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quarta-feira, 9 de julho de 2014

O Abraço de Francisco Cartaxo !

Por Francisco Cartaxo

Meu caro Manoel Severo, agradeço a acolhida que você tem dado a pequenos textos enviados por Nadja. Ela me induziu, me animou. Selecionou com sua sensibilidade de licenciada em História e estudiosa das coisas do cangaço. E mais, tomou a inciativa de descobrir para mim o mundo do cangaço em que se tornou o Cariri Cangaço. Na verdade, são crônicas publicadas no Gazeta do Alto Piranhas, de Cajazeiras, e reproduzidas em alguns blogs de amigos. Não todas, claro. Agora, por inspiração de Nadja, eu tenho aproveitado para revisá-las, alterando aqui e acolá, ampliando para melhor, penso, sem a restrição de espaço-padrão do jornal impresso. 
  

O Cariri Cangaço com isso me dá a oportunidade de pousar meu olhar no tema, objeto central de seu movimento e do blog, muito embora minhas preocupações intelectuais sejam focadas, de preferência, em questões políticas. O tema cangaço e vizinhança entra por essa porta. Não pela janela, tal é a profunda inter-relação entre os dois. Inseparáveis na história social, política, econômica, religiosa do Nordeste.

Penso em continuar comparecendo a seu blog, vez em quando, com assuntos correlatos, porém, enquadráveis nos seus objetivos. Quase sempre Cajazeiras vai aparecer nos meus textos por uma razão essencial: a história de Cajazeiras é mania que carrego há muitos anos. E o faço não como um fardo, ao contrário, com um prazer, diria, adolescente diante das descobertas que me surpreendem, como as coisas do amor, imprevisíveis, inusitadas.

Bom, terminei por me estender muito para uma mensagem de agradecimento pelo abrigo que você arma para meus escritos.

Grande abraço
Francisco Cartaxo

http://cariricangaco.blogspot.com.br/
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Correção importante!


O professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio diz que no livro de Felippe de Castro aparece uma legenda de fotografia: “Bandidos do grupo de Corisco mortos pelo soldado João Torquato, rastejador da coluna Antônio Recruta.” E que no texto vizinha, são citados estes cangaceiros como sendo “Guerreiro” e “Roxinho”

Na verdade, são os cangaceiros Bom–de–Veras e Cruzeiro. Ressaltando-se que houve outros "Bom-de-Veras".

http://cangaconabahia.blogspot.com
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

Dona Minó, filha de Zé Saturnino, o 1º inimigo de Lampião



Dona Minó, filha de Zé Saturnino, o 1º inimigo de Lampião, bem antes deste se tornar o rei do cangaço.


Abaixo: José Lino Vieira, o cangaceiro "Pancada" e sua mulher, Maria Jovina, ou Maria de Pancada!



Severino Barros disse:  - Dulce, é portanto, a última cangaceira que está viva, residindo em campinas (SP).

Fonte: facebook

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O banditismo no Nordeste


Fonte: facebook
Página:  Adauto Silva.

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COPA

Por Marcos Cost@

CHARGE

CALABOCA FALCÃO

Bem amigos, com a palavra o comentarista Falcão Buenos sobre o jogo de hoje:

 - Exclusivo!!! Descobrimos a causa da tragédia do jogo de hoje. Foi a escalação do time, amigosss....



 AUTOR DA FOTO: MICKEY JEGUE.

Uma palavrinha do Marcão:

 De quatro em quatro anos o brasileiro tem a chance de amadurecer. Pena que muitos vão pensar que falo sobre futebol... mas quero falar das urnas. Próximo evento de máxima importância que influencia nossas vidas. Votem com responsabilidade.

Assistimos a uma partida de futebol, que é um evento esportivo tão importante quanto qualquer outro, e que serve de instrumento para tirar nossos jovens de caminhos ruins, como corrupção, drogas, omissão, violência...

Que esse fracasso vergonhoso no campo nos faça, finalmente, pensar no que mais importa:

Orientar nossos filhos a serem pessoas melhores na sociedade e no mundo. Que seja pela ciência, política, no direito ou esporte, mas que sejam campeões. 

Que possamos ter capacidade de orientá-los, apesar da nossa formação de facilidades que vivenciamos e que muitos tanto optam repetir como androides programados.

Que ensinemos a eles tudo, menos esse jeitinho malandro de ganhar jogo sem suar a camisa. Repito que não estou falando de futebol. 

