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sexta-feira, 16 de maio de 2025

A MORTE DO PADRE CÍCERO.

Por José Bezerra Lima Irmão

 Excerto do capítulo 181 de Lampião – a Raposa das Caatingas.


José Bezerra é pesquisador do cangaço e de tudo o que diz respeito à história do Nordeste envolvendo as figuras fantásticas de Padre Cícero, Antônio Conselheiro, José Lourenço, Severino Tavares e Quinzeiro, e os trágicos episódios de Canudos, Caldeirão, Pau-de-Colher, Serra do Rodeador e Pedra Bonita do Reino Encantado ou Pedra do Reino. É autor do livro Lampião – a Raposa das Caatingas, uma biografia completa do Rei do Cangaço.

http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

Na manhã de 20 de julho de 1934, aconteceu uma coisa terrível na Cidade Santa do Juazeiro: morreu o Padre Cícero Romão Batista.

Mais de quarenta mil pessoas haviam passado a noite em vigília. Quando se espalhou a dolorosa notícia – “Padim Ciço morreu!!!” –, teve início um espetáculo assombroso. As pessoas choravam, abraçadas umas às outras, rezando ou gritando como loucas, acotovelando-se, atropelando-se, esmagando-se na ânsia de chegar à casa do reverendo – as ruas não tinham como conter tanta gente.


A situação agravou-se quando os telegramas chegaram às cidades próximas. Logo, caminhões e mais caminhões superlotados começaram a despejar romeiros que vinham ao sepultamento do Pai dos Pobres. Uma verdadeira onda humana tomou a Rua São José, onde morava o Padre Cícero, invadindo todos os espaços, rompendo obstáculos, derrubando portas, passando por cima de tudo. O delegado de Juazeiro, vendo que a polícia era impotente diante da multidão sem controle, lavou as mãos com uma desculpa razoável:

"– O Padre Cícero era do povo e continua a ser do povo".

O caixão mortuário foi colocado numa janela, quase em posição vertical, num estrado de madeira, e durante o dia inteiro ficou ali, aberto, para que o corpo fosse visto pela multidão. Enquanto isso, milhares de pessoas continuavam a chegar a Juazeiro, a pé, a cavalo, de caminhão, de automóvel. Às quatro horas da tarde, ouviu-se um ronco nos céus, como um trovão prolongado – eram aviões do Exército que chegavam de Fortaleza com um barulho ensurdecedor, lançando-se de ponta para baixo em voos rasantes, passando a poucos metros do telhado da casa do Padre Cícero.


Àquela altura, a colmeia humana já ultrapassava a casa dos 60 mil. Ninguém se lembrava de comer ou beber. Não havia sequer uma casa de comércio aberta. O prefeito decretou luto oficial por três dias. Nas cidades vizinhas aconteceu o mesmo. A Bandeira do Brasil foi hasteada nas repartições públicas e em várias casas, com uma faixa negra, de luto.


A multidão passou a noite em frente à casa do Padre, rezando, chorando, lastimando-se.


No dia seguinte, às 7 horas, 9 padres, liderados pelo monsenhor Shoter, deram início ao cortejo, descendo com o féretro pela Rua São José em direção à Praça da Matriz, onde foi feita a encomendação do corpo pelo monsenhor Pedro Esmeraldo da Silva Gonçalves, acolitado pelos demais sacerdotes, representantes do clero que tanto criticara e combatera o injustiçado Santo do Juazeiro. Por volta das 10 horas, reiniciou-se o cortejo, levando o corpo para a capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Vencendo os guardas que tentavam proteger o féretro, a multidão apossou-se do caixão, e foi assim que o Padre Cícero chegou à sua última morada – o caixão, suspenso nos braços do povo, parecia flutuar no céu como uma pluma.


O Padre Cícero foi sepultado em frente ao altar da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – que ele chamava de Capelinha do Socorro.


Quando Lampião soube que o Padrinho havia morrido, ficou paralisado. Virgínio e Luís Pedro choraram. Lampião mandou comprar faixas de crepe, e durante oito dias todos os cangaceiros usaram uma tarja preta no braço, em sinal de luto. Como todo nordestino, ele não podia compreender como era possível que o Padrinho tivesse morrido, pois o Padre Cícero era considerado imortal, um santo, uma entidade divina.


