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quinta-feira, 30 de junho de 2016

O CANGACEIRO "ÁS DE OURO"


CONHECENDO OS PERSONAGENS DA HISTÓRIA CANGACEIRA.
CANGACEIRO ÁS DE OURO (JOAQUIM DA SILVA MEDEIROS)
Teve breve passagem pelo bando de Lampião.
Foto: Acervo do Professor Antonio Vilela (Garanhuns/PE)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior
Grupo: ‎O Cangaço
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=603952213102012&set=gm.1254268157919633&type=3&theater

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SE EU FOSSE UM TREM

Por Padre Luiz Ximenes

Se eu fosse um trem, garanto que eu seria
um trem daqueles velhos trens de outrora!
A uma estação eu nunca chegaria
senão depois de ter passado a hora.

O melhor da estação está na espera
do trem que vai passar e que atrasou.
Se eu fosse mesmo um trem (ah, quem me dera!)
eu seria esse trem que não passou...

Eu seria esse trem retardatário,
cheio de lassidão, trem proletário,
que o povo espera sempre na estação,

numa esperança sempre renovada,
 de que esse trem lhe traga na chegada,
um pouco de alegria ou de ilusão.

Padre Luiz Ximenes, antigo vigário da cidade de Santa Quitéria

Obs.: Soneto de autoria do padre Luiz Ximenes gentilmente enviado por e-mail pelo amigo Joab Aragão, filho dileto de Sobral/CE, conterrâneo de Benedito Vasconcelos Mendes, Belchior e Renato Aragão

Biografia Padre Monsenhor Luiz Ximenes

Monsenhor Luís Ximenes nasceu em Camocim em 05 de novembro de 1926 e batizou-se quinze dias depois. Filho de maquinista, desde cedo desenvolveu o seu gosto por trens, desenvolvendo uma "alma ferroviária" que, ao longo do tempo, o fez colecionar quase tudo que se referisse ao tema e escrevesse alguns livros tendo os trens como temática. Sua coleção hoje está organizada em um museu na cidade de Santa Quitéria, onde foi pároco por mais de 40 anos e venerado pela população católica. Luís Ximenes se ordenou padre em 30 de novembro de 1952, rezando sua primeira missa em 03 de dezembro de 1952. Como pároco de Santa Quitéria, respondeu ainda pelas paróquias de Hidrolândia e Catunda. Faleceu em 04 de outubro de 1994, após oficiar uma missa, no dia de São Francisco. Seus restos mortais estão na Igreja Matriz de Santa Quitéria, onde, bastante reverenciado, muitos fiéis já testemunharam graças alcançadas em seu nome e até aposição de ex-votos já se observa no local. Em conversa com familiares dele em Camocim, disseram que o mesmo nasceu na Rua do Egito (atual 24 de Maio), próximo ao pátio da Estação. Seus pais foram Raimundo Freire da Silva e Maria Ximenes, tendo como avós paternos Antonio Freire da Silva e Teresa Ximenes; e avós maternos Manoel Ximenes Aração e Maria Ximenes Aragão. Abaixo uma das suas poesias que reputo a mais bela de todas: http://culturadoceara.blogspot.com.br/

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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CONVITE: I SEMINÁRIO DE CULTURA DA UERN


Prezados,

Segue em anexo, CONVITE para o I Seminário de Cultura da UERN “Sensibilização e mobilização para construir o Plano de Cultura da UERN” que acontecerá no auditório da FAFIC/UERN, no dia 09 de agosto de 2016.

Venha fazer parte desta história!!!


Desde já agradecemos a presença de todos (as)!

Informações através dos contatos:

Departamento de Cultura e Arte (DECA) - 3315 2234
Pro reitoria de extensão (PROEX) - 33152182

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte


Lázaro Emerson Soares - Mat. 08944-3
Agente Técnico Administrativo
Departamento de Geografia

Jionaldo Pereira de Oliveira
Chefe do Departamento de Geografia
Portaria 031/2016-GR

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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MARIA BONITA, “A JOIA DA RAINHA DO CANGAÇO”.

