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quarta-feira, 30 de maio de 2018

EPISÓDIOS DA VIDA DE LAMPIÃO - PARTE 4


Por Ruy Lima 

(Participação de Lampião nas Investidas do Bando do Sinhô Pereira) 

UM POUCO DA HISTÓRIA DE SINHÔ PEREIRA E DE LUIZ PADRE 

Sebastião Pereira da Silva era o seu nome. Filho de Manoel Pereira da Silva Sá, pertencia à família Pereira da Região do Pajeú, Nasceu em Vila Bela, em 20/01/1896 e faleceu em 21/08/1979, em Lagoa Grande, MG, como um pacato comerciante. 

Sinhô Pereira (não sei de onde veio esse “Sinhô”, mas não tem nada a ver com a sua idade, ou por ser portador de algum título de nobreza) era descendente do Andrelino Pereira da Silva, o famoso Barão do Pajeú, o qual foi o primeiro prefeito de Vila Bela. Ele era primo de Luiz Pereira da Silva, o Luiz Padre, alcunha originada do seu pai, o Padre Pereira. Ele nasceu em 12/02/1891, em Serra Talhada e faleceu em 06/04/1965, em Goiás, devido a uma operação malsucedida de vesícula. 


Luiz Padre era filho de Manoel Pereira da Silva Jacobina, conhecido como Padre Pereira, por ter sido seminarista. 

Padre Pereira era irmão do pai de Sinhô Pereira e genro do Barão do Pajeú. Ele foi o segundo prefeito de Serra Talhada. Era muito respeitado, mas odiado pelos Carvalhos. 

Naquela época, as famílias Pereira e Carvalho, viviam em pé de guerra, apesar de terem parentesco entre si. 

No dia 17 de junho de 1905, pela manhã, Manoel Pereira Maranhão, conhecido por Né do Baixio ou Né Delegado, por ter exercido esse cargo, foi morto a tiros em plena rua de Vila Bela, pelo seu primo Antônio Clementino de Carvalho, apelidado de Antônio Quelé, por um motivo bastante fútil. 

Antônio Quelé foi preso e encaminhado para a Cadeia de Flores, mas anos depois foi absolvido em júri popular. 

Em 20 de outubro de 1907, Padre Pereira, pai de Luiz Padre e tio de Sinhô Pereira, foi morto, aos 72 anos de idade, por Luis de França, jagunço do major João Barbosa Nogueira, aliado dos Carvalhos.

Luiz Padre tinha entre 16 e 17 anos e coube a Manoel Pereira da Silva Filho (Né Pereira ou Né Dadu), irmão mais velho de Sinhô Pereira, atendendo pedido da viúva do Padre Pereira, matar Eustáquio Carvalho, um dos membros da família adversária. 

Né Dadu cumpriu a sua tarefa: matou a tiros Eustáquio Carvalho. Ele formou um bando de cangaceiros e atacou algumas fazendas do local. Foi perseguido pela polícia. Em 16 de outubro de 1916, na Fazenda Serrinha, em Serra Talhada, ele foi assassinado a traição, enquanto dormia, por um dos seus cabras. 

A viúva do Padre Pereira e mãe do Luiz Padre, mandou o filho acompanhar o primo, Sinhô Pereira. 

Sinhô Pereira já tinha formado um bando de cangaceiros, com a aprovação da família, para vingar a morte do irmão, Né Dadu, e do Padre Pereira, seu tio e pai do Luiz Padre. 

Sinhô Pereira fora avisado que um dos jagunços que ajudara matar o Padre Pereira estava numa fazenda, perto do comércio de São João de Barro Vermelho (hoje Tauapiranga) distrito de Serra Talhada/PE. O bando chegou na casa à noite. O cabra correu sob a rajada de tiros dos cangaceiros. No outro dia, pela manhã, Sinhô Pereira, Luiz Padre e seus cangaceiros seguiram o rastro do cabra pelo sangue. Quando avistou o bando, o cabra correu e Luiz Padre o matou com um tiro certeiro, vingando assim a morte do pai, embora não tenha se vingado dos mandantes do crime. 

