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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Autor: Antonio Vilela de Souza
Volume I

Volume II

Preço por volume: 
R$ 35,00 - incluso despesas de correios.
E-mail para contatos:
incrivelmundo@hotmail.com

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O endereço não tem nada a ver com cangaço. Foi um erro no momento da sua criação. Ainda não conseguimos outro link de acordo com o material postado.

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Cariri Cangaço: Próxima parada... Piranhas ! Por: Jairo Luiz

Cacau, Manoel Severo e Jairo Luiz

Caro Severo, como se diz aqui em Piranhas "BOI NO PASTO" .Confirmo nossa presença no maior Evento do Brasil que discute não somente o Cangaço e sim a Cultura e a História do nosso querido  Nordeste em todos seus aspectos, o Cariri Cangaço hoje é referência para todos pesquisadores e amantes  de nossa história. Que boas notícias me  chegam e vejo que os preparativos já começaram para esse grande evento. A título de sugestão gostaria de externar o desejo que façamos uma justa homenagem ao nosso inesquecível Decano Alcino Alves Costa, não somente com placas ou menções e sim com um dia do Cariri Cangaço dedicado a obra dele , as suas histórias. Enfim seria uma mesa redonda para pudéssemos discutir a obra de um dos maiores pesquisadores do Cangaço.

Um outro assunto que gostaria de mencionar é o desejo do novo Secretário de Cultura de Piranhas , Sr. Luiz Carlos Salatiel de Alencar, natural aí de nosso Cariri,  que tenhamos uma prévia do Cariri Cangaço, tambem em Avant Premier aqui em Piranhas no mês de julho, favor considere a sugestão e analise com carinho.

Grande abraço
Jairo Luiz Oliveira
Conselheiro Cariri Cangaço
Piranhas - AL

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Gereba e seu cd 'Luas do Gonzaga' no Pelourinho


Amigos,
Apareçam lá no Pelô,(programação do espicha verão) sábado pra cantar comigo os clássicos do nosso LUA no show “GEREBA TOCA GONZAGA”  nesse show interativo estaremos lançando o nosso cd "Luas do Gonzaga" (anexo) com canções inéditas do nosso Rei do Baião.

LOCAL: Praça Tereza Batista (Pelourinho)
DIA: 23/02/3013 (sábado)
HORÁRIO: 18h30
contatos: (071) 9135-4888

Enviado pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço:

Kydelmir Dantas

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

LAMPIÃO O FILME - EM MOSSORÓ

Por: Kydelmir Dantas(*)

Desde que saiu a notícia sobre as filmagens d’uma ficção baseada em fatos reais, cujo tema é o Cangaço e a personagem principal é Lampião e que as primeiras cenas serão filmadas em Mossoró, sobre a invasão de 1927, que somos questionados nas ruas e no trabalho: “Você está por trás disto?” “E aí, já conheces o roteiro?” “Fostes contactado pela produção?” A resposta é sempre, não!

Sei que as perguntas são devido ao nosso conhecimento do tema – modéstia a parte - principalmente sobre a resistência, e a nossa participação, como consultor histórico no espetáculo ‘Chuva de bala no País de Mossoró’.

Neste domingo (07/10/2012) encontro nas páginas do ‘Universo’, caderno cultural d’O Mossoroense, uma matéria sobre o filme... Que começa assim: “Vem aí mais uma produção sobre o cangaceiro Lampião”. E logo no segundo parágrafo me aparece o que denominam de ‘licença poética’, o que sempre é de praxe, principalmente em se tratando de cangaço, para muitos não passa da falta de compromisso com a História. Nas palavras do diretor Bruno Azevedo isto fica claro: “A intenção não é glorificar a imagem de Lampião, mas mostrar um lado pouco conhecido dele.”


Qual será? Porque, ultimamente, até sobre o rei do cangaço ter sido gay um juiz de Sergipe escreveu ter ‘encontrado evidências’– não comprovadas – e publicou num livro, que ora está sub-júdice em ação impetrada pela família Ferreira.

Depois de tantos livros sobre a personalidade, a figura, o homem, o cangaceiro... Ainda teremos novidades? Pra se ver o quanto o mito Lampião é forte!

Noutro parágrafo, o diretor disse: “Vamos registrar a retirada dos cangaceiros da cidade de Mossoró, não como derrotados, mas como estratégia de guerra, em que eles perceberam a desvantagem e decidiram sair.”

Pronto! Eis uma novidade! A derrota como estratégia de guerra.

Que não é tão nova, pois ainda é lembrada a ‘fuga como forma heroica de resistir’, defendida por um neo-historiador nos 80 anos da Resistência, quando criou uma trincheira de Jerônimo Rosado, composta por alguns que não estavam em Mossoró naquela tarde do dia 13 de junho de 1927.

