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segunda-feira, 23 de março de 2015

OS CANGACEIROS ANTONIO SILVINO E ZEZÉ PATRIOTA E SUAS AVENTURAS EM ITAPETIM, PERNAMBUCO.

Por: João de Sousa Lima

As intricadas veredas do nordeste serviram de caminhos para os vários bandos de cangaceiros, assim como fazendas, sítios e roças, dos homens simples aos mais abastados criadores da época, foram passagens desses grupos. Os catingueiros tinham suas residências visitadas tanto pelos que andavam “à margem da lei”, como pelos que se diziam defensores delas.

A cidade de Itapetim, em Pernambuco não fugiu a regra: Antonio Silvino (Foto ao lado) pisou aquelas terras.

Segundo a história registrada em livros, o povoamento daquele município começou em 1885, sob a orientação do Senhor Amâncio Pereira, que deu início a construção das primeiras casas. Graças ao seu esforço e espírito progressista organizou-se uma feira e a primeira casa de comércio, que marcou a evolução do povoado.
  
Marcos e João de Sousa Lima na casa visitada pelos cangaceiros

É fácil desmistificar essa data, pois fazendo uma pesquisa mais detalhada encontramos casa com datas gravadas nas madeiras, registrando o ano de 1814.

Em 1890 foi erguida uma capela em homenagem a São José do Egito, Coube ao padre

José Gomes, a celebração da primeira missa. Outro templo, mais amplo, foi construído em 1914, com a finalidade de acomodar maior número de fiéis.

 A dupla próxima à árvore onde os cangaceiros amarraram os burros.

O primeiro nome de povoação foi Umburana, em virtude da existência de uma árvore de igual denominação na localidade. Posteriormente passou a ser conhecida como São Pedro das Lajes. O terceiro nome foi Itapetininga e, finalmente, em 1943, por decreto lei nº 952, passou a ser Itapetim.

Entre as várias construções ali existentes, a casa do casal Emídio Ferreira de Lima e Maria Ferreira da Conceição era uma dessas residências, em suas madeiras e paredes, apesar de abandonadas, ainda estão registradas essas datas. A casa foi construída nas proximidades do Riacho do Gato, um dos afluentes do Rio Pajeú.

Data da construção da casa.

Antonio Silvino se dividia entre a Paraíba e Pernambuco, Itapetim faz essa divisa com Teixeira, são dois lugares conhecidos por ter nascido grande cantadores repentistas.

No Sítio Prazeres (tinha esse nome Prazeres por ser o lugar das danças realizadas pelos escravos que ali viveram) Maria Ferreira da Conceição e Emídio Ferreira de Lima viram surgir o famoso Antonio Silvino e seu grupo, o cangaceiro apenas solicitou água e alimentação; Maria serviu alguns biscoitos “Mata-Fome” ou Bolachas Pretas, feitas de rapadura.

Os cangaceiros devoraram a saborosa iguaria e Antonio Silvino, depois desse primeiro contato, sempre que possível passava nessa residência para apreciar as bolachas feitas por Maria, acabaram tornando-se amigos.

Além de Antonio Silvino, outros grupos de homens armados apareceram na região. Um desses grupos era chefiado por Zezé Patriota.

Aspecto atual da Casa de Maria Ferreira da Conceição.

Como sempre nos rastros dos cangaceiros vinha às volantes policiais, aquela região passou a ser também caminho dos soldados. O tenente Alencar fazia diligências contínuas por lá.

Um dia de feira o tenente chegou entre os feirantes e prendeu Caboclinho Patriota, o tenente forçou o rapaz a dizer o itinerário dos cangaceiros que andavam com seu irmão Zezé; Caboclinho aproveitou um descuido do tenente e fugiu no meio da feira; Na mesma hora o tenente encontrou outro irmão do cangaceiro: Levino Patriota.

O jovem foi espancado e forçado a dizer quais eram os lugares percorridos pelo irmão cangaceiro. O jovem acabou contando ao tenente sobre o paradeiro do irmão. O tenente seguiu com o grupo até a fazenda São Pedro, os cangaceiros foram cercados, o tiroteio foi intenso, morrendo Bernardo Nogueira, apelidado de Repentista. O tenente continuou sua busca, indo ao Sítio Mucambo.

Chegando ao sítio, novo cerco foi armado, tiros pipocaram, o combate durou pouco, como saldo dos disparos, morreu Zezé Patriota, o restante do grupo, sem a voz de comando do chefe, partiu mato à dentro, em disparada. Os familiares de Zezé Patriota o enterraram em Itapetim. Como registro daquela época, resta uma cruz tombada e carcomida que marca o lugar do tiroteio, onde Zezé caiu morto.

