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sexta-feira, 17 de março de 2023

OS MISTÉRIOS DA TRAMA E MORTE DE DELMIRO GOUVEIA

 Olho no Olho...

Por Gilmar Teixeira.

Pesquisador Gilmar Teixeira

No ano de 2008 iniciei um projeto para realizar um documentário sobre a Usina Hidroelétrica do Angiquinho, encomendado pela Fundação Delmiro Gouveia, que administra o sítio histórico. Durante a organização do acervo histórico enviado de várias partes do Brasil e do mundo, como objetos, jornais, cartas, livros, vídeos e fotografias, tive acesso a algumas informações sobre o assassinato do empresário Delmiro Gouveia, que ocorreu em 1917.

Como historiador e pesquisador do cangaço deparei-me com algumas informações até então desconhecida de todos as literaturas que havia tido acesso. Não que os historiadores do cangaço e biógrafos de Delmiro Gouveia tenham se omitido aos fatos, mas diga-se que os mesmos não tiveram em seu tempo a reunião destas informações como foi a mim oportunizado. E foi destas revelações, obscurecidas pela pouca preocupação no nosso país em preservar a história, que resolvi escrever este livro, fruto da pesquisa e do amor pela cultura e memória do sertanejo.

Pois bem. Ao ler uma matéria do jornal carioca Última Hora que fez a cobertura da saída da prisão do principal acusado e sentenciado pelo assassinato de Delmiro, o pistoleiro Róseo, que concedeu entrevista ao impresso. Na entrevista destacou que quando foi a Água Branca-AL fazer o acerto para assassinar Delmiro, já estavam lá os cangaceiros Luiz Pedro e Sebastião Pereira na casa da baronesa Dona Joana Vieira Sandes de Siqueira Torres, prontos para matar o empresário da Pedra. Porém, antes do serviço os mesmos são mandados para Sergipe para fazer um serviço para o Coronel Neco de Propriá, mas chegando lá o serviço é suspenso e ficam por lá trabalhando na usina do coronel.

Como pesquisador do cangaço imediatamente liguei os nomes dos dois cangaceiros citados por Róseo, e através de uma foto tirada na cidade da Pedra, datada de 1917 (ano da morte de Delmiro)...

eram eles Sinhô Pereira e seu primo Luiz Padre; Sinhô foi o chefe de Lampião. A foto em questão foi a única foto destes dois cangaceiros que se tem registro.

Continuando a pesquisa, descubro que os dois cangaceiros são primos do Capitão Firmino, e estiveram hospedados em sua fazenda na Pedra-AL, que havia sido vendida a Delmiro. Não por coincidências os dois cangaceiros saem em fuga para o Estado de Goiás na companhia de Zé Gomes, cunhado de Firmino, logo após o assassinato. O compadre de Delmiro Cap. Firmino é então acusado de ser o mandante do assassinato do amigo, visto a relação com Gomes e sua fuga, e foi preso. A sua prisão e soltura rápida com a influência de Lionelo Iona, sócio de Delmiro, e membros da família Torres, revelou um grande complô, que esse livro, através de documentos, reportagens e fotos da época busca retratar quase um século depois, as motivações, encenações e tramas para o assassinato de Delmiro Gouveia.


Os fatos documentados apontam que membros da família Torres e Lionelo Iona orquestram uma trama espetacular, fazendo com que vários desafetos de Delmiro Gouveia se interessassem após uma reunião, por assassiná-lo, criando diversos álibis para os interesses escusos envolvidos neste crime. Partindo do princípio de que, realmente os assassinos foram os cangaceiros Luiz Pedro e Sebastião Pereira, a sequência dos fatos a seguir permitirão ao leitor identificar em meio aos fatos, o desenrolar deste mistério secular, tornando cada um dos leitores investigadores e, certamente, novos elementos serão revelados a cada leitura. Nesta investigação histórica deve ser observado pelos leitores as seguintes condições:

1.Lionelo Iona, sócio e administrador das empresas de Delmiro, que antes de sua morte deixa testamento, onde Iona seria o tutor da herança deixada para os filhos de Delmiro até completar a maioridade, além de um seguro onde eras beneficiários. Essa fortuna seria administrada por ele. Veja que os filhos de Delmiro eram crianças na época, então imagine quanto tempo o mesmo teria até passar o controle aos herdeiros. Quando finalmente os filhos assumem os bens, depois de anos, Iona volta rico para Itália.