Que possamos passar valores de gerem uma população do futuro com gente honesta, trabalhadora e principalmente educadora.... Assim de geração em geração teremos campeões tanto no esporte como na vida. Uma nação verdadeira que cante o hino e ame o Brasil além de estar em um estádio de futebol.

Venceu a Alemanha com classe... (agora falo do futebol)

Venceu como equipe e não como "euquipe".

Quanto aos nossos jogadores, eu torço que eles se tornem mais atletas e menos garotos propaganda,  com cada vez mais vontade de vencer.

ATÉ SEMANA QUE VEM.

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Antonio Gurgel do Amaral - coronel

Coronel Antonio Gurgel do Amaral, filho Raimundo ou Mário e sua esposa Adélia da Silva Gurgel

ANTONIO GURGEL DO AMARAL, natural de Brejo do Apodi, na época ficava localizado no município de Apodi, e atualmente hoje é o Município de Felipe Guerra - RN. Filho do capitão Tibúrcio Valeriano Gurgel do Amaral (natural de Aracati-CE) e D. Caetana Jesumira Gurgel do Amaral, também do Aracati. Era casado com a Sra. Adélia da Silva Gurgel, deixando a seguinte prole de filhos: Raimundo Gurgel, Mário Gurgel, Helena Gurgel Guedes, esposa de Jaime Guedes, então gerente do Banco do Brasil em Mossoró, quando do ataque  de Lampião em 13 de junho de 1927.

 

Em junho de 1927, foi sequestrado pelo bando de Lampião, quando este grupo de facínoras passava pela localidade de Santana, proximidades do Brejo do Apody. Nesta última localidade faleceu Antonio Gurgel, aos 78 anos, no dia 4 de fevereiro de 1950. 

O extinto foi comerciante por longos anos no município de Apodi e na capital do Estado, dedicando-se posteriormente à vida rural, no Brejo do Apodi. Era irmão de Tilon Gurgel. 

Fonte: Datas e Notas para a História do Apody (Livro I – Janeiro a Maio) -  Marcos Pinto 


http://www.dihitt.com/barra/antonio-gurgel-do-amaral--coronel

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TRISTE BRASIL!!!

Por Rangel Alves da Costa*

A seleção brasileira perdeu, e perdeu feio para a Alemanha. Nada menos que 7 a 1. Foi humilhada, subjugada, escorraçada. Mas quem perdeu mesmo foi o povo brasileiro, a imensa massa de torcedores que ainda tinha no seu selecionado algo bom em que acreditar.

E com a lamentável derrota se foi também a autoestima, a esperança, a crença que eram realmente bons em alguma coisa. E por isso mesmo tanta fé, tanta crença, com promessas e orações a cada nova partida.

Meu Deus, mas o futebol era nossa bacia das almas. O povo deixou de ir às ruas para protestar, deixou de gritar suas iras ao redor dos estádios exatamente porque acreditava na sua seleção. Esta verdadeiramente tornara-se sustentáculo espiritual.

Não é somente uma seleção que é fragorosamente goleada, vergonhosamente derrotada. Não. O futebol se reergue por si mesmo, os cartolas mais tardes estarão dividindo seus lucros, os jogadores saem mais enriquecidos e valorizados do que já eram.


Felipão e sua trupe darão algumas explicações e tudo estará acabado. Ao menos para eles, que logo firmarão contratos milionários. Mas não haverá qualquer tipo de explicação que tenha o dom de convencer o povo que não foi muito mais derrotado que a própria seleção.

O triste placar ficará nos anais da história futebolística como o dia em que aquele que um dia foi tido como o melhor selecionado do mundo, em plena semifinais toma uma lavagem digna do pior time de várzea. Contudo, é a consequência imediata no povo que deve ser considerada.

O povo, o torcedor, aquele que verdadeiramente confiou na sua seleção, agora ficou completamente órfão. Muito além dos choros e lágrimas a cada gol sofrido, muito mais que a tristeza em ver nada dando certo, muito mais que se sentir tão envergonhado e humilhado pela derrota, estará o dia após acordar da tragédia.

Hoje, dia 09 de julho de 2014, será sempre tido como o dia que a grande maioria da população brasileira acordou sem saber como foi dormir, levantou sem compreender nada do acontecido no anoitecer do dia anterior. E ainda estará assustado, espantado, se perguntando o que foi que houve.