A casa do casal Emídio Ferreira de Lima e Maria Ferreira da Conceição, ainda está lá, teimando contra o tempo, semi destruída, como imagem querendo perpetuar um tempo que não volta mais.

Nas palavras emocionadas de minha entrevistada Antonia Dias de Oliveira, neta do casal citado acima e do seu filho Marcos, ouvi sobre esse tempo de lutas, histórias que o tempo não apaga.

Na visita à velha casa, durante alguns minutos observando-a, transportando-me no tempo, imaginei sentir o cheiro da fabricação da saborosa bolacha preta, a mata fome, que tanta fome matou, nos confins das terras, no mais distante rincão, da região banhada pelo adorado Rio Pajeú.

João de Sousa Lima é Pesquisador e escritor.
Paulo Afonso madrugada do dia 20 de dezembro de 2010.

http://www.joaodesousalima.com/2010/12/os-cangaceiros-antonio-silvino-e-zeze.html?spref=fb

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VÍTIMAS DO CANGAÇO - SENHOR BERTHOLINO LIMA DA CIDADE DE CURAÇÁ-BA


Senhor Bertholino Lima da cidade de Curaçá-BA, que foi marcado com ferro quente na bochecha esquerda, na testa e na omoplata direita por ordem de Lampião no ano de 1931, ficando com 3 marcas com as iniciais "JB" (José "Zé" Baiano) em seu corpo.

Fonte: facebook
Página: Lampeão o Rei do cangaço

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A GUERRA QUE QUASE HOUVE

Por Tomislav R. Femenick

Dois fatos relativamente recentes voltam a suscitar a controversa que ainda existe com relação à fixação da divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. Desde 2009 tramita na Assembleia Legislativa do estado vizinho um projeto de Decreto Legislativo, que dispõe sobre a convocação de plebiscitos para decidir sobre os limites territoriais interestaduais. Em 14 de abril de 2011, o Diário Oficial do Estado do Ceará publicou ato daquela casa que criava uma Comissão Especial para diagnosticar a indefinição de divisas do Ceará com o Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba. Por trás dessa nova disputa estaria a disputa pelos royalties do petróleo que a Petrobras descobriu na divisa das cidades de Tabuleiro do Norte (CE) e Apodi (RN).
            
No ano passado o engenheiro Jorge Cintra, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, utilizado técnicas e instrumentos de medição modernos que proporcionam maior rigor de resultados, elaborou um novo mapa das Capitanias Hereditárias (terra doadas no século XVI pela Coroa Portuguesa a comerciantes e nobres lusitanos) que contradiz o mapa tradicional, de autoria do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen. Esse novo estudo, confirma a posição do Rio Grande do Norte na questão dos limites, baseados na prelazia histórica.


Essa é uma questão antiga e que, na opinião do historiador Saul Estevam Fernandes, teria sido a causa principal que motivou a criação dos Institutos Histórico Geográfico do Rio Grande do Norte e do Ceará.

UMA QUESTÃO DE SAL

O monopólio do sal, instituído pela coroa portuguesa permitia que apenas as províncias de São Tomé, Rio Grande e Pernambuco produzissem e comercializassem sal brasileiro, desde que em suas respectivas fronteiras. Em meados do século XVIII a Vila de Aracati era uma grande produtora de carne salgada e usava sal trazido de Portugal, que era gravado com altos impostos. Visando solucionar seu problema, Aracati solicitou a anexação das salinas do Rio Mossoró ao seu território, o que foi concedido por uma Carta Regia de 1793. Em 1801 o governo cearense como ponto de referência do limite a margem esquerda do rio Mossoró, o que provocou protestos do governo da província do Rio Grande do Norte. A questão perdurou mesmo após a independência e durante todo o período do Império.

Em meados do século XIX, o desenvolvimento de Santa Luzia de Mossoró atraía mais e mais pessoas para a cidade e reavivou o clima de disputa fronteiriço com o Ceará. Caso típico foi a disputa em que a cidade se viu envolvida em torno das oficinas de carne-seca, quando alguns comerciantes de Aracati quiseram fechar os portos dos rios Assú e Mossoró, visando impedir a saída do produto. Sem mercado, as oficinas seriam fechadas. A situação se adensou, em 1888, quando a Câmara daquela cidade cearense “mandou medir terrenos à margem esquerda do Mossoró” e tentou estender os limites de seu Município, absorvendo terras das localidades de Tibau e Grossos. Depois de marchas e contra marchas, um ouvidor substituto mandou dar posse dos terrenos em litígio à vila de Aracati, mas o território limítrofe continuou sem ser demarcado.