E de fato o Padre Cícero é imortal. E é um santo. Representa um oásis de esperança na seca espiritual do mundo sertanejo, somente equiparável ao Padre-Mestre Ibiapina. 


Pessoas ignorantes e pesquisadores unilaterais ou apressados em suas conclusões, desconhecedores da História, que interpretam os fatos do passado com a visão do presente, pintam de negro sua alma cândida e simples. 


Tinha defeitos? Tinha, porque era humano, mas seus defeitos eram uma revelação de sua ingenuidade e boa-fé, e não de maldade, coisa que o seu coração desconhecia. 


Como disse muito apropriadamente Frederico Bezerra Maciel, “Padre Cícero é o Santo por excelência dos humildes, que nele depositam sua fé, esperanças, dele recebem o consolo, a segurança e a força da resignação cristã”.

Padre Cícero no caixão

O Padre Cícero é o Santo Padroeiro da Nação dos Nordestinos – canonizado pelo povo.

http://sacolinhapedagogica.blogspot.com.br/2014/12/a-morte-do-padre-cicero-por-jose.html

Ilustrado por José Mendes Pereira
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quarta-feira, 14 de maio de 2025

ESCRITORA FABIANA AGRA.

A pesquisadora e escritora Fabiana Agra será conferencista e lançará sua mais nova obra: "Mossoró: os 37 dias que abalaram Lampião".

Presença garantida no grande Cariri Cangaço Oeste Potiguar!

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CANGACEIRAS: FOTO COLHIDA DO CANAL CANGAÇO ETERNO.

 Paulo Dias Pereira


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AS MULHERES CANGACEIRAS

Por Kydelmir Dantas

 

Num levantamento de mais de 1000 títulos, a maioria no acervo pessoal, são poucas a Mulheres Cangaceiras que foram contempladas pelo ‘jornal do povo’: Os folhetos ou romances de cordéis. Logicamente, a mais ‘biografada foi Maria Bonita, em seguida Dadá e pronto... 

Afora Sila e Lídia, praticamente mais nenhuma teve ‘direito’ a uma biografia não autorizada. Este trabalho, apresenta os nomes de 86 Mulheres que, por qualquer motivo  (amor, aventura, ilusão ou rapto) ingressaram no cangaço a partir de 1930. Foi baseado nas fontes de pesquisas seguintes: 

AMANTES E GUERREIRAS - Geraldo Maia do Nascimento. Mossoró - RN, Coleção Mossoroense, 2016; CANGACEIROS. Élise Jasmin. Terceiro Nome, 2006. DADÁ. José Umberto Dias. Salvador - BA, 1989. DICIONÁRIO BIOGRÁFICO: CANGACEIROS & JAGUNÇOS. Renato Luis Bandeira. Salvador. 2ª ed. 2015; GUERREIROS DO SOL. Frederico Pernambucano de Mello. Recife, 1985; LAMPIÃO: AS MULHERES E O CANGAÇO – Antônio Amaury Correia de Araújo. São Paulo - SP, 1984; LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO: MENTIRAS E MISTÉRIOS DO ANGICO. Alcino Alves Costa. Aracaju – SE. 1999; MARIA BONITA: A TRAJETÓRIA GUERREIRA DA RAINHA DO CANGAÇO. João de Sousa Lima. Paulo Afonso – BA. 2005.

Kydelmir Dantas, autor.
Poeta e Escritor, Sócio da SBEC
Conselheiro Cariri Cangaço 

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LAMPIÃO E MOSSORÓ: ANATOMIA DE UMA DERROTA...

Por Volta Seva

LAMPIÃO E MOSSORÓ: ANATOMIA DE UMA DERROTA é o novo trabalho do pesquisador Sérgio Dantas e será publicado em breve. A previsão é início do mês de julho de 2025.

Trata-se do aperfeiçoamento do seu primeiro livro, lançado há exatos vinte anos. Não é, porém, uma continuação deste e também não é uma nova edição. Trata-se de um livro inteiramente novo.

