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quinta-feira, 23 de abril de 2015

NAS TRILHAS DO CANGAÇO: CADINHO MACHADO: BALEADO POR PASSARINHO E SOCORRIDO POR MARIA BONITA.

Por João de Sousa Lima
João de Sousa Lima, Cadinho e Josué Santana

Tantas histórias e personagens encontramos todos os dias em nossas pesquisas sobre o cangaço...

Há ainda tantas figuras e fatos que tiveram ligações diretas com a vida conturbada dos cangaceiros.

Em recente visita com o amigo  Josué Santana ao senhor Cláudio Alves Fontes, conhecido por Cadinho Machado, podemos ouvir e registrar suas histórias.

João de Sousa Lima e Cadinho

Ainda garoto, com a idade de oito anos, Cadinho conheceu alguns cangaceiros. (Cadinho nasceu no dia 07 de setembro de 1920). Depois desse encontro, durante muitos anos, foi encarregado de levar algumas coisas para os cangaceiros.

José Alves Fontes e Maria Alves Fontes, pais de Cadinho, residiam na fazenda Beleza em Pão de Açúcar, Alagoas.

Cadinho ficou muito tempo levando leite para Corisco e Dadá alimentarem sua filha no coito Poço Salgado (Esse coito depois ficou conhecido como a Pia de Corisco). Essa fazenda hoje pertence a Mané Cajé e na época do cangaço pertencia a Neco Brito.

João de Sousa Lima, Cadinho e Josué Santana

Cadinho também ficou abastecendo o grupo de Lampião com leite e água e sempre tinha seus serviços pagos pelos cangaceiros, dinheiro esse que juntava e sempre andava nos bolsos de suas calças.

Em uma dessas idas ao coito “Pocinhos” (também de Neco Brito), presentes nesse dia os grupos de Lampião e Corisco,  Cadinho sentou-se na beira de um riacho e ficou conversando com o cangaceiro Cacheado que o escutava encostado no mosquetão. Em frente a Cadinho, o cangaceiro Passarinho limpava sua arma; De repente ouviu-se um disparo, os cangaceiros procuraram abrigo e se prepararam para lutar; Cadinho correu achando que era a polícia e quando chegou ao barranco do riacho  e se escorou, sentiu o sangue jorrando de suas nádegas e banhando as pernas. O meninote se assustou com a quantidade de sangue. Os cangaceiros se recompuseram do susto.

Cadinho e João de Sousa Lima

Maria Bonita, Dadá e Maria de Pancada viram Cadinho molhado de sangue,  pegaram o menino e Maria Bonita avisou Lampião:

- Oh Lampião, o carregador de água tá baleado!

As mulheres baixaram a calça de Cadinho e ele disse que estava com vergonha. Maria Bonita mandou ele se calar e depois observou:

- Ah, ele já tá criando Penugem!

Lampião perguntou de onde tinha partido o tiro. O cangaceiro Cacheado entregou:

- Foi Passarinho! Olha ele lá embaixo da quixabeira!

No bolso da calça do garoto tinha um dinheiro todo ensopado de sangue e Lampião pegou o dinheiro e colocou farinha em cima pra secar o líquido. Lampião pediu o dinheiro emprestado (era 220 mil réis); Cadinho emprestou.

Do coito Lampião veio pro Caboclo (local onde reside hoje o senhor Cadinho). O cangaceiro veio pra matar Neco Cavalcante, inimigo ainda da época de Pernambuco.

Cadinho ficou sendo cuidado por Juriti. Uma semana depois Lampião retornou e pagou o dinheiro do jovem.

Depois Lampião prometeu duas novilhas de presente para Cadinho e foi quando aconteceu a morte do cangaceiro, no dia 28 de julho de 1938. Cadinho até hoje lamenta ter perdido o prêmio.

Aos 95 anos de idade, Cadinho é ainda homem lúcido, bom de prosa, sorridente, alegre... Ri sempre que lembra de um tiro que varou suas nádegas e da vergonha que teve em ter suas vestes arrancadas deixando suas “VERGONHAS” à mostra de mulheres encaliçadas na lida diária com a presença do sangue que banhou tantas vezes as áridas veredas das Caatingas nordestinas.

