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sábado, 18 de julho de 2015

AS CANGACEIRAS

Maria Bonita – Fonte – blogs.ne10.uol.com.br

No rastro de Maria Bonita, dezenas de mulheres mudaram de vida ao integrar os famosos bandos do sertão

Ana Paula Saraiva de Freitas

Fonte – http://revistadehistoria.com.br/secao/capa/as-cangaceiras
Criminosas. Quando se fala da participação das mulheres no cangaço, geralmente elas são reduzidas a esta palavra. Uma imagem que perde de vista os medos, os desejos e as frustrações que rondaram as cangaceiras nas décadas de 1930 e 1940, e que ignora as razões que as levaram para essa vida. Enquanto algumas ingressaram nos bandos voluntariamente, outras foram coagidas e privadas do convívio com seus familiares.

Nesta clássica foto vemos Benjamin Abrahão, o armado Lampião e a sua Maria Bonita ostentando uma profusão de correntes de ouro.

Embora os motivos fossem variados, a maioria daquelas que aderiram ao cangaço carregava a ilusão de que viveria em festa e teria liberdade, sensação alimentada pela vida nômade e errante daqueles homens. A realidade revelou um cotidiano bem mais complicado: além dos embates violentos contra forças policiais, muitas vezes os cangaceiros ficavam mal alimentados, sem água nem lugar para repousar, caminhando quilômetros sob sol e chuva.

A faixa etária das cangaceiras variava de 14 a 26 anos, e suas origens socioeconômicas eram diversas, incluindo mulheres de famílias abastadas. Elas viam no cangaço uma oportunidade para romper com os padrões sociais: naquele grupo poderiam conquistar outros espaços além da esfera privada do lar e tinham a oportunidade de escolher seus parceiros sem a interferência dos acordos familiares.

Dadá – Fonte – blogdomendesemendes.blogspot.com

Uma vez integradas aos bandos, as jovens tinham que se adaptar à nova vida, sem chance para arrependimento: tentar fugir implicava retaliações tanto por parte de cangaceiros quanto por parte das volantes, como eram chamados os grupos de policiais que perseguiam os “bandidos do sertão”. Nesse espaço permeado pela violência, eram submetidas aos desejos sexuais de seu raptor, sem contato com a família, sentenciadas à morte em caso de adultério e envolvidas nos confrontos com forças policiais. Capturadas pelas volantes, apanhavam, eram estupradas e sofriam diversas humilhações. 

No cangaço os papéis sociais eram bem definidos: ao homem cabia zelar pela segurança e o sustento dos bandos. À mulher, ser esposa e companheira. Durante a gestação, muitas ficavam escondidas. Depois do nascimento do bebê, eram obrigadas a retornar ao cangaço e entregar a criança a amigos. 

Inacinha, em vestido de batalha, mostra como a perneira casava com a alpercata – Fonte –http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/livro-sobre-lampiao-retirado-das-prateleiras

A convivência entre elas não era totalmente pacífica. Testemunhos dão conta de que uma queria ser melhor do que a outra. O status da cangaceira era medido pelos bens que possuía: joias, vestidos, animais. As qualidades bélicas também estabeleciam diferenças entre elas. Sérgia Ribeiro da Silva, conhecida como Dadá, tornou-se emblemática por sua coragem e desempenho com armas nos embates com as volantes. Chegou a assumir o comando do grupo no momento em que o líder Corisco se encontrava ferido. Mas o prestígio feminino acabava sempre associado ao lugar ocupado pelo companheiro na hierarquia dos grupos.

Maria Bonita (Maria Gomes de Oliveira), famosa companheira de Lampião, foi a primeira figura feminina a ingressar no cangaço, em meados de 1930. A partir daí, mais de 30 mulheres participaram da vida nos bandos. A Bahia foi o estado que forneceu maior número de moças ao banditismo do sertão nordestino, seguida por Sergipe, Alagoas e Pernambuco. 

A cangaceira Durvalina – Fonte – blogdomendesemendes.blogspot.com

As andanças dos cangaceiros repercutiam na imprensa, e a presença feminina era mencionada de forma genérica e depreciativa. Nos jornais O Estado de São Paulo e Correio de Manhã, aquelas mulheres eram chamadas de bandoleiras, megeras e amantes. Eram estereotipadas como masculinizadas, belicosas e criminosas, além de serem tratadas como objetos de satisfação sexual. 

