Seguidores

sexta-feira, 22 de maio de 2015

UM RIFLE CALIBRE 38 NO MEIO DAS PEDRAS DA GROTA DE ANGICO


Na manhã de sexta-feira, dia 15 de Maio do corrente ano, eu James Cardozo e Tacyana Amora saímos do mana fomos até a grota fazer um trabalho de pesquisa científica, já que ela é bióloga.



Quando nós chegamos lá e começamos a fazer a parcela, de repente perto de umas pedras pisei sobre algo estranho, e quando olho para baixo, vi a ponta do cano, e aí retirei de dentro das pedras, e tive uma grande surpresa! 





Percebemos que se trata de uma arma bem antiga, e por está tão perto do local do massacre de Lampião e seu bando, pode ter pertencido aos cangaceiros ou às volante.

Um rifle calibre 38.
Em Grota do Angico Poço Redondo SE.

Fonte: facebook
Página: James Cardozo

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PROGRAMAÇÃO DO XVII FÓRUM DO CANGAÇO


SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO – SBEC CNPJ: 07.220.746/0001-50
Endereço: Museu Histórico Lauro da Escóssia Praça Antônio Gomes, S/N. CEP. 59610-150 - Mossoró/RN
Endereço eletrônico: http://www.sbecbr.com
Email: sbecbr@gmail.com.br

 Em virtude das greves na UERN  e na UFERSA e da impossibilidade de realização do evento na UnP estamos sendo obrigados a reduzir a programação para viabilizar a realização do XVII Fórum do Cangaço no período previsto. Veja programação em anexo. 

Um abraço, Benedito Vasconcelos Mendes.

PROGRAMAÇÃO DO XVII FÓRUM DO CANGAÇO

DIA 08 – SEGUNDA-FEIRA
Local –   Auditório da Câmara Municipal de Mossoró

09h00 – Sessão Solene da Câmara Municipal de Mossoró em Homenagem ao XVII Fórum do Cangaço

DIA 10 - QUARTA - FEIRA
Local: Auditório da UnP/Campus Mossoró

19h00 – Ato de Instalação do XVII Fórum do Cangaço
                Prof. Dr. Benedito Vasconcelos Mendes – Presidente
                da Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço         
                (SBEC)
                Lançamento da Revista da SBEC e do Livro ”Culinária Sertaneja”
               
DIA 13 – SÁBADO
Local – Auditório da Câmara Municipal de Mossoró

7h30 – Chegada à Câmara Municipal de Mossoró da Maratona Ciclística seguindo a trilha feita por Lampião na invasão à Mossoró em 1927 (partindo da cidade de Luiz Gomes/RN até Mossoró, totalizando 201 Km)
Coordenador: Dr. Renato Vasconcelos Magalhães

08h00 as 12h00– JURI SIMULADO – Julgamento Histórico de Jararaca
Presidente: Dr. Breno Valério Fausto de Medeiros

12h00 – Encerramento
               Fala do prof. Dr. Benedito Vasconcelos  Mendes
               Presidente  da SBEC

               Apresentação de Membros da COMFOLC

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ANGICOS, 1938 - PARTE I


"É sempre melhor apagar uma lamparina do que apagar um lampião"
Capitão João Bezerra
("Como dei cabo de Lampião")

Em seus últimos tempos de vida o Capitão tornara-se uma fábula onipresente.

As volantes de Alagoas e Sergipe perderam por completo os vestígios do seu paradeiro. Ignoravam o seu rastro pelas duas margens do São Francisco, onde ele estabelecera coitos numerosos e desconhecidos.

Era pela madrugada, de preferência, que o Capitão amava bater às ribeiras do velho Chico.

Os raros que conheciam o seu esconderijo, silenciavam. A polícia farejava no ar, como uma matilha de caça desnorteada.

Desencontradas versões corriam pelo sertão franciscano. Uma delas, que a tuberculose matara o Capitão, já sepultado, mas cujo nome fora preservado pelos companheiros como legenda para terror das populações. Outra, que o Capitão havia arribado, muito rico e opulento, para o estrangeiro, largado de vez o cangaço. Fora residir em Paris, onde contratara professor para o seu aprendizado na língua francesa. Que, num encontro com um amigo, queixara-se amargamente do seu destino, proferindo estas palavras: 

"Estou morto. Não sou mais homem para tão cruel vida. Preciso de um retraimento para poder viver mais algum tempo."

