Por O Cangaço na Literatura
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Acervo do Valdir Nogueira
Por Valdir José Nogueira
No Recife do final dos anos 1950 até meados dos anos 1970,
um jovem pintor de louças passou a ser requisitado por anônimos e importantes
arquitetos para realizar trabalhos que ainda hoje podem ser vistos decorando a
cidade. Recém-chegado de Coimbra, Portugal, Sr. Luiz Domingues era um dos
poucos a ter o domínio de uma tradição que representa o seu país tal como o
fado ou os bons vinhos: a azulejaria. Entre os seus trabalhos, está o grande
painel que se encontra na Padaria Santa Cruz, no bairro da Boa Vista,
retratando o Milagre das Rosas, ocorrido com a Rainha Santa Isabel em Alenquer
Portugal. Santa Isabel era esposa do Rei Dom Dinis, tendo também se tornado a
padroeira dos panificadores. Também é de Seu Domingues a fachada de azulejos do
icônico Edifício Acaica, ponto de referência da Avenida Boa Viagem em Recife.
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Por Fatos na História
."A Morte do Cangaceiro - Uma cruz à beira do caminho", por Honório de Medeiros .Cariri Cangaço .Blog Honório de Medeiros Fotos: .Benjamin Abrahão C. Botto .Blog Lampião Aceso .Blog do Mendes e Mendes .Cariri Cangaço .Pinterest .Internet Ajude o canal, doando qualquer valor através do botão "Valeu", que está abaixo do vídeo. Obrigado.
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Por Cangaçologia
Por Cangaço Eterno
Conheça a história do cangaceiro Félix Caboje ou Félix da Mata Redonda, que fez parte do bando de Lampião. Cabra alto, forte, destemido que não levava desaforo para casa. #lampião #cangaço
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THEOPHANES
FERRAZ TORRES : Nasceu na cidade de Floresta - PE, aos 27 de dezembro de 1894.
Desde muito
cedo, segundo parentes e amigos, Theophanes tinha intuições, como se aquilo
fosse uma missão estabelecida para ele, uma delas é que entraria na polícia e
prenderia o cangaceiro Antônio Silvino, que, por sinal, vinha a ser o ídolo de
alguns moleques da sua turma.
E em 1914 suas
intuições se realizaram e Theophanes prendeu Antônio Silvino, além do rifle de
ouro em meados da década de 20, Theofanes comandou uma ação da polícia que
prendeu e matou mais de 100 cangaceiros.
Theophanes
lutou contra os revoltosos, manteve suas convicções, foi preso, e em 11 de
Setembro de 1933, doente, depressivo veio a falecer.
Você conhecia
esse bravo combatente?
Deixarei a
baixo um vídeo onde mostro a ação que Theophanes Ferraz Torres comandou que
prendeu e matou para mais de 100 cangaceiros. Para assistir basta clicar no
link abaixo ![]()
Edição :
Helton Araújo ( Acervo Digital)
Foto : Via
Blog Tok de História do amigo ROSTAND MEDEIROS (deixo claro que as fotos não
me pertencem, apenas o trabalho de edição para meu acervo digital).
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Por Odilon Nogueira
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Do acervo do José João Souza
O Governo do
Estado imprime uma impetuosa repressão no combate aos cangaceiros atingindo
frontalmente toda população sertaneja, arrancado famílias inteiras de dentro de
suas residências e sendo espancadas no meio da rua, velhos e crianças tratados
na lei do chicote. Próximo a localidade de São João do Barro Vermelho,
município de Vila Bela, residia um coiteiro chamado Cícero Nogueira, que vez
por outra pegava em armas e participava dos combates ao lado de Lampião. No
final de abril um grupo de soldados, entre eles, Augusto Gouveia, o prenderam
em uma ação de surpresa. No meia da caatinga, arrodeado pelos praças, levando
empurrões, murros e pontapés, diz que quer conversar sozinho com o soldado
Augusto, para informar os nomes de outras pessoas daquela região. O pessoal
aceita e os dois afastam-se alguns metros e começam a cochichar, quando o
cangaceiro tira seu chapéu da cabeça, de dentro saca uma arma e atira no rosto
do interrogador, mas a bala atinge a face de raspão, mesmo assim o prisioneiro
escapa em debandada. Os outros soldados entraram no mato e logo adiante uma
rajada de balas nas costas põe fim a vida de mais um cangaceiro.