Como o leitor perceberá, as duas obras se complementam; se harmonizam. Na primeira se conta uma história; na segunda, são analisados alguns aspectos desta mesma história, porém cotejados com pontos que foram reputados pelo autor como curiosos, ou até mesmo questionáveis, ou ainda, pitorescos e que foram colocados no enredo de algumas interpretações surgidas em períodos posteriores ao LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE – A HISTÓRA DA GRANDE JORNADA.

Este novo livro faz uma análise crítica do que aconteceu no Estado do Rio Grande do Norte naqueles idos de 1927. Tudo bem fundamentado, referenciado e submetido à crítica histórica. Tudo escrito às claras - sem se recorrer a indagações sem fim, a malabarismos históricos, a suposições sem lastro fático, a ‘verdades’ criadas. Trata-se de um texto que é resultado da comparação e análise sistemática das provas disponíveis, além de um estudo profundo da bibliografia pertinente, da tradição oral (muitas vezes questionável), documentos públicos e de centenas de notícias de jornal sobre os episódios ocorridos aqui no Rio Grande do Norte entre os meses de maio e junho de 1927.

Algumas lacunas históricas são supridas neste trabalho. É ele, em grande parte, o resultado de novas pesquisas feitas pelo autor - estas já iniciadas nos meses seguintes à publicação do primeiro livro em 2005 (Em “campo” foram repetidas algumas entrevistas e colhidos mais de uma dezena de depoimentos de outras pessoas às quais não estavam acessíveis em outras ocasiões).

O texto é racional, direito e revela o equilíbrio de quem não tem qualquer interesse político, familiar ou pessoal no enredo.

O livro será publicado sem "pré-vendas" e oportunamente será informado o valor do exemplar e onde adquirir.

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terça-feira, 13 de maio de 2025

ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA, RECEBE DIPLOMA DE MEMBRO DO BORBOREMA CANGAÇO

 Por João de Sousa Lima

O escritor Pauloafonsino João de Sousa Lima recebeu hoje, dia 10 de maio de 2025, o Diploma de Membro do Borborema Cangaço.

A posse e diplomação aconteceu na cidade Taperoá, Paraíba.

É mais uma instituição que o historiador e escritor faz parte, tendo por base sua pesquisa histórica fundamentada através da oralidade dos personagens que vivenciaram os reais fatos acontecidos no Nordeste Brasileiro.

https://www.facebook.com/joao.desousalima.92

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AS ORIGENS GUERREIRAS DE LAMPIÃO

 Por Ivan Almeida

Segundo o pesquisador José Alves Sobrinho, a avó materna de Lampião, Dona Jacoza, era descendente dos caboclos da Serra do Umã. Uma tribo da grande nação indígena Kariri, os maiores guerreiros do sertão.
O historiador Capistrano de Abreu descreve os kariris como valentes e de terrível resistência, talvez o de mais persistência que os portugueses encontraram, para doma-los foi preciso que os atacassem de várias frentes, até bandeirantes paulistas tiveram que combatê-los.
Entre a escravidão e o extermínio, optaram pelo extermínio, em uma guerra desigual, feroz e desumana. Foi nas ribeiras do Pajeú que os conquistadores portugueses encontraram as maiores resistências pelos bravos e
guerreiros Cariris.
A própria dança do xaxado é considerada herança indígena, o fato de dançar em círculo ou em fila indiana.
Índios Kariris Primeiros habitantes de Salgueiro.
Os primeiros habitantes de nossa região foram os índios Kariris,a região onde hoje é Salgueiro era habitada por índios Kariris no final do século XVIII e início do século XIX.
Fato que deu origem ao famoso massacre da fazenda Ouro Preto em Salgueiro,onde os índios foram dezimados para se ter o domínio das terras por um grande fazendeiro,o Tenente Antônio da Cruz Neves,que tinha comprado essas terras, Antônio da Cruz filho de um Português, Manuel da Cruz Neves, oriundo da cidade do Porto (Portugal) Antônio da Cruz Neves era o pai de Dona Quitéria e sogro de seu Manuel de Sá fundadores de Salgueiro.
Via: @deoolhonoocodofimdomundo
Créditos: João Bosco de Moraes
Instagram: @salgueiroemfotos
Por: Ivan Almeida.

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HISTÓRIA DE ZÉ PILINTRA - QUEM FOI JOSÉ DE ALMEIDA?

