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sábado, 10 de janeiro de 2015

O MAIS NOVO LIVRO DO ROBÉRIO SANTOS "O CANGAÇO EM ITABAIANA GRANDE"


Um livro não é feito apenas de papel impresso. O valor atribuído a ele não é apenas papel e tinta. O escritor começa com uma ideia "será que houve Cangaço em Itabaiana? Quais as influências?". Começa a luta. Nisso começa a juntar o que já tem, seja online, livros impressos, monografias e fotografias. Separa tudo numa pasta. Começa a buscar pistas em outros livros, documentos raros, manuscritos e referências não debatidas, apenas citadas e muito menos mostradas. A busca por livros que contenham muitas vezes após uma leitura de mais de 600 páginas você acaba extraindo um parágrafo para o livro. 

De onde saiu o dinheiro para comprar dezenas de livros? Centenas de revistas? Dezenas de fotos? Muitas viagens? Alimentação? Noites mal dormidas? Entrevistas muitas vezes difíceis com as pessoas mais improváveis do mundo... 

O livro está quase pronto e aí aparece uma pista, e o escritor como um detetive da história corre e pega a informação. Ele começa a organizar tudo, a pedir ajuda aos amigos que possam doar um pouco do seu conhecimento. Dezenas de pessoas entrevistadas, paciência para filtrar e agir como um CSI do conhecimento de forma educada e responsável. 

O livro está pronto depois de dez anos de pesquisas. Mas não acabou por aí. Editora, coloca as fotos no lugar, trata as fotos coletadas como fonte importantíssima do visual. Casa com os textos. 

Vem a diagramação interna e da capa, definição de título e formato. O livro parece estar pronto. Leva-o para a Gráfica, apenas um modelo e aí, após análise, chega o orçamento. Corremos em busca das nossas reservas, não temos o suficiente, vamos em busca de amigos como Edson Passos Passos, Robinho da Dojokai e Adriana Noronha e eles confiam no meu trabalho e completam o que falta. Trocamos trabalhos, eu faço calendários; aceito patrocínio, somo ao que tenho e começo a fazer o livro. Coloco tudo ao pé da letra, faço as contas. 

Não dá para fazer com a quantidade de páginas que eu queria, corto algumas coisas necessárias e deixo para um próximo livro, o orçamento aperta e bato o martelo. Três provas chegam, vem para a correção. Envio uma delas para Ludmilla Oliveira e ela consegue me enviar a tempo a inscrição na biblioteca, vem o ISBN... manda para o RJ... chega... reviso pela milésima vez virando noites e noites recebendo piadas sem graça de gente ignorante. Eu suporto. 

O livro atrasa, vem mais correções e acréscimos. Um quadrinho é acrescentado na íntegra para ajudar na leveza da leitura. Valeu Gilmar Marcel. O livro chega. Aí tem o transporte que onera custos para vir de Aracaju a Itabaiana. Vem a taxa de correio para enviar aos de longe, a ajuda de Thayane Matos é imprescindível, cansaço para entregar de mão em mão... 

No final das contas sobra muito pouco do dinheiro investido e depois disso tudo, cobro míseros R$ 50,00 por uma avalanche de informações e vem uma pessoa e diz que é um roubo porque eu peguei tudo pronto? 

Nessas horas que dá vontade realmente de desistir de tudo. Essa é nossa Itabaiana, mal mal tem as coisas, quando tem nem divulgada é. Uma pena, também tema imprensa itabaianense que dá as costas para o que está acontecendo. Que pena...! 

Obrigado a quem confia no meu trabalho, que não é meu, é nosso. Eu queria ficar rico com literatura, mas acho que estou é roubando vocês.

COMO ADQUIRI-LO

Ele está entre nós! Quer o seu? Fale com Thayane MatosUfa! Ele sozinho custará R$ 50,00.
 Se você comprar meu livro "Album de Itabaiana" (R$ 50,00) que é um livro de Luxo, ele fica em R$ 30,00 e se comprar com o livro "Zeca Mesquita" (R$ 30,00) ele fica em R$ 40,00. 
Se comprar os 3 ele cai para R$ 20,00.  São 400 páginas e de brinde vem um cordel e uma revista em quadrinho.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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O MAIS NOVO LIVRO DO ESCRITOR GERALDO MAIA DO NASCIMENTO



ADQUIRA LOGO O SEU:

MOSSORÓ NA TRILHA DA HISTÓRIA

ANOTAÇÕES



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DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS


O livro "DOMINGUINHOS, O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.
Adquira logo o seu através deste e-mail:
incrivelmundo@hotmail.com
R$ 35,00 Reais (incluso frete)
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Será que os cangaceiros eram ricos, mesmo com bens alheios?


