacrifício do espaço e das condições mínimas. Existem formas de divulgação dos trabalhos, mas ainda não conhecemos projeto para condições mais confortáveis do fabrico.
       Mas se Alagoas descobriu mestres e mestras atuais, melhor para o estado que não fica somente eternizando artesãos já consagrados de outras plagas. O monumento chama atenção, mas é preciso divulgar sempre o autor do trabalho. O talento artístico encontra-se semeado por todos os municípios. E de repente surge uma peça inédita quebrando a rotina e virando notícia no mundo da arte. Queremos, porém, voltar ao trabalho do mestre João das Alagoas, parabenizando-o pela sua escultura que chama atenção na praia da Avenida. Avenida da paz, paz para mestre João.


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HILÁRIO LUCETTI, O CONTADOR DE HISTÓRIAS

Por:Andrea Lucetti



Andrea Lucetti em homenagem a seu pai; Hilário Lucetti


"Boa Noite a todos, 
Em primeiro lugar quero agradecer ao Ângelo Osmiro por linda e emocionante homenagem ao nosso pai. Agradecer em especial ao Severo e a todos por esse espetacular Seminário Cariri Cangaço. Parabéns!

Hilário Lucetti, filho de Orós, cidadão de Crato, nascido em 19/09/1927, apaixonou-se de tal forma pela saga do cangaço que optou por dedicar sua vida ao estudo e à pesquisa dos fatos e das personagens que marcaram, de forma indelével, um longo e sangrento período da história do Brasil.


Pesquisador e Escritor Hilário Lucetti

Percorrendo todo o imenso país dos nordestinos, conhecendo e palmilhando a verdadeira trilha por onde também passaram os cangaceiros, Hilário esteve em todos os palcos, entrevistando dezenas de atores que, outrora, participaram do grande espetáculo que foi o mundo do cangaço. De Antonio Matilde a Jararaca, de Corisco a Ângelo Roque, de tantos a tantos outros bandoleiros da súcia que acompanhou durante vinte anos seu chefe maior, Virgulino Lampião, Hilário falou e escreveu com a propriedade de um doutor no assunto.

Suas narrativas realistas têm o dom de proporcionar a seus leitores a exata dimensão dos acontecimentos. Quem não se arrepia ao saber que Dadá tinha arrepios de fera ao sentir cheiro de sangue, ocasião em que, segurando sua faquinha cabo de prata, costumava dizer: “Essa faquinha é pra módi matá genti fêa qui num teim denêro.” Lucetti (2001, p.80).

Falecido em janeiro de 2007, Hilário Lucetti presenteou-nos com obras completas, de riqueza incomparável. Estas, além de outros inúmeros registros escritos, alguns gravados, fotografias e peças históricas, constituem parte importante do grande legado que nos deixou.

...Desde o seu falecimento eu evitava voltar ao Crato.


É muito difícil andar pelas ruas, rever a Praça Siqueira Campos, subir a ladeira do granjeiro e não encontrar meu Pai. Entendo que, esse momento onde o Cariri Cangaço homenageia nosso “Contador de Histórias” como era conhecido entre os netos e bisnetos, é um momento impar, só um evento como esse de tamanha grandiosidade para trazer-me de volta a essa terra, onde fui acolhida com tanta doçura e lembrar como ele meu Pai tanto me dizia: “Essa terra e esse povo minha filha é sem igual, doce como diz a música: “Cratinho de açúcar coração do cariri”.

Obrigada"

Andrea Lucetti
NOTA CARIRI CANGAÇO: O Cariri Cangaço dedicou uma de suas noites ao inesquecível "Contador de Histórias" Hilário Lucetti. Com certeza as palavras de sua filha; Andrea Lucetti, na memorável noite de 24 de setembro, calam no coração de todos os confrades da SBEC que por tantas e tantas vezes se deliciaram com a companhia sempre edificante e acolhedora de Hilário. Novamente abrimos as páginas do Cariri Cangaço para abraçar a toda a estimada família ; Dona Meire, Andrea, demais filhos, netos e bisnetos, o nosso abraço de gratidão e respeito.

http://cariricangaco.blogspot.com/2009/

ACHAMOS QUE A MISSÃO FOI CUMPRIDA

Por Paulo Gastão
Paulo Gastão entre Ingrid e Mabel, no Cariri Cangaço

Saudações Cangaceiras 

Cariri Cangaço já nasceu forte, robusto e com credenciais endossadas por 4 forças representativas da região do Cariri;são elas formadas pelos municípios de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha. Achamos que todos os espaços foram preenchidos e a missão considerada cumprida.E o futuro que se aproxima como teremos que trabalhar? Com a participação de outros municípios caracteriza-se o sucesso empreendido, a confiança de quem vai investir num projeto consagrado, principalmente, pela população visitante que já levou aos quatro cantos do Brasil o que aqui se passou neste ano 1º de 2009.