Por João de Sousa Lima (pesquisador e escritor)

O cangaço teve em seu apogeu uma forte exposição de ouro, através dos enormes trancelins, pingentes, anéis, moedas Libras Esterlinas, alianças, crucifixos, punhais marchetados com alianças e anéis de ouro, peças usadas e exibidas pelos cangaceiros.

Raro era não ver um cangaceiro ou cangaceira com peças em ouro ornamentando seus dedos, pescoços e chapéus.


A maioria do ouro era fruto de pilhagens, porém existiam ourives que vendiam peças aos diversos bandos. O próprio Pedro de Cândido, coiteiro que não foi o principal responsável mais que esteve envolvido na trama da traição que resultou na morte de Lampião e Maria Bonita, era um dos ourives que vendia objetos do nobre metal aos cangaceiros.

Um dos saques mais comentados e que trouxe verdadeira fortuna ao bando de Lampião foi o famoso ataque a baronesa Joana Torres, fato ocorrido em 1922 na cidade alagoana de Água Branca. O Crucifixo da Baronesa que hoje pertence ao escritor Frederico Pernambucano de Melo é uma das mais belas joias que representa aquela época, compondo o vasto acervo adquirido por Frederico a família do tenente João Bezerra, matador dos cangaceiros na Grota do Angico.

Uma peça em ouro que prendia um cacho de cabelo da cangaceira Lídia me foi presenteado por uma de suas sobrinhas e hoje encontra-se com o escritor Antonio Amaury.

A Cangaceira Aristeia Soares de Lima dividiu comigo e seu filho Pedro Soares um par de brincos que ela ganhou do cangaceiro Cruzeiro, quando de sua entrega em Santana do Ipanema.


Quando foquei minhas pesquisas e entrevistas colhendo material para a realização do livro a Trajetória Guerreira de Maria Bonita, a Rainha do Cangaço, fiquei sabendo de uma jóia que ela havia dado de presente a sua irmã mais velha, Benedita Gomes de Oliveira, presente que causou inveja entre as irmãs e que gerou várias discussões entre elas, ao ponto de ficarem sem comunicação. Sempre que eu perguntava sobre essa jóia e com quem estaria, as informações eram vagas ou descartadas.

O que de mais preciso consegui colher foi que estaria com um dos 15 filhos de Benedita e Fabiano Oliveira. O único filho desse casal que via sempre era o senhor Abílio Fabiano Neto de Oliveira, por residir lateral a Casa de Maria Bonita, residência que passou por um processo de restauração e que hoje abriga o Museu Casa de Maria Bonita. Seu Abílio sempre foi muito fechado e sempre que sentia uma mínima aproximação para falar sobre alguma coisa relacionada ao cangaço ou sua família ele se esquivava do interlocutor e saia da presença da pessoa, deixando o silêncio como resposta.

O tempo passou e eis que me ligam pedindo minha presença no povoado Malhada da Caiçara. Fui ver o que era de tão importante e para minha surpresa a famosa jóia presenteada pela Rainha do Cangaço a sua irmã Benedita, apareceu para negociação. Não perdi tempo e adquiri de imediato a jóia tão misteriosa, mais antes tive que garantir que não iria divulgar o nome da pessoa que mantinha em seu poder a peça , preservando a identidade do negociador.

Detalhes ajustados e hoje a joia faz parte do meu acervo e será exposta para conhecimento e apreciação de todos quando da criação do Museu do Nordeste, projeto em pauta para consolidação em 2017, em Paulo Afonso, Bahia.

João der Sousa Lima
Historiador e Escritor
Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso, cadeira 06
Conselheiro do Cariri Cangaço
Membro da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.
Paulo Afonso, Bahia, 30 de junho de 2016.

http://joaodesousalima.blogspot.com.br/2016/06/maria-bonita-joia-da-rainha-do-cangaco.html

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O CASO DO CANGACEIRO MENINO DE OURO.

Por Geraldo Júnior

Embora identificado na tradicional fotografia do bando de lampião em limoeiro do Norte/Ce tirada em 15 de junho de 1927, alguns pesquisadores/historiadores afirmam que o cangaceiro Menino de Ouro foi ferido gravemente durante a tentativa de invasão à Mossoró/Rn e que veio a falecer durante a fuga, antes de chegar à Limoeiro do Norte/Ce, sendo enterrado em terras cearenses.

