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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Manuel Marcelino - O Bom de Veras - IV

Por Antonio Alves de Morais

Para ler a parte I, II e III clique nestes links:

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2014/11/manuel-marcelino-o-bom-de-veras-parte-i.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2014/11/manuel-marcelino-o-bom-de-veras-ii.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2014/11/manuel-marcelino-o-bom-de-veras-iii.html

Certo dia, a notícia da aproximação dos marcelino deixou o delegado em pânico. O negro Felizardo, sabedor da presença dos Marcelino, achou por bem demonstrar sua proclamada valentia. Foi vingar o patrão. Tocaiado na ladeira do Caririzinho, aguardou a passagem do grupo. Manuel Marcelino, que havia estacionado ali, talvez para descanso, foi atingido por Felizardo que, imediatamente, correu a rua anunciando haver morto o famoso bandoleiro. Chegaram a comemorar o grande feito. Foi cachaça a bessa. O velho Ioiô vibrou com a notícia, enquanto Felizardo proclamava alto e em bom tom sua valentia e a glória de haver morto o terrível bandoleiro da fazenda Olho D água.

A amizade entre Antonio Taveira e Manuel Marcelino era grande e fraterna. Eram tambem compadres. Por isto, reuniu algumas pessoas e resolveram procurar, na mata, o amigo provavelmente baleado. Chegamos ao local e nada. Manchas de sangue, pelo chão, indicavam que a vítima havia penetrado numa vereda. Seguimos a pista. Aqui e acolá, folhas manchadas de sangue. Já a tarde fomos informados, por uma pessoa que regressava da feira de Jardim, que os Marcelino haviam subido a serra, e Bom de Veras estava com uma das mãos na tipoia. A bala do rifle de Felizardo apenas havia decepado o dedo polegar do famoso cangaceiro.

Na sua sede de vingança Bom de Veras voltou a Caririzinho. Como um tigre esfomeado, pegou Felizardo na garapa, quando este subia a ladeira tantas vezes aqui referida.

- Bom dia, moleque!

- É você, Manuel?

- Está admirado?

- Sim, mas sei que você não vai matar-me. Sempre fomos bons amigos e mesmo meu padim Cico não deixa. 

- Cala a boca, negro, não fale neste nome aqui! Deixa meu Padim no seu canto. O negócio é aqui entre nós dois. 

Mal encerrou a conversa, doze tiros de rifle papo-amarelo acoaram no silêncio daquele pé-de-serra ermo, e o baque do corpo de Felizardo anunciava o fim do famoso pistoleiro. Vencida a primeira etapa da vingança, Bom de Veras tomou a direção da serra e foi se incorporar ao grupo de Lampião. Dois longos anos se passaram sem nenhuma notícia dele.

Andanças e lembranças.

CONTINUA...

Enviado pelo repórter e pesquisador Antonio Morais

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

" REVOLTOSO "....UM BANDIDO DE MENOS...! ( Foto em Jaramataia )



O Jornal A TARDE de Salvador, de Agosto de 1933, traz uma importante matéria, onde na qual IDENTIFICA um famoso cangaceiro, que está na  famosa foto, feita na Fazenda Jaramataia, de Antonio Caixeiro, pai do interventor Eronides de Carvalho, de Sergipe.....Confira acima...!.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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LÁ VEM CHEGANDO DURVINHA...


Lá vem chegando Durvinha, companheira do cangaceiro Virgínio, e depois de Moreno. Toda colorida e cheia de amor pra dar.

Colorizado por Rubens Antônio (Salvador-BA)
 — com Rubens Antonio.

Fonte: facebook

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UM HOMEM DE DEUS E DA HISTÓRIA

Por Rostand Medeiros
 Geraldo Batista dos Santos

Autor – Rostand Medeiros

Um amigo em comum me comunicou o recente falecimento de uma pessoa que me fascinou pelo seu amor e dedicação pela história.

No último dia 14 de novembro de 2014, no município pernambucano de Macaparana, seguiu para o plano superior o Professor, Historiador e Pastor evangélico Geraldo Batista dos Santos.

Homem de extrema sensibilidade para a importância da preservação e democratização da informação histórica, não mediu esforços na busca de documentos, objetos e informações sobre o passado de sua terra natal, a cidade pernambucana de Macaparana, na região da Zona da Mata Norte. Mestre Geraldo, sem nenhum apoio, chegou mesmo a criar um museu em sua própria casa.