Os cangaceiros foram donos de uma riqueza vocabular própria, mais rica que os manjados termos a eles associados, como "volante" (equipe móvel de perseguição policial) e "macaco" (soldado). 


Para Fernandes e Araújo, muitos termos usados pelos bandos não eram conhecidos do sertanejo comum e formavam um jargão militar próprio. 


Com o fim do movimento, parte dos termos passou a ser usado de maneira corrente no sertão. Nem sempre de forma duradoura - algumas palavras terminaram esquecidas, como "gargulina" (enjoo), "desaprecatado" (desprevenido), "jabiraca" (lenço de pescoço).


Para Pernambucano de Mello, a estética do cangaço tornou o cangaço um mito primordial brasileiro. Em sua opinião, os cangaceiros não eram criminosos comuns, que tentam se misturar ao ambiente para não serem notados.


Não se camuflavam, nem se escondiam: faziam do estardalhaço visual, e verbal, seu cartão de visita.

Fonte: facebook
Página: Humberto Silva

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“O GLOBO” – 07 DE OUTUBRO 1927

Material do acervo do pesquisador Antonio Corrêa Sobrinho

A PSICOLOGIA DO CANGACEIRO
O BANDITISMO NOS SERTÕES DO NORDESTE BRASILEIRO
UM ENSAIO POLÍTICO-SOCIAL
(Especial para o GLOBO)

CAPÍTULO VI

Desde junho deste ano vinha sendo notada a má vontade com que chefes políticos do interior do Ceará olhavam a incursão das forças aliadas no seu território, em virtude do convênio pernambucano; principalmente por parte das famílias cearenses Santa Ana, Chicote e Arruda, que procuravam por todos os meios dificultar a perseguição a Lampião e outros cangaceiros.

O “Diário da Manhã”, de Recife, em seu número de 15 de julho, transcreveu uma entrevista dada por um fazendeiro do Ceará, José Ribeiro da Costa, ao jornal “A Tarde”, da Bahia, na qual o referido fazendeiro declarou “que vinha do Ceará” e que Lampião ali estava seguro contra quaisquer perseguições. – “A polícia do meu Estado (disse ele) não incomoda Lampião. O Ceará oficial entende-se com ele e o protege. O governador Moreira da Rocha e o padre Cícero garantem-lhe plena liberdade de locomoção.”

Nesta mesma entrevista o citado fazendeiro fez também grave acusação ao governo de Pernambuco (não são sabemos com que fundamento, uma vez que declarou “ter vindo do Ceará”, onde tinha suas fazendas) afirmando – “que a polícia pernambucana fingia apenas guerrear Lampião, mas que, de verdade, o que fazia era aproveitar o lamentável estado de cousas, para tirar gordos proveitos.”

É bem de ver que o “Diário da Manhã”, folha oposicionista à situação política de Pernambuco, inseriu também esta acusação. Entretanto, adiantou os seguintes conceitos: - “Não queremos crer, assim, sem mais nem menos, que essa deprimente invectiva seja procedente. Não temos, todavia, elementos para contestá-la. E , por isso, “limitamo-nos a registrá-la, visando com isso arrancar aos atingidos pela vergonhosa incriminação palavras de defesa.”

Essa defesa não tardou. Foi-a “A Província”, de Recife, em nota que nos pareceu oficial; e foi tal modo esmagadora, que o jornal oposicionista não voltou ao assunto.

Dela extraímos os seguintes períodos:

“Se a polícia pernambucana “finge apenas” perseguir Lampião, porque fugiu ele dos sertões de Pernambuco para se internar nos do Ceará? Depois que o Dr. Souza Leão iniciou a campanha atual, é mister indagar: - “Onde as fazendas pernambucanas incendiadas? Os roubos? Os assassínios? Apontem-nos, se puderem. É verdade que o celerado volta às vezes aos nossos sertões, por dias, para se ausentar de novo; ele, ou alguns bandidos do seu bando, que se dividiu em diversos grupos, chefiados por outros perversos, por causa justamente da perseguição tenaz que lhes movem os nossos soldados; mas vivem escondidos nas caatingas, porque sabem que não há mais uma cidade ou vila que não esteja guarnecida de tropa.