Necessário se faz nova leitura dos Estados que participaram diretamente do Evento, são eles:Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, além do Distrito Federal. Excelente comparecimento.Companheiros vamos a luta, ela é boa para ser lutada. 

Severo, Gastão e Gabriel, em noite do Cariri Cangaço

A SBEC ocupou lugar de destaque dentro do universo caririense. Saiu-se por demais vitoriosa. Apta para novas conquistas no seio da cultura nordestina. Disposta a trabalhar para com o sucesso do II Cariri Cangaço em 2010.

Sendo do conhecimento de todos, a forma de trabalho existente, principalmente, entre o Juazeiro e o Crato, verificamos que o Cariri Cangaço trouxe novos conceitos de boa convivência e respeito mutuo. Muitas arestas devem ter desaparecido e outras que ainda permanecem deverão ser abolidas em definitivo, é só uma questão de tempo. 

Os locais escolhidos para realização da programação sempre foram representativos e acolhedores, onde com assiduidade recebe a comunidade caririense. Os temas abordados sempre estiveram à altura do Evento. As visitas sempre estiveram à altura da Organização. Principalmente na manutenção dos horários; transporte confortável; oportunidade de novos conhecimentos. Apenas foi unânime o conceito de cansaço e pouco tempo para banho e troca de roupa para se chegar ao recinto das palestras. Um corre-corre que poderá ser evitado,com habilidade a Coordenação do Cariri Cangaço 2010 haverá de superar esse momento.

O setor de hotelaria nota 10, no conforto, higiene, café farto e variado.Os condutores dos veículos sempre educados e solícitos. Nota alta a todos. Queremos repetir a dose. A equipe coadjuvante sempre esteve a postos no sentido de dar solução aos problemas que por acaso aparecessem. As meninas foram excepcionais (duas delas: Ingrid e Mabel ilustram a foto da matéria). Cumpriram as tarefas com carinho em todos os momentos. Nota 10 com direito a repetir. 

O kit distribuído com os convidados esteve de muito bom gosto, principalmente, no que se refere ao artesanato regional. A presença dos Jornais (tablóides) da SBEC e Poranduba deram um colorido especial aos participantes que sempre estão atentos no sentido de levar para casa algum material como troféu, recordação ou servir de elemento de futuras pesquisas. Valeu o esforço e ficou o registro. Tenho recebido solicitações para envio desse material para companheiros que não tiveram a oportunidade de participar do Evento.

Cariri Cangaço na fazenda Piçarra

Quero me congratular com Coordenadores e respectiva equipe de trabalho pelo empenho e carinho como fomos tratados. Estamos de braços abertos para novas jornadas.Com um grande abraço fico no aguardo de novas ordens 

Paulo Gastão
Mossoró RN

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VÍDEO..PADRE CÍCERO, FILHO DO CRATO-CE.

https://www.youtube.com/watch?v=evc4HYKvwp0&fbclid=IwAR0SKzQ206M24DPRXuojGrJE7PhXox5ojeL5Xulqca_eBEOkkitCTt5ehTw
Publicado em 5 de jul de 2017

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FOI ENTERRADO NESTA SEGUNDA-FEIRA (16) EM ALAGOAS O CORPO DE JOSÉ ALVES DE MATOS


Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=ZvafIjFxc0I&fbclid=IwAR2FIgrDJWYymQrF6vVbp03CTN5F7YUJLiCP5u-4ol4G_AlQBzarXei-NSE

VÍDEO..." VINTE E CINCO " seu falecimento. Último cangaceiro do bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.
Veja matéria feita, a alguns anos atrás.

OBS: Vejam foto e vídeos reais, sobre os cangaceiros

Fonte: Youtube / Jornal da Cultura.

