Seguidores

sábado, 15 de fevereiro de 2025

EU ROUBEI MARIA BONITA

Por Histórias do Brasil

O cangaceiro Beija-Flor lembra-se com saudade dos momentos felizes passados com Lampião e Maria Bonita: “Nas noites de lua, os bandidos sentavam no chão, bebiam cachaça, Lampião tocava sanfona e Maria Bonita acompanhava no bandolim. Os cangaceiros cantavam modas. Canções que falavam de sua vida aventurosa e cheia de perigo. Também falavam de amor”.

Testemunho do cangaceiro Beija-flor transcrito por Guaracy Oliveira, “Eu Roubei Maria Bonita”, O Cruzeiro, 18 de ago. 1962.

Segue nossa página, curte e compartilhe.

ADENDO:

"Não tenho conhecimento que Maria Bonita tocava algum instrumento musical. Mas não posso dizer que não é verdade". - J. Mendes Pereira

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

https://blogdomendesemendes.blogspot.com/

BANDO DE ZÉ SERENO

 Por Helton Araújo

Bando de Zé Sereno, da esquerda para direita em pé: Cravo Roxo, Sila, Zé Sereno, Adília, Canário, Mané Moreno.
Fileira de baixo, da esquerda para direita: Zumbi, Quina-Quina e Ponto Fino.
Foto: Benjamin Abrahão/Abafilm
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

COORDENADAS

 Clerisvaldo B. Chagas, 13 de fevereiro de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.188

Na gestão municipal entre 1956-1960, foi construída em Santana do Ipanema, uma simpática pracinha que fez muito sucesso entre o seu povo. A citada pracinha foi localizada na vizinhança de onde hoje está situada a Caixa Econômica Federal. O gestor da época era o Prefeito Cultura, Hélio da Rocha Cabral de Vasconcelos, chamado simplesmente Hélio Cabral. Os bancos da pracinha eram de granito bruto, relativamente, pequenos e sem encostos. Os canteiros continham representações da caatinga como facheiros e mandacarus. Recebeu a denominação, pelo próprio prefeito de Praça das Coordenadas. E as Coordenadas Geográficas do município estavam estampadas também num bloco de granito cercado pela vegetação do jardim.

PRACINHA DAS COORDENADAS, JÁ EM DECADÊNCIA. (FOTO: DOMÍNIO PÚBLICO).

A pracinha muitas e muitas vezes chamadas pelas mulheres de encantadora, recebeu mais à frente, a estátua do jumento como homenagem ao que o bicho bruto ajudou tanto a cidade a se desenvolver transportando água das cacimbas do rio Ipanema para as residências. Muita fotografada, tanto a pracinha, antes, quanto depois já como a estátua ao jegue e ao botador d’água. Calhou que um jumento preto, de verdade, tipo Canindé, de também ser fotografado ao subir à praça e meter-se no meio da vegetação e, de fato, correu mundo numa foto em que foi exposto. Lá mais à frente ainda, a pracinha deixou de existir, o buraco que ficou não serve para nada e o santanense perdeu a Praça das Coordenadas.

Como Santana não colocou as peças da praça nem no museu nem em depósito de arquivo público, tudo sumiu. Vale dizer para os mais novos que não existe nenhuma praça original na cidade. A única era a Praça Emílio de Maia, logo descaracterizada e apelidada, após, de Praça do Toco.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2025/02/coodenadas-clerisvaldo-b.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PADRE CÍCERO EM QUADRINHOS

 Por Itamar Nunes Art

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

TROPA DE JOSÉ PEREIRA DE PRINCESA

 Por Guilherme Velame Wenzinger

Comandantes das tropas de José Pereira de Princesa(PB). O número 4 é Marcolino Diniz. E os outros, alguém consegue me dizer?

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

DIGAMOS ASSIM, UM JAGUNÇO...