Depois vem uma série de ‘novidades’ no parágrafo ‘protagonista real’... Dentre elas, que Lampião trabalhava como artesão até os 21 anos e usava óculos para a leitura. Outra, que começou aos 21 anos no cangaço, devido a morte do pai em confronto com a polícia e que seu bando ‘nunca’ ultrapassou de 50 homens.

Vamos a estas últimas novidades: O motivo da entrada de Virgolino no cangaço não foi a morte do pai, ocorrida em 1921, já que ele estava envolvido em pequenos grupos de cangaceiros desde 1917; a morte do pai foi apenas um escudo ético usado por Lampião para justificar-se, diante da opinião pública, como um homem que fez do cangaço o seu meio de vida durante 20 anos. (Ler a entrevista dada por Lampião em Juazeiro do Norte 
– CE, a 6 de março de 1926).

O uso dos óculos veio após ferimento no olho, durante um combate. (O Espinho do Quipá – Antonio Amaury & Vera Ferreira).

Se no ataque a Mossoró o grupo de bandoleiros tinha mais de 50 homens, como é que ‘seu grupo NUNCA ultrapassou este número’? Ora, é sabido que Lampião chegou a comandar diretamente mais de 100 cangaceiros e indiretamente mais de 200! Não foi à toa que ele dividiu seu bando em subgrupos, que a ele rendiam obediência e prestavam-lhe contas; por exemplo, temos depoimentos dos cangaceiros, ainda vivos, Candeeiro (PE) e Vinte e Cinco (AL), corroborando nossas pesquisas.

Portanto, continuamos na mesma, com relação ao cinema cangaço... A maioria não passa de licença poética que não respeita a História como ela aconteceu. É só esperar pra ver.

(*) Pesquisador e escritor pertencente ao quadro de sócios do ICOP; de Nova Floresta – PB, radicado em Mossoró - RN.

Enviado pelo autor

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FOLCLORE MOSSOROENSE:


FOLCLORE MOSSOROENSE:

Tico Balduino, caboclo afeito a agricultura, vivia cuidando da roça, e era daqueles que "acreditando nas nuvens", plantava com antecedência, isto é, "no seco". Tico nem esperava pelo dia de São José. Certa tarde, ao voltar do roçado, onde não havia caído "nem uma gota d'água", apesar do dia do santo das chuvas estar de véspera, Balduino notou que, a distância de dois quilômetros, chovera - e ainda chovia - a manhã toda. 

Bastante cético, rabugento e chateado, comentou: "Óia", como São José é babão. Aqui nas terras dos Mendes, é água de fazer lama. No meu roçado, nem pingou!". 

Instantes depois, a chuva engrossou, e a descarga de um raio derrubou Balduino de cima do jumento, lançando-o num lamaçal. O sertanejo bronco levantou-se, olhou para cima, e berrou: "Eu disse e tá dito: Babão, babão, babão!".

Enviado pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço:


Kydelmir Dantas

MOSSORÓ - RN
Fone: (0xx - 84) - 3323 2307

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Convite lançamento livro - O REI E O BAIÃO



Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço: 
Kydelmir Dantas

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O JAGUNÇO, O CORONEL E A HORA DA VERDADE (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa(*)
Rangel Alves da Costa

O JAGUNÇO, O CORONEL E A HORA DA VERDADE

Quando o jagunço entrou na sala encontrou o coronel de costas, de mãos entrelaçadas atrás, talvez mirando as distâncias infinitas de suas terras. Continuou na mesma posição, enquanto o seu pistoleiro, nervoso, não sabia nem segurar com firmeza o chapéu que havia tirado da cabeça em reverência.

Estava nervoso sim, mas não com medo. Não era cabra pra ter medo de nada, principalmente de outro homem, ainda que coronel poderoso e afamado de todo tipo de brabeza da vida. O nervosismo era motivado pelo que tinha a dizer ao patrão, disposto que estava a dar um fim de vez na sua vida de matador de mando.

“Fez o trabalho que mandei Jesuíno?”. Disse o coronel, ainda virado para a janela, enquanto livrava as mãos para se servir de uma bebida disposta numa mesinha ao lado. Despejou o uísque, porém o copo despencou da mão assim que ouviu a resposta do jagunço.


“Num matei nem hei de matá mai ninguém. Doje diante num conte mai comigo pá dá cabo dos seus inimigo não. Só quero qui o sinhô me pague os atrasado e pode arrumá outo pá fazê suas mardade”.

Só mesmo quem estivesse do outro lado da janela para presenciar a terrível feição do coronel ao ouvir tais palavras. Homem de pele clara, rosto rechonchudo, bigode cheio queimado de fumo, de repente se transformou como numa bola de fogo derramando labareda pelas ventas. Os olhos pareciam soltar faíscas, o bigode espesso tremulava, a boca se retorceu tomada de ódio.

