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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

CARIRI CANGAÇO PRINCESA 2015


Cariri Cangaço Princesa 2015
Programação Completa

19 de Março de 2015
Quinta-Feira
19:00h
Abertura Oficial – Acqua Clube Hotel
Solenidade de Homenagem do Cariri Cangaço
Às Personalidades e a Canhoto da Paraíba
Apresentação do Grupo Cultural Abolição
Palavras das Autoridades
Manoel Severo – Cariri Cangaço
Benedito Vasconcelos – Presidente da SBEC
Narciso Dias – Presidente do GPEC
Prefeito Domingos Sávio

19:40h
Conferência: Território Livre de Princesa
Conferencista: José Romero Cardoso
Moderador: Wescley Rodrigues
Debatedores: Paulo Mariano e Juliana Pereira

23:00h
Seresta Homenagem Canhoto da Paraíba
Praça Nathália do Espírito Santo


20 de Março de 2015
Sexta-Feira

08:30h - Saída para São José de Princesa
9:00h - Visita ao Casarão de Patos de Irerê
9:50h - Visita a Casa de Marcolino Diniz
10:30h - Visita a Capela de Patos de Irerê
Conferencia: "Marcolino e Virgulino –
Elos de um Passado Presente”
João Antas
Moderador: Ângelo Osmiro
Debatedores: Jorge Remígio e José Cícero Silva

15:00h - Retorno a Princesa Isabel
15:30h - Visita ao Palacete do coronel José Pereira

19:30h - Grito Rock Princesa
Praça Nathália do Espírito Santo


21 de Março de 2015
Sábado
9:00h – Local – Espaço Nordeste
Apresentação da Cia de Teatro Sound Clash
Conferencia: Maria de Lampião e
as Mulheres no Cangaço
João de Sousa Lima
Conferência: 100 anos da Prisão de Antônio Silvino
Geraldo Ferraz
Debatedores:
Aderbal Nogueira
Archimedes Marques
Narciso Dias
Emmanuel Arruda

14:30h - Saída para Nazaré do Pico em Floresta

15:30h - Visita à Vila de Nazaré do Pico,
Visita ao Monumento em homenagens aos Nazarenos,
Visita ao Monumento a João Gomes de Lira,
Visita ao Cemitério onde repousam os Nazarenos,
Visita à fazenda Poço do Negro
Hildebrando Ferraz Neto (Netinho)
Euclides Ferraz Neto e Ulisses Ferraz

18:00h – Retorno a Princesa Isabel

Noite de Encerramento com Show
Seu Pereira
Coletivo 40
Sansaruê


Atenção...
Veja onde ficar em Princesa Isabel...


Imagens do Hotel Oficial do Cariri Cangaço Princesa 2015 - Acqua Clube

1)    Acqua Clube Hotel (Tel: 83 – 9861-9056)
HOTEL OFICIAL DO CARIRI CANGAÇO PRINCESA 2015
Endereço: Rodovia Estadual – Entrada principal de Princesa, via Paraíba.
Quarto completo com Ar, Tv, Frigobar
R$ 35,00 (trinta e cinco) por pessoa
R$ 60,00 (sessenta reais) o casal.

OBS: A pousada possui Restaurante, Academia, Parque aquático, Estacionamento, Internet Wi-Fi, Campo de Futebol.

2)    Pousada Ideal (valores por pessoa) – (Tel: 83 – 9604-0393)
Endereço: Rua São Roque – Entrada principal de Princesa, por Pernambuco, via Flores. Localizada no Posto Ideal.
Quarto com Ar – R$ 40,00 (quarenta reais)
Quarto com Ventilador – R$ 30,00 (trinta reais)
Quarto Completo, com Ar, TV, Frigobar – R$ 50,00 (cinquenta reais)

Obs.: Existe abatimento para grande quantidade de pessoas; está incluído café da manhã, para todas as categorias; todos os quartos possuem banheiros; A pousada tem restaurante e serve, além do café, almoço e jantar.

3)    Pousada São Miguel (valores por pessoa) – (Tel: 83 – 9906-7657)
Endereço: Bairro Maia
Quarto com Ventilador –R$ 20,00 (vinte reais), com café da manhã.
Quarto com Ar – R$ 25,00 (vinte e cinco reais), com café da manhã.

4)    Pousada São Roque (valores por pessoa) (Tel: 83 – 9971.1151)
Endereço: Rua São Roque, próximo aos Correios.

Quarto com Ar – R$ 30,00 (trinta reais), com café da manhã.
Quarto com Ventilador – R$ 25,00 (vinte e cinco) com café da manhã.

5)    Pousada São José (valores por pessoa) (Tel: 83 – 9901-5824)
Endereço: Praça Coronel José Pereira, Centro.
Em Frente à Igreja Matriz.
Quarto com Ar – R$ 25,00 (vinte e cinco reais), com café da manhã.
Quarto com Ventilador – 20,00 (vinte reais), com café da manhã.

