Seguidores

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

A CONVERSA DO CORONEL JOAQUIM REZENDE COM LAMPIÃO

 Por Ticianeli

Joaquim Rezende (à esquerda) conversa com Melchiades da Rocha. Foto: Maurício Moura - A Noite

A notícia da morte de Lampião, em 28 de julho de 1938, chegou ao conhecimento dos jornais da então capital do país, Rio de Janeiro, pelas mãos de um alagoano, Melchiades da Rocha, que era repórter do jornal carioca A Noite.

Foi ele quem recebeu o telegrama do seu irmão Durval da Rocha, despachado de Santana do Ipanema, em Alagoas, comunicando que “onze bandidos, inclusive Lampião, foram mortos pela polícia alagoana na fazenda Angico, em Sergipe”.

Naquele dia, às três horas da tarde, Melchiades havia deixado a redação quando a última edição do jornal já estava sendo impressa. Já na rua, lembrou que tinha uma carta para levar ao correio e voltou para apanhá-la.

“Nesse momento fui abordado por um solícito contínuo que me entregou um telegrama, dizendo-me: ‘é para o senhor e chegou agorinha mesmo'”, relatou o repórter.

A Noite de 28 de julho de 1938, edição das 19 horas, anuncia a morte de Lampião

Essa informação gerou um dos maiores furos de reportagem daquela época. Meia hora depois uma edição do jornal circulava com oseguinte título: “Morto Lampião“.

A título de curiosidade, a participação da família da Rocha no episódio não foi somente esta. Quando as cabeças dos cangaceiros chegaram à Santa Casa de Misericórdia de Maceió, foram autopsiadas pela equipe chefiada pelo Dr. Ezechias da Rocha, outro irmão de Melchiades.

Como prêmio pelo furo de reportagem, e também porque era alagoano, Melchiades recebeu a incumbência de viajar no dia seguinte para a sua terra natal e acompanhar os acontecimentos.

Na madrugada do dia seguinte, 29 de julho, o alagoano e seu colega Maurício Moura, repórter fotográfico, embarcaram no avião Tupã, do Sindicato Condor, no aeroporto do Caju, com destino a Maceió, onde chegaram às 15 horas.

Da capital alagoana, o repórter se dirigiu imediatamente para Santana do Ipanema, onde as cabeças iriam ser expostas.

No dia 30 de julho de 1938, Melchiades, já em Santana, descobriu que naquela cidade do sertão alagoano se encontrava também o prefeito recém-eleito de Pão de Açúcar, Joaquim Rezende, identificado por alguns como sendo um amigo de Lampião.

O Coronel Joaquim Rezende foi prefeito de Pão de Açúcar entre 1938 e 1941. Segundo Etevaldo Amorim no livro Terra do Sol, Espelho da Lua, a sua administração foi marcada por investimentos importantes para cidade, principalmente na melhoria das condições de moradia da população mais pobres.

Morreu assassinado em 1954, quando ocupava o cargo de delegado de Polícia. Os assassinos formam os irmãos Elísio e Luiz Maia. Elísio era então prefeito do município.

Melchiades da Rocha, em Bandoleiros das Catingas, lançado em 1942, recorda do encontro que teve com Joaquim Rezende em Santana do Ipanema.

Ele se refere ao prefeito de Pão de Açúcar como sendo “um abastado proprietário em seu município” e que ele estava em Santana também “à espera da cabeça de Lampião, pois desejava certificar-se se de fato ele havia morrido”.

A condição de amigo de Lampião ostentada por Joaquim Rezende aguçou os instintos do repórter, que começou a se perguntar o que teria levado um rico cidadão a “se tornar um afeiçoado do Rei do Cangaço”, quando era prefeito de uma cidade que poderia ser alvo das ações do bandido.

A narrativa a seguir é um valioso documento de como se davam as relações de Lampião com o poder político e econômico das regiões sertanejas vítimas do cangaço. Com a palavra Melchiades da Rocha:

Sem quaisquer etiquetas, pois nós sertanejos não somos, apenas, iguais perante a lei, apresentei-me ao Cel. Rezende e lhe disse à moda da terra:

— “Seu” Rezende, eu queria uma palavrinha do senhor!

— Pois não! — respondeu-me, amavelmente, o prefeito de Pão de Açúcar.

Momentos depois o Sr. Rezende e eu nos achávamos na sede da Prefeitura de Santana. Em poucas palavras relatei os meus propósitos ao cavalheiro que me fora apontado como sendo grande amigo de Lampião.

Após ter-me oferecido uma cadeira, o Sr. Rezende sentou-se e narrou, pormenorizadamente, como e por que se tornara amigo do Rei do Cangaço, amigo ocasional, bem entendido, pois não poderia ter sido de outro modo.

Fala o Coronel Rezende

Conheci Lampião em 1935, época em que me escreveu ele, pedindo mandasse-lhe a importância de quatro contos de réis, prometendo-me, ao mesmo tempo, tornar-se meu amigo se fosse atendido.


Frente do Salvo-conduto entregue por Lampião ao Coronel Joaquim Rezende

Em resposta à carta do terrível bandoleiro, mandei dizer-lhe pelo mesmo portador que lhe daria de muito bom grado o dinheiro, mas que só o faria pessoalmente.