Mestre Geraldo em sua casa, recebendo, entre outras pessoas, Fernando leitão de Moraes, seu filho Hermano Moraes e o autor deste artigo.

Entre 2011 e 2012 eu tive oportunidade de conhecê-lo no lugar Pirauá, um pequeno e belo distrito de Macaparana. Fui ao seu encontro na companhia de Fernando Leitão de Moraes, nativo desta região, que desde a década de 1960 vive em Natal, onde se integrou a nossa sociedade, trabalhou no BNB e criou seus filhos. Na época eu havia sido contratado pelo Deputado Estadual Hermano Moraes, um dos filhos de Seu Fernando, para produzir a biografia do seu pai, em comemoração ao seu 80º aniversário.


De Pirauá e Macaparana eu não conhecia absolutamente nada! Mas além de me encantar com uma região serrana particularmente bela, conheci maravilhosos detalhes de sua história na companhia de Mestre Geraldo. Ele contou-me sobre os primeiros engenhos de cana de açúcar, da ocupação dos brancos naquela área, das lendas, dos escravos e das passagens dos cangaceiros de Antônio Silvino por aquele pedaço de Pernambuco no início do século XX.


Ele me mostrou com enorme satisfação o calhamaço de seu livro “Macaparana Centenária”, que conta grande parte da história local e não foi publicado. Segundo ele por falta de apoio.

Além do amplo conhecimento histórico, do seu belo trabalho de conduzir as ovelhas em direção ao evangelho, Mestre Geraldo mostrava com intenso entusiasmo o museu que criou em sua casa.


Para mim aquele contato, totalmente aberto e tranquilo por parte daquele pernambucano maravilhoso, me abriu a mente e me mostrou o caminho para produzir “Da serra dos canaviais à cidade do sol”, meu terceiro livro.

Talvez para algum membro de alguma universidade, com um extenso currículo na Plataforma Lattes, o que Mestre Geraldo tinha era um “ajuntamento de peças”. Mas aquele homem estava muito distante do sectarismo rombudo e ignorante em relação à democratização do conhecimento, que infelizmente permeia muitas Academias. Para ele o maior prazer em possuir seu museu era receber os jovens  estudantes da região, para difundir e apresentar as histórias do seu lugar.

Rifle Winchester 44 que teria pertencido a um dos cangaceiro do grupo de Antonio Silvino.

Rifle Winchester 44 que teria pertencido a um dos cangaceiros do grupo de Antonio Silvino.

Entre as peças do seu simples museu havia uma que particularmente me chamou atenção – um rifle Winchester, calibre 44, cano sextavado, que havia sido deixado (ou perdido) por um dos cangaceiros de Antônio Silvino em um combate perto de Macaparana.

Como Geraldo Batista dos Santos, existem inúmeras pessoas que possuem uma enorme abnegação pela história. É gente espalhada por vários rincões deste Brasil, que muito faz para manter a memória de seus lugares e quase nada de apoio recebem. Isso quando não são taxados de doidos e excêntricos!


Agora o mais interessante que vejo em relação a estes “guardadores inúteis de história”, como assim me definiu um professor da UFRN, após realizarmos uma visita a um destes abnegados na região do Oeste Potiguar, é que na hora que os “Mestres” e “Doutores” da Academia necessitam de informações, não raramente recorrem a estas maravilhosas pessoas.

Igualmente, após sugarem o conhecimento destas pessoas boas e honestas, quase nada fazem por elas e pela sua luta pela história.

E no meu caso, que também bebi da fonte, o que deixei para Geraldo Batista dos Santos?


Quando lá retornei para uma segunda e última visita, lhe deixei apenas duas coisas; meus livros e um material produzido pelo IBRAN – Instituto Brasileiro de Museus, onde estava o Estatuto dos Museus e as regras e caminhos para conseguir apoios e financiamentos para a instituição destes locais de memória.

Não sei se Mestre Geraldo utilizou este material ou leu meus livros!

Mas jamais poderia deixar de louvar uma pessoa com uma vida dedicada a Deus e a preservação da memória local. Que difundiu, expôs e preservou a cultura da região do seu jeito, fazendo os mais jovens conhecerem e se emocionarem com o passado. 