Por Guilherme Velame Wenzinger

Essa é um pouco rara. Sargento(?)* paraibano fotografado em Sumé (PB), década de 1930. Do dia que vi essa foto até hoje ainda não consegui identificá-lo. Arrisco dizer que fazia parte das tropas de José Pereira ou, caso seja sargento, das tropas legais de João Pessoa.

*Está escrito “sargento” no embornal de couro dele.

 https://www.facebook.com/groups/179428208932798

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

RECIFE, CAPITAL PERNAMBUCANA, ENTRA NO RADAR DO CARIRI CANGAÇO PARA 2025

 

Jorge Remígio, Ailton Matos, Joaquim Pereira, 
Erivelton e Silva, Manoel Severo, no radar: Cariri Cangaço Recife

Depois das edições exitosas do Cariri Cangaço em três das capitais nordestinas; Fortaleza em 2018, Natal em 2023 e João Pessoa em 2024, o Cariri Cangaço volta seu olhar para Recife a bela capital pernambucana, a Veneza brasileira. "Nosso DNA nasceu debaixo do barro do chão, bem no meio da caatinga e dos tabuleiros sertanejos, mas não podemos deixar de levar a experiência Cariri Cangaço para as capitais. As inciativas de sucesso em Fortaleza, Natal e João Pessoas nos encorajam a enfrentar novos desafios e para nossa satisfação estamos dando os primeiros passos nessa direção, se tudo der certo, no segundo semestre de 2025 realizarmos o sonhado Cariri Cangaço Recife 2025" afirma Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço.

"sentaram à mesa representantes do Conselho do Cariri Cangaço do Recife, membros do GECAPE - Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco e ainda do Centro de Estudos de História Municipal - CEHM."

O sonho vem de muito tempo, mas foi a partir de conversas com representantes de grupos de estudos e instituições literárias e culturais do Recife; durante a agenda Cariri Cangaço em João Pessoa; em novembro ultimo, que o cenário começou a descortinar. "Já há algum tempo que Severo nos fala em realizarmos um Cariri Cangaço em Recife, penso que agora chegou a hora, reunindo parceiros importantes e montando uma programação factível e que possa proporcionar a todos, um evento de qualidade" revela o Conselheiro Cariri Cangaço Jorge Remígio, radicado no Recife.

Tailene Barros e Manoel Severo

A ideia é reunir parceiros dentre as instituições locais e estaduais para trabalhar um primeiro esboço do que poderia ser o Cariri Cangaço Recife ainda no segundo semestre de 2025. "Acho que temos tudo para realizar um grande encontro, à exemplo das outras capitais, é verdade que o formato de um evento realizado em capitais é totalmente diferente daquilo que o Cariri Cangaço realiza nos sertões, mas também essa expertise já estamos desenvolvendo há algum tempo, como no caso de Fortaleza, Natal e mais recentemente em João Pessoa,  com certeza Severo pode contar com todos os membros do Conselho Cariri Cangaço que moram no sertão pernambucano" revela Hesdras Souto, Conselheiro Cariri Cangaço de Tuparetama, sertão do Pajeú.

Miguel Meira de Vasconcelos, Erivelton e Silva, Manoel Severo e Joaquim Pereira
Miguel Meira de Vasconcelos, professora Josemery, Manoel Severo, Severino Vicente , Erivelton e Silva, Dr Mauricio e Joaquim Pereira
Manoel Severo e Ailton Matos
Severino Vicente; presidente do IHO;  e Manoel Severo
Manoel Severo, Valéria Barbalho e Joaquim Pereira

Em mais uma viagem de trabalho Manoel Severo esteve nos últimos dias 12 e 13 de janeiro de 2025 no Recife para iniciar um conjunto articulado de conversas na direção da construção do Cariri Cangaço 2025. Na noite do domingo, dia 12 , sentaram à mesa representantes do Conselho do Cariri Cangaço do Recife, membros do GECAPE - Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco e ainda do Centro de Estudos de História Municipal - CEHM. Na oportunidade Manoel Severo, Joaquim Pereira, Erivelton e Silva , Jorge Remígio, Ailton Matos e Tailene Barros, traçaram os primeiros passos na construção de uma possível agenda do Cariri Cangaço em Recife.