“No entanto, se querem ver com olhos justos, sinceros, vão ao teatro dos acontecimentos. Todos os meios serão facilitados, por que de direito, aos jornalistas que se interessam, a fim de darem lealmente o seu testemunho sobre a ação de Pernambuco na campanha contra os bandoleiros.”

Mais alto, porém, do que essa linguagem franca e leal, falam – “os fatos”.

Além dos 96 bandidos, mortos ou capturados, de dezembro de 1926 (data do convênio) a maio do corrente ano, cujos nomes constam do nosso artigo, temos mais os seguintes, de junho até hoje:

MORTOS EM COMBATE

O temível bandido Jararaca, lugar-tenente de Lampião, ferido e morto dias depois, tendo feito declarações, tomadas por termo, de que muitos de seus companheiros já haviam desertado do bando, diante da perspectiva da polícia pernambucana; José Isidoro, vulgo “Jatobá”; José Lopes, vulgo “Pinga-Fogo”; Antônio de tal, vulgo “Sabiá”; José Marinheiro, Antônio Garapu, coiteiro Firmino José Sant’Anna, Hortêncio de tal, vulgo “Graúna”; Manoel do Vale, vulgo “Lavandeira” e Manoel Maria – 10.

CAPTURADOS

João Nunes Lima, Manoel Pereira, José Bento, Cândido Cícero, Agostinho de tal, vulgo “Patrício”; Benedito Domingos, Fortunato Domingos, vulgo “Guará”. Antônio Quelé, vulgo “Candeeiro”; Manoel Victor, José Vieira, José Guida, Firmino de Dona, vulgo “Condutor”; Venâncio Ferreira, vulgo “Açucena”; Manoel Claro, vulgo “Teotônio”; Cornélio de tal, vulgo “Pirulito”; Manoel Domingos, coiteiro David Dudu, coiteiro Manoel de Lucinda, coiteiro Dionísio Vaqueiro, Domingos dos Anjos, vulgo “Serra Uman”, terrível facínora do grupo de Lampião; Raimundo dos Anjos, pai de “Serra Uman”; Luiz Paulo Santos, João Sipahuba, Emídio Lopes, Antônio Juvenal, vulgo “Mergulhão”; coiteiro Cesário Domingos, Pedro Domingos, Camilo Domingos, Albino da Silva, Domingos Souza, vulgo “José Pastora”; Júlio de tal, coiteiro Antônio Bento dos Santos, vulgo “Cobra Verde”; José Terto, vulgo “Caneta”; José Rosa, vulgo “Candinho”; João Terto, Nicodemos Cordeiro, vulgo “Nico”; Luiz Bezerra, vulgo “Manoel Helena”; Manoel Luiz, vulgo “Manoel Helena”; Marcos Gaudêncio de Sá, João Quirino Neto, Gabriel Pereira Barbosa, Marinho Gonçalves dos Santos, Ângelo de tal, vulgo “Capão”, do grupo de Lampião e Antônio Gregório, vulgo “Baraúna”, um dos mais perigosos do grupo de Lampião, preso nos esconderijos da serra Arapuá, pelo bravo tenente Arlindo Rocha. – Ao todo 47 capturados.

Aí temos, portanto, com os 96 do nosso artigo, os bandidos mortos em combate e os capturados. Ao todo 153 cangaceiros, dos quais já estão livres os sertões do Nordeste.

É assim que a polícia pernambucana “finge apenas” persegui-los.

Poderíamos terminar aqui o artigo de hoje; mas como se poderia pôr em dúvida a veracidade da estatística que pacientemente organizamos pelas notícias publicadas em diversos jornais, aqui e nos Estados do Norte, vamos transcrever uma importantíssima entrevista que ao jornal “A Província”, de Recife, deu o coronel Francisco Romão, fazendeiro no município pernambucano de Salgueiros, depoimento tanto mais insuspeito, quando se trata de um “adversário político intransigente da situação atual de Pernambuco, correligionário e amigo dedicado do ex-senador Manoel Borba”.

Eis o que publicou “A Província”, em seu nº de 9 do corrente:

“Há dias esteve nesta capital o senhor coronel Francisco Romão, chefe político “borbista” em Salgueiros. Disso tendo conhecimento, um repórter desta folha resolveu ir ouvi-lo a cerca do banditismo em o Nordeste e, particularmente, em Pernambuco.

O coronel estava em companhia de outro sertanejo político.

