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segunda-feira, 25 de maio de 2015

HOJE ANIVERSÁRIO DA MORTE DO CANGACEIRO CORISCO - 25 DE MAIO DE 1940


HOJE 25 DE MAIO DE 1940, ANIVERSÁRIO DA MORTE DO CANGACEIRO CORISCO 

Corisco era o apelido do cangaceiro Cristino Gomes da Silva Cleto (10 de agosto de 1907Água Branca - Alagoas25 de maio de 1940Jeremoabo - Bahia). Foi casado com Sérgia Ribeiro da Silvaalcunha de "Dadá". Corisco era também conhecido como Diabo Louro.

Biografia

Em 1924, Corisco foi convocado pelo Exército Brasileiro para cumprir o serviço militar. Em uma briga de rua Corisco matou um homem, no ano de 1926, e tomou a decisão de aliar-se ao bando do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, apelidado Lampião. Corisco era conhecido por sua beleza, seu porte físico atlético e cabelos longos deixavam-o com uma aparência agradável, além da força física muito grande, por estes motivos foi apelidado de Diabo Louro quando entrou no bando de Lampião.

Corisco sequestrou Sérgia Ribeiro da Silva, a Dadá, quando ela tinha apenas treze anos e mais tarde o ódio passou a ser um grande afeto. Corisco ensinou Dadá a ler, escrever e usar armas. Corisco permaneceu com ela até no dia de sua morte. Os dois tiveram sete filhos, mas apenas três deles sobreviveram.1

Desentendimentos com o chefe Lampião levaram Corisco a separar-se do bando e a formar seu próprio grupo de cangaceiros, mas isso não afetou muito o relacionamento amigável entre ambos.

Em meados do ano de 1938 a polícia alagoana matou e degolou onze cangaceiros que se encontravam acampados na fazenda Angico, no estado de Sergipe; entre eles encontravam-se Lampião e Maria Bonita. Corisco, ao receber essa notícia, vingou-se furiosamente.

Morte

Em 1940 o governo Vargas promulgou uma lei concedendo anistia aos cangaceiros que se rendessem. Corisco e sua mulher Dadá decidiram se entregar mas, antes que isso acontecesse, foram baleados. O cerco contra o cangaceiro e seu bando foi no estado da Bahia, na cidade de Barra do Mendes, em um povoado denominado Fazenda Pacheco. Corisco e seu bando repousavam em uma casa de farinha no momento do combate após almoçarem. O ataque foi comandado pela volante do Zé Rufino, juntamente com o Ten. José Otávio de Sena. Dadá precisou amputar a perna direita e Corisco veio a falecer naquele mesmo ano. 

Com as mortes de Lampião, Maria bonita e Corisco, o cangaço nordestino enfraqueceu-se e acabou se extinguindo.

Corisco foi enterrado, no cemitério da consolação em Miguel Calmon, na Bahia. Depois de alguns dias sua sepultura foi violada, e seu corpo exumado. Seus restos mortais ficaram expostos durante 30 anos no Museu Nina Rodrigues ao lado das cabeças de Lampião e Maria Bonita.


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23 de MAIO A EX-CANGACEIRA DULCE MENEZES ANIVERSARIOU


Hoje (sábado passado 23/05/2015) D. Dulce Menezes, a última cangaceira, pertencente ao bando de Lampião, ainda viva, está completando 92 anos de idade.

O Grupo "O CANGAÇO" em nome de seus mais de 25.000 membros... parabeniza essa Mulher, Mãe e Guerreira que simboliza, através de sua história de vida, a garra e a força da mulher nordestina.

Desejamos à Dona Dulce Menezes muitos anos de vida, paz e saúde e pedimos à Deus que continue sempre iluminando seus caminhos.

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!

Fonte: facebook

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REVISTA A NOITE ILUSTRADA DE 09.07.1946

Por Angélica Bulhões

Prezado amigo Archimedes Marques segue a matéria completa da revista A Noite Ilustrada de 09.07.1946, em que foi publicada aquela foto, inédita, de Lampião e que postei dias atrás. O mistério agora é descobrir quem a flagrou, será que foi mesmo Benjamin Abrahão Botto?






