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sábado, 14 de novembro de 2015

MEMÓRIA E CULTURA NORDESTINA

Por José Urbano Silva
Jorge Remígio, João de Sousa Lima, Manoel Severo e Urbano Silva

Cariri Cangaço, memória e cultura nordestina. A região Nordeste é o berço do Brasil, nação que por aqui teve início a partir da empreitada da coroa portuguesa, em 1500, na esquadra do Álvares Cabral, que desembarcou em Porto Seguro, na Bahia. Quando abrimos o panorama dos 515 anos da nossa história nacional, com ênfase no Nordeste, identificamos 3 mitos: Cícero Romão Batista, o padre cearense, Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro pernambucano Lampião, e Luiz Gonzaga do Nascimento, também pernambucano, rei do Baião. Esses personagens formam a santíssima Trindade da história e cultura nordestina. 

Para entendermos seus papéis sociais, precisamos conhecer o cenário onde atuaram, bem como os atores sociais daqueles tempos: cangaceiros, coronéis, coiteiros, volantes, jagunços, modestos agricultores, feirantes, padre, beatos...personagens inseridos num modelo social moldado por uma minoria, que estabeleceu duas classes sociais: quem manda e quem obedece. Emoldurado pelo coronelismo, vivendo influências de uma sociedade que transitou da monarquia para a república, da escravidão para o capitalismo, temos como ponto de partida a complexidade do tecido social costurado neste nordeste, e que tem influências até os dias de hoje. 


Urbano Silva em uma de suas participações no Cariri Cangaço 2015, em Juazeiro do Norte

Para conhecer, entender e discutir toda essa vasta história, suas nuances, seus heróis e bandidos, santos e demônios, surgiu em 2009 a caravana multicultural Cariri Cangaço, a partir da atitude visionária do cearense Manoel Severo. Seis anos depois, os números são expressivos, os eventos e seus participantes trilham a rota da história nas empoeiradas estradas nordestinas, locais onde aconteceram fatos, nasceram e morreram personagens, no conflito permanente entre santos e demônios, na sempre aquecida paisagem nordestina. 

Na edição mais recente, baseada em Juazeiro do Norte, se reuniram 70 pesquisadores de 14 estados. Foi significativa a crescente disposição dos participantes em trocar ideias, ouvir e falar, assistir seminários, documentários, lançar livros, enfim, produzir conteúdos que poderão perfeitamente ser formatados para alcançar a sociedade, principalmente pelos valiosos caminhos da educação. Não existe qualquer iniciativa de fazermos apologia à violência, criminalidade, brutalidade humana ou santificação de quaisquer personagens. 

Urbano Silva ao lado de Oleone Fontes, Heitor Macedo, Geraldo Ferraz e Manoel Severo em painel na cidade de Lavras da Mangabeira

O ponto mais alto da confraria Cariri Cangaço é desnudar a história de misticismos, folclore, invencionices de todas as naturezas, e lançar luzes da verdade sobre os fatos históricos. Ganhamos todos: os participantes, pesquisadores, autores, artistas, anônimos ou famosos, iletrados e intelectuais. Assumimos o papel de garimparmos a história nordestina e seus mitos, e ofertamos para a sociedade nordestina, brasileira e a internacional. 

Cada um e todos nós somos operários da educação, a única e plena via de evolução humana em suas múltiplas faces. Lampião atuou, Gonzagão decantou e padim Ciço abençoou a força e os valores da cultura que o Nordeste produziu, o Brasil reconhece o e mundo reverencia. Viva o Nordeste, viva a nossa Santíssima Trindade cultural!

José Urbano Silva
Pesquisador e Historiador

Caruaru - Pernambuco

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VAMOS QUE VAMOS...

Por Sálvio Siqueira

O Cangaço transforma-se em uma grandiosa 'máquina' de produzir enormes somas de dinheiro, com várias engrenagens, grandes, médias e pequenas. Porém, todas no seu devido lugar. A malha que Lampião consegue formar, é excepcionalmente importante para ele e os vários setores e suas ramificações. 

O produtor de armas vendia a algum comerciante grande, esse, vendia a Lampião, mas, antes de chegar em suas mãos, tem, por obrigação, de passar por outros pequenos comerciantes e coiteiros. Há também aquelas armas e, principalmente, munição vindas do depósito de algum quartel militar. Todos eles levavam sua fatia. Esse inteiro saía do bolso, ou gogó de ema, do Rei do Cangaço. O "Rei", para ter as posses, tinha suas façanhas para adquiri-las. Roubos, sequestros e extorsões, são exemplos do modos operante que ele usava.