Segundo o pesquisador/escritor Antônio Amaury Corrêa de Araújo, Menino de Ouro não foi o cangaceiro que foi morto nessa ocasião, e que inclusive esteve pessoalmente com ele há algumas décadas atrás.

Um detalhe que devemos observar com atenção é o fato de todos os moradores da região da Lagoa do Rocha (Chapada do Apodi) em Limoeiro do Norte/Ce serem unânimes em afirmar que o cangaceiro que foi ali enterrado é realmente o “Menino de Ouro”. Inclusive, o próprio senhor que serviu de guia para Lampião até Limoeiro, afirmou ser o referido cangaceiro.

Onde está a verdade nisso tudo? Será mais um enigma insolucionável do cangaço?

Na imagem abaixo em destaque (círculo) aquele que é apontado por alguns como sendo o cangaceiro Menino de Ouro. Observem que na foto ele está identificado como “Alagoano”.

Fonte: facebook
Geraldo Antônio de Souza Júnior (administrador do grupo O Cangaço)

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MULHERES DE POÇO REDONDO QUE PARTICIPARAM DO MOVIMENTO SOCIAL DO CANGAÇO

Por Alcino Alves Costa
Professora Aninha e Alcino Alves Costa

SILA -  companheira do cangaceiro Zé Sereno e irmão de Novo Tempo, Mergulhão e Marinheiro.

Sila

ADÍLIA -  companheira do cangaceiro Canário e irmã de Delicado. 

Adília

ENEDINA -  esposa de Zé de julião o Cajazeira, a única do bando de cangaceiros que era casada oficialmente. 

Enedina foto do acervo do escritor Alcino Alves

DINDA -  companheira de Delicado. 

Não temos fotos da Dinda

ROSINHA - companheira do cangaceiro Mariano Granja. 

Cangaceira Rosinha

ÁUREA -  companheira de Mané Moreno o da Bahia, que era primo dos cangaceiros Zé Baiano e Zé Sereno. 

Áurea e Rosinha

ADELAIDE -  companheira de Criança irmã de Rosinha e prima de Áurea. 

Não temos fotos da Adelaide

Fonte: "Lampião Além da Versão - Mentiras e mistérios de Angico" - Página 375 - autor Alcino Alves Costa.

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CONVITE

Por Rubinho Lima

Olá, amigos.

Convido a todos para lerem a nova edição do Jornal histórico FOLHA SERTANEJA, com a matéria sobre o lançamento do nosso novo livro, "Idades Urgentes" e também com a nota sobre a primeira reunião para institucionalização da AMUPA - Associação de Músicos de Paulo Afonso.

POR ANTONIO SILVA GALDINO

CAROS AMIGOS DO FACE E TODOS OS AMIGOS:
LEIAM FOLHA SERTANEJA DE JUNHO E AGUARDEM:
EDIÇÃO HISTÓRICA DE PAULO AFONSO EM REVISTA

Fizemos mais um grande esforço para apresentar mais uma, a mais nova (... e talvez, das últimas) edição impressa do jornal Folha Sertaneja, a de Nº 148, de Junho de 2016, aos 12 anos e 5 meses de sua criação.

O Folha Sertaneja de Junho já está disponível no site www.folhasertaneja.com.br
Quem desejar receber o Folha Sertaneja diretamente em PDF, envie o seu email para: professor.gal@gmail.com

ATENÇÃO:
VEM AÍ EDIÇÃO HISTÓRICA DE PAULO AFONSO EM REVISTA

Com dificuldade, estamos preparando uma edição histórica do Folha Sertaneja para o mês de JULHO/2016 no formato jornal ou, no formato Revista, o que é mais provável, com o objetivo de ser uma edição de cunho didático, para uso nas pesquisas dos estudantes, mas, em face das eleições municipais deste ano, Prefeituras e Câmaras Municipais, que possuem orçamentos com verbas para publicidade, alegam impedimentos do seu uso nesse período, por causa da legislação eleitoral.