Três dias depois Lampião mandou-me outro bilhete do seu próprio punho, dizendo-me que me esperava às 10 horas da noite na fazenda Floresta, município de Porto da Folha, em Sergipe, recomendando-me que fosse até ali, mas não deixasse de levar o dinheiro.

Não obstante os naturais receios que tive, à hora aprazada cheguei ao local do encontro, onde permaneci até uma hora da manhã, quando surgiu um cangaceiro que, ao ver-me, perguntou-me se eu era o moço que desejava falar ao capitão. Respondi que sim.

Dentro de poucos minutos, então, o Rei do Cangaço ali se apresentava acompanhado de quatro homens, “Juriti”, “Zabelê”, “Passarinho” e “Nevoeiro”.  Ao ver o grupo aproximar-se, identifiquei logo Virgulino e a ele me dirigi, cumprimentando-o.

O famoso bandoleiro, ao contrário do que eu esperava, recebeu-me amavelmente e foi logo perguntando sobre o que lhe havia levado. Sabendo que o Rei do Cangaço gostava de beber, eu, que levava comigo três litros de conhaque, lhos ofereci.

A fim de que desaparecesse logo qualquer suspeita do bandoleiro, prontifiquei-me a ser o primeiro a provar a bebida. Encarando-me com olhar firme, Lampião me disse em tom natural: “Concordo em que o senhor beba primeiro, mas não é por suspeita e sim porque o senhor é um moço decente e eu sou apenas um cangaceiro”.

Verso do Salvo-conduto, com os seguintes dizeres:“Au Amo Joaquim Rezendis, como prova di amizadi e garantia perante os Cangaceiro.

Offereci C. Lampião.”

Tomamos, então, o conhaque e, em seguida, abordei o Rei do Cangaço sobre o dinheiro que ele me havia pedido. Como resposta, disse-me ele: “O senhor dá o que quiser, pois eu dou mais por um amigo do que pelo dinheiro”.

— Esse fato — disse o conceituado comerciante de Pão de Açúcar — teve lugar no mês de agosto de 1935, e a minha palestra com Lampião durou três horas, tendo ele me falado de vários assuntos, entre os quais o relativo à perseguição de que era alvo, acrescentando que, de todas as forças que andavam em seu encalço, a que mais o procurava era a do então Major Lucena, dada a velha inimizade que o separava desse oficial da polícia alagoana, a quem reconhecia como homem de fato e dos mais corajosos.

Quanto às forças dos outros Estados, disse-me Lampião que se arranjava “a seu gosto…”, fazendo nessa ocasião graves acusações a vários oficiais dos que andavam em sua perseguição.

— Aí está como foi o meu primeiro encontro com o Rei do Cangaço. — Depois — acrescentou o prefeito de Pão de Açúcar — Lampião mandou pedir-me bebidas, charutos e também objetos de uso doméstico. Mais tarde, porém, fui informado de que ele estava empregando esforços no sentido de matar o Sr. José Alves Feitosa, ex-prefeito de minha terra que, como eu, o esperara muitas vezes ali, a fim de fazer-lhe frente, pois foi das mais terríveis a ação de Virgulino em nosso município.

Tratando-se de um amigo meu o homem que estava destinado a morrer às mãos de Lampião, procurei um pretexto para me avistar com este e não me foi difícil encontrá-lo. Todavia, após uma série de considerações, em que fui até exigente demais, Lampião, dizendo ao mesmo tempo que só fazia tal “sacrifício” para me satisfazer, prometeu-me sustar a realização de sua sanguinária intenção, declarando-me naquele momento que já tinha em campo dois homens para fazer o “serviço” lá mesmo na cidade de Pão de Açúcar, já que o visado andava resguardado, não saindo para parte alguma.

Tal conhecimento com Lampião, deixou-me, aliás, em situação crítica, pois inimigos meus denunciaram ao Coronel Lucena que eu era um dos coiteiros do celerado cangaceiro.

Ao ter ciência de tal acusação, dirigi-me ao referido oficial e lhe expus as razões que me levaram a ter contato com o Rei do Cangaço, após ter andado prevenido contra ele, longo tempo. Jamais faria isso se não fosse a situação em que, como muitos outros sertanejos, me encontrei durante longo tempo.

Intercedi, depois disso, em favor de várias firmas comerciais de Maceió e Penedo, cujos representantes teriam caído às garras do bando sinistro se não fora a minha intervenção junto a Lampião. Há dois meses passados, fui forçado, do que não guardei reserva ao Coronel Lucena, a intervir novamente em defesa de algumas vidas preciosas, no que fui feliz, conseguindo que Virgulino desistisse dos seus sinistros propósitos.

Outras informações 

Expedita Ferreira Nunes, filha de Lampião aos 21 anos de idade, com seu filho Dejair. Foto de setembro de 1953 Revista O Cruzeiro.

Após este depoimento, Joaquim Rezende continuou a conversar informalmente com o repórter e revelou que Lampião confessara a ele que tinha uma filha fruto da relação com Maria Bonita. A menina, então com 12 anos, estava sob a guarda de um vaqueiro no município de Porto da Folha, que a adotara.