Coronel Antonio Caixeiro - fonte da foto: http://lampiaoaceso.blogspot.com

Outra versão era a de que repousava em Borda da Mata, a fazenda do coronel Antônio Caixeiro, recuperando-se dos pulmões. Na verdade, ninguém sabia do Capitão e das suas andanças.

Uma noite, afinal, ele reapareceu. Foi no dia 17 de Abril de 1938. Havia passado, antes, pela Borda da Mata. Afirmavam uns que estava em preparativos para um ataque a Propriá. Outros, que atravessaria o rio, pala o lado de Alagoas, tão somente para apanhar munição e mantimentos. Nessa mesma noite ele praticou singular aventura.

Na travessia do rio emparelhou com uma barca que ia para traipu. Transportava essa barca àquela localidade o jazz-banal da cidade de Pão de Açúcar. O conjunto ia exibir-se numa festa. Sob a lua do São Francisco, ao abordar a canoa, Virgolino vira a cintilação dos instrumentos: bateria, clarinete, trombone, sax, pistão. Deu ordem ao canoeiro para que abordasse a barca e saltou dentro dela em companhia dos seus homens. Os músicos empalideceram ante a presença dos cangaceiros. 

Mas Lampião sorriu para ele. Também sorriram os do bando. Então, tirou do bolso um punhado de notas, fez ele mesmo uma ligeira coleta entre os bandidos e entregou o dinheiro arrecadado ao mestre da banda, dizendo-lhe:

- Mestre, eu quero música. Aí está a pega dos seus tocadores. Cinquenta Mil Réis pra cada um. Vamos embora!

A canoa deslizou outra vez. E, dentro da noite, sobre o velho rio dos povoadores, soaram, ao compasso do mestre regente de Pão de Açúcar, as notas dos fox-blues em voga no tempo: Cole Poster, Louis Armstrong, entremeados com algumas das valsinhas e marchas carnavalescas.

O Capitão mostrava-se delicado com a orquestra. A melodia o acompanhou até o Saco do Madeiro, onde desembarcou, feliz e satisfeito, com sua gente. 

Três meses e onze dias após essa pitoresca incursão pelo Baixo São Francisco, chegara o Capitão Virgulino Ferreira da Silva, com sua gente, ao grotão dos Angicos, um dos seus coitos antigos, conhecendo-lhe o terreno palmo a palmo. Ali acampou, erguendo tendas sobre forquilhas.

Fazia dezessete anos que o então tenente João Bezerra, pernambucano oficial da polícia alagoana, estava Lampião como quem procura agulha no palheiro. O seu primeiro combate com o bando de Virgolino se dera em 1931, no lugar Jerimum, onde os soldados do tenente lograram ferir José Baiano, tido e havido como o ferrador oficial do bando.

Tempos depois deparara o tenente Bezerra com gente do Capitão, no meio dela Corisco, na fazenda Mandacaru, em Mata Grande. Aí prendeu um homem de Virgolino, Mestre Naro de apelido. 

Em Caraibeiras, Bezerra enfrentou Luiz Pedro, num combate sem maiores consequências. O quarto encontro foi com o grupo chefiado por Gato Braco, cuja amante, Inacinha, foi presa na ocasião. Sucedeu o quinto contra um lugar-tenente de Corisco, Jandaia, na fazenda Beleza. 

A sexta escaramuça, nas caatingas de Água Salgada, no pé da Serra do Taborda, foi com o grupo de Português, quando caiu prisioneiro o cabra Vila Bela. Num sétimo encontro, este na fazenda Patos, Bezerra enfrentou Corisco de frente, pela segunda vez. 

"Salvo se o combate era travado com o grupo dirigido pelo próprio Lampião, porque ele, cuja sagacidade foi sempre respeitada, quando acontecia sair ferido algum dos seus homens embrulhava-o numa coberta de chita e quando esta se achava ensopada de sangue ordenava que seguissem uns por um lado levando o ferido, enquanto ele por outro lado ia espremendo o sangue do pano deixando mesmo sinais das mãos ensanguentadas nos troncos das árvores, para abrir duas pistas, estabelecendo confusão", escreveu o tenente em seu livro de memórias. 