Tenente Zé Rufino

Certa vez, após um combate, o mais astuto dos comandantes de volantes, Zé Rufino, ou Zé de Rufina, começa a examinar o local. Descobre que a munição usada pelos cangaceiros eram vários anos mais nova do que aquela que sua coluna usava. No entanto, tinham a mesmo calibre e fabricante. E, na época, eram de uso restrito da Força Militar. Alguém jogava dos dois lados.

Fonte: facebook

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BIBLIOGRAFIA BÁSICA SOBRE A TENTATIVA DE INVASÃO A MOSSORÓ-RN, PELO BANDO DE LAMPIÃO, EM 13/06/1927.


BIBLIOGRAFIA BÁSICA SOBRE A TENTATIVA DE INVASÃO A MOSSORÓ-RN, PELO BANDO DE LAMPIÃO, EM 13/06/1927. 

Plano superior, da esquerda para a direita: Livro 1: LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE:..., de Sérgio Dantas. O livro fundamental e o mais completo sobre a narrativa do fenômeno na Terra potiguar. Tem destaque o antes e o depois do acontecido. O Autor utilizou várias fontes de pesquisa: bibliográfica, documental, periódica e oralidade, além de confrontá-las. Livro 2: A MARCHA DE LAMPIÃO, de Raul Fernandes. O Autor era filho do então Prefeito de Mossoró-RN, ouviu vários relatos sobre o acontecido na sua própria casa e na vizinhança. Utilizou fontes bibliográficas, jornais e cordéis. Livro 3: LAMPIÃO EM MOSSORÓ, de Raimundo Nonato. O Autor foi um grande memorialista da cultura potiguar e também o primeiro Livro sobre o acontecido na Terra mossoroense. Utilizou basicamente as fontes de jornais, de cordéis e de depoimentos. Livro 4 e 5: MASSILON:... e HISTÓRIAS DE CANGACEIROS E CORONÉIS, de Honório de Medeiros. A primeira Obra, é a biografia do cangaceiro Massilon Leite, com o seu grupo invadiu Apodi-RN, em maio de 1927 e juntamente com o Bando de Lampião, Mossoró-RN, em junho de 1927. Era grande conhecedor dos percursos, que, davam à Terra de Santa Luzia. No entanto, o conteúdo desse Livro ultrapassa o biográfico. A segunda Obra, o Autor justifica a formação de um conluio de coronéis potiguares e cearenses para invadir Mossoró-RN e causar instabilidade ao Intendente mossoroense: Rodolfo Fernandes. Em ambas as obras foram utilizadas uma vasta bibliografia política da conjuntura potiguar daquela época. Livro 6: NAS GARRAS DE LAMPIÃO:..., do Coronel Antônio Gurgel e de Raimundo Soares de Brito (Raibrito). O Coronel Antônio Gurgel foi prisioneiro do Bando de Lampião e elaborou relatos em forma de diário. O coautor: Raimundo Soares de Brito (Raibrito) pesquisou, adentou comentários valiosos e esclarecedores ao Diário gurgelino.

Fonte: facebook
Página: Volta Seca

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CORDA DO CORAÇÃO

Por Frederico Pernambucano de Melo
Manoel Severo e Frederico Pernambucano de Melo


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LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA


NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
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O livro "DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.

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CANGACEIRO " REMANSO " falando ao repórter Melchíades da Rocha do Jornal A NOITE..


CANGACEIRO " REMANSO " falando ao repórter Melchíades da Rocha do Jornal A NOITE.

Fonte: facebook

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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

INÁCIO CARVALHO OLIVEIRA "INACINHO"


Filho do casal cangaceiro Moreno e Durvinha, Inacinho nasceu no dia 03 de janeiro de 1938, quando seus pais ainda estavam no cangaço e permaneceu durante um mês na companhia deles, mas devido os perigos e a dura vida que levavam em meio à caatinga, resolveram entrega-lo para adoção, escolhendo para a tarefa o Padre Frederico Araújo, pároco da cidade de Tacaratu no estado de Pernambuco, cidade natal de Moreno.