Porém, a família Pereira estava numa fase inicial de decadência econômica. O Sinhô Pereira e Luiz Padre, resolveram deixar o cangaço e debandarem para o Estado de Goiás. 

Após uma longa caminhada e confrontos com a polícia do Piauí, Sinhô Pereira resolveu retornar ao sertão do Pajeú e reassumir o comando do seu bando de cangaceiros. Luiz Padre continuou com a sua jornada com destino a Goiás. 


Neste seu retorno, entre o mês de julho e julho de 1920, Sinhô Pereira foi procurado por Virgulino, seus irmãos Antônio e Livino, Antônio Rosa, irmão de criação e outras cabras. Desta feita, os irmãos Ferreira entraram definitivamente no cangaço, com o objetivo de vingarem a morte do pai, pela Polícia Militar de Alagoas.

AS PRIMEIRAS INVESTIDAS DO BANDO DO SINHÔ PEREIRA, COM A PARTICIPAÇÃO DE LAMPIÃO. 

O primeiro confronto do bando de Sinhô Pereira com a polícia, ocorreu quatro a cinco depois que Virgulino entrou no bando. Aconteceu na fazenda de Né Carnaúba, tio do Sinhô Pereira. O bando, composto de apenas 13 homens, foi atacado por uma força de uns 40 homens, comandados pelo capitão Zé Caetano. No tiroteio, morreu Luis Macário, um dos camaradas de Sinhô Pereira. O bando fugiu. 

Logo em seguida, houve outro confronto, na fazenda Ponto de Poço, à margem do Pajeú. O bando já era composto por 16 homens contra 8 da polícia. Morreram dois da volante policial. 

Oito ou dez dias depois, o bando enfrentou uma volante, com praticamente o mesmo número de componentes, 16 a 17 homens. Da volante morreu um e outro saiu ferido. Do bando hão houve mortos nem feridos. 

Um mês depois, mais outro confronto, pertinho de Serra Talhada. Tanto o bando como a volante era composta de 23 homens. Houve dois mortos e três feridos da volante e dois feridos do bando de Sinhô Pereira. A volante fugiu. 

O bando de cangaceiros seguiu para a fazenda Abóbora do Coronel Marçal Diniz. Nesse lugar, o capitão Zé Caetano e os tenentes Bigode, Ibraim e Geraldo cercaram a casa. O tiroteio durou quase cinco horas. Da parte da volante, morreu um e ficaram uns cinco baleados. Morreu um rapaz da casa e dois do bando de cangaceiros ficaram feridos. Um deles, Antônio Ferreira, irmão de Virgulino, com um tiro de fuzil no ombro e outro na coxa. A volante debandou. 

Em seguida, o bando foi para a fazenda do Barro, no Ceará, com quatro feridos, a chamado do major José Inácio, que tinha arranjado uma encrenca com o padre Lacerda, do arraial de nome Coité. O padre estava incorporado com as forças. Tinha pouco soldados e muito jagunço. 

O bando cercou o arraial de Coité com 70 homens, contando com os homens do major. O bando já tinha uns 30 homens. Os adversários tinham uns 50. O tiroteio começou cedo e durou até de tardinha. Isso ocorreu no dia 20 de janeiro de 1921. Morreram um dos homens de Sinhô e três do Major Inácio. Saíram feridos três homens do bando, incluindo Antônio Ferreira, no braço. Chegaram mais 15 a 16 homens, comandados pelo sargento Romão, e o bando, em desvantagem, se retirou. 

Em seguida o bando chegou na fazenda das Queimadas, onde teve um encontro com uma força de mais de vinte homens, chefiada pelo sargento Romão. Logo depois apareceu o tenente Zé Galdino com 25 a 30 soldados. 