E assim porque muito difícil acreditar no que aconteceu com sua seleção. Não só acreditar como compreender se aquilo realmente poderia ter acontecido. E olhar para o lado e avistar a camisa amarela, a bandeira, o adorno da festa de torcedor. Mas, ao ligar o rádio ou a televisão, a triste confirmação.

Como afirmado, nos últimos tempos somente a esperança na seleção para transformar as tristes paisagens da vida, diminuir as aflições e angústias do dia a dia, trazer algum alento aos sentimentos tão combalidos pelos descasos dos políticos e governantes. Continuava sentindo as sombras da triste realidade do país, mas buscava conforto a cada passo vitorioso da seleção. Mas...


Mas agora tudo acabou, agora tudo ruiu, tudo desmoronou. O povo brasileiro saiu dessa derrota para enfrentar reveses ainda piores. E ele sabe que será assim. Sem a ilusão futebolística, sem a fantasia da vitória nos gramados, sabe que terá de retornar à realidade tão injusta e cruel.

Não sei o que os pais daqueles garotinhos da propaganda (“Tenho oito anos e nunca vi o Brasil ser campeão. Quero ver a seleção ser campeã. Brasil joga pra mim. Joga pra mim!”) disseram aos seus pequenos torcedores. Difícil imaginar a desculpa dada. Na verdade, nem mesmo os adultos sabem o que dizer a si mesmos depois do acontecido.

E nunca mais o peito orgulhoso do melhor futebol do mundo, da seleção pentacampeã, de uma história futebolística de fazer inveja aos hermanos. Agora somente uma seleção que enganou a todo mundo e um povo que procura chão para se firmar.

Triste Brasil, triste povo brasileiro. Não bastasse a goleada de desgovernos, de corrupção, de descalabros administrativos, agora tomar uma relepada de 7 a 1. É demais. Ou não, eis que a seleção foi embora e os governantes ficaram.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com 

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A trilha que leva até a Grota


Nessa foto, abaixo, vê-se, o Rio São Francisco. A trilha que leva até a Grota, situado do lado sergipano (Poço Redondo). Observa-se que o esconderijo do Rei do cangaço, situava-se no "fundo de uma encosta", em forma de "V". Local de difícil acesso para uma saída, em caso de ataque. Erro fatal...!!

Foto: (autor...?...)

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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terça-feira, 8 de julho de 2014

Correio de Aracaju, 8 de maio de 1930!

Oi, por favor, que filme é este?

Filmando 1

Filmando 2

8 de Agosto de 1930. O Correio de Aracaju.


O Correio de Aracaju, 12 de fevereiro de 1930.


Fonte: facebook

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30 de julho de 1930. O Correio de Aracaju.


Eu disse que os jornais teriam coisas valiosas... 


O escritor e pesquisador do cangaço
Dr. Archimedes Marques disse:


- Infelizmente o advogado Lauro Rocha que foi o intermediário indicado pelo amigo pesquisador Kiko Monteiro, que terminou nos fornecendo a única fotografia do Antonio Caixeiro, e que ficou de me colocar em contato com familiares remanescentes desse personagem, infelizmente, mês passado faleceu... E assim as coisas vão ficando cada vez mais difíceis caro amigo Voltaseca Volta.

O pesquisador do cangaço 


- Caramba! Estou passando por coisas parecidas. Nos últimos 3 anos perdi mais de 5 fontes primárias... Acima de tudo, amigos!"

O pesquisador do cangaço 
Voltaseca Volta disse: 

- É isso Doutor Archimedes, as fontes orais estão desaparecendo ligeirinho. Daqui mais ou menos uns 5 anos não existirá mais ninguém.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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Fazenda Paus Pretos


A fazenda Paus Pretos, é administrada por Paulo Reis, neto do coronel. Nas cheias forma-se um açude com sete quilômetros de extensão, no momento o açude encontra-se seco.


Na casa, sede da fazenda Lampião prendeu o vaqueiro Agostinho e o fez entrar dentro do curral e pegar com as mãos um cavalo. A sorte foi que o vaqueiro conseguiu depois de muito trabalho.

Os cangaceiros tiraram madeiras do curral e tocaram fogo na casa. Quando o fogo começou a tomar os compartimentos da residência, um papagaio começou a gritar:


- Olhe o fogo, Maria! Maria, Maria, olhe o fogo!

Lampião mandou um cangaceiro entrar na casa, atravessar o fogo e salvar o papagaio. O curral foi todo queimado e os animais mortos.