CONTINUA...

Fonte: Capitão Virgulino Ferreira: Lampião
Autor: Nertan Macêdo
Edições O Cruzeiro Rio de Janeiro
Ano: 1970

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CONFIRMAÇÕES DE CANGACEIRÓLOGOS AO CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015


Nada mais a dizer: De 25 a 28 de julho, estaremos todos participando de um dos mais esperados encontros sobre a temática Cangaço, do Brasil, e mais Confirmações de Luxo; Marcos De Carmelita, Manoel Serafim e Cristiano Ferraz, FLORESTA com presença forte e João De Sousa Lima de nossa querida Paulo Afonso. Que venha o Cariri Cangaço Piranhas 2015
…/programacao.html

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
http://sednemmendes.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS

Por Antonio José de Oliveira

Na realidade Pesquisador Mendes, o livro LAMPIÃO: A RAPOSA DAS CAATINGAS oferece total segurança nas informações, por ser fruto de um trabalho minucioso e didaticamente perfeito, realizado em profundidade durante onze anos de pesquisa.


Posso afirmar sim, uma vez que tive o prazer de lê-lo por completo. O autor desenvolveu uma ampla pesquisa de campo, além da bibliográfica e documental. 

Autor deste livro José Bezerra Lima Irmão e o escritor João de Sousa Lima

Não conheço pessoalmente o Bezerra Lima, mas pelo que pude interpretar na leitura do seu livro, trata-se de um escritor que, na medida do possível buscou a "verdade verdadeira". Acredito Mendes, que esta segunda edição irá logo desaparecer das prateleiras das livrarias, e ele terá que partir para uma TERCEIRA ETAPA.

A 2ª edição continua sendo vendida através dos endereços abaixo:

josebezerra@terra.com.br
(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 
Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
E-mail:   lampiaoaraposadascaatingas@gmail.com 

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.

http://araposadascaatingas.blogspot.com.br 

Vem aí o XVII Fórum do Cangaço Por:SBEC


PROGRAMAÇÃO DO XVII FÓRUM DO CANGAÇO –SBEC-
MOSSORÓ/RN

DIA 08 / Junho  – SEGUNDA-FEIRA ( PROGRAMAÇÃO)
09h00 – Sessão Solene da Câmara Municipal de Mossoró em
Homenagem ao XVII Fórum do Cangaço
Local – Auditório da Câmara Municipal de Mossoró

DIA 10 / Junho - QUARTA - FEIRA
19h00 – Ato de Instalação do XVII Fórum do Cangaço
Prof. Dr. Benedito Vasconcelos Mendes – Presidente
da Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço
Lançamento da Revista ”Polígono” da SBEC e do
Livro ”Culinária Sertaneja”
Local: Auditório da UnP/Campus Mossoró
19h30 – Conferência de Abertura– Tema: Medicina no Cangaço
Conferencista: Dr. Iaperi Soares de Araújo
Local: Auditório da UnP/Campus Mossoró

DIA 11 – QUINTA – FEIRA
08h00 às 12h00 – MINICURSOS (Carga horária de 04 horas/aula)
Local: Sala de Aula da UnP
Tema : Geografia do Cangaço
Ministrante: Pesquisador Paulo Medeiros Gastão
Local – Sala de Aula da UnP
Tema: Guerra de Canudos
Ministrante: Prof. José Romero de Araújo Cardoso
Local – Sala de Aula da UnP
Tema: Religiosidade Sertaneja
Ministrante: Prof. Dr. Lemuel Rodrigues da Silva
Local – Sala de Aula da UnP
Tema: Arqueologia do Cangaço
Ministrante: Prof. Dr. Valdecir dos Santos Lima
19h30 – A Coragem do senhor Maciel frente ao Bando de
Baltazar Meireles – Depoimento Histórico
Depoente: Profa. Dra. Maria Conceição Maciel
20h00 - Palestra/Tema: Padre Ibiapina e o Sertão Nordestino
Palestrante: Historiador José Joab Aragão