Falou o nosso repórter:

- Então, coronel, como vamos de policiamento contra o nefasto cangaceirismo? As tropas têm desenvolvido com eficácia a perseguição ao banditismo?

- Esta é a verdade, senhor, respondeu o coronel. Correligionário do ex-senador Borba, ao qual sempre dei o meu apoio e darei em qualquer emergência, por um dever de lealdade para mim mesmo, não posso entretanto deixar de reconhecer que o Dr. Eurico de Souza Leão tem sido um abnegado, diante os interesses dos sertanejos, na campanha contra o banditismo. O amigo não pode avaliar os vexames que passamos com os “raids” contínuos de Lampião às nossas paragens. Era um horror. Mães que choravam, maridos que se maldiziam da sorte, finalmente um pandemônio.

Hoje, porém, o grupo de Lampião está reduzido a 12 ou 14 bandidos, internados nas caatingas, porque as forças policiais não lhes dão tréguas.

Hoje se pode viajar com plena segurança no sertão. A polícia pernambucana tem desempenhado com louvores o que lhe foi confiado: 

- o extermínio de cangaceirismo.

O major Theophanes Torres, a quem o Dr. Eurico confiou a chefia das forças volantes é um oficial esforçado, conhecedor absoluto de toda a zona sertaneja, e, com calma, sem reclame, vem realizando uma campanha perfeita, de pleno acordo com o chefe de polícia.

- Mas alguns jornais (replicamos) costumam, quando atacam o governo, desmerecer a energia da polícia nos combates a Lampião. Que nos diz o coronel?

- Nada mais lhe posso adiantar. – sou “Quero que o senhor frise bem em seu jornal o seguinte: - sou “borbista”, nunca abandonarei o ex-senador; por isto ninguém mais autorizado do que eu para falar nestas cousas. Por um princípio político “sou inimigo da situação atual”; e que lucraria eu louvar a polícia, endeusando a campanha feita pela mesma em nossos sertões se tudo isto não fosse verdade?

A campanha contra o cangaceirismo, feita pelo Dr. Eurico de Souza Leão e pelo major Theófanes é uma campanha que merece todo o aplauso dos sertanejos. E ouça: eu, chefe “borbista” intransigente, sou o primeiro a aplaudir.

O jornal terminou a sua publicação com o seguinte período, que fazemos nosso: - “Os que têm combatido a ação do Sr. Dr. Chefe de polícia, que contestem o coronel Romão. Contra fatos não valem argumentos falsos”.

Justiniano de Alencar (no seu penúltimo capítulo)

Fonte: facebook
Página: Antônio Corrêa Sobrinho

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

MEMORIAL DA RESISTÊNCIA CONTA A HISTÓRIA DA INVASÃO DE LAMPIÃO A MOSSORÓ


blogdoborjao.blogspot.com

O memorial da resistência conta a história da invasão de Lampião a Mossoró, quando o famoso cangaceiro foi recebido à bala pelo então prefeito da cidade, junto com os homens da sociedade local. O memorial tem em cada pilastra a fotografia e a história de cada integrante do grupo de Lampião. 

Lampião chamou esta igreja de bunda redonda

Ao lado do Memorial, fica a Igreja de São Vicente, que é o local real do episódio, onde se conservam as marcas de tiros. É um local muito visitado por turistas.

www.panoramio.com
adorocomer.com

Próximo tem a praça de convivência que oferece várias opções de bares e lanchonetes, muito bem frequentados, vale a pena visitar.

http://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g1076240-d2415056-r196346271-Memorial_da_Resistencia-Mossoro_State_of_Rio_Grande_do_Norte.html

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QUEM SÃO OS BANDIDOS MAIS FAMOSOS DA HISTÓRIA? – FINAL


MADAME SATÃ

Ele era um negro de poucas palavras, que não gostava de brincadeiras e adorava vestir coletes e camisas de seda. O dândi pernambucano João Francisco dos Santos, vulgo Madame Satã, foi um dos mais célebres bandidos que o Rio de Janeiro já conheceu. 

Homossexual assumido e perito na navalhada, o que mais adorava era surrar policiais. Sedutor, conquistou a amizade de gente famosa, como os cantores Noel Rosa e Francisco Alves, mas se vangloriava de ter matado com uma rasteira um dos maiores gênios do samba, Geraldo Pereira. 

Apesar disso, o cartunista Jaguar disse dele: 

"Foi o meu herói e melhor amigo". 