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

http://tokdehistoria.com.br/2014/11/20/um-homem-de-deus-e-da-historia/

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A Mulher no Cangaço, 1976


Publicado em 7 de fev de 2014

"Documentário" (com cenas reconstituídas) sobre algumas das mais de 50 mulheres que estiveram no cangaço. Destaque para Dadá (Sérgia Ribeiro, mulher de Corisco), Cila (mulher de Zé Sereno) e Adília (mulher de Canário). Maria Juriti se recusou a participar do filme. Dadá relembra o dia em que foi raptada.

Fonte: Youtube

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CORISCO - UM CABRA DE LAMPIÃO (Documentário)

Por Geraldo Júnior

Após semanas de extrema dedicação para concluir esse trabalho finalmente trago até vocês o documentário "Corisco - Um Cabra de Lampião".

Esse trabalho foi baseado na Obra do Dr. Antônio Amaury Corrêa de Araújo (Livro Corisco e Dadá - Gente de Lampião), e de trabalhos realizados pelo historiador Paulo Moura (Recife-PE), além de conhecimentos pessoais.

O documentário apresenta a verdadeira história de Corisco, que como todos(as), já conhecem foi um dos mais temidos e respeitados cangaceiros a fazer parte das hostes de Lampião, tendo o cangaço chegado a seu desfecho final, na ocasião de sua morte, ocorrida em Maio de 1940.

Espero que todos(as) gostem e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões.

CURTAM E COMPARTILHEM!!!

Atenciosamente
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)



Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

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ZUMBI DOS PALMARES

Por Clerisvaldo b. Chagas, 20 de novembro de 2014 - Crônica Nº 1.308

Para que quebrar à cabeça? Deixe que fale a Wikipédia

“O Quilombo dos Palmares - (Zumbi) - localizado na Capitania de Pernambuco, atual região de União dos PalmaresAlagoas - era uma comunidade, um reino formado porescravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho dePortugal. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas.2


Zumbi nasceu na Serra da Barriga, Capitania de Pernambuco, atual União dos Palmares, Alagoas, livre, no ano de 1652, mas foi capturado e entregue a um missionárioportuguês quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado 'Francisco', Zumbi recebeu ossacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa.

Por volta de 1678, o governador daCapitania de Pernambuco, cansado do longo conflito com o Quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita pelo líder, mas Zumbi rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi tornou-se o novo líder do quilombo de Palmares.

Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido. Apesar de ter sobrevivido, foi traído por Antonio Soares, e surpreendido pelo capitão Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a Serra Dois Irmãos). Apunhalado, resiste, mas é morto com vinte guerreiros quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695. Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo de Castro. Em Recife, a cabeça foi exposta em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.

Em 14 de março de 1696 o governador de Pernambuco Caetano de Melo de Castro escreveu ao Rei: "Determinei que pusessem sua cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares”.

(Fonte: Wikipédia).

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2014/11/zumbi-dos-palmares.html

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GERALDO FERRAZ; UM NOVO TRABALHO QUE MERECE COMPOR AS BIBLIOTECAS DE QUEM ESTUDA A HISTÓRIA DO BRASIL


Para os que colecionam as obras do cangaço e para quem necessita conhecer, adquiram o novo trabalho do confrade Geraldo Ferraz.


ADQUIRAM, DIVULGUEM...!

Extraído do blog do escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima

http://www.joaodesousalima.com/2014/11/geraldo-ferraz-um-novo-trabalho-que.html
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Coronel Cândido Ribeiro Campos (Cândido Fernandes da Silva)


O Coronel Cândido Ribeiro Campos (Cândido Fernandes da Silva), conhecido em seu tempo por Cândido do Pavão, era natural do sítio Antas em Aurora. Filho de Matias Fernandes da Silva (pedreiro que trabalhou na ampliação da Capela do Senhor Menino Deus em 1864) e Antônia da Encarnação Monteiro, substituiu o sobrenome Fernandes da Silva por Ribeiro Campos, por ocasião de “qualificar-se”, para tirar o título eleitoral. 

Capela

Foi um dos mais importantes chefes políticos do Cariri em sua época, e pai de prole numerosa, sendo o Padre Januário Campos, o filho de atuação mais marcante.

Casou-se com Ana Maria de Jesus (Naninha), instalando-se no sítio Martins, de seu tio materno João Monteiro. Transferiu-se em 1902 para o sítio Pavão, antiga propriedade do mosteiro de São Bento, de Olinda, à época, em poder do padre Cícero Romão Batista, que a havia comprado. Era encarregado da cobrança dos dízimos dos que ocupavam as terras sob o domínio eclesiástico, as quais mediam três léguas de comprimento por uma légua de largura, de ambos os lados do rio Salgado, estendendo-se do riacho dos Mocós até o riacho do Juiz.

