Seguidores

segunda-feira, 2 de junho de 2014

ACEITA UMA FRECHADA?

Por Clerisvaldo B. Chagas, 30 de maio de 2014 - Crônica Nº 1.200

“Uma flecha é um projétil disparado com um arco. Ele antecede a história e é comum a maioria das culturas.

Foto: Lucas Salomão, G1.

Uma flecha consiste de uma haste longa e fina, com seção circular, feita originalmente de madeira e agora também de alumíniofibra de vidro ou de carbono.

Ela é afiada na ponta ou armada com uma ponta de flecha em uma extremidade, dispondo na outra de um engaste (nock) para fixação na corda do arco. Pontas de flecha são disponibilizadas em uma variedade de tipos, adequando-se ao uso que será feito da flecha, seja desportivo, caça ou militar. Próximo à extremidade posterior da flecha são colocadas superfícies de estabilização que constituem a empenagem da flecha, a fim de ajudarem na estabilização da trajetória de voo. Geralmente em número de três, as penas são dispostas ao redor da haste formando um ângulo de 120º entre si. Nas flechas modernas as penas são fabricadas em plástico e afixadas com cola especial.

Artesãos que fabricam flechas são conhecidos como "flecheiros", termo relacionado à palavra francesa para flecha, flèch

Conforme a flecha voa em direção ao alvo, sua haste irá entortar-se e flexionar de um lado para o outro, lembrando um peixe debatendo-se fora da água e caracterizando um fenômeno conhecido como paradoxo do arqueiro.

O equipamento, espécie de coldre ou estojo, usado para carregar as flechas usadas pelos arqueiros desde a mais remota antiguidade é chamado de aljava”.

Mas o povo brasileiro gosta de inventar palavras e associar situações. Conheci um sujeito, humorista por natureza, que bebia cachaça. Quando dava a sua hora de enfrentar o copo, dizia para os amigos: “Vou ali tomar uma frechada”.

Mas flechada de verdade ainda existe no Brasil moderno. Bem que o protesto dos índios em Brasília foi uma coisa inusitada. Devidamente caracterizados e pintados para a guerra, misturaram-se a outros descontentes e não foram ouvidos pelas autoridades. Deu no que deu.

Perambulando entre um prédio público e outro, os indígenas foram atacados pela cavalaria. Índio é bicho disposto, tome flechada num cavaleiro que talvez se julgasse do Apocalipse. Vai para o hospital o infeliz varado na coxa, pensar porque atacava os indefesos. Índios contra a cavalaria numa cena tipicamente urbana, e flechadas das boas repercutiram pelo globo.

Isso faz lembrar o tempo em que certo governador de Alagoas, mandou que a cavalaria massacrasse os professores diante do palácio, educadores que apenas queriam dialogar com ele. Os castigos de Deus não tardaram e ainda hoje o ditador sofre às consequências.

O meu compadre quer ser índio explorado, policial metido à besta, professor insatisfeito ou governador padrão bufa?

A única saída desse quadrado, amigo, é esquecer tudo. Vamos comigo, comemorar 1.200 crônicas escritas para o mundo! ACEITA UMA FRECHADA?



Postado por Adryanna Karlla Paiva Pereira Freitas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CONSIDERAÇÕES INTERESSANTES DE UM EX-RASTEJADOR CONTRATADO PELA POLÍCIA BAIANA, SOBRE LAMPIÃO NA BAHIA


“DIÁRIO DA TARDE” (JORNAL SERGIPANO) – 07/10/1933
VIRGULINO FERREIRA E A BAHIA

Como tivéssemos sabido de que nesta capital se achava um cidadão que tinha sido rastejador, como contratado pela polícia baiana, do bando do execrado facínora Virgulino Ferreira, procuramos ouvi-lo, pois, ao que achávamos ninguém melhor do que ele falaria sobre o que tem sido o rosário enorme de crimes perpetrados pelo bandoleiro maldito.

Encontramo-lo a tomar um café, no “Ponto Central”. Um amigo nos proporcionara a aproximação.

Depois de conhecida a nossa qualidade, o aludido cidadão prontificou-se a nos ministrar as informações desejadas.

Depois de nos dar o seu nome, que ocultamos por interesse público, entrou a narrar o que tem passado e o que tem visto nos lugares onde tem estado.

- A sua vida de rastejador provém de uma predisposição natural, ou deriva de motivos pessoais? – perguntamos.

- Não. Eu era proprietário em Patamuté. Há cerca de três anos, aceitara o cargo de fiscal da construção da estrada de rodagem de Juazeiro a N. Sra. da Glória. Tendo necessidade de ir comprar uns animais na fazenda Roçado, termo de Riachão da Várzea, um dia, às 7 horas da manhã, sem que ninguém esperasse, chega o bandido, acompanhado de seis companheiros. Depois de matar um rapazinho da fazenda e de furar a punhal oito muares que se achavam amarrados à porta da casa, Lampião batera em retirada.