DIA 12 – SEXTA – FEIRA
08h00 às 12h00 – MINICURSOS (Carga horária de 04 horas/aula)
Local – Sala de Aula da UnP
Tema : Geografia do Cangaço
Ministrante: Pesquisador Paulo de Medeiros Gastão
Local – Sala de Aula da UnP
Tema: Guerra de Canudos
Ministrante: Prof José Romero de Araújo Cardoso
Local – Sala de Aula da UnP
Tema: Religiosidade Sertaneja
Ministrante: Prof. Dr. Lemuel Rodrigues da Silva
Local – Sala de Aula da UnP
Tema: Arqueologia do Cangaço
Ministrante: Prof. Dr. Valdecir dos Santos Lima
19h30 – Palestra / Tema: Música Popular Nordestina na Época
do Cangaço
Palestrante: Pesquisador Múcio Robério Procópio de Araújo

DIA 13 – SÁBADO
7h30 – Chegada à Câmara Municipal de Mossoró da Maratona
Ciclística seguindo a trilha feita por Lampião na invasão à
Mossoró em 1927
Coordenador: Dr. Renato Vasconcelos Magalhães
08h00 as 12h00– JURI SIMULADO –
Julgamento Histórico de
Jararaca
Presidente: Dr. Breno Valério Fausto de Medeiros
Local – Auditório da Câmara Municipal de Mossoró
12h00 – Encerramento
Fala do prof. Dr. Benedito Vasconcelos Mendes
Presidente da SBEC
Apresentação de Membros da COMFOLC

http://cariricangaco.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015 e Conferência de José Romero Araújo Cardoso são destaques na revista Política&Negócios




Abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015 e Conferência de José Romero Araújo Cardoso, dia 19 de Março de 2015, são destaques na revista Política&Negócios.

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero Araújo Cardoso

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quinta-feira, 21 de maio de 2015

VÍTIMAS INOCENTES OU O DRAMA DAS CRIANÇAS DE CANUDOS

Por José Gonçalves o Nascimento*
Foto colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

Nem mesmo as crianças foram poupadas das atrocidades decorrentes da guerra de Canudos. Sem dúvida, esse foi o segmento que mais sofreu com os desastres provocados pelo monstruoso conflito. As informações a tal respeito são por demais assustadoras.

Os soldados na sua fúria perversa não respeitavam ninguém, matando de forma indiscriminada. Contanto que fosse gente de Canudos. Assim, milhares de crianças indefesas foram mortas e incineradas, a maioria delas no colo dos seus próprios genitores.

Dois anos após o fim do massacre, Martins Horcades relatava haver encontrado, só em uma casa, “22 cadáveres já queimados, de mulheres, homens e meninos”. No mesmo relato informava o acadêmico baiano ter visto, “em uma rua uma mulher, tendo sobre uma das pernas uma criancinha e em um dos braços outra, todas três quase petrificadas! ”. Estas e outras cenas são parte do álbum do baiano Flávio de Barros, fotógrafo comissionado junto à quarta expedição.

Os lances de barbaridade envolvendo crianças prisioneiras se multiplicavam a todo o momento, chegando-se ao extremo da perversidade humana. Um soldado contou a frei Pedro Sinzig que vira um colega de farda pegar uma criancinha pelos pés e arremessá-la de encontro a uma árvore, espatifando-se lhe a cabeça.

Depois da vitória das forças expedicionárias, milhares de meninos e meninas, entre oito e quinze anos, foram sequestrados e em seguida vendidos a fazendeiros e prostitutas da Bahia (e até mesmo do Rio de Janeiro) onde, acabariam submetidos ora ao trabalho escravo, ora à prostituição.

Em minucioso relatório, exarado no final de 1897, a comissão do Comitê Patriótico da Bahia, encarregada de recolher as crianças feitas prisioneiras durante a guerra, dava conta de “que grande parte dos menores reunidos pela comissão, dentre eles meninas púberes e mocinhas, se achavam em casa de quitandeiras e prostitutas. Pode-se afirmar [continua o excelente relato] que muitas pessoas procuravam adquiri-las para negócio.”

Como no tempo da escravidão, a comercialização desses menores era feita às claras e, em muitos casos, com recibo de compra e venda. Ao supracitado Comitê, que tentou recuperar uma criança que se encontrava sob o poder de certo fazendeiro, de nome Emílio Cortes, fornecedor das forças em operação, disse este que “o menino era dele; estava com ele; não tinha que dá satisfação a ninguém, pouco se lhe importava se o pai ou a mãe, ambos fossem Judas ou o diabo; a questão era que o menino lhe tinha sido dado pelo general e disto havia lhe passado o recibo para maior garantia. Não o entregava”.