Lampião também disse a ele que entrou para o cangaço aos 16 anos de idade, aderindo ao grupo do bandoleiro Antônio Porcino. Tinha a intenção de vingar a morte do pai e de um irmão que tombaram num choque com a Polícia alagoana.

Joaquim Rezende contou ainda que Lampião tinha vontade de abandonar o cangaço para se dedicar à pecuária, pois gostava da vida no campo. O cangaceiro disse ainda que havia adquirido duas fazendas no município de Porto da Folha pela quantia de nove contos de réis e comprado dois belos cavalos em Xorroxó, na Bahia, arreando-os luxuosamente.

Diante da possibilidade apresentada pelo prefeito de Pão de Açúcar de negociar a sua rendição às autoridades de Alagoas, poupando-lhe a vida, Lampião achou boa a ideia, mas argumentou que seria impossível isso acontecer por considerar que os governos da Bahia e de Pernambuco fariam tudo para eliminá-lo.

“Não tenho dúvidas de que Lampião, se tivesse podido, havia mudado de meio de vida, pois sei que nestes últimos tempos ele não atacava senão quando se via forçado a assim proceder”, concluiu Joaquim Rezende.

...

A filha de Lampião citada por Joaquim Rezende era Expedita Ferreira Nunes. Foi criada em Porto da Folha pelo casal Manoel Severo e Aurora, que também tomavam conta de duas fazendas — provavelmente as que Lampião citou como suas, mas que são citadas numa entrevista de Expedita como de Juca Tavares, padrinho dela.

Quando Lampião morreu, Expedita tinha cinco anos e nove meses. Isso indica que a informação de Joaquim Rezende sobre a idade da filha, 12 anos, estava errada. É possível que Lampião tenha falado 2 anos e não 12.

Expedita, depois dos 8 anos, foi viver com seu tio João Ferreira da Silva, o Joca Ferreira.

https://www.historiadealagoas.com.br/a-conversa-do-coronel-joaquim-rezende-com-lampiao.html?fbclid=IwAR1VFGn_ldIye0lkZHrKQ9DtpFQqXTu-ykwrGOxj4GiTdI5Bu84X6XAweCY

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O REI DA RÚSSIA NO GINÁSIO SANTANA

 Clerisvaldo B. Chagas, 23 de setembro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.385

Visita de escritores, cineasta e jornalistas ao Ginásio, autor de camisa preta. (Foto: Arquivo B. Chagas).


Os estudantes do Ginásio Santana, década de 60 e que ainda estão vivos, recordam bem as peripécias que alegravam o estabelecimento. Nem adiantava diretor durão, diretor mole ou carrasco de ações e de cara. Estou falando do período como estudante e não como professor, muito mais adiante.  O fato que será narrado não lembra o dirigente da época, mas com certeza aconteceu com o zelador Lulinha, baixinho como um anão, cara engraçada e moralista, casado com uma senhora alta e bonitona.  Morava na mesma casa em que tinha bodega, às margens do poço do Juá, no rio Ipanema. Essa foi apenas uma das muitas do Ginásio Santana.

Certo dia o zelador fazia a faxina nas salas de aula quando encontrou um bilhete. Não sabemos se o papel foi levado ao diretor, porém ficamos sabendo o seu conteúdo.

O escrito era uma indagação curiosa e chula: “Foi você quem roeu a r... do rato que roeu a r... do rei da Rússia?”. Lulinha mostrava a mensagem sem-vergonha e, com muita moral ficava aguardando a nossa reação. “Foi você, Lulinha, quem roeu? E o bedel ia desamarrando a cara como quem estava bastante constrangido, mas não resistia e desatava estrondosa gargalhada. Isso contaminava a todos os grupos, pois além da brincadeira do escrito, tinha o riso desabrido do zelador. A anedota correu das paredes ginasianas e ganhou livremente às ruas no efeito dominó. Na escola, quando as autoridades docentes se aproximavam, Lulinha conseguia dominar o riso e novamente voltava à cara de inocente. Quem teria escrito a putaria? Talvez, com medo de uma suspensão de três, sete ou quinze dias como era costume, o autor da façanha permanecia anônimo.

Depois que o zelador deixou o estabelecimento, nunca mais tive notícia daquele cidadão gente boa. Sua esposa estava sempre esperando menino, pois Lulinha não cochilava nas horas das noites do poço do Juá. Sua casa foi invadida pelas águas da cheia de 1960 ou 1962, chegando quase à cumeeira.

Pois é, podemos esquecer as lições de inglês, do Latim e da matemática, mas é difícil não lembrar a risada de Lulinha ao ser indagado: “Foi você quem roeu a r... do rei da Rússia?


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ATÉ TIO PATINHAS JÁ FOI LAMPIÃO, GIBI DE 1967....

Por João de Sousa Lima

https://www.facebook.com/photo?fbid=3446935905327203&set=a.2502193496468120

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

" CARTA. CONVITE ".

 Por Luis Bento

Depois de meio século de ausência, em 1972 Sebastião Pereira da Silva visitou a Cidade de Serra Talhada, então Vila Bela. Em Serra o ex- Cangaceiro Senhor Pereira foi entrevistado pelo parente " Luis Lorena ". 

Dentre outras indagações, o entrevistador perguntou:

- Você convidou Virgolino para refugiar-se em Goiás? 