Contudo, o que Jesuíno ouviu nem parecia ter saído de uma pessoa em tempo de explodir, prestes a dar um bote infernal a qualquer momento. Só ouvindo a voz sem ver a feição, apenas procurou cuidadosamente escutar o que veio de lá.
“Depois de tudo se acovardou, se bandeou pro lado dos covardes, dos fracos. E olhe que você não tem escolha não, me deve obediência, tem apenas de fazer o que lhe pago pra ser feito. Um matador, um jagunço, um pistoleiro de sua laia, vai continuar sempre assim, a não ser que...”.

Nem terminou de falar e ouviu o jagunço dando passos à frente, já com voz diferenciada: “A num ser qui eu continuasse um pau mandado de vosmicê, um assassino qui mata traveiz das mão dos outo. Quem é mai bandido de nóis dois coroné? Diga. Quem é mais matadô, o qui só puxa o gatio ou quem paga pá vará as tripa? Diga coroné, diga...”.

Foi quando o coronel se virou feito fera pronta para atacar, trazendo arma na boca e chumbo no olhar tenebroso. “Mas quem é você pra tá falando assim comigo seu verme, seu matador de emboscada e tocaia. E se abrir essa boca nojenta de novo vou encher todinha de bala...”.

“Mai quem tá armado aqui é eu coroné. E sô matadô, cuma o sinhô bem sabe. E quem mata um home, faiz ele istribuchá no chão inté morrê, tomem mata um cachorro sarnento cuma o sinhô...”.

O coronel quis avançar, partir pra cima do homem, mas teve de recuar quando avistou duas armas na cintura do outro, e uma mão já na direção da cinta. Os olhos esbugalharam de vez quando viu o jagunço puxar uma arma e apontar na sua direção. Desarmado, sem poder reagir, só conseguiu atinar um jeito de sair vivo dessa. E o instinto lhe veio à voz trêmula, medrosa:

“Quanto você quer Jesuíno? Pago quanto quiser pra guardar essa arma e sair por essa porta como um homem decente e rico. Diga quanto quer Jesuíno”. Mas ouviu do jagunço: “Se assente naquela cadeira ali, é só isso qui quero agora. Se avexe...”.

O coronel sentou na cadeira de balanço já de fundilhos sujos. As mãos e as pernas tremiam como vara verde; sentia pontadas e mais pontadas na carcaça inteira; o coração queria explodir, sair pela boca. Quis colocar o chapéu encobrindo a mijada no linho branco, mas o jagunço não deixou.

Mandou que colocasse o chapéu na cabeça, acendesse um charuto e virasse uma golada de uísque. Ora, era coronel e tinha de ser tratado assim. Disse, mas falou mais:



“Quis abocanhá o mundo e abocanhô. Quis toda terra daqui e conseguiu. Quis qui todo inimigo desaparecesse de veiz e acabô mandano um a um pá debaxo da terra. Mandô matá o vigaro qui sabia demai e eu matei, mandô matá o seu porpio fio gastadô e eu matei. Todo mundo qui mandô matá eu matei, e num sei nem das conta. Se alembra do finado Mineuvino, aquele do terrenim lá de riba qui o coroné cismô de se apossar? Mineuvino era meu irmão, e o qui fiz cum ele pru causa do sinhô? Agora eu pregunto, quem farta mai morrê? Será qui num tá na hora de quem mandô matá tanta gente inocente morrê tomem não? Responda coroné!”.

“Responda coroné, responda coroné!”. Mas o coronel não respondia. Estava morto. Não suportou a verdade e morreu. Mas ao achar estranho o silêncio do patrão, o jagunço se apressou até a cadeira, balançou o homem, fez tudo para que desse sinal de vida. Mas nada. Certificou-se que estava morto.

E chorando, pedindo perdão por tudo, abraçou o patrão, parecia completamente desesperado com o acontecido. “Eu gostava tanto do sinhô, patrãozinho. O que vai sê deu agora sem as sua ordem, sem dizê quem devo matá?”. E ajoelhou-se em pranto descomunal.
Depois levantou decidido a vingar a morte do coronel, a tirar a vida do responsável por aquela tragédia. Então colocou o cano da arma no próprio ouvido e atirou. Caiu bem ao lado do patrão.
  