JOÃO DE SOUSA LIMA
Historiador e escritor
Membro da ALPA – Academia de Letras de Paulo Afonso
Membro da SBEC – Sociedade Brasileiro de Estudos do Cangaço


Paulo Afonso, 22 de abril de 2015

http://www.joaodesousalima.com/2015/04/nas-trilhas-do-cangaco-cadinho-machado.html

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INÁCIO LOIOLA, PESQUISADOR DE PRIMEIRA GRANDEZA


INÁCIO LOIOLA, pesquisador de primeira grandeza, um dos maiores conhecedores da história de Alagoas, é a nossa mais nova CONFIRMAÇÃO em nosso grande Cariri Cangaço Piranhas 2015. Noite de Abertura com Inácio Loiola e "Piranhas e sua História " Imperdível.

Dr. Archimedes Marques disse:


Meu grande amigo de infância dos velhos tempos. Saudades do nosso campinho GORÉ que nós mesmos construímos numa velha salina desativada rodeada por manguezal na nossa tão querida praia 13 de Julho. Tempos bons que não voltam jamais...

Hoje no local do nosso amado campinho "ESTÁDIO DO GORÉ", de tantas peladas, e de tantas brigas também, está instalado uma verdadeira SELVA DE PEDRA com inúmeros prédios. A década era 70 e tanto eu quanto o Inácio de Loiola tínhamos 13 anos, Washington Luiz, hoje Desembargador Presidente do TJ-AL era um ano mais novo do que a gente. 

Teve uma vez que eu e o amigo Inácio de Loiola fomos presos pela polícia ao pularmos o muro do Batistão para assistirmos um jogo SERGIPE X CONFIANÇA... Pense numa PRESEPADA!... 

Obrigado caro amigo Manoel Severo Barbosa, por me fazer relembrar os velhos tempos, pois amizade sincera é para todo o nosso viver...

Fonte: facebook

Aguardem Programação Completa nesta sexta-feira!
Manoel Severo Barbosa


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Maria Gorete Tavares Barbosa é filha do ex-cangaceiro Asa Branca


Caro Antonio de Oliveira e amigos leitores do cangaço:

Acredito que os senhores já conhecem Maria Gorete, filha do ex-cangaceiro Asa Branca, que pertenceu ao bando de Lampião, e esteve em Mossoró na visita que fez o rei do cangaço no dia 13 de Junho de 1927. Maria Gorete nasceu no dia 1º. de Junho de 1960, em Caridade, no Estado do Ceará. Ela exerce a profissão de artesã de Biscuit. Ela reside em Mossoró, no bairro Bom Jardim, Rua Epitácio Pessoa.

Mas depois da frustrada tentativa de assalto à Mossoró, sabemos que muitos do bando de cangaceiros não mais acompanharam o rei.

O ex-cangaceiro Asa Branca

Após isto, o Asa Branca foi preso e julgado, e segundo o historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros, comprova com documentos (inclusive, certa noite, no Hotel Thermas em Mossoró, ele me cedeu uma cópia adquirido no jornal A República), que o Asa Branca iniciou o seu castigo em Natal, e posteriormente foi transferido aqui para Mossoró.

Dona Francisca da Silva Tavares - viúva do cangaceiro Asa Branca

Eu sempre visito a viúva e os filhos do cangaceiro Asa Branca. Ela sempre me recebeu muito bem, inclusive o filho Clide, que reside com dona Francisca. 

Segundo ela, Asa Branca era Paraibano, e foi casado duas vezes. Ainda quando estava preso na cadeia de Mossoró, casou-se com uma mossoroense. Teve três filhos com a primeira esposa, e somente um está vivo. Posteriormente, separou-se da primeira e casou-se com dona Francisca da Silva Tavares, lá da cidade do Brejo do Cruz, no Estado da Paraíba. 

Com ela ele teve 9 filhos, sendo que 4 faleceram ainda criança. Dos cinco da segunda esposa, eu conheço 3, porque um deles reside em São Paulo, e outro foi assassinado ainda jovem, e o assassino era seu primo.

O cineasta Aderbal Nogueira (Cearense) já fez uma gravação da viúva do cangaceiro em sua residência, em companhia do poeta, escritor e pesquisador do cangaço Kydelmir Dantas, e a minha pessoa.