Respondeu Sebastião Pereira: 

- Mandei um convite em correspondência que foi entregue em Macapá (hoje JATI-Ce ), não recebi resposta.

A referida ( CARTA ), veio aos cuidados de Manoel Cunha Moura, Neco Cunha. Em 02 de março do ano de 1926 na passagem de Lampião por Macapá com destino à Cidade de Juazeiro do Padre Cícero. Em sua residência ( FOTO ), Neco Cunha entregou a correspondência, Lampião leu a carta e comentou: Na volta da visita à Cidade de Juazeiro lhe entrego a resposta. Depois da visita a Juazeiro, Lampião não voltou por Macapá, tomou rumo diferente. Por três vezes, do ano de 1926 a 1928, Lampião visitou Macapá. Lampião não procurou Neco Cunha para lhe entregar a resposta do amigo e ex-chefe Senhor Pereira.

CASA DE CULTURA

APOIO, Prefeitura Municipal de Jati-Ce.

DIRETOR DE CULTURA

Luís Bento de Sousa.

FOTOS:

Residência - Manoel Cunha Moura, Neco Cunha.

Sebastião Pereira da Silva, Senhor Pereira.

Virgolino Ferreira da Silva, Lampião.

Luís Bento de Sousa, Luis Carolino.

Pesquisador, Historiador.

https://www.facebook.com/photo?fbid=788689908562396&set=pcb.788690015229052

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MEMÓRIAS QUASE LÍRICAS DE UM EX-VENDEDOR DE CAVACO CHINÊS

Por Edvaldo Morais.

O título acima é de um livro, que acabo de ler, do memorialista cearamirinense, INÁCIO MAGALHÃES DE SENA, de 80 anos de idade. Me veio à lembrança as tardes quentes na Avenida Alberto Maranhão, Alto da Conceição, lá pelos idos de 70, quando ouvíamos o som do triângulo anunciando a passagem do vendedor de cavaco chinês. Para quem não sabe do que se trata, o “cavaco chinês” é uma espécie de “ biscoito doce, crocante e quebradiço feito com uma massa seca de polvilho ou de farinha de trigo, com açúcar, untado em óleo ou margarina e preparado em formato tubular (como um canudo) com auxílio de uma prensa, o Cavaco Chinês tem sabor agradável e se dissolve com facilidade na boca. Transportado dentro de uma espécie de baú cilíndrico, feito de flandre ou alumínio, que o vendedor traz preso às costas atado por uma arreata de couro, o Cavaco, muito embora tenha o nome de chinês, na verdade é originário da Índia. É praxe de seus vendedores percorrer vários quilômetros no desempenho do seu ofício, tocando em um triangulo como marca registrada. Dona ZENÁ, na Travessa Haroldo Gurgel/Alto da Conceição manteve por muitos anos uma fabricação caseira dessa iguaria. Os vendedores driblavam o vento Nordeste , levando a iguaria pelos quatro cantos da terra de Santa Luzia. Velhos tempos, belos dias.

(Fonte de pesquisa: O Bom de Mossoró - Imagens ilustrativas, da Internet).

https://www.facebook.com/photo?fbid=10207964693911187&set=gm.3195846090498799

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ENTRADA DE CANDEEIRO NO CANGAÇO

 Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=UyoKFSyAdsY

Aderbal Nogueira - Cangaço

Manuel Dantas Loiola, o Candeeiro, narra como foi sua entrada no cangaço e o seu 1º combate.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PAULO AFONSO DE ANTIGAMENTE: CINE COLISEU...

 Por João de Sousa Lima

https://www.facebook.com/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SEDIÇÃO DE JUAZEIRO_DEBATE - PARTE 1

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=Q3znWdp8EyY&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Aderbal Nogueira - Cangaço

Sedição de Juazeiro_Debate - parte 1 Primeira parte do debate sobre a Sedição de Juazeiro. Link desse vídeo: https://youtu.be/Q3znWdp8EyY

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

OS DONOS DA HISTÓRIA.

Por Rangel Alves da Costa

Poço Redondo vingou de sementes de lutas, de bravuras e destemores. Os mais jovens que hoje sequer procuram conhecer o passado, certamente pouco ou quase nada saberão da importância daqueles que são de suas raízes e dos valores presentes em cada rosto, em cada semblante, em cada passo pelas terras de chão e pela cidade. Vaqueiros, roceiros, mateiros, caçadores, comboeiros, homens de lombo de animal ou de carro-de-bois, desbravando as caatingas ou juntando a gadama, plantando e colhendo para outras mesas, sertanejos que enrugaram as mãos para que todos tivessem um futuro melhor. Mas quem são estes? Quem são estes que levam consigo páginas tão ricas escritas, mas que - aos de hoje - apenas passam quase como desconhecidos? Saibam, pois, que o importante não é só o doutor, o empresário, o político ou aquele de carro possante de vidros fechados, mas principalmente aquele que ocultamente construiu a história, que lutou enquanto a cidade brincava, que ainda guarda na mão o lanho do espinho e no rosto as cicatrizes afogueadas de sol. Estes sim, estes são do ventre da terra e das raízes profundas. São da história sertaneja a sua página mais rica e gloriosa. Será preciso, pois, conhecê-los. Não somente conhecê-los como reverenciá-los, pois de seus suores brotou o sertão e de seus destemores vingou a esperança. Um abraço, amigo Tita. Abraço-te, João de Dezinho!