(*) Meu nome é Rangel Alves da Costa, nascido no sertão sergipano do São Francisco, no município de Poço Redondo. Sou formado em Direito pela UFS e advogado inscrito na OAB/SE, da qual fui membro da Comissão de Direitos Humanos. Estudei também História na UFS e Jornalismo pela UNIT, cursos que não cheguei a concluir. Sou autor dos eguintes livros: romances em "Ilha das Flores" e "Evangelho Segundo a Solidão"; crônicas em "Crônicas Sertanejas" e "O Livro das Palavras Tristes"; contos em "Três Contos de Avoar" e "A Solidão e a Árvore e outros contos"; poesias em "Todo Inverso", "Poesia Artesã" e "Já Outono"; e ainda de "Estudos Para Cordel - prosa rimada sobre a vida do cordel", "Da Arte da Sobrevivência no Sertão - Palavras do Velho" e "Poço Redondo - Relatos Sobre o Refúgio do Sol". Outros livros já estão prontos para publicação. Escritório do autor: Av. Carlos Bulamarqui, nº 328, Centro, CEP 49010-660, Aracaju/SE.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

( LAMPIÃO TOMANDO BEBIDAS DOS RICOS, NAS CAATINGAS DO NORDESTE )

Por: Guilherme Machado
Guilherme Machado e a ex-cangaceira Aristéia

Segundo as más línguas, o rei do cangaço “Lampião” e seu bando degustava de uísques importados de marca Cavalo Branco “ White House" que ganhava de presente dos corruptos coronéis que traziam da Europa para um agrado ao compadre Lampião. que não se fazia de rogado e aceitava de bom grado festivos.

Foto: (  LAMPIÃO TOMANDO BEBIDAS DOS RICOS,  NAS CAATINGAS DO NORDESTE )


SEGUNDO AS MÁS LINGUAS, O REI DO CANGAÇO " LAMPIÃO " E SEU BANDO DEGUSTAVA DE WHISKYS IMPORTADOS DE MARCA CAVALO BRANCO " WHITE HOUSE" QUE GANHAVA DE PRESENTE DOS CORRÚPTOS CORONÉIS QUE TRAZIAM DA EUROPA PARA UM AGRADO AO COMPADRE LAMPIÃO. QUE NÃO SE FAZIA DE ROGADO E ACEITAVA DE BOM GRADO FESTIVOS... VER-SE ACIMA MARIA BONITA SERVINDO A BEBIDA AO CAPITÃO LAMPIÃO...!!! VER-SE TAMBÉM O CANGACEIRO JURITI ESTE SÓ QUERIA SER LAMPIÃO!!!!

Maria Bonita está servindo a bebida ao capitão Lampião. O cangaceiro Juriti, este só queria ser Lampião.

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MEU SOBRINHO WAGNER- Perdi Um Pedaço de Mim.

Por: João de Sousa Lima

PERDI UM PEDAÇO DE MIM

WAGNER "GUINHA" - ZEZÉ PIANCÓ - JOÃO DE SOUSA LIMA E WEBERSON "NEM"

Naquela manhã de sábado, dia 16 de fevereiro de 2013, meu telefone tocou, o sobrinho Osvalny me deu uma noticia que me deixou atônito:

- Guinha sofreu um acidente e o negócio é sério, ele tá falando mais o corpo tá preso nas ferragens do carro!

Cancelei tudo que ia fazer e corri pra perto de Osvalny para procurar mais noticias;
    
Guinha era também meu sobrinho, seu nome real era Wagner, filho de Zezé, meu irmão mais velho. Nós fomos criados juntos, moramos vizinhos por muito tempo; Meus sentimentos sentidos por Wagner ultrapassava os sentimentos de tio, fomos irmãos e amigos.
     
Wagner era sempre muito rápido nos seus afazeres, corria, corria e corria feito menino sem tempo de parar nunca.

Passamos algumas horas de angústias diante das  expectativas de novas notícias e elas eram sempre as mesmas:

- Ele conversa mais tá preso nas ferragens!
    
Depois de uma longa e angustiante espera recebemos a notícia  que não queríamos ouvir. A voz no telefone veio cortante, dilacerando o coração:

- Conseguiram tirá-lo das ferragens mais ele teve uma parada cardíaca e não resistiu!
  
O mundo pareceu desmoronar, chorei copiosamente por alguns minutos enquanto as imagens daquele menino passavam em minha cabeça feito flashes de um filme. Relembrei muitos minutos que passamos juntos. Quando o vi nascer, acompanhei seu crescimento, suas brincadeiras, seus momentos. Agora, prestes a completar 39 anos de vida, no próximo dia 22 de fevereiro, meu menino se foi. Sofreu por algumas horas dentro das ferragens daquele caminhão, até não aguentar os ferimentos e nos deixar. O estafante trabalho o fez dormir ao volante e se chocar na parte traseira de uma carreta. Desejei estar lá pra talvez tentar salvá-lo ou ao menos ficar perto, segurar sua mão e dizer que o amava e eu o amava muito e talvez nunca tenha dito isso a ele. Agora que essa dor causada pela perda vem me cruciar eu sinto que faltou um ultimo abraço, eu queria ter tido essa última chance, mais as circunstâncias não deixaram.
    
