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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

CORONEL DELMIRO GOUVEIA



Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, mais conhecido como Delmiro Gouveia (Ipu5 de junho de 1863 — Pedra10 de outubro de 1917), foi um industrial e empreendedor brasileiro.

Um dos pioneiros da industrialização do Brasil e do aproveitamento de seu potencial hidroelétrico, construiu a primeira usina hidrelétrica do Nordeste e a segunda do país, a Usina de Angiquinho, antecedida somente pela Usina de Marmelos.[1] Foi também o criador do que é tido como o primeiro "shopping center" brasileiro: o Mercado Modelo Coelho Cintra, inaugurado em 7 de setembro de 1899 no Recife.[2][3][4].

Primeiros anos de vida[editar | editar código-fonte]


Nasceu na Fazenda Boa Vista, no município de Ipu, no Ceará, filho da pernambucana Leonila Flora da Cruz Gouveia com o cearense Delmiro Porfírio de Farias. Sua família transferiu-se em 1868 para o estado de Pernambuco, onde se estabeleceu na cidade de Goiana, mudando-se para o Recife em 1872.

Com a morte de sua mãe teve que começar a trabalhar aos 15 anos de idade, em 1878, inicialmente como cobrador da Brazilian Street Railways Company no trem urbano, denominado maxambomba. Posteriormente chegou a Chefe da Estação de Caxangá, no Recife. Foi despachante em armazém de algodão.[5]

Em 1883 foi ao interior de Pernambuco, interessado no comércio de peles de cabras e de ovelhas, que passou a negociar, tendo obtido grande sucesso. Em 1886 estabeleceu-se no ramo de couros e passou a trabalhar, por comissão, para o imigrante sueco Herman Theodor Lundgren (Casas Pernambucanas) e para outras empresas especializadas nesse comércio, como a Levy & Cia. Trabalhava também por conta própria. Em 1896 fundou a empresa Delmiro Gouveia & Cia e passou a alijar seus concorrentes do mercado, empregando os melhores funcionários das empresas concorrentes.[6]

Principais realizações[editar | editar código-fonte]

Em 1899, inspirado pela Feira Internacional de Chicago de 1893, inaugurou no Recife o Mercado Modelo Coelho Cintra, um moderno centro comercial e de lazer, que pode ser considerado o primeiro shopping center do Brasil. Esse empreendimento foi um grande sucesso e motivo de orgulho para o Recife, e chegou a atrair multidões estimadas em mais de 8 mil pessoas, até que foi deliberadamente incendiado em 2 de janeiro de 1900 pela polícia de Pernambuco, por orientação do Conselheiro Rosa e Silva, à época vice-presidente do país, que era feroz inimigo político de Delmiro, e a mando do então governador Sigismundo Gonçalves, fiel rocista.[7]

Após o incêndio, ateado por razões políticas no Derby Centro Comercial, e também em virtude de ter-se apaixonado por, e depois raptado, uma filha natural de 16 anos do então governador de Pernambuco, seu arqui-inimigo político, Delmiro concluiu que sua vida corria perigo no Recife e transferiu-se, em 1903, para Pedra, em Alagoas, uma povoação perdida no coração do sertão, mas de localização estratégica para seu comércio, na Microrregião Alagoana do Sertão do São Francisco, fazendo fronteira com Pernambuco, Sergipe e Bahia, e hoje denominada Delmiro Gouveia em sua homenagem. Delmiro comprou uma fazenda em Pedra, às margens da Ferrovia Paulo Affonso, onde centralizou seu lucrativo comércio de peles e construiu currais, açude, sua residência, e prédios para abrigar um curtume.[5]

Planejando construir ali uma fábrica de linhas de costura - que até então eram importadas da Inglaterra, as conhecidas Linhas Corrente, que monopolizavam o mercado brasileiro - e apelando para ideais nacionalistas, nativistas e cívicos então em voga, conseguiu do governo de Alagoas concessões que incluíam o direito à posse de terras devolutas, isenção de impostos para a futura fábrica, e permissão para captar energia da cachoeira de Paulo Afonso, além de recursos governamentais para ajudar na construção de 520 quilômetros de estradas ligando Pedra a outras localidades.[5][8] A partir de 1912 iniciou a construção da fábrica de linhas e da Vila Operária da Pedra, com mais de 200 casas de alvenaria. Em 26 de janeiro de 1913 inaugurou a primeira hidroelétrica do Nordeste brasileiro com potência de 1.500 HP na queda de Angiquinho. Em 1914 iniciou as atividades da nova fábrica sob a razão social Companhia Agro Fabril Mercantil, produzindo as linhas com nome comercial "Estrela" para o Brasil, e "Barrilejo" para o resto da América Latina. Com preços muito abaixo das "Linhas Corrente", produzidas na Inglaterra pela Machine Cotton, que até então monopolizava o mercado de linhas de costura em toda a América Latina,[8] logo dominou o mercado brasileiro, e amplas fatias dos mercados latinoamericanos.[7]