Além do sequestro e comercialização de órfãos, o referido relatório denunciou também numerosos casos de estupro praticados por soldados contra crianças e adolescentes. Uma das vítimas, Maria Domingas de Jesus, de 12 anos, “foi desvirginada, violentamente, pela praça do 25° batalhão de infantaria, de nome José Maria.”

Criado inicialmente para prestar socorro aos soldados envolvidos no conflito, o Comitê Patriótico acabou por ocupar-se também da gente de Canudos, especialmente mulheres e crianças. Ao concluir suas atividades no final de 1897, a organização apresentou seu balanço: “Não foi pequeno o número de vítimas que socorremos e abrigamos entre mulheres, crianças e meninos de ambos os sexos, que conseguimos reduzir debaixo da nossa bandeira de caridade, evitando a uns a morte pela falta de conforto e à míngua de recursos, a outros a verdadeira escravidão em que se achavam e, porventura, a prostituição no futuro”.

O drama das crianças de Canudos inspiraria mais tarde o jovem poeta baiano Francisco Mangabeira, testemunha ocular dos fatos e autor do livro Tragédia épica, lançado pela primeira vez no ano de 1900. A obra enfeixa um conjunto de 20 poemas, em que o autor, poeta de rara sensibilidade, narra os horrores da guerra. É o caso do poema “Crianças Prisioneiras”, aqui transcrito parcialmente:

“Não há cenas mais tristonhas,
Nem de tamanha aflição:
Bocas outrora risonhas,
Murchas à míngua de pão.

(...)

Tivestes beijos e afagos,
Mas hoje a fatalidade
Fez vossos dias pressagos,
Ainda no albor da idade.


Sois como as aves implumes
Que um dia a desgraça quis
Arrancar de entre os perfumes
Dos quietos ninhos gentis.

(...)

Os homens riem-se, vendo
Que ides morrer como cães...
Ai! Que pesadelo horrendo
Para aquelas que são mães”.


*Poeta e cronista
jotagoncalves_66@yahoo.com.br

Fonte: facebook
Página: José Gonçalves 


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

FECHAR AS PORTAS DE UMA INSTITUIÇÃO DE TAMANHA IMPORTÂNCIA E DE EXCELENTE NOME, POR QUÊ?

Por Antonio José de Oliveira
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2015/05/dr-vingt-un-rosado-pede-mais-uma-chance.html?showComment=1432230665335#c3594966283862764799

Caro Professor Mendes: 

Acredito perfeitamente que as autoridades do querido Estado do Rio Grande do Norte - em especial os Mossoroenses, tomarão as devidas providências em termos financeiros para não serem fechadas as portas de uma Instituição de tamanha importância e de excelente nome.

Atenciosamente,
Antonio Oliveira -Serrinha - Bahia.

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
http://sednemmendes.blogspot.com
http://mendespereira.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LEMBRANÇAS DE ANGICO


"O aspirante Ferreira de Melo parecia um diabo em pessoa, tal sua violência na luta e tal a sua coragem".

 O soldado Adrião morto em Angico pertencia à volante de Ferreira de Melo, e o  cangaceiro Vila Nova em entrevista disse que seu padrinho, o cangaceiro Luiz Pedro, ferido, implorou que o acabasse de matá-lo, porém não teve coragem e fugiu levando seu mosquetão.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

DR. VINGT-UN ROSADO PEDE MAIS UMA CHANCE PARA A FUNDAÇÃO VINGT-UN ROSADO CONTINUAR VIVENDO

Fonte: http://omossoroense.uol.com.br/ 

HÁ 18 ANOS, FUNDAÇÃO VINGT-UN ROSADO ERA RESPONSÁVEL PELA PRESERVAÇÃO DA HISTÓRIA DA CIDADE

A Fundação Vingt-un Rosado foi criada em abril de 1995, por um grupo de renomados intelectuais de Mossoró. Sua idealização se deu a partir de uma série de dificuldades por qual passou a Coleção Mossoroense, quando à época teve encerrado o apoio que recebia da então Escola Superior de Agricultura de Mossoró (Esam), e da Fundação Guimarães Duque.

