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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

O FILHO DAS ÁGUAS

*Rangel Alves da Costa

Há um silêncio estranho nele. Quase sem palavra, seus olhos passeiam desde a curva do rio aos caminhos molhados de mais adiante.
Avista os montes e as serras, as casas do outro lado e os bichos que passeiam nas margens. Parece morar ali, no rio, na beira do rio. Sua casa parece ser o seu barco. E é. Sua moradia parece ser também o rio. E é.
Do rio-casa tudo conhece. Transborda de contentamento com as águas muitas, com as enchentes. Entristece e quase definha quando sua casa-rio parece também definhar, numa magrez de causar dó e sofrimento.
Não usa carranca na sua proa. Não precisa. As estranhezas do rio não assustam mais. Tornou-se amigo do Nego-d’água, da pedra que fala e da correnteza que assovia.
Não é de muita leitura, mas todo dia lê um imenso livro. Quando não tem nenhum visitante que queira fazer um passeio pelos arredores, então abre o seu imenso e vai folheando cada escrito de vida.
Seu livro é o rio, o Livro do Rio, sua grande leitura é feita no Livro das Águas, mas estranhamente encontra o mesmo escrito a cada página que vai passando:
“Sou o Francisco, sou o Rio. Sou o Velho, o Velho Chico do Rio. Sou aquele que vem e que passa, sou aquele que sofre por não mais poder alimentar o filho do rio como antigamente fazia. Sou o Pai desse povo e dessa ribeira-vida, sou o Pai e filho de um Pai Maior que me acalanta e diz: Seu filho padece, mas não findará. O rio padece, mas não findará...”.
Pescador, um pescador do São Francisco. Ou simplesmente canoeiro, vez que as hidrelétricas espantaram os peixes do rio, e agora ele apenas leva um e outro a passeio pelo que resta do leito.
Não importa o seu nome. Um filho das águas. Apenas.

Escritor
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FEITOSA E PEREIRA AO MESMO TEMPO

O cangaceiro Zé Bizarria

Por Valdir José Nogueira
“Em Belmonte choveu bala
Meu São José, quem diria!
Mataram o coronel Gonzaga
E balearam Zé Bizarria!”   
         
       
No seu conceituadíssimo blog “Estórias e História”, o pesquisador e historiador Heitor Feitosa Macêdo escreveu um magistral artigo sobre a “A Família Feitosa e o Cangaço”. No referido texto o autor cita o cangaceiro Zé Bizarria, Feitosa e Pereira ao mesmo tempo, e a sua ligação com o fenômeno do cangaço:

José Pereira Bizarria ou “José Custódio Bizarria é mencionado por diversos autores, sempre em episódios também ligados ao cangaço, pois tomou parte em alguns eventos marcantes na história do banditismo rural. Podendo-se destacar também o fato de ser ele sobrinho de Ioiô Maroto, o Crispim Pereira de Araújo.
       
Ioiô Maroto

José Bizarria era fruto da união de um Feitosa dos Inhamuns com uma Pereira do Pajeú, pois sua mãe, Joaquina Pereira de Araújo, também conhecida como Joaquina Pereira Bizarria (Dona Quina), era irmã de Crispim Pereira de Araújo, enquanto que seu pai chamava-se Manoel Custódio Bizarria.
       
Seu genitor, Manoel Custódio Bizarria, era filho de José Custódio Bizarria (Cazé), que, por sua vez, era filho do Capitão José Custódio Bezerril e de Dona Matilde. Mas onde está o parentesco com a Família Feitosa?
       
O parentesco com os Feitosa provém tanto de Dona Matilde quanto do Capitão José Custódio Bezerril, porque ela era filha de Vicente Pereira e Francisca Alves Cavalcante. Já o Capitão José Custódio Bezerril era filho de Leandro Custódio Bezerril (1º) e de Josefa.
       
José Bizarria é citado com frequência entre os integrantes do bando de Sinhô Pereira. E, no dia da morte de Luiz Gonzaga Ferraz, José Bizarria também esteve presente, ao lado do tio, Ioiô Maroto, tomando parte na luta, da qual saiu gravemente ferido com um tiro no pescoço, sendo socorrido por Pedro Caboclo, e, depois, tratado com raspa de catingueira. José Bizarria não chegou a se casar e morreu assassinado por um policial em Jati/CE (antes, Macapá).”
Alistamento Eleitoral de José Pereira Bizarria. Na época, o mesmo era residente na fazenda Cristovão, município de São José do Belmonte (PE).