Mapa de 1848

Em 1894, o Estado do Ceará impetrou uma ação no Supremo Tribunal, alegando “conflito de jurisdição”, que se transformou em “ação de limites”. Mesmo com a situação sub judice, isto é, em trâmite judicial, em 1901, a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou, e o Presidente provincial sancionou uma Lei elevando Grossos à condição de Vila. O governador potiguar protestou. Os norte-rio-grandenses, que moravam na área disputada, reagiram, e os governos dos dois Estados mandaram tropas para o local. Entretanto, não houve conflito armado.

CONFLITO QUE QUASE HOUVE

A fronteira entre os dois Estados era marcada pela barra do rio Mossoró, e ali se posicionaram tropas do Rio Grande do Norte, em fins de janeiro de 1904. Os cearenses reagiram, trocando sua posição de invasores para invadidos. “Multidões se reuniam na praça Central de Fortaleza exigindo a guerra ao Rio Grande do Norte”. O governo do Ceará nomeou um Tenente-coronel do Exército, Salustiano Padilha, para expulsar as tropas potiguares. Em cinco de março de 1904, a tropa cearense, composta de duzentos e cinquenta homens, tomou posição em Aracati, a somente oitenta quilômetros da zona disputada.

 
A região reivindicada pelo Ceará

José Torcápio Salustiano de Albuquerque Padilha nasceu em Camocim, no dia sete de setembro de 1861. Ele foi criado por um tio, que tinha sido voluntário da pátria na guerra do Paraguai e que lhe incutiu um grande sentimento de xenofobia. Em 1883, formou-se aspirante pela Escola Militar de Rio Pardo. Quando dos problemas fronteiriços do Brasil com a Bolívia por causa da questão do Acre, ele externou o desejo de “oferecer sua vida em holocausto pela pátria”. O tratado de Petrópolis de 1903, que resolveu as questões com a Bolívia, frustrou seus sonhos de glória nos campos de batalha. Decepcionado, voltou para o Ceará. Agora, ele tinha um outro inimigo, os norte-rio-grandenses; tinha a sua guerra, a região contestada entre o Rio Grande do Norte e o Ceará.

Os cearenses se deslocaram de Aracati até Grossos, aonde chegaram em 11 de março de 1904 e ali estabeleceram seu quartel-general, porém não encontraram as forças potiguares, que tinham feito um recuo tático, cruzando a barra do rio Mossoró, para se reagruparem em Areia Branca. O comandante da expedição planejou atravessar de barcos a barra do rio e invadir a cidade de Areia Branca. Entretanto, alguns dos seus oficiais se anteciparam; cruzaram o rio, se entenderam com as tropas opostas e telegrafaram ao Presidente da Província do Ceará, recebendo deste a ordem para evitar a invasão do Rio Grande do Norte (que eles já haviam invadido quando entraram em Grossos).

Todavia, o Tenente-coronel Salustiano se negou a cumprir a ordem do seu governador e, às sete horas do dia 12 de março de 1904, com apenas poucos homens, fez a travessia do rio e ficou esperando pelo outros, que nunca chegaram. Sem apoio, teve que se retirar.

O Presidente da República interveio na questão e mandou que as tropas de ambos os lados recuassem para suas bases. A primeira tentativa de solução pacífica da disputa da região contestada pelo dois Estados deu-se via arbitragem, portanto sem envolvimento dos Tribunais regulares. A decisão foi favorável ao Ceará. Nos Tribunais, o Rio Grande do Norte ganhou em três ocasiões diferentes: 30 de setembro de 1908; 02 de janeiro de 1915 e 17 de julho de 1920.

Caso o Rio Grande do Norte tivesse perdido essa causa, na verdade quem sairia perdendo mais ainda seria o Município de Mossoró, pois grande parte de sua receita e da renda da população vinha daquela região, onde eram desenvolvidas as mais profícuas e proveitosas atividades econômicas locais: extração de sal, criação de gado, exploração agrícola e produção de carne de sol.

NOS ANOS 1960

O problema ainda teve um outro desdobramento. Quando Aluísio Alves era governador, o Estado do Rio Grande do Norte fez a doação de glebas de terras devolutas a antigos posseiros, muitos deles moradores em região fronteiriça com o Ceará, expedindo o competente documento de posse e editando ato que autorizava que os beneficiados pudessem contrair empréstimos com bancos oficiais, dando as referidas terras como garantia. Essa medida favoreceu os habitantes da região, dando-lhes possibilidades de melhorar seu nível de vida.