Em caminho, um seu companheiro chamado Zé Baiano, que me conhece, lhe disse qual o cargo que estava ocupando, em vista do que ele me mandou uma carta, que apresentei ao então capitão Euripedes Esteves Lima, naquela data chefe de polícia de minha terra, na qual dizia que a estrada eu não acabaria; mas, se acabasse, na minha propriedade eu não moraria.

Tomei as minhas precauções, vendendo a propriedade e me dedicando, por enquanto, à estrada.

Pouco tempo depois eu recebera aviso que corresse porque a fera vinha à minha procura. Resolvi, então, a me resguardar sem baixeza, para que ofereci os meus serviços à polícia, serviços que foram aceitos para entrar em combate cerca de 18 dias depois, do qual escapei milagrosamente, vendo mortos, dos lados, 4 companheiros, que, como eu, obedeciam ao comando do hoje tenente-coronel Liberato.

-Quer dizer que o primeiro encontro traduziu o tamanho dos lençóis em que ia se meter, não? Pilheriamos.

Foi. Mas sob as ordens daquele coronel o ânimo não nos falta. Eu era apenas contratado, mas, como os outros, tinha que enfrentar os maiores perigos, pois que o comandante era o primeiro a dar o exemplo.

- Há muitas colunas disseminadas pelo Estado?

- Muitas. Eu porém só posso contar de três.

- O que há de verdade sobre a notícia da prisão, em Jeremoabo, de quatro comandantes de colunas? Foi certo isso?

- Certíssimo.

- Conhece-os? O que julga tivesse os levado a trair?

- Conheço todos. São eles sargentos João Teixeira da Silva, Jaco de Santa Brígida, Vicente Marques e Tiburtino Salinas – todos da polícia baiana. Penso que o motivo da traição foi dinheiro.

- Mas como, se eles são pagos!

- Deveriam ser e são pagos. Mas o dinheiro atrasa até três meses e quando chega o de um mês é nada comparado com o que se deve no barracão.

- E há barracão?

- Há. Esse barracão, que explora barbaramente os soldados, cobrando preços incríveis pelas mercadorias, tem sido, mesmo assim, a salvação dos soldados. Imaginem que situação. Devendo-se quantia equivalente ao gasto de três, é claro que o pagamento de um mês fique lá mesmo no barracão.

E porque não reclamam?

- Porque não se pode. Primeiro é necessário, para se chegar à capital, uma viagem horrível; segundo, porque superior nenhum levaria em conta nossa queixa; terceiro porque não se pode deixar o destacamento sem permissão e esta nunca obtemos. Tem soldados que desertaram perdendo meses de soldo .

Há dias conversamos com um sertanejo de sua terra e ele nos disse que a polícia comete, por vezes, mais depredações que o próprio bando sinistro. É verdade?

- É, em certos casos e conforme o comandante. O tenente Dourado, por exemplo (que nunca quis perseguir o bandido, pois que os rastejadores o levavam até poucos metros de distância do bando, e ele nunca o enfrentou) este era um perigo.

Fez tanto que foi tirado dessas comissões. E há outros que não mandam mas assistem indiferentes os soldados fazerem. Ora, isso desgosta as populações, que não têm interesse em se expor ao perigo de delatar.

- E a chefia de polícia da Bahia não sabe disso?

- Manda a justiça que suponha que não. Entretanto, nunca mando inspecionar.

- Quais os lugares mais visados por Virgulino?

- Na zona do norte – Uauá, Monte Santo, Cumbe, Curaçá, Santo Antonio da Glória.

- Esses lugares têm bons destacamentos?

Uns. Outros não. Mesmo bem guarnecidos, cedem às vezes covardemente. Em Patamuté mesmo, seis capangas, sem estar presente Lampião, fizeram correr 16 soldados bem municiados.

- Quais são, a seu ver, os bandidos mais temíveis depois de Lampião?

- Zé Baiano, Labareda e Cirilo. Para ajuizar do que lhe falei por último, basta lhe citar o seguinte. Ele é sobrinho de Antonio de Engrácia. Antonio de Engrácia, num combate travado em Feira do Pau, derrubou, com uma punhalada, um contratado sergipano, parente de um senhor chamado José Ribeiro que tem um engenho.

- Jacoca.

- Isso mesmo. Mas é que o rapaz, recebendo a punhalada, resistiu em cair, razão porque recebeu uma segunda, que o prostrou, mas lhe facilitou também dar uma na garganta do seu agressor Antonio de Engrácia, que foi conduzido dali perdendo muito sangue, pelos companheiros. Pois bem. No meio da viagem, como fosse enfadonha a condução de um doente, o Cirilo acabou de matar o tio à faca. Seus ossos estão enterrados em Jeremoabo, segundo afirma o “Esperança”.

- Quais as zonas escolhidas por Lampião para uma temporada maior?

- De Jeremoabo a Várzea da Ema, Uauá, etc.

- Ele tem passado muito tempo fora do seu Estado?

- Não. Lampião mora na Bahia. Quando ele procura outro Estado é em rápido passeio, à procura de dinheiro ou de munição. Passa uns dias e volta.