"Nosso desejo é, ao lado do GECAPE, do CEHM e das demais instituições parceiras, proporcionar um evento diferenciado, destacando temáticas e conferencistas do Recife, de renome nacional e internacional, trazendo mesas de debates preciosas para o aprofundamento e discussão da história de nosso Brasil, muitos desses episódios nascidos aqui mesmo em Recife. Ou seja, será um evento extraordinário sob vários aspectos" confirma Manoel Severo.

Itamar Baracho, Manoel Severo e Wasterland Ferreira; ilustre presidente do 
GECAPE- Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco
Hesdras Souto, Manoel Severo e Yoni Sampaio
Roberto Cavalcante , Gilmar Teixeira, Manoel Severo e Felix

Na manhã seguinte a convite do CEHM , os representantes do Cariri Cangaço estiveram participando da celebração em memória dos 200 anos do martírio de Frei Caneca, no largo que recebe seu nome e local de seu fuzilamento. Na oportunidade mais conversas e articulações com agentes da área da cultura e da literatura, ensejando promissores resultados para a realização do Cariri Cangaço Recife. "Agora e arregaçar as mangas e trabalhar, trabalhar com lucidez e responsabilidade, com certeza haveremos de construir um excelente Cariri Cangaço aqui no Recife" fala Joaquim Pereira, Conselheiro Cariri Cangaço.

Manoel Severo e Erivelton e Silva
Israel Pereira, Joaquim Pereira, Miguel Meira de Vasconcelos, Geraldo Ferraz, Yoni Sampaio, Erivelton e Silva, Reinaldo Carneiro Leão.
"O Cariri Cangaço pretende unir instituições do Recife em torno de um grande encontro, então Carga" reforça Geraldo Ferraz
Joaquim Pereira, Luiz Ruben, Roberto Cavalcante, Felix, Severo e Ailton Matos
Cariri Cangaço, Território de Grandes Encontros

"Amigo Severo, a bola começou a rolar, muita coisa ainda precisa ser formatada, mas a primeira coisa é o compromisso e nessa reunião de hoje a noite esse compromisso foi assumido, agora é trabalhar para reunir as condições necessárias para realizar mais essa grande agenda do Cariri Cangaço, desta vez aqui no Recife" confirma o pesquisador Erivelton e Silva. "Sem dúvidas temos tudo para realizar mais um grande Cariri Cangaço, desta vez em Recife, vamos em frente" ressalta Luiz Ruben, Conselheiro Cariri Cangaço do Recife.

"A chegada do Cariri Cangaço ao Recife é um compromisso de todos nós que somos Conselheiros Cariri Cangaço Pernambucanos; temos exatos 18 conselheiros aqui de Pernambuco, todos comprometidos com esse grande projeto. Então com diz Severo: Avante !!!" confirma Luiz Ferraz Filho, Conselheiro Cariri Cangaço de Serra Talhada.

NOTA CARIRI CANGAÇO: Conselheiros Cariri Cangaço do estado de Pernambuco: Ana Gleide Leal -Floresta ; Ana Lúcia Granja - Petrolina; André Vasconcelos - Triunfo; Augusto Martins- Afogados da Ingazeira; Clênio Novaes - São José de Belmonte; Geraldo Ferraz - Recife; Joaquim Pereira - Recife; Jorge Remígio - Recife; Junior Almeida - Capoeiras; Leonardo Gominho - Floresta; Louro Teles - Calumbi; Luiz Ferraz Filho - Serra Talhada; Luiz Ruben - Recife; Manuel Dantas Suassuna - Recife; Valdir Nogueira - São José de Belmonte; Moustafá Veras - Afogados de Ingazeira; Hesdras Souto - Tuparetama; Rodrigo Honorato - Exu.