Fazenda Paus Pretos, era umas das fazendas que Lampião incendiou e pertencia ao coronel Petronilo de Alcântara Reis, chefe político de Santo Antonio da Glória, no Estado da Bahia, hoje coberta pelas águas da barragem de Itaparica, que atualmente é Glória, também no Estado da Bahia. Era no município de Curaçá-Ba, hoje é município de Chorrochó-Ba. 

O coronel Petro foi quem recebeu o capitão Lampião no Estado da Bahia, no dia 19 de Agosto de 1928, em uma de suas fazendas, gangorra.

Fonte: facebook
Página: Paulo George

Ilustrado por José Mendes Pereira

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Zé Baiano tocaiou Othoniel Dória, na Fazenda São João, em Carira.


Zé Baiano levantou informações acerca o político itabaianense e ficou abismado quando constatou que se tratava de uma pessoa muito conceituada e protetor dos menos favorecidos. 


Inobstante aquelas informações, Zé Baiano tocaiou Othoniel Dória, na Fazenda São João, em Carira. 


Quando o fazendeiro estava no curral a conversar com o vaqueiro e com outros trabalhadores, teve a desagradável surpresa de ser cercado por Zé Baiano e pelo seu bando de cangaceiros".

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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Santo ou não... “padim” Ciço.


Santo ou não... o “padim” Ciço foi um homem além do seu tempo com suas dores e seus dilemas. Caridoso, carismático e desprendido, cujo exemplo ainda hoje é incomparável. Alguém que fez a opção pelos pobres dos sertões, pelo qual pagou um alto preço.


Perseguido e incompreendido (ainda hoje) do seu modo, sofreu igualmente como tantos injustiçados sertanejos, a maldade, o ódio e a inveja dos poderosos (inclusive da própria igreja). A história do Cariri deve muito a ele...

Uma “canetada” do papa não mudaria quase nada atualmente no que tange a sua magna figura humana e histórica. Entretanto, torcemos para que o pontífice Chico canonize o santo do povo Ci- ço.

Fonte: facebook

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Semana do Cangaço 2014


Acontecerá de 24 a 28 de Julho, em Piranhas, no Estado de Alagoas, a "SEMANA DO CANGAÇO - 2014", com vasta programação. 

Museu de Arqueologia de Xingó

O evento ocorrerá no "Centro Cultural Miguel Arcanjo de Medeiros" (Piranhas), e no MAX (Canindé de São Francisco).

http://max.ufs.br/pagina/semana-canga-2014-14216.html

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Aurora, Padre Cícero e as Minas do Coxá: Uma história que não quer calar ! Parte Final

Por José Cícero

Cerca de 13 km separam a sede de Aurora das velhas jazidas do Coxá  que, por sinal encontram-se ligadas geograficamente,  ao Sul com os sítio Antas e o não menos famoso serrote do Diamante, que passou à história como um dos lugares escolhidos por Lampião e seu bando para se esconder e descansar quando das vezes que estiveram no território de Aurora. Todos acoitados e na segurança do coronel Izaías Arruda, Zé Cardoso e Miguel Saraiva. Trata-se do primeiro acampamento antes dos cangaceiros chegarem à fazenda Ipueiras onde se deu toda a trama com vistas à invasão de Mossoró em 1927.

Sem esquecer que daquele riacho, ou seja, do sítio Antas pelo menos quatro cangaceiros/jagunços compuseram o temível bando de Massilon  e em seguida, o de Lampião quando da malograda invasão à cidade norte-rio-grandense. A saber: Zé Cocô, José de Lúcio, Antonio Soares e Zé de Roque.

 
Floro e seus jagunços (acervo SOUSA NETO)

Naquele tempo, tais minas foram denominadas de “Jazida cuprífera Zaíra” numa referência à filha do engenheiro de minas francês, o conde Adolfo Van de Brule (amigo de Floro conhecido na Bahia por volta de 1905) que pela primeira vez ventilou com a possibilidade de haver ouro, cobre e outros minérios naquelas terras distantes de tudo, quase inóspitas do Coxá da Aurora.  

E que aliás, fez o velho taumaturgo do Juazeiro acreditar piamente nesta possibilidade. Para tanto, sob a ótica analista do conde Adolfo gastou uma soma significativa na ânsia de ver tal projeto de exploração em pleno curso. Uma investida inglória, como se percebeu ao longo dos anos.Contudo não desistira.