2.A família Torres tem seu poder político na região ameaçado pela presença forte de Delmiro que detém grande poder econômico e influência política. Os Torres participam e influem no julgamento dos acusados, o Juiz era membro da família e facilita para os interessados a condenação dos réus.

3.O Capitão Firmino, amigo e compadre de Delmiro tem sua filha difamada na cidade por conta da sedução de sua filha por Delmiro, e fica responsável pela contratação dos cangaceiros já famosos no Pajéu, Sinhô Pereira que vem a ser chefe de Lampião depois dessa morte junto com seu primo Luiz Padre (pai do deputado federal Hagaus de Tocantins). Seu futuro genro falava para todo mundo que só voltava para casar com sua filha, se ele matasse Delmiro, após a morte ele retorna e se casa. O Cap. Firmino estava na hora do crime com Delmiro e usava uma camisa escura, pois Delmiro só usava branco isso facilitou o alvo, só Firmino viu os três assassinos. Por que três? Era a quantidade que interessava, mas foram cinco, pois dois davam cobertura aos executores.



4.Herculano Soares (fazendeiro) apanhou de Delmiro no meio da rua e prometeu vingança, foi ele juntamente com seu cunhado Luiz dos Anjos que deram cobertura aos criminosos a mando do Cap. Firmino, pois eram amigos e o capitão já havia morado por muitos anos em Água Branca, terra de Herculano.

5.Zé Gomes (cunhado do Cap. Firmino), além de adversário político de Delmiro, tinha uma grande rixa com o empresário que apoiava em Jatobá (hoje Petrolândia) seu inimigo político Lero, que veio a derrotá-lo em eleição para prefeito. Após o crime foge para Goiás na mesma data que os cangaceiros e, passa a morar na mesma cidade.

A partir dos fatos aqui relatados, onde muitas coincidências se tornam suspeitas, toda a relação entre estas famílias e a acusação recaindo sobre Rósea é possível perceber que caso esta história revelada hoje, houvesse sido na época do assassinato muitos interesses políticos econômicos, que perduram até hoje, teriam os rumos alterados. Outros nomes ainda podem ser incorporados a trama, mas ao fim se revela que Rósea não foi o único executor, nem tão pouco o Cap. Firmino o único interessado nessa morte.

Gilmar Teixeira
Pesquisador, escritor e documentarista
Feira de Santana - Bahia


NOTA CARIRI CANGAÇO: Essas e outras revelações polêmicas a cerca do assassinato do grande coronel do sertão, um dos maiores empreendedores do inicio do século XX, Delmiro Gouveia, na edição 2011 do Cariri Cangaço com o pesquisador e documentarista de Feira de Santana, Gilmar Teixeira.

http://cariricangaco.blogspot.com/2011/02/os-misterios-da-trama-e-morte-de.html

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DEI ESMOLA A UM CEGO.

 Por José G. Diniz



Dei esmola a um cego

Que estava com precisão

Satisfazendo o meu ego

Com uma pequena ação


Com bastante inspiração

Exibo o meu bom talento

Senti em meu coração

O mais nobre sentimento


Senti o sopro do vento

No meu rosto enrugado

Procurei ficar isento

Do que me deixa stressado


Pedi para ser perdoado

Por nosso pai criador

Tudo que fiz de errado

Confessei ao senhor


Com a fé a paz e o amor

Do próximo eu desejo bem

Quem tem caráter e valor

Não faz mal para ninguém


Quem tem fé fala um amem

Quando reza com carinho

Porque Deus vem do alem

Fazer trilha em seu caminho


Prefiro ficar sozinho

Mesmo solidão sentindo

Sem pedras no meu caminho

Em frente eu irei seguindo


Eu estou me despedindo

De todos os amigos meus

E com fé estou pedindo

Toda protecção de Deus.


https://fraternitasmovimento.blogspot.com/2015/10/quero-ter-o-cego-bartimeu-como-mestre.html