O sucesso da empresa - que em 1916 já produzia mais de 500.000 carretéis de linha por dia - chamou a atenção do conglomerado inglês Machine Cotton, que tentou por todos os meios comprar a fábrica.[8] Por motivos políticos e questões de terras, Delmiro Gouveia entrou em conflito com vários coronéis da região, o que provavelmente, segundo a maioria dos historiadores, ocasionou seu misterioso assassinato à bala. Outros historiadores - apoiados no conceito de Direito Romano qui prodest? - a que isto serviu? a quem isto aproveitou? - incluem a Machine Cottton no rol dos suspeitos.[9] Seus herdeiros, não resistindo às pressões da Machine Cotton, venderam a fábrica à empresa inglesa, detentora na América Latina da marca "Linhas Corrente", que mandou destruir as máquinas, demolir os prédios, e lançar os maquinários e escombros no rio São Francisco, livrando-se assim de uma incômoda concorrência.[5][10]

Delmiro Gouveia, industrial brasileiro (c. 1885).


Construiu a segunda hidrelétrica do Brasil, uma usina com potência de 1.500 HP, na queda de Angiquinho, uma cachoeira em Paulo Afonso. "Ele exportava peles de bode para a moda de Nova Iorque um século antes de se ouvir falar por aqui no tal do mundo 'fashion'",[1] diz um artigo. Em 1899 inaugurou em Recife o primeiro shopping center do Brasil, o Derby, um centro comercial e de lazer com mercado, hotel, cassino, velódromo, parque de diversões e loteamento residencial.[5] Em 1914 fundou a Companhia Agro Fabril Mercantil, a primeira na América do Sul a fabricar linhas para costura e fios para malharia. Após seu assassinato - até hoje não bem esclarecido - o maquinário original da Companhia Agro Fabril Mercantil foi atirado em um penhasco do rio São Francisco pelo grupo escocês Machine Cotton que comprou a empresa de seus sucessores, para destruí-la, livrando-se assim da sua concorrência no ramo.[1]


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O BANCÁRIO MEU FILHO JOSÉ MENDES PEREIRA FILHO E O PROFESSOR, ADVOGADO, ESCRITOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO HONÓRIO DE MEDEIROS

Por José Mendes Pereira
À esquerda José Mendes Pereira Filho e à direita o professor Honório de Medeiros 

Momento de reunião ontem à noite em Mossoró-RN.

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MAIS UMA MENTIRA SOBRE LAMPIÃO NO ESTADO DE MINAS GERAIS

Por José Mendes Pereira

O pesquisador Geraldo Antônio de Souza Júnior que faz um trabalho de alto nível sobre cangaço, tanto na sua página facebook como no seu blog "Cangaçologia"  e que eu sou um verdadeiro larápio (no bom sentido) das suas postagens para o meu "Blog do Mendes e Mendes", postou ontem 02 de outubro de 2019 (não contrariar, ele apenas nos presenteia com este recorte de jornal, veja foto acima e link no final da página) o seguinte: 

"Dessa forma foram surgindo as "lendas" a respeito da "fuga" de Lampião de Angico. Contrariando a verdadeira história pesquisada e dando asas para a imaginação dos conspiratórios".

É verdade o que diz o pesquisador Geraldo Antônio de Souza Júnior, que aos poucos foram surgindo invenções sobre a não acontecida morte de Lampião em Angico.

Esse senhor chamado Pedro Canuto de Lima que era garçon, conforme diz no recorte de jornal, com certeza estava vendendo o peixe de acordo com o que foi contado pelo comerciante José Diniz de Guajiru,  no município de São Gonçalo do Amarante, no Estado do Rio Grande do Norte, afirmando ter comprado certa quantidade de gado a Lampião. Mas não foi dito ao jornal, que ele morava em cidade tal, tal do Estado de Minas Gerias. Apenas o texto diz que o suposto Lampião morava em Minas Gerais.


