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sexta-feira, 10 de junho de 2011

"Os últimos cangaceiros"

COMUNICADO



           O Cineasta, escritor e pesquisador do cangaço, Aderbal Nogueira, comunica aos leitores deste blog, e dos:  "Cariri Cangaço", "Lampião Aceso", "Tok de História", "Cangaço Nordestino", que atualmente atua com o nome "Blog do Neto", e os demais que publicam o estudo "cangaço", hoje, sexta-feira, dia 10 de Junho, às 20 horas, será lançado o documentário "OS ÚLTIMOS CANGACEIROS", de Wolney Oliveira, no teatro José de Alencar em Fortaleza.

            Na madrugada de 28 de Julho de 1938, na Grota de Angico, no  Estado de Sergipe, as volantes do governo conseguiram acabar de uma vez por toda com o movimento social de cangaceiros, e lá foram  mortos 11 asseclas, entre eles os Reis do Cangaço, Lampião e Maria Bonita.

Lampião e Maria Bonita

            Como todos os asseclas que pertenciam à Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia haviam ficado órfãos de pai e mãe, a partir daquele dia em diante seria cada um por si e Deus por todos. Muitos resolveram enfrentar os horrores da polícia. Mas todos que procuraram se entregar, foram liberados pelo capitão Aníbal Ferreira, lá em Geremoabo, este em vez de usar a razão, usou o coração, liberando todos para novamente participarem da sociedade livre.

Moreno e Durvalina

          Mas na ativa segurando o sofrido e desastroso movimento social, do velho companheiro Lampião, continuavam os minúsculos bandos de Moreno e o de Corisco.

Corisco e Dadá

          No dia 2 de fevereiro de 1940, Moreno e Durvalina resolveram dependurar as indumentárias do cangaço, e dando fim as suas malditas armas e munições. Mas teimosamente continuava o bando de Corisco, que não durou muito tempo, tendo sido ele assassinado no dia 25 de maio de 1940, pelas armas do tenente Zé Rufino.

Tenente Zé Rufino

            Durante mais de meio século Durvinha  e Moreno jamais se identificaram com seus nomes próprios, até dos filhos.  Durvinha e Moreno fizeram parte do bando de Lampião, o mais controverso líder do cangaço.

João de Sousa Lima

             A verdade só foi revelada diante do escritor João de Sousa Lima, quando Moreno,  com 95 anos, resolveu dividir com os filhos o peso das lembranças e reencontrar parentes vivos.

Sobre o autor do filme


Wolney Oliveira

           WOLNEY OLIVEIRA: Diretor, roteirista e produtor. Graduado em televisão pela Escola Internacional de San Antonio de los Baños, EICTV, Cuba, com especialização em fotografia. Seus filmes têm recebido numerosos prêmios no Brasil e o exterior. Seu curta El invasor marciano foi o primeiro filme da EICTV a receber um prêmio internacional, entre muitos outros. A ideia original do curta deu origem também ao longa de ficção A ilha da morte. Wolney Oliveira dirige a própria produtora, a Bucanero Filmes, em Fortaleza.


FILMOGRAFIA

Os últimos cangaceiros (2011), longa-metragem
El cayo de la muerte (2006), longa-metragem
Borracha para a Vitória (2003), longa-metragem
Milagre em Juazeiro (1999), longa-metragem
Elementais (1994), curta-metragem
As barricadas abriram caminho (1993), curta-metragem
Sabor a mí (1992), longa-metragem
Los regalos de Don José (1990), curta-metragem
Um, dois (1989), curta-metragem
El invasor marciano (1988), curta-metragem
Sirio en quadro (1987), curta-metragem
Gilberto y Yayá (1987), curta-metragem
Un día de Tito (1982), curta-metragem

FICHA TÉCNICA:

Direção: Wolney Oliveira
Direção de fotografia e câmera: Eusélio Gadelha
Som direto: Danilo Carvalho
Montagem: Mair Tavares e Daniel Garcia
Edição de som: Simone Petrillo
Mixagem: Claudio Valdetaro
Trilha sonora: DJ Dolores
Produção: Margarita Hernández

CONTATO:

Bucanero Filmes
Av. Barão de Studart 1165 sala 804
Fortaleza CE, CEP 60120-001
Tel/fax.: (85)32610646
 
 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Professores de História não estudam "cangaço"

Por: José Mendes Pereira


Interessante!