A imagem apresentada pelos jornais, porém, difere daquelas que o fotógrafo sírio-libanês Benjamin Abrahão Boto produziu na década de 1930. Suas fotografias mostram como as cangaceiras pretendiam ser lembradas: realçam sua feminilidade, evidenciam cuidados com o corpo, a aparência e a postura, destacam a beleza dos trajes e o apreço por joias. Algumas se faziam retratar com jornais e revistas da época, sinalizando o desejo de serem identificadas como mulheres letradas. Essas preocupações ficam explícitas nas fotos em que algumas – como Maria Bonita – reproduziram a postura e o gestual das mulheres da elite rural e urbana, como se estivessem posando em estúdios consagrados. 

Fonte – lampiaoaceso.blogspot.com

A maioria dos folhetos de cordel reforça esse aspecto da participação feminina no cangaço. Os versos destacam a preocupação das cangaceiras com a beleza, o amor e a cumplicidade dedicados às relações afetivas, além da coragem nos embates. Nesse tipo de literatura o perfil feminino é recriado a partir de uma perspectiva mítica, envolvendo um misto de heroína e de bandida.

As práticas e as representações das mulheres naquele universo da caatinga foram variadas, e elas não tinham um perfil único. Quando o cangaço chegou ao fim, cada uma teve de reconstruir sua vida conforme os parâmetros sociais vigentes. Do cotidiano duro e arriscado das andanças pelo sertão, as ex-cangaceiras largaram as armas e a fama de criminosas para encarar outros papéis: mães, donas de casa e, em alguns casos, trabalhadoras fora do âmbito doméstico. 

Ana Paula Saraiva de Freitas é historiadora e autora da dissertação “A presença feminina no cangaço: práticas e representações (1930-1940)”, (Unesp, 2005).

Saiba Mais

ARAÚJO, Antonio A. C. de. Lampião, as Mulheres e o Cangaço. São Paulo: Traço, 1985. 
BARROS, Luitgarde O. C. A derradeira gesta: Lampião e Nazarenos guerreando no Sertão. Rio de Janeiro: Faperj/Mauad, 2000.
QUEIROZ, Maria Isaura P. de. História do Cangaço. 2. ed. São Paulo: Global, 1986.
MELLO, Frederico P. de. Guerreiros do Sol. Violência e banditismo no Nordeste do Brasil. São Paulo: A Girafa Editora, 2004.

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

http://tokdehistoria.com.br/2015/07/17/as-cangaceiras/

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sexta-feira, 17 de julho de 2015

DIVULGAÇÃO INTERNACIONAL DA COLETÂNEA CEARÁ EN SCÈNE

Por Maria do Socorro Cavalcanti  - ALACE – Cadeira 38 

Meus amigos co-participantes do livro CEARÁ EM SCÈNE, vejam algumas páginas deste Catálogo de 06 Editoras da França, que circula em Paris, contendo a obra-prima dos Cearenses e Norte-riograndenses - a primeira Coletânea bilíngüe produzida no Ceará.


Os 102 livros contidos neste catálogo foram produzidos em co-edição com a Sociedade Internacional da Editora Divine Edition...


A  Coletânea CEARÁ EM SCÈNE, que também consta no Catálogo em apreço, foi lançada em março de 2015 no 35º Salão do Livro de Paris, pela sua Presidente, Diva Pavesi, com a presença de 28 nordestinos residentes em Fortaleza-CE, Mossoró e Natal-RN. 


Temos em mão mais um comprovante que atesta a grandiosidade do Projeto Cultural França Brasil, aliado a Divine Acadèmie Française des Arts Lettres et Culture, projeto tido como exemplar - merecedor de pleno reconhecimento.


Como idealizadora e coordenadora do mencionado projeto, elevo meus agradecimentos à Presidente Diva Pavesi, pela confiança depositada na minha pessoa, bem como a todos que colaboraram assegurando o pleno êxito desta idéia, especialmente aos componentes da equipe constituída por: Francisco de Assis Clementino Ferreira (Tizim), Presidente da Associação Cearense de Escritores (ACE); José Odmar de Lima, Presidente da Academia de Letras e Artes do Ceará (ALACE); Maria Nirvanda Medeiros, Presidente da Associação de Jornalistas e Escritores do Brasil; Ernani Rocha Machado, Presidente do Centro Cultural do Ceará (CCC); Benedito Vasconcelos Mendes, Diretor Presidente do Museu do Sertão de Mossoró (MSM) e Silas Falcão, Vice-presidente da Associação Cearense de Escritores (ACE).

