Seguidores

sábado, 17 de fevereiro de 2024

LADY BARBA AZUL: A SANGRENTA SAGA DA SERIAL KILLER BELLE GUNNESS.

Por  Alana Sousa publicado em 21/12/2020, atualizado em 16/02/2024.

Belle com as três filhas - Wikimedia Commons

Em pleno século 19, a assassina matou quase 50 pessoas e conseguiu escapar se envolvendo em um dos maiores mistérios dos EUA.

O começo da vida de Belle Gunness é rodeado de especulações, sabe-se que ela nasceu na Noruega, em 11 de novembro de 1859. Acredita-se que ela tenha se mudado para os Estados Unidos, em 1881, após ser atacada por um homem e perder seu bebê, após esse fato a personalidade de Belle mudou completamente.

Batizada como Brynhild Paulsdatter Størset, a norueguesa decidiu americanizar seu nome, daí nasceu Belle. Segundo sua irmã, Nellie Larson, sua maior fraqueza era o dinheiro, o que mais tarde provou ser a causa de seus crimes.

Primeiro homicídio.

Morando em Chicago, nos Estados Unidos, em 1884, casou-se com Mads Ditlev Anton Sorenson. Após seis anos de casamento, em julho de 1900, Mads morreu de Sorenson morreu de hemorragia cerebral, explica o New York Post.

No dia do enterro, ela foi retirar o dinheiro do seguro que tinha em nome do marido. Com o valor, Gunness comprou uma fazenda na cidade de La Porte, em Indiana, Estados Unidos — mudou-se para lá com as três filhas do casal.

Belle ainda jovem / Crédito: Wikimedia Commons

O senso americano de Chicago, que contabilizava famílias na região, registrou que Belle tinha quatro filhos: Caroline, Axel, Myrtle e Lucy. Sendo que dois deles, Caroline e Axel, morreram ainda na infância (os dois possuíam seguro, que foram pagos após a morte). Viviam com ela na fazenda, Lucy, Myrtle, e a filha adotada, Morgan.

La Porte.

Em La Porte, Belle conheceu o norueguês Peter Gunness, em abril de 1902 eles se casaram. Uma semana depois, a filha de Peter é encontrada morta dentro de casa. Oito meses mais tarde é o marido quem morre. Segundo a homicida, uma máquina de moer caiu em cima do homem e o matou instantaneamente. Mais uma vez, ela recebeu o seguro em dinheiro.

Ray Lamphere / Crédito: Wikimedia Commons

Depois, mais um caso intrigante. Jennie Olsen, filha adotiva, desapareceu. Belle afirmou que havia enviado a garota para um colégio interno — anos mais tarde, seu corpo seria encontrado enterrado em sua propriedade.

serial killer fez um anúncio no jornal local chamando homens ricos que desejavam juntar sua fortuna com a dela. Era o início de anos de assassinatos.

Diversos homens viajavam para a fazenda de Belle — sempre levando sua fortuna em dinheiro — e jamais voltavam.

“Como muitos psicopatas, ela foi muito perspicaz na identificação de possíveis vítimas”, explicou Harold Schechter, autor de “Hell's Princess: The Mystery of Belle Gunness, Butcher of Men", conforme o New York Post. “Eram solteiros noruegueses solitários, muitos completamente isolados das suas famílias. Ela os enganou com promessas de culinária norueguesa caseira e pintou um retrato muito sedutor do tipo de vida que eles desfrutariam.”

Um desses homens foi o agricultor Andrew Helgelien, que viajou da Dakota do Sul para Indiana, a fim de conhecer a mulher, levando todas suas economias — o que Gunness o recebeu com fervor. Alguns dias depois, o homem desapareceu, e Belle foi ao banco descontar um cheque em seu nome. No entanto, não foi o único.

Ray Lamphere.

Ray Lamphere era apaixonado por Belle, e fazia tudo que ela lhe pedisse, entretanto, acabou chutado pela amada, que, na época, receberia Helgelien.

Gunness o demitiu em fevereiro de 1908, e alertou as autoridades da cidade sobre o perigo que Ray poderia ser para a comunidade, alegando que ele sofria de insanidade.

Um teste foi realizado e Lamphere foi liberado. Alguns dias depois, ela voltou para prestar uma queixa, dizendo que ele havia ameaçado sua família e tentado invadir sua residência.

A fazenda Gunness / Crédito: Wikimedia Commons

Diante da gravidade da situação, a mulher passou a ter medo de que Lamphere atentasse contra sua vida e de seus filhos.

Dias depois, o funcionário de Belle, Joe Maxon, contratado para substituir Ray Lamphere, acordou e percebeu que a casa estava ardendo em chamas, explica a obra de Harold Schechter. Correu em busca de ajuda, mas já era tarde. Os filhos de Gunness foram encontrados mortos juntos a um cadáver sem cabeça, que julgaram ser dela.

As autoridades, que já estavam cientes das supostas ameaças que Ray havia feito à família Gunness, acusaram-no de incêndio criminoso. O homem, no entanto, sempre negou a autoria do crime.

O esqueleto decapitado.

Apesar de identificarem o esqueleto sem cabeça como sendo de Belle, os vizinhos negaram que o cadáver pertencia à mulher, repercutiu o Norwegian Ridge. A autópsia comparou o esqueleto encontrado no incêndio com as roupas da serial killer, e registros em lojas de departamento, a conclusão foi a mesma: não era Belle.

A dúvida sobre a identidade atrás do cadáver decapitado gerou outra investigação, ainda mais terrível. Após Asle Helgelien chegar a La Porte em busca do paradeiro do irmão, que havia sido visto pela última vez em contato com Belle, uma busca na fazenda da assassina teve início.