- E porque o senhor deixou a função de rastejador?

- Porque, devido à minha facilidade de levar, pelo rasto a força a dar combate com os bandidos, estes não me toleram. Não será difícil, pois, que eles, já possuindo delatores entre os soldados, consigam destes a minha morte. O traidor não mede a traição. Já começaram traindo, como aqueles comandantes presos, fornecendo munição; daí para entregar qualquer um aos bandidos é um nada. E eu, o que temo, é ser traído.

Estava se prolongando nossa entrevista e resolvemos terminá-la. Levantando da cadeira, agradecemos as informações prestadas.

Com os cumprimentos, terminou o informante com estas palavras: Do que lhe disse posso corroborar com documentos.

Fotos extraídas do blog Cariri Cangaço e outros: cangaceiros Lampião, Cirilo de Engrácia (morto), Zé Baiano e Labareda, e coronel Liberato (com Aderbal Nogueira, ao fundo, pesquisador do Cangaço).

Fonte: Facebook
 Página: 

Postado por Adryanna Karlla Paiva Pereira Freitas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ÚNICA IMAGEM VIVA DO BEATO ANTONIO CONSELHEIRO...


ESTA IMAGEM NÃO EXISTE NO GOOGLE POR ISTO ESTÁ EMODULRADA FAZ PARTE DO PORTAL DO CANGAÇO DE SERRINHA. UMA DOAÇÃO DO POETA PINGO DE FORTALEZA OU PINGO GUARÁ...!!!

Antônio Vicente Mendes Maciel (Quixeramobim, 13 de março de 1830 — Canudos, 22 de setembro de 1897), mais conhecido na História do Brasil como Antônio Conselheiro, que se autodenominava "o peregrino”, foi um líder religioso brasileiro.

Figura carismática, adquiriu uma dimensão messiânica ao liderar o arraial de Canudos, um pequeno vilarejo no sertão da Bahia, que atraiu milhares de sertanejos, entre camponeses, índios e escravos recém-libertos, e que foi destruído pelo Exército da República na chamada Guerra de Canudos em 1897.3

A imprensa dos primeiros anos da República e muitos historiadores, para justificar o genocídio, retrataram-no como um louco, fanático religioso e contra-revolucionário monarquista perigoso.

Fonte: facebook

Postado por Adryanna Karlla Paiva Pereira Freitas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

IOIÔ MAROTO


Crispim Pereira de Araújo: “O Antonio Alves de Araújo, vulgo Ioiô Maroto”
Crispim Pereira de Araújo, conhecido por Ioiô Maroto, primo de Sinhô Pereira, teve certa participação na história do cangaço também por necessidade de vingança, após ter sido ofendido em sua residência, na presença da esposa e dos filhos.

O comerciante de São José de Belmonte, Luiz Gonzaga Ferraz, mesmo não pertencendo à família Pereira nem aos Carvalho, clãs adversários entre si, ajudava à polícia na perseguição contra Sinhô Pereira, o que abalou sua amizade com o seu compadre Ioiô Maroto.

Assim, certa vez, quando a polícia visitou a residência de Crispim Pereira de Araújo, na Fazenda Cristóvão, em São José do Belmonte/PE, submeteu o seu respeitável dono a enormes vexações, inclusive, agredindo-o com coronhadas de rifle. A vítima ao perguntar quem era o mandante de tamanha ofensa, obteve como resposta que aquilo partira de Gonzaga.

Nesse tempo, Sinhô Pereira já não mais residia naquelas paragens, mas um dos membros de seu grupo, Lampião, continuava na localidade, o qual apoiou Crispim Pereira na sua empreitada vingativa. Dessa maneira, executaram seu plano, dando cabo da vida de Gonzaga no dia 22 de agosto de 1922.

Depois disso, para escapar às perseguições, Crispim Pereira de Araújo foi residir no Sertão dos Inhamuns/CE, sob a proteção de um Feitosa, o Coronel Leandro Custódio de Oliveira e Castro, mais conhecido por Leandro da Barra.

O Coronel Leandro já havia hospedado outros indivíduos oriundos de Pernambuco, dentre eles os três irmãos do afamado cangaceiro Antonio Silvino, chamados Vicente, José e Miguel, que foram aos Inhamuns por não poderem ficar em sua terra natal sem serem perseguidos.

Destaque-se que Crispim Pereira de Araújo quando chegou à Fazenda Barra, do Coronel Leandro, este lhe mostrou um presente que havia ganhado do Capitão Cassiano Pereira (avô das duas últimas esposas de Crispim), uma pistola em um estojo cravejado de prata, o que mais uma vez demonstra o intercâmbio entre as famílias dessas regiões, os Pereira de Pajeú e os Feitosa dos Inhamuns.

O certo é que Crispim deitou raízes nos Inhamuns, passando a se chamar Antonio Alves de Araújo. No sertão do Ceará, adquiriu a Fazenda Malhada, onde viveu com sua família pelo resto de seus dias, vindo a falecer no dia 19 de maio de 1953, aos 65 anos de idade.
Heitor Feitosa Macêdo.

