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quarta-feira, 18 de maio de 2016

LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA


NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
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O livro "DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.

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MEMÓRIAS DO ALTO DE JOÃO PAULO

Por Rangel Alves da Costa

O Alto de João Paulo é uma das comunidades mais antigas de Poço Redondo. Localizado a cerca de um quilômetro após o Riacho Jacaré, com acesso por chão batido e com dificuldades de chegada quando o riachinho bota cheia. Sempre serviu de passagem daqueles que saíam da sede municipal em direção às outrora grandes propriedades, a exemplo do Morro Vermelho e Riacho Largo.

Mas outros tantos ali decidiram fincar moradia, não só pela localização privilegiada, pois num terreno elevado, como pela facilidade de criação de pequenos rebanhos e a proximidade da mata de muita caça e algum fruto. Os quintais, compridos, imensos, se misturavam aos roçados e a mataria. Em determinadas estações, o clima refrescante também se mostrava como um convite à permanência.

A comunidade do Alto nasceu quase como um núcleo familiar, vez que a maioria dos antigos moradores possuía parentesco comum. Durante muito tempo a povoação manteve a feição de sertão empobrecido, com casas rústicas, levantadas no cipó e barro, tendo o sombreado das grandes árvores como os locais de proseados dos sertanejos depois da luta do dia.

Nos arredores, as moradias das raízes dos Braz, dos Maximino, dos Mulatinho, dos Sarmento, e tantos outros. Famílias com muitos filhos, criados fortes no alimento da caça e da farinha seca, do feijão de corda e da carne de bode. Todos hábeis no trabalho da terra, da foice, da enxada, da vaqueirama, do trabalho em couro, no fole soprando a brasa para amolecer o ferro do chocalho. Ali no Alto a arte de Galego, o ofício de moldar o ferro até o chocalho tilintar bonito no pescoço da rês.

Só na família de Paulo Braz São Mateus vieram ao lume sertanejo uma filharada de perder a conta. João Paulo, Abdias, Humberto e os ex-cangaceiros Novo Tempo (Du), Mergulhão (Gumercindo), Marinheiro (Antônio) e da famosa Sila (Ilda Ribeiro de Souza), e certamente outros filhos e filhas. Não era diferente com outros troncos familiares, pois até hoje as extensas linhagens estão presentes em muitos sobrenomes da cidade.

Vida difícil, de dura sobrevivência, mas leve e remansosa o suficiente à felicidade. Ora, o povo do Alto sempre foi um povo alegre, festeiro, feliz, acolhedor. Um de seus moradores mais famosos e que acabou tendo seu nome acrescido ao nome do lugar, João Paulo, sempre parecia tomado de prazer incontido no reencontro de amigos e conhecidos. Alto, esbelto, de chapéu de couro sempre à cabeça, já despontava com uma boa palavra à boca.



João Paulo, pelo seu jeito humano e afetuoso, aos poucos foi se transformando em verdadeiro símbolo da comunidade, ainda que na povoação residisse, até 2002 (ano do seu falecimento, aos 82 anos), um símbolo vivo da história nordestina: Maria Adília de Jesus, a ex-cangaceira Adília, companheira de Canário até sua morte, pouco tempo depois do fogo de Angico em 1938.

Enquanto João Paulo e tantos outros se compraziam em brincar e bebericar aguardente com raiz de pau, de pular o riacho e ir à cidade, Adília gostava de viver recolhida na sua humilde moradia familiar, casinha de taipa, onde trouxe ao mundo os oito filhos do seu casamento após a morte de Canário e o fim do cangaço. Somente depois conseguiu levantar no tijolo outra moradia, quase ao lado da antiga. Ainda hoje se avista a casa de Adília, recentemente pintada de verde.

Somente a muito custo, Alcino Alves Costa, importante liderança política de Poço Redondo e pesquisador da história do cangaço, conseguia trazê-la até a cidade, onde se mantinha em proseado com Dona Peta e sendo considerada como da própria família. Mas ao entardecer retornava à sua cadeira de balanço na sua povoação e às suas memórias veladas em silêncio.