Fonte: facebook

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VOLTA SECA

Por Robério Santos

1
Os dias eram longos. Várias vezes o pequenino pensou em escapulir pelo mato. Até tentava, justamente quando se distanciava para fazer suas necessidades fisiológicas, mas ele tinha medo do que poderia acontecer se algum deles o encontrasse futuramente em alguma paragem, pois se tem uma coisa ruim nesse mundo é viver escondido. Cangaceiro não se escondia, ele entrava nas cidades, visitava grandes fazendeiros, fazia foto, dava entrevista... isso não era se esconder. Muitas vezes parecia que a Volante não pegava o bando porque afrouxava. Lampião não era fã de muita conversa, já Volta Seca gostava bastante de uma prosa. Viajando na garupa ora de Corisco, ora do próprio Capitão, não demorou muito para se habituar àquela vida. Às vezes passavam por algum arraial e se ouvia de algumas pessoas que estava na rua.
- Eitxa, inté criança tem no bando!
Lampião punia Volta Seca, dando-lhe tapas na cabeça quando o mesmo cometia algum erro. Os outros cangaceiros também se aproveitavam da situação, mas Lampião não gostava que batessem nele sem sua permissão, às vezes saia até “bate-boca”(1), mas como todos respeitavam o Capitão, as brigas não se demoravam. Lampião passou a ser uma espécie de tutor para o cangaceiro “mirim” ou “criança” como apelidavam-no os Volantes. Dividia carona e a comida; comprou roupas novas para o pequeno; uma jabiraca azul, chapéu, anéis e também ensinou a atirar, coisa que Volta Seca já sabia um pouco por causa das caçadas de codornas com seu pai. Mesmo assim Lampião disse.
- Experimentem o menino, dê um fuzil a ele e vamos ver se é bom no tiro.
- Mais Capitão, eu nunca atirei cum troço dêssi não, só cum “pica-pau” (2) qui eu mermo fiz lá na minha terra i cum badoque e baleadêra.
- Aprende, quem tá no bando tem que aprendê a si defendê.
- Traga esse canhão pra cá [falou firme Volta Seca, querendo esconder o temor].
Lampião fez uma marca numa moita com um facão que pertencia a Corisco, deu duas facãozadas e marcou um “X”.
- Acerte na marcação, quero vê si tu sabe mermo atirá ô é cunversa di minino faladô.
- Tu acerta?
- Óia esse fuzil direito, eu num erro di jeito nenhum, só vejo por um ôio, mais eu num preciso de dois pra atirá mermo, eu sempre fechava o direito. Tu vai dá cinco tiro, tô contano. Todo mundo, sai da frente, isso num é certo não.