Eu também fiz parte desta história - Raimundo Soares de Brito - Raibrito

A ideia inicial de criar uma Fundação partiu da professora América Fernandes Rosado Maia e de João Batista Cascudo Rodrigues, acompanhados por figuras renomadas na cultura de Mossoró, como: Dix- sept Rosado Sobrinho, Elder Heronildes, Wilson Bezerra de Moura, Cid Augusto, Júlio Rosado, Frederico Rosado, Raimundo Soares de Brito, Marcos Antonio Filgueira, Nelson Lucas Pires, Paulo Gastão, e Sebastião Vasconcelos.

Eu fiz parte e continuo fazendo. Estou vendo os livros sendo empacotados logo abaixo -  Geraldo Maia do Nascimento

A Coleção Mossoroense foi criada em 30 de setembro de 1949 por Jerônimo Vingt-un Rosado Maia. Naquele tempo era prefeito de Mossoró o seu irmão Dix-sept, que amparou a ideia e deu início à chamada "Batalha da Cultura", que incluía ainda a criação da Biblioteca Pública de Mossoró e do Museu Municipal.

Fundação começa a se desfazer de grande parte de seu acervo

Em seus 64 anos de história, alcançou a incrível marca de mais de 4.500 títulos publicados no país, levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo em março de 2003, o que lhe rendeu o posto de editora com a maior quantidade de títulos editados no Brasil.

Meu Deus!!! - Que pena!!!  Escrevi o que pude para Mossoró. E o atual prefeito de Mossoró não está vendo isto? - Escritor Raimundo Nonato

Um pouco sobre Vingt-un

Agrônomo por formação, Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, ou simplesmente Vingt-un Rosado, foi um dos grandes protetores da cultura e arte de Mossoró, além de um apaixonado pelo conhecimento e a literatura.

Mesmo nesta cadeira eu continuava organizando a história da minha querida Mossoró - Dr. Jerônimo Vingt-un Rosado Maia

Vingt-un Rosado foi um dos responsáveis pela chegada do ensino superior à cidade, com o projeto que resultou na Escola Superior de Agricultura de Mossoró (Esam). Porém, seus maiores feitos seriam em respeito à produção e edição de livros, como a Coleção Mossoroense, que começou a funcionar em 1949 e se tornou uma das maiores editoras de títulos do país, com mais de 700 obras somente sobre a temática da seca.

Lamento muito, mas fazer o quê? - Dr. Jerônimo Vingt-un Rosado Maia

Vingt-un faleceu no dia 21 de dezembro de 2005, quando passou mal e foi internado no Hospital Wilson Rosado, em Mossoró. Seu estado de saúde se agravou e ele foi transferido para o Hospital São Lucas, em Natal. Saiu da vida para entrar para a história às 12h do mesmo dia, deixando órfã Mossoró e as dezenas de pesquisadores e populares, que viam em Vingt-un um protetor da história e da cultura da Capital do Oeste.

Ilustrado e legendado por:
José Mendes Pereira

http://omossoroense.uol.com.br/ 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com 

NOTA À SOCIEDADE E À IMPRENSA


A Diretoria da Fundação Vingt-un Rosado, instituição que mantém a Coleção Mossoroense, diante das condições de extrema dificuldade de funcionamento e falta de apoio a esta entidade cultural nos últimos tempos, vem por meio desta, informar a sociedade mossoroense em geral, em especial ao meio literário do Rio Grande do Norte, que em reunião no dia 19 de maio de 2015 resolveu:

1 - Suspender as atividades da Fundação Vingt-un Rosado por tempo indeterminado;

2 - Dispensar seus funcionários;

3 - Consultar a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte e outros locais sobre a possibilidade de guarda do acervo particular de Vingt-un Rosado;

4 - Visita ao Museu do Sertão onde se encontra cerca de 90% dos exemplares da Coleção Mossoroense para verificar a situação atual do acervo;

5 - Venda dos equipamentos que compõem a sua gráfica para custear algumas das dívidas existentes.

Mossoró - RN, 20 de maio de 2015.
Jerônimo Dix-sept Rosado Maia Sobrinho
Diretor Executivo da Fundação Vingt-un Rosado.

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com