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sábado, 17 de março de 2018

VISÃO

Por Zé Ronaldo

Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.

Mateus 24.2

O amor já esfriou 
Como assim Jesus dizia 
A vida perdeu o valor 
Se faz grande a hipocrisia 
Pregam a paz e o pudor
Mas dão asas à covardia.

Mais vale um corpo na mídia 
Nestas redes sociais 
Do que preservar a vida 
De crimes frios e brutais 
Compartilhar e ter curtidas 
São os meios digitais.

Doenças ou acidentes 
A intenção é causar 
Mesmo pego de repente 
Só tem graça se chocar 
Um registro pelas lentes 
Do primeiro que chegar.

Vendavais e furacões 
É a força da natureza 
A dor das populações 
E um futuro de incertezas 
Protestos e multidões 
Tem ibope é moleza.

A política desonesta 
Que assola o Brasil 
Um saco do que não presta 
Que arrombou o funil 
Se morrer um haja festa 
Festejando a quem partiu.

Intrigas e esculhambações 
Por posições partidárias 
São reinos contra nações 
E sexo sem faixa etária 
Um mundo de ilusões 
Que me chega ser hilária.

Os modernos fariseus 
De Caifás a Pilatos 
Os que fingem de Romeus 
Mulheres pagando o pato 
Uma vida se perdeu 
Estrangulada no mato.

Viva o luxo e morra o bucho 
Numa falsa ostentação 
A bala a faca e o cartucho 
A cela a voz e a prisão 
É feio se for gorducho 
Só sarado é atração.

A vida perdeu o valor 
Não se respeita Jesus 
O mundo sofre a dor 
De uma ferida com pus 
É um caos é um terror 
Um desrespeito à cruz.

Que o Pai nos abençoe 
E nos acolha em seus braços 
Nos dê a sua proteção 
Nos alivie o cansaço 
Nos conduza à salvação 
É a oração que eu faço.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
franpelima@bol.com.br

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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O CANGACEIRO CORISCO



Cristino Gomes da Silva Cleto, mais conhecido como Corisco (Água Branca10 de agostode 1907 - Barra do Mendes25 de maio de 1940) foi um cangaceiro do bando de Virgulino Ferreira da Silva, apelidado Lampião. Também era conhecido como Diabo Louro.
Biografia

Aos 17 anos, em uma briga de rua Corisco matou um homem que era protegido do coronel da cidade de Água Branca, e temendo ser punido e sem ter para onde ir tomou a decisão de aliar-se ao bando do cangaceiro Lampião.[1] Corisco era conhecido por sua beleza, seu porte físico atlético e cabelos longos deixavam-no com uma aparência agradável, além da força física muito grande, por estes motivos foi apelidado de Diabo Louro quando entrou no bando de Lampião.

Corisco sequestrou Sérgia Ribeiro da Silva, a Dadá, quando ela tinha apenas treze anos e mais tarde o ódio passou a ser um grande afeto. Corisco ensinou Dadá a ler, escrever e usar armas. Corisco permaneceu com ela até no dia de sua morte. Os dois tiveram sete filhos, mas apenas três deles sobreviveram.[2]

Com a divisão do grupo de Lampião (uma das estratégias para fugir da perseguição policial), Corisco tornou-se líder de um dos grupos, formando seu próprio grupo de cangaceiros.[1]

Em meados do ano de 1938 a polícia alagoana matou e degolou onze cangaceiros que se encontravam acampados na fazenda Angico, no estado de Sergipe; entre eles encontravam-se Lampião e Maria Bonita. Corisco, ao receber essa notícia, vingou-se furiosamente, degolando a família do fazendeiro acusado de delatar o bando à polícia, porém assassinou as pessoas erradas.[1]

Morte

Em 1940 o governo Vargas promulgou uma lei concedendo anistia aos cangaceiros que se rendessem. Corisco e sua mulher Dadá já haviam decidido deixar o cangaço desde 1939, quando no ano seguinte estavam no Estado da Bahia, na cidade de Barra do Mendes, em um povoado denominado Fazenda Pacheco. O casal repousava em uma casa de farinha após almoçarem, e estavam supostamente desarmados. O ataque foi comandado pela volante do Zé Rufino, juntamente com o Ten. José Otávio de Sena. Corisco foi surpreendido, mas não se entregou, dizendo a Rufino que não era homem de se entregar. Foi metralhado na barriga, deixando seu intestino fora do abdômen, ainda vivendo por 10 horas depois da rajada de tiros.[3] Dadá precisou amputar a perna direita. Com as mortes de Lampião e Corisco, o cangaço nordestino enfraqueceu-se e acabou se extinguindo.