            O tema "Cangaço" ou ainda a "literatura lampiônica", é um dos assuntos mais estudados no nordeste brasileiro. E nele, encontramos, Médicos, sargentos, capitães, Advogados, juízes, Geógrafos, literários, Matemáticos, jornalistas, escritores, pesquisadores, estudantes..., em fim, todo tipo de formados  encontramos. Mas, não se ver professores de História envolvidos com esse tema.

Paulo Medeiros Gastão 

           Eu conversando com o fundador da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço,  o escritor/pesquisador e empresário Paulo Medeiros Gastão, ele relata isto, e eu já havia analisado, pois durante o tempo em que eu me dediquei ao estudo "cangaço", somente um ou dois professores de história que se interessaram pelo tema.

Bando de cangaceiros de Lampião

            A literatura lampiônica não é bicho de sete cabeças. É simplesmente um movimento social que os jovens do século XX fizeram, quando todos os subgrupos tinham um chefe superior que determinava onde iriam atacar para saquearem o que eles desejavam; e um dos mais famosos cangaceiros, foi o Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, que com o seu famoso bando, enfrentava as volantes dos governos dos sete Estados Nordestinos.    
           É claro que era um movimento que violentava, roubava, assassinava e tudo mais. Mas isto é passado. Pior são os acontecimentos de hoje, que matam para estorqui  1 real, uma moto, um carro, um tênis..., e ainda ficamos diante do televisor para vermos as terríveis cenas praticadas por marginais.

Osama Bin Laden

           Pensando bem. Será que Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e outros e outros cangaceiros fizeram o que o terrorista Osama Bin Laden fez? Conseguiu em dez segundos matar quase três mil pessoas inocentes, usando uma jaqueta de falso militar, e ainda se dizia perseguido pelos os países potentes?

As Torres Gêmeas

           Arquitetou e pôs em prática a sua maldade contra a humanidade, que não só sofreram os que morreram, os que lá estavam, como todo globo terrestre sofreu as piores consequências, a economia dispencou de vez, deixando as nações do mundo inflacionadas?

Adolf Hitles

           O Adolf Hitles que com o seu poder de dono do mundo, matou milhares e milhares de pessoas que sonhavam muito alto, de ter uma família, um lugar para morar, uma vida totalmente feliz, e um único administrador de um país, destruiu os seus sonhos e suas vidas?

Joseph Mengele

          O doutor Joseph Mengele, que fez experimentos com humanos, e foi o responsável pelo extermínio de milhares de judeus, fugiu para a Argentina e nunca pagou por suas atrocidades?
           Friamente, usou os judeus como cobaias humanas com todo tipo de experimentos macabros?  A muitos outros enviou-lhes diretamente do trem ao crematório - e fugiu do campo de concentração em janeiro de 1945, dias antes de sua liberação? Josef Mengele nem sequer foi citado nos Julgamentos de Nuremberg e como muitos outros criminosos nazista cruzou o Atlântico e converteu a América do Sul em seu esconderijo?
E tantos outros que fizeram as maiores atrocidades e ninguém os ver?
           Lampião não foi realmente o que dizem. Lampião foi acusado de diversos crimes, quando muitos desses terríveis crimes eram feitos pela própria polícia.