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SOCIEDADE CEARENSE DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA LANÇA REVISTA NA CASA JUVENAL GALENO

Por Manoel Severo
Vicente Alencar, Rene Lobo, Ângelo Osmiro e Manoel Severo

A Sociedade Cearense de Geografia e História, instituição cultural com sede na cidade de Fortaleza, lançou na tarde de ontem, dia 19 de fevereiro, na Casa de Juvenal Galeno, no centro da cidade, a edição comemorativa de sua Revista de 2018 sob o comando de seu presidente, jornalista e radialista Vicente Alencar.

Nomes como Ângelo Osmiro, Aristides de Sousa Neto, Cássio Borges, Evandro Bezerra, Herculano Verçosa, Geraldo Bezerra, Marum Simão e o próprio Vicente Alencar, dentre outros ilustres escritores fazem parte dos autores escolhidos e responsáveis pela edição 2018 da prestigiada revista.

"A Sociedade Cearense de Geografia e História com essa publicação mostra o pensamento que envolve os seus membros, como estão acompanhando tudo o que se registra no mundo. Que os conceitos aqui contidos possam colaborar, diretamente, para um melhor posicionamento de todos nós, perante a população brasileira" afirma o presidente Vicente Alencar.

NOTA CARIRI CANGAÇO: A SCGH-Sociedade Cearense de Geografia e História, foi fundada em 25 de agosto de 1935, reconhecida como de utilidade pública pela Lei Nº 107 de 15 de maio de 1936. Mantem reuniões na Casa de Juvenal Galeno, rua General Sampaio, 1128, centro da cidade de Fortaleza.

http://cariricangaco.blogspot.com/2019/02/sociedade-cearense-de-geografia-e.html

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SILA, DO CANGAÇO AO ESTRELATO DE ELANE MARQUES POR:VOCÊ EM DIA


Conselheira Cariri Cangaço, pesquisadora e 
escritora sergipana Elane Marques 
no programa "Você em Dia".
Fonte:YouTube

http://cariricangaco.blogspot.com/2019/02/sila-do-cangaco-ao-estrelato-de-elane.html

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ULISSES DE SOUSA FERRAS


Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=RXplGWfmoGM

Sr. Ulisses de Sousa Ferraz ( do alto de seus quase 90 anos de vida ) e sua irmã Doralice, filhos de EUCLIDES FLOR e netos de Gomes Jurubeba, narram o que viram, quando crianças, quando as volantes chegavam à Vila de Nazaré. Dizem, também, o que acham de Lampião e seu bando e, os motivos da intriga dos NAZARENOS ..X..LAMPIÃO. A história contada pelos filhos dos maiores inimigos de Lampião.

Um vídeo sensacional, com a marca e selo Aderbal Nogueira..


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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

BATE PAPO COM CANDEEIRO - PARTE 2

https://www.youtube.com/watch?v=9fLDdExvXww

BATE PAPO COM CANDEEIRO - PARTE 1


https://www.youtube.com/watch?v=kno6yPRNGYc&t=650s

DONA MOCINHA A IRMÃ DE LAMPIÃO

https://www.youtube.com/watch?v=wkxPK-alvYc

Publicado em 21 de mar de 2016
A irmã de Lampião
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LAMPIÃO, O CANGAÇO

Por José Mendes Pereira
Escritor Júnior Almeida

O escritor Júnior Almeida lançou recentemente o seu mais novo trabalho sobre cangaço com o título "LAMPIÃO, O CANGAÇO E OUTROS FATOS NO AGRESTE PERNAMBUCANO".


O jornalista Roberto Almeida escreveu o seguinte sobre o autor e sobre o livro:

"Com poucos mais de 40 anos de idade Júnior Almeida lançou seu primeiro livro, “A Volta do Rei do Cangaço”, uma ficção com um toque de Quentin Tarantino, pois mostra Virgulino vivo nos tempos atuais, como vítima de uma espécie de maldição que o torna imortal e não o deixa envelhecer.

“Tarantino mudou a história matando Hitler num atentado, por que não posso ressuscitar Lampião? ”, explicou Júnior, ao comentar o romance, que teve boa acolhida na região e em outras partes do país, principalmente pelos intelectuais apaixonados pelo inesgotável tema do cangaço. Agora, o escritor volta ao tema, mas desta vez deixa de lado a ficção e nos apresenta um trabalho de uma minuciosa pesquisa de campo, livros, jornais antigos e documentários, mostrando como o cangaço esteve presente em algumas cidades do Agreste Meridional, na primeira metade do Século XX.