Em outubro de 1967, vários proprietários de terras de Baraúnas, então distrito do Município de Mossoró, foram vítimas de arbitrariedades por parte de supostos donos de suas terras. Entretanto, inesperadamente eles foram presos pela polícia cearense e levados para a cidade de Russas, onde um cidadão de nome José Louredo declarou-se dono de toda a área doada pelo Governo do Rio Grande do Norte, além do mais sob a alegação de que todas aquelas terras fazem parte do estado do Ceará.

Os proprietários se viram forçados a abandonar suas glebas e benfeitorias nelas existentes, depois de terem iniciado o beneficiamento e cultivo das terras doadas pelo Governo potiguar. Após esse incidente, numa zona supostamente contestada, pois oficialmente nada havia a respeito do assunto, os trabalhos agrícolas e pastoris da região foram paralisados, com grandes e sensíveis prejuízos para a economia local.

A CONSTITUIÇÃO

A Constituição Federal Brasileira de 1988, no art. 12, parágrafos 2º, 3º e 4º, de seus dispositivos transitórios, determina que em um prazo de três anos, contados a partir da data de sua promulgação, que os Estados e municípios promovessem a demarcação de suas linhas divisórias em litígio. Esgotado esse prazo, cabe à União determinar os limites das áreas litigiosas.

Como até agora o Rio Grande do Norte e o Ceará não resolveram definitivamente suas pendências de limites geográficos, o caso deve seguir o que estabelece a alínea “f” art., do art. 102 da nossa Carta Magna: “Compete ao STF […] as causa e os conflitos entre a União e os Estados, entre a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros…”.

Tomislav R. Femenick – Mestre em economia, com extensão em história e sociologia. Do Instituto Histórico e Geográfico do RN

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A CENTENÁRIA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA - 100 ANOS: DE ESTAÇÃO FERROVIÁRIA PARA O TEMPLO DA CULTURA MOSSOROENSE

Por Edilson Damasceno - JORNAL DE FATO
Dirigível Zeppelin sobrevoando a Estação Ferroviária de Mossoró, 1945 - www.panoramio.com

Lá se vão 100 anos. A Estação das Artes Elizeu Ventania, que tem sua funcionalidade quase que totalmente voltada para shows artísticos, possui um valor histórico que, à primeira vista, não é devidamente reconhecido. Primeiramente pela questão econômica. Foi ali, no prédio construído em 1915, que Mossoró registrou seu primeiro meio de transporte de massa (leia-se popular). Sua estrutura permanece com os parâmetros iniciais, mas pouco se vê o resgate histórico do que aconteceu naquele local. Em 19 de maio de 1915, surgia a Estação Ferroviária de Mossoró, com linha inicial ao Porto Franco, para onde boa parte dos mossoroenses fugiu em virtude da invasão do bando de cangaceiros liderados por Lampião, em 1927. Hoje, Porto Franco é o atual município de Grossos, que era – à época, ligado à cidade de Areia Branca e esta fazia parte do vizinho estado do Ceará.

Ao longo do tempo, a Estação Ferroviária de Mossoró sofreu transformações. Não da sua estrutura. Mas por força do homem e provocadas pelo desenvolvimento da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. O trem que fazia a linha para Porto Franco foi levado à Paraíba algum tempo depois. Especificamente em 1940 e 49 anos depois foi desativada. Os trilhos arrancados e o seu objetivo esquecido. O que veio para fomentar a economia acabou sendo deixado de lado em nome de outros interesses.

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Quem hoje observa a antiga Estação Ferroviária de Mossoró não pode perceber, diretamente, que dali partiu um dos avisos acerca da chegada de Lampião à cidade. É bem verdade que o aviso maior veio do sino da Catedral de Santa Luzia. Isso em 13 de junho de 1927. Antes disso, muita gente já tinha deixado Mossoró. E tais informações podem ser vistas no Memorial da Resistência, onde se conta toda a história relacionada àquele dia de junho de 1927.

Todo revitalizado o prédio da antiga Estação de Trem de Mossoró - franciscoguiacm.blogspot.com

A retomada, não da linha Mossoró/Souza, da importância da Estação para a cidade, se deu em 1999. Dez anos depois de sua desativação. Foi durante o governo Rosalba Ciarlini, prefeita à época, que veio a revigoração de algo esquecido e abandonado. E isso se deu através de parceria envolvendo a Prefeitura de Mossoró e a Petrobras. Ali, em meio ao esquecimento de sua história, surgiu o Museu do Petróleo, o qual apresenta as particularidades relacionadas à atuação da maior empresa de petróleo do Brasil na maior cidade do Rio Grande do Norte. Duas potências econômicas, pode assim dizer, que não têm o devido reconhecimento histórico, pois não se vê nenhuma ação para resgatar traços do passado e apresentar ao presente. Muitos não sabem o que representou a Estação Ferroviária para Mossoró. E os que sabem não têm condições de fazer tal registro.