Corisco foi enterrado no cemitério da Consolação em Miguel Calmon, na Bahia. Depois de alguns dias sua sepultura foi violada, e seu corpo exumado. Seus restos mortais ficaram expostos durante 30 anos no Museu Nina Rodrigues ao lado das cabeças de Lampião e Maria Bonita.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Corisco

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ENCONTRO DE DADÁ E ZÉ RUFINO


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MOMENTO DE ORAÇÃO. ONDE OS SOLDADOS FALHARAM... TRIUNFOU BENJAMIN ABRAHÃO.


Por Geraldo Antônio de Souza Júnior

Benjamin Abrahão Calil Botto realizou uma façanha espetacular ao conseguir localizar Lampião e seu bando em meio à caatinga e posteriormente convencê-lo a posar juntamente com sua gente para suas câmeras.

As fotografias e filmagens realizadas por Benjamin Abrahão causaram desconforto nas autoridades e principalmente nos comandos das policias ao mostrar para o mundo Lampião e seus comandados vivendo tranquilamente e de forma pacífica sem serem incomodados por seus perseguidores. A façanha realizada pelo antigo Ajudante de Ordens do Padre Cícero do Juazeiro do Norte/CE de certa forma demonstrou a ineficiência das policias estaduais ao que se refere a localização e repressão ao bando cangaceiro, acarretando e aumentando ainda mais os investimentos por parte dos governos estaduais e federal para a luta contra o cangaço e consecutivamente ampliando as perseguições policiais ao bando, após a exibição das fotografias e filmagens.

Os esforços impostos pelas autoridades logo trouxeram bons resultados e aos poucos o bando cangaceiro liderado por Lampião foi sendo esfacelado e no dia 28 de julho de 1938 a Força Policial Volante alagoana comandada pelo então Tenente João Bezerra aplicou o golpe fatal matando Lampião, sua companheira e outros nove cangaceiros na Grota do Angico localizada no então município de Porto da Folha em Sergipe.

O cangaço oficialmente teve o seu ciclo encerrado com a morte de Corisco ocorrida no dia 25 de maio de 1940 na Fazenda Pacheco localizada no município baiano de Barra do Mendes, quando o Diabo Loiro, como assim também era conhecido, empreendia fuga juntamente com sua companheira Dadá.

Benjamin Abrahão foi morto com 42 facadas no dia 07 de maio de 1938 na localidade Pau-Ferro a atual cidade de Itaíba em Pernambuco e a causa de sua morte ainda hoje é motivo de desconfiança ao que se refere a autoria e as motivações que levaram ao cometimento do crime.

O rico trabalho iconográfico e cinematográfico produzido por Benjamin Abrahão permanecerá sendo admirado e estudado por essa e pelas futuras gerações de estudiosos e pesquisadores do tema cangaço que tenho convicção que saberão reconhecer a importância do trabalho produzido à duras penas pelo sagaz aventureiro Benjamin Abrahão.

A imagem anexada a essa matéria foi registrada por Benjamin Abrahão (ABA Film) e é parte constante da antiga e extinta Revista O Cruzeiro. A imagem mostra Lampião e parte de seu bando em momento de oração demonstrando ao mundo que nem só de sangue vivia o cangaço.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

http://cangacologia.blogspot.com.br/2018/03/momento-de-oracao.html

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PROFESSORES DO CURSO DE HISTÓRIA PUBLICAM ARTIGOS EM LIVRO EDITADO PELA UNISINOS E OIKOS


Professores do Departamento de História, do Campus Central da UERN, publicam artigos no livro “Crime e Justiça – reflexões, fontes e possibilidade de pesquisa”, editado pela Unisinos e Oikos.


Os artigos são: “Crime e violência no sertão do Rio Grande do Norte no século XIX”, de autoria do professor Dr. Francisco Linhares Fonteles Neto; e “O judiciário e a proibição das drogas na Primeira República: o caso do Rio Grande do Sul”, de autoria do professor Dr. Carlos Eduardo Martins Torcato.

Os artigos são fruto de palestras proferidas no III Simpósio Nacional de História do Crime, que aconteceu na Unisinos, em São Leopoldo/RS.

Posteriormente o livro será lançado na UERN.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CORONEL DELMIRO GOUVEIA


Por Volta Seca

Cel. Delmiro Gouveia. Natural de Ipu-CE, em foto rara, ao lado da mãe e do padrasto.

Foto: Acervo Família Gouveia/ Coronel Delmiro Gouveia.

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sexta-feira, 16 de março de 2018

ACABA A GREVE NA UERN. LUTA POR DIGNIDADE CONTINUA.