Faça já sua reserva e seja
bem vindo ao Cariri Cangaço Princesa 2015.

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GUARANI - A FIDELIDADE DE UM CÃO "CANGACEIRO"

Por Geraldo Júnior

Muito se fala sobre a amizade e fidelidade entre homens e cães, uma relação de companheirismo que remonta desde os primórdios da humanidade e que se mantém até os dias atuais.

Os cães do cangaço não foram diferentes, pois tiveram papel fundamental dentro da história cangaceira, principalmente auxiliando nas caçadas e, apesar de não ter relatos sobre esse fato, servindo como sentinelas, dando proteção aos bandos.

Porém entre todas as qualidades desses animais, sem dúvidas alguma, destaca-se a fidelidade, o carinho e afeto que esses animais mantém por seus tutores vão além do nosso simples entendimento.

Lampião, o maior de todos os cangaceiros possuía dois cães, sendo eles o GUARANI e o LIGEIRO, e, apesar de ser um homem de atitudes desumanas e improváveis, mantinha extrema simpatia por esses animais. Entre seus cães, um teria destaque importante no momento de sua morte, autenticando e fazendo jus a sua lealdade.

Leiam o que relatam os escritores José Sabino Bassetti e Carlos Megale em seu Livro "LAMPIÃO - SUA MORTE PASSADA A LIMPO, sobre o momento do degolamento de Lampião pelo Soldado "Santo".

" SEU FIEL CACHORRO GUARANI, NÃO ABANDONOU O COITO E, AVANÇOU SOBRE O SOLDADO "SANTO" QUANDO ESTE FOI CORTAR-LHE A CABEÇA (LAMPIÃO). PRECISOU SER MORTO PELO POLICIAL." (José Sabino Bassetti e Carlos Megale)

Guarani demonstrou por seu dono o maior dos sentimentos... o amor... sendo capaz de dar a sua própria vida em nome de uma verdadeira e pura amizade. Entrando para a história como um dos heróis de Angico... tendo seu nome (apelido) escrito para sempre nas páginas sangrentas do cangaço.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

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“O GLOBO” – 01/02 DE SETEMBRO DE 1971 - CAPÍTULO II

(Texto de Maura Estáquia de Oliveira) - Material do acervo do pesquisador do cangaço Antonio Corrêa Sobrinho
O único cangaceiro que comandou Lampião

BELO HORIZONTE – Apesar de sua excelente memória, Sebastião Pereira não sabe precisar a data em que os três irmãos Ferreira – Virgulino, Livino e Antônio – entraram para o seu grupo. “Deve ter sido lá pro fim de 1919. Em outubro, talvez. Mas lembro bem que todos três eram cabras valentes”.

Também foi a perseguição política que fez com que os Ferreira se resolvessem pelo cangaço. É Sebastião quem conta:

- Segundo meus companheiros, o mais bravo era Antônio. Mas Virgulino fez-se logo meu amigo, compadre e meu braço direito. Ia para todo canto comigo. Nunca achei falta nele. Livino era um doido: matava com fúria e crueldade. Todos o temiam. Era um cabra perigoso.

Chico Maranhão conta que uma vez foram cercados por uma volante, em Tabuleiro. Junto com ele estava o cangaceiro Dé, que hoje é major reformado da Força Pública de São Paulo.

- O negócio estava feio. No meio do tiroteio um dos meus homens ficou com medo e queria que nos entregássemos. Antônio Ferreira pulou de trás de uma pedra e gritou: “Cabra macho morre lutando. Estouro os miolos do primeiro que se render”. A luta foi dura mas acabamos conseguindo fugir.

Sebastião Pereira lembra-se bem das conversas que tinha com Lampião: “Virgulino não gostava do cangaço”. Mas dizia que não estava ali “por vontade”. Achava que havia sido a sua sina. Jurara vingar seu pai e as perseguições que sua família havia sofrido e não descansaria antes de matar José Saturnino e o tenente José Lucena.

- O velho Ferreira podia morrer não. “Tava” descascando milho “assossegado” – dizia Lampião -. Nem se defendeu. A mãe morreu de desgosto e “aperreação”. Me queixo estar nessa vida que agradeço ao peste do Lucena.