Fonte: http://estoriasehistoria-heitor.blogspot.com.br/


Postado por Adryanna Karlla Paiva Pereira Freitas

FOTO HISTÓRICA: LUIZ GONZAGA E O PAI, JANUÁRIOS DOS SANTOS....


O sanfoneiro Luiz Gonzaga ao lado de seu pai, Januário dos Santos, em sua casa na cidade de Exu, no Pernambuco, 1972.
Foto: AE

Foto enviada por Ruan Paiva.

Portada por Adryanna Karlla Paiva Pereira Freitas


domingo, 1 de junho de 2014

João de Sousa Lima é Licenciado em História


Formandos da Uniasselvi colam grau em solenidade especial

Alunos concluintes dos cursos de Licenciatura em História, Matemática, Ciências Biológicas, Letras e dos Cursos Superior em Tecnologia: Gestão Ambiental, Processos Gerenciais e Recursos Humanos da Uniasselvi - Centro Universitário Leonardo da Vinci, que funciona em Paulo Afonso associada à Faculdade Sete de Setembro – FASETE - colaram grau em solenidade especial realizada em sala do Colégio Sete de Setembro e dirigida por Cristiane Guimarães.

Entre os concluintes estava o colaborador do jornal Folha Sertaneja, o escritor João de Sousa Lima que recebeu o grau de Licenciatura em História.

João de Sousa Lima já tem mais de dez livros publicados, a maioria deles sobre o tema e personagens do cangaço o que faz com que participe de palestras em vários lugares do Brasil, como uma referência sobre o assunto.


Um dos livros mais procurado de João é Lampião em Paulo Afonso, já na segunda edição, onde o autor, depois de muito tempo de pesquisa e de viagens pelo sertão, descobriu que 47 pessoas do bando de Lampião foram moradores das terras que hoje pertencem ao município de Paulo Afonso, de onde também, do povoado Malhada da Caiçara, Maria Gomes de Oliveira que ficou conhecida como Maria Bonita, a rainha do cangaço, companheira de Lampião, Virgulino Ferreira.

Sobre ela João também tem um livro além de outro sobre o casal Moreno e Durvinha, dentre outros.


Ao receber a estola e o capelo, João disse à Folha Sertaneja: “É a conclusão de um sonho. A confirmação acadêmica do que venho fazendo e pretendo continuar fazendo há anos. Estudar a caatinga, a vida de pessoas e momentos especiais da história do Nordeste brasileiro, como o cangaço e aprofundar os conhecimentos sobre outros temas, ricos, da história recente e de outros séculos do Brasil é o que tenho feito. Com o que aprendi na Uniasselvi, ampliam-se os meus horizontes. Este é um momento especial da minha vida. Agradeço a Cristiane, aos demais professores e a Uniasselvi por ter me proporcionado esta oportunidade. Estou muito feliz!”

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima
http://www.joaodesousalima.com/

Postado por Adryanna Karla Paiva Pereira Freitas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/

sábado, 31 de maio de 2014

O escritor “fora de moda”


Euclides da Cunha: desilusão com a República.
Euclides da Cunha, o autor de Os Sertões, tinha uma característica curiosa: fazia questão de se vestir ostensivamente “fora de moda”. Antes de pensarmos que se tratava de uma tola excentricidade de Euclides, precisarmos entender um pouco do que estava ocorrendo no Brasil àquela época. Proclamada a República (1889), instalou-se um clima de euforia entre as elites brasileiras que decidiram fazer do país uma “nação moderna”. As nossas cidades, principalmente o Rio de Janeiro, deveriam se equiparar às “civilizadas” cidades europeias. Para isso, foram realizadas grandes obras, cortiços foram derrubados, surgiram cafeterias e docerias refinadas.

As pessoas também deveriam estar à altura desse novo Brasil e, portanto, começou uma verdadeira obsessão pela moda – os pobres ficavam proibidos de andar “em mangas de camisa” ou descalços pelo centro. Os mais abastados viviam um período de ostentação, e as colunas sociais ditavam as regras rígidas de comportamento e vestuário. Os dândis e as melindrosas passaram a dominar o cenário – fazia-se de tudo para ser chic ou smart. O lado mais perverso dessa lógica era que a maioria da população não tinha condições de comprar roupas novas, chapéus, luvas e nem mesmo sapatos. A discriminação em relação aos mais pobres – e mal vestidos para os padrões da alta sociedade – era explícita e violenta.

Bom, voltemos a Euclides da Cunha. O escritor -, que foi um entusiasta do novo regime-, logo se tornou um republicano desiludido com os rumos do País. Ele compreendia bem a crueldade dessa política elitista. Mesmo circulando entre pessoas poderosas – era amigo pessoal do Barão do Rio Branco –  Euclides fazia questão de enfatizar o desprezo que sentia por essa ditadura da moda, vestindo-se sempre com antiquadas roupas dos tempos imperiais. Em meio a essa loucura consumista e ostentatória que o Brasil vivia, o autor queria marcar a sua posição, e a moda foi usada como forma de expressão.