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NO ÍNTIMO

Por Hélio Xaxá

Andei refletindo sobre a intimidade
E ela se me mostrou mais nítida
Descobri que com a maturidade
A mulher deixa de ser tímida...
Fica mais forte e mais silenciosa
Mas perde a natureza pudica
Torna-se doce porém maliciosa
E em nada sua essência prejudica...
Dá um jeito só seu nos cabelos
Encanta sem esforço e fascina...
Mostra seus dotes sem apelos
Sobressai a mulher da menina...
Ganha um jeito especial de andar
E até no vestir ela se diferencia
Não grita para se fazer escutar
Ar de rainha que o homem reverencia...
Queria te decifrar
Mas não posso
O teu mistério predomina...
Poesia milenar
De carne e osso
Jeitinho sério que fascina...
Tempero molecular
Nunca insosso:
Venero a mulher na menina.


https://www.facebook.com/photo/?fbid=1645461325903138&set=a.137800900002529

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JOSÉ BEZERRA DE MELO

Por José Teles

No livro Choro e Frevo – Duas Viagens Épicas, na historia da ida do Vassourinhas ao Rio, em 1951, um dos personagens mais interessantes é José Bezerra de Melo, um dos passistas da comitiva. Naquele ano, seu Zé Bezerra, conhecido como o “Vovô do Frevo” estava com a longeva idade de 75 anos. Ressaltando-se que, em 1950, a expectativa de vida do homem brasileiro era de 48 anos, da mulher, 50.

Sua figura magra, meio quixotesca, de longas barbas brancas, chapéu, cajado a mão, era extremamente carismática tornou-se bastante popular entre os cariocas. Tanto que decidiu morar no Rio. Chegou a ser contratado pela TV Tupi. Porém em 1952, resolveu voltar para a capital pernambucana depois de quase morrer atropelado na Rua Sacadura Cabral, Zona Central do Rio.
O Vovô do Frevo foi lenda e celebridade na capital pernambucana e até 1966, aos 90 anos, continuava fazendo o passo nas ruas do Recife. Numa matéria do Jornal do Commercio (em 18 de fevereiro daquele ano), o veteraníssimo passista relembrava o Carnaval melhor de sua vida: “Foi no ano de 1922, vi Lenhadores e Vassourinhas se encontrando na rua. O pau comeu. Mesmo assim com aquela pancadaria toda, o que era normal quando os dois blocos se encontravam, o povo não dava moleza e pulava, dando uma animação enorme ao Carnaval de rua”.

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UMA ENCICLOPÉDIA AMBULANTE SOBRE LAMPIÃO E O CANGAÇO

Por Judson Oliveira


“Para se saber quem foi Lampião, é preciso situá-lo no contexto social de seu tempo e no espaço geográfico em que ele viveu. Só assim é possível compreender e julgar esse personagem que terminou sendo o símbolo de uma época no sertão nordestino”.

Escritor José Bezerra Lima Irmão

De Salvador-Bahia – Parece inevitável. Uma discussão sobre o Rei do Cangaço e o cangaceirismo desemboca na interrogação recorrente: o “capitão” Virgulino Ferreira, o Lampião, que aterrorizou o Nordeste brasileiro durante 17 anos, na primeira metade do século passado, foi bandido ou herói?

Isso aconteceu mais uma vez no último dia 26, na Faculdade de Arquitetura da UFBa, em Salvador, onde intelectuais baianos debateram o tema a partir da avaliação do livro ‘Lampião – a Raposa das Caatingas’.

O autor, José Bezerra Lima Irmão, foi taxativo: “Nem bandido nem herói, foi um cangaceiro”. Advertiu que a pergunta é a mais tola que se possa fazer e é simplória qualquer resposta dada às pressas.

“Para se saber quem foi Lampião, é preciso situá-lo no contexto social de seu tempo e no espaço geográfico em que ele viveu. Só assim, situando-o nas dimensões dos espaços físico e temporal, é possível compreender e julgar esse personagem que terminou sendo o símbolo de uma época no sertão nordestino”.

Este trechinho copiei da parte inicial do livro, um camalhaço (no bom sentido) de 736 páginas de letras miúdas. E dá o tom do conteúdo da exposição de José Bezerra para as pouco mais de 20 pessoas que foram ao encontro (uma pena tão pouca gente!).