Em uma assembleia extremamente concorrida e que contou com uma das maiores participações da categoria nos últimos anos, foi definido o fim do movimento grevista dos docentes da UERN, iniciado no dia 10 de Novembro de 2017.

A decisão foi apertada e deixa clara a importância do debate interno e do confronto de ideias promovido pelo sindicato durante todo o movimento grevista. Foram 175 votos a favor do fim da greve, 161 pela sua continuidade e três abstenções.

O debate travado durante a assembleia de hoje (16) explicitou o sentimento de toda a categoria de que é preciso continuar lutando pela universidade, pela regularização dos salários (pagos em atraso desde janeiro de 2016) e pela defesa da educação pública, gratuita e de qualidade. As falas de professores e professoras como um todo defenderam a manutenção de um estado de vigilância e mobilização permanente.

A categoria aprovou a criação de um comando permanente de mobilização que irá dar continuidade as ações propostas pelo Comando de Greve docente, garantindo que a luta por condições dignas de trabalho e de estudo não se encerrará com o fim do movimento grevista.

A ADUERN enviou na última terça-feira (13), uma proposta para garantir a regularização dos salários dos professores e professoras da universidade. A proposta já se encontra com o executivo estadual e a negociação segue sendo pauta prioritária da direção sindical.

Os professores da UERN ainda aguardam pelo recebimento do salário de Fevereiro e do 13º referente ao ano de 2017.

Calendário – A direção da ADUERN destacou que remeterá a decisão da categoria para a administração da universidade, que nos próximos dias deverá realizar os trâmites burocráticos e apresentar um novo calendário acadêmico com as datas do semestre que se iniciará.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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ENCERRADA A GREVE DOS PROFESSORES/AS DA UERN.


 Por ADUERN – ANDES

URGENTE: Por 175 votos a 161 (3 abstenções), docentes da UERN decidem voltar às salas de aula.



Assembléia da ADUERN começou com um minuto de silêncio em memória da Vereadora Marielle Franco (RJ), brutalmente assassinada na noite da quarta-feira.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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'TATU' A PAIXÃO DE LAMPIÃO NO PAJEÚ DAS FLORES


Por Sálvio Siqueira

Na saga cangaceira, referindo com exclusividade à época da lampiônica, já lá pelos anos de 1929, o “Rei do Cangaço”, Virgolino Ferreira, o cangaceiro Lampião, enamora-se da cabocla da Malhada da Caiçara, município, hoje de Paulo Afonso, BA, Maria Gomes de Oliveira, que, mais tarde, a imprensa carioca a chama de ‘Maria Bonita’, alcunha pela qual torna-se conhecida, mundialmente, até os dias atuais.

Nos primeiros anos da vida como chefe cangaceiro, o bando do ‘Rei Vesgo’ pratica inúmeros estupros e suas ações são com um toque a mais de maldades em suas vítimas. Porém, é fato de que, talvez pela maneira que eram tratadas em suas casas, pelos seus familiares, as moças tinham sonhos de estarem com seus corpos envolvidos pelos braços dos bandoleiros. As notícias, divulgadas pelo meio de comunicação da época, jornal escrito, e mesmo a propalada oralmente de boca em boca, de pessoa a pessoa, não as faziam temer estarem com eles. Claro que não podemos generalizar, dizer que eram todas, talvez as que assim sonhavam, pensava, fossem a exceção. Sendo uma ilusão de ‘libertarem-se’ da maneira, modo, como eram ‘tratadas’ no seio familiar.

A história, descrita por vários autores, nos traz Maria de Déa como sendo a pioneira em adentrar, fazer parte, de um bando de cangaceiros nos sertões nordestino. Outros ainda nos trazem a história de uma outra baiana, Anésia Cauaçú, Anésia Adelaide Cauaçu, que fora uma cangaceira que viveu na região de Jequié, interior da Bahia, no início do séc. XX. Só que essa era a líder dos bandoleiros, e não uma simples companheira como foram ‘Maria Bonita’, ’Dadá’, ‘Sila’, ‘Adília’, ‘Quitéria’, ‘Cristina’, ‘Lídia’, ‘Durvinha’... e tantas e tantas outras sertanejas.