Ao longo de sua história, a comunidade foi também conhecida pela fama de seus grandes vaqueiros, uma gente que parecia nascida para a lida do gado, para correr atrás de bicho desgarrado e para a vida catingueira. E ainda pelo grande número de jovens que ingressaram no mundo do cangaço, tornando o Alto verdadeiro berço de sertanejos predestinados aos caminhos sangrentos de outrora.

Atualmente o Alto de João Paulo vem sendo muito transformado nos seus arredores. O antigo núcleo habitacional continua o mesmo, diferenciando apenas na maioria das casas de barro que deu lugar a novas moradias, coloridas e vistosas. O grande diferencial está mesmo nas grandes construções que avançam estrada acima, até beirar ao centro da povoação. São residências potentadas, grandiosas demais para um local que continua sem asfalto, sem esgoto, sem a mínima infraestrutura.

E chegará o tempo, infelizmente, que o Alto será engolido pelo progresso. Assim já aconteceu com o antigo campo de Luís Doce, o Luisão das tardes futebolísticas de antigamente. E ficará somente a história. E o nome e os sobrenomes gestados e que ainda permanecerão em muitas raízes.

Poeta e cronista
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O COMBATE DO SERROTE PRETO

Fonte Ob. Ct. - Fotos do pesquisador Louro Teles, quando o mesmo visitou o local da batalha.

Naquele tempo, ao deslocarem-se pelas brenhas da caatinga, Lampião mandava que um de seus ‘cabras’ apagasse os sinais para que a volante não visse os vestígios e os seguissem.

Devido a isso, foram introduzidos nas volantes os “rastejadores”. Pessoas que veem marcas, sinais e vestígios onde outra pessoa nunca as veria. 

Os rastejadores foram uma pedra nas sandálias do “Rei dos Cangaceiros”. Mas, mesmo assim, por muitas vezes ele usou o trabalho dos rastejadores a seu favor. Quando queria ‘ser encontrado’, em determinado lugar, ele deixava certos vestígios para que fossem achados e a volante seguisse o bando, e estivesse no local por ele determinado, armando uma emboscada para os perseguidores.

Fonte Ob. Ct. - Fotos do pesquisador Louro Teles, quando o mesmo visitou o local da batalha.

Certa feita, ao saírem da cidade da Mata Grande, nas Alagoas, as volantes comandadas pelos tenentes Francisco de Oliveira, da Paraíba, e João Gomes de Pernambuco, deparam-se com um local que, com certeza, os cangaceiros tinham se acoitado. O sinal disso foi uma caixa de cartas de baralho encontrada pela tropa. Nesse momento ocorre o que não poderia acontecer. Novamente começa um contratempo entre os comandantes das volantes e, por fim, dividem-se. O tenente Francisco segue os rastros do bando de cangaceiros e a outra volante, do tenente João Gomes, prepara-se para fazer comida e encherem a ‘pança’.

Fonte Ob. Ct. - Fotos do pesquisador Louro Teles, quando o mesmo visitou o local da batalha.

Ordenando aos seus comandados, o tenente Francisco segue em busca da caça. Depois de andarem muito, já pela metade da tarde, chegam a Fazenda Serrote Preto e logo notam um pano, dobrado, no batente de uma janela da casa. 

A tropa já está no terreiro quando escuta um grito:

“- Macacos!!” (“De Virgolino a Lampião” – Vera Ferreira/Antônio Amaury – 2ª edição)

O alarma fora dado por um cangaceiro que Lampião tinha deixado de sentinela. Não se entende o porquê, mas, mesmo após o alarma, os Praças, sob as ordens do tenente, avançam mais para a perto da casa.

Fonte Ob. Ct. - Fotos do pesquisador Louro Teles, quando o mesmo visitou o local da batalha.

Nesse momento uma grande saraivada de balas vai de encontro aos aturdidos, cansados e famintos soldados da volante do tenente Francisco de Oliveira.

Nesse instante, com essa primeira descarga, tombam os soldados Virgulino, Artur e Diménio, junto com seu comandante, o tenente Francisco.

Um soldado chamado Ananias Caldeira de Oliveira, da Força paraibana, pois, os da força pernambucana já haviam chegado e entrado na luta, abriga-se na ‘esquina’ da cerca do curral e espera que algum dos cangaceiros bote o nariz pra fora para ele derruba-lo. Porém, como astúcia e estratégia nunca faltaram ao comandante mor do cangaço, Lampião manda que se abra brechas nas paredes para que se possa atirar em várias direções. Pego de surpresa, o soldado é atingido duas vezes. Fica baleado, caído no chão sem poder procurar um abrigo. Segundo o próprio volante, escutou por diversas vezes a voz do cangaceiro Vassoura dizer que ia sangra-lo.