Todos os dias corpos eram desenterrados do solo da propriedade, incluindo de Jennie Olsen, Andrew Helgelien.

O número total de vítimas varia de uma fonte para outra. Conforme repercutido pelo New York Post, um total de doze corpos foram encontrados na propriedade, no entanto, o Guinness, livro dos recordes, cita 28 corpos.

Ray Lamphere foi acusado de cometer todos os assassinatos, mas confessou posteriormente que nunca matou ninguém. Ele foi condenado à prisão pelo incêndio e morreu na cadeia um ano depois, de tuberculose.

Paradeiro desconhecido.

Conforme o livro 'Lady Killers Profile: Belle Gunness', também de Harold Schechter, em uma suposta última confissão, ele teria dito que o corpo decapitado pertencia a uma vítima, que Gunness havia assassinado poucos dias antes do incêndio. E que tudo fazia parte de seu plano de fuga. Ela havia envenenado as crianças até a morte e posicionado junto ao corpo da mulher. Depois ela teria fugido para outra cidade. A informação nunca foi confirmada.

Nas décadas seguintes diversas pessoas afirmaram ter avistado Belle em lugares como Chicago, São Francisco, Nova York, e Los Angeles. Existe uma teoria de que ela seria Esther Carlson, uma mulher acusada de matar o marido envenenado, repercutiu o Chicago Tribune em 2008, no entanto, não passa de um rumor. O destino da serial killer permanece desconhecido até hoje.

“Ambas as possibilidades parecem igualmente plausíveis para mim”, explicou Harold Schechter sobre o destino de Belle, segundo o New York Post. “Depois de passar anos nesse horror, pude vê-la finalmente querendo acabar com isso. Por outro lado, dada a personagem insidiosa que ela era, posso igualmente imaginá-la encenando tudo. Todos com quem conversei e que leram o livro sentiram fortemente que ela se safou. Não posso dizer que sim.”

*Matéria atualizada com mais informações sobre o caso. 

 https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-lady-barba-azul-morbida-historia-de-belle-gunness.phtml

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CURIOSO DIA EM QUE PADRE CÍCERO ENCONTROU LAMPIÃO — QUE FOI ENGANADO

 Por Lira Neto

Frente a frente pela primeira e única vez, o episódio rendeu uma peculiar narrativa.

Ali estavam, frente a frente, pela primeira e única vez, os dois maiores mitos de toda a história nordestina. Uma terceira figura era indiretamente responsável pelo singular encontro: Luis Carlos Prestes, o comandante da Coluna Prestes, movimento militar guerrilheiro que desde o ano anterior serpenteava pelo interior do país, enfrentando as tropas do presidente Artur Bernardes.

Quando a marcha da coluna rumou para o Nordeste, o governo federal não teve dúvidas: convocou os chefes políticos locais para formarem exércitos próprios e assim combater os rebeldes. No livro O General  Góes Depõe, da  década  de 1950, o próprio general Góes Monteiro, chefe de estado-maior das operações contra a Coluna Prestes, assume que partiu dele a ideia de convocar jagunços e cangaceiros para fazer frente ao avanço de Prestes.

Lampião (à esquerda) Padre Cícero (à direita) - Wikimedia Commons

No Ceará, coube ao deputado Floro Bartolomeu, médico e aliado político do Padre Cícero, fazer o convite oficial ao bando de Lampião para se engajar no “Batalhão Patriótico”. Em fevereiro de 1926, Cícero ainda tentou uma solução pacífica. Assim, enviou ao bando uma carta em que incitava a depor armas.

Em troca, prometeu abrigo em Juazeiro do Norte, onde seriam submetidos a um tratamento justo. De acordo com o relato de Lourenço Moreira Lima, secretário da Coluna Revolucionária, a mensagem foi recebida.

“Tivemos a oportunidade de ler essa carta escrita com uma grande ingenuidade, mas da qual ressaltava o desejo íntimo e sincero do padre no sentido de conseguir fazer a paz”, escreveu Moreira Lima em seu diário de campanha, publicado em 1934.

O pedido, como se sabe, foi ignorado. Quando Lampião chegou no dia 4 de março à cidade de Juazeiro do Norte, atendendo ao chamado de Floro, este não se encontrava mais por lá. Doente, o deputado federal viajara para o Rio de Janeiro, onde acabaria morrendo.

Padre Cícero /Crédito: Divulgação

Padre Cícero se viu então com um problema nas mãos: recepcionar o bandido e seus cabras na cidade e mais ainda, cumprir o que havia sido combinado entre Lampião e o deputado, com a devida aprovação do governo federal: o cangaceiro deveria receber dinheiro, armas e a patente de capitão do “Batalhão Patriótrico”.

Lampião e outros 49 cangaceiros ocuparam uma casa próxima à fazenda de Floro, nas imediações da cidade, e, em seguida, alojaram-se em Juazeiro do Norte, no sobrado onde residia João Mendes de Oliveira, conhecido poeta da região.

Foi lá que o Padre Cícero encontrou o bando. Os bandidos, ajoelhados, teriam escutado padre tentar convencer seu líder de largar o cangaço logo após voltasse da campanha contra Prestes. Mandou-se então chamar o único funcionário federal disponível na cidade, o agrônomo Pedro de Albuquerque Uchoa, para redigir um documento que, supostamente, garantiria salvo-conduto ao bando pelos sertões.

O papel, como Lampião viria a descobrir tão logo saiu da cidade, não tinha qualquer valor legal, o que não o impediu de assinar, daí por diante, “Capitão Vírgulino”, um título que não existia.  Ciente da desfeita, o cangaceiro não se preocupou mais em dar combate à Coluna Prestes.