 O cineasta Aderbal Nogueira, dona Francisca da Silva Tavares e o poeta Kydelmir Dantas

Dona Francisca é uma excelente pessoa. Sorridente, agradável e gosta de receber quem a procura. Ela não sabe muito sobre "Cangaço", porque nunca foi cangaceira, mas repassa o que o Asa Branca havia repassado para ela, isto é, o que acontecia dentro do cangaço. Asa Branca entrou para o cangaço ainda menino. Nos anos 70 eu fui um dos seus vizinhos no Bom Jardim, mas nunca falei com ele sobre cangaço. Naquela década todos temiam assassinos.

Asa Branca faleceu na década de 80 de morte natural, e está sepultado por trás da cova do cangaceiro Jararaca, quase colado os seus túmulos. 

Túmulo do Jararaca. Observe que por trás do túmulo do Jararaca tem um outro. É o do Asa Branca

Aqui em Mossoró foram sepultados dois cangaceiros, o Jararaca e o Colchete, além do Asa Branca que morreu naturalmente. A cova do Colchete, o tempo fez desaparecer, ninguém sabe o local certo.

José Mendes Pereira
Mossoró - terra de Santa Luzia
Rio Grande do Norte. 

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Quadro Histórias do Cangaço - Lampião "O Mito" Partes 1, 2, 3, 4 e 5

 Quadro Histórias do Cangaço - Lampião "O Mito" (Parte 1)
https://www.youtube.com/watch?v=CEfHIFyj6GM

Quadro Histórias do Cangaço - Lampião "O Mito" (Parte 2)
https://www.youtube.com/watch?v=GK8s28p10kQ

Quadro Histórias do Cangaço - Lampião "O Mito" (Parte 3)
https://www.youtube.com/watch?v=K68vCfdZPow

Quadro Histórias do Cangaço - Lampião "O Mito" (Parte 4)
https://www.youtube.com/watch?v=Ps5NyTK3r2Q

Quadro Histórias do Cangaço - Lampião "O Mito" - Parte 5
https://www.youtube.com/watch?v=IqYBE3aU8SU

Fonte dos Vídeos: Youtube

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QUADRANTE 45 VIAGEM NO TEMPO (FICÇÃO) - PARTE III

Autor Raul Meneleu Mascarenhas






CONTINUA...
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O que vem por aí... Sérgio Dantas lança em breve “Corisco – A sombra de Lampião”

Por Rostand Medeiros

No final do próximo mês de maio estará disponível o mais novo livro do pesquisador Sérgio Dantas, um dos mais renomados estudiosos do tema cangaço na atualidade.

Estamos falando da obra “Corisco – A sombra de Lampião”, um trabalho que trás o resultado de onze anos de pesquisa pelos sertões da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

A ideia deste livro, segundo o autor, surgiu quando ele realizava entrevistas sobre as ações de Lampião e seu bando junto a antigos cangaceiros, policiais, ex-coiteiros e vítimas. Sérgio percebeu que a figura de Cristino Gomes da Silva Cleto, o verdadeiro nome de Corisco, era recorrente e muito presente. Logo veio a ideia de escrever sobre a vida do cangaceiro que, na opinião do autor, foi o mais destacado cangaceiro que andou com Lampião. Corisco também era conhecido como “Diabo Louro” e desde 1930 comandava um dos subgrupos de cangaceiros que atuavam junto ao “Rei do Cangaço”.

Para a conclusão de “Corisco – A sombra de Lampião”, Sérgio Dantas realizou cerca de 120 entrevistas, onde figuram oito ex-cangaceiros e cangaceiras. Mas igualmente o autor pesquisou em jornais antigos existentes em vários arquivos nordestinos, além de utilizar muito material proveniente de boletins e relatórios policiais. Em relação a estes últimos, o autor destaca o relatório do capitão Felipe de Castro, que organizou em maio de 1940 a perseguição que culminou na morte de Corisco.

Ainda sobre a morte deste famoso cangaceiro, Sérgio Dantas comenta que, entre vários relatos, o livro trás interessantes depoimentos de membros da família Pacheco, onde em sua propriedade ocorreu o combate final entre Corisco e a volante comandada pelo tenente Zé Rufino.

Não falta em “Corisco – A sombra de Lampião” o rigor de uma pesquisa histórica realizada com esmero e qualidade, onde os leitores vão desfrutar de muitas informações interessantes, em meio a uma narrativa dinâmica nas suas quase 350 páginas e uma iconografia composta por cerca de 70 fotografias.