Desse dia em diante se passariam longos sessenta e seis anos, até que o reencontro entre pais e filho fosse realizado, precisamente no ano de 2005.


Inacinho nunca perdeu a esperança e durante toda sua vida procurou por informações que levassem ao paradeiro de seus pais, mas o destino já tinha programado o dia e o horário desse acontecimento.

Enfim, Inacinho conheceu seus irmãos e pode abraçar seus pais, após quase sete décadas de separação e hoje quem tem a oportunidade de conversar com Inacinho vai ouvir uma frase que ele não cansa de repetir.

“ESTIVE NO CANGAÇO... FUI CANGACEIRO POR UM MÊS”... Diz cheio de orgulho.

INÁCIO CARVALHO DE OLIVEIRA... UM FILHO DO CANGAÇO.
Foto: Acervo da família (Neli Conceição)
2ª fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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FOTO MACABRA DA CABEÇA DE UM CANGACEIRO....!

Acima, uma foto macabra que retrata toda a insensatez humana.

Após a morte do rei Lampião e mais 10 cangaceiros na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, suas cabeças foram decepadas e colocadas dentro de LATAS de querosene, com uma mistura de sal, e, seguiram na carroceria de caminhão, num cortejo fúnebre, passando por diversas cidades, até chegarem em Maceió, no Estado de Alagoas, já em alto estado de putrefação/fedidas, onde uma multidão, esperava os TROFÉUS DE CABEÇAS HUMANAS...

Fonte da foto: Jornal de Alagoas...

2ª Fonte: facebook

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UM BILHETE DE LAMPIÃO PARA O COITEIRO PEDRO DE CÂNDIDO

UM DOCUMENTO DE ALTO VALOR HISTÓRICO

UM "Bilhete" de LAMPIÃO PARA O COITEIRO PEDRO DE CÂNDIDO. 

O Único, que se tem notícia, que foi escrito pelo Rei do cangaço (Lampião) para o destinatário.

Documento da Coleção particular de Pedro Corrêa do Lago/Rio Janeiro.

Observação: Esse coiteiro, sob ameaça, delatou ao Tenente João Bezerra da Silva, o esconderijo do rei Lampião e seus asseclas na Grota do Angico, no estado de Sergipe, culminando com o assassinato do mesmo em 28 de Julho de 1938

Fonte: facebook

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CERCA DE PEDRA LOCALIZADA NA FAZENDA PATOS (PIRANHAS/AL)

Foto: Rosalvo Sampaio (Tabira/PE)

Nesse local Corisco e seus Cabras degolaram o inocente Vaqueiro/Coiteiro Domingos Ventura, sua esposa e quatro filhos do casal, poucos dias após a morte de Lampião, precisamente no dia 02 de agosto de 1938.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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QUEM DISSE QUE NO PIAUÍ NÃO FOI VISITADO POR CANGACEIROS?

Por José Mendes Pereira

Em breve, mais um livro sobre "Cangaço" será lançado do escritor, pesquisador e fundador da SBEC (Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço) Paulo Medeiros Gastão.

Escritor Paulo Medeiros Gastão

Será que o Maranhão também teve cangaceiros por lá? Se o o Piauí recebeu visitas de cangaceiros, possivelmente o Estado do Maranhão também acoitou em suas terras uma porção de facínoras.

Mas isso será outra história para ser estudada, que com a continuação do tempo, os pesquisadores dirão que Virgulino Ferreira da Silva, o afamado e sanguinário cangaceiro Lampião visitou todos os Estados do Nordeste.

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CANGACEIRO MERGULHÃO

Cangaceiro Mergulhão

Antonio Juvenal da Silva, esteve com o afamado rei Lampião nos principais combates, participação no auge do cangaço. 

Em 07 de Janeiro de 1929, participou de um dos combates mais sangrentos "O Fogo de Abóbora", onde veio perder um amigo baleado, o Sabino Gomes. 

O cangaceiro Sabino Gomes

Mergulhão por misericórdia acabou atirando no amigo vendo sua agonia. Mergulhão foi morrer a cerca de 180 a 200 metros de onde foi alvejado. Foi enterrado praticamente no local em que tombou. 

Quem o encontrou, ainda agonizando, foi um viajante que vinha chegando à Abóboras. 

O cangaceiro parece ter tentado se esconder atrás de um amontoado de Xiquexique, olhou o viajante e disse:

- Quem está falando aqui é homem.