Vi naqueles últimos momentos próximos ao seu corpo sem vida, observando seu rosto marcado pela ação do forte impacto pela batida dos carros, o desespero do seu filho e de suas duas filhas, estando uma delas grávida, netinha que nascerá daqui à dois meses e que você tanto vinha esperando. A vida não lhe deu essa oportunidade...

Sua passagem foi marcante e as lembranças saudosas adormecem no desconhecido dos nossos sonhos: A tristeza pode-se dizer  é a parte escura  da luz da existência. 

Sua amizade deixou marcas, iluminou a alma, refletiu no coração e permanece mesmo depois de tua partida. Agora entendo serem eternas as luzes da amizade

Mesmo nas tormentas, quando as penumbras do tempo forem atenuadas pela recordação de tua imagem, lembrarei seu lindo sorriso e ele  permanecerá em mim  como chama que queima o pasto de minhas lembranças eternas. Não te esquecerei nunca e em meu peito te guardarei como os anjos que amamos em nossas existências.
  
Meu Guinha, você deixou uma dor cruciante no coração do tio, não me lembro de ter dito que te amava, apesar de sempre ter te abraçado e dado um beijo na mão e outro na cabeça. Se não expressei em vida meu amor é porque fui tímido em meus sentimentos, porém te digo agora: Eu amo você!  Pedirei a Jesus Cristo que leve meu recado até você.  Na minha oração de hoje será feito meu pedido e tenho certeza que por sua honestidade, sua batalha diária, seu amor dedicado a família e os amigos, Jesus fará chegar minhas palavras ao seu coração. Eu fico aqui com minha dor, meu menino abençoado. Esteja bem, vá em paz, que Deus guie seus passos no caminho do paraíso...

Seu tio: João de  Sousa Lima

(*) Escritor, Pesquisador, autor de 09 livros. membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC- Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço. telefones para contato: 75-8807-4138 9101-2501 email: joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

http://www.joaodesousalima.com/


O fuzil de Virgulino Ferreira da Silva - o Lampião

Por: Guilherme Machado
Rubinho e Guilherme Machado

O SENHOR MANUEL FERREIRA, PARENTE DE LAMPIÃO, COM O FUZIL QUE PERTENCEU AO REI DO CANGAÇO,  


Foto: O SENHOR MANUEL FERREIRA PARENTE DE LAMPIÃO COM O FUZIL QUE PERTENCEU AO REI DO CANGÇAO; MORTO EM 1938 NA GRUTA DA FAZENDA ANGICOS... ENTRE SERGIPE E ALAGOAS...!!!

MORTO EM 1938 NA GROTA DA FAZENDA ANGICOS... ENTRE SERGIPE E ALAGOAS.

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O link tem a palavra "Cangaço", mas não tem nada a ver com o tema, foi um equívoco no momento da sua criação.

Venda Grande d'Aurora , hoje em reunião extraordinária do GECC Cariri Cangaço

João Tavares Calixto Junior

Hoje, quarta-feira, dia 20;
reunião extraordinária do GECC - Cariri Cangaço em Fortaleza.
O encontro terá a presença do escritor
João Tavares Calixto Junior e a apresentação de seu mais novo livro:
Venda Grande d'Aurora.

GECC - Cariri Cangaço
Nesta quarta, dia 20 às 19:30h
Restaurante Chop Gril
Rua Julio Siqueira com Nunes Valente
Dionisio Torres - Fortaleza - Ce.

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Três vezes Lampião Parte I

Por: Professor Manoel Neto

Popularíssimo nas primeiras décadas do século passado com uma legião incontável de leitores espalhados por esse país continental, Humberto de Campos Veras, maranhense, nascido no ano de 1886, em Miritiba – cidade que hoje carrega o seu nome – morreu prematuramente no ano de 1934, aos 48 anos, no Rio de Janeiro, para onde se transferira em busca de melhores condições de trabalho e de vida, tendo com ele desaparecido sua popularidade, sendo hoje absolutamente ignorado pela grande maioria dos brasileiros, mesmo àqueles menos desinformados.

Garoto pobre, órfão de pai nos primeiros anos da sua breve existência, Humberto cedo conheceu a obrigação cotidiana do trabalho, transformado que foi com o passamento do seu genitor, em arrimo de família. As tarefas cotidianas se dificultaram sua ida à escola não o afastou, porém, dos livros e das leituras, amor que carregaria por todo tempo.

Autor prodigioso, dono de uma prosa fluente e erudita, porém, saborosamente coloquial, o escritor maranhense que também viveu no Pará, estreou na literatura com o volume de poemas “Poeira” entregue ao público em 1910, quando contava 24 anos de idade. Capítulo em separado dos seus escritos são os “Diários Secretos”, narrativa em dois volumes que postumamente lançadas provocou escândalo entre os intelectuais e a sociedade como um todo, em razão das inconfidências e comentários desairosos sobre figuras de destaque na vida pública da Capital Federal, o  provocando constrangimentos generalizados.