Padre Cícero

Tornou-se, por força da arrecadação das alíquotas, de grande confiança do Padre Cícero Romão Batista, o que lhe conferiu notoriedade, ocupando cargos importantes em Aurora, como o de suplente de Juiz substituto, presidente da Câmara e Prefeito Municipal, cargo, este último, ocupado em face aos fatídicos episódios de 1908, onde, com a deposição do coronel Totonho do Monte Alegre, assume ele, Cândido do Pavão, o cargo de Intendente Municipal de 1908 a 1914, e posteriormente, de 1921 a 1926. 

Em carta do Padre Cícero ao Cel. Cândido do Pavão, datada de 13 de outubro de 1916, observa-se referências sobre a situação de perda de seu rebanho bovino, ora localizado em suas terras em Aurora. Segue trecho do lançamento:

“... A paz de Deus o guarde e família. Tendo precisão de fazer minha criação de gado e animais nesta propriedade que comprei aos padres de S. Bento, mandei lá José Xavier e o meu vaqueiro e disseram-me eles que o lugar que presta é o Pavão. Havia passado procuração bastante ao Sr. José Xavier para tratar de qualquer negócio com qualquer um que estivesse no lugar mais apropriado, e resolver, como fosse justo. O Pavão foi o melhor que acharam. Portanto, não estranhe em exigir para estabelecer-me que boto aí, eu perco o resto da criação que está mal colocada. Portanto, lhe aviso que não posso mais arrendar aí, e em janeiro mandarei o José e o vaqueiro para aí. A respeito de sua casa, cercados, indenizo por preço razoável. Eu lhe digo com pena porque lhe desejo a si e a todos todo bem que posso desejar, porém não tenho outro lugar que se preste para a criação que já estou perdendo. É muito melhor que compre uma propriedade onde firme seus trabalhos e deixe sua família colocada em propriedade sua. Reflita bem que verá que é mais justo e melhor. De seu amigo e compadre P. Cícero Romão Batista”. 


Participante no famoso episódio do "Pacto dos Coronéis", representando o município de Aurora, Cândido atuou de forma ativa na truculenta briga pelo litígio do poder no Cariri, figurando em diversas cenas do coronelismo regional, como na "Questão do Coxá", Ataque de 8 em Aurora, Morte de Isaías Arruda, entre outros. Veio a falecer aos 24 de julho de 1936.

Fonte: facebook

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Manuel Marcelino - O Bom de Veras - III

Por Antonio Alves de Morais

Para ler a parte I e II clique nestes links:

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http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2014/11/manuel-marcelino-o-bom-de-veras-ii.html

É Taveira quem fala, retomando o fio da narração: Cedinho ainda, na Fazenda Minadouro, tipo alto, alourado e robusto, selava o cavalo para as costumeiras andanças pelo campo, no trato do gado. Com a aproximação inesperada do irmão, perguntou: O que houve, João? Você por aqui tão cedo?

Fui desmoralizado pelo o velho Ioiô. Contou toda historia da faca, no fim da qual o irmão pergunta indignado: Mas o velho Ioiô fez isso com você? Realmente estamos desmoralizados, mas, nós vinga. A seguir retirou a sela e amarrou o animal num mourão.

A decisão era irreversível Bom de Veras, em companhia do irmão foi a casa do Dino, agricultor residente nas proximidades, a quem comprou um rifle papo-amarelo e muita munição. Colocou a carucheira à cintura e, em seguida, deu três pulos mortais, um para frente, outro para traz e um terceiro para o lado, Isto ele costumava fazer para divertir o povo nas festas do Padroeiro. Finda a acrobacia, exclamou Bom de Veras:Fui vaqueiro... Agora sou cangaceiro. Penetrando numa vereda, desapareceu junto com o irmão. Durante oito dias ninguém teve notícias deles.

Certa noite, conta Taveira - estando na minha casa, ouvi barulhos nas proximidades. A criação, assustada, denunciava algo de anormal. Saí. Eram os irmãos Marcelino. Ao ver-me, Manuel perguntou pelo velho Ioiô. Respondi-lhe que estava na rua. Saíram. Minutos depois, ouvi tiros. Disse para minha mulher maria: Os meninos estão matando o velho Ioiô. Desta feita, entretanto, não mataram o Delegado: deram-lhe a maior surra da paroquia. Cheio de escoriações, o velho IoIô foi curtir em casa a grande surra dos Marcelino.