Leia o que escreveu o historiador
João de Sousa Lima em:
"A vida nem sempre bela de
Maria Bonita"

No Artigo do escritor Ronaldo Pelli

 
João de Sousa Lima

             "A polícia, que era quem devia proteger a população, o sertanejo, foi muito pior que os homens e mulheres que viviam à margem da lei. A polícia matou mais, estuprou mais, roubou mais. Muitos desses crimes foram creditados aos cangaceiros. É importante que escritores e estudiosos do tema saibam manter a imparcialidade na hora de retratar os casos e deixem que a história e o tempo decidam essas questões polêmicas e que não cabem no olhar individual de algum analista".
             Portanto professor de história, cabe ao senhor se engajar neste estudo. Não ofende, não maltrata ninguém, e com certeza, você vai adquirir mais conhecimentos históricos para sua vida profissional.
            Um dia, quem sabe, um aluno lhe faz uma pergunta sobre o cangaço. E o que você vai dizer? "-Eu não o respondo porque não sei nada sobre o cangaço".
 
             Que resposta sem graça hein!?

        

A vida nem sempre bela de Maria Bonita

Por Ronaldo Pelli



No ano de seu centenário, pesquisador
lança segunda edição de biografia
da pioneira do cangaço
          
          Maria Gomes de Oliveira foi uma mulher polêmica. De temperamento forte, foi pioneira no seu métier. Isso lhe trouxe fama e uma série de histórias controversas, além de um apelido que assustava as pessoas: Maria Bonita.
          Neste ano, a mulher de Lampião teria completado cem anos, se viva, no dia da mulher, 8 de Março. Aproveitando a data, João de Sousa Lima, pesquisador do cangaço, já organizou um evento sobre a primeira mulher a ser cangaceira, e agora lança a segunda edição de seu “A trajetória guerreira de Maria Bonita, a rainha do cangaço”.

Maria Bonita

            João, que tem outros livros sobre o assunto, diz que o livro “narra a vida de Maria Bonita, desde seu nascimento até a morte na Grota do Angico”.

João de Sousa Lima

           Segundo o escritor, a obra passa “por histórias acontecidas na infância, no casamento atribulado com o sapateiro José Miguel, ‘o Zé de Nenê’, os bailes na juventude e a apresentação pelo um tio ao Rei do cangaço”.


Zé de Nenem

            O pesquisador afirma que Maria Bonita entrou no cangaço com 18 anos, “no finalzinho de 29” e morreu menos de nove anos depois, em 28 de Julho de 1938, junto com Lampião e mais nove cangaceiros na Grota do Angico, em Poço Redondo, Sergipe.

11 cabeças de cangaceiros
abatidos na grota de Angico

            Durante esse período, ela, junto com o grupo de cangaceiros, é associada a situações escabrosas, como assassinatos e torturas cheias de crueldade. Por outro lado, há muita gente que a considera um ícone.
          João tenta fugir da polêmica ao explicar que o mais importante é recontar a história, independentemente dos julgamentos: “Maria Bonita e por consequência a história do cangaço tem que ser passada pelo contexto histórico acontecido no Nordeste brasileiro.”

Lampião e Maria Bonita

Leia abaixo uma entrevista com o autor:
               
                Revista de História: Como Maria Bonita conheceu Lampião?

O rei Lampião

            João de Sousa Lima: Ela conheceu Lampião em 1929. Foi apresentada pelo tio Odilon Café e estava separada do antigo marido havia 15 dias. Com o cangaceiro, teve quatro filhos: dois abortos, a Expedita e o Ananias, o qual morreu no ano passado tentando provar esta paternidade - o resultado do DNA corre em segredo de justiça.

Da esquerda para a direita
Vera, neta dos reis do cangaço, esposo e Expedita Ferreira
Ananias Gomes de Oliveira
suposto filho de Lampião e Maria Bonita

              RHBN: Heroína ou bandida? É possível responder a essa questão?

      

             JSL: Maria Bonita se tornou um nome mais conhecido por ser a mulher do comandante supremo do cangaço. Maria Bonita, e por consequência a história do cangaço, tem que ser passada pelo contexto histórico acontecido no Nordeste brasileiro. A questão de bandido ou herói tem dividido opiniões, porém o mais importante é o registro dos fatos acontecidos, não podemos julgar a história de um povo, de uma raça, de uma comunidade. Toda a história desde a criação é repleta de momentos sangrentos, de guerras e de lutas. Precisamos levar para as gerações vindouras esses fatos, sem nada alterar ou modificar como fazem os historiadores irresponsáveis. A polícia, que era quem devia proteger a população, o sertanejo, foi muito pior que os homens e mulheres que viviam à margem da lei. A polícia matou mais, estuprou mais, roubou mais. Muitos desses crimes foram creditados aos cangaceiros. É importante que escritores e estudiosos do tema saibam manter a imparcialidade na hora de retratar os casos e deixem que a história e o tempo decidam essas questões polêmicas e que não cabem no olhar individual de algum analista.
 