Em 11 de abril
de 1927, apresenta-se em rendição, sob a garantia do padre José Kerhle, na
cidade de Villa Bella, o cangaceiro Francisco Miguel, vulgo Pássaro Preto, que
abandonou o grupo de Lampião. Na mesma ocasião, membros da família Pereira
celebram o acordo para entregar os irmãos cangaceiros Luiz Batista Gaia e
Antônio Batista Gaia, este último conhecido por Açucena, e do parente Sebastião
Raimundo Gaia, o popular Três Cocos.
Por essa
época, chegou a cidade de Villa Bella o Chefe da Polícia de Pernambuco, Eurico
de Souza Leão, para uma visita de inspeção às tropas de combate. Juntamente com
o prefeito e outros comandantes de polícia regional visitam a cadeia
recentemente construída e a encontra abarrotada de prisioneiros, em meio a
sujeira, piolhos e pulgas, uma fedentina insuportável. Assustado com a
quantidade de pessoas e a situação deprimente, pergunta se são todos cangaceiros.
-Não, responde
um dos presentes, completando: Aí dentro tem gente de toda espécie, tem pessoas
que deu água ou comida a cangaceiros, cabra safado que levava ou trazia fuxico
de Lampião, desordeiro que faz baderna e gente desaforada. Em seguida a comitiva
estadual seguiu para Belmonte, Salgueiro e Petrolina.
Os cangaceiros
Jatobá e Pinga Fogo são mortos no Logradouro, povoação de Villa Bella, pela
volante do tenente Arlindo Rocha, no dia 30 de julho.
Inicia o mês
de agosto com mais dois cangaceiros entregando as armas e rendendo-se ao
suplente de delegado Antônio Silveira. São eles: João Mariano, vulgo Andorinha
e João Guida. Ainda no mês de agosto, a Volante do sargento João Gomes prende
os cangaceiros Antônio Terto, apelidado de Cobra Verde e Camilo Domingos,
Pirolito.
Na primeira
semana de setembro, após intenso tiroteio entre os cangaceiros e a força
comandada por Arlindo Rocha deixa como saldo as mortes de Hortencio e Manoel
Vale, que tinham como cognome Craúna e Lavandeira, respectivamente. Na ocasião
foi preso o Caboclo da Serra do Uman, chamado Bispo dos Anjos, homem forte e
astuto, da confiança absoluta de Lampião. Na mesma investida consegue prender
também Benedito Domingos, Fortunato Domingos, apelidado de Guará, Antônio
Quelé, vulgo Candeeiro e Albino Rodrigues. Foram recolhidos a cadeia de Villa
Bella, onde todos os dias chegavam mais prisioneiros, inocentes ou não.
Antes de
finalizar setembro Arlindo Rocha captura Manoel Monteiro, Torquato, Gabriel
Pereira Barbosa e Antônio Gregório, este último era apelidado de Braúna. Todos
eram gente de Lampião que estavam em debandada perambulando pela caatinga.
Nessa mesma ocasião prendem os coiteiros David Dudo e Tiburtino Lucas, por
possuírem armas em suas casas, pois nem isso era mais permitido.
Nessa época,
chegou à sala de comando da polícia notícias de Lampião e seu grupo transitando
pelas fazendas Buenos Aires, São João do Barro Vermelho e Cipós, maltrapilhos e
com fome. Tamanha é a sujeira que cheirava mal, com barba e cabelos crescidos,
poucas armas e quase sem munição. As Volantes entram em alerta e são reforçados
os roteiros que poderiam tomar, montando emboscadas, principalmente nos acessos
a São Francisco, Nazaré e Betânia. Todas as estradas foram piquetadas pela
polícia.