Talvez não fosse necessário frisar que o autor deu uma mostra do seu conhecimento enciclopédico sobre o assunto, adjacências e contexto – Guerra de Canudos e outros levantes populares, coronelismo, violência, injustiças sociais, religiosidade, falta de instrução, vinganças familiares, luta “braba” pela terra e pela sobrevivência, ausência do Estado, mandos e desmandos dos coronéis, dos jagunços, da polícia e, óbvio, dos cangaceiros.

Sobre tudo isso, José Bezerra mostrou que sabe tudo, pode-se dizer sem medo do exagero. Tanto que o reconhecido escritor baiano, Oleone Coelho Fontes (autor, dentre outros livros, de ‘Lampião na Bahia’, já na décima edição), não hesitou em declarar que Bezerra esgotou o tema.

A estrutura social da época explica o fenômeno

Oleone, aliás, tem uma opinião bastante diferente da de Bezerra. Proclama com toda eloquência que Lampião foi um bandido, simplesmente assim, um bandido sanguinário. Invoca a favor de sua posição as inúmeras testemunhas ou contemporâneos dos fatos que entrevistou para escrever seu livro.

Presente ao encontro, Antonio Olavo, cineasta/documentarista baiano, mostrou-se afinado com grande parte da visão apresentada por Bezerra. Disse que respeita vozes diversas, mas discorda de enfoques como o de Oleone, frisando o fenômeno da reação dos cangaceiros frente a uma situação política, econômica e social marcada pela injustiça e violência.

O cenário natural de tal situação era a tirania capitaneada pelos coronéis e chefes políticos, que tinham a seu serviço jagunços e policiais, além de autoridades como delegados, juízes e padres.

Já os organizadores do debate, o professor Edmilson Carvalho e Jorge Oliver, velhos militantes do campo das esquerdas, defenderam a necessidade e a relevância do aprofundamento de tal discussão, levando em conta principalmente que as verdadeiras causas do cangaceirismo residem na estrutura social e política da sociedade de então.

Bem, é preciso dizer que José Bezerra, um sergipano que vive em Salvador, é auditor da Receita estadual, com 70 anos, ainda não aposentado. Passou 11 anos atolado nas pesquisas, usando finais de semana, feriados, férias, licenças (preciso lhe perguntar como sua família aguentou, ou não aguentou?), com mais de 30 viagens pelos sete estados nordestinos por onde andou Lampião obrando suas controvertidas e famosas proezas.

PS: Edmilson Carvalho comentou que se trata duma obra “monumental”, que começou a ler as mais de 700 páginas, formato grande e letras miúdas, e só sossegou quando acabou. Eu já cheguei à página 85 e está até me atrapalhando, pois tenho outros afazeres e, infelizmente, não posso ficar o tempo todo na leitura. Um conselho: compre o livro. Em Salvador, pode ser encontrado na Saraiva (Salvador Shopping). Ou entre em contato com o autor por e-mail: josebezerra@terra.com.br

Sobre Jadson Oliveira é jornalista baiano. Trabalhou nos jornais Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, Diário de Notícias, O Estado de São Paulo e Movimento. Depois de aposentado virou blogueiro e tem viajo pela América do Sul e Caribe.

https://fazendomedia.org/uma-enciclopedia-ambulante-sobre-lampiao-e-o-cangaco/

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ADQUIRA O LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS

 Por José Mendes Pereira

Se você quiser saber mais sobre a vida do capitão Lampião, da sua estimada família, e principalmente da respeitada "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia., entre em contato com o professor Pereira, lá em Cajazeiras, no Estado da Paraíba, através deste endereço eletrônico: franpelima@bol.com.br ,  e adquira este fabuloso livro "Lampião a Raposa das Caatingas". que ele o enviará com urgência até às suas mãos. 

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ADQUIRA O LIVRO "LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO MENTIRAS E MISTÉRIOS DE ANGICO".