ÚLTIMOS TEMPOS

A audácia faz parte do jogo de morte entre volantes e cangaceiros. Sebastião Pereira era dos cabras mais valentes do sertão pernambucano. Uma vez, depois de escapulir de um cerco em Bom Nome, foi para o Pajeú e lá juntou-se com outros de seus homens, entre os quais estavam os irmãos Ferreira. Mandou, então, um convite ao capitão José Caetano: “Se quiser brigar eu te espero na Carnaúba”. O oficial aceitou o desafio e marchou com sua tropa. Sebastião esperou mesmo. Os cangaceiros, entrincheirados na casa-grande da fazenda Carnaúba, atiravam pelas “torneiras” (buracos abertos nos cantos das paredes) e sustentaram, por longo tempo, cerrado tiroteio. O boticário Chico Maranhão guarda uma triste lembrança dessa batalha:

- Na luta, Luiz Macário, cabra de toda confiança, foi morto pelos volantes. Era um caboclo forte, raçudo, bom de pontaria e no corpo-a-corpo. Ele às vezes me dizia: “Cumpade”, por aqui tem jeito não. Ou a gente é cangaceiro ou é “macaco”. “Macaco” ganha 90 mil réis por mês. É melhor ser cangaceiro. Sertanejo só ganha “sufrimento” e “aperreação”.

Em 1919, Sebastião Pereira e Luiz Padre fizeram a primeira tentativa de abandonar o cangaço. A conselho do padre Cícero Romão decidiram pendurar as armas e começar vida nova em outras terras. O padim Ciço, como era conhecido no sertão, tinha grande influência sobre os cangaceiros. Todos o respeitavam e ouviam seus conselhos. Até mesmo Lampião.

- Estive com ele, pela primeira vez, antes de entrar para o cangaço – conta Sebastião Pereira -.  Em Juazeiro, os peregrinos dormiam em taperas, depois de abandonar casa e propriedades, para ouvi-lo. Ele falava de esperança e dias melhores. E isto era tudo que o sertanejo desejava. Morriam por ele se fosse preciso. Ele só queria o bem, mas nem sempre sabia o melhor caminho. E o povo acabou mergulhado naquele fanatismo doido.

Quando padre Cícero aconselhou Sinhô Pereira a deixar o cangaço, ele decidiu ouvi-lo. Combinou com Luiz Padre seguirem por caminhos diferentes até São José Duro, em Goiás. Alguns companheiros decidiram segui-los.

- Quando eu estava em Caracol, no Piauí – lembra Sebastião - fui cercado por uma volante, à qual se juntaram os jagunços do fazendeiro João Mão de Bola. Na luta morreram o fazendeiro e o cangaceiro Deodado. Enfurecido resolvi voltar a Pernambuco e reassumir o comando de meus homens.

RECOMEÇA TUDO

Sebastião Pereira continuava com os volantes em seu rastro. Andava sobre cercas e pedregulhos, para despistar. Dormia em grutas e ocos de árvores. Quando encontrava gente amiga, descansava, matava a fome e a sede.

Ao chegar a Pernambuco, logo reuniu seu grupo e aumentou o bando. Mas já não queria continuar no cangaço. Em 1923 decidiu, novamente, deixar a caatinga. Nesta época, do grupo de 33 homens, muitos o seguiram. Doze, porém, ficaram sob a chefia de Lampião.

Conseguiu encontrar-se com Luiz Padre em São José do Duro, onde ele trabalhava como vaqueiro. A tratar do gado e a cuidar da terra pensava que suas lutas tivessem acabado. Mas ainda não foi desta vez:

- Um cabra mau caráter, chamado Abílio Volinei, seria mais um instrumento de ódio dos Carvalho na sua sede de sangue e de violência.
Peitaram Abílio para liquidar Sebastião e todos os seus amigos. Volinei matou José Inácio da Silva, fazendeiro amigo de Sinhô Pereira, e liquidou Antão e Clarindo, dois de seus ex-companheiros. Um dia, com um grupo de jagunços bem armados, cercaram a casa de Sebastião e Luiz Padre.

Os dois conseguiram fugir e juntaram-se a força do tenente Peri Alves Brito, que caçava os bandidos da região. Volinei e seus homens foram cercados. Muita gente morreu e os que se entregaram foram imediatamente fuzilados.

Sebastião lembra-se muito bem:

- No cangaço e no sertão era assim: não havia lugar para prisioneiros. Tive sorte com meu bando. Do meu povo os volantes nunca conseguiram prender ninguém. Quanto a coisa ficava preta, íamos para as aguadas e esperávamos a fúria passar.

AFINAL, VIDA NOVA

Fugindo sempre, ele o Luiz Padre conseguiram chegar a Patos de Minas. Trabalharam longos anos a campear o gado e a leva-lo para os locais de embarque e de corte. Com o tempo juntaram dinheiro e compraram uma pequena propriedade, onde passaram a criar porcos e galinhas e a plantar milho.

Estabelecido na vida, Sebastião mandou chamar Virgulino. “Mas ele não quis vir. Preferiu combater a coluna prestes, a pedido do padre Cícero. Ele não podia deixar o cangaço”.