Maria do Socorro Cavalcanti
Embaixadora da Divine Acadèmie Française des Arts Lettres et Culture

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vansconcelos Mendes
http://academia-alace.blogspot.com.br/2015/07/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x_16.html?m=1

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PARA QUE SERVE A VEJA? OU POR QUE REVISTA QUER SEPULTAR SONHOS E INCRÍVEIS HISTÓRIAS DE SUPERAÇÃO DE ATLETAS

R7 Página Inicial Tweetar - Celso Fonseca, do R7
Alice Melo - blogcarlossantos.com.br - Aline de Paula www.sportdata.org

 Matéria da Veja desmerece importância dos Jogos Pan-Americanos

As irmãs Luana Vicente e Lohaynny Vicente, de 21 e 19 anos, tiveram uma infância pobre nas vielas da comunidade do morro da Chacrinha, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Ainda bem crianças viram o pai, chefe do tráfico do morro, ser morto num confronto com a polícia. O que vem a seguir é daquelas improváveis histórias brasileiras, que parecem escritas como fábulas de superação.

As duas são hoje fenômenos num esporte tão improvável quanto a trajetória de ambas: o badminton. Luana e Lohaynny asseguram um feito inédito ao esporte brasileiro com a medalha de prata no Pan de Toronto a ponto de serem chamadas de irmãs “Williams” do Brasil, comparação às grandes tenistas americanas. Como se sabe, o badminton utiliza raquetes e uma peteca.

Por projetar atletas como as irmãs Luana e Lohaynny é que o Pan é tão importante. Afinal é hora de adquirir mais experiência e confiança para o que vem pela frente: as Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016, a primeira realizada no Brasil. Mas não é assim que pensa a revista semanal Veja.

Em sua mais recente edição, a publicação estampou na capa a seguinte pergunta: Para que serve um Pan? No texto, desmerece a competição com argumentos conhecidos, como a de que alguns países, como os Estados Unidos e até o Brasil, não enviaram seus principais atletas para o Canadá, já que alguns são deslocados para competições específicas de seus esportes simultâneas ao evento.

Veja lembra que atletas como o nadador Michael Phelps nunca participaram de um Pan, mas se esquece de outros nomes importantes que foram e são expressivos nas marcas dos Jogos. O nadador brasileiro Thiago Pereira não só está em Toronto como pode se tornar o maior medalhista de toda história dos Pan-Americanos.

Ao tentar desmerecer o Pan, Veja lança comparações descabidas com a NBA (liga de basquete profissional americana que inclui um time canadense) e aposta que o que ficará na memória será apenas a apresentação do Cirque du Soleil na abertura.

Veja ignora assim os esforços de todos os 590 atletas brasileiros enviados ao Pan, 314 homens e 276 mulheres que compõem nossa melhor geração olímpica. Despreza também casos impressionantes de superação muitas vezes escondidos pela euforia das vitórias.

Isaquias Queiroz, 21 anos, o menino de ouro da canoagem brasileira, herói do Pan de Toronto, é uma dádiva do esporte e da vida. Tinha três anos quando a mãe, dona Dilma, ouviu a sentença de morte do filho que um dia carregaria medalhas de ouro no peito e se tornaria uma das esperanças do esporte brasileiro. “Ele vai morrer”, afirmou o médico de Ubaituba, no sul da Bahia. Dona Dilma estava trabalhando como servente da rodoviária da cidade para sustentar a casa de três cômodos – ela hoje tem seis filhos biológicos e mais quatro adotivos - quando foram avisá-la. Uma panela de água fervendo havia caído sobre ele.

Isaquias ultrapassou a morte pela primeira vez. Dois anos depois das queimaduras, já recuperado, foi sequestrado, mas, de novo, voltou aos braços da mãe. Já moleque, despencou de uma árvore, teve uma hemorragia interna e perdeu um rim.

Hoje brinca que não tem um rim, mas ganhou pulmão. O pulmão que não deixa o fôlego se esgotar e que ajudou a ganhar as três medalhas deste Pan, duas de ouro e uma prata, esta última junto com Erlon de Souza Silva. Uma das medalhas de ouro veio sob uma chuva intensa, que foi apertando no ritmo que as remadas cresciam.

A judoca Rafaela Silva, bronze em Toronto, filha de um entregador de pizza e de uma dona de casa, que cresceu na favela da Cidade de Deus, já chegou ao título mundial de judô. “Eu estou mostrando que não depende de cor, de dinheiro, de nada, depende de vontade e de garra”, disse.
Entrar para história do esporte é para poucos. O patinador Marcel Stürmer, de 29 anos, se tornou o primeiro atleta a conquistar quatro vezes seguidas a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos. Os aplausos delirantes do público canadense ganharam um sentido maior para quem sabia que durante os treinos ele enfrentou infiltrações para suportar as dores.