Dona Ilza dos Santos, sobrinha de Volta Seca - imagem do Robério Santos

Volta Seca todo desajeitado, uma arma quase maior que ele e com toda calma do mundo ele acerta os cinco tiros na marca, deixando os cangaceiros impressionados. Nem parecia aquele menino lavador de cavalo.
- Me arremedou direitinho. Só mais uma coisa, use esse lenço qui tu tá no percoço pra recarregar mais rápido, veja como faz [Lampião dá alguns tiros e mostra como faz] e saiba que arma vive é com a boca pra baixo... não facilite.
- Capitão, tô avexado cum uma coisa pra fala.
- Disimbuxa logo.
- É essa égua, lá da fazenda, as meninas mandaram a minha (3) e eu queria amuntá nela daqui por vante.
- Tu qué é fugi, moleque?
- Ôxi, fugi nada, tô é cumeçano a gostá da coisa.
- Tu vai muntá é num burro qui é menó pra ocê, dêxa a égua carregano os mantimento mermo e doravante faço promessa minha disso.
- Argadecido, Capitão, mais alguma coisa?
- Sim, tá na hora da gente matá macaco.
Vamos dar uma pausa aqui nesse ponto para tentar imaginar a cara de Volta Seca ouvindo aquilo. Ao lado de homens tão temidos, recebendo ensinamentos de Lampião em pessoa e vem com essa de matar macacos?
- Faço o qui o sinhô mandá.
O bando estava nas proximidades de Mirandela, a sul de Guloso, onde eles estavam naqueles dias.
- Minino, tira essa bagage toda qui tu tem, tu vai até a estrada, fica lá de brincadeira e se tu vê algum macaco passando pela estrada, depois que eles passarem, vem nos avisá. Intendeu?
- Intendi, Capitão, vô agora.
O menino sai do mato, olha para as duas direções e nada, nem uma alma penada a atemorizar cristão. O sol estava de rachar, pois era perto do meio dia. Uma hora se passou e Volta Seca lá na beira da estrada fingindo estar brincando com alguns gravetos enfiados numas mangas verdes emulando serem bois no pasto. Ele começara a ficar preocupado, pois os cangaceiros poderiam achar que ele fugiu. Foi aí que subindo a ladeira mais adiante vinha um bando de policiais, a famosa Volante do Tenente Menezes no sentido poente. Eles passam com cara de cansados e olham o menino no chão e um pergunta.
- Tá perto Bom Conselho?
- Sei não, ômi.
- E donde tu é? Sô daqui mermo, minha casa é ali, tô aqui brincando de boim.
- Tá bem, tenha um bom dia.
Volta Seca continua lá no chão, quando os soldados passam pela curva, para não contrariar o Capitão ele retorna ao coito. Quando chegou já foi interrogado euforicamente.
- Diz logo se viu algum macaco?
- Nhor não. Não tinha um macaco nem pra remédio [respondeu com todo orgulho pelo dever cumprido].
- Tem certeza que num viu macaco? Nada mesmo? [Falou o Capitão].
- Macaco num passô não, mais sordado passou de ruma, pra mais de quarenta queu contei.
- Mais macaco num é sordado?
- Não sei, não, senhor. Macaco que eu conheço é um bicho de rabo...
Nesse instante os cangaceiros caem numa risada tremenda, até mesmo Lampião. Começaram a explicar que “macaco” era “soldado” e que eles eram piores que cobra venenosa na tocaia. A alienação ao jovem era imensa, o fascínio se deixava transparecer. Tomaram notas da direção da Volante, cruzaram riachos e andaram uma hora numa certa direção e ficaram entrincheirados à espera dos milicos.
Lampião deu as instruções a todos, organizou as posições. Volta Seca recebeu de volta o fuzil e também instruções para ficar abaixado entre o cangaceiro Mariano e Corisco. O Mariano fumava demais e não parava de fazer fumaça, daquele jeito, se brincasse, seriam entregues. Lampião pediu para ele apagar o cigarro e se preparar. Um silêncio tomou conta do ambiente. Nem pássaro cantando, nem sussurro de gente, nada, parecia que o mundo havia se acabado ao redor deles. Aí se ouve de Lampião quando vê ao longe a Volante voltando e pareciam sorrir com alguma coisa, alguém do bando de Lampião comenta baixinho.
- A macacada tá contente, louca pra levar chumbo.
Ponto Fino apontava bem na direção de um rastejador, o “Cobra-Verde”, que era preto e magro, que vinha quase de cócoras na frente do cortejo, afastado uns vinte metros. Todos estavam bem preparados para o tiroteio. A maioria fazia pontaria, menos o jovem Volta Seca. Seu coração estava a ponto de explodir e parecia que ninguém se importava, naquele instante, com a presença do pequeno. Quando o rastejador estava a menos de dez metros da trincheira improvisada no barranco lateral, começou o tiroteio. Cobra-Verde foi o primeiro a cair e só se via soldado abrir na carreira, deitar no chão e entrar no mato. Era uma saraivada de tiros de um lado e de outro. Volta Seca tomou coragem e mirou o rifle e começou a atirar, desajeitado, mas mesmo assim cumpriu a ordem do Capitão. Volta Seca não acertou seus alvos, justamente por ter começado a atirar quando eles estavam se escondendo. Alguns já estavam feridos na estrada ou correndo e o fogo cobria no centro, parecia que não ia mais parar.
Corria quase uma hora de tiroteio e os soldados já estavam praticamente dissipados na caatinga. Os tiros foram diminuindo e Lampião começa a gritar para os macacos.
- Não adianta perseguir, pois macaco corre muito... corre... corre... macacos! Meninos, vejam quem tá gemendo por aí e terminem o serviço.
Volta Seca percebendo que nenhum cangaceiro saíra ferido viu o rastejador morto, passou bem do lado dele e foi na direção de dois soldados que estavam gemendo no chão. Lampião chegou perto dele e disse.
- Tu vai morrê agora disgraçado. Volta Seca, acaba cum êssi infeliz.
Volta Seca tirou o punhal que trouxera na cintura, o sol foi refletido nele e era a primeira vez que era desembainhado. Lampião ao seu lado como mestre ordena que o pequeno execute. Ele hesita por um instante. Os outros cangaceiros que estavam procurando mais mortos ou sobreviventes param para ver a cena. Nesse instante, Lampião tira o seu punhal de mais ou menos 80cm e enfia na clavícula do soldado que já estava mais morto que vivo (não fazia sentido gastar munição naquele momento), fazendo o pouco sangue que ainda tinha nas veias, escorrer pelo chão. Lampião olha na direção de Volta Seca e diz.
- É assim mermo viu? Ô nóis mata, ô nóis morri.
- Eu sei, vô furá.
- Tá cum pena?
- Não sinhô?
- Si tive podi dizê.
- Não sinhô.
- Anda cá, muleque. Fura, aqui, este macaco, prá tú sacostumá...
E foi aí que Volta Seca, vendo que não tinha saída, executou sua primeira vítima.
Acabado o batismo de “fogo” de Volta Seca ele fica ouvindo as proezas dos cangaceiros e seus feitios. O pequeno, coitado, pouca coisa tinha o que falar, mas a “brincadeira” estava apenas começando. O menino ouvira um sussurro do Capitão a Corisco naquela mesma noite.
- A coisa tá apertando aqui na Bahia pa nóis, vamentrá no Sergipe. Lá nóis podi drumi tranquilo.
- Vamo.
Volta Seca começou a ficar nervoso, pois estaria de volta justamente onde não queria.
 (1) Numa destas foi a separação de Lampião e Corisco
(2) Espingarda artesanal de carregamento pelo cano
(3) Bela Dama, a égua que ele pegou em Simão Dias