Pois bem, voltando no tempo, muito antes dos anos em que se deu o encontro de Lampião com Maria Bonita em território baiano, deu-se um caso amoroso entre ‘ele’ e uma jovem cabocla alagoana no Vale do Pajeú das Flores. Admira-me que, embora vários autores saibam, porém, não citam uma linha se quer sobre o caso em suas obras. Já outros, nem de longe imaginam tal fato, aí é impossível dizerem algo. No entanto, esse episódio, o caso, é fruto de narração oral colhida pela pesquisa de campo de um pesquisador sério da cidade de Calumbí, PE, onde nos relata claramente, minuciosamente, no livro “A Maior Batalha de Lampião”, Lourinaldo Teles Pereira Lima, 1ª Edição, 2017, nosso amigo Louro Teles, o qual, também, estranha a falta de insistência, ou assistência ao caso, de outros pesquisadores do tema sobre tal citação.

Nas andanças constantes dos cangaceiros, eram nômades, eles raramente comiam bem, mas, sempre que possível, faziam uma refeição decente. Esse alimento não era, na maioria das vezes, preparado por eles. Sempre eram feitos por algum coiteiro e levado para onde o bando estava acampado. Outras vezes, os próprios cangaceiros chegavam às moradias dos sertanejos e pediam para que fosse feito comida. Lampião sempre pagava, e bem, por esses serviços prestados. Não que ele fosse bonzinho, mas, por que pagando, tinha um aliado a seu serviço, sempre, e fora mais uma tática usada por Virgolino que deu bons resultados.

Em 1924/25 a caterva do ‘cego’, chega a uma simples moradia situada na zona rural de Mata Grande, AL. Lampião se apresenta e pede para o dono da casa preparar comida para a cabroeira. Enquanto esperam aprontarem a refeição, os ‘cabras’ começam a prosearem entre si. Alguns começam a jogarem cartas embaixo de alguma árvore que tinha no aceiro do terreiro. Outros apenas proseiam, contando suas aventuras para os amigos e, outros ainda, apenas descansam.

O chefe proseia com o Patriarca da família. Escondida em algum lugar, escolhido por ela, estava a jovem Maria Ana da Conceição que não perdia um movimento se quer de Lampião. O pernambucano percebe o insistente olhar daquela jovem sobre ele. Chegando a jovem, aproveita oportunidade, para prosear com ela. Ela, naturalmente está com o seu jovem corpo todo a tremer, não com medo, mas por está loucamente apaixonada por o fora-da-Lei, e o mesmo estar ali, diante dela.

Virgolino gosta da moça e depois de uma longa prosa com ela, pergunta se ela que ir junto com ele, fugir de casa, ir embora. De supetão a moça concorda. Parecia estar esperando aquela ‘cantada’.

Lembremos aqui que os cangaceiros tinham suas companheiras, suas namoradas e até mesmo suas esposas, não compondo os bandos, como ocorreu a partir de 1929, onde elas passam a fazerem parte dos próprios, mas, em algum local escolhido e mantido, financeiramente, por eles.

Citaremos, como exemplo, o caso do cangaceiro alagoano da região, segundo Érico de Almeida em sua obra “Lampeão-Sua História” (págs. 63 a 68), de 1926, próxima a Olho D’água do Casado, AL, município que faz limites ao Sul com o de Piranhas, AL, e ao Norte com o, hoje, de Delmiro Gouveia, AL, que nascera por volta de 1902, Antonio Augusto Feitosa, de alcunha Meia Noite. Meia Noite ao topar de frente Lampião e seus dois irmãos, os cangaceiros ‘Esperança’ e ‘Vassoura’, respectivamente Antônio e Livino Ferreira, onde diz que o segundo tinha lhe roubado nove contos de réis, logo após o ataque a cidade paraibana de Sousa, em 27 de julho de 1924, recebe do próprio Lampião quantia equivalente e é mandado embora do grupo. Por ter sido um dos que mais fizerem arruaças em Sousa, PB, conta-se que andou montado de esporas no juiz daquela comarca, Meia Noite passa a ser muito perseguido pela Força Pública da Paraíba, pelos homens, jagunços, do coronel José Pereira, de Princesa Isabel, PB e pelos próprios cangaceiros de Lampião.

Virando um cangaceiro solitário, Meia Noite começa a ‘visitar’, sorrateiramente e a noite, várias fazendas na região de Patos do Irerê, pedindo guarida. Logicamente, pagando bem, por uma noitada num celeiro, engenho ou casa de farinha. O detalhe é que ele levava a ‘tira-colo’ sua amante, namorada, companheira, chamada Zulmira, que no fogo da fazenda Tataíra, passa a noite recarregando as armas, enquanto seu companheiro enfrentava, sozinho, mais de oitenta homens.