 Por José Mendes Pereira


Se você quiser saber quantos homens e quantas mulheres, da cidade de Poço Redondo, do Estado de Sergipe, participaram do cangaço da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia., do famoso e sanguinário capitão Lampião, entre em contato com o professor Pereira, lá em Cajazeiras, no Estado da Paraíba, através deste endereço eletrônico: franpelima@bol.com.br ,  e adquira este fabuloso livro "Lampião Além da Versão, Mentiras e Mistérios de Angico" (escrito pelo saudoso Alcino Alves Costa), que ele o enviará com urgência e chegará até às suas mãos. 

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quinta-feira, 16 de março de 2023

E-MAIL ENVIADO PARA MIM PELO PESQUISADOR FRANCÊS JACK DE WITTE (15 DE MARÇO DE 2019).

 Por José Mendes Pereira

Da esquerda para a direita: Os pesquisadores do cangaço João Bosco André, o francês Jack de Witte, Manoel Severo e José Cícero da Silva, todos ladeando o que está sentado que é o Tenente João Gomes de Lira em Nazaré

Em 15 de março de 2019, o pesquisador francês Jack de Witte me enviou este e-mail dizendo o seguinte:

Bonjour Jose,

Merci pour commentaires. Ce voyage et ce séjour dans le Hinterland est et sera mémorable pour moi! un grand compatriote câlin Jack.

Traduzindo:

Bonjour Jose,

Muito obrigado pelo recado. Esta viagem e esta estadia no Sertão é e será inesquecível para mim! um grande abraço sertanejo Jack.

Clique no link abaixo para você ver todas as foto e os nomes dos que aparecem.

 - https://blogdomendesemendes.blogspot.com/2019/03/jack-de-witte-o-frances-mais-nordestino.html?fbclid=IwAR3vHosOXKZpXgnPWwRxlSGrSszGMSpQALdp1g3x57Js4967i2kKx-uwg0Q

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ANIVERSÁRIO DO ESCRITOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO DR. RANGEL ALVES DA COSTA.

 


Parabéns escritor Rangel Alves da Costa, pela passagem do seu aniversário!

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FITINIS

Por Hélio Xaxá



A muié num abraça mais eu

Isso é o que muito mi intriga

Num sei se o braço incoieu

Ou se eu estiquei a barriga...


Tenho saudades dela garradinha

Pequetitinha em meu abraço

Ela é quem era bem pôquinha

Cabia num só dos meus braço...


Se bem que ingordei uns quilins

E ela também relaxô nas mididas...

É, nóis já num somo tão finins


Como no cumeço dessas vidas...

Só num vô fazê dieta dos xinins

Nem vô diminuir minhas cumidas...


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VERSIFICANDO

Por José G. Diniz 



Grão de cereal vem da roça

No rio tem grão de areia

Lenda da mata é caipora

Lenda do mar é sereia

Fruta escura é jaboticaba

Peixe pequeno é piaba

E o gigante é uma baleia


Um vilarejo é um aldeia

Festa ao ar livre é piquenique

Engenho sendo completo

Pode ser um alambique

As veredas são caminhos

Cactos com muitos espinhos

É um pé de xique xique


Loja pequena é boutique

Cochete é uma porteira

Marchante e açogueiro

Usam a faca pexeira

Almoço de pião é rango

Lagarto pequeno é calango

O aclive é uma ladeira


A assistente ou parteira

Banha o bebé ou a bebé

Caverna é uma gruta

Pau d'arco é o mesmo ipê

Aniversario, um ano q avança

E de presente ou lembrança

Um ramalhete ou um buquê


Onde eu estou, esta você

Tendo fumaça tem fogo

Tranquilo é igual a calmo

Perder faz parte do jogo

Briga de galo é na rinha

Ata é a mesma pinha

Gripe de galinha é gogo.


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JACK DE WITTE, O FRANCÊS MAIS NORDESTINO DO PLANETA.

 Por Manoel Severo Publicado em 2011

Bosco André, Jack, Severo e Zé Cícero , em uma de nossas últimas visitas ao Ten João Gomes de Lira em Nazaré

Jack de Witte me foi apresentado pela amiga Luitgard de Oliveira Barros, junto com a apresentação, veio a recomendação: "Severo o homem é espetacular e um apaixonado pelas coisas do nordeste". Sem dúvidas as credenciais apontadas por nossa estimada Luit, se confirmaram sobre maneira. Jack um "brasilianista" que descobriu sua paixão pela caatinga e pelo cangaço, pesquisador atento e escritor, nos deu o prazer de estar ao nosso lado durante quase 10 dias, quando pudemos compartilhar o nosso Cariri, como também visitar alguns dos principais cenários de nossa história cangaceira. 