VOLTA SECA (2015). SANTOS, Robério B. (obra inédita). pgs. 62-68.

Fonte: facebook

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TRÊS NOVOS LIVROS DE CANGAÇO NA PRAÇA...!


Essa semana recebi os três... Veja, abaixo, como adquiri-los.!

01- Pegadas de um sertanejo (biografia de Zé Saturnino - 1º inimigo de Lampião. Contato através do email: zealves1936@hotmail.com ).

02 - CORISCO - Autor Dr. Sérgio Dantas. Prof. Pereira. Através do email: franpelima@bol.com.br

03 - LAMPIÃO - O cangaço e Seus Segredos--Autor, Sabino Bassetti. Email: sabinobassetti@hotmail.com

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RESIDÊNCIA DE ERONIDES DE CARVALHO


Casa que morou Eronides de Carvalho, governador de Sergipe e amigo de Lampião. Também autor das mais célebres imagens do bando em Sergipe.

Fonte: fabebook

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domingo, 24 de maio de 2015

DONA DODÓ MÃE DO CANGACEIRO VELOCÍPEDE


Dona Alexandrina Barreto, "Dodó", mãe do cangaceiro Velocípede e minha trisavó. Velocípede coitado, passou pouco tempo no cangaço. Quando saiu a população não perdoou. Matou e sua cabeça foi trazida pra Itabaiana e ficou exposta na praça.

Fonte: facebook

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COMUNICADO IMPORTANTE - SBEC


"Em virtude das greves nas duas Universidades Públicas de Mossoró (UERN  e UFERSA ) e da impossibilidade de realizar o XVII Fórum do Cangaço nas outras instituições de ensino superior( UnP, Mater Christer e Faculdade Diocesana), a Comissão Organizadora do evento resolveu suspender a realização do mesmo. 

Agradecemos as instituições parceiras e as pessoas que estavam comprometidas com a organização deste conclave e prometemos que logo que seja possível , realizaremos este tão importante evento cultural. Saudações."

Benedito Vasconcelos Mendes.
PRESIDENTE

SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço


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FAZENDA TIMBAÚBA DE SINHÔ PEREIRA


O Barro de Neneca Tavares e Sousa Neto, sem dúvidas nos proporcionou espetaculares e memoráveis momentos em nosso histórico Cariri Cangaço 2013. Um desses momentos foi, ao lado dos descendentes de Luiz Padre, a visita a lendária Fazenda Timbauba, de Sinhô Pereira. Dia marcante e inesquecível. Em Setembro te mais, AGUARDEM !!!! 