O livro registra as ligações de coiteiros, volantes e cangaceiros com o Agreste Meridional, nas cidades de Águas Belas, Garanhuns, Angelim, Capoeiras, São Bento do Una, Caetés, Canhotinho e Paranatama, e a passagem de Lampião e outros bandoleiros por algumas delas. Na sua pesquisa, Júnior descobriu fatos relacionados com os “fora da lei do Sertão”, nunca antes revelados e o que são agora, neste livro que representa uma contribuição para a História do Cangaço, do Agreste, de Pernambuco e do Brasil.

Um dos personagens que chama a atenção, no trabalho, é José Caetano, um dos maiores nomes no combate ao cangaço, militar que lutou contra as forças de Antônio Silvino, Sinhô Pereira e Lampião. O destemido volante morou em várias cidades de Pernambuco e terminou a vida em Angelim, a pouco mais de 20 km de Garanhuns, onde está sepultado. Dona Branca, de Paranatama, que viveu até os 103 anos de idade, foi entrevistada mais de uma vez pelo autor do livro e passou informações bem interessantes da passagem de Lampião por Paranatama, alguns anos antes do bandido ser assassinado pelas forças volantes, em 1938.

Capitão Virgulino Ferreira passou uma das maiores humilhações de sua vida no ataque a Paranatama, que à época se chamava Serrinha: sua companheira, Maria Bonita, levou um tiro na bunda e os cangaceiros tiveram de fugir pressas, levando a mulher nos braços. Lampião saiu cheio de ódio a Serrinha e prometeu voltar um dia para incendiar a vila e matar todo mundo que morava no lugar. Tudo isso e muito mais, num estilo seco, objetivo, você vai encontrar em “Lampião, o Cangaço e Outros Fatos no Agreste Pernambucano”. Vale a pena a leitura pelas informações inéditas, por esse novo olhar no fenômeno do cangaço e pela identificação do autor com a realidade de uma parte do Agreste de Pernambuco.

Júnior se interessou por História e está fazendo História, com seus livros que falam de bandoleiros conhecidos, que retratam a luta das forças do governo contra os pistoleiros da primeira metade do século passado, com violências praticadas pelos dois lados e o povo pobre sofrendo, vítima dos cangaceiros, dos coronéis do Agreste e Sertão, do próprio Governo, que ontem, como hoje, tende a servir aos poderosos. Roberto Almeida"

Eu já recebi o meu e agradeço de coração ao escritor pela dedicatória e pelo excelente trabalho que acabou de nos entregar. 

PARA ADQUIRI-LO ENTRE EM CONTATO COM O AUTOR ATRAVÉS DO FACEBOOK OU ZAP 

879 9824 4582

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CARNAVAL MORNO

Clerisvaldo B. Chagas, 21 de fevereiro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.065

As tradições vão mudando de acordo com a época. Os grandes bailes, as grandes orquestras, os carnavais, o cinema, os grupos folclóricos, vão desaparecendo e surgindo novos valores. Com o advento da televisão – divertimento sem sair de casa – o mundo velho foi virando, notadamente no interior. Acabou cinema, teatro, bailes, guerreiro, reisado e tantas outras coisas... Só não acabando o cantador de viola porque este se adaptou aos novos tempos nos estudos e nas migrações para cidades grandes do Nordeste. Com o carnaval não foi diferente. E fora dos grandes centros carnavalescos as folias foram extintas ou resistem com alguns grupos que vivem mais do passado do que da atualidade. O interior fala em carnaval, badala o carnaval, mas não consegue empolgar a multidão. Sem pessimismo ou otimismo, não ressuscita.