Tirou do bolso um canivete e estendeu para o viajante... e expirou. Desse combate Lampião escapou, mas perdendo seus melhores homens e reduzindo o bando.

Fonte: facebook
Página: Pedro R. Melo‎ CANGACEIROS

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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O CINEMA PERDE LIMA barreto


CINEASTA " LIMA BARRETO "...Criador do Filme " O CANGACEIRO " - 1953 - ganhador de prêmio no Festival de Cannes MORREU POBRE E ESQUECIDO num abrigo de velhos em Campinas.

Vale lembrar, que ele fez o filme de cangaço de maior bilheteria no estrangeiro, tenho os compradores dos direitos autorais lucrado mais de 100 milhões de dólares a época. Confira essa matéria: Jornal FOLHA-SP, edição de 25/11/1982.

Fonte: facebook

LIMA BARRETO (CINEASTA)
https://www.youtube.com/watch?v=oOumq-kWf-Y

Victor Lima Barreto (Casa Branca23 de junho de 1906 — Campinas23 de novembro de 1982) foi um diretor do cinema brasileiro.

Autodidata, Lima Barreto iniciou no cinema nacional na década de 1940 filmando curta-metragens como "O caçador de bromélias" e "Fazenda velha". Foi para a Companhia Vera Cruz e lá dirigiu o primeiro documentário nacional em curta-metragem sobre artes plásticas, o premiado "Painel" interpretando o painel Tiradentes deCândido Portinari.

Em 1953 realiza um grande sonho e faz o filme mais famoso e premiado do cinema nacional da década de 1950, "O Cangaceiro", com Alberto RuschelMarisa Prado, Milton Ribeiro e Vanja Orico. O filme ganhou dois prêmios no Festival de Cannes como melhor filme de aventura e melhor trilha musical.

Por vários anos ele tentou produzir "O Sertanejo", mas seu gênio difícil e polêmico sempre o afastou dos produtores e o filme nunca foi realizado. Ainda fez os documentários "São Paulo em festa" e "Arte cabocla" e o longa "A Primeira missa" em 1961. Ele também trabalhou como ator nos filmes "Terra é sempre terra", "Tico-tico no fubá", "O Cangaceiro' e "A Primeira Missa" e escreveu os roteiros para as fitas "Quelé do Pajeú" (1969), de Anselmo Duarte, "Pontal da Solidão" (1978), de Alberto Ruschel e "Inocência", realizado em 1983, depois da morte dele, por Walter Lima Júnior que também usou um argumento do diretor para Ele, o Boto (1987).

Foi casado com a atriz Araçary de Oliveira e depois do divórcio passou a viver só e amigo da boemia. Morreu pobre e esquecido, vítima de um enfarte, em um asilo na cidade de Campinas.[1]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lima_Barreto_(cineasta)

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“O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS


O livro “O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS custa:
30,00 reais, com frete incluso.

Como adquiri-lo:
Antonio Corrêa Sobrinho
Agência: 4775-9
Conta corrente do Banco do Brasil:
N°. 13.780-4

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PROFESSOR BENEDITO VASCONCELOS MENDES PRESIDINDO UM DOS SEMINÁRIOS DO IV CONGRESSO NACIONAL DO CANGAÇO



Prof. Benedito Vasconcelos Mendes presidindo um dos seminários do IV Congresso Nacional do Cangaço, em São Raimundo Nonato-PI, que foi realizado no período de 27 a 31 de outubro de 2015.

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MARTHA MENEZES RUAS FILHA DA EX-CANGACEIRA DULCE MENEZES, NA CASA DE PEDRO DE CÂNDIDO.

Por José Mendes Pereira
Foto do acervo da Martha Ruas

Segundo Martha Ruas esta foto foi feita no interior da casa de Pedro de Cândido, que foi apontado como traidor de Virgolino Ferreira da Silva, o afamado, sanguinário e rei do cangaço Lampião.

Ex-cangaceira Dulce Menezes
Será Martha Ruas, que a biografia da sua querida mãe já foi feita? Não deixe para amanhã!

Vemos o pilão já meio estragado, que com certeza, dona Guilhermina a mãe de Pedro de Cândido e Durval Rosa pilava seu fubá, e principalmente o café em grão misturado com açúcar.