Na foto: Geraldo Ferraz, Ana Lucia, Wilson Araujo Povoa, Vagner Ribeiro, Carlos Alberto, Juliana Pereira, Pedro Henrique, Antonio Vilela, Caçula Aguiar, Geziel Moura, Reclus de Plá, Felipe Passos, Antonio Amaury, Fransquinha Pereira Martins, Carlo Araujo, Ezequias Menezes, Luiz Ruben, Hagaus Araujo, José Joventino de Melo, Aldanísio Paiva, Neli Conceição, Diana Rodrigues, Elane e Archimedes Marques, Narciso Dias, Zerinho, Jorge Remígio, João Paulo, Wescley Rodrigues, Ivanildo Silveira, Francisco Pereira Lima e muitos outros da imensa família Cariri Cangaço espalhada por este gigante Brasil.

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QUE ABSURDO! O TRIO MOSSORÓ HUMILHADO PELA PREFEITURA DE MOSSORÓ

Por Francisco Carlos Jorge de Oliveira

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Caro amigo Professor Zé Mendes, ao ler esta postagem (clique no link acima) eu confesso que muito sofri e fiquei mais magoado do que quando a seleção brasileira perdeu e foi vergonhosamente humilhada pelo eficiente futebol apresentado pelos Alemães. O Trio Mossoró é conhecido em todo os Estados do Brasil, a indumentária, os instrumentos musicais e a letra de suas lindas canções, levam e mostram a todo o povo brasileiro tudo sobre a cultura e os costumes do nobre e bravo povo nordestino. 

Trio Mossoró - João Mossoró, Hermelinda e Oseas Lopes (Carlos André)

Eu como professor do ensino fundamental aqui no Sul do País, no Estado do Paraná, já usei muitas vezes as músicas do supracitado trio, em apresentações de festas juninas, teatro, danças folclóricas e em outras inúmeras atividades escolares. 

Luiz Gonzaga o rei do baião

Todo Estado tem seus ídolos, assim como os pernambucanos tem o saudoso Gonzagão, o Rio Grande do Norte tem o tradicional e competente Trio Mossoró. Agora eu pergunto ao prefeito de Mossoró e às demais autoridades políticas: 

É justo o que os senhores estão fazendo com esses músicos que tanto enaltece o nome desta cidade e do povo potiguar? Quanto ganha cada vereador desta cidade? Será que se cada um doasse R$ 500,00, para ajudá-los na apresentação, será que iria lhes fazer alguma falta no orçamento mensal? E essa soma que a prefeitura ofereceu ao Trio, está realmente à altura do seu valor? E você prefeito e parlamentares de Mossoró, o salário que vocês ganham dignamente, condiz com o que os senhores produzem em seu trabalho em prol dos seus cidadãos? 


É! Está na hora de rever os conceitos. Valorizem os valores que são de sua terra, desculpem essa correção mas, apesar de eu ser um sulista, sou brasileiro amo e valorizo tudo o que é de bom e eleva o prestígio da nação. 

Terceira estrofe "O Retirante" Música do Trio Mossoró.

Se o mar inteiro é azul.
E aos punhados é sem cor.
Nossa coragem chuva.
Podem mostrar nossa dor.

Aqui esta prefeito e todos parlamentares de Mossoró, se o senhores tiverem pelo ao menos um pequeno fragmento de sensibilidade interpretativa e sentimento no coração, leia este verso e use da empatia para sentir o que estas palavras representa ao povo nordestino.




Amigo Mendes, lhe enviei uma mensagem de aniversário, espero que a tenha recebido. 

Cabo Francisco Carlos "Sudações Militares".


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O CANTOR JOÃO MOSSORÓ DESABAFA!

Por João Mossoró

Oi, Mendes, tudo bem?!

Infelizmente nós, do antigo Trio Mossoró, que tanto divulgamos o nome de Mossoró por este Brasil a fora, estamos fora das festas juninas de Mossoró. O cachê oferecido para nós (Trio Mossoró), pela Prefeitura Municipal de Mossoró, é uma verdadeira esmola. Segundo ela,  alega que não poderá pagar pela nossa participação mais do que 400,00 Reais, isso mesmo que você está lendo.