Jack de Witte, Manoel Severo, Bosco André e Vilson; neto de Antônio da Piçarra
Jack de Witte, Zé Cícero, Anildomá e Bosco André
Rumo a Fazenda São Miguel e Passagem das Pedras

Em principio uma passagem obrigatória; pelas terras de Antônio da Piçarra. Piçarra cenário mais do que vital para entendermos as relações de Virgulino Ferreira com a sociedade rural daquela época. Seu Tôim da Piçarra, coiteiro de confiança que pelas contigências do destino foi obrigado a entregar seu amigo Lampião. Ali nas terras da Piçarra, Lampião foi cercado pelas volantes de Arlindo Rocha e Manoel Neto e ali tombou morto Sabino. "Meu avô disse que entregou Lampião com lágrimas nos olhos", confessa Vilson, neto de seu Tôim da Piçarra e nosso anfitrião.

Serra Talhada e sua lendária "Passagem das Pedras" foi nossa segunda parada, sem deixar de abraçar o confrade Anildoma Willians e nossa querida Cléo da Fundação Cabras de Lampião. Da capital do Xaxado em Pernambuco, partimos para a Bahia não sem antes pisarmos o solo da Estrada Zé Saturnino e as fazendas Passagem das Pedras, onde nasceu Virgulino e São Miguel, berço da família de Seu Luiz de Cazuza.

Nazaré do Pico, a Carqueja, a Vila encardida no meio da caatinga brava, entre Serra Talhada e Floresta, terra de homens valentes e destemidos, ali Virgulino conheceu seus mais ferrenhos inimigos e perseguidores: Os nazarenos. Ali tivemos a oportunidade do último abraço em nosso querido Tenente João Gomes de Lira.

Pedro Luiz, Jack e Alcino Alves Costa na casa de Dona Generosa
Pedro Luiz, Julio Ischiara, Zé Cícero, Jack, Manoel Severo e Bosco André e ainda com Juliana Ischiara, Dra Francisquinha, Sousa Neto, Alcino Costa... na casa de Maria Bonita
Paulo Gastão e Jack de Witte, navegando no São Francisco rumo a Angico
Manoel Severo, Megale e Jack, rumo a Angico
Jack, Lili, Zé Cícero e Bosco André na Grota mais famosa do nordeste

Passando por Pernambuco, Alagoas e desaguando no norte da Bahia para encontrar os confrades que ciceroniadosm por João de Sousa Lima promoviam o Seminário Internacional do Centenário de Maria Bonita. As visitas à Vila de Dona Generosa no sopé da serra do Umbuzeiro, a emblemática Malhada da Caiçara e a Casa de Maria Bonita com direito a abraçar seu irmão, Ozéas Gomes, foi para Jack um  momento único em nossa viagem pelas paragens baianasEm Delmiro Gouveia a visita a ex-cangaceira Aristéa e ao Museu da Fundação Delmiro Gouveia.

Dali à bela Piranhas, e à Grota de Angico, anfitrionados pelos amigos Jairo Luis e Cacau, fez de nosso encontro um momento único onde Jack, pela segunda vez em Angico, pudesse ter o contato com várias correntes de pensamentos e pesquisa na direção de desvendar as Mentiras e Mistérios de Angico. 

Padre Cícero, Padre Bosco e o irmão do Papa...
Em Barbalha com os Conselheiros Cariri Cangaço, Hugo Rodrigues e Rodrigo Sampaio
Cenário: Casa de Izaias Arruda, em Missão Velha
O descanso merecido ao lado de Bosco André na Usina da família Linard

Por fim o nosso amado Cariri...Crato, Juazeiro, Barbalha e Missão Velha fizeram o roteiro do Francês mais nordestino do planeta. Jack de Witte, mais um estimado membro da família Cariri Cangaço !

Manoel Severo

http://cariricangaco.blogspot.com/2011/12/jack-de-witte-o-frances-mais-nordestino.html

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