A história desse transgressor com T maiúsculo, que nasceu em 1900 e passou 27 anos mofando atrás das grades, deu um dos melhores filmes brasileiros dos anos 70, A Rainha Diaba, e voltará a ser contada num longa-metragem com estréia prevista para este ano.

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quem-sao-os-bandidos-mais-famosos-da-historia

Biografia escrita pela Wikipédia: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Madame_Sat%C3%A3

João Francisco dos Santos nasceu em Glória do Goitá, em 25 de Fevereiro de 1900, no Rio de Janeiro, e faleceu no dia  11 de abril de 1976. Era mais conhecido como Madame Satã. Foi um transformista brasileiro, visto como personagem emblemático da vida noturna e marginal carioca na primeira metade do século XX.

Criado numa família de dezessete irmãos, diz-se que João Francisco chegou a ser trocado, quando criança, por uma égua. Jovem, foi para o Recife, onde viveu de pequenos serviços prestados. Posteriormente, mudou-se para o Rio de Janeiro, indo morar no bairro da Lapa. Analfabeto, o melhor emprego que conseguiu foi o de carregador de marmitas, embora houvesse o boato de que foi cozinheiro de mão-cheia. Considerado marginalizado, acredita-se que o fato de ter sido negro, pobre e homossexual tenha contribuído.

Dito dotado de uma índole irônica e extrovertida, João Francisco dos Santos encantou-se pelo carnaval carioca. Foi assim que, em 1942, ao desfilar no bloco-de-rua Caçador de Veados, surgiu seu apelido. O transformista se apresentou com a fantasia Madame Satã, inspirada em filme homônimo de Cecil B. De Mille.

Era frequentador assíduo do bairro onde morava (conhecido como reduto carioca da malandragem e boemia na década de 1930), onde muitas vezes trabalhou como segurança de casas noturnas. Cuidava que as meretrizes não fossem vítimas de estupro ou agressão.

Foi preso várias vezes, chegando a ficar confinado ao presídio da Ilha Grande, agora em ruínas. Frequentemente, Madame Satã enfrentava a polícia, sendo detido por desacato à autoridade. Considerado exímio capoeirista, lutou por diversas vezes contra mais de um policial, geralmente em resposta a insultos que tivessem como alvo mendigos, prostitutas, travestis e negros. É considerado uma referência na cultura marginal urbana do século XX. Em 1971, concedeu uma polêmica entrevista ao jornal O Pasquim.1

Faleceu logo após a sua última saída da prisão, em abril de 1976.2 em sua casa, hoje um camping.

No ano de 2002, foi rodado no Brasil um filme sobre sua vida, que leva também o nome de Madame Satã, premiados nacional e internacionalmente. Nesse filme, João Francisco dos Santos foi interpretado pelo ator Lázaro Ramos.

FINAL
http://pt.wikipedia.org/wiki/Madame_Sat%C3%A3
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capa do livro NOTAS PARA A HISTÓRIA DO NORDESTE


Do professor e escritor José Romero Araújo Cardoso

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HOJE NA HISTÓRIA DE MOSSORÓ - 07 DE JANEIRO DE 2015

 Por Geraldo Maia do Nascimento

No dia 07 de janeiro de 1900 começou a circular em Mossoró um jornal manuscrito chamado Século XIX. Esse jornal passou a circular duas vezes por mês e em seu cabeçalho havia uma solicitação aos leitores para que devolvessem o jornal depois de lido.
               
O jornal era publicado pelo Instituto Literário 2 de Julho e tinha em seu corpo edirotial Luiz Bandeira, Martins de Vasconcelos, Irineu de Albuquerque (Redator-Chefe), Cunha da Mota, Francisco Izódio de Souza, Olímpio Melo e Raimundo Rubira da Luz. 

Todos os direitos reservados

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Fonte:
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PERSONALIDADES DO TEMPO DO CANGAÇO


O homem que está segurando o chapéu é o coronel João Bezerra da Silva. O que está em cima da pedra, é o Senhor Manoel Pereira, na época, ele era chefe da estação de trem da cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas.

Fonte: facebook
Página: Cap Cangaceiro

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SEIS LIVROS IRÃO INOVAR

Por Clerisvaldo B. Chagas, 9 de janeiro de 2014 - Crônica Nº 1.342
Clerisvaldo lançando um dos seus livros.

Cansado das dificuldades encontradas para se publicar um livro, resolvi inovar. As coisas evoluíram e não podemos ficar apenas alimentando os preços estratosféricos das gráficas e editoras ou reféns das autoridades de posse da área cultural, má vontade e da verba inútil para quem tem valor.