A Revista Histórica Especial de Paulo Afonso, nos 58 anos de vida do município, está prevista para o final de Julho/2016 e terá entre 32 e 40 páginas (a depender dos apoios culturais) e custará R$ 10,00 em Paulo Afonso e R$15,00 para ser enviada pelos Correios, com o valor do frete já incluído.

Os interessados em adquirir esta publicação devem enviar um email para professor.gal@gmail.com, trazendo os dados completos de endereço e CEP. Retornaremos informando como fazer o depósito do valor correspondente ao(s) exemplar(es) adquiridos.

Levar o sonho de fazer o jornal Folha Sertaneja há 12 anos e 5 meses é uma luta com um leão a cada mês...

Ainda assim, estamos procurando apoios de empresas privadas e, se isso for viabilizado sairemos com esta EDIÇÃO HISTÓRICA DA FOLHA SERTANEJA, no formato jornal ou no formato Revista, em JULHO, quando, no dia 28 de Julho Paulo Afonso completa 58 anos de emancipação política.

SE SUA EMPRESA estiver interessada em participar desse projeto, entre em contato conosco. Ficaremos felizes com esta parceria. Assim como fazemos com o jornal, os anunciantes receberão exemplares da publicação.

BOA LEITURA! E aproveitem os nossos contatos para mandar o seu recado.

Nossos contatos para conversa, apoios, críticas, sugestões ou apenas para um abraço são: Galcom Comunicações – (75)3282-0046; (75)99234-1740(WatssApp); (75)98854-0533. Email – professor.gal@gmail.com. Há ainda o Facebook que é Antônio Silva Galdino.

Fonte: https://www.facebook.com/luiz.rubenf.a.bonfim

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quarta-feira, 29 de junho de 2016

POMBAL EM SAUDADE

Por Jerdivan Nobrega de Araújo 

Falem-me de Pombal!
Digam-me das suas ruas antigas.
Da feira aos sábados com
Os cordelistas do Pavão Misterioso
E Lampião no inferno.

Falem-me do banho no rio,
Do violão de Bideca,
Da cachaça gostosa,
Do Futebol nos bancos de areia e
Da bolacha peteca na padaria
De seu Napoleão.

Digam que a rua é Estreita,
Porém, mais estreita é a saudade
Que aperta o coração.

Falem-me das sombras das ingazeiras e do Arrubacão.

Falem-me das suas ladeiras,
Dos seus loucos, filósofos de boas lições,
Dos sãos a procura do sossego
Nas sombras das algarobas.

Fale-me do Bar morcego...
Dos desocupados nas imediações do
Mercado Público.
- Ainda põem ali o cartaz do Cine Lux ?

Assistam aos jogos do São Cristóvão
Por mim.
Digam a Ciço de Bembém
Que aposto no Pombal Esporte Clube
Cada vintém.

Roubem goiabas e mangas 
Na roça de Bozó.

Deixe rolar os dados de Mané Paletó.
Acompanhem por mim a procissão
Que serpenteia pelo chão,
Nos dando a oportunidade de um perdão.

Os fiéis ainda se ajoelham aos pés
De Nossa Senhora do Rosário?

Beijem por mim
As contas do seu Rosário
E digam que é por estas contas
Que suporto o meu calvário.

Nelas eu conto e não perco a conta
Dos dias que faltam para a gente se encontrar.

Aplaudam a rainha da Irmandade...
Digam para sua majestade
Que o seu súdito não pôde vir,
Mas continua fiel,
Defendendo a sua coroa
E manto branco e azul cor do céu.

Untem minha cabeça
Na água Benta da pia batismal
Da Matriz.

Digam aos Pontões
Que eu aprendi aqueles passos,
Digam aos Congos
Que resistam por nós.
Digam ao Reisado que
Ofereço minha casa neste outubro.
Dêem a honra desse humilde súdito
Receber na sua cabana
Tão majestosa presença palaciana.

Vá ao cemitério e digam aos amigos
Que eu lembro sempre deles.
Colham por mim, estrelas na boca
Da noite.

Digam que é para amenizar
A minha solidão.

Mandem-me uns postais
Com vista parcial do "Avelozão"
Num dia decisão.