Já obtivera dinheiro e armas em número suficiente para seguir seu caminho de bandoleiro. Mais tarde, Uchoa justificou seu papel no episódio: diante de Lampião, assinaria qualquer coisa. “Até a destituição de presidente da República”, disse.


++Saiba mais sobre o cangaço através de grandes obras disponíveis na Amazon Brasil

Lampião e Maria Bonita: Uma história de amor e balas, de Wagner Barreira (2018) - https://amzn.to/2WKJOYd

Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço, de Adriana Negreiros (2018) - https://amzn.to/2uGX985

Dadá, a Mulher de Corisco, de Luciana Savaget (2005) - https://amzn.to/35QmABh

Apagando o Lampião: Vida e Morte do rei do Cangaço, de Frederico Pernambucano de Mello (2018) - https://amzn.to/2FOvsg8

Lampião. Herói ou Bandido?, de Antônio Amaury Corrêa de Araujo e Carlo Elydio Corrêa de Araujo (2010) - https://amzn.to/2Th7vpH

Vale lembrar que os preços e a quantidade disponível dos produtos condizem com os da data da publicação deste post. Além disso, a Aventuras na História pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação pelos links nesta página.

Aproveite Frete GRÁTIS, rápido e ilimitado com Amazon Prime: https://amzn.to/2w5nJJp 

Amazon Music Unlimited – Experimente 30 dias grátis: https://amzn.to/2yiDA7W

 https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/o-curioso-dia-em-que-padre-cicero-encontrou-lampiao-que-foi-enganado.phtml

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

LAMPIÃO NAS ÁREAS DA CHAPADA DO ARARIPE - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco

https://www.youtube.com/watch?v=b_ePlsD583s&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

𝑫𝑬 𝑷𝑬𝑹𝑵𝑨𝑴𝑩𝑼𝑪𝑶 𝑷𝑨𝑹𝑨 𝑶 𝑹𝑰𝑶 𝑫𝑬 𝑱𝑨𝑵𝑬𝑰𝑹𝑶

 Acervo do Jaozin Jaaozinn

Registro do ex-volante Andrelino Marcolino Nogueira, para o jornal “Manchete/RJ” em 1981.

Andrelino Marcolino Nogueira, era pernambucano da região de Serra Talhada/PE, nasceu no dia 30 de setembro de 1909, sendo filho de Camilo Marcolino Nogueira e Possidônia Nogueira da Silva. Andrelino tinha nove irmãos. Ele e sua família tiveram contato com Virgulino e os demais Ferreiras. Era vizinho da casa de Manoel Pedro Lopes e Jacoza da Soledade (avós de Virgulino e pais do Sr. José Ferreira), e apenas o riacho São Domingos o separavam um pouquinho, entretanto, se criaram juntos.

Segundo o mesmo para o Jornal Manchete, disse que Lampião era almocreve e artesão no sertão do Pajeú. Em uma cajazeira que tinha na casa da irmã do volante, a Dona Águeda Possidônia Nogueira, o jovem Virgulino passava horas mexendo com os artigos de couro. Porém, a mesma mandou cortar a árvore por desgosto.

Foi testemunha desde a juventude dos irmãos Ferreira até às desavenças que se iniciaram em meados dos anos de 1916. Cita que ainda lembra de Virgulino, Antônio e Livino quando eram trabalhadores, cuidando do gado e dos bodes da propriedade. Complementa também que foram almocreves, transportando mercadorias para as regiões de Arco-Verde, Garanhuns, Águas Belas, Triunfo, Piranhas, entre outros locais. Dá detalhes certeiros sobre a evasão dos Ferreiras e das mortes de seus pais.

Entrou na força volante entre os anos de 1931/1932, fugindo do seu pai (não se sabe por qual motivo). Relata que pagavam 95 mil réis por mês, utilizavam roupa cáqui ou mescla e a indumentária era extremamente semelhante com a dos cangaceiros. E por causa da estética ser muito parecida, além dos encontros de outras volantes onde, ocorriam um fogo amigo por se pensar em ser os bandoleiros, um comandante ordenou que as tropas utilizassem chapéu de massa fina.

Andrelino relata que andavam 45 volantes em um comando, em outro já eram 30, e quando se juntavam, chegavam à numeração de 100 militares, a cavalo, a pé, de todo jeito. E quando sabiam da notícia de cangaceiro na região, tomavam animais de quem tivesse para a melhor locomoção.

Atuou nas regiões da Bahia por oito meses, perambulando pelas regiões do Juazeiro, Bonfim, Barro Vermelho, Canudos, Raso da Catarina, Chorrochó e Uauá. Diz que, nas horas de se alimentarem, matavam as criações dos sertanejos.

Possivelmente participou até o fim da campanha contra o cangaceirismo (ou até os anos de 1933/1934). Se casou com Maria Anália de Moura, com quem teve cerca de onze filhos. Não tenho as informações da data de falecimento de ambos, porém, viveram sua velhice nas regiões de Pernambuco.

𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬𝑺: 𝑱𝒐𝒓𝒏𝒂𝒍 𝑴𝒂𝒏𝒄𝒉𝒆𝒕𝒆/𝑹𝑱 - 1981; 𝑮𝒆𝒏𝒆𝒂𝒍𝒐𝒈𝒊𝒂 𝑷𝒆𝒓𝒏𝒂𝒎𝒃𝒖𝒄𝒂𝒏𝒂.

.𝐂𝐀𝐍𝐆𝐀𝐂̧𝐎 𝐁𝐑𝐀𝐒𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐎.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=304746149280851&set=gm.1842933716177796&idorvanity=471177556686759

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


 

LUIZ GONZAGA...