Hoje, passados 100 anos, a Estação Ferroviária deveria fazer jus ao seu novo nome: Estação das Artes. Mas a arte que é inerente ao espaço é a comercial. Além, obviamente, de acomodar a estrutura de palco do projeto “Mossoró Cidade Junina”, maior festa popular do município.

Fonte: http://www.defato.com/noticias/46385/100-anos-de-estaa-a-o-ferrovia-ria-para-o-templo-da-cultura-mossoroense

Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

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domingo, 22 de março de 2015

EXUMAÇÃO DO CRÂNIO DE MARIA GOMES DE OLIVEIRA... OU MELHOR DIZENDO... MARIA BONITA.

Por Geraldo Júnior

Uma imagem chocante, mas que deve ser exibida para que todos(as) conheçam todo o desfecho dessa história... por nome CANGAÇO.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Vejam abaixo a transcrição da Ata de exumação dos crânios de Lampião e Maria Bonita, constante no Livro "LAMPIÃO E AS CABEÇAS CORTADAS de Antônio Amaury Corrêa de Araújo e Luiz Ruben. 2


Abaixo a ata de exumação dos crânios de Lampião e Maria Bonita, constante no Livro "LAMPIÃO E AS CABEÇAS CORTADAS de Antônio Amaury Corrêa de Araújo e Luiz Ruben. 3


Ata de exumação dos crânios de Lampião e Maria Bonita, constante no Livro "LAMPIÃO E AS CABEÇAS CORTADAS de Antônio Amaury Corrêa de Araújo e Luiz Ruben. 4


Fonte: facebook

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Limoeiro do Norte - Passagem de Lampião


Fonte: facebook

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O BANDO DE LAMPIÃO

Por Robério Santos

Olha como é a imprensa... Volta Seca e outro cangaceiro estiveram no Engenho Central do Coronel Antônio Franco e saíram de lá com mantimentos. Ele fala "Riacho" mas é Riachuelo e Itabaiana não tem "Y". E, nem preciso dizer que eles não foram abatidos... 28 de abril de 1938, O IMPARCIAL.


Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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EZEQUIEL DESAFIA O IRMÃO VIRGULINO FERREIRA DA SILVA PARA UMA LUTA A PUNHAL


Foi uma tarde pressaga aquela em que na fazenda “Corituba”, de Sergipe, Ezequiel, irmão de Virgolino, com este se desaveio e o desafiou para uma luta, a punhal, injuriando-o com os epítetos de cego frouxo, fazedor de mal a moças donzelas, ladrão de beira-de-estrada, dador de surra em homem desarmado e cabra covarde que só tem fama por via dos companheiros… Devido à oportuna intervenção de Corisco e de Pai Velho, um duelo fratricida se não verificou. Mas, desde esse dia, Lampião passou a se mostrar taciturno e se tornou ainda mais irascível e cruel. O olho direito, que ele tem cego e esbranquiçado, estava sempre lacrimoso e isso neurastenizava e enfurecia o celerado.


Por outro lado, Virgolino sentia que a maioria do bando não recebera bem a sua decisão contra Corisco, no incidente deste com Volta Seca. Fôra o caso que, dias antes, estando Volta Seca a torturar uma pobre velha, cujo rosto já arranhara com o punhal, Corisco o repreendeu e, como o perverso insistente na sua maldade, Corisco pespegou-lhe uma bofetada que o atirou, desacordado, ao chão. Virgolino metera-se entre os dois, mas desgostara Corisco, em lhe não reconhecendo razão. Só por estarem atropelados mui de perto pela polícia, os cangaceiros não se separaram, fragmentando o grupo. Tais ocorrências obrigavam Virgolino a procurar escaramuças que dissiassem o mal-estar que ensombrava os ânimos da malta. Fazia-se mister que a luta novamente os solidarizasse.

A 29 de junho do ano passado, quando todo o sertão baiano guardava, tranquilo e feliz, o dia onomástico de São Pedro, Virgolino, a três léguas do arraial Várzea da Ema, do município de Curaçá, assaltou a fazenda “Formosa”, de propriedade do Cel. Petronilo Reis. Aí incendiou duas casas e, afora outras depredações, matou, a faca, três vacas de leite e cento e sessenta e oito (168) ovelhas que encontrou presas num curral. Em seguida, fez juntar grande ruma de esterco, empilhou sobre ela as reses e lanígeros abatidos e ateou fogo ao sinistro montão de animais sacrificados. Por muitos dias um cheiro nauseabundo de carnes podres e queimadas empestou as redondezas da fazenda reduzida a ruínas.