Luiz Padre e Chico Maranhão (apelido que ganhou em Patos de Minas) casaram-se, tiveram filhos e netos. Hoje Chico Maranhão – o ex-terror das caatingas, Sinhô Pereira – está bem de vida. Tem uma boa propriedade e uma farmácia. E vive para o carinho que dá aos netos. Em Janeiro último voltou a Pernambuco, para ver a família:

- Estão todos bem de vida e controlando a política do Pajeú. Insistiram para eu ficar. Não quis. Minha presença pode reacender velhos ressentimentos. Estive na Serra Talhada, onde ainda mora João de Lucas, o João Piranha, para quem armei a minha primeira cilada. Achei o homem mais mole do que eu. Quase não pode mais andar. Ouvi dizer que ele queria falar comigo. Quis não. É melhor deixar como está.

Sebastião Pereira levantou a curiosidade da cidade toda: “Todos queriam me ver. Achei engraçado;  pra todo lado que eu fosse tinha uns 40 olhos em cima de mim.” A rivalidade entre as famílias continua. Quando Sebastião esteve em Pernambuco, chegou a haver um tiroteio. “Mas foi longe de onde eu estava.”

- Prefiro ficar aqui com meus netos, com minha farmácia. Aqui enterrei meu passado. Aqui recebi, sem surpresa, a notícia da morte do compadre Virgulino. Mas duvido que aquela cabeça fosse dele. Quero morrer aqui com meus parentes e meus amigos. Não quero recordar o tempo do cangaço. Dele só poderia dizer como Virgulino: Só trouxe fome, sede e nudez.

FIM

Fonte: facebook
Página: Antônio Corrêa Sobrinho O cangaço

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domingo, 22 de fevereiro de 2015

ASSIM COMO LAMPIÃO, CORISCO TAMBÉM FOI TRAÍDO.

Material do acervo do pesquisador do cangaço Adauto Silva

Quando se publica essas imagens, uma pergunta que sempre vem à tona, é, como um homem, como Corisco, experiente com tantas emboscadas, fugas, revanches, poderia se deixar localizar, tão facilmente pelo Tenente José Rufino.

Teria sido traído, assim como foi o seu compadre Lampião?


Até agora, sabia-se que o filho do velho Pacheco tinha inocentemente denunciado o paradeiro de Dadá e Corisco, assim como o cangaceiro Velocidade também o fizera poucos antes, para amenizar seus crimes.

Afirmam os estudiosos do cangaço que quando o cangaceiro Velocidade entregou-se à polícia, abriu a boca dizendo: "- Corisco não se entrega porque a mulher não deixa".

Mas, como chegou o Zé de Rufino até ali?

Dadá e Corisco, no momento em que resolvem abandonar as armas e empreender fuga, se dirigem à fazenda do seu "coiteiro" Cel João Maria, irmão do Cel Liberato na cidade de Pedro Alexandre - BA, a qual faz divisa com Sergipe e Bahia. Relatam suas intenções, depondo de suas armas e trajes do cangaço, para assumirem a personalidade de pessoas comuns. 

Na confiança que tinham no "coiteiro", expõem todas as riquezas em ouro e dinheiro vivo que traziam, e põem para secar, em razão de terem sido molhadas, precisam deixar os embornais do cangaço e ser guardados em malas para empreender viagem.


Acontece que após a partida, o Cel "amigo e coiteiro" com medo de represálias, procura o Tenente José Rufino e entrega o casal de cangaceiros, que outrora protegia, despertando assim, a cobiça desse volante, matador de cangaceiros, em toda a riqueza que traziam o casal, adquiridos durante a campanha de saques e doações no cangaço.

Contam que dois quilos de ouro e 300 contos de réis.

Fonte: Confissão da Dadá !

ADENDO - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Realmente tem sentido o que afirma o autor do texto, já que os cangaceiros haviam abandonado as suas armas, e sem elas, qualquer um volante tinha condições de prendê-los, ou até mesmo matá-los, como fez o tenente Zé Rufino com o casal de cangaceiros. 

Vale lembrar ao leitor que esta é a minha opinião, e não tem nenhum valor para a literatura lampiônica.  

Fonte: facebook
Página: Adauto Silva

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AMIGOS DO FACE: RESTAM POUCOS EXEMPLARES DOS LIVROS – De Forquilha a Paulo Afonso – Histórias e Memórias de Pioneiros e ANGIQUINHO – 100 anos de História.


O livro DE FORQUILHA A PAULO AFONSO, escrito por Antônio Galdino da Silva, foi lançado em Fevereiro de 2014.

Nele estão registrados fatos históricos da criação do município de Paulo Afonso, seus antecedentes, a Chesf, a luta dos pioneiros para a emancipação, o município de Glória de que Paulo Afonso fazia parte.


O livro, que tem 456 páginas, cerca de 200 fotos históricas, foi impresso em papel couchê e dezenas de depoimentos de pioneiros e familiares asseguram o cuidado com a informação histórica. Foi aprovado e elogiado por pioneiros e seus descendentes e mereceu Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Paulo Afonso.

Foram produzidos 1000 livros e o custo muito alto de sua produção, quase 30 mil reais, está dificultando a publicação de uma segunda edição.

RESTAM APENAS CERCA DE 100 EXEMPLARES.