Agora, imagine. Como se sentiriam esses quase 600 atletas, seus familiares e amigos ao entrar numa banca de jornal e ver lá estampado um título na capa da revista Veja: “Para que serve o Pan?”. Com a arrogância de quem se acha detentora de todas as verdades, Veja quer agora sepultar sonhos, desprezar as mais incríveis histórias de superação e esforços e atrapalhar quem persegue suados patrocínios e parcos incentivos governamentais. Seria como se perguntar: Para que serve a luta de Isaquias, Marcel, Rafaela, Luana e Lohaynny? Não seria melhor perguntar, então: Para que serve a Veja?


OBS: E se não fosse o PAN, quem saberia que duas atletas Mossoroenses estariam defendendo as cores do BRASIL? 
ALICE DE MELO - Ciclismo - ALINE DE PAULA - Karatê.

Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço e gonzagueano Kydelmir Dantas.

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A VOLTA DO REI DO CANGAÇO

Descrição do anúncio

O LIVRO: São 312 páginas produzido de maneira independente pelo autor.

Rodado na Gráfica Impressione de Garanhuns, Pernambuco.

O romance ?A Volta do Rei do Cangaço,? de Junior Almeida, mantém vivo o mito de Lampião.

Neste livro de sabor regional o mais famoso cangaceiro nordestino não foi morto pela polícia em Sergipe, em 1938. Alguém foi assassinado em seu lugar mas prevaleceu a versão das ?volantes? e do governo.

Lampião, na verdade, foi atingido por uma espécie de maldição e ainda está vivo, sem nem ao menos envelhecer. Já morou em vários lugares do Nordeste e usou diversos nomes. Atualmente usa o nome de Luiz Ribeiro, é coronel da Polícia Militar de Pernambuco e mora num recanto escondido no município de Capoeiras, no Agreste do Estado.

O romance faz uma viagem ao passado, relembrando os tempos do cangaço e da violência, tanto por parte dos bandoleiros como da polícia. No presente, Virgulino Ferreira, com outro nome interage com militares de alta patente e até com o governador do Estado.

Um historiador,  obcecado pela vida misteriosa dos cangaceiros, desconfia que Lampião não morreu em Angicos  e começa a fazer investigações por conta própria, enfrentando a descrença de muitos e os perigos dessa busca pela verdade.

?A Volta do Rei do Cangaço? retrata o interior das pequenas cidades do Nordeste, mostra as ligações de Lampião com o padre Cícero Romão e nos apresenta o cangaceiro como uma espécie de justiceiro, capaz ainda hoje de recorrer a violência quando é preciso enfrentar uma desfeita ou punir algum bandido.

Um livro que vai dar o que falar.

Clique no link abaixo e peça o seu.

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O CANGAÇO ATRAVESSA FRONTEIRAS !

Escrito em Espanhol - Para efeito de registro no nosso blog






Enquanto tento juntar as palavras e entender esta teia de aranha, que é o cangaço, agora temos que aprender a língua espanhola, se fosse o mandarim, era muito (mió)!

Cortesia: Neli Conceição
Fonte: facebook

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A PRISÃO DO CANGACEIRO ANTONIO SILVINO....Fato histórico..!!


Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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CORISCO A SOMBRA DE LAMPIÃO


Pela grandeza da Obra e pelo inconfundível talento do autor, Corisco - A Sombra de Lampião é mais do que recomendável, é imprescindível!

Palavras do Manoel Severo do http://cariricangaco.blogspot.com

Vendas através de Francisco Pereira
Valor de R$ 50,00 (com frete incluso).
Pedidos através do e-mail:

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INDIGNAÇÃO...

Por Geraldo Júnior

Em muitos países do mundo, refiro-me àqueles que preservam a sua história e se orgulham do passado de seu povo... essa senhora teria um tratamento diferenciado e seria cultuada como uma parte viva e importante da história, mas aqui no país que vivemos a situação é bem diferente.

Recentemente D. Dulce Menezes resolveu, após décadas de silêncio, revelar ao mundo a sua história ocorrida durante o cangaço, porém através de muito esforço, apenas uma emissora de televisão se interessou pelo assunto e realizou uma reportagem, mas nisso ficou e pelo andar da carruagem, nisso vai ficar.