Acervo do pesquisador e historiador do cangaço Guilherme Machado

 Seu Luiz com o Padre Jesus e João Caiçara na paróquia de nossa senhora da Penha em Serra Talhada, missa em sufrágio da alma do Poeta Zé Marcolino.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2143039739373659%2C2142371456107154&notif_id=1708026256539540&notif_t=group_activity&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PALAVRAS DO AMIGO ANTÔNIO JOSÉ. LÍDER ATIVISTA APOSENTADO DA COMUNIDADE DA BOA VISTA SERRINHA BAHIA.

Por Guilherme Machado

GUILHERME MACHADO E A PUBLICAÇÃO DOS SEUS DOIS LIVROS

Pela exiguidade de tempo associada ao peso dos anos que aos poucos "rouba" a nossa inspiração na interpretação dos fatos, sintetizo apenas seu mais recente trabalho LUIZ GONZAGA E A BAHIA.

Começo registrando parte da história do autor: Guilherme Machado nasceu na cidade de Muritiba-Bahia em 1960. Mais tarde passou a residir em Salvador, onde estudou no Colégio de Artes e Ofício. Constituiu família, e, há trinta e cinco anos trabalha como representante comercial de uma grande empresa de móveis. É um atuante pesquisador de campo e bibliográfico da saga do cangaço e demais fatos dos nossos sertões nordestinos.

Em 2020 escreveu e publicou o livro LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS. Agora, em 2023 publicou seu segundo trabalho, LUIZ GONZAGA E A BAHIA.

Quando li o título, achei que o autor não teria muito o que escrever sobre GONZAGA apenas em nosso estado, mas quando passei a lê-lo amplamente, cheguei à conclusão que muitas foram as visitas e os shows do Rei do Baião em nossa Bahia.

Feira de Santana em 1973 nos salões do renomado clube Euterpe Feirense local de um dos seus brilhantes shows e desfilou ao lado de José Fróes da Motta e de muitas jovens da Cidade Princesa, onde em outra ocasião receberia o título de Cidadão Feirense. Em 1977, mais uma vez Gonzaga visitava a cidade.

Em 1952/53 Seu Luiz fazia turnê em cidades da Bahia: Itabuna, Santo Antonio de Jesus, e outras.

Em 1968 estava Seu Luiz fazendo um show em Riachão do Jacuípe. Passando mais uma vez por Feira de Santana recebeu o título antes citado, e realizou show no Clube Campo Cajueiro.

Na Cidade de Cachoeira, o Rei do Baião esteve em três períodos1967, 1969, 1971.

Em novembro de 1961 em viagem de férias, Seu Luiz estava ali no Grande Hotel de Cipó, construído pelo Presidente Getúlio Dorneles Vargas.

Em 1979, estava Gonzaga na festa de fundação do Parque Manoelito Argolo na cidade de Entre Rios, retornando outras vezes, chegando a batizar João Luiz Argolo, filho do fazendeiro. Lá na fazenda Rancho Alegre foi criado um museu e erguido um busto em homenagem ao Rei do Baião.

Em 1974, passava Gonzaga pela cidade de Euclides da Cunha onde fizera boas amizades, e, por outras ocasiões voltava a visitá-la para o bate-papo com os amigos.

Em 1988, a convite do prefeito de Heliópolis, Zé do Sertão, chegava naquela cidade o Rei do Baião já com a saúde abalada para animar o a festividade do São Pedro.

Em 1968 foi a vez das cidades de Ibicuí, Itabuna e Ilhéus receberem Seu Luiz.

Em 1967 quem recebeu Luiz Gonzaga foi a jovem cidade de Ichu na gestão do Prefeito Renato Cedráz, numa festa religiosa em que o Padre Lucas de Nuzza juntamente às famílias ichuenses e autoridades locais realizaram uma festa de grande importância para o município. Seu Luiz tocou e cantou no palanque do Circo Palácio do Riso de propriedade do palhaço Supapo.

Em 1976 Gonzaga fez show em Vitória da Conquista . Naquele mesmo ano esteve em Itaberaba na campanha das Bicicletas Monark. Patrocinado pela Monark do Brasil, Gonzaga esteve em várias cidades da Bahia.

Gonzaga esteve também em Juazeiro onde recebeu o título de Cidadão Juazeirense em 1986.

Na cidade de Monte Santo, Seu Luiz visitou diversas vezes, assim como Morro do Chapéu. Nesta última foi em 1976 onde se hospedou na residência do Coronel Jubilino Conegundes.

Esteve também nas cidades de Paulo Afonso, Cruz das Almas, Tanquinho, Santa Luz, Tucano, Ribeira do Pombal, Queimadas, Cansanção, Itiúba, Senhor do Bonfim.

Em 1968 Seu Luiz esteve fazendo a festa do São João em Ruy Barbosa.

Em 1985, Gonzaga tocava no São João da cidade de Jaguarari.

Em 1968 foi a vez do seu show no Parque de Vaquejada do pecuarista Valdete Carneiro na cidade de Serrinha.

Foram muitos amigos que o Rei do Baião fizera no Estado da Bahia durante sua relativa longa vida abraçado ao acordeon.

RESSALTO a admiração do pesquisador e escritor Guilherme Machado pela vida e obra do Rei do Baião Luiz Gonzaga. Em 1981 Guilherme esteve com Seu Luiz e, num proveitoso diálogo chegou a receber de presente do cantor, um LP. Ali foi o primeiro contato do radialista com o Rei do Baião. Em 30 de março de 1985 Guilherme teve mais um encontro com Seu Luiz e recebeu do mesmo, um autógrafo com caligrafia esgarranchada por já está com a saúde debilitada. Mesmo assim dialogou com o pesquisador que mais tarde criou o Museu Gonzagão em Serrinha, cidade essa que o recebera como filho.