O livro ANGIQUINHO – 100 anos de História, com 168 páginas, com textos ilustrados com dezenas de fotos históricas, fala desta Usina pioneira, de Delmiro Gouveia, da Chesf e do rio São Francisco. Foi escrito por Antônio Galdino e João de Sousa Lima.


Também foram feitos 1000 livros e restam pouco mais de 150 exemplares

Os interessados em adquirir estes dois livros ou apenas um deles, podem fazer isto, em Paulo Afonso:

- na Galcom Comunicações – Rua da Concórdia, 555 – Bairro General Dutra – Chesf (ao lado do Modelo Reduzido da Chesf, no CFPPA) – (de 2ª a 6ª, das 08/12 e das 14/18 horas) – Tel. 3282-0046;

- no Artesanato (próximo à feira);
- no Supermercado SUPRAVE e 
- na Livraria Central (início da Rua Monsenhor Magalhães).

Aos de outras cidades que desejarem adquirir estes livros, ou apenas um deles, informamos que podemos enviar pelo Correio. Para isso, enviem um email para professor.gal@gmail.com informando esse interesse. Enviem o endereço completo, com o CEP e informaremos como proceder para fazer o pagamento que será o valor do livro mais a taxa do Correio, no valor de R$8,00.

DE FORQUILHA A PAULO AFONSO – R$.40,00
ANGIQUINHO – 100 ANOS DE HISTÓRIA – R$25,00.

EM TEMPO: Já está bem adiantado o livro que conta a história do ensino em Paulo Afonso, desde as Escolas Reunidas (e até um pouco antes, com a construção da Usina Piloto) até o fechamento do COLEPA, no ano 2000. O lançamento está previsto, inicialmente, para Julho de 2015.
Quem desejar contribuir com depoimentos, fotos históricas, documentos, peço enviar para o email professor.gal@gmail.com ou para o endereço acima.

Ainda não temos o preço do exemplar, mas os que estiverem interessados podem fazer a reserva antecipada enviando o seu pedido, sem enviar nenhum dinheiro agora, para o email professor.gal@gmail.com, informando, além do seu email, telefones para contatos. 

Os 120 primeiros vão receber, junto com o livro, a revista COLEPA em Revista, uma publicação especial, em cores, papel couchê, com 32 páginas.

RESERVAS PELO EMAIL OU CAIXA DE MENSAGENS DO FACEBOOK de Antônio Silva Galdino.

Fonte: facebook

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DE FORQUILHA A PAULO AFONSO - HISTÓRIAS E MEMÓRIAS DE PIONEIROS


Lançamento dia 27 de Fevereiro - 19 horas, no CPA
ESPERO VOCÊS LÁ!

O livro De Forquilha a Paulo Afonso – Histórias e Memórias de Pioneiros, o mais novo filho, está nascendo com a mais completa pesquisa e informação, até o momento, sobre Paulo Afonso e muitos dos seus personagens que lhe deram vida.

São mais de 450 páginas, sendo 30 em cores, no formato 22,5 X 16,5, em papel especial, com cerca de 200 fotos, históricas e mais recentes, de Paulo Afonso, de Glória e de muita gente.

A história de todas as gestões do município e da Câmara de Vereadores. Os bastidores da emancipação política. Os aspectos históricos, geográficos, econômicos e culturais e a história dos pioneiros e de Abel Barbosa, este também em versos de cordel. O custo desta produção é muito alto mas, como "até aqui me ajudou o Senhor", estamos mantendo o seu lançamento para o dia 27 de Fevereiro, às 19 horas, no Clube Paulo Afonso - CPA.

Quem desejar fazer a sua reserva antecipada é só enviar um email para
professor.gal@gmail.com, informando o endereço completo, e os contatos por telefone e email. Não mandem nenhum dinheiro agora.

Um grande abraço para todos. Espero vocês no lançamento do livro: De Forquilha a Paulo Afonso - Histórias e Memórias de Pioneiros - no CPA, 27/02/2014 - 19 horas

Grande e fraternal abraço. Prof. Antônio Galdino.

Contatos:
professor.gal@gmail.com; Tel 3282-0046 (Galcom); 9234-1740(TIM), 9968-2263(vivo)

Fonte: facebook
Página: Antonio Silva Galdino

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VEM AÍ CARIRI CANGAÇO PRINCESA 2015 !!!


O Conselho Curador do Cariri Cangaço;
A Prefeitura Municipal de Princesa Isabel;
a Prefeitura Municipal de São José de Princesa;
a SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço;
o GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço e
o GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará,
APRESENTAM a abertura da agenda
Cariri Cangaço para 2015...

Programação LOGO MAIS

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Memória do Carnaval - 22 de Fevereiro de 2015

Por Geraldo Maia do Nascimento

 Os primórdios do nosso Carnaval II

O jornal “O Mossoroense”, de fevereiro de 1950 noticiava: “Estiveram coroadas de êxito as festividades carnavalescas deste ano. Durante os três dias de tradicional festa, o povo acorreu, indistintamente, às ruas e aos salões de danças, numa demonstração de alegria, em homenagem ao Rei Momo”.
               