Zé Bizarria, da gema dos Pereiras:

Dona Francisca Pereira da Silva (filha de José Mateus Pereira da Silva e Joaquina Pereira da Silva), conhecida como Chiquinha Maroto, foi casada com o Sr. Galdino Alves de Araújo Maroto. Este casal residia na Fazenda Queimada Grande, município de Belmonte, na extrema com o Ceará. Foram pais de 6 filhos:

1 – Crispim Pereira de Araújo (Ioiô Maroto). Este casou três vezes. A primeira com Maria Océria, filha de Manoel Pereira da Silva Jacobina (Padre Pereira). A segunda com Francisca Pereira Neves e a terceira com Generosa.Pereira Neves, ambas filhas de Antônio Cassiano Pereira da Silva (ex prefeito de Belmonte) e dona Maria Antônia da Soledade Neves, da fazenda Baixio em Belmonte.

2 – Antônio Pereira de Araújo (Antônio Maroto). Este casou com Francisca (Chiquita) filha de Deodato Pereira da Silva e Filadélfia Pereira da Silva. Desse casamento houve 13 filhos: José, Galdino, Raimundo, Deodato, Vicente, Antônia, Beatriz, Letrice, Maria (Marica), Ana (Santa), Antoniêta, Mariêta e Lorêta.

3 – Januário Pereira de Araújo (Sinhô). Casou com Úrsula Nunes de Barros (das Preces dos Nunes). Desse casamento houve três filhos: Luiz (Luizinho), Manoel e Moça.

4 – José Pereira de Araújo (Zé Maroto). Este casou duas vezes. A primeira com Generosa Pereira da Silva (Lozinha) filha do primeiro casamento de Juvenal Simplício Pereira da Silva com Josefina Maria de Jesus. Filhos: Antônio, Juvenal, Galdino e Josefina. A segunda com Ana Pereira da Silva (Nana), filha de José Avelino Pereira da Silva e de Maria Pereira da Silva (Iaiá). Filhos: Olinto e Maria (Iaiá).

5 – Ana Pereira de Araújo (Santa). Esta casou com Antônio Pereira Jacobina (Antônio Padre). Não houve filhos.

6 -  Joaquina Pereira de Araújo (Quina). Esta casou com Manoel Custódio Bizarria (Né Bizarria), dos Feitosas dos Inhamuns. Desse casamento houve 6 filhos: JOSÉ PEREIRA BIZARRIA – ZÉ BIZARRIA (assassinado no Macapá), Francisco (Chico Bizarria, Galdino Bizarria, Antônio Bizarria, Maria (Lica), esposa de Joaquim Pereira, irmão de Sebastião Pereira (Sinhô Pereira), e Raimunda Bizarria (Mundinha).



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PADRE AZARIAS SOBREIRA

Por Arievaldo Viana

“O Patriarca do Juazeiro”, biografia do Padre Cícero escrita pelo Padre Azarias Sobreira tem uma história interessantíssima. Conforme divulguei no primeiro livro desta série, “Sertão em Desencanto”, Padre Azarias, quando adolescente, hospedou-se na fazenda de meus bisavós Fitico e Mercês, nascendo daí uma amizade que perdurou pelo resto da vida. Foi por orientação do Padre Azarias que o velho Fitico resolveu construir a capelinha do Castro, dedicada à Jesus, Maria e José. Foi nessa pequena igrejinha que recebi a água e os Santos Óleos do batismo e, oito anos depois, recebi a Primeira Comunhão.


Quando o Padre Azarias publicou a primeira edição de “O Patriarca do Juazeiro”, fez questão de enviar um exemplar autografado e com uma bela dedicatória para a minha bisavó. Tive contato com esse livro na infância e depois o perdi de vista. Por um desses milagres do ‘deus’ destino, esse livro retornou às minhas mãos graças ao amigo Jander Araújo, que ao ler na página de rosto a seguinte dedicatória “À Dona Mercês de Sousa – uma humilde lembrança do Autor. Fortaleza, 17 de setembro de 1969, Pe. Azarias Sobreira”, entendeu que o livro deveria ficar em meu poder. Foi um dos melhores presentes que já recebi em minha vida.