https://cariricangaco.blogspot.com/2025/02/recife-capital-pernambucana-entra-no.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CANGACEIRO LUA CHEIA

 

Por Guilherme Velame Wenzinger

João Ferreira Lemos, o cangaceiro “Lua Cheia”? E aí, verídico ou não? O velho dizia que era. Ano 1998.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2657999331075661&notif_id=1739485310534024&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

LIVRO - LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS

 

Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão
Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:

Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O DOURADINHO

Por Helton Araújo

Na imagem, vemos Francisco Moitinho Dourado, o Douradinho. No cangaço, o tenente Douradinho liderou alguns destacamentos localizados e comandou pelotões. Ele foi deputado estadual entre os anos de 1953 e 1967.

Faleceu em Salvador no dia 20 de agosto de 1985.

É considerado um dos mais cruéis e violentos oficiais que atuaram na época do cangaço.

Qual sua opinião sobre o tenente Douradinho?

FOTO : MELLO, Agenor Bandeira de. Cartilha histórica da Bahia: A República seus governadores.

 https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO, UMA VIDA MARCADA POR MUITAS DECEPÇÕES, E GERALMENTE, VINGADAS.

 Por José Mendes Pereira - (Crônica 76)

No dia 28 de julho de 2022, completaram 84 anos que o homem mais procurado do Nordeste Brasileiro, e conhecido no mundo inteiro, o pernambucano lá da Villa Bella, atualmente denominada de Serra Talhada, o Virgolino Ferreira da Silva - alcunhado “Lampião”, deixou o nosso planeta, partindo para outra esfera (suponhamos) depois de tantas crueldades praticadas por ele e seus comparsas, que viajaram juntos, num total de 11 delinquentes.   

Benjamin Abraão Botto, Maria Bonita e o capitão Lampião

Lampião repousava na Grota do Angico, nas terras de Porto da Folha, atualmente pertencem à cidade de Poço Redondo, no Estado de Sergipe, e lá, ele e a sua rainha Maria Bonita estavam protegidos pela sua malta, no seu coito, e se sentindo seguro, enfiado em sua famosa "Central Administrativa". 

Os calendários da humanidade indicavam o dia 28 de julho de 1938, e os relógios do mundo inteiro, marcavam mais ou menos  5:30 da madrugada desse dia, quando ele, Maria Bonita e sua cabroeira, foram atacados e abatidos; mais um policial de nome Adrião Pedro de Souza (total de 12 mortos na Grota do Angico), chacinados pelas volantes policiais, comandadas pelo tenente João Bezerra da Silva, da gloriosa Polícia Militar do Estado de Alagoas.

Segundo alguns pesquisadores, naquele coito, o capitão Lampião se sentia seguro, achava muito difícil que uma suposta volante chegasse ali, e que somente eles, sabiam muito bem chegarem naquele lugar,  porque, habitualmente, eram conhecedores de todos os terrenos que ofereciam difíceis acessos nas caatingas do nordeste brasileiro.  

O cangaceiro Corisco

Mas o valente cangaceiro Corisco, duvidava que aquele coito tinha segurança, porque, ele chegou a dizer que ali era como uma ratoeira, caso fossem atacados, seriam pegos, só existia uma entrada, e que ela também seria a saída para que eles se livrassem de um possível ataques de policiais. E se caso as volantes descobrissem que a Grota só tinha uma saída, com certeza, todos os cangaceiros estariam ferrados.

Grota do Angico em Poço Redondo-SE.

Com exceção dos que ganhavam dinheiro do rei do cangaço, o nordeste brasileiro vibrou e bateu palmas com a sua morte, com o seu fim, porque, muitos que estavam marcados para morrerem, e outros que,  mesmo não estando na lista de morrer,  se livraram de passar pelas mãos vingativas do sanguinário, perverso Lampião e seus comandados.