Em certo momento, quase ao romper da aurora, o cangaceiro pede garantias de vida para sua companheira Zulmira, pois achava que não escaparia daquela arapuca, no que é atendido. Essa é presa e em pouco tempo solta. Desse cerco ele escapa, apesar de ter sido ferido em uma das pernas e, ao pular uma cerca, ter quebrado um dos braços, porém em pouco tempo é descoberto e assassinado por dois homens a mando do coronel Zé Pereira. Contaremos essa passagem da história, da valentia do negro Meia Noite, em outra oportunidade.

“(...) Depois de conversarem um pouco, Lampião disse:
“- Tem coragem de ir embora comigo?”
Ela, imediatamente, respondeu:
“- Tenho”. (Ob. Ct.)

Fizeram os preparativos. Sabia o pernambucano que teria que ter os cuidados redobrados com a presença de uma mulher no bando. Partem pala madruga em direção ao Leão do Norte, mais especificamente para um aglomerado de casas, hoje um povoado, denominado Roças Velhas, próximo ao distrito de São Serafim, hoje, município de Calumbi, PE.

“(...) Eles partiram pela madrugada em direção ao estado de Pernambuco, caminharam alguns dias e vieram sair em Roças Velhas, hoje um povoado pertencente ao município de Calumbi, mas naqueles dias eram apenas algumas casas isoladas no centro da caatinga, um dos redutos da família Teles. Roças Velhas foi fundada por Vitor Teles(...).” (Ob. Ct.)

Chegando ao novo ambiente, é providenciado uma choupana, palhoça, ou algo parecido, para que o ‘casal’ se aconchegasse. Depois de vários dias, curtindo a vida, Lampião recebe a informação de que as volantes estão rondando nas proximidades. Chega para sua namorada e diz o que fará nos próximos dias, principalmente em relação a segurança dela.

“(...) Lampião percebendo o perigo falou para Maria:

- Olhe Maria, vou ter que me afastar por um tempo, mas quando as coisas acalmar eu volto!
Respondeu Maria:
- Mas como é que eu vou ficar aqui? O dono da terra vai butá eu pra fora, e para onde eu vou?
Lampião colocou a mão no bornal, tirou dele um frasco redondo com tinta, uma pena e um papel e escreveu dizendo:

- Eu já medi um pedaço de terra, fiz o documento! Tome, guarde e pode dormir sossegada que daqui ninguém lhe tira! (...).” (Ob. Ct.)

O local escolhido pelo “Rei do Cangaço” para sua namorada ficar, era estratégico. Em sua volta ficavam vários esconderijos, em várias propriedade e fazendas, usadas por ele, tais como: “A Serra Grande, a Pedra D’água nos Barreiros, a Fuxico, o Saco dos Campos e As Pedreiras”. Mesmo que ele não pudesse ir ao casebre onde ela estava, ele enviaria um recado por algum de seus ‘cabras’ ou coiteiro, e a mesma iria até onde ele se encontrava.

Essas terras em que fora alojada a moça que veio das Alagoas, nas Roças Velhas, ainda hoje pertencem aos descendentes da família de Maria Ana da Conceição. Como em quase todos existem alcunhas, aqui pelo sertão, Maria Ana ganha o apelido de ‘Tatu’, e assim torna-se conhecida em toda região. O inevitável aconteceu, Maria Ana engravidou e pariu um feto vivo do sexo masculino, o qual deu o nome de Elizeu. Essa criança nasce em agosto de 1926, porém, Lampião, para despistar futuras investigações, acresce a idade da mesma, ordenando que se coloque em seus documentos uma data anterior ao seu início na saga. Assim é feito. A documentação da criança é feita como se ela tivesse nascida em princípios de 1917.

 “(...) antes de ir embora preparou o documento de Elizeu como ele queria que ela fizesse e mandou registrá-lo com o nome de Elizeu Florentino dos Santos, filho de Laurentino de Campos e Maria Ana da Conceição nascido no dia 10 de janeiro de 1917. Fez assim para confundir a polícia. O menino nasceu em 1926. Tatu dizia que no tiroteio da Serra Grande Elizeu tinha três meses de idade. Esta versão foi contada a mim por Josefa Bernardo, esposa de José Florentino dos Santos, neto de Tatu(...).” (Ob. Ct.)

‘Tatu’ tinha uma amiga, Josefa Bernardo, a qual morou por muitos anos na mesma casa em que morava a namorada de Lampião. Ela referia sempre os comentários da amiga quando citava suas ‘aventuras’ com o “Rei dos Cangaceiros’, quando estavam no terreiro da casa, em Roças Velhas.Outros moradores do povoado Roças Velhas, no município de Calumbi, PE, como “dona Guilhermina Francisca da Conceição”, que tinha o apelido de ‘Guiler’, e o senhor José Francelino de Souza, foram algumas, das várias pessoas que relataram sobre esse namoro entre Lampião e a jovem alagoana 'Tatu, Maria Ana da Conceição.