Arievaldo Viana, poeta e escritor
29 de Outubro de 2019 - Fortaleza, Ceará
https://acordacordel.blogspot.com/.../reminiscencias.html...


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SUCESSO CANETA AZUL

Por José Mendes Pereira

Tem gente que fica falando que o cantor desta música não canta nada e a letra é muito sem graça. Mas eu acho que cada um faz sucesso como pode ou de acordo com o que ele escreveu. Se a nação brasileira apoiou, a música e a letra são legais. 

Nesta letra não tem nenhuma coisa ridícula. Todas as palavras podem ser pronunciadas diante de crianças e mulheres. Nada imoral. Está na boca do Brasil e aqueles que não a aprovaram  está com ciúmes, porque não fizeram e nem farão sucesso com as suas.

Caneta Azul
Manoel Gomes

Caneta azul, azul caneta
Caneta azul tá marcada com minha letra
Caneta azul, azul caneta
Caneta azul tá marcada com minhas letra

Todo dia eu viajo pra o colégio
Com uma caneta azul e uma caneta amarela
Eu perdi minha caneta e eu peço, por favor
Quem encontrou, me entrega ela

Caneta azul, azul caneta
Caneta azul tá marcada com minha letra

A professora, ela veio brigar comigo
Porque eu perdi a última caneta que eu tinha
Não brigue, professora, porque eu vou comprar outra canetinha

Caneta azul, azul caneta
Caneta azul tá marcada com minhas letra
Caneta azul, azul caneta
Caneta azul tá marcada com minhas letra

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CASAMENTO DE DADÁ E CORISCO


Bulhões e o ex-cangaceiro Vinte e Cinco falam um pouco do casamento de Dadá e Corisco e de como era Dadá no grupo.
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JOÃO NETO & CHICO IVO - NO TEMPO DE LAMPIÃO CABRA PISAVA MANEIRO.AVI


Mote em homenagem a Lampião o maior cangaceiro brasileiro.
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A T E N Ç Â O !


Por Benedito Vasconcelos Mendes


Próxima quinta-feira será o lançamento do  livro do Professor Benedito em Fortaleza.                                              

O LIVRO DO PROFESSOR BENEDITO SERÁ LANÇADO NA ACADEMIA LAVRENSE DE LETRAS, EM FORTALEZA.  

A obra  “ Vivências de um Menino em uma Fazenda Sertaneja “, de autoria do Prof. Benedito Vasconcelos Mendes será lançado às 19 horas do próximo dia 31 de outubro do corrente ano (quinta-feira), em uma Reunião da Academia Lavrense de Letras-ALL, na capital alencarina. 

Convidamos os amigos, familiares e os imortais das demais Academias de Letras, escritores, artistas, historiadores e os intelectuais pertencentes às outras instituições culturais, para prestigiarem o referido evento.                              

A apresentação do citado livro será feita pelo escritor e ex-Governador Gonzaga Mota.                                          

Presidente da ALL: CRISTINA COUTO                                  
Livro: VIVÊNCIAS  DE UM MENINO EM UMA FAZENDA SERTANEJA            Autor:BENEDITO VASCONCELOS MENDES                                                  Apresentador:ex-Governador GONZAGA MOTA                                  
Data: 31 de outubro de 2019, quinta-feira.                                          Horário: 19 horas                              
Local: DELICATESSE Costa Mendes- Av. Barão de Studart, 777(pavimento superior)- Aldeota-Fortaleza.

Enviado por e-mail pelo autor Benedito Vasconcelos Mendes

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DEPOIS DE FORTALEZA, O PRÓXIMO LANÇAMENTO DO LIVRO DO PROFESSOR BENEDITO SERÁ EM CAMPINA GRANDE.

Por Benedito Vasconcelos Mendes
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O poeta cordelista, historiador e dramaturgo  João Dantas (João Crisóstono Moreira Dantas), um dos organizadores do evento CANGAÇO CAMPINA 2019, que se realizará na cidade paraibana de Campina Grande, no período de 22 a 25 de novembro do corrente ano, convidou o Prof. Benedito Vasconcelos Mendes  para fazer o lançamento do seu mais recente livro, intitulado “Vivências de um Menino em uma Fazenda Sertaneja” no referido evento.