Enquanto outros não gostaram nem um pouquinho do seu extermínio, porque viviam exclusivamente dos favores que faziam ao rei e a rainha do cangaço, como também prestavam os seus serviços à toda sua cabroeira, e a recompensa era valiosa, mesmo arriscando as suas vidas, valia muito mais prestarem serviços a um bando de feras humanas, do que ficarem do lado da polícia militar, porque, nada ganhavam, ao contrário, eram humilhados e maltratados pelas autoridade policiais, para que eles entregassem o rei Lampião, Maria Bonita e seus homens, indicando o lugar dos coitos feitos por eles na caatinga nordestina. 

EM ALGUM MOMENTO NA VIDA TERIA LAMPIÃO SE ARREPENDIDO DO QUE FEZ E CONTINUAVA FAZENDO?

Eu acho que sim. Lampião ainda continuava no cangaço, porque era constantemente perseguido pela polícia, e ele como rancoroso, vingativo, perverso e sanguinário, não iria se humilhar à autoridade nenhuma. Suponho eu que se as autoridades tivessem dado-lhe uma oportunidade, perdoando o que ele tinha feito antes, muitas vidas de sertanejos e de alguns pequenos fazendeiros teriam sido poupadas, porque, Lampião  se intercalaria à sociedade, e cuidaria de construir um lá com a sua companheira Maria Bonita.

Assim como os demais que foram cangaceiros e beneficiados com o indulto do presidente da república Getúlio Vargas, nenhum deles voltou ao antigo passado, e assim, o rei também mudaria de pensamentos, caso tivesse sido beneficiado.

O que passou, passou, e daquele dia em diante, Lampião gozaria de proteção, foi assim que aconteceu com os seus comandados, que mostraram que eram capazes de viverem em sociedade.

Somente Severino Garcia Santos, o ex-cangaceiro Relâmpago, que era funcionário da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia.", do afamado Lampião, apesar de sua idade, com 83 anos, o Relâmpago fora preso por esfaquear o agente de trânsito do Detran "Jorge de Oliveira Ribas", de 66 anos, após uma discussão sobre o preço de uma cabeça de peixe num bar na Praça Tiradentes. Na época, o ex-cangaceiro se vangloriava dizendo que, quando vivia no sertão, tivera 12 mulheres e matara mais de 20 pessoas com Lampião. (Confira esta informação clicando no link abaixo da foto do ex-cangaceiro Relâmpago).

O cangaceiro Relâmpago - http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2013/11/o-globo-19-de-abril-de-1991-ex_2.html

Não sou analista sobre nada, mas acho que Lampião, quando se deitava um pouco, em sua "Central Administrativa", sozinho no seu “eu”, muitas vezes, pensou que um dia poderia ser um homem da sociedade, e não nômade criminoso e desordeiro como era. Mas o destino foi cruel com Lampião, não lhe deu uma oportunidade na vida. E penso eu "nada de real", que sempre passou no seu “EU”. E quem sabe, tenha pensado isto ou semelhante o que segue:

“Eu não sei porque a vida preparou para mim um mundo tão triste, tão cheio de decepções. Entregou-me uma agenda só com coisas ruins que eu terei que cumprir ou passar por elas. Matar os meus semelhantes, matar gado e criações de proprietários que não querem me aceitar nas suas terras, e procuram me eliminar do sertão; roubar, odiar, vingar, depredar, incendiar fazendas e cercados, só horrores terei que fazer. Mas será que eu não sou filho também de Deus? 