Fonte Ob. Ct. - Fotos do pesquisador Louro Teles, quando o mesmo visitou o local da batalha.

O destino nos causa muitas ‘peças’, e uma delas, nesse momento, ele apronta com o citado soldado. Pois bem, o soldado Manoel Gabriel, que era intrigado do soldado Ananias, corre pega o ferido e o arrasta para longe dos tiros do inimigo comum. 

A tarde se despede com vários corpos espalhados pelo chão da fazenda. O tiroteio cessa e naquele silêncio repentino, escuta-se o clamor de um soldado ferido, pedindo que o tenente João Gomes o socorra para não ser sangrado pelos cangaceiros.

“O Sargento José Guedes chamou a atenção do oficial pernambucano, já que ele não ia buscar o ferido, e ouviu dele: -Cada um que se cuide.” (Ob. Ct.)

Muitos dos feridos foram socorridos pelo sargento José Guedes e soldados que se dispuseram, outros soldados já tinham se embrenhado na mata, e seguido rumo, para alguma comunidade em busca de salvarem-se.

A batalha fora dura para os dois lados. Os cangaceiros tiveram várias baixas também. Tombaram do bando de Lampião os cangaceiros Asa Branca, Guri e Corró e foram feridos Quixabeira, Fato de Cobra e Capuxú.

Com a saída dos soldados, os cangaceiro acendem candeeiros e vão pelo terreno, campo do embate, verificando os corpos dos militares abatidos. O cangaceiro Jurema encontra o soldado que tinha pedido socorro ao tenente. Ele ainda está vivo. O cangaceiro o sangra na mesma hora, aumentando as baixas da Força Pública... Denomina-se Serrote Preto, por ter uma serra ao longe, que quando o sol pende, deixando um de seus lados enegrecidos. Nas terras da Fazenda Serrote Preto, nas quebradas do Sertão.

Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=697700140370541&set=pcb.634477210049732&type=3&theater

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ODILON FLOR ATACA O SUBGRUPO DO CANGACEIRO ÂNGELO ROQUE

Essas escritas das fotografias foram feitas por Luiz Flôr

No lugar Curral dos Altos, município de Paripiranga/BA, Odilon atacou o subgrupo de Ângelo Roque. 

Essas escritas das fotografias foram feitas por Luiz Flôr

Depois de horas e meia de cerrado fogo os bandidos deram costas, deixando mortos os célebres bandoleiros Mansinho Sofrer, Pé de Peba e Mariquinha, amante do chefe Ângelo Roque.

Fonte: facebook
Página: Maelbe Nogueira
Grupo: O Cangaço
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=269417070113035&set=pcb.1226046414075141&type=3&theater

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GEOGRAFIA ABERTAS INSCRIÇÕES PARA O CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GEOGRAFIA DO NORDESTE


Geografia

Abertas inscrições para o Curso de Especialização em Geografia do Nordeste

O Departamento de Geografia da UERN e a Coordenação do Curso de Especialização em Geografia do Nordeste publicam edital com a abertura de inscrições para preenchimento de vagas no III Curso de Especialização em Geografia do Nordeste – Desenvolvimento e Gestão do Território.

As inscrições foram abertas hoje (ontem), 17 de maio, e seguem até o dia 10 de junho, de 8h às 11h e das 19h às 22h, no Departamento de Geografia do Campus Central. São oferecidas 20 vagas. Podem se inscrever graduados em Geografia e áreas afins.

Não haverá cobrança de mensalidade, o curso é gratuito. O período de seleção será de 13 a 17 de junho de 2016 e o resultado do processo seletivo será divulgado no dia 20 de junho.

Veja: EDITAL

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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QUANDO DE MIM SOU TUA VITÓRIA SALES

Quando de mim sou tua

Vitória Sales

Queria exorcizar-me de ti
De mim, do pensar.
Quero cair na estrada
E não mais voltar.