A outra Maria Déa; de Paulo Afonso
          
            RHBN: Por que a rainha do cangaço se transformou em uma espécie de ícone do movimento feminista brasileiro?
            JSL: Ela não se tornou símbolo do feminismo brasileiro, ela se tornou sinônimo de mulher corajosa, decidida, que rompeu parâmetros de uma época para seguir um grupo comandado por um homem que vivia à margem da lei. Pode ter se tornado exemplo para algumas outras mulheres, porém não foi intencional, ela foi para o cangaço apenas por ter se apaixonado por Lampião.
           RHBN: Você poderia descrever, em poucas palavras, a personalidade de Maria Bonita?

Maria Bonita
Revista de História da Biblioteca Nacional

                JSL: Maria Bonita era uma mulher corajosa, decidida, acima de tudo apaixonada pelo homem que ela decidiu seguir. Foi menina, criança, amiga, companheira e mãe. Tomou banho de chuva, se molhou em biqueiras e barreiros, fez bonecas de pano e de milho, correu, caiu levantou, amou, sofreu, sorriu, chorou, colheu flores, sentiu o calor causticante do sertão, divisou o verde em certos momentos, foi amada, ferida, feliz e sofrida, foi mulher sertaneja, de brio, forte, serena, severa, amamentou, partiu, voltou, tombou crivada de balas, uma mulher comum, porém com uma história diferenciada de todas as outras de sua época e de seu convívio.

Revista de História da Biblioteca Nacional

Extraído do blog: "Lampião Aceso", do amigo Kiko Monteiro


Valeu João de Sousa Lima!

 As futuras gerações merecem
respeito; por isso tem que usar a
seriedade com o tema cangaço, e não
a irresponsabilidade. Fatos contrários 
é preciso cortar logo o mal pela raiz,
dever dos senhores que fazem
este trabalho com seriedade, 
dedicação, amor e que investem
os seus próprios recursos,  quando
não dispõem de patrocinadores.
 Por isso, é muito importante
não aceitar contrariedades
ao excelente tema
que é "cangaço".

SOBRE ANANIAS

Sobre o Ananias,  segundo o escritor
João de Sousa Lima, é filho de Maria Bonita e Lampião.

Vale lembrar ao leitor que não foi o escritor que disse, foi um dos ex-cunhados de Maria Bonita, que afirmou a ele que a própria sogra, dona Maria Gomes de Oliveira, um dia dissera que o Ananias era filho de Maria Bonita e do homem, isto é Lampião.

Eu acho que Dona Maria Gomes de Oliveira jamais esperava que um dia alguém descobriria de quem seria filho "a" ou "b". Por isso jogou esta afirmação negativa ao seu genro, fato que eu jamais acreditarei.

Quando este resultado "DNA" sair, vai desmentir dona Maria Gomes de Oliveira, a quem tanto tenho admiração.

Tenho plena certeza que o escritor João de Sousa Lima entende
muito bem o que eu estou falando, não me referindo as suas
palavra em seu artigo.

        

terça-feira, 7 de junho de 2011

Dez minutos de frente com o historiógrafo Rostand Medeiros

           
            Ontem, dia 07 de Junho, tive o prazer de conhecer pessoalmente o historiógrafo Rostand Medeiros, em Natal, em um dos órgãos do Exército Brasileiro (SIP), localizado no bairro Ribeira, na Rua Almino Afonso nº. 12.


Rostand Medeiros

            Um dia anterior, havíamos conversado por telefone sobre os nossos estudos do cangaço, quando no momento eu o comuniquei que no dia seguinte estaria em Natal (ministério do exército), para resolver problemas no órgão citado acima, sobre documentos funerários do meu pai, que havia falecido no dia 10 de maio deste ano, sendo ele tenente por merecimento da reserva do exército brasileiro.