Enviado pelo autor através de e-mail

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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

O MISTERIOSO CASO DE BOBBY DUNBAR


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Quando Lessia e Percy Dunbar, de Opelousas, Lousiana (EUA), saíram com seus filhos Bobby e Alonzo para uma viagem ao Lago Swayze em um dia ensolarado em agosto de 1912, eles não tinham ideia do que os esperava.

Se soubessem, eles provavelmente não teriam saído de casa. Mas como eles poderiam saber que os acontecimentos daquele dia teriam repercussões até um futuro tão distante quanto 2004?

É impossível reconstruir com precisão o que aconteceu exatamente, mas uma coisa é certa: naquele dia, Bobby, então com 4 anos, desapareceu repentinamente sem deixar rastros. Eles procuraram por toda a área em volta e no lago, mas parecia que o menino tinha desaparecido no ar. O pior pesadelo de todos os pais tinha se tornado realidade para os Dunbars.

Oito meses depois, a polícia apareceu na casa dos Dunbar. Os policiais tinham notícias surpreendentemente boas: Bobby tinha sido encontrado vivo e em perfeita saúde.

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Um vendedor viajante de Mississipi, chamado William Cantwell Waters, tinha sido apreendido na companhia de um menino cuja descrição batia com a de Bobby. Mas Walters insistia que o menino era Bruce Anderson, filho de Julia Anderson, uma amiga que lhe tinha pedido para cuidar da criança.

Os Dunbars correram até o Mississipi para buscar o filho. Mas as pessoas que testemunharam a suposta reunião têm versões diferentes sobre o que aconteceu. Alguns se lembram do menino gritar "Mamãe!", e outros afirmam que ele simplesmente chorou ao ver os Dunbars.

Então, as coisas ficaram ainda mais estranhas: o casal não tinha certeza que o menino era realmente seu filho. Lessie podia ver que seus olhos eram bem menores do que os de Bobby, mas, enquanto lhe dava banho, ela também notou uma marca de nascença idêntica ao do seu filho. No final, eles decidiram levar o menino para casa, e todos em sua cidade natal celebraram o retorno de Bobby.

Mas não foi um final feliz simples. Julia Anderson, a amiga do comerciante, jurava que o menino era seu filho. Ela era uma trabalhadora do campo e mãe solteira de três crianças. Ela já tinha dado uma filha para adoção e outro bebê morreu após o parto. Infelizmente, naquela época, mulheres como Julia não eram consideradas credíveis ou "respeitáveis". Os jornais escreveram coisas horríveis sobre ela, chamando-a de sem educação e burra, e até mesmo a acusando de ser uma prostituta.

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Mas Julia insistiu que o menino que os Dunbars tinham levado para casa era seu filho. Eventualmente, as autoridades cederam e organizaram uma fileira com cinco meninos da mesma idade, incluindo o menino em questão. Porém, quando pediram para que Julia identificasse seu filho, ela teve o mesmo problema que os Dunbars tiveram: ela não tinha certeza.

Como é possível que pais não consigam reconhecer seus próprios filhos? Seria por causa do estresse, da confusão e da enorme pressão da situação? A única coisa que permanecia clara era que os Dunbars estavam bem melhor do que Julia. A mãe solteira não podia pagar um advogado para representá-la, o que a levou a perder o caso. A corte rejeitou suas reivindicações e o menino voltou para casa com os Dunbars.

Julia nunca mais viu Bobby (ou "Bruce", como ela o chamava) de novo. Ela começou uma nova vida e teve mais sete filhos. Todos eles se lembram de sua mãe falando do seu filho Bruce, que tinha sido roubado pelos Dunbars.

Bobby cresceu e teve quatro crianças antes de morrer em 1966. Anos após sua morte, a neta de Bobby, Margaret Dunbar Cutright, começou a fazer algumas pesquisas. Ela revirou jornais velhos e entrevistou os filhos de Julia Anderson. Seu objetivo era simplesmente provar que seu avô era realmente Bobby Dunbar, mas quanto mais fundo ela ia, mais incerta ela ficava.

Em 2004, o filho de Bobby Dunbar, Bob Dunbar Jr., finalmente concordou em fazer um exame genético para acabar com as dúvidas de uma vez por todas. Quando os resultados saíram, todos ficaram em choque: Bob Dunbar Jr. não era parente de Alonzo Dunbar, o "irmão" de seu pai. Depois de todos esses anos, estava finalmente claro: o menino que a polícia tinha encontrado e dado aos Dunbars há tantos anos não era Bobby.