Depois de mais de uma hora, os policiais correram e voltaram reforçados pelo grupo de Antônio Miguel, sargento comissionado, com 15 a 20 homens paisanos. Sinhô Pereira dividiu o grupo. Uma parte ficou na casa e no curral. Outra parte ficou na cerrada. Estes viram quando os policiais foram chegando e deixaram que passassem. Um grupo estava com Lampião e outro com Baliza. De repente, os policiais ficaram entre dois fogos. Morreram dois soldados e três paisanos Morreu Pitombeira (Manuel Vitória) chefe de grupo do Sinhô Pereira e ficaram feridos os cangaceiros Lavandeira de Manxé Porvinha. Depois de uma hora e meia de tiroteio, a força policial fugiu. 

Sinhô Pereira e seu bando retornaram para o Barro. Lá, o major José Inácio pediu que se retirassem. O Sinhô Pereira, então, retornou para Serra Talhada com o seu pessoal. 

Em Serra talhada o bando recebeu uma intensa perseguição da força policial pernambucana. Na serra de Forquilha foram cercados por 128 homens chefiados pelo tenente-coronel Cardim, o capitão Zé Caetano e os tenentes Bigode, Assisino e João Gomes. O bando, naquela ocasião, só tinha 11 homens, incluindo Virgulino e seus irmãos. Teve uma hora de fogo cruzado. 

O bando estava no interior de uma casa. Os policiais davam descarga de balas no telhado da casa, que ia ficando cada vez mais cheia de poeira. Os cangaceiros estavam em tempo de ficarem desarmados: a areia caía dentro das carabinas, quando eles as manobravam. Então, resolveram furar o cerco. Combinaram de cinco atirar para um lado e seis para o outro. Conseguiram escapar. Surpreendentemente, ninguém saiu ferido. 

Depois houve outro confronto na fazenda Tabuleiro, na Paraíba, fronteira com Pernambuco, de um sujeito casado com uma sobrinha de Sinhô Pereira, chamado Neco Alves. De longe o bando avistou uns homens. Lampião ia na frente com Livino e Antônio. Os soldados atiraram e erraram. Lampião perdeu o chapéu, ao pular para se livrar das balas. Ao voltar para apanhá-lo, tomou dois tiros, uma na virilha e outro acima do peito, Todos os dois saíram atrás.

Na hora, ele saiu andando, mas não aguentou e caiu. Livino e Meia-Noite o arrastaram até um lugar seguro. Ficou uns 20 dias na fazenda de um pessoal de Cosmos, gente humilde, mas muito amiga. Sinhô mandou chamar um médico da sua família, Dr. Mota que tratou dos ferimentos de Lampião. Ao examiná-lo o médico teria dito: “Nunca vi tanta sorte. Por um triz a bala pegava a bexiga e a espinha. Se a bala fosse de carabina (mais grossa) teria pegado.” Sinhô Pereira e seu bando ficou arranchado naquele local até Lampião poder andar. 

“Depois do combate em que Lampião saiu ferido eu resolvi me retirar daquela vida. Isso foi no Tabuleiro de Neco Alves. Saí mais por causa do reumatismo. O reumatismo me atacava tanto, que tinha dia que eu não podia nem caminhar.” (Sinhô Pereira)

Sinhô Pereira saiu do Sertão do Pajeú em 8/08/1922, com apenas 26 anos de idade, rumo a Goiás, onde já estava o seu primo Luiz Padre, e deixou o seu bando sob o comando de Lampião. 

Ruy Lima 29/05/2018 Próxima Postagem: Parte 5 - OS PRIMEIROS ASSALTOS DE LAMPIÃO E SEU BANDO

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EM BREVE A BONECA CANGACEIRA DE DEUS

Uma obra do Tião Ruas

Aguarde esta obra escrita por Tião Ruas genro da ex-cangaceira dona Dulce Meneses, mãe da Martha Menezes.

https://www.youtube.com/watch?v=vhDJvTK-HBI

A ÚLTIMA CANGACEIRA DO BANDO DE LAMPIÃO (DULCE MENEZES).