Resolvi ir à luta de forma artesanal e repartida em tarefas para divulgar seis livros inéditos e na gaveta. Devidamente digitados, corrigidos e registrados, visamos os passos seguintes: Imprimi-los todos em impressoras comuns com tintas de qualidade e o mesmo papel usado por qualquer gráfica possante. Contratar os trabalhos de um encadernador e eis aí os livros feitos.

Anunciados, mas sempre batendo nas barreiras citadas, os seis livros hibernaram, mas virão a lume se Deus quiser, em breve. São elesDeuses de Mandacaru (romance, ciclo do cangaço); Fazenda Lajeado (romance, ciclo do cangaço); Colibris do Camoxinga, Poesia Selvagem; 228, História Iconográfica de Santana do Ipanema; O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema; e Maria Bonita, a Deusa das Caatingas.

Como lancei três livros de uma vez, pretendo agora lançar ao mercado os seis na mesma data. Ficarei livre para trabalhar na produção do “Padre Cícero, 100 Milagres Inéditos”, hoje, pela metade.

A qualidade dos seis livros que irão ao público, nada deverão à forma industrial. A história iconográfica apresentar-se-á tipo capa dura e de alto luxo. A História completa de Santana, juntamente com a história iconográfica, será apresentada em formato A4 e, talvez o de Maria Bonita também.

Para o livro, o Boi a Bota e a Batina... A capa em preto e branco trás desenho do artista plástico alagoano e santanense Roninho, mais foto antiga da cidade. Colibris do Camoxinga conta com a capa elaborada por outro artista consagrado, irmão do Roninho, Roberval Ribeiro. Os dois romances vêm com as capas em montagem do autor e, Maria Bonita, apresenta capa com a fotografia da personagem em preto e branco.

A nota lamentável é que a 1º edição de cada, não deverá ultrapassar os 50 livros.

Voltaremos a falar sobre esse assunto, quando os seis livros estiverem no ponto de lançamento, ocasião em que divulgaremos as suas imagens.

Vamos trabalhar.


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LAMPIÃO – GOVERNADOR DO SERTÃO


No dia 2 de setembro de 1926, Lampião invade a cidade de Cabrobó – PE, à frente de cento e cinco cangaceiros, sob o toque de corneta e em perfeita formação militar, hospedando-se na casa do chefe municipal, em cuja companhia, após o almoço, passa em revista os alunos da escola local, formados em sua honra.

Fonte: Guerreiros do Sol
De: Frederico Pernambucano de Mello

Fonte: facebook
Página: José João Souza.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

NOVO LIVRO SOBRE O BRASIL NA II GUERRA

Por Rostand Medeiros

O amigo Durval Lourenço Paiva lançará no próximo dia 3 de fevereiro o livro “Operação Brasil - O ataque alemão que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial”. Este livro vem sendo desenvolvido com esmero e cuidado, sendo muito aguardado.

http://tokdehistoria.com.br/2015/01/08/novo-livro-sobre-o-brasil-na-ii-guerra/
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“UMA CARTA DE LAMPEÃO” - 30 de abril de 1926, no jornal “A Tarde”


Como documento curioso, vale divulgada a seguinte carta escripta pelo celebre “Lampeão” ao sargento commandante do destacamento de Joazeiro, no Ceará:

“Ilmo. sr. José Antonio. Eu lhe faço esta, até não devia me sujeitar a te escrever, porém, sempre mando te avisar, pois, eu soube que vc., no dia que eu cheguei ahi na fazenda vc., esteve prompto para vir me voltar porém, eu sempre lhe digo que você crie juizo, e deixe de violencias, a pois eu venho chamado é por homem, e mesmo assim, vc. com zuada não me faz medo. Eu tenho visto, é, coisa forte, e não me assombra, por tanto vc. deve tratar de fazer amigos não para fazer como vc. diz., sempre lhe aviso, que é para depois vc. não se arrepender e nada mais, não se zangue, isto é um conselho que lhe dou. – Do capitão VIRGOLINO PEREIRA DA SILVA.”
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* Copiado corretamente - O jornal colocou "Virgolino Pereira da Silva" na sua transcrição.(Observação do ilustre pesquisador Rubens Antonio em sua matéria no seu blog)

Transcrito na íntegra por Sálvio Siqueira

Fonte blog cangaconabahia.blogspot.com (Postado por Rubens Antonio às 4:45, terça-feira, 10 de janeiro de 2012)

http://cangaconabahia.blogspot.com
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LAMPIÃO EM BRAILLE



LAMPIÃO EM BRAILLE - Essa é uma iniciativa da Fundação Dorina Nowill para cegos em parceria com Ministério da Cultura, Governo Federal e Grupo Votorantin. 