Rejeitando a moda e o chiquismo da época, Euclides da Cunha demonstrou o que a maneira de se vestir pode marcar até mesmo uma posição política. 

Texto de Márcia Pinna Raspanti


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Vúdeos para um pequeno recesso

Por José Mendes Pereira

Assim que eu me recuperar da cirurgia, a qual será amanhã a partir das 9:00 horas, estarei aqui com todos os amigos que seguem o nosso blog: http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Para os leitores que viveram a bossa nova, fiquem com a Nara Leão.



Para os leitores que viveram a jovem guarda, fiquem com a Renato e seus Blue Caps.



Para os que estão vivendo a juventude linda, fiquem com Lucas Lucco e Gaby Amarantos


Gaby Amarantos


Assim que eu me recuperar da cirurgia começaremos a segunda fase do nosso estimado blog. Até logo amigos visitantes, escritores, pesquisadores, historiadores, estudantes e curiosos (no bom sentido). Se Deus quiser, voltarei logo.

Para os católicos - O homem


Para os evangélicos


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

"Não façam isso comigo, sou um sacerdote católico!"

Por José Romero Araújo Cardoso

Notas sobre o sangramento do Padre Aristides Ferreira da Cruz

Convivi e conversei muito com o brioso oficial da Polícia Militar Coronel Manuel de Assis, pois assim como eu, o valente guerreiro das caatingas nasceu na velha terra de Maringá. Arruda era um homem espetacular, ser humano formidável, possuía prosa animada, muito atencioso e dotado de memória prodigiosa.

Apesar das qualidades ímpares, Arruda era afoito demais, pois querer enfrentar a Coluna Miguel Costa - Prestes quando da passagem por Piancó (PB), em fevereiro do ano de 1926, foi um ato temeroso e intempestivo, mas que lhe rendeu honraria do governo do Presidente João Suassuna por bravura - a espada do herói! Arruda negava peremptoriamente os fatos, mas sem sombras de dúvidas foi ele quem abriu fogo contra a vanguarda dos militares insurrectos, abrindo os portais dos infernos para a cidade de Piancó e seus defensores.

Nas inúmeras conversas sobre a passagem da Coluna pelo desditado município paraibano, havia incontida emoção quando o velho combatente falava sobre o Padre Aristides Ferreira da Cruz, vigário e chefe político da cidade sertaneja literalmente arrasada em fevereiro do ano de 1926.

O Coronel Manuel Arruda de Assis informava que o Padre Aristides nasceu no então distrito pombalense de Lagoa. Quando de minha fixação no Estado do Rio Grande do Norte, efetivamente a partir do ano de 1998, fiquei sabendo por intermédio de informações fornecidas por dileto amigo de nome Raimundo Soares de Brito, verdadeiro arquivo vivo da cultura potiguar, que o Padre Aristides havia exercido o cargo de vigário em Caraúbas (RN).

Arruda narrava que o Padre Aristides era inimigo de muita gente em Piancó, mas que todos o respeitavam. O vigário andava com inseparável F. N. Brown na cintura, acompanhado de grupos de capangas, era metido em tudo que não prestava no sertão daquela época, viveu maritalmente com jovem da localidade, tiveram filhos, enfim, como dizemos no sertão, era mais desmantelado do que vôo de anum molhado ou galope de vaca amojada.

Quando os informes enviados de Pombal (PB), notificando sobre a passagem da Coluna Prestes por Malta (PB), chegaram em Piancó (PB), o Padre Aristides se animou em enfrentar, telegrafando para Júlio Lyra, o chefe de polícia de Suassuna, comprometendo-se a conseguir dois mil homens em armas em quarenta e oito horas, prontamente aceito pelo governo do Estado. Não obstante os esforços, Padre Aristides não conseguiu reunir o número de homens prometido para a defesa.

Mas o que ninguém sabia em Piancó era que esta consistia em uma tática de Prestes, a guerra de movimento, depois usada por Mao-Tsé-Tung, quando da grande marcha pela China, a fim de ludibriar o inimigo. Prestes dividia a coluna em inúmeros subgrupos que se reuniam em local previamente determinado em cartas e mapas.

Quando a Coluna entrava em Piancó, descargas certeiras alvejaram cavalos e cavaleiros. Daí por diante fechou-se o tempo, quando intenso tiroteio transformou Piancó em praça de Guerra. Vinha de ambas as partes, mas com maior intensidade, devido ao número de componentes, disparado pelos integrantes do movimento tenentista originado no sul do País.

Coluna Miguel Costa–Prestes. Costa é o quarto sentado (esq. para dir.) e Prestes, o terceiro. - In Ijuí Memória Virtual 

O ódio que a Coluna Miguel Costa - Prestes passou a devotar ao piquete do Padre Aristides teve seu recrudescimento quando ato considerado de alta traição inflamou os ânimos acirradíssimos dos combatentes.