A venda será realizada com exclusividade pelo amigo Francisco Pereira, da cidade paraibana de Cajazeiras, pelo valor de R$ 50,00 (com frete incluso). Os pedidos poderão ser feitos através do email franpelima@bol.com.br, ou o telefone (83) 9911 8286.

Vale a pena conferir!


Sobre o autor – Sérgio Augusto Dantas nasceu em Natal, é bacharel em Direito pela UFRN, magistrado desde 1993 e autor dos livros “Lampião e o Rio Grande do Norte  – A História da Grande Jornada” (2005),“Antônio Silvino: O Cangaceiro, O Homem, O Mito” (2006) e “Lampião, entre a Espada e a Lei” (2008).

Publicado originalmente no essencial Tok de História

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JOANA SIQUEIRA A VIÚVA DO BARÃO DE ÁGUA BRANCA - AL


A Baronesa Dona Joana Bezerra teve sua residência saqueada no dia 26 de Junho de 1922, por Lampião e seu bando, sendo este um dos mais famosos assaltos do currículo do cangaceiro.


Alguns historiadores afirmam que Lampião ainda teria andado de braços dados com a baronesa pelas ruas da cidade, como forma de humilhar mais ainda a viúva e sua família.

O pesquisador Breno Dos Santos disse o seguinte:

Na Edição Especial do Diário de Pernambuco (11/2006), confirma essa versão de Lampião desfilar com a baronesa pelas ruas da cidade. E ela era corajosa Geraldo Júnior

Quando recebeu o "bilhete" de Lampião, solicitando certo valor para evitar o saque, ela mandou resposta dizendo que se ele fosse valente que viesse buscar pessoalmente"! (Somente de joias de ouro, ela tinha fortunas).

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

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A CRIANÇA " João Lucas Ferraz Nogueira " de Nazaré do Pico-PE


A CRIANÇA "João Lucas Ferraz Nogueira" de Nazaré do Pico-PE, garoto símbolo da valentia dos nazarenos, fez a festa em seu torrão com a chegada da caravana do Cariri-cangaço. Seus pais, Hildebrando Ferraz Nogueira e Nancy Ferraz foram uns dos anfitriões... 

Confira, na foto acima, a bela imagem desse volante-mirim, com um fuzil que foi dos seus antepassados, e, que foi usado na perseguição a Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião.


Voltaseca Volta - Abaixo, mais um close do pequeno João Lucas  Ferraz Nogueira recebendo uma homenagem da caravana CARIRI-CANGAÇO, através de uma comenda.


Este é o valente, o mais novo do nosso bando. Sulamita De Souza Buriti! - Foto do Adalto Silva no facebook.


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quarta-feira, 22 de abril de 2015

A MANSÃO DA BARONESA DE ÁGUA BRANCA-AL


Residência da Baronesa Joana Vieira de Siqueira Torres, nonagenária, viúva do Barão de Água Branca (AL). Teve a sua residência saqueada pelo grupo de Lampião em 26.06.1922.

Segundo consta essa foi a primeira vez que Lampião liderou seu próprio grupo de cangaceiros.


Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

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NAS TRILHAS DO CANGAÇO: CORONEL ÂNGELO DA GIA, FAZENDA POÇO DO FERRO E AS DUAS COVAS DE ANTÔNIO FERREIRA.

  Por João de Sousa Lima

Dia 19 de abril de 2015, saí de Paulo Afonso na companhia dos amigos Josué Santana e Leide Soares, para nos encontrarmos com o casal de amigos Marcos de Carmelita e a professora Silvana, residentes na cidade de Floresta, Pernambuco, onde iríamos realizar uma visita técnica para registrar mais um dos pontos históricos que farão parte dos roteiros apresentados durante o evento Cariri Cangaço, encabeçado por seu curador, Manoel Severo.

A pesquisa de campo teve como objetivo o mapeamento geográfico e histórico de um dos mais importantes fatos que marcam as histórias do cangaço na região pernambucana.
     
Um dos pontos mais visitados por Lampião e seus cangaceiros foi a fazenda Poço do Ferro, de propriedade do coronel Ângelo da Gia. A fazenda, na época do cangaço, pertencia a cidade de Floresta e hoje pertence a Ibimirim.
    