Assim, levamos ao conhecimento dos senhores (as), mais um caso envolto pelos mistérios da saga do Fenômeno Social Cangaço. Na obra/fonte pesquisada, há referências de testemunhas, as quais relataram ao pesquisador todas essas informações e outras mais. Esse livro é de primordial importância ter-se em nosso acervo literário.

Fonte "A Maior Batalha de Lampião" - LIMA, Lourinaldo Teles Pereira. 1ª Edição. Paulo Afonso, BA, 2017.

Foto Ob. Ct.
tokdehistória.com

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"A RAPOSA DO PAJEÚ"



Caros amigos! "A Raposa do Pajeú" - Obra escrita numa parceria entre os pesquisadores Helvécio Neves Feitosa e Venicio Feitosa Neves, que compartilham o gosto pela história do Nordeste, mormente do sertão nordestino. Trata-se de uma pesquisa histórica, biográfica e genealógica, que tem como personagem central o Capitão (e depois Tenente Coronel da Guarda Nacional) Simplício Pereira da Silva, figura lendária no sertão pernambucano. O Capitão Simplício, também conhecido entre os desafetos pela alcunha de "Peinha de Mão" (uma referência à baixa estatura), participou de todas as lutas importantes de sua época (primeira metade do século XIX), na Ribeira do Pajeú de Flores e no Cariri cearense. Foi o Senhor absoluto de "famosas legendas guerreiras e árbitro da elegância belicosa de seu tempo". Não se tem conhecimento de outro sertanejo mais célebre em sua época do que Simplício Pereira, cuja história e estórias não tem fim no sertão. Não há registro de nenhuma rebelião, de nenhuma luta famosa em sua época, da qual o Capitão Simplício Pereira não tenha tomado parte, a começar das brigas em sua Fazenda Cachoeira, com os índios Mináus, Xocós ou Cariris. Além do enfrentamento com os índios, em lutas de aldeamento e de ocupação de terras, Simplício Pereira entrou firme na política rude de seu tempo. Comandou um bando de cabras do Pajeú, contra o Coronel de milícias Joaquim Pinto Madeira, caudilho cearense, protagonista da famosa "Insurreição do Crato", conhecido como o homem da Caluna e do Altar, que sonhou, um dia, restaurar D. Pedro I ao trono. Em sua atividade guerreira, o Capitão Simplício teve papel decisivo no desencantamento dos fanáticos sebastianistas da Pedra do Reino, em 1838. Dez anos depois, voltou a colocar suas invictas táticas guerreiras em Flores e na Serra Negra, no combate a Francisco Barbosa Nogueira Paz e seus seguidores, conflito vinculado aos desdobramentos políticos, para o Pajeú de Flores, da Rebelião Praieira, que estava acontecendo em Recife. Tais eventos históricos estão descritos com detalhes no livro, composto por 440 páginas, encerradas por amplo levantamento genealógico dos descendentes diretos de Simplício Pereira da Silva (tetravô dos autores), com farta documentação fotográfica. Os Autores.

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Informação: Os autores não informaram como adquirir esta obra.

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MARIETA LIMA 1ª MULHER DE MOSSORÓ A USAR MACACÃO PARA EXERCER ARTES PLÁSTICAS