Desembarcado no Rio de Janeiro em 1912, procedente de Belém do Pará, onde já se fizera notório como cronista escrevendo para os jornais “Folha do Norte” e “Província do Pará”, galga prestígio rapidamente e já em 1919 é eleito para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira número 29, sucedendo ao seu amigo Emílio de Menezes, láurea que vai lhe acrescer em fama e respeito junto aos seus leitores e pares.

Humberto de Campos

Prosador e poeta, crítico, jornalista e político, Campos nos legou uma obra que relida nos dias que correm demonstram o seu talento singular, em que pese fortemente marcada pela temporalidade, o que por outro lado nos permite também revisitar o país que Humberto viveu e reportou com a assiduidade de um militante da palavra que ele incontestavelmente o foi, Diria mesmo que os seus textos são fontes documentais valiosas para o historiador que deseje estudar o Brasil daqueles dias tumultuados.

Pois foi relendo um dos seus muitos trabalhos, conjunto de crônicas reunidas e que originaram os volumes “Notas de Um Diarista”, publicados em duas séries, nos anos de 1935 e 1936, após o falecimento do escritor, que surpreso constatei não ter passado despercebido ao cronista, as façanhas do Capitão Virgolino Ferreira nas caatingas da Bahia e outros estados nordestinos. Ao contrário, mais de uma vez ele fez do cangaço o seu tema, o que ratifica ter sido o assunto recorrente na imprensa “brasilis” do Oiapoque ao Chuí.

 

A primeira destas crônicas – “A Última Proeza de Lampião” – estende-se da página 27 a pagina 30, em frente e verso. Logo de saída o articulista anuncia a sua fonte de informação:

“Um telegrama da Bahia, publicado ontem no Rio de Janeiro, descreve mais um feito sanguinário do maior e mais terrível sanguinário que tem imperado nos sertões do Brasil: a frente de 60 apaniguados ferozes e bestiais, “Lampião” invadiu a vila de Curuçá[1] (sic), estuprou, roubou, depredou, matou, afixou, enfim, em cada rua e em cada casa, o selo fatídico e vermelho  que assinala sempre a sua passagem. Quinze homens válidos e pacíficos tombaram sangrados pela suas mãos. E o coração de um deles, arrancado pela garganta, foi levado em troféu entre gritos de animação, de entusiasmo e de vitória”. (CAMPOS. Notas De Um Diarista, p. 27).

O forte apelo dramático do texto não é casual. Ao apresentar para seu leitor homens ferozes e bestiais, violentos e capazes de ações que nos remetem a barbárie, Humberto de Campos não foge a regra vigente, era assim que a mídia retratava os cangaceiros. Demonizá-los era imprescindível para justificar a violência do braço aramado do Estado. Não há dúvida que os bandos que infestavam o Nordeste, usavam o terror como instrumento de coação e controle sobre as populações, notadamente os grupos sociais mais vulneráveis, geralmente trabalhadores rurais e pequenos proprietários. Para aqueles que não aderiam direta ou indiretamente ao cangaço, integrando os bandos ou servindo como coiteiros e informantes, a existência era perturbada pela atribulação, pela violência que partia tanto dos grupos marginais, quanto do próprio Estado, através das volantes que agiam de forma arbitrária e discricionária. 

Quanto à notícia propriamente dita ela merece muitos outros reparos. Que a  região e a cidade eram local de passagem contumaz dos malfeitores e das forças de repressão é fato incontestável. Duvidosa é a informação de que Virgolino se fizera acompanhar de “60 apaniguados”, quando nesta fase da luta o Rei do Cangaço já procedera à subdivisão do seu pessoal dispersando-os em pequenos ajuntamentos, visando maior mobilidade e, por consequência, mais segurança. Por outro lado ataque de tal monta, com tantos mortos, mutilados e violência sexual repercutiria muito mais amplamente. Na Bahia mesmo temos como exemplo a chacina em  Queimadas, no ano de 1929, incidente até hoje fartamente documentado e referenciado por escritores, jornalistas e pesquisadores.

[1] Curuçá, como grafou Humberto de Campos é uma cidade do Pará, como também, um distrito  com topônimo semelhante, pertencente à cidade de São Paulo.  Na Bahia existe o município de Curaçá, cuja existência como tal remonta ao final do século XIX, mais precisamente 1890, quando o local foi elevado a categoria de cidade, estando inserido até hoje me zona onde transitaram e de onde saíram muitos cangaceiro zona do semiárido baiano..

Continua...

Manoel Neto
                          Centro de Estudos Euclydes da Cunha – CEEC                                  

E-mail: ceec@listas.uneb.br – TELEFAX (71) 33215081
Portal: www.uneb.br/ceec

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Documentários - Perfil - Gustavo Barroso


Filho de Antônio Filinto Barroso e de Ana Dodt Barroso, fez os seus estudos nos externatos São José, Parthenon Cearense e Liceu do Ceará.