A fazenda não teria tanta importância para os pesquisadores do cangaço se lá tivesse sido apenas mais um dos inúmeros coitos dos cangaceiros. Nessa fazenda o Rei do Cangaço perdeu seu irmão Antônio Ferreira.
    
Dirigimos-nos para Poço do Ferro, sendo guiado por Marcos de Carmelita, porém sem conhecermos ninguém da localidade, assim como parentes que ainda residem por lá.

Quando avistamos a pequena placa com o nome da fazenda, paramos em uma cancela, abrimos e seguimos a estreita estrada. Mais a frente encontramos um casebre onde reside o senhor João David da Silva, sua esposa Maria das Graças e os filhos Joaquim e Graziela. O João David nos recepcionou, serviu água e nos levou ao lugar onde foi enterrado o Antônio Ferreira.

Uma pequena formação de pedras e uma cruz marca o local da sepultura.

Fizemos algumas fotos e fomos até a casa grande da fazenda, onde estavam  Neta, bisnetos e trinetos de Ângelo Gomes de Lima, o Ângelo da Gia.

Na casa grande fomos recebidos por Washington Gomes de Lima, bisneto do coronel. Um fato interessante é que disseram que não seríamos bem recebidos pela família e confesso que de todos esses anos de pesquisas e entrevistas, nunca tive uma receptividade tão calorosa como a que recebemos da família.

Travamos um diálogo em uma festiva roda de conversas, tendo por depoentes a neta do coronel e matriarca da família, a senhora Eunice Gomes  Lima e suas filhas Ruth Gomes Lima Laranjeira e Maria do Socorro Gomes Lima Cordeiro e ainda, do trineto João Vítor Gomes Lima.

As histórias foram muitas mais sempre voltávamos ao episódio principal: a morte de Antônio Ferreira e a perseguição sofrida pela família e imposta pelas volantes policiais.
    
Uma das informações importantes nos forneceu Washington que contou que dois dias depois da morte de Antônio, uma volante chegou na fazenda Poço do ferro, descobriu o túmulo do cangaceiro morto, desenterrou-o e cortou a cabeça e colocou em uma estaca da porteira do curral do casarão do coronel. Quando a polícia saiu o coronel mandou enterrar a cabeça no antigo cemitério da família. Antônio Ferreira tem, portanto dois túmulos, sendo um para o corpo e outro pra cabeça.

A MORTE DE ANTÔNIO FERREIRA
     
Em janeiro de 1927, Antônio Ferreira, Jurema e mais alguns cangaceiros estavam jogando baralho na fazenda Poço do Ferro, enquanto Luiz Pedro descansava em uma rede. Antonio pediu pra ficar um pouco na rede pois Luiz já fazia tempo que estava deitado. Quando Luiz Pedro tentou levantar da rede apoiando a coronha do mosquetão no chão, apoiou com força e na batida a arma disparou atingindo mortalmente Antônio.

Lampião estava na Serra Negra e quando foi avisado correu pra saber da verdadeira história. O próprio coronel Ângelo da Gia contou que a morte havia sido de “SUCESSO” (termo que servia para designar  um acidente).

O cangaceiro Jararaca queria matar Luiz Pedro e os outros que estavam no lugar, Lampião não aceitou e por isso discutiram e Jararaca deixou a companhia de Lampião e seguiu outro rumo.
    
Fala-se que foi ai o juramento que Luiz Pedro fez dizendo que seguiria Lampião até sua morte. Se verdade ou não a promessa, eles morreram juntos na fria manhã do dia 28 de julho de 1938.

Na fazenda Poço do Ferro ainda restam as velhas pedras escuras que circundam covas das pessoas de várias gerações da família e duas dessa simbolizam a passagem do cangaço em suas terras.

No final da conversa nos convidaram para um farto almoço regado a galinha cabidela, bode assado, arroz e feijão de corda. Porém o que mais me marcou nessa visita foram os sorrisos dos membros da família, que mesmo tendo sofrido os abusos e as injustiças de uma época tão marcada pela violência, não perderam suas essências de sertanejos valorosos e, sabem como poucos, receber calorosamente, aos que buscam os filetes de suas memórias históricas...

Dona Eunice, Washington, Ruth, Maria Socorro e João Vítor, Deus proteja sempre vocês.