Às vezes me ponho a imaginar as grandes crueldades que fiz com várias pessoas sertanejas, e muitas delas, estavam pagando um preço caro, e nem mereciam passar pelas minhas mãos vingativas, ou de meus comandados. Lembro como foi assassinado o Briô, na mais triste morte. O cangaceiro Vulcão. Os que eu autorizei, que os meus cangaceiros os capassem, outros que ficaram sem orelhas, mulheres ferradas, Rosinha do meu amigo da velha guarda Mariano Laurindo Granja, ordenei que a matasse na mais covarde morte. Cristina do cangaceiro Português, só pelo fato dela tê-lo traído. Foi morto também o Sabiá que estuprou uma jovem, mas este era merecedor. Lá no Rio Grande do Norte, em São Sebastião, eu assassinei um jovem maluco, só porque ele não obedeceu as minhas ordens. E assim, tudo que eu tenho feito de ruim, eu culpo a natureza, que não teve um tico de dó de mim.

Lembro que o Santo da Fazenda Mandassaia, empregado do fazendeiro Manoel do Brejinho, foi morto pelo cangaceiro Corisco, e quem causou a sua morte, fui eu. O vaqueiro guardava em sua casa uma quantia em dinheiro que o Manoel do Brejinho tinha mandado para o Corisco, cuja, solicitada pelo mesmo. Ao chegar ao meu conhecimento, fui até a sua casa e pedi que me entregasse a quantia que eu acertaria com Corisco, porque eu estava precisando daquele valor. E assim ele fez, me entregando toda quantia em dinheiro do Corisco. Mandei pedir outra quantia ao Manoel do Brejinho, que seria para devolver ao Corisco, que eu havia pego aquela primeira, e foi honrado o meu pedido por ele. Se ele fez cara feia, eu não sei, mas enviou a quantia pelo Santo, e com esta em seu poder, aguardava a chegada do Corisco para entregá-la. Mas dois policiais patenteados, tomaram conhecimento da quantia em poder do Santo. Foram alta hora da noite, e um deles se fez ser o Corisco. Pediu que trouxesse o dinheiro, mas não precisava abrir a janela, bastava entregar por uma fresta, pois tinha pressa. Dias depois, Corisco vai à casa do Santo, pegar o dinheiro. Santo não tinha mais, porque a quantia já tinha sido entregue a ele, assim pensava o pobre vaqueiro que tinha sido ludibriado pelos policiais desonestos. Corisco enlouqueceu, dizendo que ele estava querendo enrolá-lo, e findou assassinando-o, sem merecer o pobre vaqueiro Santo da Fazenda Mandassaia.

Uma das coisas que mais me irrita, é ser excluído pelos meus irmãos (de modo geral), que nunca me viram com bons olhos. Eu faço parte da mesma comunidade humana, e por que quase todos os meus irmãos me odeiam? Enquanto eles riem de mim, pelo mundo que recebi da natureza, caladamente eu choro, choro e choro muito, choro, e choro muito forte, por não ter tido a mesma sorte  que tiveram todos os meus irmãos fraternos, e que fazem o bem. 

Se me dessem uma oportunidade, eu abandonaria o mundo do crime e me intercalava novamente à sociedade dos homens, e iria praticar só o bem. Mas os meus crimes foram maiores do que o coração da sociedade, e ninguém me ver com bons olhos. Por onde eu ando e tento um apoio, pelo menos para o meu cansado corpo repousar e descansar um pouco, mas todos viram as costas para mim, e com medo da minha pessoa, fogem para as matas como se eu fosse o maior animal feroz do mundo. Não tenho culpa, foi a natureza que errou quando me fez, e assim, sou um dos erros do mundo. 

Infelizmente, o sol não nasceu para mim. Será que eu sou filho de Deus ou do Diabo? Perseguiram tanto os meus pais que minha mãe não suportando as pressões dos poderosos, infartou e dias depois veio a óbito, e um mês depois, os policiais que eram comandados pelo tenente José Lucena, invadiram  a residência de José Ferreira dos Santos, o meu pai, e o assassinaram, que nada tinha a ver com as nossas brigas. E minhas irmãs sofreram o que o diabo rejeitou. Todo tipo de perseguição, elas foram vítimas. 

Quando você quiser desejar o mal a um inimigo seu, deseja o mundo que eu herdei da natureza, porque, não tem outro mundo pior do que o que eu ganhei".