Nascida em 12 de janeiro de 1912 em Mossoró, filha de Maria Lima Rocha e João Lima Rocha, Marieta Lima passou a sua infância na fazenda do Carmo. Onde foi criada na histórica Casa Grande, a primeira casa de Mossoró construída pelos Carmelitas. Frades que na época catequizaram os índios Monxorós.Seus primeiros traços artísticos se manifestaram em carvão. Posteriormente, ao receber aulas no Colégio das Freiras na década de 1920, aos 11 anos, teve aulas de piano. Por ter as mãos pequenas, desistiu de tocar. As freiras perceberam habilidades artísticas visuais e ela começou a desenhar com lápis de cera com a Irmã Inês. Era chamada apenas no colégio de MARIA. Sua primeira obra foi aos 12 anos, em 1924, com o desenho de A Madona. Assinou como Maria Lima, como as freiras determinaram. No final da década de 1930, começou a pintar óleo sobre tela e restaurar imagens. Suas pinturas eram sacras e tendenciadas ao clássico europeu. Seus principais temas eram a religiosidade e a natureza morta. Casou-se em 1931, teve quatro filhos. Dois dedicaram-se. Na década de 1940 restaurava o teto das igrejas e logo após a segundo guerra mundial foi a primeira mulher na cidade a usar macacão para conseguir exercer o ofício nas artes. Por ser inovadora e solidária com o próximo, pertenceu às Damas de Caridade. Distribuía alimentação e roupas para os mais carentes. A experiência de estar mais próxima das comunidades e realizar muitas viagens pelo interior do Rio Grande do Norte começou a focar sua arte com temas regionais e de sua terra. Como a caatinga, o vaqueiro, o amanhecer e o pôr-do-sol, os carnaubais e as mais variadas manifestações folclóricas da alma nordestina começaram a ser contadas em suas telas. Já na década de 1950, começou a lecionar na Escola Normal ensinando a cadeira de artes plásticas. Para acrescentar a renda confeitava bolos, cortava cabelos, decorava festas para a alta sociedade. Entre 60 e 70, participou ativamente da vida política da cidade. No tempo das campanhas de Aluizio Alves foi uma das senadoras. Já em suas artes, foram espalhadas por varias regiões do Brasil, como São Paulo, Rio, Salvador, Pernambuco, entre outros Estados. Por ser referência na cidade e por pintar a regionalidade, suas obras foram vendidas para Holanda, Estados Unidos, Itália e Portugal. Em seu ateliê que funcionava em sua residência, ensinou para Boulier e Varela. Entre as suas obras estão: A Sagrada Família, A Menina na Janela, O Vaqueiro, As Fofoqueiras, A Sarça Ardente, O Menino da Esperança Esfarrapada, A Grande Queimada, O Preto Velho, Os Carnaubais, As Caeiras, Lampião e Maria Bonita. Entre 1980 e 1990, inovou ao usar cores fluorescentes e tintas em relevo em suas telas. Mesmo tendo perdido uma de suas visões, continuou pintando. No decorrer de 2000 recebeu homenagens como uma sala de artes com seu nome na Estação de Artes e Biblioteca Pública de Mossoró. No ano de 2008 foi considerada imortal pela academia de letras e artes plásticas de sua cidade.A maioria das obras de Marieta Lima não se sabe ao certo quem ainda as possui. Sabe-se que parte delas encontra-se nos principais Órgãos públicos do Estado do Rio Grande do Norte, famílias tradicionais e com seus familiares.

FONTE; JORNAL DE FATO, EDIÇÃO DO DIA 8 DE JANEIRO DE 2012 (DOM)

http://jullyetth-artistasplasticos.blogspot.com.br/2012/01/marieta-lima-1-mulher-de-mossoro-usar.html

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quinta-feira, 15 de março de 2018

ADUERN APRESENTA DOCUMENTOS AO GOVERNADOR BUSCANDO ENCERRAR GREVE NA UERN

Por Assessoria de Comunicação

A Direção da ADUERN, acompanhada pelos comandos de greve docente e técnico e do Diretório Central dos Estudantes (DCE), protocolou junto ao Governo do Estado, um ofício (nº 28/2018) contendo quatro propostas que podem garantir que o movimento grevista na instituição se encerre. Também foi enviada ao Governador uma carta de apoio com assinaturas de diversas autoridades políticas do estado reivindicando solução para o impasse.

O documento, que foi apresentado em coletiva de imprensa na manhã de hoje (14) na ADUERN, propõe que o Governo apresente saídas para o atraso salarial e um calendário de pagamento para os servidores em greve. O ofício coloca como condicionantes:

•Pagamento do mês de fevereiro até o final de março;

• Regularização dos pagamentos ate o final de abril;

• Um calendário de pagamento até o dia 20 de cada mês; 

• Pagamento do décimo 13º Salário de 2017 até Maio de 2018.

A direção da ADUERN também apresentou durante a coletiva de imprensa, uma carta de apoio que vem recolhendo inúmeras assinaturas em todo o estado de apoio a luta dos servidores da universidade. A carta, que foi redigida pelo Comando de Greve e sindicato, será remetida ao Governo do RN como instrumento de pressionar o executivo a negociar com as categorias em greve.

A presidenta da ADUERN, Rivânia Moura, lembrou que a proposta inicial dos docentes era a regularização imediata dos salários, porém, após quatro meses de greve e inúmeros enfrentamentos com o Governo, a categoria observou a indisposição de Robinson em negociar e apresentou uma contraproposta de sua própria reivindicação inicial.