E foi assim aquele carnaval. As ruas fervilhavam de foliões, cantando alegremente as modinhas da época. Blocos e os mais diversos tipos de agremiações surgiam a todo instante com seus estandartes coloridos, suas fantasias vistosas e alegria contagiante, fazendo com que todos entrassem no ritmo da agremiação.
               
Toda concentração se dava na Praça do Pax, como era conhecida. Ali era montado o corso, por onde todos desfilavam, sendo aplaudidos pela multidão que se aglomeravam nas calçadas.
               
Já a edição de março de 1957 trazia em manchete: “Em pleno reinado do Rei Momo. Imponentes festas nos clubes e nas ruas. Sete clubes desfilarão pela cidade”. Era época de carnaval, portanto toda a cidade acorria a via pública para prestigiar os blocos que desfilavam.
               
Por todo lado o assunto era carnaval. Na ACDP os preparativos superavam as expectativas, tal era a beleza da decoração, aguardando a hora de abrir os seus salões para os foliões. O mesmo acontecia no Clube Ypiranga. Mas para participar dos bailes, era preciso que os sócios estivessem em dias com as suas mensalidades. Os trajes eram os de passeio ou as tradicionais fantasias. Mas já havia na época a preocupação com o uso de drogas. E os clubes tinham em suas metas punir severamente as pessoas que estivessem inalando “éter”. Outra grande preocupação era a do Poder Judiciário para evitar a presença de menor nos clubes. Para tanto, o juiz Jaime Jenner de Aquino, que era titular da 2ª Vara Cível, nomeou vários comissários de menores para atuar em todos os cantos da cidade.
               
Mesmo quando a cidade ainda não dispunha de serviço de rádio, a programação carnavalesca era divulgada através da Amplificadora Mossoroense, que era responsável pelo serviço de alto-falantes. Esse empreendimento foi inaugurado pelo Padre Mota, quando Prefeito da cidade. A Amplificadora, em parceria com o Cine-Pax, se encarregava de divulgar os detalhes das comemorações momescas. Uma equipe formada pelos locutores Jim Borralho Boavista, Edmilson e José Leite de Aragão Mendes, movimentava a grande festividade popular, divulgando os eventos.
               
No final dos anos 50 o país se emocionava com a radionovela “O Direito de Nascer”. O sucesso da novela era tão grande que acabou virando marchinha de carnaval. A novela serviu de inspiração para um jovem folião Mossoroense, Luís Gonzaga da Rocha. E no carnaval de 1957 ele idealizou uma boneca gigante, feita com armação de arame e aspas, coberta com papel de saco de cimento. Depois da estrutura pronta, pintou a boneca de preto e cobriu seu corpo com um grande vestido de estampa colorida. Na hora de escolher o nome da boneca, não teve dúvida: o resultado do seu trabalho tinha ficado semelhante a descrição de uma das personagens da telenovela que era Mamãe Dolores. Nascia assim a primeira boneca gigante do carnaval de Mossoró.
               
A iniciativa de Luís Gonzaga de criar a Mamãe Dolores fez escola em Mossoró, tanto assim que em 1967 um outro folião, o mecânico de automóveis Edmilson Cassiano da Silva, mais conhecido por Chapita, resolveu também criar uma boneca gigante para brincar o carnaval. Nascia assim a “Maria Manda Brasa”, que saiu pela primeira vez no carnaval de 1967, ao som de um fole tocado pelo próprio Chapita, acompanhado por bombos, taróis e reco-reco, tocados pelos amigos.
               
E assim o carnaval de Mossoró ganhava animação, renovando-se a cada ano, reinventando-se a cada carnaval. Mas a partir da década de 80 a nossa festa de momo foi enfraquecendo, diminuindo a cada ano. Hoje não existe mas nem sombra dos nossos grandes carnavais. Nesse período a cidade se esvazia, o comércio fecha suas portas, o marasmo toma conta da cidade. E o que nos resta? Bem, é melhor imitar o poeta e dizer: “Acabou nosso carnaval, ninguém ouve cantar canções, ninguém passa mais brincando feliz, e nos corações, saudades e cinzas foi o que restou”. (“Marcha de Quarta-Feira de Cinzas”, de Vinícius de Morais).

Geraldo Maia do Nascimento

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Fonte:

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CARIRI CANGAÇO EM PRINCESA


Coronel José Pereira...Marcolino Diniz, Nazarenos: Os Flor, Os Jurubeba, Os Nogueira, Os Gomes de Lira... Sabino Goré...e Virgulino Ferreira da Silva; uma MISTURA dessa só no Cariri Cangaço Princesa 2015! 