Meus passos não têm sentido certo
O que me guia
É a necessidade de me achar.

O não saber escurece minha vida
O pensar se torna ferida
Quando essa dor sofrida
Não mais parece cessar.

Meus pés transbordam a carga
Que por força uma vez escassa
Não pude ou quis rechaçar

Se me torno sol, queimo a todos e a ti
Tudo se torna indiferente
E o perfume que sentes, ao tentar
esquecer
Voltarás a sentir

Vitória Sales, poetisa, natural de Aracati-CE. Graduanda do 3º Período do curso de Direito do Campus Central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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TÁ CHEGANDO A HORA...!.. LANÇAMENTO DE LIVRO E O EVENTO CARIRI-CANGAÇO...EM FLORESTA E NAZARÉ DO PICO-PE.


Dia 26 que se aproxima, feriado de Corpus Cristi, cidade de Floresta-PE e o Brasil conhecerão o livro que encantou mestres e pesquisadores da literatura cangaceira dos mais renomados do País. A exemplo de Manoel Severo Barbosa (Comandante do Cariri Cangaço) Leonardo Ferraz Gominho (escritor florestano), João De Sousa Lima (membro da sociedade brasileira de estudos do Cangaço) e o imortal da Academia Pernambucana de letras e aluno de Gilberto Freire, Frederico Pernambuco de Melo.


Todos estão convidados a participarem do evento. A abertura será às 19:30 hs, na Câmara de vereadores. A entrada é gratuita. Venha conhecer a história da sua cidade e a dos nossos lendários heróis que lutaram contra Lampião e a proliferação de bandos armados em nossa amada Floresta-PE.

Valor do livro: 50,00

Obrigado e esperamos a participação de toda a população florestana...Cangaceiros CaririCristiano Ferraz

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terça-feira, 17 de maio de 2016

LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO – MENTIRAS E MISTÉRIOS DE ANGICO.

De: Alcino Alves Costa.

Esse é aquele tipo de livro que não pode faltar no matulão de todo (s) aquele (a) que tem(ê) sede de conhecimento sobre a história cangaceira e que por sinal a cada dia está mais difícil de ser encontrado.
A grande obra do saudoso Alcino Alves Costa “LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO – MENTIRAS E MISTÉRIOS DE ANGICO” apresenta a visão do autor em relação à vida e aos mistérios que ainda hoje envolvem os momentos finais da vida do Rei do Cangaço e demais companheiros (as) no fatídico 28 de julho de 1938 em Angico.

Um livro para ler, analisar e pensar.

Você pode adquirir esse livro através do e-mail franpelima@bol.com.br com o Professor Francisco Pereira Lima (Cajazeiras/PB). Entre em contato e consulte preço e formas de entrega.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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LAMPIÃO E MARIA BONITA 01 e 02

https://www.youtube.com/watch?v=MbNEGoAFN2U

Enviado em 20 de junho de 2011
O repórter Paulo Markun e o repórter cinematográfico Johnson Gouvê, no dia 23/05/82 foram a um lugar chamado Angicos onde mataram o Lampião e a Maria Bonita. Fomos juntos com a filha e as duas netas deles.
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https://www.youtube.com/watch?v=Gcd0Kmwunl8

Enviado em 21 de junho de 2011
Reportagem de Paulo Markun e Johnson Gouvêa.
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Música
"Mulher Nova, Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor" por Amelinha ( • )

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DONA MOCINHA IRMÃ DE LAMPIÃO

https://www.youtube.com/watch?v=wkxPK-alvYc&feature=youtu.be

Publicado em 21 de março de 2016
A irmã de Lampião
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A VOLTA DO REI DO CANGAÇO


O livro custa 45,00 Reais, e basta clicar no link abaixo e pedir o seu.