Até hoje não está claro o que aconteceu naquele dia fatídico de agosto no Lago Swayze. Será que Bobby realmente desapareceu? Será que seus pais encobriram um acidente para se protegerem de suspeitas de transgressão? Será que ele foi sequestrado e seus pais estavam tão desesperados para o ter de volta que realmente acreditaram que o menino encontrado pela polícia era Bobby?

Qualquer que seja a razão, os Dunbars acabaram criando um filho que não era deles simplesmente porque a sociedade se recusou a dar credibilidade à mãe verdadeira. Bobby pode ter tido uma vida boa, mas foi uma vida que resultou do tratamento injusto à sua mãe verdadeira. E mesmo depois do teste responder uma questão de décadas, há ainda uma pergunta muito importante que ainda não foi respondida: se o menino que os Dunbars criaram não era o seu filho Bobby, o que aconteceu com ele?


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A CIDADE DO LIVRO

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PEDRO POPOFF 


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SANTANA: AS TRÊS FARMÁCIASI

Clerisvaldo B. Chagas, 30/31 de outubro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.206
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As três casas que vendiam remédios, mais antigas que alcançamos em Santana do Ipanema, já eram chamadas de farmácias. Se existiu alguma botica, não temos conhecimento. Todas as três ficavam no Comércio uma perto da outra. Temos como referências a Farmácia de Seu Alberto (Vera Cruz), a Farmácia de seu Moreninho e a Farmácia de Seu Caroula, cujos títulos não recordamos.

SANTANA DO IPANEMA. 9FOTO: B. CHAGAS/ARQUIVO).

A Farmácia Vera Cruz, pertencente ao ex-pracinha, Alberto Nepomuceno Agra – mais moderna – tinha duas coisas que serviam bem ao povo: uma balança na entrada para quem quisesse usá-la sem pagar nada. Era uma atração e tanto e muito serviu ao povo santanense. Havia um cartaz que chamava atenção com desenhos e advertência: "Entrai pela porta estreita”.
A Farmácia do senhor Cariolando Amaral, também conhecido como Seu Caroula, funcionou no “prédio do meio da rua” e em dois pontos sob o Hotel Central, no Casarão da Esquina. Galego, tipo alemão, Caroula gostava de camisa branca mangas curtas e uma eterna gravata borboleta. Usava vários potes de vidros nas prateleiras, iguais aos das antigas boticas, assim como ultrapassada moda da sua invocada gravata. Chamava atenção o busto de um negro forte e lustroso envergando uma barra de ferro. Talvez fosse a propaganda de um remédio chamado Xarope Fimatosan.  
 Por sua vez, a Farmácia de Seu Moreninho, funcionou à Rua Barão do Rio Branco e depois no Comércio. O dono fora enfermeiro
E se chamava Hermínio, fazendo muitas vezes o papel de médico pela prática e habilidade adquiridas. Adolescentes iniciando a sexualidade com as peniqueiras e cabarés da cidade, sempre procuravam esta farmácia, após contrair doenças venéreas. Estava em voga a tal injeção Benzetacil, aplicada pelo senhor José Fontes, também conhecido como Zé de Moreninho.
Essas três farmácias prestaram relevantes serviços a minha terra e nunca soubemos de homenagem alguma. Inclusive, quando Santana do Ipanema somente contava com médicos em outros centros mais adiantados, era o trio da saúde da urbe.
Águas passadas, novos moinhos.


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O RETRATO DE HUR

*Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Quem é Hur? Quem deseja saber sobre Hur? Alguém já ouviu falar de Hur? Hur é alguém, ou ao menos deveria ser visto como tal.
Acaso seja visto como pessoa, como humano, Hur não deveria ser reconhecido como tal? Difícil acreditar que alguns - ou muitos - ignoram totalmente a existência de outros.
A verdade é que dificilmente desejam saber sobre Hur. Então, por que o têm como insignificante, quase como um inexistente ou ocultado perante outras situações de vida?
Ora, assim geralmente dizem: quem quer saber de pobre, de carente, daquele que pouco tem a mostrar além de uma roupa velha e esfarrapada, chinelos aos frangalhos ou mesmo de pés descalços?
Por isso que certamente poucos já ouviram falar sobre ele. Na verdade, Hur parece invisível. E tão invisível que mesmo estando adiante é como se nada ali estivesse.
Ninguém gosta de avistar a pobreza, a miséria, a carência de quase tudo. Hur passa e parece que ninguém passou. Só faltam passar por cima, pisar em seus restos, dizer que nada viu.
Quando é avistado, o olhar preconceituoso sempre o desqualifica no mesmo instante. Tudo é feito, tudo é lastimoso, tudo é evitável em Hur. Que coisa mais abjeta de ser vista, talvez digam.
Poucos querem saber da pessoa que há em Hur. Não apenas Hur mais qualquer um que seja pobre, carente, que viva na carência, na miséria, esquecido nas vielas da vida ou nos barracos da insensibilidade.