Publicado em 26 de mai de 2017

Dulce Menezes dos Santos "Dulce" atualmente com 94 anos de idade é a última integrante do bando de Lampião, ainda viva. Dulce foi retirada do ambiente familiar e levada contra sua vontade pelo então pelo cangaceiro Criança III (Vitor Rodrigues Lima) com o qual permaneceu maritalmente até pouco tempo após a morte de Lampião, ocorrida no dia 28 de julho de 1938 na Grota do Angico que atualmente pertence ao município de Poço Redondo no estado de Sergipe. A reportagem constante nesse documentário foi produzida pela Rede Record de Televisão e conduzida pelo repórter Luiz Carlos Azenha. 

Assistam... Geraldo Antônio de Souza Júnior

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=575470032836823&set=a.131042527279578.1073741828.100011214939678&type=3&theater

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FANATISMO RELIGIOSO...


Vejam o que acabou de chegar. A reedição da raríssima e importante obra do paraibano Antônio Áttico de Souza Leite sobre a história da Pedra do Reino ou Pedra Bonita. Com juízo Crítico, prefácio e organização da Professora Débora Cavalcantes de Moura. 117 páginas. Preço 35,00 com frete incluso. 

Quem desejar adquirir este e outros livros: franpelima@bol.com.br e WhatsApp 83 9 9911 8286.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2064033240532235&set=a.1929416523993908.1073741833.100007767371031&type=3&theater&ifg=1

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terça-feira, 29 de maio de 2018

LIVRO DO DR. ARCHIMEDES MARQUES


 São quase 400 páginas, com fatos novos, inclusive uma certidão do casamento da cangaceira Dulce, com o também, cangaceiro, Criança. Uma iconografia muito rica, que vale a pena ter em uma biblioteca. A excelente obra pode ser adquirida diretamente com o autor, através do email: 

archimedes-marques@bol.com.br

Sobre a sua obra, vejamos o que diz o autor, em poucas palavras:

Neste segundo volume passeamos sobre a estada, a passagem, a vida das cangaceiras naqueles inóspitos tempos, suas dores e seus amores nas guerras do cangaço e também após esse tempo para aquelas sobreviventes. 

A história de Carira, seus arruaceiros, seus bandoleiros, seus pistoleiros, os cangaceiros e policiais que por ali atuaram, também é minuciada e melhor estudada com a participação inequívoca de historiadores locais de renome que remontam esse tempo.

Laranjeiras, a histórica e linda Laranjeiras dos amores e horrores, não poderia ficar de fora, pois além de tudo, há a grande possibilidade de Lampião ali ter pisado, até mais de uma vez, para tratamento do seu olho junto ao médico Dr. Antônio Militão de Bragança. Nesse sentido a história, a ficção e as suposições se misturam para melhor compreensão do leitor.

Boas novidades também são apresentadas neste volume, uma com referência ao “desaparecido” Luiz Marinho, cunhado de Lampião, então casado com a sua irmã Virtuosa, outra referente ao casamento de um casal de cangaceiros ainda na constância desse fenômeno ocorrido em Porto da Folha, com a prova documental e, em especial o extraordinário fato novo relacionado a Maria Bonita em Propriá na sua segunda visita àquela cidade para tratamento médico. Fotos inéditas também estão apostas neste volume, que acredito será bem aceito pelos pesquisadores do cangaço.

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MORDENDO A BATATA

Clerisvaldo B. Chagas, 29 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.911

Quando o dia queria morrer, acenderam uma fogueira. Mesmo sendo verão, começou a chegar um vento frio que se foi tornando cada vez mais gelado e, eu que sou friorento, não mais aguentei a situação e fugi. Fui refugiar-me dentro e no fundo da barraca de lona preta, armada pelos pescadores. Durante o dia havíamos subido com eles de Belo Monte até ali ao sítio Telha. Naquele lugar deslumbrante e terrível, acampamos no leito seco do rio Ipanema, no lado de baixo das temíveis corredeiras. A proposta era passar uma noite pescando pitu, camarão e peixe, coisa que havia sido feita pelo dia. Após a pesca de covos, houve pirão de peixe e bom descanso. Eu, mais dois amigos e cerca de três pescadores do São Francisco, queríamos apenas um aventura farrista.