Os deficientes visuais já podem usufruir dos livros em braille e dos CDs recebidos recentemente pela Biblioteca Municipal Professor Cordelino Teixeira Paulo em São Pedro da Aldeia. 

Dentre os novos livros em braille estão A Mala de Hana, de Karen Levine; Tudo Ao Mesmo Tempo Agora e O Canto da Praça, de Ana Maria Machado; O Saci, de Monteiro Lobato; As Aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi; LAMPIÃO: NEM HERÓI NEM BANDIDO, DE ANILDOMÁ WILLIANS DE SOUZA; Clarissa, de Érico Veríssimo; De Grão em Grão, o Sucesso Vem na Mão, de Katie Smith Milway e Que Saracotico!, de Sylvia Orthof. Mais informação no: 

http://pontodeculturacabrasdelampiao.blogspot.com

Fonte: facebook

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QUEM SÃO OS BANDIDOS MAIS FAMOSOS DA HISTÓRIA? – PARTE V


LAMPIÃO

Virgulino Ferreira da Silva, o Rei do Cangaço, foi por muito tempo o inimigo número um da polícia nordestina. Sua carreira de fora-da-lei teve início no final da década de 20, do século, para vingar a morte do pai. Roubando, cobrando tributos de latifundiários e assassinando por encomenda ou vingança, ele viu sua fama correr todo o país. Para completar, foi anunciado como "enviado de Deus" pelo Padre Cícero e creditado como autor da imortal cantiga "Mulher Rendeira". 


Em 1938, depois de 18 anos no crime, sua vida chegou ao fim numa emboscada na Grota do Angico, interior de Sergipe. Lampião foi morto junto com a igualmente fascinante companheira Maria Bonita e boa parte da sua quadrilha. Sua cabeça, decepada, acabou exposta em praça pública. A clássica cinebiografia O Cangaceiro (1953) inaugurou uma série de filmes brasileiros dedicados ao cangaço - um número pequeno, porém, se comparado à sua presença na literatura de cordel.

CONTINUA...

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Cem Anos do Doutor do Baião

Por Marcelo Pinheiro
Humberto Teixeira, o doutor do Baião

Nesta segunda-feira, 5 de janeiro, completaram-se cem anos do nascimento de um personagem esquecido, mas central para a música popular brasileira no Século 20, o compositor e letrista cearense Humberto Teixeira. Anônimo para muitos, ele foi parceiro de Luiz Gonzaga (1912 – 1989) em clássicos que povoam o imaginário de sucessivas gerações de brasileiros, como Asa Branca, Assum Preto, Juazeiro, Respeita Januário e No Meu Pé de Serra, e ajudou a colocar o trio sanfona, zabumba e triângulo no mapa de nossa música.

Iniciada em agosto de 1945, quando se tornaram amigos, a parceria entre os dois culminou na criação de um gênero musical de irresistível apelo dançante e genuinamente brasileiro, o Baião. Em entrevista à Rede Globo, de 1974, Gonzagão e Teixeira relembraram o encontro, que resultou no esboço de duas obras-primas da música nordestina: “Quando conheci Humberto Teixeira e começamos a conversar, foi rápido, em menos de uma hora Humberto resolveu meu problema. E parece que ele estava gostando também da minha cooperação”, recordou Gonzaga. “Naquele mesmo dia, começamos a ‘sanfonizar’ os primeiros acordes e a primeira linha mestra não só de Baião, como de Asa Branca, essa música que, hoje, é um hino. Uma música que diz muito, a muitos brasileiros”, complementou Teixeira.

Humberto Teixeira

A alcunha “Doutor do Baião” foi atribuída a ele por ter sido advogado. Morto no Rio de Janeiro, em 3 de outubro de 1979, aos 64 anos, Humberto Cavalcanti Teixeira nasceu em 05 de janeiro de 1915 em Iguatu, cidade do centro-sul do Ceará que, além de ter sido o principal polo de fornecimento de algodão do País entre as décadas de 1960 e 1980, também deu ao Brasil outro gigante de nossa cultura, o maestro Eleazar de Carvalho (1912 – 1996). O despertar do menino Humberto para a música veio aos seis anos de idade, por influência do tio Lafaiete Teixeira, regente que o introduziu aos primeiros instrumentos – flauta, bandolim e musete, versão francesa da gaita de fole.