Aguardem a divulgação da Super Programação ainda Hoje !!!!

Fonte: facebook

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NOTA PARA A HISTÓRIA - Reunião de textos sobre o Nordeste e sua cultura ganha formato de livro e-book

Professor José Romero Cardoso: novo livro mostra diversidade da cultura NORDESTINA. Foto: Cedida

Muitas ideias e um novo livro. Agora, distante das temáticas acadêmicas, o professor Romero Araújo, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), envereda pelos caminhos dos relatos culturais, desta vez, focados na cultura nordestina. É com esta proposta que publica o Notas sobre a História do Nordeste.

De acordo com ele, o livro começou a ser produzido através da colaboração do professor Francisco Pereira Lima, residente em Cajazeiras/PB (natural de São José de Piranhas/PB) membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e Conselheiro do Cariri Cangaço. “Pereira constatou que minha produção tinha condições de ser reorganizada e resultar em livro contributivo à história da região Nordeste. Em primeiro plano não houve condições de concretizar o objetivo, ou seja, a publicação do livro, programado para sair originalmente na forma impressa. A professora-doutora Marinalva Freire da Silva encampou a ideia e foi a responsável pela organização do trabalho em forma de e-book”, explica Romero Araújo.

A obra trata de temas referentes ao Nordeste brasileiro. “Cultura, parteiras tradicionais, cangaço, guerra de Canudos, empreendedorismo de Delmiro Gouveia, Mossoró e o cangaço, enfim, temas pertinentes ao Nordeste são abordados. O Nordeste sempre foi uma paixão. Sou absolutamente envolvido de forma telúrica com o Nordeste Brasileiro, sua cultura, sua Geografia, sua História. Quem amadureceu a ideia de Nordeste enquanto objeto de estudo foi Vingt-un Rosado, com quem convivi e trabalhei durante oito anos. Por ser um ardoroso apaixonado pela região Nordeste, sempre voltado para os estudos de temas regionais, fui convidado para proferir palestra na abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015, a ser realizado entre os dias 19 e 20 de março de 2015, em Princesa Isabel/PB. O tema da minha palestra é Território Livre de Princesa. Farei o lançamento do livro digital de minha autoria Notas para a História do Nordeste em Princesa Isabel/PB”, salienta o professor, que atualmente leciona na Uern e dar conferências sobre temas relacionados ao cangaço e ao Nordeste, em reuniões literárias e congressos.

Segundo ele, que passou um bom tempo distante da escrita, retornar à produção literária tem sido uma experiência maravilhosa. “Escrever é um hábito saudável que integra de forma indelével minha existência. Tenho escrito bastante sobre temas variados. A internet é uma das mais impressionantes ferramentas de divulgação que existe na atualidade, desses escritos. A experiência está sendo gratificante. Tenho divulgado de maneira satisfatória Notas para a História do Nordeste em diversas comunidades e grupos, bem como em linhas do tempo de vários amigos”, fala.

‘Infelizmente os apoios estão poucos’

A obra, que está sendo comercializada com amigos, é divulgada pelo professor de forma alternativa. “Online é uma forma de divulgação para quem gosta de literatura voltada para a região Nordeste. Tenho outro e-book, também organizado pela professora Marinalva Freire da Silva. O título, sugerido pelo dr. Archimedes Marques, é Textos vivos e Reverenciados de um Imortal Nordestino”, destaca.

O professor salienta que, atualmente, os apoios, para publicação, são poucos. “Infelizmente os apoios estão poucos. Vingt-un, o grande mecenas, viabilizava extraordinariamente a edição de obras como Notas para a História do Nordeste. Estou tentando publicar meu livro em formato impresso”, diz, explicando que quem tiver interesse no livro pode ter acesso através de comunidades e grupos na internet. “Bem como linhas do tempo de diversos amigos, todos no Facebook, ou então comigo. O que escrevo tem relação direta com os conteúdos ministrados em sala de aula. Há conexão da prática literária com a docência”, comenta feliz com a recepção desse novo trabalho.

JOSÉ ROMERO

José Romero Araújo Cardoso nasceu em 28 de setembro de 1969, na cidade Pombal, Estado da Paraíba, filho de Maria de Lourdes Araújo Cardoso e Severino Cruz Cardoso. Graduou-se em licenciatura em geografia pelo Departamento de Geociências do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba, Campus I, João Pessoa PB. Cursou Especializações em Geografia e Gestão Territorial e em Organização de Arquivos. Submeteu-se no ano de 1998 a concurso público para docente do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Central, Mossoró RN, obtendo primeiro lugar.