Será que este fazendeiro de Minas Gerais com o nome de Lampião seria o Lampião de Buritis, o homem que soube enganar bastante o fotógrafo José Geraldo Aguiar, quando ele disse o que bem quis, principalmente sendo o verdadeiro Lampião de Serra Talhada, e o nosso saudoso José Geraldo Aguiar acreditou no que dizia o suposto Lampião? 

Só em olhar para a foto a gente já ver de cara o olho cego do capitão Lampião de Serra Talhada que ficou branco, mas o olho do Lampião de Buritis, mesmo com defeito, continuou preto e como se não tivesse problema nenhum no olho.

Será que este Lampião que vendeu gado ao comerciante José Diniz seria um outro que se passava em Minas Gerais como se fosse o capitão Lampião de Serra Talhada? 

Ou será apenas que foi uma criação de quem informou ao jornal "O Estado de São Paulo" que o José Diniz teria sido comprador de gado deste Lampião de Minas Gerais, ou o próprio José Diniz querendo aparecer?

O certo é que muitas pessoas do Nordeste do Brasil e de outras regiões do país tiveram e têm os seus apelidos de Lampião, mas não quer dizer que seriam o Lampião de Serra Talhada. Eu conheço aqui em Mossoró dois senhores com o apelido de Lampião, e que nem em sonho eles chegaram a dizer que são o Lampião verdadeiro de Serra Ralhada. 

Esse apelido de Lampião é posto em alguma pessoa devido ter o gênio forte, e daí o apelido começa a correr de boca em boca, só pelo fato dele ser um pouco valente ou ignorante, e por isso as pessoas o chamavam  ou chamam de Lampião. 

Só sei que mais um mentiroso se dizia ser o capitão Lampião, lá das terras de Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. E não irá ficar só por aí, outros Lampiões que não chegaram a ser conhecidos, algum dia desse chegará afirmando que um senhor chamado de nome tal e tal conheceu Lampião em Minas Gerais nos anos... 


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OS BANDIDOS SURGEM EM SÃO SEBASTIÃO

Do livro do escritor Antônio Finelon Rodrigues Pimenta

No domingo, 12, de 23 para 24 horas, eis que nos surgem inopinadamente os bandidos em São Sebastião, à sete léguas apenas distante de nós. Appoxima-se o momento terrível. Dão-se as últimas providências. O exm.º sr, Dr. José Augusto, digno Presidente do Estado, e o Dr. Benício Filho, esforçado e inteligente Chefe de Polícia, que de há muito vinham em louvável afan tomando medidas extraordinárias, mandam reforçar a Polícia local determinando a vinda de destacamentos do interior e de Natal e fornecendo-nos mais armas e munições. Ao mesmo tempo, da Parahyba, juntam-se e procuram juntar-se ás nossas forças, forças do valoroso Estado.

Dr. João Suassuna, Digno Presidente da Unidade vizinha, o qual aqui se educou sob os auspícios do saudoso Antônio Gomes, comprehendeu as nossas agonias e quis dar-nos uma prova do seu amor aso Rio Grande do Norte. 

Fonte: O Cangaço na Imprensa Mossoroense
Tomo II
Antônio Filemon Rodrigues Pimenta
(Pesquisa e Organização)
Fundação Vingt-un Rosado
Coleção Mossoroense
Série "C!, número 1104,
Outubro 1999
Página 22
Livro foi doado a mim pelo pesquisador Kydelmir Dantas
Digitado por José Mendes Pereira - Grafia antiga

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

ENQUADRADOS.


Por Geraldo Júnior
Quadros no tamanho: 40 x 60 cm.

O "Capitão" e dona Maria com seus cães Ligeiro (Esquerda) e Guarani (Direita).

Deixando claro que não faço apologia ao crime, mas vejo essas pessoas envolvidas na história cangaceira como frutos de uma época, produtos de um meio violento, onde imperava a fome, a miséria, a ignorância e o descaso por parte dos governantes.



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DESSA FORMA FORAM SURGINDO AS "LENDAS" A RESPEITO DA "FUGA" DE LAMPIÃO DE ANGICO.