Arruda contava, parece até que o estou ouvindo neste momento, que havia um preso de justiça em seu piquete. Esse detento, por bom comportamento, tinha tratamento diferenciado. Apelidaram-no de "preá", pois bastava dar-lhe uma rapadura que ele conseguia trazer do meio da caatinga qualquer cabra ou bode espavorido que por ventura se desgarasse do rebanho.

Conforme Arruda, havia visualizado sinal do Tenente Antônio Benício, delegado de Piancó, para que levasse quatro fuzis e um cunhete de balas para o piquete dele, ao que "preá" retrucou com toda razão ser impossível furar as mil modalidades de ataque dos revoltosos e chegar ao piquete do Tenente do outro lado da rua. Arruda teve a idéia de instruir "preá" para pendurar a camisa branca que vestia em um dos fuzis. Quando o defensor de Piancó saiu à rua com o fuzil hasteando a bandeira branca, imediatamente o código ético-militar da Coluna Miguel Costa - Prestes foi acionado, com os combatentes ensarilhando armas e respeitando a decisão contida no símbolo internacional.

Talvez por não saber o que acontecia na área defendida pelo então Sargento Manuel Arruda de Assis, o piquete do Padre Aristides aproveitou o momento de distração da Coluna Miguel Costa - Prestes para intensificar o tiroteio em direção ao grupo revoltoso. O resultado foi catastrófico, pois a Coluna teve muitos integrantes mortos e feridos.

Daí em diante era ponto capital para os comandados pelo General Miguel Costa e pelo Capitão Luiz Carlos Prestes chegarem ao piquete do Padre Aristides Ferreira da Cruz. A Coluna, então, lutou com gosto, botando para quebrar. Foi em direção aos defensores sediados na residência do vigário de Piancó com vontade de esbagaçar.

Arruda me contava que o Padre Aristides quando viu a coisa ficar preta mandou seu guarda-costa, de nome Rufino, subir no muro para ver o que acontecia. Rufino informou desesperado que a situação era periclitante, pois se fugissem morriam, se ficassem morriam do mesmo jeito. Nesse momento, a Coluna lançou duas bombas de efeito narcótico dentro da casa do Padre. O pessoal que lutava bravamente começou a demonstrar sonolência, ao que o Padre Aristides instruiu comerem açúcar. A luta era nos corredores, nas salas, em todo canto, quando uma ordem do comandante da investida, que calassem as baionetas de uma vez só, cessou a luta, enquanto o Padre Aristides pedia incessantemente garantias de vida para todos.

Covardemente o comando da Coluna Miguel Costa - Prestes assegurou as garantias. Todos que estavam na casa, incluindo o Padre Aristides e o prefeito de Piancó, o Sr. João Lacerda, bem como o filho deste, foram conduzidos a um barreiro e lá sangrados, um a um, e não fuzilados. A Coluna Miguel Costa - Prestes era formada majoritariamente por gaúchos, notabilizados pela selvageria das degolas, dos sangramentos, das lutas fraticidas que encharcaram os pampas em épocas passadas.

Padre Aristides, sentindo-se mortalmente ferido, implorou para que não fizessem aquilo com ele, pois era um sacerdote católico. As humilhações foram intensificadas, pois o martírio do Padre Aristides Ferreira da Cruz e sua gente foi um episódio macabro patrocinado pela ignominiosa covardia, pela efetiva traição de membros de um movimento que se autointitulava revolucionário, reformista, ou seja lá o que tenha sido ou digam ter sido, mas que não teve hombridade Enem humanismo para respeitar as vidas daqueles que já se achavam dominados e impossibilitados da mínima defesa.

Trabalho louvável, de suma importância para a compreensão de nossa história regional, intitulado "A Vida do Coronel Arruda, Cangaceirismo e Coluna Prestes", de autoria do ilustre Promotor de Justiça paraibano, Dr. Severino Coelho Viana, um dos mais cultos e inteligentes pombalenses, orgulho da terra de Maringá, constitui-se em brilhante contribuição para a literatura sobre o assunto que tanta polêmica suscitou, sobretudo quando dos embates do Padre Manoel Otaviano com o Coronel Manuel Arruda de Assis na época que ocupavam cadeiras na Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor do Departamento de Geografia do Campus Central da UERN. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

Imagem pescada no site da prefeitura municipal de Piancó. Confira um outro excelente texto sobre a passagem dos revoltosos por esta cidade: Clique aqui

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2010_06_01_archive.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Lampião em vídeos


Matéria da globo sobre a invasão de Lampião em Mossoró


Outras mais


Mais outra


Moacir Assunção Fala sobre Lampião, Maria Bonita e o Cangaço


Jô Soares entrevista Frederico Pernambucano de Mello 

Vídeos para enriquecer mais o seu conhecimento

Fonte: Youtube

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

1927 Guarda de Mossoró derrota Lampião e seu bando

Prefeito Fernandes que comandou sua Guarda e os cidadãos de Mossoró rumo a vitória.