Quem ler o livro LUIZ GONZAGA NA BAHIA vai com certeza parabenizar o pesquisador e escritor GUILHERME MACHADO pela sua maneira coerente no esclarecimento dos fatos, e pela comprovação mostrada nas dezenas de nítidas fotos conseguidas no decorrer da sua ampla pesquisa. SÓ POSSO DIZER : PARABÉNS CONTERRÂNEO GUILHERME MACHADO PELO SEU PROFÍCUO TRABALHO.

Serrinha, 15 de dezembro de 2023.
Antonio José de Oliveira

https://www.facebook.com/photo/?fbid=6925239690913230&set=a.420488464721751

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ENTREVISTA COM FILHO DO EX-CANGACEIRO BALÃO (GUILHERME ALVES) DO BANDO DE LAMPIÃO. PARTE II.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=2tzjJzqZpP8&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Segunda parte da entrevista com um dos filhos do ex-cangaceiro Balão (Guilherme Alves) que fez parte do bando de Lampião e que foi um dos cangaceiros sobreviventes de Angico que mais contribuiu com informações que contribuíram para a construção da história cangaceira no formato que hoje conhecemos. Nesse vídeo Juscelino Alves, filho de Balão, fala sobre a vida durante e pós-cangaço de seu pai e sobre toda a sua luta para a sobrevivência do antigo comandado de Lampião na cidade grande. Um depoimento sensacional que nos permite um melhor entendimento sobre fatos que envolveram a trajetória desse polêmico e interessante personagem histórico. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Colaborem com o crescimento e com as melhorias do canal. Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @cangacologia   INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações e publicações. Forte abraço! Atenciosamente:
Geraldo Antônio de S. Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia, Cangaceirismo e cultura nordestina e Arquivo Nordeste.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SILA REZANDO NA GROTA DO ANGICO.

Por Antonio Ferreira

 SILA REZANDO NA GROTA DO ANGICOS . primeira veis q vi essa foto.

https://www.facebook.com/groups/471177556686759

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CANGACEIRO MENINO DE OURO "OLIVEIRA" - RELATO BIOGRÁFICO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=7GpbAGXLLCE&si=ZFw9CVLIrsTwotLo&fbclid=IwAR1ChtsRALhrgJgO1YStCsbG4khpL0dyB1ShijrLor4ZyxN-8v2JmvreEjo

A vida pós-cangaço do ex-cangaceiro Menino de Ouro, também conhecido na história do cangaço como Oliveira ou Alagoano, que fez parte do bando de Lampião, contada de forma clara e direta pelo historiador Luiz Bento de Souza que conheceu pessoalmente o antigo Cabra que fez parte do bando de Lampião na década de 1920.

 Menino de Ouro foi um ex-angaceiro que contribuiu imensamente para o resgate e o entendimento histórico através dos depoimentos que prestou no decorrer de sua vida.

 Conheçam a história. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Colaborem com o crescimento e com as melhorias do canal. Seja membro deste canal e ganhe benefícios:   

 / @cangacologia  

INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações e publicações. 

Forte abraço! 

Atenciosamente: Geraldo Antônio de S. Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia, 

Cangaceirismo e cultura nordestina e Arquivo Nordeste.

http://blogdomendesemendes.blgospot.com

ESTA SEQUOIA É A MAIOR ÁRVORE EM VOLUME NO MUNDO.

 

Esta árvore está no Giant Forest of Sequoia National Park no condado de Tulare, na Califórnia, EUA.

Ela foi nomeada como General Sherman, e apesar de não ser a mais alta, é a mais volumosa do mundo.

Ela tem 275 pés (83 m) de altura e mais de 36 pés (11 m) de diâmetro na base. Os troncos de sequoia permanecem largos no alto. Sessenta pés acima da base, a Sherman Tree tem 17,5 pés (5,3 m) de diâmetro. Estima-se que tenha cerca de 2.300 a 2.700 anos.

As sequoias são árvores gigantes que estão inseridas no grupo das gimnospermas. Elas são extremamente altas e apresentam uma grande quantidade de madeira. As folhas das sequoias são semelhantes às dos pinheiros e suas sementes são nuas, ou seja, não possuem frutos envolvendo-as.

https://curitibaeparanaemfotosantigas.blogspot.com/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

O CALANGO E O DOCE

 Clerisvaldo B. Chagas, 15 de fevereiro de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.015

Criativas e sem sentidos eram muitas as modinhas inventadas no mundo rural do Sertão:

“Calango matou um boi

Retaiou botou na teia

Lagartixa foi bulir

Calango largou-lhe a peia

Lagartixa foi dar parte

Calango foi pra cadeia.

Quando a moça ia casar-se vinha do sítio rural para a igreja, na cidade. Além da comitiva a cavalo, vinha por último um cidadão escanchado numa égua conduzindo o baú de roupas da noiva. Era chamado de “calango”. Ao passar o calango pela praça defronte à igreja, era alvo de engraxates e desocupados que gritavam: Calango! Calango! E calango respondia às investidas, erguendo o braço e estalando bananas e mais bananas para a turba. (Fonte: Alberto Nepomuceno Agra).

Quando a comitiva retornava à casa da noiva, havia muito exibimento dos cavaleiros com seus animais baixeiros em corridas pelas estradas poeirentas. Ao chegar perto da casa da noiva, os mais afoitos corriam à frente, pegavam doce de coco na casa da noiva e traziam para ela ainda no caminho. A noiva e o noivo, felizes da vida, comiam o doce ali mesmo, cavalgando e metendo os dedos cheio de poeira nas taças abarrotadas. Era uma tradição. (Fonte: Escritor Oscar Silva).