 Por Malandragem do Morro

https://www.youtube.com/watch?v=SyYDt54YEhM

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BIROCA - O SANFONEIRO QUE MAIS TOCOU EM FAMOSAS BANDAS DO NOSSO NORDESTE.

 Por José Mendes Pereira


Severino Alexandre da Cunha é o mais antigo sanfoneiro de Mossoró. Nasceu em 04 de maio de 1944, e é natural de João Câmara, no Estado do Rio Grande do Norte.  Filho de Antônio Alexandre da Cunha, natural do RN, nascido na cidade Afonso Bezerra e Francisca Pereira da Conceição, natural da Paraíba. Além do Rio Grande do Norte, Biroca morou em Buritizeiro, e trabalhou em banda de Buritizeiro. 

http://www.visiteminas.com/buritizeiro/

Bandas que Biroca tocou:

Os  Diamantinos, Os Bárbaros, Os Transas, Banda do Tenente Cassimiro em Areia Branca,  Banda Sauros de Levi. Banda Brasa 5, Banda de Raimundo Putin, Banda Crepúsculo e Som Dois Mil

https://www.youtube.com/watch?v=ZfKm1sSjURw]

Em Aracaju tocou nas Bandas: De Luiz Gonzaga, banda de Dominguinhos, banda de Alcione, Banda Calcinha Preta, banda Corisco e Trovão, banda de Alcimar Monteiro. banda Tatá Di Tao, tocou com Janber, compositor, sendo este seu irmão e Help Som de Pau dos Ferros, além de outras tantas.

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segunda-feira, 12 de maio de 2025

MEUS COLEGAS FALECIDOS - XEXÉU DE LIMOEIRO

José Di Rosa Maria 
https://www.youtube.com/watch?v=F5Ifgvlt3GQ

 Letra: Xexéu de Limoeiro

Melodia: Antônio Torquato, de Parambu
Interpretação: Bonedis Eduardo
Incentivador: Poeta José Di Rosa Maria

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SERVIDÃO COMUM - JOSÉ DI ROSA MARIA

 Autor José Di Rosa Maria

https://www.youtube.com/watch?v=tpDbSA1_krU

Descrição: Autor & Intérprete: José Di Rosa Maria Arranjos & Acompanhamento: Bonedis Eduardo Apoio: Evandro Cunha

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O SOCIÁVEL

Por Hélio Xaxá

Sorriam-me e davam-me tapinhas
Nas minhas costas já calejadas
Eram amigas e até bem fraquinhas
Porém soavam como chicotadas.
A mentira é sempre bem-vinda
Agradeci os afagos imbecilmente
Mas toda farsa um dia finda
Mostra-se o mal repugnantemente.
Estive entre as patas de animais
Porém trago na cara as digitais
Da mão carinhosa da esperança.
Levei um tapa da vil sociedade
Fui pisoteado por pura maldade
E faço do amor a cruel vingança.

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MOSSORÓ X LAMPIÃO: A PRIMEIRA CIDADE A RESISTIR AO BANDO DE CANGACEIROS, QUEIROZ PODCAST

 Por Andremíssio Queiroz

https://www.youtube.com/watch?v=yEVfy4QLi6g

13 de junho de 1927: Mossoró resiste à invasão do temido cangaceiro Lampião. Conheça a história de coragem e experiência da primeira cidade a resistir ao rei do cangaço no Nordeste do Brasil. Naquele dia, a cidade parou para ouvir a chuva de balas por quase duas horas, enquanto 80 cangaceiros enfrentaram 200 mossoroenses na trincheira montada em frente à Igreja de São Vicente. Saiba mais sobre a queda do bando de Lampião e o começo da sua história lendária neste vídeo emocionante.

Alexandre França é bacharel em direito e policial civil, Pesquisador do cangaço há mais de vinte anos, com participações em vários eventos do tema, entre eles o Cariri cangaço em Alagoas e Pernambuco.

PODCAST COMPLETO: https://youtube.com/live/67Fr6sTftfE?... Siga nosso canal oficial de cortes:    / @cortes-queirozpodcastporan7586   Instagram do apresentador:   / andremissioqueiroz   Instagram do convidado:
Canal do convidado:

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LOCAL DO FUZILAMENTO DOS CANGACEIROS " MARCELINOS " - BARBALHA/CE.