https://www.facebook.com/photo?fbid=3605629989456787&set=a.476409229045561

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

terça-feira, 22 de setembro de 2020

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:

franpelima@bol.com.br

Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

AQUELES CEM ANOS DE SOLIDÃO NO UMBRAL DA JANELA

*Rangel Alves da Costa

Borboletas, borboletas, borboletas. Suas presenças parecem tornar a vida mais alegre, mais ajardinada, mais primaveril. Mas suas presenças também inquietantes sinais, misteriosos, indagadores. Leves, belas, coloridas, mas também provocando muitas e múltiplas indagações. Estar na presença de uma borboleta não é apenas estar na presença de uma borboleta. Nunca.
Acordo e logo corro para abrir a janela. Sei que ela vem. E ela chega. Todos os dias faz assim, cumprindo um mesmo ritual de magia e de cor. Não sei o que pretende fazendo assim, pois no meu quarto não há nenhuma flor, nenhuma planta, nenhuma fonte de água, nenhuma compota de doces. Mas ela chega todas as manhãs, parecendo mesmo que dorme ao umbral da janela esperando somente que eu a abra.
Um mistério que me comove e encanta. Não há qualquer explicação para que uma borboleta, e sempre a mesma borboleta, entre pela janela do meu quarto ao alvorecer. Vem, pousa no umbral, em seguida levanta voo e começa a planar por cima da cama, pelas paredes, pelos cantos, por cima da escrivaninha. Já pensei em espantá-la, em colocar tela protetora na janela, mas depois fui aceitando alegremente aquela inesperada visita.
Levanto a mão, passe rente, mas sempre prefere um pouso ligeiro no meu ombro. Talvez não encontre no meu corpo nenhum perfume que lhe agrade. Nunca fica em mim mais que poucos segundos, pois sempre levanta voo em outras direções. Quanto mais a manhã é ensolarada mais ela parece mais bela e fascinante em seus tons amarelados, de um dourado parecendo pintado à mão.
O fato mais estranho, contudo, é que ela sempre prefere ficar em cima do meu livro de cabeceira: Cem Anos de Solidão. E ali como quisesse folhear o livro, entrar no livro, viver o livro. Certamente não sabe, contudo, que ali está Macondo e seu mundo mágico, fantástico, povoado dos Buendía, de espantos e estranhezas. Gerações e mais gerações de personagens que nos ensinam que o incompreendido é a realidade maior e mais convincente.
E um fato surpreendente depois revelado nas minhas indagações. Dentro daquelas páginas existem borboletas e mais borboletas, muitas borboletas, entrando no quarto de Meme, a Renata Remedios do livro, enquanto o cigano Maurício Babilonia está ao seu redor em amoroso cortejamento. Aliás, borboletas amarelas que sempre acompanham o rapaz e que parecem estar por todos os lugares de Macondo, pois ler o livro de Garcia Márquez é como ouvir o ruflar de asas de borboleta a todo instante.
 Cem Anos de Solidão é um mundo povoado de borboletas amarelas. Garcia Márquez colocou um jardim entre loucos, insanos e sonhadores, e ao invés de flores povoou de borboletas amarelas. Então, será que aquela borboleta não seria uma das tantas existentes em Macondo e querendo às páginas de Garcia Márquez retornar? Mas não a aprisionarei dentro daquelas páginas. Apenas deixo o livro aberto, esvoaçando ao vento, para que a borboleta voeje ao redor do seu mundo.
Em Cem Anos de Solidão, dezenas, centenas, milhares de borboletas amarelas, povoam o quarto de Renata Remedios quando Maurício Babilonia chega para visitá-la. As borboletas sempre acompanham Babilonia a cada passo que dá, sendo todas amarelas, leves, suaves, como surgidas de encantamento, ou mesmo como que afloradas das raízes ciganas do rapaz. Mas também borboletas que povoam os sonhos da bel Remedios e sobre o seu corpo em virgem flor passeiam apaixonadas.
"As borboletas amarelas invadiam a casa desde o entardecer. Todas as noites ao sair do banheiro, Meme encontrava Fernanda desesperada, matando borboletas com a bomba de inseticida. "Isto é uma desgraça", dizia. "Toda a vida me disseram que as borboletas noturnas chamam o azar." Certa noite quando Meme estava no banheiro, Fernando entrou no seu quarto por acaso e havia tantas borboletas que mal podia respirar. Apanhou um pano qualquer para espantá-las." Diz uma passagem do romance.
Eu não tenho nada a ver com Maurício Babilonia nem com Meme, com a bela Remedios ou qualquer dos Buendía, em quaisquer de suas gerações, mas uma coisa tenho certeza que me aproxima daquela história de solidão e borboletas: minha solidão de janela aberta e minha estranha visitante de todo dia. A borboleta povoando meus cem anos de solidão.
As borboletas são alegres, mas seu arco-íris de cores possui outras tonalidades nos meus cem anos de solidão. E voos em céus sombrios e desiludidos.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

 

PARABÉNS, MEU MANO E AMIGO ANIBAL FERNANDES PORTO!