No dia 13 de
outubro o valente cangaceiro poeta e aboiador, Genésio Vaqueiro, acompanhado
por seu irmão, João Vaqueiro, entra em Villa Bella e procura o Comandante da
Força Pública, major Teófanes Tôrres, para se entregar. Em depoimento diz que
Lampião está adoentado, passando dias sem ter água para beber, alimentando-se
apenas de algum fruto da caatinga, sem dormir a noite, vivem apenas fugindo de
qualquer chiado, carregando alguns companheiros feridos. No final de outubro
Lampião passou na casa de José Guedes, na fazenda Escadinha, conforme foi
descrito para o major Teófanes Tôrres, Lampião estava mancando do pé, o olho
lacrimejando e ardendo, magro e cansado, mas animado para a luta. Findado o mês
de outubro os cabras de Lampião se alojaram na fazenda Pitombeira, propriedade de
Izidório Conrado, um dos principais chefes da família Pereira, recebendo
guarida para reposição das energias, com arma e munição. As autoridades de
Villa Bella denunciam que a família Pereira protege Lampião, permitindo que
circule livremente pelas propriedades. O Chefe de Polícia, Eurico Souza Leão,
manda cercar a fazenda Pitombeira. Enquanto isso, o coronel Manoel Pereira e o
Dr. Santa Cruz vão a Recife dar explicações, negando tudo. Mesmo assim o
tenente Higino efetuou busca na fazenda e apreendeu 11 rifles e 725 cartuchos,
além de una carabina mauser e uma espingarda de caça.
Ainda na
primeira semana de novembro, o primeiro suplente de delegado de Villa Bella
captura no Sítio Nevada, em Flores, o comerciante Paulino Donato da Silva, por
ter vendido 335 cartuchos de fuzil a Lampião.
Em boletim
geral n° 264, do dia 22 de novembro o major Teófanes Tôrres apresenta o saldo
de cangaceiros mortos e aprisionados no período de junho a novembro desse ano
em todo sertão pernambucano, desde quando começou a repressão: 14 mortos e 82
capturados sob seu comando. No dia 19 de dezembro o major Teófanes Tôrres
escreve ao Chefe de Polícia do estado, Eurico Souza Leão, denunciando, o juiz
de direito, Dr. Augusto Santa Cruz, como protetor de cangaceiro e de dificultar
a ação da polícia. No dia 20 de dezembro o Chefe de Polícia envia um telegrama
ao major em resposta ao que recebeu, dizendo: "Não desejo discutir com
Lampião togado desse município. E o outro Lampião?".
Na noite de
Natal, os cangaceiros participam da celebração da Missa do Galo em Villa Bella,
todos de roupas paisanas, comendo e bebendo na fazenda Caxixola, cercado de
rapazes e moças da cidade, com várias autoridades relatando os acontecimentos
da sociedade e da política local.
Do livro:
LAMPIÃO E O SERTÃO DO PAJEÚ
De: Anildomá
Willans de Souza
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Por No Rastro do Cangaço
https://youtu.be/hEZ9Ifp0AFI https://youtu.be/VIn8lXYp1N0 https://youtu.be/-C9qLrDZLog https://youtu.be/LDmStNyCsoI https://youtu.be/5PjciJIQhUM https://youtu.be/sG61afBs_Ow https://youtu.be/z9cwGeBK6xE https://youtu.be/TEreny0RV_4 https://youtu.be/uiSBbaQq9Zk https://youtu.be/YcUuF392894
Clerisvaldo B. Chagas, 20 de setembro de 2022
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.770
Os três rios
mais importantes do Sertão alagoano são: Traipu, Ipanema e Capiá, pela ordem:
início de Sertão, médio Sertão e Alto Sertão.
LEITO SECO DO RIO TRAIPU VISTO DA BR-316, EM 2016 (FOTO: B. CHAGAS/REPENSANDO A GEOGRAFIA DE ALAGOAS). INÉDITO.