Após a selvajaria desses desatinos, Lampião partiu com o seu séquito, declarando na fazenda “Curundundu” que ia desgraçar a vila de Uauá. Então, perseguia-o mais de perto a volante comandada pelo Tenente Arsênio Alves de Sousa. Verdadeira marcha batida, em a qual, sem descanso, os cangaceiros venceram trinta e uma léguas e a polícia vinte e quatro.
Foi assim que Lampião logrou escapar aos que se lhe haviam escanchado no rastro: perto da fazenda “Lagoa Escondida”, numa bifurcação da estrada, rumou para a direita, indo pernoitar a 30 de junho, em Poço de Fora, iludindo, pois, o contingente policial que prosseguiu pela esquerda, a fim de entrar pelo lado sul de Uauá.

Auxiliado por sequazes incorporados à sua alcateia em território baiano e perfeitos conhecedores da região, Virgolino novamente deu às de vila-diogo na madrugada de 1° de julho, empreendendo um raid ainda mais exaustivo e ousado. Egresso das caatingas e grotões, o bandoleiro-fantasma teve a audácia de voar sobre Itumirim, onde chegou ao lusco-fusco do dia 2, depois, em trinta e seis horas, haver vencido quarenta e cinco léguas! Aí reduziu a cinzas a estação ferroviária, cortou as comunicações telegráficas com a localidade, bebeu à farta e tentou formar um samba na casa da… Escola Pública. Mas, medroso de uma surpresa dos seus perseguidores, arribou logo mais e foi refugiar-se, durante o resto da noite, na Serra dos Morgados. O dia 3 assinalou o seu assalto à fazenda “Piabas” e o seu pernoite no lugar “Buraco d’Água”.

Coincidiram tais fatos com a fuga de cinco soldados criminosos, recolhidos à cadeia de Bonfim. Esses fugitivos, em bilhete irônico e malcriado que deixaram ao Capitão José Galdino, avisavam que se iam reunir a Lampião.

Em atividade, no encalço dos detentos foragidos, a manhã de 4 de julho veio encontrar os destacamentos da zona.

Procedentes de Campo Formoso, o Cabo Antônio Militão da Silva e os Soldados Pedro Santana, Cecílio Benedito, Manoel Luís de França e Leocádio Francisco da Silva pararam em Brejão de Dentro e ali aguardaram a chegada de outros companheiros, por ser aquele o ponto combinado de junção das forças.

Como devessem dali ingressar na região de Gruna, penetrando em lugares insidiosos e de penoso acesso, “lugares esquisitos”, como eufemicamente por lá se diz, os soldados abandonaram as armas e aproveitavam o tempo de espera, escrevendo bilhetes para suas famílias em Campo Formoso, dando-lhes conhecimento da direção que iam tomar. Estavam todos no interior da residência de Alfredo Monteiro e, fora, o Cabo Militão consertava os loros de uma montaria. Seriam onze horas da manhã.

Em dado momento, Militão avistou longe, na estrada, diversos homens armados e avisou: – Lá vêm nossos camaradas! E continuou, despreocupadamente, no reparo dos arreios. Também as praças não tiveram a curiosidade de ver quem era que se aproximava. A estrada faz uma curva fechada e vem desembocar abruptamente junto à casa, motivo por que Militão logo perdeu de vista os indivíduos que julgou serem soldados.

De súbito, o troço aparece. Num ápice, saltam das selas Lampião, Volta Seca, Ezequiel, Pai Velho, Corisco, Arvoredo, Moderno, Esperança, Moirão, Gato, Pernambuco e Labareda. Virgolino já está intimando o Cabo Militão:

- Se prepare, cabra, se prepare pra apanhar!

- PRA APANHAR, NÃO, QUE EM HOMEM NÃO SE DÁ: – HOMEM SE MATA!

- Apois, então, tire a cartucheira, que é pra não melar de sangue!

Mas não findara o curto diálogo entre Virgolino e Militão e já Volta Seca desfechava neste um tiro de Parabellum no ouvido.

Com o estampido, acorrem os soldados, atordoados e sem os fuzis, e são recebidos por uma saraivada de balas, quase a queima-roupa. Um deles tomba, tendo como arma nas mãos a caneta com que inconscientemente estava a mandar o derradeiro adeus à família. Outro, o único que logo não caiu, baleado que fôra ligeiramente num braço, retrocede à casa e procura refugiar-se numa alcova. Cerrada descarga atravessa a porta, prostrando-o morto pelas costas. Muitos outros disparos alvejam ainda os moribundos, um dos quais escabuja e é sangrado. Esse infeliz chegou a receber no corpo nove balas. Tudo isso não durara mais que instantes.