            Assim que cheguei à repartição, comuniquei ao historiógrafo que eu já me encontrava lá, e não demorou muito, ele chegou; e lá fui gentilmente presenteado com um livro, lançado no mês de maio deste, com o título “JOÃO RUFINO – UM VISIONÁRIO DE FÉ”.


Sessenta minutos de frente com o escritor Paulo Medeiros Gastão

              Na ocasião, recebi um outro volume, para ser entregue ao escritor Paulo Medeiros Gastão, coisa que eu fiz assim que cheguei em Mossoró.    
           
            Como eu não sabia onde ele residia, fui obrigado ligar para o amigo Francisco das Chagas do Nascimento, tesoureiro da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço de Mossoró, um dos seus amigos, e ele me informou onde era a residência do escritor.

 
Francisco das Chagas do Nascimento
          
            Fui encaminhado até ao seu luxuoso apartamento, através do segurança, e lá tive o prazer de conhecê-lo, pois apesar de morarmos na mesma cidade, eu ainda não o conhecia.

           Fui muito bem recebido pelo o escritor, e que durante a conversa falou sobre o cangaço, sobre Triunfo, a sua cidade natal, sobre os cangaceiros como:

Jararaca,


Asa Branca


 a Sila.


Falou sobre o talento do músico Kiko Monteiro,


da amizade que mantém com o Manoel Severo,


 da competência do escritor Aderbal Nogueira,


 do amigo Alcindo Alves da Costa,


do Frederico Pernambucano de Melo,

Aderbal Nogueira e Sílvio Bulhões

da  generosidade do filho de Corisco e Dadá, o Sílvio Bulhões, e de tantos outros  mais; inclusive falou sobre os seus planos e projetos, que não é necessário citá-los, pois isto pertence ao escritor.
           
            Realmente foi uma grande aula sobre cangaço e suas amizades.
          
           Tenho a dizer que este encontro com dois grandes talentosos, muito me deixou orgulhoso, pois venho do campo, e me sinto realizado em participar da amizade destas personalidades.

           Como a legião de escritores e pesquisadores é muito grande, mas tenho certeza que eu ainda hei de conhecer uma porção deles, ou talvez todos, quem sabe.

Sobre Rostand Medeiros

           É pesquisador na área de História, com artigos publicados nos jornais Tribuna do Norte, Novo Jornal e na revista cultural Preá.
          
           Autor do livro "João Rufino-Um Visionário de Fé" (2011), sobre a biografia do criador do Grupo Santa Clara/3 Corações a maior empresa de torrefação de café do Brasil.
          
           Coautor do livro "Os Cavaleiros dos Céus" - "A Saga do Voo de Ferrarin e Del Prete" (2009), apoiado pela Embaixada da Itália no Brasil, Força Aérea Brasileira e Universidade Potiguar.
           
           Consultor do SEBRAE no projeto “Território Sertão do Apodi – Nas Pegadas de Lampião”.
          
           Membro do IGRN (Instituto de Genealogia do RN) e SBEC (Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço).
           
           Técnico em Turismo, atua há mais de 15 anos na área. Fundador da SEPARN – Sociedade para Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental do Rio Grande do Norte, entidade que atuou em parceria com o IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis na preservação do patrimônio espeleológico do RN.
Observação Independente:

As  maiores invenções criadas pela
humanidade, sem dúvida, foi o computador
e a internet. Mas eles ainda estão nos laboratórios
dos engenheiros que estudam isto, pois não passam
de  simples protótipos. Falta muito para que
os estudiosos deixem a internet e o
computador sem falhas, para que
você possa exclamar com
firmeza:

Que fantástica
invenção! 

José Mendes Pereira

Scan: Revista Manchete nº 1321, 23 de agosto de 1977.

Por: Ivanildo Alves da Silveira





Um abraço a todos, façam seus comentários.