Cursou a Faculdade Livre de Direito do Ceará, bacharelando-se em 1911 pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da UFRJ

Foi redator do Jornal do Ceará (1908-1909) e do Jornal do Commercio (1911-1913); professor da Escola de Menores, da Polícia do Distrito Federal (1910-1912); secretário da Superintendência da Defesa da Borracha, no Rio de Janeiro (1913); secretário do Interior e da Justiça do Ceará (1914); diretor da revista Fon-Fon (a partir de 1916); deputado federal pelo Ceará (1915 a 1918); secretário da Delegação Brasileira à Conferência da Paz de Venezuela (1918-1919); inspetor escolar do Distrito Federal (1919 a 1922); diretor do Museu Histórico Nacional (a partir de 1922); secretário geral da Junta de Juriconsultos Americanos (1927); representou o Brasil em várias missões diplomáticas, entre as quais a Comissão Internacional de Monumentos Históricos (criada pela Liga das Nações) e a Exposição Comemorativa dos Centenários de Portugal (1940-1941). Participou do movimento integralista. Embora não concordasse com o rumo dos acontecimentos a partir de 1937, manteve-se fiel à doutrina filosófica do integralismo.

Estreou na literatura, aos vinte e três anos, usando o pseudônimo de João do Norte, com o livroTerra de Sol, ensaio sobre a natureza e os costumes do sertão cearense. Além dos livros publicados, sua obra ficou dispersa em jornais e revistas de Fortaleza e do Rio de Janeiro, para os quais escreveu artigos, crônicas e contos, além de desenhos e caricaturas. A vasta obra de Gustavo Barroso, de cento e vinte e oito livros, abrange história, folclore, ficção, biografias, memórias, política, arqueologia, museologia, economia, crítica e ensaio, além de dicionário e poesia. Pseudônimos: João do Norte, Nautilus, Jotanne e Cláudio França.
Inicio



Parte 2


Parte 3


Parte final


Pescado no canal do YouTube da TV Ceará

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FOTOGRAFIA RARÍSSIMA

Por: José Romero Cardoso

Fotografia raríssima enviada pelo dileto e estimado amigo Dr. Aldo Lopes de Araújo. Na foto estão Manoel Lopes Diniz e esposa. Apesar da aparência franzina, Manoel Lopes Diniz, conhecido pelo apelido de Ronco grosso era uma verdadeira fera humana. Homem da inteira confiança do "Coronel" José Pereira e de seu sobrinho e cunhado Marcolino Pereira Diniz, Ronco Grosso se destacou como importante cabo-de-guerra quando da guerra de Princesa.


Cordelista cantaram-lhe em versos as façanhas, a exemplo do duelo travado contra oponente que tinha quase o dobro do seu tamanho. Utilizando técnica aprendida com o cangaceiro Meia-Noite, Manoel Lopes Diniz conseguiu vencer o adversário em duelo de punhais, quando ludibriou-o e da mão direita, em um lance rápido e astuto, fez sua arma branca aparecer quase que por encanto na mão esquerda. O episódio, conforme relatos de Zacarias Sitônio e Belarmino Medeiros, ocorreu no Maranhão, enquanto outros dizem ter sido na Bahia. Ronco grosso certamente recebeu do magistrado de Sousa a incumbência de matar o cangaceiro Meia-Noite, quando este se encontrava ferido e desprotegido em uma loca de serra no Pau ferrado, nos Patos de Irerê. Jagunço de Marcolino conhecido por Tocha foi o executor do cangaceiro que ousou humilhar e ridicularizar em público, da mais nefasta forma possível, o juiz de Sousa, quando do ataque cangaceiro de 27 de julho de 1924.

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LUIZ GONZAGA E O RIO GRANDE DO NORTE


À venda nos seguintes locais
Mossoró - RN:
Praça da Convivência - Corredor cultural - Centro
CAFÉ E ARTESANATO
Natal - RN:
LIVRARIA NOBEL - Avenida Senador Salgado Filho, 1782. fone: (0xx) - 84 - 3613-2007
Campina Grande - PB:
Vila do Artesão
FURLÃO ARTE EM COURO - Biagio Grisi


R$ 35,00

OBS: Para encomendas externas, há o acréscimo da taxa dos correios.

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Em solo sagrado da Gameleira de São Sebastião

Por: Manoel Severo
Conselho Cariri Cangaço visita as terras do Coronel Santana, sob a sombra da Gameleira do Pau,  na Serra do Mato. Na foto, José Cícero, George Camelo, Pedro Luis, Manoel Severo, Bosco André e Sousa Neto
  
Todos os que estudam e pesquisam o cangaço possuem um desejo; um dia pisar as terras emblemáticas da fazenda Serra do Mato, lugar onde montava poder o poderoso Coronel Santana, e a Fonte a Pendência, onde Lampião "costumava levar seus homens para se deliciarem em uma das mais belas fontes da Chapada" , como afirma o pesquisador Napoleão Tavares Neves; sob a proteção do grande potentado.