Passado o efeito daquele episodio, Ioiô Peixoto, contratou um pistoleiro. Negro forte e perverso, de nome Felizardo, passou a ser o mais comentado protetor do Delegado de Caririzinho. Quando tomava seus pileques, era verdadeira onça, a ponto de arrancar, com as unhas, carne do próprio rosto, num sadismo assustador e repugnante. Era uma fera esse Felizardo.

Andanças e lembranças.

CONTINUA...

Enviado pelo repórter e pesquisador Antonio Morais

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

MORENO E DURVINHA UMA IMAGEM PARA A POSTERIDADE...


Moreno e Durvinha foram integrantes do bando de Lampião e após a morte deste em 1938, fugiram para o Estado de Minas Gerais, onde permaneceram no total anonimato, até que no ano de 2005 o ex cangaceiro Moreno que se encontrava muito doente e provavelmente achando que viria a falecer, resolveu revelar para os filhos a verdade sobre o seu passado.

Moreno estava enganado e após a revelação ainda viveria mais cinco anos, tempo suficiente para contar suas histórias e revelar segredos do passado cangaceiro que ele e sua companheira Durvinha, mantiveram em sigilo durante todo o tempo em que permaneceram escondidos.

Adotaram os nomes José Antônio Souto (Moreno) e Jovina Maria da Conceição (Durvinha) ambos nomes falsos, como forma de se protegerem de eventuais perseguições e de ter a possibilidade de recomeçarem uma nova vida fora do mundo do crime.

Após terem suas identidades novamente reveladas, o casal cangaceiro reencontrou seu filho Inacinho (Inácio) que fora entregue, ainda criança, aos cuidados do Padre Frederico Oliveira da cidade de Tacaratu-PE, terra natal de Moreno, após 66 anos de separação.

Moreno e Durvinha foi casal cangaceiro remanescente do bando de Lampião com maior longevidade.


Durvinha faleceu em 28 de Junho de 2008 vitimada por um AVC e Moreno faleceria dois anos depois, no dia 06 de Setembro de 2010.

Moreno e Durvinha estão sepultados no Cemitério da Consolação em Belo Horizonte - Minas Gerais.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)
Foto: Documentário "Os últimos cangaceiros" de Wolney Oliveira.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior


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O Cangaço na Literatura; de Robério Santos

Por Manoel Severo
A arte das cabeças cortadas de Caribé

O Cangaço na Literatura é um projeto do confrade Robério Santos, sergupano de Itabaiana e que tem como objetivo apresentar ao grande público os principais cenários da historiografia do cangaço. Segundo Robério será "um programa que nos levará até locais que a maioria apenas lê em livros ou nem sabia de sua existência no universo do Cangaço."

Os episódios do Programa serão baseados em uma obra literária com o cuidado de no final apresentar uma outra indicação de leitura. Trata-se de um projeto independente e sem fins lucrativos, o mesmo é apresentado por Robério Santos e filmado por Thayane Matos. O primeiro episódio é sobre as cabeças dos cangaceiros após a chacina do Angico. Vejam o primeiro episódio de O Cangaço na Literatura:

O Cangaço na Literatura - Cabeças Cortadas S01E01
Tem boi no pasto...


Fonte: Youtube

Manoel Severo - Curador do Cariri Cangaço

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2014/11/o-cangaco-na-literatura-de-roberio.html
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EX-CANGACEIRA DE LAMPIÃO REVIVE SAGA NO BUTANTÃ


O Estadão publicou...

Fonte: facebook
Página: Corisco Dadá

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MARIA BONITA E LAMPIÃO NA VISÃO DE RUBENS ANTONIO

Por João de Sousa Lima

O amigo Rubens Antonio tem se especializado em colorir as imagens do cangaço.


Sua arte é sempre bem apreciada por todos, até porque, até pouco tempo só conhecíamos o cangaço em preto e branco.




Suas imagens coloridas irão fazer parte de uma mostra fotográfica que acontecerá em breve e fica a certeza que será um trabalho bem realizado e uma mostra bem visitada.

Parabéns a Rubens Antonio!