IVANILDO ALVES DA SILVEIRA

Colecionador do cangaçoMembro da SBEC
Natal/RN

 

Transcrito do blog: "Lampião Aceso"
  

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Cel. Zé Rufino – “O matador de cangaceiros"

Por: Ângelo Osmiro Barreto

           
             José Osório de Farias, o afamado ZÉ RUFINO, conheceu LAMPIÃO- Rei do cangaço quando ainda era um sanfoneiro, percorrendo o sertão brabo das ribeiras do Pajeú e adjacências, no sertão de Pernambuco, estado onde nasceu.

Zé Rufino
          
            O primeiro encontro entre os dois valentes sertanejos deu-se nas terras do município de Salgueiro. ZÉ RUFINO tocava numa festa de casamento e LAMPIÃO era um dos convidados, a empatia do chefe dos cangaceiros com o sanfoneiro foi imediata. LAMPIÃO convidou ZÉ RUFINO para ingressar no bando. Com muita habilidade o futuro matador de cangaceiros disse que não podia acompanhar o grupo, pois sua mãe já era idosa e como “arrimo” de família tinha os irmãos para criar, além de tudo não gostava de armas, o capitão o desculpasse, mas não tinha nascido para aquela vida.

Ficheiro:Lampião MB.jpg
O rei Lampião
            
              Passado algum tempo, aconteceu um novo encontro com o rei do cangaço, mais uma vez LAMPIÃO convidou ZÉ RUFINO para acompanhá-lo. Com medo de negar novamente um pedido do Capitão, disse ao rei do cangaço que antes precisaria solucionar alguns problemas familiares; como iria deixar sua mãe e seus irmãos? Tinha que resolver essas questões.
            LAMPIÃO o liberou, entretanto marcou uma data para sua apresentação, e dessa vez não aceitaria desculpas.
             ZÉ RUFINO agora tinha que se decidir, ou entraria no cangaço para acompanhar aquelas verdadeiras feras humanas, ou iria se apresentar como soldado na volante, o que pouco diferenciava de um cangaceiro, como sanfoneiro não poderia mais ficar. LAMPIÃO não o perdoaria.
              A decisão foi difícil, mas ZÉ RUFINO optou por entrar na polícia, seu destino agora seria perseguir cangaceiros.
              ZÉ RUFINO foi um dos mais temidos perseguidor de cangaceiros, chegou rapidamente ao oficialato, alcançando a posição de Coronel da Policia Militar da Bahia.
              Consta na literatura sobre o cangaço cerca de vinte e duas mortes feitas pela volante comandada por ZÉ RUFINO. Sua volante ficou famosa no sertão por cortar as cabeças dos cangaceiros mortos em combate. Sua façanha mais conhecida foi à morte do cangaceiro Corisco o “Diabo Louro”, um dos mais famosos cangaceiros que se tem noticia. Marcando definitivamente ente o fim do cangaço.

O cangaceiro Corisco
           
            O Coronel ZÉ RUFINO combateu na volante baiana até o extermínio do cangaço. Terminada a campanha contra o banditismo, “comprou algumas fazendas na região de Geremoabo” no Estado da Bahia, aonde já idoso veio a falecer.

Afim de enriquecer algumas informações complementares de nosso colaborador Ivanildo Silveira.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgry747JaM6E0Qh1V0zoIi_6lC1zibnDxXUzscvh_HoGC3N5tzp8BJlmRqCUlqwc3FrqeaoVondKcjlu8LVld4Mphtl0zAvVd0LvrIhZe_Ber135LFl4rVzChRrPKh74rAsKuwjw_Wptg/s320/IVANILDO+(543).JPG

           
             Em 1936, em um período em que Lampião já vivia uma discreta decadência, ZÉ RUFINO eliminou o bando de Mariano, um cangaceiro da velha guarda que acompanhava o Rei do Cangaço há 13 anos. O bando foi destruído em Cangaleixo (SE), o que ajudou a torná-lo o maior matador de cangaceiros.