A TRAIÇÃO DE PEDRO E A MORTE DE LAMPIÃO


A seguir, material do acervo do pesquisador e colecionador do cangaço Ivanildo Silveira

Segundo o cangaceiro Balão 
"Nunca pensei que Lampião morresse."

Estávamos acampados perto do Rio São Francisco. Lampião acordou às 5 da manhã e mandou um dos homens reunir o grupo para refazer o ofício Nossa Senhora. Enquanto lia a missa, em voz alta, todos nós ficamos ajoelhados, ao lado das barracas, respondendo "amém" e batendo no peito na hora do "Senhor Deus
Terminado o ofício, Lampião mandou Amoroso buscar água para o café. Mas, quando ele se abaixou no córrego, veio o primeiro tiro. Havia uma metralhadora atrás de duas pedras a 20 metros da barraca de Lampião. Pedro de Cândido, um dos nossos, havia nos traído, e acho que tinha dado ao sargento Zé Procópio até a posição das camas.

Numa rajada de metralhadora serrou a ponta minha barraca. Meu companheiro Merguião, levantou-se de um salto, mas caiu partido ao meio por nova rajada. Eu permaneci deitado, com jeito coloquei o bornal de balas no ombro direito, o sobressalente no esquerdo, calcei uma alpercata. A do pé esquerdo não quis entrar, e eu a pendi também no ombro.

Quando levantei vi um soldado batendo com o fuzil na cabeça de Merguião. De repente, ele estava com o cano de sua arma encostada minha perna, e eu apontava meu mosquetão contra sua barriga. Atiramos. Caímos os dois e fomos formar uma cruz junto ao corpo de Merguião. Levantei-me devagar. O soldado estava morto, e minha perna não fora quebrada.

Então vi Lampião caído de costas, com uma bala na testa. Moeda, Tempo Duro; Quinta-feira, todos estavam mortos. Contei os corpos dos amigos. Nove homens e duas mulheres. Maria Bonita, ferida, escondeu-se debaixo de algumas pedras. Mas foi encontrada e degolada viva. Não havia tempo para chorar. As balas batiam nas pedras soltando faíscas e lascas, ouviam-se; os gritos por toda parte, um inferno. Luis Pedro ainda gritou: "Vamos pegar o dinheiro e o ouro na barraca de Lampião". 

Não conseguiu, caiu atingido por uma rajada. Corri até ele, peguei seu mosquetão e, com Zé Sereno, consegui furar o cerco. Tive a impressão de que a metralhadora enguiçou no momento exato. Para mim foi Deus.

No rancho do Minduim encontramos os cangaceiros: Cobra Verde, Novo Tempo, Candeeiro, todos feridos. De lá fomos para a Fazenda Cuiabá. , Muitos se entregaram. Eu resolvi seguir com um grupo, para Pinhão, onde estava Corisco. Mas no caminho fomos cercados pela: forças do sargento Zé Luis. Os cangaceiros Cruzeiro, Amoroso, Zé de Vera foram mortos.

Consegui esconder-me ate escurecer e então comecei a descer, seguindo o rio. Os soldados, porém, não haviam desistido logo eu os senti na minha pista Resolvi tentar driblá-los. Voltei e consegui outra vez furar o cerco No caminho derrubei um soldado que gritou, antes de morrer: "Pelo amor de Deus, eu não tenho culpa!" Depois contei mais de quinhentos buracos de bala, na minha roupa e nos bornais.

Como é que gente não morre?

Em Pinhão encontrei Corisco, Zé Sereno e Anjo Roque. Corisco era chamado também, de Diabo Louro; brigava muito. Nunca si entregou. Zé Rufino o matou. E como são as coisas: Dadá, mulher de Corisco, foi quem mais tarde colocou a vela nas mãos de Zé Rufino, que morreu pedindo perdão.

O descanso da guerra na cidade grande:

— Estávamos cansados de brigar. Ficamos nos divertindo em Pinhão, passeando dançando. Era a despedida - íamos nos entregar. Fomos bem recebidos em Jeremoabo, pelo capitão Aníbal. Não ficamos presos, mas apenas detidos. O capitão Aníbal era nosso amigo e algumas vezes chegou a desviar as volantes para evitar um encontro. Tive até privilégio de ter até um ordenança, à minha disposição, chamado Doutor.

Depois de soltos, tivemos de nos acostumar aos poucos com a civilização. Nas caatingas de Sergipe vi pela primeira vez um zepelim. Parecia um fim de mundo. Nesse tempo, em 1939, diziam que o mundo todo estava em guerra, e eu me apavorei: "Corre, gente, é um bombardeio".