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-638907377-a-volta-do-rei-do-cangaco-_JM

MAIS PONTOS DE VENDA EM CAPOEIRAS

Amigos, nosso trabalho, A VOLTA DO REI DO CANGAÇO, além vendido direto por mim, no MERCADO ALMEIDA JUNIOR, também pode ser encontrado na PAPELARIA AQUARELA, ao lado do Correio, também na PANIFICADORA MODELO, com Ariselmo e Alessilda e no MERCADO POPULAR, de Daniel Claudino Daniel Claudino e Gicele Santos.
Também pode ser encontrado com o Francisco Pereira Lima, especialista em livros sobre cangaço.

franpelima@bol.com.br

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CADEADO NO MATADOURO

Por Clerisvaldo B. Chagas, 17 de maio e 2016 - Crônica Nº 1.512

Décadas mais décadas e mais décadas, o matadouro de Santana do Ipanema é uma vergonha. Uma machadada na saúde da população regional. Nem é preciso contar as misérias do interior daquela casa, quando a fedentina externa fala por si só. Além da falta total de higiene e a degradante poluição do rio Ipanema, era de causar vômitos o que se via por ali.

Matadouro de Santana, fundos para o rio Ipanema. Foto: (Clerisvaldo).

Nunca houve esforço algum por parte das autoridades para solucionar definitivamente o problema do matadouro quanto o do próprio Mercado de Carne, onde a fedentina também impera.

Mesmo a prefeitura não tendo responsabilidade sobre o matadouro, mas ali está o representante do povo eleito para resolver os problemas do município. Por outro lado, mais de duzentos marchantes também nada fazem em benefício da classe, cada um por si que se lamuria nas horas de aperto.

Se o gestor público tivesse chamado todos os marchantes e pedido para que eles fundassem uma associação ou coisa semelhantes, poderiam lutar juntos para a implantação de um abatedouro moderno em Santana. Ou caro ou barato, tentaria ajuda dos governos estadual e federal, com uma unidade que poderia atender a todo o sertão alagoano, cuja verba circularia completamente na cidade, criando inúmeras oportunidades de emprego. Mas ninguém que fazer nada além do paliativo. Entra gestor e sai gestor. O ignorante por ignorância e o sabido pela sabedoria não empreendem o menor esforço para resolver o problema, pois, povo no cabresto é voto certo, é voto de favores a sobrar dinheiro que ninguém sabe para onde vai.

A associação dos avicultores em Santana resolveu o seu problema de abatedouro e câmara fria, por que os marchantes não conseguem?

Ninguém espere muita coisa desses gestores de três décadas para cá e os que se insinuam como tais. Não se faz mais prefeitos com antigamente em minha terra.

Atualmente se discute nas ruas, nos bares, na roça quem foi o pior de todos.


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SEXTA FEIRA, DIA 20 DE MAIO, RECEBO O TITULO DE CIDADÃO DE PAULO AFONSO E CONVIDO TODOS OS AMIGOS

Por João de Sousa Lima

João de Sousa Lima é escritor, pesquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC- Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço. Telefones para contato: 75-8807-4138 9101-2501 email: joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

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UM GOLE DE CAFÉ

Por Rangel Alves da Costa

Só mesmo sorvendo um bom café para suportar o inconformado amigo repetir sobre um suposto golpe ou defender indefensáveis como se anjos fossem. Toma mais um gole, acende um cigarro e vem com ensaios verbais típicos de quem não leu outra coisa senão a cartilha vermelha. Até desconfio que deseje me engasgar quando, no exato instante que levo a xícara à boca, começa a falar das maravilhas do crescimento econômico e da bonança que vive a sociedade brasileira atual.

Tudo bem, cada um diz o que quer. É o velho Voltaire comendo o nosso juízo por respeito ao direito de expressão. Dá vontade de ir mesmo ao popular e dizer que não há cegueira maior do que aquela que não quer enxergar a realidade. Mas acabo indo de um filósofo qualquer inventado na hora: Não aceitar derrotas é acumular vitórias de ilusão. Mas chega o dia que de tanto falsamente ganhar se sente completamente derrotado. Quer novamente fingir e não pode, pois nem a ilusão lhe pertence mais.

Mas nem todo amigo tem o dom de tirar o gosto de qualquer cafezinho durante um proseado. Muitos existem - a maioria, felizmente - que conseguem temperar ainda mais o bom e saboroso café. Não há maior prazer que chegar com um velho amigo ao pé do balcão e pedir dois cafezinhos, daqueles que chegam inebriando o ambiente e fumaçando na xícara, ao modo dos antigos cafés aracajuanos e que hoje se tornaram raridades. Muitos haverão de recordar do Café Aragipe e do Café Império perfumando a Rua José do Prado Franco e arredores.