O cangaceiro Mariano
            
              Segundo afirmou ao cineasta Paulo Gil Soares, Ele eliminou cerca de vinte integrantes dos bandos ligados a Lampião. Os homens de Mariano usavam roupas muito ricas, com peças de ouro e moedas de prata nos chapéus de couro. As cabeças dos bandoleiros foram cortadas e expostas em vários locais com o objetivo de provar à população que eles haviam sido eliminados.

Paulo Gil Soares
           
             Um ano depois ZÉ RUFINO, um simples civil (sanfoneiro) contratado para combater os cangaceiros, enfrentou os grupos de Lampião e Zé Sereno no episódio conhecido como Fogo de Domingo João, na Fazenda Crauá.


Zé Sereno à esquerda
          
            Aparentemente, esse foi o último combate de Lampião. O cangaceiro “BARRA NOVA” foi morto no confronto e o soldado da volante Antônio Izidoro saiu ferido no braço.

Ao centro Barra Nova, à direita Luiz Pedro
            
              De acordo com a descrição do pesquisador Antônio Amaury Corrêa de Araújo, o combate se deu da seguinte forma:

Antonio Amaury e João de Sousa Lima
          
           Rosalvo Marinho, amigo e coiteiro de Lampião, chegou à fazenda correndo e avisou os cangaceiros:
              - Foge que vem aí! Sai daí! Sai já, que a força vem aí!
            Lampião, calmamente, perguntou-lhe:
            -Força de quem?
            O coiteiro o respondeu que era de ZÉ RUFINO.
           Mais tenso, Zé Sereno ordenou a seu bando que se equipasse (pegasse as armas e demais equipamentos).
             Lampião, ainda mais tranquilo, disse:
             - Se a força vier, nós vamos brigar; se não vier, vamos comer. A comida já está no fogo e não vamos deixar pros macacos. Ou comemos ou briguemos.
                Pouco tempo depois rajadas de metralhadora espalharam as brasas do fogo e atingiram nas costas o cangaceiro BARRA NOVA, cozinheiro de plantão.
              O cangaceiro“NOVO TEMPO” também foi ferido.
             Os cangaceiros fugiram depois de garantir a retirada de:

Maria Bonita
e das cangaceiras:

Sila

e Dulce.

             Na foto, da esquerda para  a direita: Dulce, Dona Dil (sobrinha) e Cícera (irmã de Dulce), hoje com 102 anos de vida. Reside em Paulo Afonso. E na frente o escritor João de Sousa Lima.
           Segundo o escritor e pesquisador do cangaço, o João de Sousa Lima, a cangaceira Dulce foi uma das sobreviventes de Angico, e hoje reside em campinas, São Paulo.

Trasladado do blog: "Gavião da Paraíba" - Cultura Nordestina

Observação:

Alguns cangaceiros mortos por Zé Rufino

Corisco, Mariano, Pavão, Pai Veio, Zepelin,
Catingueira, Quina-Quina, Sabonete, Azulão,
Canjica, Maria Dora, Zabelê (possivelmente Zabelê 2),
Barra Nova, Meia-Noite...

Dr. Ivanildo Alves da Silveira e o escritor
Ângelo Osmiro Barreto.

           Não há dúvida  que em anos remotos, bandidos eram os verdadeiros donos de festas.
               Imagine os senhores, quantas pessoas ilustres existiram naquela época para serem convidados ou padrinhos de casamentos, e olhem quem foi convidado, o famigerado Lampião para participar da festa de casamento. Ou tinham respeito ao bandido, ou temiam que ele aparecesse para acanalhar a festa.

"Memórias do Cangaço" com a entrevista de
Zé Rufino ao jornalista Paulo Gil Soares.
.
José Rufino foi o tema da conferência de abertura
do Cariri Cangaço 2010, com o escritor e pesquisador
Antônio Amaury Correa de Araujo.
..
J. Mendes Pereira

Fonte: Youtube
Cariri Cangaço


Entrevista de "Volta Seca" - JORNAL "O PASQUIM"

CALMA! DEIXE
QUANDO
O SINAL NOTAR QUE
TEM OBRIGAÇÃO
DE RETORNAR.