Por Geraldo Antônio De Souza Júnior

Contrariando a verdadeira história pesquisada e dando asas para a imaginação dos conspiratórios. 

http://cangacologia.blogspot.com/2019/09/dessa-forma-foram-surgindo-as-lendas.html

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SANTA TEREZINHA

Clerisvaldo B. Chagas, 2 de outubro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.191

     Foi encerrada ontem com brilhantismo a Festa de Santa Terezinha do Menino Jesus, no Bairro Serraria, em Maceió. A Paróquia que é comandada pelo padre José Augusto – titular por um bom tempo da Paróquia de São Cristóvão, de Santana do Ipanema – iniciou seus festejos na sexta-feira passada. Cinco dias de várias atividades que movimentou o mundo católico nas proximidades do Conjunto José Tenório. Desde o início do conhecido conjunto os fiéis seguiram em procissão até a igreja de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, onde a bandeira da padroeira foi hasteada. Assim começa o grande evento anualmente esperado.

SANTA TEREZINHA. (FOTO/DIVULGAÇÃO).

“A segunda noite de festejos na paróquia de Santa Terezinha do Menino Jesus trouxe um tema que lembrou a proximidade dos 100 anos da Arquidiocese de Maceió. No sábado (28), a celebração eucarística foi assistida especialmente por jovens engajados em movimentos católicos. Após a celebração eucarística, brinquedos, barracas de guloseimas, peça teatral e animação musical esperam as famílias para a festa externa. Foi encenado o segundo capítulo da história de Santa Terezinha, o qual contou um pouco sobre a sua infância”. Houve também apresentação musical, que agradou em cheio os presentes que não arredaram pé.
Ontem, à tardinha, carro de som anunciava em convite os festejos noturnos. Logo cedo da noite, a região do centro da Paróquia, diante da multidão, já dificultava o trânsito com o robusto êxito dos paroquianos. Importante o encerramento dos cinco dias com a presença do arcebispo Dom Antônio Muniz. Não faz muito tempo a Igreja de Santa Terezinha recebeu reforma, ostentando beleza e bom gosto, tanto externamente quanto no seu interior. Por outro lado, a Praça da Igreja também passou por um processo de renovação, sendo atualmente uma das mais belas e bem cuidadas de Maceió.
Atraindo fiéis de todos os recantos da capital, a Igreja da Serraria navega amplamente nos parabéns da boca de todos os fiéis que prestigiaram Santa Terezinha.
Padre José Augusto, particularmente, mantém o êxito carismático de toda a sua trajetória.


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POBREZA, POLÍTICA E IDEOLOGIA

*Rangel Alves da Costa

A pobreza sempre foi utilizada como escada política, como caminho ao poder. Os discursos de resolução de problemas, ainda que jamais cumpridos, sempre provocam bons resultados eleitorais. Aí é onde entra a ideologia da pobreza: abraçar ideários políticos daqueles que mais se aproximam de suas realidades, mesmo que as intenções sejam de puro proveito pessoal e partidário.
A feição esquerdista que a pobreza possui vem desse poder de manipulação: as pessoas mais carentes, nem sempre atentas aos objetivos dos discursos e das promessas, acabam abraçando causas que dizem respeito ao seu universo, porém não atendem suas necessidades mais urgentes. Quer dizer, passam a defender bandeiras que nem sempre se revelam úteis na solução dos problemas que mais lhes afetam.
É como se a pobreza fosse levada a um partidarismo de pura cegueira. São partidários sem saber de que, são militantes apenas pela ilusão das causas defendidas, são bandeiras de luta em nome do alcance de poder daqueles que depois se distanciam de suas realidades e problemas. Há também o discurso do pobre defendendo a política partidária daqueles que forjam uma maior identificação das classes mais desfavorecidas economicamente.
O pobre se torna comunista sem ter a mínima noção do que seja comunismo. O pobre se torna esquerdista sem saber o que seja esquerda ou direita, e, muitas vezes, sem conhecer o que seja oposição ou situação. O pobre levanta bandeira, afirma lutar por uma causa, grita palavras de ordem, mas sem conhecer o que está por trás de sua politização e coragem. Acaso tivesse noções maiores da realidade, logo perceberia que muitas vezes está sendo usado para fins partidários e pessoas, e estes com objetivos que sequer priorizem o trato dos problemas da pobreza.