Por José Mendes Pereira

Parabéns meu mano e amigo Anibal Fernandes Porto, pelo seu aniversário! 

A nossa adolescência e um pouco da juventude vivemos juntos, isto é, lado a lado que jamais esqueceremos, e foi ali nos antigos alagadiços do bairro Paraíba. Você morava na Tiradentes, esquina com a Lopes Trovão, e eu entre duas ruas: de um lado a rua José de Alencar, e do outro que confrontava com a casa do seu pai Eliseu Porto, era a Rua Tiradentes. 

Você ainda lembra daquele porre que tomamos no bar da dona Neci esquina com a Empresa SAMBRA? Nos dias de hoje é um grande ponto comercial Naquela noite a branquinha (pitu|) rolou forte. 

José Maria Neto ou Madrid é o que tem bigode. - http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com/2015/11/morte-do-radialista-jose-maria-madrid-e.html

Um deles eu me lembro bem, o José Maria Madrid que era locutor da Rádio Difusora de Mossoró. Grande amigo era ele. Tinha a voz que quando falava, quem estava perto o temia, mas era uma verdadeira criança. Acho que o saudoso Raimundo Feliciano estava em nossa companhia. Não tenho lembranças dos outros que estavam conosco, porque já se foram muitos e muitos anos. 

O bar ficava na esquina com este prédio da SAMBRA, lado direito da foto. Ambos hoje são lojas comerciais.

Você morava com os seus pais e eu na Casa de Menores Mário Negócio, antiga instuição de crianças e adolescentes, criada pelo então ex-governador do Rio Grande do Norte Aluízio Alves, quando surgiu em consequência das suas atividades profissionais ser político. Aluízio Alves foi eleito deputado federal em 1945..., e durante esse tempo como deputado criou a instituição de menores para os alunos que moravam distantes da cidade ou órfãos. Eu tinha meus pais, mas eram camponeses e assim ficava difícil estudar por conta própria. 

Vez por outra eu almoçava na sua casa. Seus pais Eliseu Porto, dona Nazaré e toda família me recebiam muito bem, inclusive você. Agradeço o apoio que vocês sempre me deram de coração, apesar da família ser dona de um bom poder aquisitivo. Mais um "Porto Seguro" na minha vida de estudante eu ganhei.

Você é um empresário que tem colaborado com o desenvolvimento de Mossoró, dando empregos aos que necessitam.

Parabéns pelo seu aniversário, Anibal Porto! E que Deus te dê com urgência a sua saúde para retornar às suas lojas e atividades comerciais o quanto antes.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

"NEM A MORTE OS SEPARE...".

 Por Rubens Antonio

https://www.facebook.com/photo/?fbid=4653429311363993&set=a.3890411727665759

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CORONEL ISAÍAS ARRUDA

https://www.youtube.com/watch?v=FYw2KK_AOeE&t=210s&ab_channel=ODISSEIACANGA%C3%87O

ODISSEIA CANGAÇO

O Odisseia Cangaço foi até o Juazeiro do Norte conversar com um dos maiores especialistas na vida do poderoso Isaías Arruda. Vamos conhecer um pouco sobre essa figura tão emblemática e sua relação com o cangaço. Se inscreva no Canal Odisseia Cangaço.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

 


CANDEEIRO SOLDADO DA BORRACHA

Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=sCoR6YDUVfQ&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Aderbal Nogueira - Cangaço

Um breve relato de Candeeiro na selva amazônica.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

SAUDOSO HUMORISTA LÚCIO MAURO

Lúcio Mauro, nome artístico de Lúcio de Barros Barbalho (Belém14 de março de 1927 — Rio de Janeiro11 de maio de 2019), foi um ator e humorista brasileiro, um dos pioneiros na televisão no Brasil. Passou pela TV RioTupi, pela Excelsior e TV Globo. Era conhecido pelos personagens humorísticos que interpretava.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Já atuava em teatro estudantil quando, com pouco mais de vinte anos, foi convidado para trabalhar na companhia teatral do ator Mário Salaberry, marido da atriz Zilka Sallaberry. Após o falecimento de Salaberry em acidente, Lúcio Mauro participou da companhia de teatro de Barreto Júnior. Nessa época, casou-se com Arlete Salles. Em 1960, com a inauguração da TV Rádio Clube de Pernambuco, ele fez seu primeiro programa de humor na televisão, Beco sem Saída, contracenando com José Santa Cruz no quadro Jojoca e Zé das Mulheres. Em 1963, Lúcio e Arlete se mudaram para o Rio de Janeiro, indo trabalhar na TV Rio. Depois, foi para a TV Tupi, período em que atuou em episódios do Grande Teatro Tupi. Em 1966, estreou na TV Globo, no humorístico TV0–TV1.[1]

https://www.youtube.com/watch?v=RFh1YqZa0ps&ab_channel=Desenhos%26Humor

Lúcio Mauro foi conhecido principalmente por suas atuações em quadros de programas humorísticos de televisão, especialmente, nos programas de Chico Anísio, os quais lhe deram seus dois personagens mais emblemáticos: Aldemar Vigário e Da Júlia.[2] O primeiro era um aluno bajulador na Escolinha do Professor Raimundo, que gostava de inventar histórias a respeito do passado do professor com o intuito de agradá-lo, mas que geralmente o colocava em situações constrangedoras. O segundo personagem, que fazia parte de sketch do Chico Anysio Show e depois de outros programas, era o assistente que buscava orientar o ator Alberto Roberto (personagem de Chico), que, embora fosse considerado excepcional, era ignorante e arrogante.[3]