 A pressa dos cavaleiros que iam buscar o doce, esquecia das colheres. Mesmo sem colher, o doce era doce. A figura do calango desapareceu, mas o doce de coco ainda é encontrado aqui ou ali sem a frequência do passado. Gostoso é. O “enjoativo” fica por conta de quem quer almoçar doce. E assim, os registros vão sendo feitos em livros esporádicos e ganham vida na boca dos mais velhos. Que bom, ouvir as narrativas da vovó, do vovô... E o Sertão velho de meu Deus, vai moendo, nos mitos, nas lendas, nas verdades, enriquecendo conhecimentos orais e literaturas curiosas que graças a elas seguramos a lupa preciosa de quem quer aprender. Envelheça, se puder e, conte seu mudo aos que virão.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NATUREZA E SUAS MARAVILHAS.

Olga Wagner Locatelli


Este edifício ! O bosque vertical na Itália * boa TARDINHA - LINDO GRUPO !

https://www.facebook.com/photo/?fbid=1556101464931858&set=gm.3543843432592966&idorvanity=2744242829219701

http://blogodmendesemendes.blogspot.com



FOTOGRAFIA RARA (PELA POSIÇÃO DOS CANGACEIROS) DO BANDO DE LAMPIÃO EM JUAZEIRO DO NORTE/CE, DO ANO DE 1926.

 Acervo do Jaozin Jaaozinn

𝙄𝘿𝙀𝙉𝙏𝙄𝙁𝙄𝘾𝘼𝘾̧𝘼̃𝙊.

Em uma das matérias do Jornal Diário da Manhã, de Recife, 1938, sobre a morte de Lampião, Maria e os demais, encontra-se o famoso registro do grupo em Juazeiro do Norte-CE, 1926. Na legenda da foto tem-se a possível identificação de cada bandoleiro que fez presença no momento, além de Luiz Pedro, um dos mortos em Angico - SE.

𝐏𝐑𝐈𝐌𝐄𝐈𝐑𝐀 𝐅𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐀

Vamos começar com a primeira fileira, onde se encontra, agachados, (da esquerda para a direita) Luiz Pedro, Aragão, Jurema, Criança e Lasca Bomba.

𝐒𝐄𝐆𝐔𝐍𝐃𝐀 𝐅𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐀

Em pé estão (da esquerda para direita) Lampião, Antônio Ferreira, Juriti (ou Pontaria), Pica-Pau (atrás de Antônio e Juriti), Bom-de-Veras, Moreno, Mormaço, Tenente, Cabra e Beija Flor.

𝐓𝐄𝐑𝐂𝐄𝐈𝐑𝐀 𝐅𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐀

E, por último, vamos a de cima (da esquerda para a direita) Pinga-Fogo, Nevoeiro, Laranjeira, Coqueiro, Boi, Frei Quincas e Bem-Te-Vi.

𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬: 𝐽𝑜𝑟𝑛𝑎𝑙 𝐷𝑖𝑎́𝑟𝑖𝑜 𝑑𝑎 𝑀𝑎𝑛𝒉𝑎̃/𝑃𝐸 - 1938.

𝘼𝙏𝙀𝙉𝘾̧𝘼̃𝙊

Vale ressaltar que esta identificação não vem de minha parte e sim através das informações presentes no Jornal. Não podem estar certos os apelidos dos cangaceiros apontados, já que, em diversos jornais, sempre se têm as contradições e erros de identificações, principalmente em registros iguais a este. De fato, se for certificado que sim, são os mesmos, será um fato histórico.

É claro que, nas hostes do cangaço, vários bandoleiros passaram a utilizar inúmeros vulgos, por isso pode dar um ar de estranheza ver vários utilizando nomes famosos, como Juriti, Bom-de-Veras, Bem-Te-Vi, entre outros.

.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

DIA DE CELEBRAR MAIS UM ANO DE VIDA DO NOSSO AMIGO ADERBAL NOGUEIRA, O BENJAMIM ABRAHÃO MODERNO.

 Por Júnior Almeida

https://www.facebook.com/photo/?fbid=6942642535847526&set=a.103552366423278

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


𝑶 𝑯𝑬𝑹𝑶́𝑰 𝑫𝑬 𝑽𝑰𝑵𝑻𝑬 𝑬 𝑺𝑬𝑻𝑬

Por 𝐉𝐨𝐫𝐧𝐚𝐥 𝑶 𝑷𝑶𝑻𝑰/𝑹𝑵 - 1977.

Registro pouco conhecido do ex-motorista Francisco Agripino, o famoso Gatinho, que iria conduzir o Sr. Antônio Gurgel para Brejo do Apodi/RN, quando foram capturados pelo bando de Lampião no caminho, no dia 12 de junho de 1927.

 Francisco Agripino, o famoso Gatinho

Gatinho fora feito por Virgulino como carteiro, o enviando novamente para Mossoró com o objetivo de entregar a famosa carta dos 20 contos para José Guedes, genro de Gurgel e gerente do Banco do Brasil. Como sabemos, Francisco não cumpriu com o que o temível Ferreira lhe disse, de não abrir a boca por aí avisando de sua presença na região, e acabou explanando, no meio do caminho, a temível informação.

Para o repórter Nilo Santos, Gatinho fala que chegou na Vila de São Sebastião e falou sobre seu encontro com Lampião e suas intenções, porém, não lhe deram muita atenção, sendo esta, logo em seguida, saqueada tranquilamente pelos bandoleiros. Avisou para Guedes e o prefeito Rodolfo sobre o grupo de cangaceiros que se encontravam perto de Santana; o chefe do executivo não acreditou em Agripino (pois essas "conversas" sempre ocorriam, iam e voltavam na boca do povo), e só veio em concordar com ele quando Gatinho mostrou as marcas das nove balas no Chevrolet, disparadas pelo cangaceiro Coqueiro.