Nos cafés antigos os guardiães da memória se encontravam para cuidar da preservação verbal dos fatos e acontecimentos, mais tarde relatados em livros. Cronistas de épocas assim faziam antes de se tornarem memorialistas. Políticos e autoridades não só marcavam presenças como traçavam eleições e despachavam ali mesmo na beirada da xícara olorosa e perfumada. E que desatino quando a surpresa da fofoca fazia com que o negrume respingasse no terno de linho branco. Assim a vida nos cafés antigos e que não existem mais, restando as sombras do balcão lusitano e o gole apressado.


De qualquer modo, indescritível a importância do café, do cafezinho ou do seu gole, na vida dos povos. Tanto assim que muita gente só reconhece o dia ter começado após um trago de café. Sem o primeiro café não há disposição para nada, é como se nada ainda tivesse acontecido, sequer o dia amanhecido. Contudo, não são poucos os que apenas beijam o sabor e já estão em apressada correria para os ofícios do dia. Morde a beirada do pão, leva a xícara à boca, mas o relógio não permite um gole completo.

Sendo assim, sorte daqueles que sentam à mesa, passeiam pelo jardim de xícara à mão ou abrem a janela para avistar o mundo sempre saboreando aquele negrume quentinho e confortante. Os jornais são folheados, página a página, com gole após gole e xícara após xícara. Um cafezinho apenas ou em xícara grande, o que importa mesmo é o prazer de transformar a notícia em algo menos intragável. E somente com o café para suportar tanto desalento noticiado.

Por isso mesmo que o café se transformou em costume inafastável à maioria das pessoas. Sua falta provoca indisposição, dor de cabeça, mau humor. Basta um gole e tudo passa, tudo estará refeito. E aprecio tanto seu paladar que de vez em quanto converso com a xícara. Então, de lábios colados à borda, pronuncio em pensamento: Bom dia, café. Como vai? Certamente que ele vai bem e sempre desce bem desde as madrugadas dos meus dias.

Recordo-me de um tempo de café em grão, batido em pilão nos quintais, peneirado e depois despejado na chaleira de água fervente no fogão de lenha. O seu cheiro, seu aroma e perfume, eram de encantar, verdadeiramente apaixonar. Pelos espaços aquela fragrância forte, gorda, negra, saborosa, fascinante demais. Nos quintais e cozinhas interioranos costumava-se despertar com a festa do café pelo ar. Bastava o cheiro e já se sabia de qual chaleira vinha aquele nobre e contagiante perfume. Não raro que a vizinhança se achegava implorando um tiquinho, um golinho, um pouquinho no fundo de xícara. E o prazer da manhã estava garantido.

Os tempos são outros. Praticamente não há mais café batido em pilão de quintal, fogão de lenha e chaleira. Somente nas regiões interioranas mais distantes ainda é possível encontrar um cheiro bom e original de café. Mesmo nos sertões nordestinos, as facilidades do café em pó ou solúvel, industrializado, transformaram aquela magia do amanhecer e do entardecer num ato comum de ferver água e misturar o café.

Ainda assim, mesmo sem o encanto de outros tempos, o cafezinho continua companheiro inseparável das manhãs, das horas, dos dias. Mas nada de água quente em garrafa térmica, cafeteira ou já preparado e esperando somente ser esquentado O bom café possui um romântico ritual que não pode ser esquecido: primeiro o seu aroma, depois o seu sabor. Se houver um bom amigo por perto, com proseado daqueles que faça alegrar coração, nem precisará ser açucarado. No diálogo a doçura da vida.

Poeta e cronista
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O ESCRITOR RANGEL ALVES DA COSTA EM COMPANHIA DA NICINHA, FILHA DE ADÍLIA

Por Sálvio Siqueira

Nosso amigo Rangel Alves da Costa ao lado da Nicinha, filha da ex cangaceira Adília, que fora companheira do cangaceiro canário, nas veredas tortuosas do cangaço.

Disse Rangel: Nicinha é minha amiga desde muito longe. Meninote ainda, sua mãe Adília, a ex-cangaceira, muito amiga de meus pais (Alcino e Dona Peta), me levava para sua moradia no Alto de João Paulo, logo depois do Riachinho. Meu maior prazer era despejar água e depois brincar de beber numa pequena fundura do lado direito da perna. Ali a marca dos difíceis tempos do cangaço. E eu achando a coisa mais interessante do mundo.