Até que em 1910 quando tudo parecia caminhar para este propósito, um poderoso sindicato francês do ramo de mineração sob os apelos de De Brule enviara por fim um comissão de especialistas. Estava decidido  a assumir os negócios das minas do Coxá. O velho padre ficara exultante pelo acontecimento. Parte do pessoal francês já se encontrava na cidade    de  Milagres nos rumos do serrote quando o pior aconteceu. O chefe do projeto Dr. Frochot acometido de febre amarela terminou falecendo subitamente  no Recife onde estava hospedado antes de vir à Aurora.  

Imagem de Padre Cícero no serrote do Coxá

Uma desgraça. A empreitada se desfez, mesmo antes de começar. Desiludido o padre empreendeu esforços desde então, no sentido de vender o quanto antes o Coxá.  Mas foram em vão. Não encontrou nenhum comprador mesmo escrevendo longas missivas de apresentação, até mesmo à exploradores do exterior. Estava deveras predestinado a morrer com as suas minas.

Como uma maldição, desde o desenlace do decano sacerdote muitas outras disputadas ainda haveriam de se suceder sobre aquelas terras. A paz do Coxá ainda estaria distante, assim como sua completa exploração mineral. As disputas seguiram a partir dos próprios inventariantes, até se chegar a grande peleja(anos depois) entre os Fernandes e os Macambiras do lugar.De sorte que ainda hoje, a situação relacionada às minas do Coxá não se encontra completamente bem resolvida. Fragmentada em várias porções de terras e sítios, as antigas minas do Coxá ainda se mantêm tanto nebulosas quanto indefinidas em seus desdobramentos futuros e também atuais.

De maneira  tal que, ainda conseguem mexer com os ânimos e a imaginação, não somente dos que se debruçam a estudar sua história, mas inclusive dos que ainda alimentam o antigo sonho de extrair para si todas as riquezas que aquele serrote encerra. Muito se fala. Pouco se sabe. Nada se faz de concreto.

 
Rocha encontrada na jazida do Coxá

Volta e meia, no entanto, homens e máquinas da tal CPRM* são vistos  rasgando o serrote, em explosões,  perfurações e outras ações inusitadas que no mais das vezes não se combinam com a antiga tranquilidade sonora da bela serra. Deixando, ao contrário do passado, um longo rastro de destruição na mata virgem.  Infelizmente num dos últimos pedaços do bioma sertanejo, onde a caatinga com sua flora e fauna  ainda se encontra relativamente preservada. Algo difícil de se presenciar nos dias atuais em toda a  região. E ninguém sabe nada. Nada se ver, nada se diz,  nada se pergunta. Tudo é segredo. Um clássico top secret que se instalou nos sertões destes grotões caririenses.

Tudo é silêncio. Tudo é mistério. Como de mistério é a própria história... E de silêncio e solidão tudo o mais que se relaciona e diz respeito à  serra do Coxá em seu itinerário bucólico do mais puro realismo fantástico. Quem sabe por isso, devotos de “padim Ciço” residentes nos sítios circunvizinhos ao serrote, num esforço conjunto acabam de colocar uma estátua do padre no cume mais alto da serra. Num local de difícil acesso em face dos enormes blocos de pedras e o emaranhado da mata fechada e espinhenta.

José Cícero e equipe no Coxá

Do cume do serrote é possível enxergar toda a região, numa visão privilegiada, em um raio de 360 graus. Uma visão das mais belas e estonteantes do Cariri. Como se estivéssemos todos a estender as mãos e o  olhar sobre Aurora e o próprio vale lá embaixo  ao  lado  do velho padre. Um pouco mais abaixo da estátua já edificada  os moradores estão a construir uma capelinha também em sua homenagem. Quem sabe, uma esperança baseada no 'eterno retorno'. Como se todos, num sentimento uníssono e coletivo compartilhassem da ideia de devolvê-lo o quanto antes as suas terras de antigamente. 

Portanto, como se percebe, o esquecimento não caberá jamais na rica história das minas do Coxá. Uma história que de tão rica, arrebatadora e instigante, desde muito se confunde com a própria história do Cariri.

Fonte:http://blogdaaurorajc.blogspot.com.br/2014/06/aurora-padre-cicero-e-as-minas-do-coxa.html

José Cícero Silva
Pesquisador e Escritor do Cangaço.