Aos 13 anos, tocando flauta, ele passou a integrar a orquestra que musicava filmes mudos no Cine Majetic, em Fortaleza. Dois anos mais tarde, mudou-se para o Rio de Janeiro, fugindo de mais uma seca que assolava o Nordeste, tão severa quanto aquela do ano em que ele nasceu. Em 1934, aos 18 anos, foi premiado em um concurso carnavalesco da revista O Malho com a marchinha Meu Pecadinho. Ao longo de quase uma década, Teixeira compôs dezenas de marchas, xotes, sambas-canções e toadas. Em 1943, formou-se em Direito, pela UFRJ, e teve, no ano seguinte, sua primeira composição gravada, Sinfonia do Café, um samba interpretado por Déo e composto a quatro mãos com o maestro Lyrio Panicalli (leia sobre o álbum Nova Dimensão, de Panicalli). Naquele mesmo ano, em parceria com Sivuca, Teixeira escreveu para Carmélia Alves outro clássico de seu repertório Adeus, Maria Fulô (ouça a releitura d’Os Mutantes)  

Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

Embora breve, aprofundada ao longo de nove anos até que o letrista enveredasse pela política como deputado-federal, a parceria com Luiz Gonzaga também atribuiu à Humberto Teixeira o status de teórico da música popular. À força intuitiva do genial Mestre Lua, o Doutor do Baião acrescentou um pensamento evolutivo fundamental para a valorização da cultura nordestina em todo o País, como ele mesmo enfatizou na entrevista de 1974: “Depois de resolvermos que o ritmo que nós queríamos lidar como saída para a implantação da música nordestina no Sul do País era o Baião, tratamos de urbanizar, de dar características nacionais a esse ritmo eminentemente telúrico e a esse tipo de música tão ligada às coisas do Norte.”

Lado A do disco de 78 rpm lançado pela RCA Victor que continha, no lado B, o Baião Paraíba, Asa Branca foi gravada em 1947 e, desde então, soma centenas de releituras (ouça a versão jazzística do quarteto do baterista Edison Machado). O sucesso das duas músicas, como pretendia Teixeira, impulsionou o novo gênero em todo o País e, por meio do forte conteúdo social de suas letras, transformou o Baião em porta-voz de muitas das agruras vividas pelo povo nordestino.    

Selo original do disco de 78rpm com a primeira gravação do clássico Asa Branca (Divulgação RCA, Victor)

A faceta de defensor da música popular ganhou dimensão ainda mais importante quando da atuação política do compositor. Em 1958, ele conseguiu aprovar a Lei Humberto Teixeira que, a partir daquele ano até 1964, criou caravanas de divulgação de artistas brasileiros no exterior. Entre os músicos beneficiados estão Waldir Azevedo, Trio Irakitan, Leonel do Trombone, Abel Ferreira, os acordeonistas Orlando Silveira e Sivuca, as cantoras Carmélia Alves e Vilma Valéria, e os maestros Guio de Morais, Radamés Gnatalli e Léo Peracchi. Em 1971, Teixeira foi eleito vice-diretor da União Brasileira de Compositores – UBC e ampliou a defesa por direitos autorais.

Cantado por intérpretes de diversas gerações – entre eles, Emilinha Borba, Cyro Monteiro, Ivon Curi, Gal Costa, Caetano Veloso, Alceu Valença, Zé Ramalho, Ney Mato grosso, Gilberto Gil e Dominguinhos – Humberto Teixeira foi autor prolífico, deixou mais de 400 composições (saiba mais sobre ele no perfil do Dicionário Cravo Albin). Em sua homenagem, a rodovia CE-060, que liga Iguatu a capital Fortaleza, foi batizada com seu nome.

Casado com Margarida Teixeira, ele é pai da atriz Denise Dummont que, desde início dos anos 2000, tem se empenhado em manter viva a memória do Doutor do Baião. Em 2009, sugerido pela atriz Leandra Leal, o cineasta pernambucano Lírio Ferreira foi convidado a dirigir o documentário O Homem que Engarrafava Nuvens, idealizado e produzido por Denise. A íntegra do filme encontra-se disponível na internet. 

Marcelo Pinheiro
http://brasileiros.com.br/2015/01/o-centenario-de-humberto-teixeira-o-doutor-baiao/


Fonte: Youtube / djerickmail

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