“O rio Traipu
nasce no extremo ocidental da serra do Gigante, a noroeste de Bom Conselho, em
Pernambuco. Vem para o sul e é atravessado pela BR-316 junto à fazenda São
Francisco, a oeste da serra do Gravatá, continuada pela da Brecha. Este rio
marca, embora grosseiramente, no trecho inicial, o sertão e o agreste
alagoanos, mesmo que uns poucos quilômetros abaixo entre em plena caatinga,
pois o sertão e o agreste alagoanos interpenetram-se numa forma ondulante de
avanços e recuos, dificultando uma determinação precisa de suas áreas.
Por se
encontrar nas proximidades deste limite, apresenta um vale com certa umidade e,
ao lado da dessegregação mecânica do seu leito rochoso, já se nota a influência
de processos de decomposição química dos minerais menos resistentes a ação das
águas. Mas é um rio sertanejo autêntico, mesmo com mais resíduos de água
acumulada nas aluviões do vale.
A conquista
das suas margens pela pecuária, com a palma da fazenda aludida vem explicar
esta condição de umidade de seu vale.
Sua extensão
fica em torno de 80 quilômetros e tem como afluentes da margem direita, os rios:
Mares, Torta, Galinha e riacho do Sertão; Pela esquerda:
Salgado, Campos, Tingui, Craíbas, Sal e Priaca.
Deságua junto
à cidade de Traipu, recebendo a invasão do rio São Francisco, pela formação de
alagado na sua parte baixa”.
(prof. Ivan
Fernandes Limas -1965).
Aprecia-se
melhor o rio Traipu, ao se passar pela BR-316, na entrada de acesso a Minador
do Negrão. Ali, uma ponte proveniente da antiga estrada de rodagem foi
descartada e substituída por uma nova para acompanhar a pista. A ponte
descartada continua servindo a carro de boi, burros, cavalos e pedestres, ao
lado da outra. De ambas as pontes se avista bem a calha do rio Traipu.
Também pela Al-220, Batalha – Arapiraca, a estrada corta o rio. O seu afluente riacho do sertão, ali abastece um dos maiores açudes de Alagoas: o açude de Jaramataia.
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/09/traipu-clerisvaldo-b.html
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Olho no Olho...Por Gilmar Teixeira.
Pesquisador Gilmar Teixeira
Clerisvaldo B. Chagas, 19 de setembro de 2022
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.769
Fiz uma nova visita de cortesia ao artista plástico Roninho Ribeiro. Sua oficina, localizada à avenida Castelo Branco, Bairro São José, estava repleta de peças encomendadas e à venda ocupando todos os recantos das prateleiras e do piso. Fiquei admirado com o volume produtivo do artesão que hoje tem preferência pela sucata, embora seja pintor chargista em tela e mexa com os mais diferentes tipos de matéria-prima. O mundo preferencial de Roninho é o Sertão Nordestino, assim como o meu mundo, porém, repleto de cangaceiros e tipos esquisitos que povoam a mente fértil do artista. Vizinho ao seu local de trabalho, está sendo construída há, alguns meses, o complexo da Praça São José, em reforma profunda, talvez isso seja um estímulo para tanta produção em benefício da Arte pelo escultor santanense.
ARTESÃO RONINHO RIBEIRO (FOTO: B. CHAGAS).
Quase sempre
Roninho estar viajando para expor seus trabalhos em inúmeras cidades de
Alagoas. Piranhas e Maceió têm sido praças muitas vezes visitadas pelo artista,
aproveitando cada evento relacionado à arte. RR é irmão de outra fera da arte,
Roberval Ribeiro, hoje estabelecido com a Empresa ROBRAC, continua em pleno
vigor esbanjando talento sob encomenda. Os estilos são diferentes entre os
irmãos Ribeiro, o que proporciona muito mais opções para o belo mundo das
incríveis transformações. Mas ainda na Oficina ou Atelier do Roninho, vejo as
novidades entre as peças de cangaceiros, heróis, bandidos e tipos populares,
são as esculturas em madeira representando
gamelas que atualmente são modas no ambiente de apartamentos.