A horda penetra na casa e Lampião, não saciado, indaga se não resta escondido por ali mais algum macaco do gunvêrno. Alfredo Monteiro responde negativamente e implora compaixão para si e para os seus. Lampião grita-lhe que nunca mais dê rancho a macaco e volta ao terreiro. Dá um pontapé no cadáver de Militão e arranca-lhe do braço as divisas de cabo, presenteando uma das fitas a Moderno e outra a Arvoredo. Este lastima que nenhum dos mortos usasse bigode comprido: é que ele queria torar e amarrar na fita, mode enfeitar o rabo do cavalo em que vinha montado… Ezequiel vasculha os bolsos dos soldados. Tal busca de dinheiro resulta infrutífera e o miserável desanda na torpeza duns insultos pornográficos.

Estarrecido, o dono da casa pergunta que deve fazer com os cinco cadáveres. Virgolino sacode os ombros:

- Querendo, enterre; não querendo, deixe os urubus comer!

Pai Velho saúda com uma risada o dito de sarcasmo do chefe feroz.

Lampião pede cachaça, cachaça muita que dê pra ele e a “rapaziada” festejarem a caçada do dia.

Alfredo Monteiro, receoso de ter de testemunhar nova chacina, adverte que outra força de polícia está a chegar. Virgolino exalta-se e deixa a esses policiais um recado obsceno. Depois, olha raivosa e tigrinamente as suas cinco vítimas e ordena a Alfredo Monteiro que enterre os peste todos numa cova só, sob pena dum ajuste de contas em regra, noutra visita inesperada. Alfredo Monteiro promete que assim fará e pede licença para ir buscar a aguardente. Lampião diz que não quer mais…

Todo o grupo torna a montar.

Nisso, o soldado Cecílio Benedito, nos últimos estertores, bole ligeiramente com um pé. Lampião observa o movimento e saca, de novo, a pistola:

- O diabo deste “macaco” inda está se mexendo? Macaco mexeu, quer chumbo…

E, mesmo montado, desfecha-lhe um tiro na cabeça, que lhe arranca parte do frontal.

E esporeando as alimárias, a cantar alegremente o “É lampa… é lampa…”, os Cavaleiros do Crime galopam, fugindo pusilânimemente a um encontro com os policiais esperados.

Quando o tropel da cavalhada e a toada do hino de guerra de Lampião não se faziam mais ouvir, foram se reabrindo as casas do Brejão e das portas e janelas umas cabeças assustadas perscrutavam se o vilarejo já encontra restituído à sua quietude e pacatez.

Alfredo Monteiro, de olhos marejados, estava a espantar uns cães famintos que lambiam o chão inda rubro, aqui e ali, do sangue dos cinco mártires do banditismo nefando.

O sol pompeava, na sua escalada para o zênite.

O Cabo Militão tinha os olhos esbugalhados para o céu, como a indicar que aquele cuja firmeza de olhar não se curvara ante a crueldade vilã do Rei do Cangaço também era capaz de fitar o sol, o grande sol flamejante dos sertões!

O DIA, Sexta-Feira, 21 de Novembro de 1930.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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ORIGEM DAS QUESTÕES DE PEREIRA E CARVALHO EM VILA BELA


No início do ano de 1904, assumiu a paróquia de Vila Bela, monsenhor Afonso Antero Pequeno, culto e bravo sacerdote, filho do Cariri cearense.

Desde o ano de 1901, o sul do Ceará vivia um período de inquietação política, que durou por duas décadas. Naquele mundo de canaviais, os coronéis alimentados pela rapadura, fizeram valer a força do bacamarte.

Vindo daquele mundo, mais precisamente do Crato, logo que chegou à Vila Bela, monsenhor Afonso Antero Pequeno, pediu às lideranças políticas locais armas, munição e jagunços para ajudar ao primo, o coronel Antônio Luiz Alves Pequeno na luta pela deposição do coronel José Belém de Figueiredo, que na época ocupava o cargo de vice-presidente (vice-governador) do Estado.

O coronel Antônio Pereira, líder da família Pereira, negou-se categoricamente a participar dessa bravata. A família Carvalho concordou com o Monsenhor em tudo e decidiu mandar Antônio Clementino de Carvalho (Antônio Quelé) com um grande contingente armado, tendo à frente o próprio sacerdote.

Iniciado o tiroteio no mês de junho de 1904, só após 55 horas de combate o coronel Belém recuou e fugiu.

O Monsenhor voltou a Vila Bela, trazendo a ideia fixa de derrotar a família Pereira, na eleição municipal do período seguinte. Mais uma vez o Monsenhor foi vitorioso, participou da eleição municipal, elegendo-se prefeito.