Dulce durante o cangaço foi companheira do cangaceiro Criança e uma das sobreviventes do confronto de Angico, onde tombaram mortos Lampião, Maria Bonita e outros nove cangaceiros e atualmente é a última cangaceira ainda viva e testemunha ocular dos momentos finais da vida do Rei do Cangaço.

O tempo está passando e cada minuto que passa, devido a sua idade já avançada, encurta ainda mais a possibilidade de registrar suas memórias e levá-las ao nosso conhecimento e deixá-las disponíveis para as gerações vindouras.

Infelizmente meus amigos (as) esse é o tratamento que é reservado para a nossa história e nossa cultura... no país da amnésia histórica e cultural.

Nós que fazemos parte das páginas O CANGAÇO também te curtimos e muito D. Dulce Menezes e seu nome e sua história, enquanto eu viver, serão lembrados.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do grupo O Cangaço no facebook)

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LAMPIÃO E SEU BANDO EM LIMOEIRO DO NORTE-CE.


Esta fotografia foi registrada na cidade cearense de Limoeiro do Norte em 16 de Junho de 1927, logo após a fracassada tentativa de invasão à cidade de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, onde Lampião amargou uma das primeiras derrotas significativas de sua vida. Uma derrota que entraria para o currículo do experimentado cangaceiro.

Nas quebradas do sertão.
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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quinta-feira, 16 de julho de 2015

MUITO INTERESSANTE O SARCASMO E A IRONIA DO GONZAGÃO QUANDO ELE CANTA:


"Sergipe, Fazenda Angico, meus crimes se terminaram…O criminoso era eu, e os santinhos me mataram. O Lampião se apagou, outros Lampiões ficaram (...) O cangaço continua, de gravata e jaquetão...Sem usar chapéu de couro, sem bacamarte na mão…E matando muito mais, tá cheio de Lampião!".

Isso mostra que o que falam de Lampião o exaltando como criminoso embora haja verdade, mas também há exagero e mentiras. Era mal, mas era justo com os seus. Era semianalfabeto, mas um gênio estrategista. 

Levou muitos à morte, mas por conselhos, tirou outros de suas garras... E hoje somos governados por uma gangue política mil vezes pior que os cangaceiros, que sequer possui respeito pela palavra empenhada, coisa na qual o Capitão Virgulino era homem de valor! Lampião foi sim uma" pedra" nos sapatos dos coronéis, oxalá existissem uns 300 VIRGULINOS FERREIRA DA SILVA (LAMPIÕES) correndo o Brasil afora com seus bandos, aí sim os bandidos conhecidos como políticos chiavam na ponta da "peixeira" e no cano do bacamarte! A Policia e os militares da antiguidade da história brasileira nunca foram heróis, nem os ´´bandeirantes``, por isso temos que valorizar pessoas como Zumbi dos Palmares, Lampião e o nosso eterno Véio Lua!

Fonte: facebook

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"PADRE CÍCERO", DE LIRA NETO

Por Honório de Medeiros*

Concluída a leitura de “Padre Cícero”, do escritor cearense Lira Neto, cujo subtítulo é “Poder, Fé e Guerra no Sertão”, Companhia das Letras - “um tijolo” - como diz Aluísio Lacerda, passo a recomendá-lo vivamente aos amigos leitores do blog.

Lira Neto foi, para mim, uma grande e agradável surpresa. Nascido em Fortaleza, Ceará, 1963, já abocanhou o Jabuti em 2007, na categoria “melhor biografia” por “O Inimigo do Rei: Uma Biografia de José de Alencar”. Também escreveu “Maysa: Só Numa Multidão de Amores”, e “Castello: A Marcha para a Ditadura”. Não os li, mas que prometem, prometem. E, claro, escreveu a excepcional biografia de Getúlio Vargas, mas essa é outra história.

Duvido que os outros sejam tão bons quanto “Padre Cícero”. Tão bons quanto, assinalo.

Primeiro por que é muito bem escrito: a leitura é muito agradável, flui fácil, o texto é envolvente; segundo por que a reconstituição histórica, inclusive em termos fotográficos, é primorosa; e terceiro, mas, não, por fim, é impressionante a dimensão do personagem principal e daqueles “secundários”, como é o caso do Dr. Floro Bartolomeu, baiano, médico, garimpeiro, político, ferrabrás, a “alma negra” do Padre Cícero, ou mesmo da Beata Maria de Araújo, negra, analfabeta, protagonista do “milagre do Juazeiro”, que consistiu em cuspir hóstias transformadas em sangue, quando da Comunhão.