Por Cangaço em Foco 

https://www.youtube.com/watch?v=eEJHA2vB-FY

Local do fuzilamento dos "Marcelino" cangaceiros do cariri cearense. CANAL CANGAÇO EM FOCO🤠🌵 Pesquisador: Getúlio Moura. Fundo musical : Portal do Cangaço (Dr Raiz).

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FUGA EM MOSSORÓ: CIDADE EXPULSOU LAMPIÃO HÁ QUASE UM SÉCULO.

Cerca de 150 homens de Mossoró surpreenderam 60 cangaceiros do bando de Lampião e os colocaram para correr

Foto: Wikimedia Commons

Com a fuga de dois detentos da Penitenciária Federal de Mossoró, ela volta a ocupar o noticiário policial com um fato histórico da criminalidade. Na primeira vez, em 1927, Lampião e seus cangaceiros tentam tomar a cidade, mas a população, armada pelo prefeito, impede o ataque, derrotando os precursores do crime organizado.

A polícia que caça os dois fugitivos ligados ao Comando Vermelho acredita que eles estão nos arredores de Mossoró, onde também montaram campana os cabras de Lampião. Preparavam o saque à maior cidade do interior potiguar, com 20 mil moradores. Tinha até agência do Banco do Brasil.

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“A comparação é atualíssima”, resume o professor, jornalista e escritor sergipano Robério Santos, especialista em velho e novo cangaço. “A fuga dos dois detentos e as buscas que se fazem neste exato momento lembram as perseguições a cangaceiros nos sertões, nas décadas de 20 e 30. Os dois fugitivos fizeram uma família refém durante a fuga, assim como Lampião fez no Rio Grande do Norte”.

Histórias se repetem

Se o crime organizado realizou uma façanha escapando de Mossoró, cangaceiros realizaram fugas inimagináveis, como em 1944, em Salvador, quando Volta Seca, que fora do bando de Lampião, escapou com um comparsa.

A dupla foi recapturada em Sergipe, meses depois, assim como devem ser, em breve, Tatu e seu truta Deisinho. Além dos vulgos que fazem jus a antológica genealogia, a crueldade os aproxima, especialmente o gosto pela decapitação.

“Os fugitivos de Mossoró, ligados ao Comando Vermelho, estiveram envolvidos com uma rebelião num presídio ano passado, no Acre, que gerou três decapitações. Isso sim, cangaço puro, na sua pior essência”, diz Santos.

Cangaceiro Volta Seca conversa de pertinho com irmã Dulce no presídio em Salvador, do qual fugiria

Foto: Livro Além da Fé, de Valber Carvalho

Sequestro de gerente é anterior ao “novo cangaço”

Muito antes da mais recente retomada do termo midiático “novo cangaço”, vagabundo assaltava banco sequestrando o gerente. Ao invés de entrar na cidade com terror ilimitado, disparando armas e bombas, fazendo até inocentes de escudo humano, prender alguém com acesso ao cofre facilitava as coisas.

Lampião agiu assim, sequestrando o sogro do gerente do banco do Brasil de Mossoró. O resgate, de 400 contos de réis, equivale a uns 7 milhões de reais. Se não fosse pago, a cidade seria invadida. 

E foi, mas o prefeito Rodolpho Fernandes havia evacuado Mossoró, mulheres e crianças retiradas de trem, permanecendo a resistência armada dos homens dispostos a lutar. Em poucas horas, impõem a primeira derrota por levante popular a Lampião, que demorou para se recuperar do baque.

Lampião posto pra correr

Antes do combate, Virgulino Ferreira envia cartas ameaçadoras ao prefeito. Sem resposta à primeira, promete, na segunda, que, se não receber o resgate, haverá “muito estrago”. O original da curta resposta do prefeito a Lampião foi achado pelo pesquisador Robério Santos, por acaso, junto a um punhado de recortes de jornal comprados pela internet. Ele devolveu o documento à cidade de Mossoró, em 2020.

Nele, o prefeito, conciso, responde ao líder dos cangaceiros que não há dinheiro para pagar o resgate, o gerente do Banco do Brasil teria fugido e a cidade os receberá “na altura que eles desejarem”. Conclui garantindo que “nossa situação oferece absoluta confiança e inteira segurança”.