Virgulino Ferreira, o Lampião, havia alcançado o ápice da sua saga sanguinolenta pelo interior do Nordeste pelos idos de 1927. Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Ceará conheciam a sua fama de bandoleiro. Homem frio e bandido contumaz, o Capitão Lampião, foi convencido por Massilon de invadir a "meca" nordestina da época, Mossoró, terra de comércio forte, com lojas sortidas, grandes armazéns de mercadorias, prensas de algodão, fábricas, cinemas, mansões senhoriais, caminhões e automóveis. Mossoró, apesar de ser a maior cidade a ser atacada até então pelo bando, não pôs medo aos facínoras, embora Lampião tivesse ficado reticente a princípio.

O cangaceiro não tinha motivos para invadir o Rio Grande do Norte. Aqui nunca havia sido molestado nem havia qualquer tipo de perseguição contra ele e os seus. Por várias vezes, ele havia de dizer aos seus comandados que só entraria no Estado em necessidade de viagem e isso mesmo sem precisar mexer com ninguém. A realidade foi outra. Lampião usou o marketing do medo para a sua mais ousada aventura: invadir Mossoró.

Massilon Leite, que tinha o seu próprio grupo de cangaceiros, juntou-se a Lampião pelas bandas do Ceará. Sabino Leite, outro cangaceiro destemido, também fazia parte do bando que queria saquear Mossoró. A ânsia era tanta, que contam os historiadores Raul Fernandes (autor do livro A Marcha de Lampião) e Raimundo Nonato (autor do livro Lampião em Mossoró) 400 quilômetros foram percorridos em apenas quatro dias e meio. De Luiz Gomes - primeiro município a ser invadido - até Mossoró, deixou-se um rastro de destruição, mortes e medo. Chegava à cidade tudo aquilo que Lampião mais soube fazer: amedrontar todos os que ouvissem o seu nome.


Em Luiz Gomes, Virgulino e seus seguidores fizeram dois reféns: a mulher do coronel José Lopes da Costa, Maria José, de 63 anos, e Joaquim Moreira, outro ancião. De lá até chegar a Mossoró, Lampião ainda destruiu boa parte de Apodi, tocando fogo em várias lojas e atacando residências. Foi até a comunidade do Gavião (hoje Umarizal) e ainda invadiu Itaú.

Antes de chegar à zona urbana, ele ainda cometeria atrocidades na comunidade de São Sebastião (município de Governador Dix-sept Rosado hoje), há cerca de 40 quilômetros do centro de Mossoró. Virgulino Ferreira chegara à noite com um único intuito: alastrar o medo e a incerteza diante da sua chegada. O local era estratégico.

O coronel Antônio Gurgel, feito refém quando viajava à comunidade de Pedra de Abelha (hoje município de Felipe Guerra) para ir apanhar a sua esposa, acompanhou tudo aquilo e registrou no seu diário, publicado pelo jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Segundo ele, no dia 12 de junho de 1927, por volta da meia-noite, os homens de Lampião chegaram a São Sebastião: "Quando chegamos a S. Sebastião era quase meia-noite. O grupo dirigiu-se à Estação da Estrada de Ferro, onde inutilizaram tudo que lhes caiu nas mãos. Arrebentaram as portas dos armazéns vizinhos, incendiaram dois automóveis ali encontrados; finalmente o grupo passou pela Vila, onde felizmente não cometeu desatino algum".

Mas a realidade seria diferente no dia seguinte, 13 de junho de 1927, ainda de acordo com o diário. "Às 5h30 o grupo levantou acampamento, rumo de Mossoró. Então, à luz do dia, pude ver, horrorizado, aquele bando de demônios entregues aos maiores desatinos, quebrando portas, espaldeirando quem encontravam, exigindo dinheiro, roubando tudo, numa fúria diabólica. A palavra de ordem era matar e roubar!".

O ataque era um aviso para Mossoró, ali perto. O bando iria entrar na cidade para fazer o mesmo. Tomaria a cidade, saquearia o comércio, limparia os cofres do Banco do Brasil. As notícias a respeito da prosperidade de Mossoró ganhavam as ruas e praças de todo o Nordeste. E não havia um homem de Lampião sequer que não pensasse em enriquecer às custas dos mossoroenses.

A ganância era tanta, que o comedimento inicial de capitão Virgulino foi substituído pelo desejo de por as mãos nas riquezas de Mossoró. Estava diante dele a mais ousada empreitada de guerra. Lampião não iria colocar em jogo apenas as vidas dos seus comparsas, mas colocaria na mesa o maior dos recados dos governos nordestinos. Não existiria, a partir da queda de Mossoró, outro lugar que não pudesse ser invadido por Lampião.

O coronel Antônio Gurgel teve papel importante neste fato histórico. Lampião queria que ele fizesse o pedido de 500 contos de réis para evitar o ataque à cidade. Gurgel ponderou que não tinha muita amizade com o prefeito Rodolfo Fernandes e este poderia não considerar a missiva. Foi então, que surgiu a idéia que se transformou num dos mais importantes documentos históricos de Mossoró: as duas cartas em que o Rei do Cangaço pediria dinheiro para não atacar a cidade.