Outro personagem de sucesso veio em Balança Mas Não Cai; Fernandinho era um homem rico e sofisticado, cuja esposa, a ignorante Ofélia (Sônia Mamede), embora por quem fosse completamente apaixonado, causava-lhe grande constrangimento devido às suas gafes perante convidados ilustres. Em 1999, o quadro ganhou nova versão no extinto Zorra Total (atualmente Zorra), com Lúcio e Cláudia Rodrigues interpretando Fernandinho e Ofélia.[4]

Em 1980, entrou para o elenco da peça Além da Vida, escrita por Chico Xavier e Divaldo Franco.[5] Em 2008, o humorista estreou a peça Lúcio 80-30, dividindo o palco com Lúcio Mauro Filho, autor e diretor do espetáculo, e com outros dois filhos, Alexandre Barbalho e Luly Barbalho.[6] Em 2014, Lúcio Mauro e a filha Luly Barbalho participaram do penúltimo episódio de A Grande Família. Os dois foram pai e irmã do intérprete de Tuco no seriado, Lúcio Mauro Filho.[7] Em 2015, o ator fez uma participação especial da releitura da Escolinha do Professor Raimundo, programa comemorativo que foi ao ar na Globo e no canal Viva.[8] Em 2016 participou do filme Vai que Dá Certo 2.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Nascido em Belém do Pará, era irmão do político paraense e empresário radialista Laércio Wilson Barbalho, sendo assim tio paterno do político Jader Barbalho.

Entre 1958 e 1970, Lúcio foi casado com a atriz Arlete Salles, com quem teve dois filhos: Alexandre Barbalho (ator) e Gilberto Salles (cineasta). O ator era casado desde 1974 com Ray Luiza Araujo Barbalho, com quem teve três filhos: Luciane Maria, Lúcio Mauro Filho (ator) e Luanna Barbalho.[9]

Em 2012, Lúcio foi internado após ter caído num restaurante, passando por uma cirurgia para correção de uma fratura no fêmur.[10] Em abril de 2016, o ator sofreu um derrame, que afetou uma área da garganta, comprometendo a fala e a mastigação.[11]

Morte[editar | editar código-fonte]

Lúcio Mauro morreu no dia 11 de maio de 2019, aos 92 anos, em uma clínica na zona sul do Rio de Janeiro, onde estava internado havia dois meses para tratamento de problemas respiratórios.[12][13]

https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%BAcio_Mauro

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ZÉ DE JULIÃO, RICARDO BELIEL E O GATO.

 Por Rangel Alves da Costa


Orgulho e satisfação para os escritores Rangel e Manoel Belarmino, filhos de Poço Redondo, terem seu livro ZÉ DE JULIÃO: A SAGA DE UM EX-CANGACEIRO DE LAMPIÃO, com imensa acolhida por todo o país. 

E o retrato abaixo (diretamente do Rio de Janeiro), enviado pelo escritor, pesquisador e renomado fotógrafo Ricardo Beliel, demonstra bem essa acolhida pela nossa obra. Beliel, que já esteve pesquisando e fotografando em Poço Redondo e pelos demais sertões nordestinos, conhece bem essa teia antiga onde ainda vagueiam as sombras das aranhas cangaceiras, volantistas, coiteiras, coronelistas, sedentas e vorazes, pelos cantos e recantos empoeirados das paredes das memórias de sangue e luta. 

Beliel vai dialogando com o que conhece, com o que já se debruçou para unir enredos e tramas, e por isso vai, página a página, reencontrando os sertões que tanto ama e gosta de percorrer seus caminhos. E uma leitura a dois, pois ao lado está seu gato, que também tudo sabe. Qualquer dúvida, Beliel a ele pergunta. 

Basta um “miau” e tudo já estará respondido.

https://www.facebook.com/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CRUZ DOS TRÊS RAPAZES QUE FORAM ASSASSINADOS NO SÍTIO CABORÉ EM LUCRÉCIA NO RIO GRANDO DO NORTE PELO O BANDO DE LAMPIÃO.

 Por Rivanildo Alexandrino

No início dos anos 90 já explorava o caminho percorrido pelo bando de Lampião no RN. Foto no local em que o bando assassinou 3 rapazes no sítio Caboré, município de Lucrécia.

https://www.facebook.com/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ASFALTO PARA O BARROSO

 Clerisvaldo B. Chagas, 21 de setembro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.383

A divulgação do governo municipal, através de vereador de situação sobre possível pavimentação asfáltica Bairro Lajeiro Grande – sítio Barroso, repercutiu bem na zona rural norte de Santana do Ipanema.


Solidão do Barroso em 2013. (Foto: Livro 230/B. Chagas).