Na esquina
entre a CONHB e o conjunto São João, o alto da residência de Roninho deslumbra
na paisagem possante da margem direita do rio. As barreiras paralelas ao
Ipanema e o casario rumo ao Hospital e a serra da Remetedeira, parecem inspirar
o dia a dia do artesão do cangaço. Interrompo o artista que não pode perder
tempo, pois vai aperfeiçoando as peças de encomendas coestaduanas e a
expectativa aguçada de novas visitas. Aproveito o ensejo e encomendo duas peças
para futuro ex-votos. O artista abraça o desafio e eu desço a colina montado na
esperança do seu manuseio.
Como é fácil
para Roninho fazer um mundo de faz de conta!
Encontro nas
obras da praça, personagem semelhante aos do atelier.
É a vida que imita a arte ou a arte que imita à vida?
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PROBLEMA COM A NET
Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=juFJCLJPOKs&t=677s&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7oSeja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCG8-... Visita ao Poço do Negro, em Nazaré, local onde morou a família de Virgulino. Data: 14/01/2022 Para ajudar na reconstrução da casa do Poço do Negro faça sua doação pelo Pix (87)981201786 Identifique sua contribuição com o nome "Poço do Negro". Link desse vídeo: https://youtu.be/juFJCLJPOKs
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Por Histórias da Vida Real
Por Sertão Mamoeiro
Casarão antigo que pertenceu ao coronel José Avelino na fazenda conceição município de paulista paraíba foi construído em 1936 hoje esse casarão pertence ao senhor novinho Queiroga sendo Neto do capitão José Avelino vem mantendo as tradições na mesma região fazendo moagem de cana e criando gado.
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Por Aderbal Nogueira
Vídeo gravado com Moreno, por João de Sousa Lima, em Paulo Afonso (BA), com imagens de Ricardo Cajá em 2006.
Gravação com Candeeiro gravado por Aderbal Nogueira, em Calumbi (PE), em 1998. Os dois falam sobre o combate ocorrido em Aroeira. Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCG8-... Link desse vídeo: https://youtu.be/SF9sRb-40nQ
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Por Lampião, Cangaço e Sertão
https://www.youtube.com/watch?v=m9h0Sdy43Xk&ab_channel=Lampi%C3%A3o%2CCanga%C3%A7oesert%C3%A3oTodos sabem que o
cangaceiro Antônio Silvino passou um tempo no estado do ceara. oque alguns não
sabem e os crimes que Antônio Silvino praticou durante seu tempo de morada na
terra do sol.
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Por Valdir José Nogueira...pesquisador/escritor
Há homens
predestinados a deixar para a história, um legado de coragem, de sacrifício, de
amor e vocação à causa pública, aliado à determinação de seus ideais, com uma
fé inabalável em Deus.
O Legendário
belmontense Capitão Luiz Mariano da Cruz encontrou nas décadas de 20 e 30 do
século passado, um cenário desolador em decorrência do banditismo, que culminou
com o aumento desordenado da criminalidade na região sertaneja.
Intensificava-se naquela época o ciclo do cangaço, tempo difícil e inseguro
para muita gente.
Os cangaceiros
aterrorizavam as cidades, realizando roubos, extorquindo dinheiro da população,
sequestrando figuras importantes, além de saquear fazendas. Esses grupos eram
integrados, na maioria das vezes, por jagunços, capangas e empregados de
latifundiários (detentores de grandes propriedades rurais). Esse movimento está
diretamente relacionado à disputa da terra, coronelismo, vingança, brigas de
famílias etc.
São José do
Belmonte, hoje a próspera cidade do sertão central de Pernambuco, sendo uma
região de fronteira, despontava como um verdadeiro arraial nas hostes do
cangaço, por aqui Lampião, o rei do cangaço, deixou também seu rastro de
sangue, morte e destruição, quando junto a um numeroso grupo de cangaceiros no
dia 20 de outubro de 1922, invadiu a cidade para eliminar o próspero
comerciante Luiz Gonzaga Gomes Ferraz. Durante o ataque, os cangaceiros também
sofreram a heroica resistência do destacamento de polícia local sob o comando
do bravo sargento Sinhozinho Alencar (José Alencar de Carvalho Pires) que
contou naquela difícil situação apenas com oito praças. E dentre esses soldados
lutou bravamente o jovem Luiz Mariano da Cruz, na ocasião com 22 dois anos de
idade.