PITUS. (COZINHA CAIÇARA).

Um garrafão de cachaça de cabeça levada por nós, ao invés de animar, acabou a brincadeira. Os meninos de Belo Monte entraram abaixadinhos no “caldo de cana” a que não estavam acostumados. Eu não conseguia dominar o frio no fundo da barraca e imaginava uma cheia repentina naquele cânion que nem a alma escaparia. De repente os pescadores se desentenderam motivados pela “marvada”, rolou confusão e pega-pega, sendo preciso corajosa intervenção dos amigos para acalmar os ânimos. Quando a poeira baixou, os caboclos ainda continuaram verificando os covos, catando os pitus nas armadilhas, produzindo na fogueira os petiscos para as demais rodadas.
Infelizmente aquela noite não era eterna e deu tempo suficiente para me arrepender da empreitada. Mas como saberia da brusca amplitude térmica do lugar? Acho que não preguei o olho, ansioso pela barra do dia. E quando finalmente a luz solar mostrou a face, fui ver o campo de batalha. Entre mortos e feridos escaparam todos do frio, da arenga e da cachaça de cabeça. Estavam estirados pelo areal e pelas enormes pedras das corredeiras. Mais tarde juntamos tudo e partimos para Belo Monte.
Nunca mais quis saber de aventura noturna que pudesse me trazer prejuízo. Os camaradas da pesca voltaram todos com a cara de burro depois da fuga. Nem sei dizer se os seus dentes estavam sadios após as dentadas na cana, mas, cachaça de cabeça, “véi”, quem quiser que vá comprá-la na casa das “mile peste!”, tenho dito.


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A VIDA SEM GASOLINA

*Rangel Alves da Costa

A greve já duradoura dos caminhoneiros e o desabastecimento de combustíveis, aliados às espertezas dos brasileiros, vêm provocando situações mais que inusitadas.
Como num filme onde a falta de água faz com que a população trate o precioso líquido como bem mais valioso, travando guerras e promovendo ataques, por aqui a falta de combustível nos postos não só colocou os carros em repouso nas garagens como fez surgir estranhíssimas ilicitudes.
E assim porque tem gente que não quer ficar sem rodar com seu veículo de jeito nenhum. Fala-se em tráfico de gasolina e óleo diesel. Fala-se em sequestro de galões de gasolina, de pessoas e até de caminhões transportando combustíveis.
E muito mais. Fala-se em pagamento de até mil reais por um galão de vinte litros. Fala-se em roubo e furto de gasolina. Fala-se em laboratórios clandestinos trabalhando a todo vapor para produzir gasolina. E a certeza de enriquecimento no dia seguinte ao anúncio do invento.
Coisas mais que surpreendentes, pois se fala em invadir países vizinhos e tomar seus postos de combustíveis à força. Muito rico já está providenciando grandes e longas tubulações vindas diretamente das refinarias dos países vizinhos.
Fala-se em gente saindo às ruas com relógio de ouro e gritando que troca por cinco litros de gasolina. Pelas calçadas, já fácil avistar móveis e geladeiras, eletrônicos e importados, e tudo com inscrição bem visível: tudo por vinte litros de gasolina.


Fala-se até em assalto à mão armada aos donos de veículos que ainda ousam trafegar. O cara vai, coloca a arma no rosto do condutor e diz “ou a gasolina ou a vida”. Ou ainda: “É um assalto mano, passe aí todo o gás desse carango”.
Sem invencionice, muitas queixas já foram prestadas dando conta de furto de gasolina. Relata um desses boletins que um senhor esqueceu no carro a carteira com notas graúdas de dinheiro, notebook e celular, mas deixaram tudo e levaram a gasolina.
Já outra relatou que foi sequestrada e o resgate nada mais era que dez litros de gasolina. Passou dois dias em poder dos sequestradores por que sua família não conseguia juntar o combustível.
Na zona sul tomaram de assalto um carro novinho importado. Mais adiante foi encontrado com o tanque vazio. Não queriam o carro, apenas a gasolina. De outro carro levaram até o tanque inteiro.
Luzita Boca de Veludo, dona de um cabaré, teve uma ideia genial. Como a clientela estava sumida, então ela colocou abaixo da luz vermelha uma faixa: Venha trocar o óleo que a gasolina é garantida!