João de Sousa Lima
Historiador e escritor
Membro da ALPA- Academia de Letras de Paulo Afonso
Membro da SBEC_ Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço

Paulo Afonso, 20 de abril de 2015

Devido alguns problemas no momento da postagem, não foi possível a transferência das fotos deste artigo. Para você ver todas as fotos, clique no link abaixo:

http://www.joaodesousalima.com/2015/04/nas-trilhas-do-cangaco-coronel-angelo.html

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REUNIÃO DO GRUPO PARAIBANO DE ESTUDOS DO CANGAÇO - João Pessoa-PB



No próximo sábado 25/abril/2015, será realizado reunião do GPEC às 09:00 da manhã, Endereço: Praia do Seixas na antiga Associação dos Funcionários da Embratel. Além dos membros do grupo também podem participar qualquer pessoa que tenha interesse na temática Cangaço. Será um prazer recebê-los. Telefones para contato:(83)8832-7456/(83)9637-1191 

Narciso Dias.

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DOCUMENTÁRIO SOBRE À INVASÃO DE MOSSORÓ COMEÇARÁ SER FILMADO NESTA QUINTA EM AURORA-CE


FONTE –http://blogdaaurorajc.blogspot.com.br/2015/04/documentario-sobre-invasao-de-mossoro.html

Muito já se sabe sobre a história de Lampião em seus quase 20 anos de intensas estripulias pelos sertões de 7 estados nordestinos. Porém, ao contrário do que muitos ainda imaginam, inclusive bons pesquisadores e outros  “escribas livrescos”,  há muito ainda a se dizer, descobrir, estudar e escrever acerca da verdadeira saga lampiônica pelos grotões sertanejos.   

Uma dessas lacunas que continua aberta nas narrativas do Cangaço, sobretudo no que tange à história de Lampião, diz respeito  ao famoso episódio relacionado à Invasão da cidade de Mossoró em julho de 1927, cuja trama aconteceu na fazenda Ipueiras no município de Aurora no Cariri cearense. 

Um imenso cipoal de fatos e acontecimentos dos mais emblemáticos envolvendo, além da figura de Lampião, personagens fundamentais como o Cel Izaías Arruda e Massilon Leite – ditos como os principais patrocinadores  que convenceram Virgulino a aceitar tal empreitada. Ainda, outros colaboradores aurorenses tais como Zé Cardoso, Miguel Saraiva, Décio Holanda do Pereiro, Júlio Porto e João 22 do subgrupo dos irmãos marcelinos. Como ainda figuras menores mas não menos importantes para a compreensão da trama como os cangaceiros da terra, moradores do riacho das Antas como José Côco, Zé Roque, Zé de Lúcio e Antonio Soares que integravam tanto o bando do coronel como o do próprio Massilon e dos Marcelinos.


Ocorrências históricas que se deram em solo aurorense(envolvendo a Ipueiras, os serrotes do Cantis e Diamante que serviam de coito para Lampião e seu bando) meses antes da malograda invasão à cidade do oeste potiguar. E depois da invasão frustrada – a traição do cel. ao rei do cangaço, culminando com a tentativa de envenenamento do bando e o famoso fogo da Ipueiras que também contou com a presença suspeita do major Moisés Leite de Figueiredo – comandante geral das volantes.

Fatos que como se nota estão ausentes ou muito pouco narrados(pelos menos como deveriam) na literatura tida como oficial do cangaço atinente ao célebre acontecimento.

DOCUMENTÁRIO DE SILVIO COUTINHO

De modo que avaliamos como bastante necessário e alvissareiro a produção do documentário cinematográfico “Chapéu Estrelado”, do diretor carioca Silvio Coutinho, roteiro do artista plástico Iaperi Araújo, Além da produção de Valério Andrade na produção e de Rostand Medeiros na pesquisa. 


Um filme que tenta refazer o caminho que o bando de Lampião trilhou entre 10 e 14 de junho de 1927 pelo interior do Ceará, Paraíba e RN a partir do município de AURORA Sul do Cariri precisamente na fazenda Ipueiras onde ocorreu  toda a trama para à invasão de Mossoró.

Trata-se portando de um documentário em longa-metragem intitulado “Chapéu Estrelado – Os caminhos de Lampião no Oeste Potiguar” que estará sendo filmado a partir desta quarta-feira(22) na cidade de Aurora.