Em Mossoró, o prefeito Rodolfo Fernandes lutou para convencer as autoridades estaduais do perigo iminente. O primeiro sinal positivo deu-lhe o direito a criar a guarda municipal com poderes de rechaçar qualquer ameaça contra a cidade. E assim ele o fez: com fuzis arrecadados pela Associação Comercial, comprados pela prefeitura e outros enviados pelo Governo do Estado, transformou Mossoró numa grande trincheira.

Mesmo sem conhecimento bélico, Rodolfo Fernandes montou a estratégia vencedora: distribuiu os Guardas em pontos altos da cidade os principais focos de resistência e estabeleceu algumas metas. A primeira delas seria evitar que os bandidos alcançassem o centro da cidade. E assim o fez. Transformaram-se em trincheira: a própria casa de Rodolfo Fernandes (hoje o Palácio da Resistência, sede do poder público municipal), a torre da Igreja de São Vicente (a mesma que está até hoje erguida no centro da cidade), a casa de Afonso Freire, o Ginásio Santa Luzia (hoje sede do Banco do Brasil no centro da cidade), o telégrafo, a torre da Matriz e a empresa F. Marcelino & C.

Ás 16h do dia 13 de junho de 1927, Mossoró vivia uma tarde chuvosa. Dia de Santo Antônio, dia de ir a missa, mas a cidade não tinha ninguém em suas ruas. O coronel Vicente Sabóia já havia sido alertado da presença dos cangaceiros em São Sebastião e comandou a bem sucedida operação de evacuação da cidade. Os mossoroenses que não se entrincheiraram foram para casas de parentes e amigos na zona rural ou até mesmo em outros Estados. Em meio ao céu nublado, começou a cortar naquele escuro de fim de tarde o relampejo das balas dos cangaceiros.

Lampião vendera ao prefeito Rodolfo Fernandes a imagem de que iria atacar Mossoró com 150 homens, muito bem armados e com sede de vingança pela sua insurgência. O prefeito não se intimidou e montou uma guarda municipal com cerca de 90 homens. Capitão Virgulino apostou no seu marketing do medo, que traduzia as suas atrocidades muitas vezes maiores do que as cometidas. O prefeito Rodolfo Fernandes apostava na valentia do povo mossoroense e de sua recém criada Guarda e na estratégia montada em que o campo visual para o ataque seria excelente.

Há divergências quanto ao tempo dos combates. Alguns historiadores, como Raimundo Nonato da Silva, apontam para uma batalha de quatro horas. Em seus depoimentos aos jornais da época, inclusive este O Mossoroense, a ex-refém Maria José Lopes e o bandido Jararaca falaram em pouco mais de uma hora. Em seu diário, o coronel Antônio Gurgel também citou um período curto "de cerca de uma hora".

Em meio ao combate, Mossoró saiu vencedora e com dois troféus de destaque: os bandidos Colchete e Jararaca, ambos do grupo que entrara na cidade cantando os versos da canção paraibana "Mulher Rendeira..." Conta o historiador Raul Fernandes, que é filho do prefeito Rodolfo Fernandes, em seu livro a Marcha de Lampião, que os versos eram entoados da seguinte forma: "Ô mulhé rendeira!/ Ô mulhé rendá/ Me ensina a fazê renda/ Qu'eu te ensino a guerreá..."

Pelo jeito, quem ensinou a guerrear foi o povo de Mossoró. 

Essa é nossa Guarda de Mossoró hoje vida longa a estes guerreiros...


A bicentenária Guarda Municipal, pioneira em segurança pública no Brasil não abandonará suas atribuições constituídas desde a criação deste país.  Seus 100 mil Guardas Municipais estarão sempre prontos para defender a sociedade e proteger o cumprimento da Carta Magna desta nação.

Replicado pelo Subinspetor S. Santos - GMRIO

http://gcmcarlinhossilva.blogspot.com.br/2013/03/1927-guarda-de-mossoro-derrota-lampiao.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

Lampião, o Rei do Cangaço (Benjamin Abrahão, 1936-1937)


Veja este vídeo sobre cangaceiros. Lamento muito, mas não sei ampliar o vídeo, isto é, no momento da postagem.

Fonte: YouTube

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

Cangaço - Rubens Antonio


Declaração de Zephinha, que fora levada ou sequestrada, a depender de quem, por Corisco, na fuga, à imprensa: "-Meu padrinho era muito bom pra mim."
Das asas do fim...



Volante que liquidou Corisco, após o feito. À direita, repórter. Ao seu lado, o policial que disparou a metralhadora que o matou.


Fonte:
Facebook

Página: 
Do acervo do professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

"Não temer a morte." A queda de um Cangaceiro.


Fonte: facebook
Página: Rubens Antonio‎ O Cangaço


Padre Cícero Romão Batista (Padim Ciço)

Uma imagem rara e até então inédita em que aparece o famoso Padre Cicero do Juazeiro-Ce ainda jovem no princípio do seu sacerdócio.
Imagem gentilmente cedida por: sálvio siqueira (São José do Egito-Pe).

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com