Quase ninguém o vê semelhante ao próprio homem. Seria doloroso demais aos olhos do preconceito, da discriminação e da intolerância. Qual olhar de riqueza deseja ter de encarar uma realidade tão pobre na pessoa de Hur?
Avistá-lo e reconhecê-lo seria forçoso a imaginar a existência de um coração, de um sentimento, de pessoa dentro daquela imagem. Talvez seja visto apenas como bicho. E logo a indagação: e bicho tem coração?
Quem se preocuparia com o bondoso coração de Hur? Quem tem tempo para saber que Hur sente fome, sede, é carente e possui necessidades?
Será que Hur sofre, chora, sente fome, sente fome? Será que Hur tem sentimentos, ama, deseja, quer? Será que Hur sabe fazer um carinho ou beijar uma boca?
Não. Não. Não. Amar, viver, ter sentimentos, ser grande, tudo isso é coisa de rico. Hur é pobre. E pobre deve ser esquecido em todos os sentidos. E certamente apregoam que pobre não sabe amar, mas apenas estender a mão e pedir.
É melhor nem avistar, não demoram a dizer. Gente pra ser gente e vista como gente tem que estar bem vestido e com aparência de quem tem prato e colher, também não demoram a dizer.
Agora mesmo Hur passou por ali. Você viu? Nem se quisesse poderia vê-lo pessoalmente. Ele está em muitos, em milhares, milhões de desvalidos que agora estão nos escondidos empobrecidos do mundo.

Escritor
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LIVROS DO POETA DI ROSA MARIA


Por José Di Rosa Maria
A imagem pode conter: Jose Di Rosa Maria

Amigos professores e admiradores poesia, este ano vocês encontram meus livros e cordéis nas Livrarias Arte & Saber e Independência, na Feira do Livro, de Mossoró.


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OLEONE E ZÈ BEZERRA, NO RESTAURANTE BAHIA COOK, NO JUAZEIRO DA BAHIA À ESPERA DA MOQUECA DE SURUBIM, ENQUANTO O ÓLEO NÃO VEM !!!



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OS DEPOIMENTOS DOS ESTUDIOSOS BAIANO VÃO AR DONINGO EM O FANTÄSTICO. QUEM VAI PERDER?


Por Oleone Coelho Fontes

José Bezerra, historiador, lampionófilo, Ernesto Paglia, repórter da Globo e Oleone, escriba dos sertões, em Petrolina. Os depoimentos dos estudiosos baiano vão ar doningo em O Fantästico. Quem vai perder?


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OS DEPOIMENTOS DOS ESTUDIOSOS BAIANO VÃO AR DONINGO EM O FANTÄSTICO. QUEM VAI PERDER?



José Bezerra, historiador, lampionófilo, Ernesto Paglia, repórter da Globo e Oleone, escriba dos sertões, em Petrolina. Os depoimentos dos estudiosos baiano vão ar doningo em O Fantästico. Quem vai perder?


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VALDEMAR FERRAZ FALANDO SOBRE LAMPIÃO.

Do acervo da Verluce Ferraz

Depoimentos de Valdemar Ferraz sobre Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião; o cangaceiro era Narcisista, vivia do produto dos roubos e saques, mania de pirotécnica, seu gozo fálico provinha de ver jorrar sangue humano: o autêntico "Psicopata".


Esta entrevista foi gravada em 2012 por Sérgio Gomes Carvalho em parceria com Valdêique Oliveira
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BEIJA-FLOR - FOI CANGACEIRO DO GRUPO DE LAMPIÃO.

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Informação: O blogdomendesemendes não tem certeza se este cavaleiro é realmente o cangaceiro Beija-Flor.

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