A Beata, que até palmatoradas tomou do Vigário do Crato, e foi exilada durante anos de sua Juazeiro natal por ordem da Igreja, também entrava em êxtase e apresentava os estigmas de Cristo, ao mesmo tempo em que se banhava de sangue para logo depois “acordar” limpa e sem qualquer marca no corpo – fenômenos constatados por padres e médicos.

Mas há outros personagens menores sumamente interessantes: o que dizer do Conde Adolphe Achille van den Brule, ex-camareiro do Papa Leão XIII, companheiro e sócio de Floro Bartolomeu, que se apaixonou por uma Juazeirense e, mesmo sendo casado na Europa e lá tendo deixado dois filhos, casou-se novamente no Cariri, nele fincou raízes e nunca mais voltou?

Além dos personagens, alguns fatos históricos relatados na obra chamam a atenção, como a tomada do poder central, em Fortaleza, pelos coronéis do Cariri tendo, à frente, Floro Bartolomeu e um exército de cangaceiros, jagunços, romeiros e devotos de Padre Cícero, todos pelo “padim” abençoados? Revolta que derrubou, na ponta do fuzil, o Governador Franco Rabelo, amado pelos fortalezenses, e, de permeio, matou o nosso Capitão José da Penha, que com ele se solidarizara?

O livro deixa algumas interrogações no ar: qual o passado de Floro Bartolomeu e o fim do Conde van den Brule? Por outro lado, demonstra, à exaustão, como a incompetência da Igreja Oficial, externada, principalmente, dentre outros, por intermédio do Segundo Bispo do Ceará Dom Joaquim José Vieira. Preconceito, racismo, intransigência, autoritarismo, alheamento, burrice, tudo isso serviu como combustível de primeira grandeza para alimentar o incêndio fanático no qual se transformou Padre Cícero.

E o que dizer de Padre Cícero? Nada. É preciso ler o livro. Entretanto é possível ter uma noção de sua sabedoria tomando conhecimento de seu catecismo ecológico, vazado lá pelos idos da virada do século XIX para o XX, e distribuído com os agricultores:

“Não toquem fogo no roçado nem na caatinga; não cacem mais e deixem os bichos viverem; não criem o boi nem o bode soltos; façam cercados e deixem o pasto descansar para se refazer; não plantem em serra acima, nem façam roçado em ladeira muito em pé: deixem o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza; façam uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água da chuva; represem os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta; plantem cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que o Sertão todo seja uma mata só; aprendam a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar vocês a conviverem com a seca. Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer; mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o Sertão vai virar um deserto só.”

Enfim, uma grande obra. Para ser lida ou para ser estudada. Ou ambas, nada impede.

http://honoriodemedeiros.blogspot.com.br/2015/06/padre-cicero-de-lira-neto.html

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UM CLIK SOCIAL INSTITUTO MANYGEEKZ REALIZA EVENTO DE TECNOLOGIA

Por Jadson de Pádua

Com evento realizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – IFPE, Campus Recife, contando com o apoio da Coordenação de Telecomunicações e da Coordenação de Análise e Desenvolvimento de Sistemas ambas do IFPE, o INSTITUTO MANYGEEKZ realiza evento gratuito sobre tecnologia e seus desdobramentos sociais.

O INSTITUTO MANYGEEKZ tem por finalidade o fomento e a promoção da tecnologia e seus novos desdobramentos na educação, cultura, formação profissional, saúde, transporte, relações sociais e todas as áreas da sociedade que possam ser lapidadas pela utilização adequada da tecnologia.

Todos esses objetivos visam o bem-estar dos cidadãos, justos aqueles que têm pouco espaço para suas pesquisas e mesmo para a execução de planos e atividades inovadoras dentro de suas áreas de atuação. O INSTITUTO MANYGEEKZ defende o acesso e o incentivo à pesquisa, desenvolvimento de novas tecnologias, economia criativa, visão empreendedora, educação inclusiva e de qualidade.

Sobre o Evento

Movimentar o cenário da educação robótica e TI dentro de grandes espaços acadêmicos que são formadores de opinião, cidadãos, profissionais e que deve começar também a formar pensadores, novos cientistas, inovadores, empreendedores e pessoas de destaque na sociedade, através do pensamento e atividades criativas, sustentáveis e integradoras. 