Certo que ainda é apenas uma intenção, pois seria preciso adquirir mais dois quilômetros de asfalto, mas como diz o povo, “Quem atacha quer comprar”.  Como o primeiro cemitério de Santana foi demolido nos anos 40, foi construído o segundo na parte alta do Bairro Camoxinga com alegação que ficaria longe do Centro. Mas a sua implantação fez ajudar  o estiramento da cidade naquela direção e o cemitério Santa Sofia também foi incorporado a zona urbana e com muita força, tanto é que para sua vizinhança foi a COHAB NOVA, O Estádio Arnon de Mello e inúmeras ruas formando assim outro bairro vizinho denominado Rua das Pedrinhas e que também já originou o terceiro denominado popularmente de Quilombo.

O cemitério Santa Sofia ficou apertado e foi preciso a construção de um novo lugar para os mortos. Terrenos apropriados difíceis de encontrar, a solução foi construir o terceiro cemitério de Santana em um sítio longe da cidade. Foi assim que o então, governo municipal Nenoí Pinto, implantou o cemitério no sítio Barroso, dando-lhe o nome de São José, embora o povo continue a chamá-lo simplesmente “Cemitério do Barroso”. Saindo do Bairro Lajeiro Grande, ao norte de Santana, vamos encontrar o cemitério do Barroso, a cerca de 2 km em direção à cidade de Águas Belas, Pernambuco, estrada essa construída pelo então, interventor municipal Pedro Gaia, em 1938. Por ali se vai para região serrana do município com os sítios Barroso, Água Fria, Salgado, Camoxinga dos Teodósio, Tigre, Pé de Serra, Pinhãozeiro, Malembá e outros mais.

Vê-se a importância da intenção anunciada do asfalto até aquele sítio, plano, terreno de barro e repleto de chácaras formadas antes do cemitério. No Barroso acontecia as antigas corridas de cavalo. Seria o puxamento definitivo dos Lajeiro Grande, Pedrinhas, Quilombo, para aquelas imediações uma vez que estes caminham lentamente para o Barroso. Além de melhorar o trecho para os cortejos fúnebres, (longo, cheio de poeira e dificultoso, a pé) seria beneficiada parcialmente toda àquela região mais úmida de Santana do Ipanema.

Asfalto para mortos e vivos, conquista espiritual e terrena para a solidão do São José.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

UTENSÍLIOS DA FAMÍLIA FERREIRA

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=54Hr6CLnAeM&feature=youtu.be&fbclid=IwAR1ZXabZCfVS61cht5VO8FaV2SwQ-5ON3tU6eFJqqf0TiE4C48nsJ-hDnoI 

Aderbal Nogueira - Cangaço

Seu Camilo de Moura, atual proprietário das terras que foram da família Ferreira nos mostra algumas peças de utensílios que eram usados pela família de Virgulino quando moravam na Passagem das Pedras.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

TERRA DE BRAVA GENTE

 Por João de Sousa Lima

Terra de brava gente (a história do nosso povo)... boa dica de leitura... você encontra no supermercado suprave ou direto com o autor: 75-988074138.

https://www.facebook.com/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

"CARIRI CANGAÇO NO PEITO.

Por Manoel Severo

No coração, na pele, com pandemia ou sem pandemia eu sou Cariri Cangaço até os ossos. Quero abraçar voltar a ser abraçado."

Oleone Coelho Fontes

Um dos mais destacados pesquisadores e escritores da temática cangaço, no Brasil. Avante!

A ISSO CHAMO CARIRI CANGAÇO !!!

Oleone Coelho Fontes Fontes

Cangaceiros Cariri

 https://www.facebook.com/photo?fbid=3243880025633833&set=a.229016400453559

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

DADÁ CANGACEIRA

Por Rubens Antonio

Dadá, em 1985, revista Veja

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

21 DE SETEMBRO DIA DA ÁRVORE

 


http://blogdomendesemendes.blogspot.com


ENTRELINAHS (cOMPLETO)

Por Aderbal Nogueira 

https://www.youtube.com/watch?v=T4QGJq9aIPo&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Aderbal Nogueira - Cangaço

Participação minha no programa Entrelinhas juntamente com o amigo historiador Beto sousa. Pauta do programa foi o Combate de Angico.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

 

ENSINARÁS A SONHAR!

Por escritor Luiz Serra

"Ensinarás a voar... Mas não voarão o teu voo. Ensinarás a sonhar... Mas não sonharão o teu sonho. Ensinarás a viver... Mas não viverão a tua vida. Ensinarás a cantar... Mas não cantarão a tua canção. Ensinarás a pensar... Mas não pensarão como tu. ... Porém, saberás que cada vez que voem, sonhem, vivam, cantem e pensem... estará a semente do caminho ensinado e aprendido!"

Madre Teresa de Calcutá

Um passeio pelo Rio de Janeiro, tempos mais serenos nas ruas dos anos 50, meu pai Antônio M Serra e seu filho único Luiz. .. Lembro-me ainda hoje exatamente como era esta bolinha com o cordel preso nos dentes!

Neste século, fuga da guerra na porta de casa, pai e filho, Síria, 2018. AFP

In post do amigo escritor Hugo Studart, com Gladis G'nata Studart, em mensagem do Dia dos Pais].

https://www.facebook.com/luiz.serra.14

http://blogdomendesemendes.blogspot.com