BLOCO PAU d'ARCO. (FOTO: REMI BASTOS).
       No comércio maceioense, mesmo com o carnaval chegando, movimento franco pelas calçadas. Casas de fantasias normais sem meio mundo de gente comprando. No Sertão, fora as propagandas dos municípios, um movimento insipiente que não decola. Pequenos abnegados foliões saudosistas ainda fazem alguns blocos, mais para a desculpa de beber de que para desfile e abrilhantamento da festa. Muitos prefeitos têm se esforçado para avivar o evento, mas os próprios foliões preferem procurar cidades vizinhas, mas que também não conseguem sustentar de pé a folia de Momo. Como já foi dito, até mesmo o carnaval foi atingido com o tempo. E se em Alagoas aumentou o número de visitantes, foi mais para descanso e lazer das praias do que para folia.
       Em Santana do Ipanema, onde havia bons carnavais de rua e de clube, nessa época flui apenas a saudade de blocos como os do Urso Preto, dos Cangaceiros, Piratas, Volantes e grupos de caretas por todos os lugares. Seu Nozinho (ô), Reginaldo, Chico Paes, Albertino Melo, ícones dos carnavais da cidade partiram, mas ainda são lembrados sem repetições. O comerciante Nozinho brincava só; o professor Reginaldo também brincava só e era inventivo. Basta lembrar a cena “A velha debaixo da cama”; Chico Paes chefiava o bloco do Urso Preto e, Albertino Melo saía montado numa ema, cujas pernas, eram as dele, mesmo.
      Novo século, novo ano e, no interior, um carnaval estraçalhado, fraco e morno.
 

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NO SERTÃO, TODA CHUVA É DE BENÇÃO

*Rangel Alves da Costa

Perante o povo sertanejo, não há momento mais maravilhosamente encantador que ver e sentir a chuva caindo.
Só Deus para saber o que se passa pela cabeça do velho sertanejo de casinha de beiral de estrada quando abre a porta e estende as mãos magras e secas para deixar que os pingos caiam em profusão.
Só Deus sabe o que se passa no imaginário do homem do campo ao sentir o barrufo forte subindo, a goteira na nuvem se abrindo e o chão ficando encharcado de alegria. Uma festa aos olhos, aos sentimentos, ao coração.
Nas noites e dias anteriores, no compasso da espera tanta, quantas mãos não procuraram os terços de fé, quantos dedos não seguiram em procissão pelas contas do rosário, quantos santos não foram invocados em nome da chuva?
Não poderia ser diferente. Sem chuva não há vida, não há esperança, não há nada. O que há é num sofrimento sem fim com o tanque seco, o barreiro de lama dura, a passagem esturricada de sol, o bicho sofrendo sedento e faminto, o pote vazio e a moringa rachada.
Quanto sofrimento, meu Deus! Por isso mesmo que a chuva se torna no sonho maior e na esperança de toda hora. A sabedoria matuta vai catando nos sinais da natureza a aproximação daquilo tão esperado.
A ventania nas folhagens e o modo como elas farfalham falam de uma esperança. Os ninhos sendo feitos no rente do chão, dentro dos tocos ou nas beiradas das locas, também dizem das nuvens prenhes que se aproximam.
Mas é a barra da primeira luz do dia que mais diz da concretização do sonho. Os olhos sertanejos reconhecem na cor da barra, lá nas distâncias do horizonte, quando a chuvarada pode cair. Barra avermelhada é bom sinal, sim sinhô.


Quando a pedra parece molhada por cima, então a chuvarada já vem. Mas nem sempre os sinais são bons. Quando o sol se levanta brilhoso, afogueado, então a tristeza novamente recai no semblante esperançoso de água.
Mas nada que afaste a fé sertaneja. Tanto assim que mantem a semente guardada, que deixa o tonel tampado bem debaixo da goteira, que continua fazendo planos para o plantio e colheita. E também pelos esforços que faz para manter na malhada seca seu rebanho de couro e osso.
Ora, se não tivesse esperança de nada valeria tanto gasto e tanto sacrifício. E todo o sacrifício e sofrimento passam a ser recompensados de hora pra outra. Quanto o calor afogueia demais e o tempo começa a nublar, então coisa boa vai acontecer.
E se surgem trovões e relâmpagos, se de repente as nuvens escurecidas parecem descendo sobre a terra, então já pode colocar vasilha debaixo da goteira. E o que acontece daí em diante é festa no mundo-sertão.
Os sons da chuva parecem coro de anjos. Os sons dos pingos caindo parecem melodia na alma. Um coro angelical, uma orquestra de magistral melodia caindo do alto, ecos das mais belas canções molhando a terra.
E olhar pela janela ou pela fresta da porta e perceber que não está sonhando, e sentir o barulhar molhado no telhado, e perceber que a molhação vai tomando conta de tudo, e ter vontade de abrira porta e sair com roupa pra debaixo da chuvarada, a certeza que as preces foram ouvidas, os rogos foram compreendidos pelas forças sagradas, e a chuvarada que cai é a benção maior da vida e da esperança.
Na chuva, a vida. O sertão em benção e abençoado.


Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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