Fonte: facebook
Págona: Sálvio Siqueira

Grupo: Ofício das Espingardas
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1184998631519947&set=a.476409229045561.113151.10000029
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19 DE MAIO FRASSALES CARTAXO LANÇA LIVRO “GUERRA AO FANATISMO” EM CAJAZEIRAS


O livro “Guerra ao fanatismo: a diocese de Cajazeiras no cerco ao padre Cícero” de Francisco Sales Cartaxo, será lançado em Cajazeiras no dia 19 de maio, quinta-feira, no Centro Cultural Zé do Norte, anexo à Biblioteca Municipal Castro Pinto.

Prefácio do livro ‘Guerra ao Fanatismo’
Francisco Frassales Cartaxo

O livro, Guerra ao fanatismo: a diocese de Cajazeiras no cerco ao padre Cícero, está pronto. Chegou a 175 páginas, com cinco capítulos, além do prefácio, da apresentação, introdução e de considerações finais.

O prefácio foi preparado pelo doutor, Carlos André Cavalcanti, professor da Universidade Federal da Paraíba, onde ensina História das Religiões e Diversidade Religiosa, e desenvolve intensa atividade como orientador de alunos na feitura de dissertações e teses. Do prefácio, de cinco páginas, selecionei os trechos a seguir como um aperitivo intelectual a possíveis (e por mim desejados) leitores e leitoras do ensaio acerca da diocese de Cajazeiras.

“Se há um tema fascinante na História das Religiões no Brasil é o cerco ao Padre Cícero pela reação conservadora do alto clero católico, cuja mentalidade neocolonialista se traduziu no desprezo ao catolicismo popular alcunhado de fanatismo. O livro que você, nosso prezado leitor ou leitora, tem em mãos agora é um presente para a historiografia livre escrita sobre o tema. Prefaciá-lo é uma alegria e uma honra para mim como acadêmico e como cidadão.

Diga-se, aliás, que esta pesquisa vem no exato momento em que o Papa Francisco reconcilia a memória de Cícero com a Igreja, abrindo o caminho para a beatificação do mesmo. Não poderia vir em momento melhor, pois é hora de conhecer mais e de refletir com qualidade sobre a figura do padre.

Cartaxo pesquisa aqui um dos episódios mais densos deste divórcio que o Papa Francisco tenta anular com o perdão a Cícero post mortem. Este cenário torna este livro muito precioso, pois não sabemos nem se nem até quando esta singularidade brasileira sobreviverá à modernização dos sertões, aos hábitos trazidos pela mídia e ao forte discurso neopentecostal/carismático, que se opõe, em geral, ao culto dos santos sertanejos que o povo escolheu de coração.

Para chegar aqui, este livro teve uma densa trajetória. Pesquisador atento e eficiente, o autor lidou com a documentação digitalizada da imprensa católica da época com a mesma profundidade com que lidou com arquivos convencionais. Deduziu daí e do seu vasto conhecimento historiográfico toda uma conjuntura histórica e promoveu a crítica documental de forma serena e independente. É ousado em várias de suas assertivas e conclusões, o que me leva a afirmar que a obra nasce com vocação para clássico da historiografia.

Sobre historiografia, aliás, duas palavras rápidas por falta de espaço aqui para maiores considerações. Primeiro, desconsiderar a noção de historiografia regional imposta pelo Sudeste quando da consolidação da História acadêmica no Brasil. Este é um livro de História do Brasil, da mesma forma que livros de história do Rio ou de São Paulo o são…Segundo, afirmar nosso respeito pela História feita por não historiadores de profissão, mas de fato. Destes, são exemplos contundentes Raymundo Faoro e Evaldo Cabral de Mello. Cartaxo está nesta historiografia que gosto de chamar de livre, como um elogio carregado de uma certa dose de inveja aqui confessada. É historiografia livre por ser produzida sem os ditames produtivistas que a academia impõe. É livre por não estar presa a considerações de carreira!”

http://destaquepb.com.br/?p=1880

Para você adquirir esta obra entre em contato com o autor através deste e-mail: cartaxorolim@gmail.com Eu já tenho meu.

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