 Trio Mossoró - João Mossoró, Hermelinda e Carlos André

Que humilhação! Por onde andamos nestas terras queridas do nosso Brasil nunca passamos por isso. Sempre fomos bem recebidos, aplaudidos e acolhidos com respeito em relação ao nosso valor profissional. Infelizmente fomos decepcionados pela nossa própria terra que nos viu nascer, e ser criados no centro da cidade. Nós não merecemos isto! 

Ela não pode pagar para nós que somos da terra, mas aos de fora, pode pagar verdadeira fortuna.

Um abraço amigo.
João Mossoró, ex-componente do Trio Mossoró

José Mendes Pereira
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"Grande João Mossoró, Mossoró sempre foi uma boa madrasta, mas  quando se trata de beneficiar os seus próprios filhos, é uma péssima mãe".

Clique neste link:

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CACHÊ DE 400 REAIS AGRIDE A HISTÓRIA DO TRIO MOSSORÓ E DA CULTURA DA CIDADE

Cachê oferecido ofende a honra e a história do Trio Mossoró - João Mossoró, Hermelinda e Carlos André

O telefone toca; no outro da linha, Carlos André. Antes do boa-tarde do colunista, o cantor e compositor desabafa: “Estou indignado”.

Em seguida, conta: a Prefeitura, via Secretaria de Cultura, fez contato para convidar o Trio Mossoró para se apresentar no Cidade Junina, onde seria prestada uma “homenagem” ao grupo, com um cachê de 400 reais.

Como é? Ele repetiu: “400 reais”, para classificar o convite, com a sinceridade cristalina que lhe é peculiar, de “proposta indecorosa”. E, de fato, o é. Sob o ponto de vista financeiro e artístico.

Ora, 400 reais é o cachê de cada músico que acompanha o trio. E somadas as despesas de passagens aéreas (dois moram no Rio de Janeiro e Carlos André em Recife), eles teriam de pagar do bolso para se apresentar no Cidade Junina.

Que homenagem, hein!!! Fala sério.

Trata-se de profundo desrespeito a uma das maiores expressões da história cultural da cidade, com mais de meio século divulgando Mossoró em todo o País, através da música de raiz.

Provavelmente, a atual gestão municipal não tem a exata dimensão da agressão feita ao Trio Mossoró. Ou, no mínimo, não conhece a sua história.

A coluna vai ajudar, contando um pouco da arte musical dos irmãos João Batista (João Mossoró), Hermelinda (Ana Paula) e Carlos André (Oséas Lopes), para, quem sabe, uma homenagem de verdade possa ser feita.

O Trio Mossoró começou em 1956, quando Oséas recebeu convite para cantar com os irmãos na Rádio Tapuyo, hoje pertencente à Rede Potiguar de Comunicação (RPC).

Três anos depois, em 1959, Oséas levou o seu talento para o Rio de Janeiro e começou a atuar no rádio, para em seguida chamar os dois irmãos. Foi lá que eles ganharam os nomes artísticos João Mossoró, Hermelinda e Carlos André e a projeção nacional.

A família talentosa ainda tinha o seresteiro Cocota, que antes de se juntar ao trio na capital carioca, foi assassinado na noite mossoroense.

Em 1962, apadrinhado por nada menos do que João do Vale, o Trio Mossoró gravou o primeiro disco, chamado “Rua do Namoro”, abrindo sequência para gravar mais 11 LPs de um total de 34 listados por Carlos André, que também construiu carreira solo.

Esse breve histórico, por si só, já deveria envergonhar os representantes da gestão municipal que agrediram o Trio Mossoró. Ou, numa reação de humildade, admitir o erro e procurar conhecer os verdadeiros personagens da cultura mossoroense.

Certamente, os alto-falantes da Secretaria de Cultura não tocam “Canto de Outrora”, de Antônio Barros, que ganhou vida na voz dos três irmãos. Muito menos a “Praça dos Seresteiros”, grande sucesso feito pelo Trio Mossoró para homenagear Cocota, que agora está no céu.