“Apresentamos hoje uma proposta rebaixada, que diminui aquilo que pedíamos inicialmente em nossa greve. Queremos voltar a trabalhar, os técnicos também querem, os estudantes querem voltar a estudar e por isso estamos sacrificando nossa pauta e nosso direito a um salário em dia imediatamente. A ADUERN, os comandos e o DCE tem disposição para negociar, agora resta saber se o Governador também tem”, afirmou Rivânia.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CASARÃO DO CAPITÃO ÂNGELO GOMES DE SÁ E O SEQUESTRO DO CEL DAVI JACINTO PELO BANDO DE LAMPIÃO

Por Cícero Aguiar

Esse imponente casarão, maltratado pela ação do tempo, fica localizado no sítio Cabaças, Verdejante-PE, segundo moradores da localidade como o Sr. Manoel Henrique, essa casa pertenceu ao Capitão Ângelo Gomes de Sá, filho do Alferes Manoel Gomes de Sá e de Maria dos Anjos da Purificação, primeiro matrimônio com Maria Angélica de Jesus e o segundo com Feliciana Gomes de Sá, as esposas eram irmãs, filhas de Antônio Gomes de Sá irmão de Ângelo. 


O capitão Ângelo Gomes de Sá, era tio de David Jacinto de Sá, um dos fundadores da cidade de Verdejante-PE, Davi Jacinto nasceu em meados do ano de 1859 e faleceu com 85 anos de idade no dia 04 de dezembro de 1944. A fazenda Bezerros, hoje cidade de Verdejante, era distrito de Salgueiro, a sua localização e a distância entre as cidades de Salgueiro-PE e São José do Belmonte-PE, dificultava o comércio dos produtos agrícolas e outras mercadorias. Por volta de 1915, ano da grande seca, as lideranças do lugarejo sentiram a necessidade da criação de uma feira semanal para a comercialização de mercadorias, assim foi criada a feira aos domingos. 
  


No ano de 1917 o então prefeito de Salgueiro, o Cel. Romão Sampaio, tomando conhecimento da criação da feira, ordenou a sua proibição, destruindo as barracas e desarmando o chefe político David Jacinto. Em dezembro do mesmo ano, em campanha política, Agamenon Magalhães visitou a vila, e prometeu interceder, de fato cumpriu a promessa, inclusive devolvendo a arma do chefe político local David Jacinto. Na celebração das festas natalinas, o Padre Manoel Firmino, pároco de Salgueiro, sugeriu que fosse construído uma capela.


As lideranças políticas e os chefes de famílias, se reuniram e acertaram a construção da igrejinha, o Sr. David Jacinto, e o seu cunhado Mariano Gomes de Sá e Cirilo Ribeiro fizeram a doação do terreno para a construção. Em forma de mutirão, a Capela foi erguida e inaugurada no dia 08 de dezembro de 1918 com a chegada da imagem de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, e uma celebração de uma festa.



“O sequestro do Cel. David Jacinto de Sá pelo bando de Lampião”

Em meados do ano de 1926, Virgulino Ferreira da Silva (Lampião) invade e saqueia o povoado de Bezerros, o alvo era Cel. David Jacinto, o chefe político do lugar. Lampião exigiu a quantia de 10 contos de réis do coronel, que prontamente se negou a entregar a quantia. Lampião ficou muito irritado com a negativa, então, ordenou que os cangaceiros amarrassem o coronel de costas num jumento e o sequestrou. A esposa do sequestrado, a Sra. Joana Tavares de Sá (ou Joana Gomes de Sá, Joana Tavares Muniz) (Dona Joaninha), recorreu ao Cel. Veremundo Soares de Salgueiro, e ele empresta os 10 contos de réis para pagar o resgate, Dona Joaninha faz uma promessa, que se o seu esposo voltasse para casa a salvo, ela mandaria celebrar uma missa. 


Com o dinheiro emprestado por Veremundo, Dona Joaninha entrega a quantia ao Sr. Manoel Coelho e pedi que ele saia a procura do bando de Lampião, era do conhecimento que o grupo de cangaceiros tinha indo em direção da localidade chamada Carnaúba, então o dinheiro foi entregue pelo portador, Lampião solta o sequestrado e ele volta a salvo para sua casa. Para cumprir a promessa foi mandado celebrar uma missa e uma festa com os vaqueiros no dia 08 de dezembro, dando então início a tradicional Missa do Vaqueiro, que até hoje é realizada.

Cicero Aguiar Ferreira, Pesquisador

Fonte de pesquisas: ACAVE (Associação Cultural e Artística de Verdejante), Manoel Henrique, Genealogia Pernambucana, documento digitalizado do cartório de Verdejante (assentamento do óbito de David Jacinto de Sá).

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TERRA DOS MONXORÓS

Por Aluísio Barros Oliveira


A Terra dos Monxorós alcança 166 anos de emancipação política. Parabéns para o povo da terra da Índia Kathauã. (Catedral de Santa Luzia), marco zero da cidade. 


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