Há 84 anos findava a carreira criminosa de Virgolino Ferreira da Silva o Lampião, onde foi localizado na Grota do Angico, no Estado de Sergipe e executado com mais dez cangaceiros, pela volante comandada pelo Tenente João Bezerra da Silva, da Polícia Militar do Estado de Alagoas, no dia 28/07/1938.

Informação ao leitor: 

O que eu escrevi, não tem nenhum valor para a literatura lampiônica, e não tem problema se você discordar. Lampião nunca disse isso.
Você leitor, poderá me perguntar: "E se não tem valor para a literatura lampiônica e por que você escreveu?" 

Eu escrevo o que penso sem atrapalhar o que já escreveram os escritores e pesquisadores. São apenas as minhas inquietações, assim dizia o saudoso escritor e pesquisador do cangaço Alcino Alves Costa, o caipira de Poço Redondo.  

Eu escrevo para aqueles que gostam de ler, quando existem pessoas que leem até bula de remédios, e também para  me divertir com este tema tão polêmico que é “Cangaço”, principalmente quando se trata de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, e sua companheira Maria Gomes de Oliveira a Maria Bonita. Os meus escritos não atrapalham os pesquisadores, escritores e cineasta relacionados ao tema.

Eu sempre chamo a atenção do leitor para não usá-los na literatura lampiônica. 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

ANO DE 1929, MUNICÍPIO DE JEREMOABO

 Acervo do Caio lorenzo

Ano de 1929, município de Jeremoabo, Sertão da Bahia. Lampião era um caboclo alto, um tanto corcunda, cego do olho direito, óculos ao estilo professor, manco de um pé (baleado três anos antes), com moedas de ouro costuradas na roupa. Exalava mistura forte de perfume francês com suor acumulado de muitos dias. O cangaceiro podia até não preencher os requisitos de um bom partido, mas foi com esses atributos que conquistou a futura mulher, filha de casal com uma dezena de filhos.

Maria Gomes Oliveira tinha 18 anos quando subiu na garupa do cavalo de Virgulino Ferreira da Silva. Corpo bem feito, olhos e cabelos castanhos, um metro e cinquenta e seis de altura, testa vertical, nariz afilado. Era bonita, habilidosa na costura (assim como era Lampião) e adorava dançar. Foi o suficiente para Virgulino quebrar a tradição do cangaço e permitir o ingresso de uma mulher nos bandos, o que abriu precedente para várias outras.

Felipe Torres

 https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

JOÃO FERREIRA, IRMÃO DE LAMPIÃO.

 Por Histórias do Brasil

Raríssimo Retrato do sr. João Ferreira, irmão de Lampião colocando algumas flores no local em que Mataram Lampião, Grota do Angico ano de 1953.

Fonte: Adriano Carvalho.
Segue nossa página, curte e compartilhe

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CHARLIE CHAPLIN.

Por Xe 9DD

Essa é uma das últimas fotos de Charlie Chaplin, tirada em 1977. Na imagem, ele aparece em uma cadeira de rodas, sendo empurrado por sua esposa, Oona O'Neill, enquanto passeiam à beira de um lago na Suíça, onde ele viveu seus últimos anos.

Chaplin, um dos maiores ícones do cinema mudo, faleceu no dia 25 de dezembro de 1977, aos 88 anos, em sua residência em Corsier-sur-Vevey, Suíça.

Chaplin passou seus últimos anos em reclusão na Suíça, ao lado de sua família, depois de uma carreira brilhante e também marcada por desafios.

Durante a década de 1950, ele enfrentou polêmicas políticas nos Estados Unidos, o que acabou dificultando seu retorno ao país. Mesmo assim, seu legado no cinema permaneceu inabalável, e ele foi homenageado anos depois com um Oscar especial pelo conjunto da obra.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=1076353117840877&set=a.455014069974788

https://blogdomendesemendes.blogspot.com/