No dia da tentativa de invasão do bando, o ex-motorista estava em Fortaleza, para a sua segurança, já que contou para os demais sobre a intenção do temível pernambucano, junto com a família do médico Eliseu Holanda, onde ficou por alguns dias. Disse para o jornalista que não se lembra de muita coisa de seus capturadores, mas sim de suas feições:

“𝑂 𝑐𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎̃𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑒𝑐𝑖𝑎 𝑢𝑚 ‘𝑠𝑢𝑗𝑒𝑖𝑡𝑜 𝑒𝑑𝑢𝑐𝑎𝑑𝑜, 𝑝𝑒𝑙𝑜 𝑚𝑒𝑛𝑜𝑠 𝑛𝑒𝑠𝑠𝑒 𝑑𝑖𝑎, 𝑒𝑙𝑒 𝑛𝑎̃𝑜 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑣𝑎 𝑓𝑢𝑟𝑖𝑜𝑠𝑜’. (...) 𝑠𝑜𝑏𝑟𝑒 𝐶𝑜𝑞𝑢𝑒𝑖𝑟𝑜, 𝑎𝑓𝑖𝑟𝑚𝑜𝑢 𝑠𝑒𝑟 𝑢𝑚 𝑐𝑎𝑟𝑎 𝑚𝑢𝑖𝑡𝑜 𝑎𝑙𝑡𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑗𝑢𝑠𝑡𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑟 𝑜 𝑎𝑝𝑒𝑙𝑖𝑑𝑜. (...) 𝑀𝑎𝑠𝑠𝑖𝑙𝑜𝑛 𝑒𝑟𝑎 𝑓𝑒𝑖𝑜, 𝑐𝑎𝑟𝑟𝑎𝑛𝑐𝑢𝑑𝑜 𝑒 ‘𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑎𝑣𝑎 𝑎𝑡𝑒́ 𝑚𝑒𝑑𝑜 𝑎 𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑜𝑙𝒉𝑎𝑟 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑒𝑙𝑒.”

Sem o temível aviso de Gatinho, certamente os cangaceiros levariam a boa, depredando, assaltando, matando e abusando dos moradores locais. Pelo seu feito de coragem e honra, o Sr. Francisco Agripino é considerado como um Herói Mossoroense, o Herói de Vinte e Sete.

𝐅𝐎𝐍𝐓𝐄: 𝐉𝐨𝐫𝐧𝐚𝐥 𝑶 𝑷𝑶𝑻𝑰/𝑹𝑵 - 1977.

.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/pfbid02hNYyd2UkLa1nnH9mY4KzAXfoN3UALPnaEVLWJtfhUBGkSFboCeeZscWoXh1hLNF8l?notif_id=1707993407563601&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ANNA CONCEIÇÃO CANGACEIRA E COMPANHEIRA DO CANGACEIRO FERRUGEM.

Por Rubens Antonio

Anna Conceição, cangaceira, companheira do cangaceiro Ferrugem. Baleada e capturada, em 1932, foi apresentada e encarcerada, em Salvador.

A partir da imagem à esquerda, publicada, em jornal, recuperei sua aparência original. Total de horas trabalhadas: 6 . Total de programas utilizados: 4 .

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2141578412853125%2C2141274772883489%2C2140842656260034%2C2140612276283072%2C2139649123046054%2C2139830406361259%2C2139818779695755%2C2139744329703200%2C2139730033037963%2C2139024386441861&notif_id=1707471202728600&notif_t=group_highlights&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

O QUANTO PODE UMA TROVOADA

Clerisvaldo B. Chagas, 14 de fevereiro de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.014

A última chuvada em Santana do Ipanema, na tardinha do domingo passado, foi rápida, muito forte, acompanhada de ventos, relâmpagos e trovões. Na verdade, uma bela trovoada de natureza mansa. Apenas muitos benefícios para este Sertão encantado, de meu Deus. Diz o homem rural: enche a palma, revigora o pasto, nivela barreiros e açudes, reverdece o mundo, traz fartura para o campo e dinheiro para o bolso. Mesmo assim, o tempo de verão vai se disfarçando de outono quase todos os dias, quando o sertanejo diz olhando para os céus manchados de cinzas fechadas: “tá bonito pra chover”. Diferente do cinza que engana: “não é nada, é só carregação”.

Nos cercados, corre o cavalo saudando o tempo, escaramuça a novilha, o boi cava o chão, o mandacaru, o alastrado, o xiquexique escurecem o verde e botam flor. As montanhas largam o marrom e se veste de bandeira nacional. A favela estica o galho de espinhos esbranquiçados, o teiú estira-se no lajeiro e vai à caça de serpentes. Centenas e centenas de sapinhos deixam os rios secos e formam exércitos a percorrerem a periferia, Nos ares, gaviões, carcarás, sacodem as penas, procuram as folhagens, espreitam animais ariscos. Batido na cancela, passa a morena faceira, o vaqueiro assoviador, o dono gordo da fazenda.

É novembro, dezembro, janeiro, fevereiro... Caatinga fechando, alegria na terra, fluir de vaquejadas, pega-de-boi no-mato. Prova de macheza exposta, famas de bois ligeiros, cavalos encouraçados, gibões anônimos nas quebradas silenciosas. Ouça o hino da seriema, da fogo-pagou, da juriti... É a hora do café encorpado, do cuscuz fumegante, do queijo da hora, dos afagos macios da cabocla com perfume de mato.

Como posso deixar

O meu Sertão

Pra morrer no concreto da cidade?