Quero assistir uma peleja
Da janela da Escola Normal,
Na arbitragem de Ribinha.
O povão na geral,
Os moleques nos galhos dos avelóz,
A disputa nas quatro linhas,
Os homens de chapéu,
As mulheres de sombrinhas
E o tempo passando por nós.

Falem-me do grupo João da Mata,
O Bloco de Sujos batendo lata
Pelas ruas de Pombal.
Digam que ainda escuto o apito
Do trem Asa Branca chegando
Naquela estação, com seus passageiros,
Apressados que não se reconhecem mais.
-Alguém fale-me de Pombal!

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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EXTRA - ISSO VEM ACONTECENDO NA SOCIEDADE BRASILEIRA FAZ TEMPO


Essa GV de longa data lutou muito para se formar em Medicina. Aos 34 anos, casada e com muitos sonhos, Gisele Palhares dedicava uma parte importante de seu tempo a projetos sociais. No último domingo, ela participou da inauguração do Centro de Acolhimento ao Deficiente, projeto que participava com muito carinho. O que ela não sabia é que seria o último projeto do qual participaria, porque sua vida seria brutalmente tirada com um tiro na cabeça, numa tentativa de assalto na Linha Vermelha no Rio de Janeiro, palco de outros assaltos e execuções durante todo ano.

São quase 60.000 assassinados todos os anos no Brasil, o maior número absoluto de assassinatos num país em todo mundo, cerca de 160 assassinatos como o de Gisele todos os dias. São 7 assassinatos por hora. Provavelmente, enquanto você lê esta mensagem, alguém no Brasil está nas mãos de um bandido, tendo os seus sonhos despedaçados, provocando choro e consternação nos que sofrerão sua perda irreparável. Obra de marginais implacáveis e inescrupulosos.

Com uma população que corresponde a apenas 2% da população mundial, o Brasil, no entanto, ostenta 11% do total de assassinatos que ocorrem no mundo.

O país aprendeu a conviver com o crime. Todos sabemos que eles têm armas de guerra e são organizados para roubar, matar, sequestrar e traficar drogas. Eles estão lá em seus quartéis generais, entre um beco e uma viela, mas nada é feito. Desfilam com suas armas, ditam regras na comunidade, controlam o comércio e têm até tribunais que decidem quem vive e quem morre. Nada é feito para acabar com este estado paralelo.

Do outro lado, a população, condenada por esta insegurança e escondida atrás das grades que colocaram em suas casas para se protegerem, saem indefesas pelas ruas sem saberem se voltarão para suas famílias. Do lado de fora, são presas fáceis. Em casa, treinam seus filhos: "não reajam". Não está errado, mas isso mostra que tiveram que se adaptarem com essa submissão, em troca da sobrevivência.

O que o estado faz?

Governos omissos, irresponsáveis e incompetentes.

O estado brasileiro fracassa em todas as suas formas. Ineficiente e corrupto, ele cobra excessivos impostos da população, mas não cumpre a sua mínima obrigação. Um estado que me envergonha, que me dá nojo e repulsa.

Eu morei no Rio de Janeiro, a Cidade Olímpica. Saí de lá por segurança. Em seguida, saí do Brasil, também por segurança. Em São Paulo, onde viajo quase todos os meses, ando com seguranças e carro blindado. É uma zona de guerra. Quem mora aí, está acostumado e, sem alternativas, joga com a sorte. Quem conhece outra forma de civilização fica chocado.

Amo o Brasil. Como eu gostaria que tudo isso fosse diferente...

Deixo minha solidariedade a todos que conheciam a Gisele. A seus familiares, desejo conforto e paz. Ao marido da Gisele, Renato Palhares, assim como a família dos 160 assassinados por dia no Brasil, desejo serenidade e forças para continuarem suas lutas.

RIP

Fonte: facebook
Página: Manuella Rocha 
Link: https://www.facebook.com/manuella.rocha?fref=ts

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PAISAGEM DE POMBAL

Por Anísio Medeiros

Por que você meu Pombal
Se veste toda de seda
Deixando, pois, sem vereda
Seu filho assim com saudade?

Prá que imitar as cidades
Com essa Tal de evolução
Se eu trago Pombal antigo
Dentro do meu coração.