Pertencente a
uma das tradicionais famílias belmontenses, o capitão Luiz Mariano da Cruz
nasceu na fazenda Cacimba Nova no dia 08 de dezembro de 1899, filho do Sr.
Manoel Mariano de Menezes e de dona Maria Francisca de Jesus. Luiz Mariano,
durante sua vida se destacou como um aguerrido policial na perseguição a
Lampião e seu bando. Inicialmente, perseguiu-o no seu torrão natal, após, junto
com o nazareno e lendário Tenente Manoel Neto, se embrenhou nas caatingas
baianas e Raso da Catarina, onde teve dezenas de combates, tendo saído ferido
em alguns, inclusive, tendo que se submeter a tratamento na cidade de Salvador,
em face da periculosidade dos ferimentos sofridos. Na sua história militar,
Luiz Mariano também foi delegado de polícia da cidade de Itabuna na Bahia e em
Petrolina, Pernambuco.
O bravo e
afamado soldado Luiz Mariano, já capitão reformado, volveu os seus olhos
inteligentes para a produção nativa do catolé, existente abundantemente na
lendária Serra do Catolé, localizada nos limites do município de São José do
Belmonte, sua terra natal, com o Estado da Paraíba. Luiz Mariano comprava toda
a produção de catolé aos moradores da região, e comercializava com a empresa
Alimonda Irmãos S.A. na cidade do Recife (PE). Esta empresa, fundada no ano de
1930, dedicou suas primeiras três décadas, à produção de sabão. O catolé de São
José do Belmonte era destinado para esse fim, diante da visão empreendedora do
Capitão Luiz Mariano. O pó da palha do catolé era também comercializado com
empresários da cidade de Salvador (BA), e destinava-se ao fabrico de vinis, na
época os famosos “discos de 78 rotações”.
Quis o
destino, que no dia 21 de maio de 1943, numa das suas costumeiras viagens de
negócios, transportando uma grande carga de catolés de São José do Belmonte
para o Recife, o caminhão tombou em Ipanema, município de Pesqueira (PE),
causando a morte aos 42 anos de idade do bravo e inesquecível capitão Luiz
Mariano da Cruz.
O mesmo foi
casado em 1918 na cidade de Custódia – PE com Maria Bezerra (Liquinha). Desse
casamento houve um filho o coronel José Mariano Bezerra (Zequinha), nascido no
dia 14 de janeiro de 1928. Este senhor foi casado com Zuleima Ferraz Bezerra
filha do coronel José Alencar de Carvalho Pires (Sinhozinho Alencar) e de
Albertina Ferraz Alencar.
Porém, foi
durante o combate contra o banditismo que o nome do Capitão Luiz Mariano ficou
gravado na história. Durante esse período de terror, o capitão Luiz arregaçou
as mangas, apurou crimes, prendeu bandidos, capturou bandos de cangaceiros e
ladrões de cavalos, sem dispor à época, de armas, viaturas e helicópteros,
enfrentando dificuldades de toda ordem. Dispunha na verdade, de seu velho “38”
e de uma reduzida, mas eficiente equipe de policiais de sua irrestrita
confiança. Mais das vezes sua viatura era o lombo de um bom cavalo, para as
estradas batidas de poeiras e veredas do sertão. Foi um policial astuto e muito
valente. Enfrentou todas as adversidades da natureza, como o surto de
infestação de várias doenças tropicais, como as terríveis febres, sobrevivendo
heroicamente. Foi um trabalhador incansável, um líder nato, um policial
polivalente.
A cidade de
São José do Belmonte no passado denominou uma de suas ruas com o nome deste
grande vulto de sua história. Todavia hoje a maioria dos seus habitantes
desconhece a trajetória deste bravo belmontense, policial de brio, homem
honrado e probo, símbolo da concretização de um ideal, que certamente servirá
de luz, como um farol, a guiar as futuras gerações de oficiais e praças da
bicentenária e histórica Corporação que é a Polícia Militar de Pernambuco.
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