Para tanto,  Rostand Medeiros (foto acima, entrevistando) já combinou com o secretário de cultura de Aurora o também pesquisador José Cícero para que o mesmo possa participar dos trabalhos durante as filmagens à Ipueiras, Cantins e Serrote do Diamante( locais que serviram de coito para o rei do cangaço e seu bando).

Oportunidade em que o secretário aurorense falará um pouco acerca da figura de Massilon Leite que juntos do Cel. Izaías Arruda convenceram Lampião à empreitada de Mossoró. Como igualmente de Miguel Saraiva e Zé Cardoso que também foram participes no citado episódio. 

Conforme o cineasta a prioridade “máxima” é que a primeira exibição pública seja no RN, “pelo menos” em Natal e Mossoró. O plano é lançar ainda em 2015, mas a data não foi definida. “Depois do lançamento, e antes de chegar ao circuito comercial, pretendemos fazer o circuito de festivais nacionais e internacionais. Para ele, o cangaço é um tema internacional e continua atual.

Coutinho adiantou que o formato do documentário, que conta com parceria da produtora Locomotiva Cinema de Arte (RJ), será moderno, dinâmico. “Vamos explorar bastante a paisagem dos três estados onde vamos filmar (CE, PB e RN) e ouvir herdeiros dessa memória pelo caminho”.

Para a execução do documentário a equipe de filmagem ouvirá também alguns pesquisadores do cangaço, sobretudo no tocante aos episódios  ocorridos em Aurora que envolveram Lampião, o coronel Izaías Arruda, Zé Cardoso e  Massilon. Quando serão entrevistados o secretário de cultura local José Cícero (professor e pesquisador do cangaço)  e na vizinha cidade de Missão Velha onde existe ainda hoje o grande casarão onde residiu coronel; serão entrevistados  o prof. João Calixto Jr e o memorialista João Bosco André.

Toda a equipe de filmagem deverá chegar em Aurora na noite de quarta-feira(22) onde ficará hospedada até o dia seguinte, data prevista para o início dos trabalhos.

Da Redação do Blog de Aurora.
Com informes do TOK DE HISTÓRIA.

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros.

http://tokdehistoria.com.br/

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TODO SERTÃO NUM SÓ CORAÇÃO

Por Antonio José de Oliveira

Nobre pesquisador Mendes: 

Tive o privilégio (como tantas outras vezes) de ser indicado por você para a leitura do livro TODO O SERTÃO NUM SÓ CORAÇÃO: Vida e obra de Alcino Alves Costa, de autoria do Advogado e Escritor Rangel Alves da Costa.


Tenha certeza caro amigo que, a leitura desse livro me despertou tanto pelo aprofundamento da pesquisa sobre a Saga do cangaço, como procurar compreender com mais afinco o que acontece na vida de um homem público.

Você que conhece o livro do Rangel, sobre a vida de seu pai, sabe perfeitamente quem foi o mestre Alcino: sua inteligência, dedicação, sofrimento nos últimos dias e, apesar de um grande administrador, (logo que governou sua Poço Redondo por três vezes), a injustiça pela qual fora acometido na sua última gestão.

Alcino - filho de um torrão sertanejo que produziu mais de duas dezenas de cangaceiros, e, ele próprio era sobrinho de um deles: O Zabelê, que segundo suas palavras LEVANTOU VOO, NÃO MAIS RETORNANDO ao torrão que lhe vira nascer.

Alcino, que fora escritor, compositor, radialista, político de peso em sua Terra, mas havia estudado somente o curso primário. Era na verdade um autodidata.

Mas, para o leitor conhecer em profundidade quem era o "CAIPIRA DE POÇO REDONDO" e "VAQUEIRO DA HISTÓRIA", faz-se necessário apossar-se da leitura do livro VIDA E OBRA DE ALCINO COSTA, escrito pelo seu filho Rangel e, LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO: Mentiras e mistérios de Angico, escrito pelo próprio Alcino.


Explanar sobre a vida do mestre de Poço Redondo, é sempre motivo de prazer e honra para um iniciante na estrada da Saga do Cangaço.
O meu muito obrigado,

Antonio Oliveira - Serrinha desta nossa Bahia.

Informação: Se você quiser adquirir livros sobre o cangaço, escrito pelo  saudoso Alcino Alves Costa, entre em contato através dos e-mails abaixo com Rangel Alves da Costa, ou o professor Pereira: 

rangel_adv1@hotmail.com
franpelima@bol.com.br

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