Gustavo Gonçalves, presidente do INSTITUTO MANYGEEKZ afirma que “o nosso evento propõe trazer novos prismas para o universo plural da educação, mostrando aos estudantes que é possível realizar sonhos, mudar o mundo e ajustar a sociedade através do uso positivo da tecnologia e seus desdobramentos”. Para ele, o evento valoriza o universo da automação, dos princípios e funcionalidades da internet cujo objetivo é “possibilitar novas visões aos jovens empreendedores e às empresas que movem o mundo no sentido da evolução”. 

PROGRAMAÇÃO:

Palestras:

"Tecnologia e empreendedorismo - Inspirando e Impactando o mundo com mulheres" com Lhaís Rodrigues (CIn UFPE, WWC, Technovation); 
"Empreendedorismo e educação" com  Gerson Ribeiro, Founder da AngelEye, Global Facilitator na Education Entrepreneurs (Startup Weekend Education);

Um bate papo sobre aprendizado e início de carreira, com Lucas Cavalcanti, Desenvolvedor de Software, concluinte no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas no IFPE e instrutor da OPEI;

Mudando o mundo com Empreendedorismo e Tecnologia: do batom aos bytes e bits, com Andreza Leite de Alencar, Mestrado em Ciência da Computação pelo CIn/UFPE e está cursando o Doutorado também no CIn/UFPE. Graduada em Sistemas de Informação pela Universidade Federal do Pará (UFPA). É professora na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Tem experiência na área de Ciência da Computação, com interesse principalmente nos temas: Banco de Dados; Sistemas Distribuídos e Gerenciamento de dados em Nuvem. Já palestrou em eventos como Campus Party, FISL, CSBC, Consoline entre outros. Fundadora do Women Who Code Recife, Pyladies Recife e Embaixadora do Technovation Brasil.

Carreira Start From Zero, com Saulo Gomes, Sócio-Fundador da E2S Tecnologia.

Internet das Coisas com Arduino, com Diego Phoenix, Engenheiro da computação, mestrando na área de processamento de imagens no CIn-UFPE. Fascinado por projetos na área de automação e robótica no auxílio do dia-a-dia das pessoas, se engajou no universo do Arduino pela sua incrível versatilidade. Amor ao primeiro Blink. Entusiasta e evangelista da plataforma, liderou a criação do ArduRec, grupo de entusiastas da plataforma, que reúne toda a comunidade de makers, hobbystas e profissionais de Recife mensalmente. Empreendedor, dono da loja Arduinolandia.com.br e co-fundador do startup IoTech Lab, desenvolvendo soluções para Internet das Coisas, dispositivos vestíveis e home care.

Como navegar na WEB de forma sigilosa, confiável e autentica. Com o crescimento do uso da internet as pessoas tem tido dificuldade com relação a privacidade e grande necessidade de sigilo na troca de informações então a palestra abordará ferramentas para se navegar de forma sigilosa na WEB, como criar um e-mail que se destrói em minutos, criptografar partições e também um pouco sobre a DEEP WEB" com Yelken Ganzales, Nerd faixa preta, mestrando em Engenharia da Computação na UPE(Universidade de Pernambuco), campeão de competições na área de robótica, fundador da Robotic Weekend e possui algumas certificações JAVA.

Workshops:

Robô móvel com Arduino (Equipe Ardurec); Como Hackear sua casa com Arduino (Equipe Ardurec);Automatize sua casa a um baixo custo com Arduino com Yelken Gonzales do Robotic Weekend.

Alimentação
Dois FoodTrucks

- KombiMassa (Pizzas Artesanais)
- SalchPão (Cachorro quente Gourmet)

Público-alvo: Estudantes do ensino médio e superior e entusiastas de tecnologia.

Gustavo Gonçalves: um visionário

Conheça um pouco sobre o Diretor Presidente do INSTITUTO MANYGEEKZ, Gustavo Gonçalves. Nascido em Ijuí-RS, morando a mais de 20 anos em Recife, Gustavo Gonçalves cursou Direito até o oitavo período na Unicap, Decidindo migrar para área tecnológica, para se dedicar ao projeto Recife Digital no Second Life, do qual teve duração de 3 anos divulgando a cultura pernambucana. Hoje trabalha com livros digitais e é o Idealizador do projeto Vibook, já capitaneou alguns projetos dentre eles O Dicionário Escolar da Diversidade Cultural Pernambucana, do escritor Adriano Marcena – Funcultura, 2014. Palestrando também nos mais diversos eventos literários e culturais do Nordeste do Brasil. Sendo Também um dos Fundadores e articuladores do INSTITUTO MANYGEEKZ.