O Pombal da velha guarda
do bar Junqueira, pois não
De Pedro Estevão, tio Nane
João Espalha, Zé Romão.

Pombal, Severino Moça
Pombal, José Carisé
Maria Buxim e Raqué
João Terto e Serapião.

Pombal feira que ronca
Com a poeira do feijão
Da chegada de Bertoldo
Com seu comboio de carvão.

Pombal, Luiz Capuchu
com seu cabaré sombrio
Os matutos do navio
querendo agasaiá.

Pombal, Chica do Padre
Pombal, Jogo do bicho
Com Doutor do mestre Chico
buscado sem ter alarde.

Pombal, cachaça gostosa
Pombal, Severino rosa
Zezinho Santana na prosa
E Zé de Júlia imitar

Pombal, música e poesia
Pombal, Cromaço e Torquato.
Pombal, Morena do Mato
Acompanhando Rosário.

Pombal, velho vigário
O Padre Valeriano
Pombal, Antônio Toscano
Do mais antigo Cenário.

Pombal do Riacho do Bode
Do alto de Dona Neca
De Antônio de Benta , Bideca
E Bocage com seu bigode.

Pombal Zé Rufina
Com sua banca de brôa
Negociando à tôa
Ao lado de Josefina.

Pombal da catirinas
De Santa de Marculina
Zefa Piranha e Bilino
E Zé de Véi na canoa

Pombal Dozin na cabaça
Fugindo da arruaça
No rio cheio ele passa
Pro lado do Araçá.

Pombal de Cristiano
Que da feira leva a chave
Poeta curtidor de couro
Poeta que tem sua nave.

Só ele por mim poderia
Falar de perto à Pombal
Prá ninguém levar a mal
Esta minha opinião.

Essa tal de evolução
Acaba com o belo na vida
Pois a vida bem vivida
Foi Pombal meu sertão.



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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FRANCISCA PEREIRA DA SILVA (DONA CHIQUINHA


Francisca Pereira da Silva (Dona Chiquinha) era filha de Andrelino Pereira da Silva (O Barão do Pajeú) e de Maria Pereira da Silva. Foi casada com Manoel Pereira da Silva Jacobina (Padre Pereira). Padre Pereira, figura muito respeitada, tinha esse apelido de padre por ter estudado no Seminário de Olinda. Foi eleito o segundo prefeito de Serra Talhada (1895/1898). 


Após a morte do seu sogro, o Barão do Pajeú, ele liderou juntamente com o cunhado Antonio Andrelino Pereira da Silva, a chefia política da família Pereira. Devido a questão familiar entre Pereiras e Carvalhos, no início do século XIX, Padre Pereira foi assassinado em 20 de outubro de 1907, aos 72 anos, na fazenda Poço da Pedra, em Serra Talhada-PE. Dona Chiquinha e Padre Pereira eram os pais de luís Pereira da Silva (Luís Padre) que junto com o primo Sebastião Pereira da Silva (Sinhô Pereira) comandaram a luta armada na questão contra os Carvalhos. Foto do álbum Família Pereira Vila Bela/Serra Talhada, álbum criado por Sueli Aguiar, foto postada por Sergio Elias Wanderley, uma das fotos do arquivo de Sousa Neto, dados da genealogia pernambucana.

Fonte: Facebook
Página: Voltaseca Volta
 Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste
Link: https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?fref=ts

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COLEÇÃO “PERNAMBUCO NO TEMPO DO CANGAÇO”


De: Geraldo Ferraz de Sá Torres Filho.
Volume I: 

• DÉ ARAÚJO – UM CANGACEIRO AFAMADO, UM SOLDADO CÉLEBRE.
Volume II:

• THEOPHANES FERRAZ TORRES – O CENTENÁRIO DA PRISÃO DO CANGACEIRO ANTÔNIO SILVINO E O JURI DO SÉCULO.

Qualquer uma dessas duas grandes obras vocês poderão adquirir através do e-mail franpelima@bol.com.br com o Professor Francisco Pereira Lima(Distribuidor/Revendedor Autorizado).

COLEÇÃO “PERNAMBUCO NO TEMPO DO CANGAÇO”.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)


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