Francamente…

ADENDO: blogdomendesemendes.blogspot.com

PARA  A CULTURA  MOSSOROENSE SOBREVIVER ESTÁ MUITO DIFÍCIL

NOTA À SOCIEDADE E À IMPRENSA


A Diretoria da Fundação Vingt-un Rosado, instituição que mantém a Coleção Mossoroense, diante das condições de extrema dificuldade de funcionamento e falta de apoio a esta entidade cultural nos últimos tempos, vem por meio desta, informar a sociedade mossoroense em geral, em especial ao meio literário do Rio Grande do Norte, que em reunião no dia 19 de maio de 2015 resolveu:

1 - Suspender as atividades da Fundação Vingt-un Rosado por tempo indeterminado;

2 - Dispensar seus funcionários;

3 - Consultar a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte e outros locais sobre a possibilidade de guarda do acervo particular de Vingt-un Rosado;

4 - Visita ao Museu do Sertão onde se encontra cerca de 90% dos exemplares da Coleção Mossoroense para verificar a situação atual do acervo;

5 - Venda dos equipamentos que compõem a sua gráfica para custear algumas das dívidas existentes.

Mossoró - RN, 20 de maio de 2015.
Jerônimo Dix-sept Rosado Maia Sobrinho
Diretor Executivo da Fundação Vingt-un Rosado.

Fonte: facebook

http://www.canalareiabranca.com.br/2015/05/cache-de-400-reais-agride-historia-do.html

Fonte: Blog do Cesar Santos 

Veja no Jornal O Mossoroense de hoje: 

FUNDAÇÃO VINGT-UN ROSADO ANUNCIA SUSPENSÃO DE TODAS AS SUAS ATIVIDADES POR TEMPO INDETERMINADO.

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AS ORIGENS DO CANGAÇO

Por José João de Souza

No dizer de Frederico Pernambucano de Mello, o cangaço reflete a reação do sertanejo ao peso da bota do português e as atrocidades cometidas no processo de colonização, como: escravidão dos negros, o quase extermínio dos índios, o monopólio da terra e o trabalho servil, com isso, o empobrecimento da população e o impedimento do seu desenvolvimento. As pessoas eram relegadas à condição de objetos, cujo maior dever era servir aos donos de terras. Os problemas das famílias abastadas eram resolvidos entre si, sem a intervenção do poder do Estado, mas com a substantiva ajuda de seus fiéis subordinados: policiais, delegados, juízes e políticos. Contrariar o coronel era algo a que ninguém se atrevia. É importante registrar também a presença dos jagunços, ou capangas dos coronéis, aqueles assalariados que trabalhavam como vaqueiros, como agricultores ou mesmo como assassinos, defendendo com unhas e dentes os interesses do patrão, de sua família e de sua propriedade. 


Diante das relações semifeudais de produção, da fragilidade das instituições responsáveis pela ordem, lei e justiça, e da ocorrência de grandes injustiças como, homicídios, violências sexuais e roubos, além das secas periódicas que vinham agravar a fome, o analfabetismo e a pobreza extrema. Os sertanejos buscaram fazer justiça com as próprias mãos, como forma de defesa, um fenômeno social que propagava a vingança. A própria formação cultural do sertanejo e seu código de honra permitiam a prática de revides contra as agressões sofridas. Lampião já tinha consciência política da situação e, sabia lidar muito bem com as estruturas de mando e de poder da época e ainda tirar proveito dela. A estrutura política do país mudou pouco, o banditismo político de hoje é uma versão moderna dos coronéis de antigamente.

Fonte: facebook

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sábado, 23 de maio de 2015

MARIA DAS GRAÇAS DE AMORIM (MARIA CARREIRO)




Maria Carreiro se armou e foi para a periferia de Itabaiana em 1929 para defender a cidade da chegada dos Cangaceiros. Está bem documentado em meu livro.

Fonte; facebook

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PARABÉNS, PESQUISADOR JOSÉ MENDES PEREIRA!

Por Antonio José de Oliveira

Neste 23 de maio, na qualidade de leitor do blogdomendesemendes, envio os meus sinceros parabéns ao Professor e Pesquisador José Mendes Pereira, pela passagem dos seus BEM VIVIDOS sessenta e cinco anos -, alguns deles dedicados à educação e, após sua merecida aposentadoria continua com extremoso devotamento em servir à Sociedade numa área que embora virtual, lida com gente, com o mesmo prazer que lidava com seus alunos, buscando e transmitindo informações através da pesquisa, onde desempenha um excelente trabalho.