Enviado pelo escritor Adriano Marcena

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A CANGACEIRA DADÁ - COMPANHEIRA DE CORISCO

Por: José Mendes Pereira
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O que eu tenho lido sobre os adjetivos de Sérgia Ribeiro da Silva, conhecida no mundo do cangaço por Dadá, foi sem dúvida, uma grande guerreira, uma verdadeira fera humana, que mesmo Corisco já com os braços debilitados, devido alguns balaços sofridos em combates nas caatingas, em nenhum momento ela deixou o seu companheiro para trás.

O cangaceiro Corisco

E além de ter sido guerreira, era uma excelente companheira e amante do velho primo que a carregou para participar da mais perigosa vida que é: viver de correrias entre as estranhas matas, livrando-se dos estilhaços de balas e sem ter certeza de sair do meio do fogo com vida.

Alcindo Alves da Costa
   
Diz o escritor Alcino Alves da Costa em "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angicos", que Corisco tinha sido alvejado por João Torquato, filho de um senhor chamado Torquato, morador lá da Pia nova, que por vingança da morte do cangaceiro Zepelim, os grupos de Zé Sereno e Mané Moreno assassinaram seu Torquato, e um senhor chamado Firmino.

O cangaceiro Zé Sereno
O cangaceiro Mané Moreno

Mas o único culpado foi um senhor de nome Chico Geraldo, que enrascado com o grupo de Mané Moreno, temendo ser executado, enredou ao cangaceiro que tudo que Torquato e Firmino sabiam sobre eles, repassavam para Zé Rufino, um dos comandantes de volantes.
            
Mas era mentira do Chico Geraldo, apenas ele queria envolver os outros para sair da mira do fogo, coisa que os cangaceiros não perdoavam covardia.
 
Tenente Zé Rufino ao lado direito

Diz ainda Alcino Alves que nesse combate Corisco saiu baleado. Dadá foi a grande defensora do marido, pois já ferido e sem condições de reagir contra a volante de policiais, que justamente, participava o João Torquato, o vingador, e sem mais munição, Dadá deu início a uma guerra com pedras, jogando-as contra os seus inimigos. 

João Torquato

E assim foi conseguindo arrastar o marido para outro local, fazendo com que os policiais perdessem o roteiro dos perseguidos. Depois disso, Corisco ficou totalmente debilitado, sem condições de enfrentar qualquer combate, confiando apenas na companheira, a suçuarana Dadá.
             
Mas diz ainda Alcino que a glória de matar Corisco, coube ao policial José Rufino, que o perseguiu até a fazenda Cavaco, em Brotas de Macaúbas, na Bahia, onde o alcançou e com maior facilidade tirou-lhe a vida, no dia 25 de maio de 1940.
            
Com a morte de Corisco que deu continuidade à Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia, do rei Lampião, praticamente ela foi enterrada com Cristino Gomes da Silva Cleto, o Corisco.

No combate que vitimou Corisco, a suçuarana Dadá foi alvejada na perna, tendo sido presa e posteriormente liberada pela justiça para participar novamente da sociedade. Dadá faleceu em fevereiro de 1994 no Estado da Bahia.

Fonte de pesquisa:
"Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angicos".

Autor: Alcino Alves da Costa

JOÃO BEZERRA ERA FROUXO?

Por Aderbal Nogueira

Sempre se fala da valentia e sangue frio dos cangaceiros, mas ouvi uma história que me chamou a atenção e me foi contada por Paulo Britto.


Fiquei impressionado e admirado. A história foi mais ou menos assim. 

Paulo contou que seu pai estava deitado em uma rede quando alguém entrou correndo e disse:


- Tenente, acabaram de matar seu irmão. 

Bezerra na rede estava, na rede ficou. Ao que foi interpelado:

-Não vai fazer nada não? 

Ele respondeu:

- Num já mataram? Não vou poder fazer nada, depois vou e resolvo. 

Durval Rosa irmão do coiteiro Pedro de Cândido

Para mim, uma prova de homem de fibra. Quando entrevistamos Durval, Paulo Gastão fez a seguinte indagação a ele:

Paulo Gastão

- João Bezerra era frouxo?

Durval disse: 

- Frouxo era uma bexiga, o que João Bezerra fez num era qualquer um que fazia não... fazia ele, Zé Rufino e outros assim. 

Essa pergunta feita por Paulo foi para cutucar mesmo, pois o pesquisador tem que atiçar o entrevistado para tentar ouvir máximo possível. Com essas duas questões não tenho dúvidas da fibra de Bezerra.

Fonte: facebook
Página: Aderbal Nogueira 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com