João de Sousa Lima é escritor, pesquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço. Telefones para contato: 75-8807-4138 9101-2501 email: joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

http://www.joaodesousalima.com/2014/11/maria-bonita-e-lampiao-na-visao-de.htm


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O CANGACEIRO CHICO PEREIRA

Por Cap Cangaceiro

Francisco Pereira Dantas vulgo Chico Pereira entra no cangaço como tantos outros para vingar a morte do pai. Chico Pereira tinha seu próprio bando, e se aliou aos irmãos Ferreira [irmãos de Lampião] para atacar a cidade de Souza, no estado da Paraíba.

Casa onde residia Chico Pereira

Depois de várias perseguições Chico Pereira foi preso e encaminhado para a cidade de Acari, no Estado do Rio Grande do Norte. Mas não tinha nada a ver as andanças de Chico Pereira em terras potiguares, pois o Chico Pereira não sabia nada sobre este Estado. Suas andanças eram mais para o lado paraibano.

Local onde morreu Chico Pereira

Chico Pereira foi morto em 20 de Outubro de 1928, em Currais Novos-RN,  na zona rural do município, onde foi enterrado.

Tenente Joaquim Teixeira de Moura foi o matados do cangaceiro  Chico Pereira sobre as ordens do então governador do Rio Grande do Norte Juvenal Lamartine.

Chico Pereira foi morto pelos oficiais da polícia potiguar, e foram eles: Tenente Joaquim Teixeira de Moura e sargento  Genésio Cabral de Lima e os soldados Feliciano Tertuliano e Luís, aspirante.

Fonte: facebook
Página: Cap Cangaceiro

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Manuel Marcelino - O Bom de Veras - II

Por Antonio Alves de Morais 

Para ler a parte I clique neste link

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Na linguagem simples de homem da roça, habituado as agruras da vida, incapaz de recuar diante das mil dificuldades que lhe surgem no dia-a-dia penoso do sertão, Antonio Taveira falou a Revista Região.

Com seus 76 anos, natural da cidade cearense de Barbalha, Taveira, durante duas horas, conversou com o repórter. Estávamos na Casa Paroquial da pequenina cidade de Sítio dos Moreiras, ao lado deste formidável e íntegro Mons. João Câncio, através do qual conhecemos o nosso entrevistado.

A pergunta inicial foi formulada pelo próprio Mons. Câncio: 

- Seu Antonio, por que Manuel Marcelino entrou nessa vida de cangaceiro? 

- Tudo começou por causa de uma simples faca que o velho Ioiô Peixoto mandou tomar de João Marcelino, irmão de Manuel. Nesse tempo, o velho Ioiô era delegado de polícia de Caririzinho, hoje distrito de Sítio dos Moreira. João Marcelino, cujo nome de guerra, na época do cangaço, era João Vinte e Dois, estava jogando baralho com alguns amigos. Como é comum no sertão, João trazia à cintura uma faca, dessas fabricadas na Paraíba. Uma excelente faca. Zé Benedito, preposto do delegado, a mando deste, foi desarmar João Marcelino. A arma foi entregue sob protesto deste: 

- O que, Zé Benedito, eu entregar minha faca? Isso não.

- É melhor entregar. Você sabe: A policia não pode ficar desmoralizada. 

Com a aproximação do Delegado e de seus soldados, a faca foi entregue a autoridade. Mais tarde, João Marcelino, julgando-se desmoralizado, procurou o delegado Ioiô, com quem manteve o seguinte dialogo:

- Bem, Ioiô, pode ficar com a faca e fazer dela o que quiser. Não me interessa mais recebê-la. Já fui desmoralizado. 

- Deixe de conversa mole. Você é pagão. Converse pouco. Livra de apanhar.

- Apanhar? 

- Sim. Você sabe que tenho autoridade. 

- Está bem. Mas você vai ver.

A conversa encerrou aí. João Marcelino dirige-se imediatamente à casa do Velho Daozinho Lopes, com quem trocou duas novilhas por um rifle papo-amarelo.

Atendendo a uma pergunta do repórter, Antonio Taveira esclareceu que os Marcelinos eram filhos de Antonio Marcelino e Dona Neném. Toda família, ali, morava na propriedade de nome Olho Dágua, a eles pertencentes Manuel Marcelino, o Bom de Veras, era vaqueiro de João Coelho no minadouro.

Andanças e Lembranças

CONTINUA...


Enviado pelo repórter e pesquisador Antonio Morais


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