É professor-adjunto-IV. Concluiu, em julho de 2002, mestrado em desenvolvimento e meio ambiente – Prodema-Uern, com dissertação versando sobre a importância da caprinovinocultura em assentamentos rurais de Mossoró-RN. Romero Cardoso é assessor da Fundação Vingt-un Rosado “Coleção Mossorense”, onde fez o lançamento dos seguintes livros: Nas Veredas da Terra do Sol (1996), Terra Verde, Chapéu de Couros, e outros ensaios (1996), Aos Pés de São Sebastião – Novela Sertaneja (1998), Fragmentos de Reflexões-Ensaios Selecionados (1999), A descendência de Jerônimo Ribeiro Rosado e Francisca Freire de Andrade – A família de Menandro José da Cruz (2001). É autor de inúmeras plaquetas, a exemplo de Mossoró e a Resistência a Lampião (2002) e de Maria do Ingá a Maringá (2003). É sociocorrespondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e Sócio da Associação Paraibana de Imprensa, além de sociofundador do Grupo Benigno Ignácio Cardoso D’Arão. Estudioso do semiárido nordestino e dos movimentos sociais desta região, sempre na defesa, em busca de tecnologias que permitam melhor convivência do homem com os problemas regionais.

http://gazetadooeste.com.br/reuniao-de-textos-sobre-o-nordeste-e-sua-cultura-ganha-formato-de-livro-e-book/

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero Araújo Cardoso

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MARIA COMPANHEIRA DO CANGACEIRO JURITY

Maria do cangaceiro Jurity 
Esta foto pertence ao acervo do escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima - http://www.joaodesousalima.com

Maria de Jurity foi uma das cangaceiras que escaparam do combate na Grota do Angico, porém decidiu levar sua vida sem falar nada com ninguém, morreu sem dar entrevistas.

Infelizmente o cangaço deixou nessa mulher traumas e sequelas que nem mesmo o tempo foi capaz de apagar.

Morreu levando consigo muitos conhecimentos e histórias que presenciou e vivenciou enquanto acompanhava seu companheiro.

NAS QUEBRADAS DO SERTÃO.

ADENDO - Postado no: 
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Para quem ainda não conhecia o cangaceiro Jurity aqui está ele. Durante o período do cangaço não foi só mar de rosas para os cangaceiros, porque alguns desses delinquentes foram barbaramente assassinados de forma desumana. Mas para mim, o cangaceiro que mais sofreu no momento da morte, foi o Jurity.

Sargento De Luz

O escritor Alcino Alves Costa diz em seu livro "Lampião Além da Versão - Mentira e Mistérios de Angico” que uma das autoridades mais perversa e sanguinária foi Amâncio Ferreira da Silva, que os cangaceiros já com documento de Soltura, ele os perseguia só para ter o prazer de matá-lo. 

Diz o escritor: "Amâncio Ferreira da Silva era o verdadeiro nome do sargento De Luz. Nascido no  dia 11 de agosto de 1905, este pernambucano ainda muito jovem arribou  para o Estado de Sergipe, indo prestar os seus serviços na polícia militar sergipana. Os tempos tenebrosos do banditismo levaram De Luz para o último porto navegável do Velho Chico, o arruado do Canindé Velho de  Baixo. Por ser um militar extremamente genioso, violento e perverso, ganha notoriedade em toda linha do São Francisco e pelas bibocas das caatingas do sertão. Dos tempos do cangaço ficou na história, e está  registrada no livro “Lampião em Sergipe”, o espancamento injusto que ele deu no pai de Adília e Delicado, o velho João Mulatinho, deixando-o  para sempre aleijado". 

Continua o escritor: "Um de seus maiores prazeres era caçar ex-cangaceiro para matá-los sem perdão e sem piedade. Foi o que fez com Juriti, prendendo-o na fazenda Pedra D`água e o assassinando de maneira vil e abjeta jogando-o em uma fogueira nas proximidades da fazenda Cuiabá. Foi em virtude de desavenças com o seu sogro, o pai de Dalva, sua esposa, que naquele dia 30 de setembro de 1952, quando viajava de sua fazenda Araticum para o Canindé Velho de Baixo, se viu tocaiado e morto com vários tiros. Morte atribuída ao velho pai de Dalva, o senhor João Marinho, proprietário da famosa fazenda Brejo, no hoje município de Canindé de São Francisco".

Continua o escritor: "Diz a história que João Marinho foi o mandante, chegando até ser preso; e seu genro João Maria Valadão, casado com Mariinha, irmã de Dalva, portanto cunhado de De Luz, ainda vivo até a feitura desse artigo, com seus 96 anos de idade, completados no mês de dezembro de 2011, foi quem tocaiou e matou o célebre militar e delegado que aterrorizou Canindé e o Sertão do São Francisco. Foi o sargento De Luz o matador de Manoel Pereira de Azevedo, o perverso e famoso Juriti. Manoel Pereira de Azevedo era um baiano lá das bandas do Salgado do Melão. Um dia arribou de seu inóspito sertão e viajou para as terras do Sertão do São Francisco, indo ser cangaceiro de Lampião, recebendo o nome de guerra de Juriti”.

Fonte: facebook
Página: Geraldo JúniorO Cangaço

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