Conselheiro Cariri Cangaço

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JORNAL “FOLHA DA MANHÔ – 05/10/1938


UM OLHAR SOBRE O INTERVENTOR FEDERAL, DOUTOR  ERONIDES DE CARVALHO
AMEALHANDO O OURO DE SERGIPE

O Dr. Eronides de Carvalho é, sobretudo, um grande humanitário. Esta qualidade corre nas suas veias e, além disto, fora aprendida como lição diuturna no seu lar. O senhor seu pai, é um dos sertanejos mais conhecidos em Sergipe e Alagoas justamente por ser humanitário. Quem adoece na vasta zona sertaneja daquelas bandas sabe que a única farmácia de que dispõe é a casa do coronel Antônio Carvalho. Só existe uma diferença: é que as receitas são aviadas gratuitamente tendo ainda o freguês uns tantos mil réis para o respectivo resguardo. Se se trata de flagelados tangidos pelas secas o remédio é este: casa e comida na fazenda Borda da Mata até que chova. O doutor Eronides sendo filho de tão caridoso pai e vendo, dia a dia, em seu lar, exemplos desta natureza, tinha de ser o que é – um grande humanitário.

Quando o aluno da tradicional Escola de Medicina da Bahia, em campanha que fez época, bateu-se com a coragem que lhe é peculiar, pela melhoria da situação penosa e de quase abandono de certa instituição, vendo, afinal, vitoriosa a causa que esposou. Antes de ser doutorando já era clínico em plena atividade. Suas férias, metade em Capela, metade em Canhoba, eram gozadas em cima d’um cavalo atendendo chamados de clientes pobres. Quando naquela ou nesta cidade, transformava a sala de visita da casa onde se hospedava em consultório movimentado. Assim era o estudante. O médico não mudou de rumo, nem de alma.

Contam-se nos dedos os pobres que não bateram às portas de sua casa ou do seu consultório. Um que não tivesse sido válido, chovesse ou fizesse sol, fosse dia ou noite, morasse longe ou perto, não se encontra para exemplo.

E o jovem médico não ia somente olhar o doente. Retornava à sua casa até registrar a cura. Nessa labuta de abnegação sacrificou sua maior fortuna – a saúde. Para salvar, desinteressadamente, a vida alheia ia perdendo a própria. As preces angustiadas da pobreza salvaram-no.

- No governo tem sido um tremendo combatente em prol da saúde da sua terra. Se dispusesse dum orçamento onde Sua Excelência visse dinheiro de verdade e não minguados contos de réis, a desapiedada foice da Morte criaria ferrugem em Sergipe. É que o talentoso sacerdote da medicina, graças à sua cultura e à longa prática, sabe muito bem “que o que torna os povos poderosos não é o ouro abrigado nas arcas, nem a arma que suplanta as outras armas, nem a couraça que, resguardando um corpo, investe contra outro, nem o artista que cria pelo seu espírito a obra sublime, nem o ardor implacável dos homens implacáveis, mas tão somente a força de cada um, resultante da saúde que representa a alavanca para que o homem possua ouro amoedado, arma, arte e ardor patriótico.

Quem tem saúde cria, luta, defende seu cabedal. O povo sadio tem iniciativa que é o melhor clarim porque canta continuamente dentro d'alma; tem entusiasmo, que é coragem alegre. Guia-se pelo ideal, que é excelso, ama a luz, que é espontânea, preza a virtude, estima a beleza e é bom; dispõe da divina seiva que dá colorido novo a tudo que a seus olhos é dado ver. O povo doente é triste, sorumbático, ferrenho, teimoso e cabisbaixo. Não encara nem céu quanto mais o seu semelhante.” É por tudo isto que aplaudimos a grande obra do Interventor Eronides de Carvalho em bem da saúde dos brasileiros. Ela é digna da ajuda do presidente Vargas, por ser uma perfeita e grandiosa realização do programa humanitário e patriótico do Chefe Nacional.

O Dr. Eronides de Carvalho gastando como tem gasto em prol da saúde do seu povo, não está amealhando o ouro de Sergipe.


Fonte: facebook

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Entrega de cangaceiros


Foto inédita do grupo de  cangaceiros de "Pancada".

Fonte: facebook


Foto melhorada da chegada em Santana do Ipanema as cabeças dos cangaceiros que foram assassinados na Grota de Angico, em 1938, no Estado de Sergipe. Para o acervo dos senhores.



Correio de Aracaju. 2 de Dezembro de 1929


Fonte: facebook
Página: Robério Santos.

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