Em uma visita que lhe fizera, na cidade de Vila Bela, Antônio Quelé assassinou em praça pública o delegado de polícia Manoel Pereira Maranhão. No júri de Quelé, além do advogado que contratou, o Monsenhor participou pessoalmente da tribuna de defesa.

Os crimes políticos tanto em Vila Bela como no Crato, tornaram-se mais frequentes e mais bárbaros.

Em Vila Bela, seus correligionários mandaram matar de emboscada um patriarca dos Pereira, o ex-prefeito Manoel Pereira da Silva Jacobina.

A frustração perturbava o Monsenhor de tal maneira que renunciou ao mandato de prefeito, entregando o município ao vice, o fazendeiro José Alves da Silveira Lima, com recomendação de proceder com serenidade.

Logo depois se transferiu para cidade de Garanhuns, onde faleceu.

Antes, porém, plantou no solo fértil de Vila Bela, a semente do banditismo, a qual resultou na formação de grupos de cangaceiros como os de Sinhô Pereira e Lampião.

Daí diz-se que, com monsenhor Afonso, começou a época do obscurantismo no sertão do Pajeú, vigente até 1930.

Fonte principal: Do Livro: Serra Talhada 250 Anos de História, 150 Anos de Emancipação Política.
De: Luiz Lorena
Foto de Monsenhor Afonso Antero Pequeno
Segunda fonte: facebook
Página: José João Souza

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sábado, 21 de março de 2015

Uma raridade! Uma Polêmica!


Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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“O GLOBO” – 02/11/1997 - O LEGADO DO CABRA QUE DESAFIOU VIRGULINO

Por Aziz Filho

"ELE APARECE NA FITA SOPRANDO VELINHAS E FALA DURANTE UM HORA. A FITA SERÁ DOADA AO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM, DO RIO DE JANEIRO"

ESTRELA DALVA (MG) – Aos 14 anos ele foi preso e aos 21 condenado a 145 anos de prisão por suas maldades. Cabra-macho transformado no inofensivo Antônio dos Santos após passar 20 anos na cadeia e ser indultado por Getúlio Vargas, Volta Seca morreu em 2 de fevereiro deste ano na pacata Estrela Dalva, onde morava desde 1982. O cangaceiro, que escapou da fúria de Lampião, a quem desafiou, da polícia e da seca, foi derrubado pelo cigarro aos 78 anos. Morreu pobre, de enfisema pulmonar, dez meses após gravar seu único depoimento, ao qual O GLOBO teve acesso com exclusividade.

“Se o senhor me der um tapa, eu atiro, disse ele a Lampião”.

A gravação, em vídeo, foi feita por um amigo de Volta Seca, o comerciante José Ribeiro Farace, da cidade vizinha de Leopoldina, onde o cangaceiro comemorou seu último aniversário. Ele aparece na fita soprando velinhas e fala durante uma hora. A fita será doada ao Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro.

Nem mesmo à mulher, Isaura dos Santos – que ele conheceu em 1971, quando já trabalhava na Rede Ferroviária Federal, no bairro carioca de Santa Cruz – Volta Seca contou os detalhes sobre o cangaço que revela: assassinatos de policiais e do estuprador de sua irmã. Ela diz que Antônio defendia as memórias de Lampião e de Maria Bonita, para os quais mandava rezar missa todo ano.

Antônio revela na fita o atrevimento que quase fez com que ele fosse morto por Lampião. Num dia de 1931, no sertão da Bahia, Lampião mandou que um integrante do bando fosse procurar um burro na caatinga. O cangaceiro, meia hora depois, voltou dizendo que não encontrara o animal. Lampião repassou a tarefa ao então adolescente Volta Seca. Quando viu o burro trazido pelo garoto, Lampião chamou de sem-vergonha o outro que não cumprira a missão, dando-lhe um tapa no rosto.

- Eu disse: “Fulano, quer dizer que você toma um tapa desse na cara e não larga fogo num desgraçado desse?” E isso logo foi parar no ouvido de Lampião. Ele mandou me chamar, eu fui lá. Ele me perguntou: “Quer dizer que você disse que se eu te desse um tapa na cara você atirava?” Eu disse: “Atirava não, eu atiro. Se o senhor me der um tapa, eu atiro. As balas que o senhor tem eu tenho também” – conta Volta Seca, cuja cabeça de adolescente só não virou decoração de cactos devido aos apelos de Maria Bonita, que anos depois inspiraria Volta Seca a compor, na prisão, a música “Acorda Maria Bonita”.

Fonte: facebook
Página: Antônio Corrêa Sobrinho

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