Embora seja Professor da Língua Portuguesa, tem contribuído grandemente na área da História e, mormente tudo que diz respeito ao Nordeste, com ênfase na preservação da Saga do Cangaço.

José Mendes Pereira

O companheiro Mendes não se recusa em atender as solicitações dos escritores na divulgação das suas obras, sem nenhum interesse financeiro. 

Nestes meus cinco anos de pesquisas em direção a elaboração de um trabalho sobre a Saga do Cangaço, tenho aprendido muito com esse cidadão das Terras de Mossoró, e com as publicações das matérias de experientes autores, postadas nos blogs por ele administrados.

Por dever de ofício, querendo interpretar o comportamento das pessoas com as quais eu lido - direta ou indiretamente -, analiso o Mendes, uma figura importante no âmbito da História do Cangaço e, de uma polida educação na atenção dispensada aos companheiros. Educação essa, transmitida pelo saudoso pai - oficial do Exército, Senhor Pedro Nél Pereira e Dona Antonia Mendes Pereira, dos quais herdou um desejo veemente de servir ao próximo.

Pedro Nél Pereira e Antonia Mendes Pereira

Vivendo ali, entre a fazenda da família (que ainda a eles pertence), e a sua querida Cidade de Mossoró, aprendeu a lidar com a vida, de forma serena e pacífica. Em sua infância estudou em colégio público renomado em termos de disciplina, que aliada à disciplina militar do velho pai, fizera dele um âmago de baraúna que aprendeu a enfrentar as intempéries sem lamúria e com muito vigor e determinação.

O Mendes, da Terra Potiguar desse Rio Grande do Norte, é um cidadão desprovido de vaidade e, de uma enormidade de coração, que a vida universitária não deixou que a presunção nele fizesse ninho.

Portanto, esse é o MENDES que conheço e aprendi a admirá-lo.

Para ele e seus familiares, muita e muita paz.
Antonio Oliveira - Serrinha desta nossa Bahia.

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Sepultamentos dos cangaceiros: Fortaleza, Medalha, Limoeiro e Suspeita


Compartilho a espetacular matéria da Revista A Noite Ilustrada publicada em 12 de outubro de 1935 com a matéria sobre as mortes e sepultamentos dos cangaceiros: Fortaleza, Medalha, Limoeiro e Suspeita abatidos na Fazenda Aroeirinha - AL. Aproveitem!!



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Revista A Noite Ilustrada, que publicou em 29 de dezembro de 1936

Por Angélica Bulhões

Compartilho com os amigos a extraordinária matéria da Revista A Noite Ilustrada, que publicou em 29 de dezembro de 1936, as mortes dos cangaceiros: Mariano, Pai velho e Zeppelin (depois corrigido para Pavão), no chamado fogo do Cangaleixo (SE), ocorrido, conforme a revista, em 29 de outubro de 1936, pela volante de Zé Rufino, episódio ocorrido 02 meses antes da publicação da matéria.



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MEU ANIVERSÁRIO

Por José Mendes Pereira

Como todo ser humano aniversaria eu não sou diferente. Estou completando mais um ano vivido. Alguns reclamam da vida. Outros dizem que é melhor morrer novo do que velho. Outros querem viver, viver mais e mais. Eu sou um desses que quer viver. Viver é bom, mesmo com dificuldades, com decepções, odiado por uns e amado por outros. 

Agradeço ao grande Deus por aceitar que eu ainda continuo sobre o solo do seu planeta. O Michael Jackson, o Elvis Presley, John Lennon, e outros famosos não chegaram a minha idade. Tenho é que agradecer a Deus por aceitar que eu continuo ocupando um lugar no espaço. 

23 de Maio de 2007, era o dia do meu aniversário, e às 4:00 horas da manhã, acordei quando alguém me chamava e me comunicou que meu segundo irmão Francisco Mendes Pereira (Chico Mendes), havia falecido em um Posto de Saúde.

Elizabeth minha irmã falecida, Toinha minha cunhada e Chico Mendes meu irmão falecido no dia do meu aniversário de 2007.

Sentiu-se mal, foi ao "PAM" andando, e meia hora depois veio a óbito. Não deu tempo para ser socorrido pelo Samu, que já estava a caminho do "PAM" para levá-lo até ao Hospital Regional Tarcísio Maia. A causa: Insuficiência respiratória.

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