MOMENTO DO TEMPO NO SERTÃO (Foto: B. Chagas)

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2024/02/o-quanto-pode-uma-trovoada-clerisvaldo-b.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

GRÁVIDA AOS 15, MARIA SULENA DA PURIFICAÇÃO – A MÃE DO CANGAÇO

 Por João Sousa Costa

Os conflitos da família Ferreira no final (início) do século 19 abalaram Vila-Bela, o Sertão do Pajeú; sacudiram sete Estados do Nordeste, tornando-se o capítulo mais apaixonante na história das famílias rurais brasileiras, algo como uma tragédia Shakespeariana com “luz e sombra”; muita sombra sobre as origens e alguma luz nos relatos de historiadores. Tem um início novelesco e de paixão proibida.

Eis que uma jovem cabocla, Maria Sulena da Purificação, aos 15 anos, surge grávida de uma relação com um jovem de uma família economicamente poderosa, Venâncio Barbosa Nogueira, de 18 anos, cujas diferenças sociais no meio rural daquele século (1895), torna o casamento inviável.

Mas a garota também não era de família de “pés-rapados”, (para usar uma expressão preconceituosa tão recorrente no Sertão) para ser escorraçada ou deserdada.

A gravidez indesejada de Maria Sulena exigia uma solução, e esta foi sugerida por um velho negro, descendente de escravos, conhecido como “Brucutu” segundo narra José Alves Sobrinho, no seu livro “Lampião, Antônio Ferreira e Livino,”.

Maria Sulena era da família Lopes, não tão rica como a família Nogueira, mas de linhagem respeitada. De tal modo que “Brucutu” tem uma solução capaz de “abafar” tudo.

- “Arranja-se um rapaz que queira casar com a moça, que é bonita e ainda receber um bônus em dinheiro,” propôs Brucutu às famílias Nogueira e Lopes.

Proposta aceita. E ele mesmo, Brucutu, deixou a Serra Vermelha, em Serra Talhada, “vasculhou toda a área da região do Navio à Mata Grande no Estado de Alagoas, fazenda por fazenda em busca de um rapaz com o perfil desejado. Fracassou.

Mudou de roteiro. Voltou para Pernambuco garimpando um rapaz até achar devido a urgência do caso: a barriga da moça crescia. “Brucutu” foi até Triunfo. Novo Fracasso.

O tempo passando e a gravidez de Maria Sulena em segredo. Em Triunfo, Brucutu toma conhecimento de festa de apartação em Conceição do Piancó, já na Paraíba. Ao chegar em Conceição, dia domingo e de feira, não teve dificuldade em aproximar-se de jovens que bebiam numa confraternização de amigos e lançar seu desafio.

Todos ali naquela farra de fim de feira, com Brucutu já familiarizado, um dos rapazes indaga:

-“E o coroa para onde vai?

- “Eu estou procurando um rapaz que queira se casar com uma moça bonita. Alguém se candidata?”, respondeu.

- Que idade tem a moça? Indagou um dos rapazes.

Este moço era José Ferreira. Ali mesmo naquela confraternização e diante do “sim, eu caso” do rapaz, Brucutu, tomou providências, comprou e pagou por cavalo e sela e os dois deixaram Conceição rumando no sentido de Serra Talhada.

Os dois cavalos foram levados à exaustão; o tropel dos animais era grande, mas a causa era urgente: a barriga de Maria Sulena já estava saliente.

Já na fazenda dos Nogueiras, em Serra Vermelha, o rapaz foi apresentado; familiarizou-se com o drama familiar dos Nogueira, conheceu a família Lopes e se entendeu com a jovem; casou e, em vez de dinheiro vivo prometido, optou por receber de comum acordo com a jovem, uma faixa de terra desmembrada da fazenda, que viria a tornar-se Sítio Passagem das Pedras.

Meses depois, nascia Antônio Ferreira, o primeiro de mais 8 irmãos da família Ferreira.

Essa novela shakespeariana, está na raiz dos conflitos entre os Irmãos Ferreira e Zé Saturnino, o primeiro inimigo de Lampião. E quem disse isso foi o próprio Zé Saturnino, em 1970, num depoimento ao historiador Frederico Pernambucano de Melo.

- “Quem arrastou isso pra riba de mim foram os Nogueira. Quando a pessoa cai num abismo, como eu caí mode ou outros, e eles fizeram o que fizeram comigo depois, muito encrenqueiros, a vontade que dá é de meter a espingarda pra riba e matar gente do nosso lado, se não fosse dar gosto ao inimigo”, relatou Zé Saturnino.

Briga por causa de chocalhos roubados foi apenas a gota d’água que detonou a guerra épica que arrastou os irmãos Ferreira para o Cangaço.

Saturnino diz que a aurora do conflito sempre foi entre os Ferreira e os Nogueira, a quem ele deposita culpa por ter se envolvido na disputa.

- “Findou por cair no meu colo, por ter casado na família”, lamentou Saturnino .

O maior desafio dos escritores é entender como os irmãos Ferreira “administravam” a realidade de ter um irmão (Antônio) com sangue Nogueira, ou como Maria Sulena tocou a vida com José, se o primogênito era um Nogueira.

Zé Saturnino deu uma das pistas. O ódio dos irmãos Ferreira aos Nogueira ocorreu em solidariedade ao tio de Virgulino, chamado Manoel Lopes, irmão de Maria Sulena que, envolvido num crime, fora espancado quando preso e sob custódia dos Nogueira. Mas aqui já é outra história, outro capítulo shakespeariano da história familiar de Lampião.

João Costa. Acesse: blogdojoaocosta.com.br e @joaosousacosta

Fonte: “Lampião, Antônio Ferreira e Levino,” de José Alves Sobrinho; Editora Babecco

“Apagando Lampião”, de Frederico Pernambucano de Melo.

Fotos: 1. Vigulino Antônio Ferreira. F2. Zé Saturnino.

 https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

 https://www.araujo.eti.br/familia.asp?numPessoa=70694