O PT, por exemplo, sempre enganou o pobre. Procurou adentrar no cerne de seu mundo, conhecer sua realidade e seus clamores, para depois agir perante as fraquezas. Fez da pobreza massa de manobra e iludiu classes inteiras com os seus discursos de salvadores da pátria. E o pior, sempre procurando armar os espíritos da pobreza para confrontar determinadas bandeiras políticas, partidos e candidatos. Afirmando que o petismo seria a única solução para os seus males, passou a incutir ideologias de salvação através da sublevação. Como resultado, a maquiagem de um país onde o PT acabou com a miséria, quando esta vive presente e ameaçadora por todo lugar.
Os movimentos sociais do campo também se esmeraram em formar militâncias pela ideologia partidária. Os líderes do movimento jamais se preocuparam em melhorar as condições sociais dos carentes nem lutar dignamente pela terra, pois sempre incutindo partidarismos políticos e, com isto, a defesa dos interesses partidários. Desse modo, a questão da terra e da reforma agrária, ainda que trouxesse alguns frutos positivos, sempre foi utilizada como bandeira política e de alcance de poder. No movimento agrário, sempre a bandeira vermelha e o discurso de ódio contra todo aquele que não interesse ao esquerdismo.
Não que se falar, contudo, em total falta de consciência da pobreza que se deixa levar ou iludir. Grande parte dos carentes sabe muito bem o motivo de levantar uma bandeira ou fazer ecoar seu grito. O problema é a falta de noção da manipulação que está sendo vítima. Ainda que seja uma luta imaginada como justa, nem sempre consegue conhecer o que está por trás disso tudo: a ideologia do poder pelo poder, numa missão que busca a todo instante escravizar mentes para que se tornem submisso à cegueira partidarista.
Infelizmente, assim acontece. Uma pobreza que se deixa seduzir pelos falsos discursos e que vai empobrecendo ainda mais ante as promessas jamais concretizadas. Como diz o outro, e ainda tem gente que acredita em história pra boi dormir.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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O BANDIDO LAMPIÃO E SEU GRUPO - O Nordeste - Ano XI - Nº. 280 - 24 de Junho de 1927

Por Antônio Filemon Rodrigues Pimenta

TERRIVEIS CONTINGENCIAS ASSALTO A ESTA CIDADE -A NOSSA VICTÓRIA-CONTINUAMOS EM PÉ DE GUERRA-LAMPEÃO DERROTADO.

Há mais de mez, vinha esta cidade sendo avisada de que Lampeão o terrível bandido que tem desafiado a acção das forças Policiaes do Nordeste, preparava um assalto a esta cidade, conjuntamente com outros, contando aqui fazer sua independência e de seus aliados!


Rica, próspera, vivendo pacificamente de seu labor quotidiano, entregue ás cogitações de seu progresso e da grandeza da União, esta cidade que jamais presenciara scenas de cangaceiros, parecia fácil presa, ambicionada pelo famigerado salteador.

Lampeão, que as noticias officiaes do Ceará, davam como perseguido pelas polícias desse Estado e de Pernambuco, em Aurora, e se internando cada vez mais em busca dos altos, sertões, - refaziasse, entretanto, no mesmo município de Aurora, daquelle mesmo Estado do Ceará, punha-se em contato com Massilon, que há pouco, vindo do Ceará, tinha salteado Apody e outros municípios do Rio Grande do Norte, consertava com o seu emmulo Sabino, no sitio Cipó, em Cajazeiras, da Parahyba, e ajudava o ataque tremendo e sinistro.

Atravessa o Ceará, a Parahyba, entra no Rio Grande do Norte, saqueia fazendas, aprisiona fazendeiros e pessoas gradas, do quaes exige consideráveis quantias em troca da liberdade, evitando sempre as cidades, que sabe guarnecidas, divide-se nas alturas do Apody, força um pequeno grupo esta cidade e o outro se dirige para aqui, cizando aquelle ataque a Apody nos tranqüilizar quanto a aproximação dos canibaes.

Ninguém poderia acreditar no plano diabólico, pela sua audácia. Os bandidos, entretanto o tinham preparado com sagacidade. Cada um trazia dois fuzis para armar possivelmente aquelles que os quizessem acompanhar vizando principalmente os trabalhadores da estrada de ferro de Mossoró, conforme declararam ao Coronel Moreira, delles prisioneiros.