A fazenda Serra Mato onde por diversas vezes o Coronel Santana acolheu Virgulino Ferreira da Silva, Antônio Silvino, Chico Chicote e tantos outros famosos do ciclo do cangaço do começo do século passado, fica encravada nas terras do distrito da Gameleira de São Sebastião, distante cerca de  20 km do centro de Missão Velha, serra acima, e que recebe seu nome graças a sombra frondosa da velha Gameleira fincada ali por tempos imemoriais...

Terras da Fazenda Serra do Mato do Cel. Santana

Gameleira de São Sebastião


O povoado ainda guarda o sinal distante dos tempos. Pequenas e coloridas casinhas se espremem enquanto o som alto de alguma radiola das redondezas toca uma ou outra canção, que ajuda as mocinhas do lugar a sonhar com seus príncipes encantados no final daquela tarde morna de sábado. Nas mesinhas dos pequenos botecos uma constatação: A cerveja parece, pouco a pouco, destronar a famosa cachaça!

Enquanto caminhamos pelo arruado local, por entre as veredas e estradas passa por nossa cabeça a saga de todo um lugar sob o manto do Coronel Santana, por alguns momentos quase conseguimos enxergar o bando de cangaceiros saindo de dentro da densa floresta que cerca aquele abençoado vale.

Mesmo o solitário pezinho das sandálias havaianas, perdido em meio ao tempo da Gameleira parecia fazer companhia a também perdida manguinha do pé e sua incômoda  vizinha: Tecnologia.


Manoel Severo

Cel. Santana, Serra do Mato, Fonte da Pendência, Gameleira de São Sebastião.
É  o Cariri Cangaço 2013 vem com a gente!


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O Canhão de Canudos

Por: Guilherme Machado
Foto: PESQUISADOR GUILHERME MACHADO EM SUA TOURNEE NORDESTINA; AO LADO DO CANHÃO MATADEIRA QUE DESTRUIO O POVOADO DE CANUDOS EM 1897...HOJE O BICHO ENCONTRA-SE ADORMECIDO, NA PRAÇA MONSENHOR BERENGUER EM MONTE SANTO BAHIA. — em Monte Santo, Bahia.

O pesquisador Guilherme Machado em sua tournée nordestina, ao lado do Canhão que destruiu o povoado de "Canudos", em 1897.

Hoje o bicho encontra-se adormecido, na Praça Monsenhor Berenguer  em Monte Santo, no Estado da Bahia.

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O link canto certo do cangaço não tem nada a ver com o tema cangaço, foi um equívoco no momento de sua criação. Ainda não conseguimos outros link de acordo com o material postado. 

Lampião em pose com seus cangaceiros

Por: Guilherme Machado
Foto: EXPLENDIDA FOTOGRAFIA DE LAMPIÃO NA CAATINGA COM MAIS TRES CANGACEIROS: SÃO ELES... VINTE E CINCO? SABONETE E O CANGACEIRO JURITÍ; SE VER TAMBÉM O CACHORRO LIGEIRO DE PROPIEDADE DE MARIA DE LAMPIÃO... A FOTO E DE AUTORIA DE  Benjamin Abrahão Butto TIRADA EM:1935 A 1936.
Da esquerda para direita: Sabonete, Lampião e Juriti

Esplêndida fotografia de Lampião na caatinga com mais três cangaceiros. São eles... Vinte e Cinco, Sabonete e o cangaceiro Jurití.

Ver-se também o cachorro ligeiro de propriedade de Maria de Lampião. A foto é de autoria de Benjamin Abrahão Botto, tirada entre 1935 a 1936.

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(MARIA BONITA E SEU MARIDO O SAPATEIRO)

Por: Guilherme Machado
Guilherme Machado

Maria Bonita a rainha do cangaço e o seu verdadeiro marido o sapateiro  José Miguel da Silva, e conhecido como Zé Neném, que  vivia às turras com Maria. 

Maria Bonita Zé de Neném  seu primeiro e esposo e afirmam alguns historiadores que Maria Bonita era prima do Zé de Neném

O casal não teve filhos. Zé de Neném era estéril. Posteriormente, em 1929, Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita se apaixona pelo capitão Virgulino Ferreira da Silva "Lampião" e vai embora com Lampião em 1930. deixando para traz o pacato cidadão Zé de Neném..!!!

ADENDO:

Afirmam ainda os pesquisadores que o sapateiro Zé de Neném faleceu com idade avançada. 
Fonte: facebook
Página: Guilherme Machado

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