Está falando sério, Lampião também. O ataque acontece em 13 de junho de 1927. Cerca de 150 mossoroenses lutam contra uns 60 cangaceiros, que se dão mal. Derrotado, Lampião foge, perdendo dois importantes praças: Colchete, morto; e Jararaca, ferido e preso, depois assassinado.

Memorial da Resistência, em Mossoró, guarda a documentação histórica sobre a vitória contra o bando de Lampião, em 1927

Foto: Prefeitura de Mossoró

A memória e o esquecimento da guerra

Mossoró pode ostentar pelo menos três feitos históricos de repercussão nacional: aboliu a escravatura cinco anos antes da lei Áurea, derrotou o bando de Lampião e, cinco meses depois, instituiu o voto feminino.

A importância da luta vencida pelos mossoroenses contra os cangaceiros está representada no Memorial da Resistência, com documentos, fotos e enormes painéis. A encenação teatral Chuva de Balas no País de Mossoró, relembrando a vitória, é realizada há vinte anos na cidade.

No cemitério, o túmulo de Jararaca, um dos dois cangaceiros mortos na invasão, recebe milhares de pessoas que acendem velas, fazem pedidos e acreditam eu seu poder de milagreiro. A poucos metros de distância, o jazigo do prefeito Rodolpho Fernandes, que organizou a resistência ao bando de Lampião e morreu meses depois, é praticamente desconhecido.

Fonte: Marcos Zibordi

Colunista do Visão do Corre

https://www.terra.com.br/visao-do-corre/fuga-em-mossoro-cidade-expulsou-lampiao-ha-quase-um-seculo,6e67325c8b1966e34e2d36f19be4d6ffb7uv53hr.html?utm_source=clipboard

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domingo, 11 de maio de 2025

CANGACEIRO DESCONHECIDO

 Por Histórias do Brasil

Cangaceiro desconhecido - com Winchester, alpercatas, cartucheiras, bornais, mantas, lenços encarnados ao pescoço, chapéu de couro, pistola, punhal, cabaças d’água - sem as quais o cangaceiro não penetraria a caatinga ressequida e deserta.

Fotografia apanhada no alto sertão pelo tenente Carlos Lopes da Força Pública de Pernambuco. (Vida Policial - 18 jul. 1925).

Se alguém souber o nome,deixe aí nos comentários.

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MENSAGEM DE DIA DAS MÃES PARA CELEBRAR ESSE AMOR INCONDICIONAL

Equipe editorial do Pensador - Criado e revisado pelos nossos editores

O amor de mãe é um laço eterno, um refúgio de carinho e força que ilumina cada momento da vida. Neste Dia das Mães, celebre essa presença única com palavras que tocam o coração e expressam toda a gratidão por quem sempre esteve ao seu lado. Afinal, nenhuma homenagem é grande o suficiente para retribuir o amor incondicional que só uma mãe pode oferecer. 

Mãe:
palavra pequena, mas com um significado infinito, pois quer dizer amor, dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria. Ser mãe não é só dar à luz, e sim participar da vida dos seus frutos gerados ou criados.
Obrigado por termos você.

Desconhecido

Mãe, o seu amor é a maior bênção que já recebi. 
Feliz Dia das Mães! Você é merecedora de todo o amor deste mundo!
Que Deus continue te abençoando sempre! 

Para a mulher mais incrível que conheço: Feliz Dia das Mães! 
Sua força e amor são fontes de inspiração para mim. Te amo! 

Mãe, você é a luz que ilumina a minha vida. 
Agradeço por toda a sua dedicação sempre! 
Feliz Dia das Mães!

Mãe, um dia pra você é pouco. Você merece todos os dias do ano só por me aguentar dia e noite. Feliz Dia das Mães!

Desconhecido

ADENDO: José Mendes Pereira
https://www.youtube.com/watch?v=uGh2mCXCrsE

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CANGAÇO NO CARIRI (JOSIER FERREIRA) - CANAL CANGAÇO EM FOCO.

 Por Cangaço em Foco



2° ENTREVISTADO
Josier Ferreira - Historiador URCA - Universidade Regional do Cariri. #lampião #cangaceiro #cangaço #cangaço #cariri #shorts #ceará #sertão #mariabonita #historia

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