Todos se esconderam numa moita de mucunã. Numa cidade, Anjo Roque não deixou um homem ligar o rádio perto de bando: “Essa máquina é de prender, vai nos deixar sem movimento!"

Viajei muito. Trabalhei em Minas, como pagador da estrada de ferro. Um serviço perigoso na época, mas nenhum assaltante se meteu comigo. Depois morei muito tempo em Marília, no interior de São Paulo, e finalmente vim para a capital. Há algum tempo comecei a trabalhar numa construção. Tomava o trem às três e meia da madrugada e entrava no serviço as oito na Lapa. Havia perigo de desabamento, no poço que estávamos cavando, e eu já avisara o engenheiro. Mas ele não ligou.

Um dia aconteceu: veio tudo abaixo. Eu, que enfrentara tanto fogo sem sofrer um arranhão, quebrei a espinha, cinco costelas e perdi oito dentes. A espinha nunca mais sarou. Tenho a impressão de estar com ela atravessada por uma porção de agulhas. Segundo o advogado do INPS, a firma, terá de me indenizar.

Até agora, nada, e já faz um ano. 
Mas vou deixando. Eu sou caboclo, não me afobo, eu espero.
  
Esse depoimento do "Balão" é muito interessante, pois traz muitas informações importantes, sobretudo s/ o combate de Angicos, local da morte de Lampião.

Um abraço a todos e obrigado pela atenção.
Ivanildo Silveira
NATAL/RN

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AGRADECIMENTO DO ESCRITOR FREDERICO PERNAMBUCANO DE MELO AO PESQUISADOR MANOEL SEVERO

Acervo Cariri Cangaço

Caríssimo Manoel Severo Barbosa,

Só você mesmo para me emocionar pela corda do coração! Geraldo Ferraz me fez a crônica do sucesso que foi a jornada deste ano do Cariri Cangaço - Edição de Luxo. Parabéns a você e equipe, e muitos agradecimentos aos signatários do cartão, já guardado em meu arquivo especial.

Novas vitórias e o abraço do admirador às ordens,

Frederico Pernambucano de Mello

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CAVALGADA NAZARÉ DO PICO

Acervo Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=-xYYI4ul_Mo

Publicado em 20 de julho de 2015
Categoria: Pessoas e blogs

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BENEDITO VASCONCELOS MENDES E ANTÔNIO ANDRADE

Esta foto foi tirada no Parque Nacional da Serra da Capivara.

Benedito Vasconcelos Mendes e Antônio Andrade que fizeram parte da Comitiva da SBEC, que foram a São Raimundo Nonato - PI, participarem do IV Congresso Nacional do Cangaço, promovido pela SBEC, no período de 27 a 31 de outubro de 2015.

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CASA DA CULTURA DE PERNAMBUCO

https://www.youtube.com/watch?v=LXNtDK4-8fQ

Publicado em 5 de jul de 2013

VOCÊ NÃO PODE VIR A PERNAMBUCO E NÃO CONHECER A NOSSA CASA DA CULTURA !

Em 1848, o governo da província de Pernambuco resolveu construir uma nova cadeia no Recife. As obras iniciadas em 1850 se basearam no projeto do engenheiro Mamede Alves Ferreira, que ocupava cargo na Secretaria de Obras Públicas de Pernambuco, idealizador de mais dois prédio históricos tombados: 
www.apontador.com.br - Foto de CEEGP - Ginásio Pernambucano por Gui Lira em 20/04/2011

o Ginásio Pernambuco, recentemente reformado, e o Hospital Pedro II, cuja revitalização acaba de ser iniciada.
Recife (PE) 1910 Hospital Pedro II - cafehistoria.ning.com - 


A nova Casa de Detenção do Recife, com 8400 m² de área construída e 6000 m² de pátio externo terminou de ser construída em 1867 e seu projeto foi concebido segundo o modelo de penitenciária mais moderno existente na época, na França. Seguindo essa lógica, o edifício, inaugurado em 1855, apresenta o formato de cruz, e é composto por quatro raios correspondestes aos pontos cardeais (Norte, Sul, Leste, Oeste), todos com três pavimentos, que confluem para um saguão central, coberto por uma cúpula metálica, o Mirante. 



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