Fonte: O Cangaço na Imprensa Mossoroense
Tomo II
Antônio Filemon Rodrigues Pimenta
(Pesquisa e Organização)
Fundação Vingt-un Rosado
Coleção Mossoroense
Série "C!, número 1104,
Outubro 1999
Página 22
Livro doado a mim pelo pesquisador Kydelmir Dantas
Digitado por José Mendes Pereira - Grafia antiga

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PAJEÚ EM CHAMAS O CANGAÇO E OS PEREIRAS


Helvécio Neves Feitosa lançou o livro “Pajeú em Chamas: O Cangaço e os Pereiras”

O autor é médico, professor e doutor, Helvécio Neves Feitosa, natural de Parambu, nos Inhamuns cearenses, relata “As causas do cangaceirismo no Nordeste”; “O cangaceirismo independente e alguns bandoleiros que fizeram história” (história dos “pré-lampiônicos”: Cabeleira, Lucas da Feira, João Calangro, Jesuíno Brilhante e Antônio Silvino;); “Lampião e os irmãos no cangaço” (as motivações que levaram os irmãos Ferreira ao cangaceirismo e o destino trágico de cada um). (Joanice Sampaio).

Para você adquirir esta obra basta entrar em contato com o Professor Pereira da cidade de Cajazeiras, no Estado da Paraíba. É o maior acervo do Brasil sobre livros com o "tema cangaço": 

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"O PATRIARCA"

Por Sálvio Siqueira

No dia 3 de setembro de 2016 será lançado, em Serra Talhada - Pe, mais uma obra prima da literatura sertaneja, intitulado 'O PATRIARCA', o livro nos traz a notória história do cidadão "Crispim Pereira de Araújo", que na história ficou conhecido como "Ioiô Maroto", contada pela 'pena' do ilustre amigo venicio feitosa neves

Crispim Pereira de Araújo (Ioiô Maroto) 

Sendo parente de Sinhô Pereira, chefe de grupo cangaceiro e comandante dos irmãos Ferreira, conta-nos o livro, a história que "Ioiô Maroto" foi vítima de invejas e fuxico. Após sua casa ter sido invadida por uma volante comandada pelo tenente Peregrino Montenegro, da força cearense.

Sinhô Pereira

Sinhô Pereira deixa o cangaço, não sem antes fazer um pedido para o novo chefe do bando, Virgolino Ferreira da Silva o Lampião e o mesmo cumpre o prometido.


Além da excelente narração escrita pelo autor, teremos o prazer e satisfação de vislumbrar rica e inédita iconografia.

Não deixem de ter em sua coleção particular, mais essa obra prima literária.

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REVISTA "A NOITE ILUSTRADA", EDIÇÃO DE 30 DE NOVEMBRO DE 1932


QUANDO LAMPIÃO FICOU SEM AÇÚCAR

Colaboração de "Volta Seca"
Membro do grupo Lampião Cangaço e Nordeste (Facebook)




Cabeça de Açúcar

(Cortesia de Rubens Antônio)


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DELMIRO GOUVEIA SERÁ TEMA DE DEBATE DIA 05 DE OUTUBRO DE 2019 EM DELMIRO.

Por João de Sousa Lima



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MELHOR IDENTIFICAÇÃO DA FAMÍLIA DE LAMPIÃO, EM FOTO FEITA EM JUAZEIRO, NO INÍCIO DE MARÇO DE 1926.


IDENTIDADES: 1- Zé Paulo, primo; 2 -Venâncio Ferreira, tio; 3 - Sebastião Paulo, primo; 4 - Ezequiel, irmão; 5 João Ferreira, irmão; 6 -Pedro Queiroz, cunhado (casado com Maria Mocinha, que está à sua frente, sentada); 7- Francisco Paulo, primo; 8- Virgínio Fortunato da Silva, cunhado (casado com Angélica) 9 - ZÉ DANDÃO, agregado da família. SENTADOS, da esquerda para direita: 10 - Antônio, irmão; 11-Anália, irmã; 12 - Joaninha, cunhada (casada com João Ferreira); 13 -Maria Mocinha, ou Maria Queiroz ,irmã; 14-Angélica, irmã e 15 - Lampião.

Dos nove irmãos da família Ferreira, dois estão ausentes nesta foto: LEVINO, que morrera no ano anterior, 1925, no sítio Tenório, Flores do Pajeú/PE, em combate contra as volantes paraibanas dos sargentos Zé Guedes e Cícero Oliveira. E VIRTUOSA, que, sinceramente, não sei dizer se simplesmente não quis aparecer na foto, ou já era falecida.

Élise Jasmin afirma no seu LIVRO CANGACEIROS, que esta foto foi feita por Lauro Cabral de Oliveira, que dividiu então com Pedro Maia, a fama de fazer as fotos de Lampião, bando e familiares em Juazeiro, Março de 1926.

José Bassetti

O escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti disse:

" - Olá!!! O último em pé à direita, o número 9, é Zé Dandão, agregado da família. Nessa época os três primos de Lampião, ou seja os irmãos José, Francisco e Domingos Paulo, viviam na fazenda de Antonio da Piçarra, sob o olhar protetor do padre Cícero. Mas estamos falando somente daqueles envolvidos nas primeiras pendengas. Claro que haviam muitos outros primos".


O pesquisador Francisco Jose De Lima Tico disse: 

" - Legal! Muito bom! Tem um único primo que vive em Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. É o Luis Paulo. Essa é boa! Zé Paulo morava no Estado de Minas Gerais. Tinha ainda Antônio Norberto, Alfredo Cândido Anjo... era cerca de trinta primos de primeiro grau, filhos de Manoel Ferreira e Naná Ferreira”.

Fonte: facebook

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ADQUIRA O MAIOR LIVRO DO MUNDO SOBRE CANGAÇO. NINGUÉM FEZ OUTRO IGUAL AINDA.

Por José Mendes Pereira

Este livro é o maior livro do Cangaço. O livro fala sobre os pais de Lampião desde do início do namoro até as últimas horas vividas pelo casal José Ferreira dos Santos e dona Maria Sulena da Purificação. 

O maior livro já escrito até hoje sobre cangaço, principalmente sobre a vida de Virgolino Ferreira da Silva quando ainda honesto, e posteriormente as brigas acirradas dele e dos seus irmãos com José Saturnino seu vizinho.

Adquira para você conhecer tudo sobre o primeiro cangaceiro José Gomes o Cabeleira, Lucas da Feira, João Calangro, Jesuíno Brilhante, Antonio Silvino, Sinhô Pereira, seu primo Luiz Padre e principalmente sobre o cangaceiro mais famoso do Brasil o capitão Lampião. Mas não é só isso não. O cangaço está completo neste livro.

O livro conta aos brasileiros as verdades sobre este movimento social de cangaceiros. Não vá na conversa de pessoas que nem leram nada sobre o tema, e ficam criando fatos que não existiram, só para contrariarem a sua mente. 

Eu ganhei um livro deste das mãos do autor em uma passagem dele em minha casinhola em Mossoró, no ano de 2014. Uma obra de grande importância no estudo do cangaço. Adquira-o! Você não irá se arrepender.

Faça o seu pedido com o professor Francisco Pereira Lima em Cajazeiras no Estado da Paraíba através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br - Pediu, chegou!

Autor: José Bezerra Lima Irmão
Ano: 2014
Editora: Do Autor
Páginas: 736
Tamanho: 29cm - Ofício
Largura: 20cm
Peso: 1880g
Altura: 4cm
Edições: Já está na 4ª. Edição
Duração de Pesquisas: 11 anos 
Idioma do livro: Português
Tipo de encadernação: Brochura

Para quem não sabe, brochura quer dizer que o livro é costurado com linha resistente e não colado.

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terça-feira, 1 de outubro de 2019

COITO DA PIA DAS PANELAS


Por Rangel Alves da Costa

Pia das Panelas, o nome pode ser entendido pela foto abaixo. O musgo verde está por cima da água num buraco formado na pedra pela própria natureza. No rochedo avistado há pelo menos cinco formações como esta. Cada formação aberta na pedra é conhecida como panela, precisamente por seu formato em bojo e o poder de acumular muita água. E pia significando o contexto de todas as panelas existentes neste rochedo. Daí o nome Pia das Panelas. E Coito da Pia das Panelas pelo fato de que este local, neste rochedo e arredores, o bando de Lampião muito buscou repouso e refúgio nas suas andanças pelos sertões de Poço Redondo. Não somente se acoitou como deixou marcas profundas de mortes e sofrimentos. Nada menos que cinco pessoas foram mortas e enterradas nestes arredores, entre cangaceiros e pessoas comuns. Onde fica? Na região da Comunidade Areias. E será um dos destinos do 1º Caminhos do Cangaço, que será realizado em Poço Redondo nos dias 15 e 16 de novembro de 2019.


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