Escritor
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O VAQUEIRO DA CAATINGA.


 Por Waldemar José Solha

Foi a primeira visão emocionante que tive do sertão, ao chegar aqui, em 62, aos 21 anos. Do ônibus em que viajava de João Pessoa à caatinga (depois do voo de São Paulo à Paraíba), vi quatro deles a cavalo e me senti... no meu mundo.





Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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SEMINÁRIOS TEMÁTICOS DAS CIÊNCIAS SOCIAIS E POÍTICAS


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CONHEÇA A HISTÓRIA DO VALENTE POVO DE MOSSORÓ


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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PARA OS QUE AINDA PENSAVAM QUE NÃO MAIS EXISTIA INEDITISMO NAHISTORIOGRAFIA DO CANGAÇO LAMPIÔNICO... VEJAMOS:


Por José Cícero da Silva

Nosso bom e inteligente aurorense Dr. Paulo Quezado agora palestrando sobre Lampião, o rei do Cangaço. Os pesquisadores e estudiosos do Cangaço - o mais autêntico fenômeno sociológico e histórico dos Sertões acabam de ganhar um pesquisador de peso. Um palestrante de mão-cheia. 

Um pesquisador de boa verve e dedicado. Parabéns! 

https://www.facebook.com/search/top/?q=historiografia%20do%20canga%C3%A7o

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DIA 29 DE MAIO DIA DO GEÓGRAFO


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O PADRE JOSÉ FURTADO DE LACERDA


Por Marcos Borges

O Padre José Furtado de Lacerda “pertencia à grade Furtado de Lacerda, de Mauriti e adjacências, cujos troncos eram originários de Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte, espalhando-se por todo o Nordeste brasileiro. Dentro daquele físico franzino e gestos simples, o Padre escondia o homem de gênio forte, o advogado combativo e o político ladino. 

Era, entretanto, criterioso e bastante vaidoso com suas coisas e consigo próprio. Dele pertencia a quadra abaixo (transcrita) que enviara aos seus parentes, residentes em Fortaleza, nos idos de 1920:

“Na batina, sou um padre /
No gibão sou um vaqueiro /
No fuzil, sou um soldado/
No rifle, cangaceiro”

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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LEONARDO MOTA (1891-1948)

Por Kydelmir Dantas

LEONARDO MOTA (1891 - 1948) - São 127 anos do nascimento e 70 anos da 'passagem' do Mestre do Folclore cearense LEOTA. Os seus principais livros são CANTADORES (1921), VIOLEIROS DO NORTE (1925), SERTÃO ALEGRE (1928) e NO TEMPO DE LAMPIÃO (1930)... 

Sobre ele escreveu o Mestre LUÍS DA CÂMARA CASCUDO, em prefácio da 3ª edição, datada de 1968 (imagem abaixo)... As imagens das capas postadas são das edições republicadas entre os anos de 1967 e 1978, existentes no meu acervo. Para não esquecermos aqui postamos pois, infelizmente, somos um País de gente sem memória.





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segunda-feira, 28 de maio de 2018

JUMENTOS, BURROS E GASOLINA

Clerisvaldo B. Chagas, 28 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.910

        Seu Marinho era poderoso comerciante de secos e molhados. Negociava no “prédio do meio da rua”, onde seu armazém tinha de tudo, desde a ximbra colorida ao arame farpado e querosene. Viera do campo, após uma passagem de Lampião pela sua propriedade. Possuía fazendas e terrenos. E eu como rapazinho, ainda, sonhava um dia comprar a ele a casa e aquelas terras vizinhas à olaria de seu Piduca. Namorava sempre a casa modesta à margem do rio Ipanema, vista da residência de meus pais. Mas seu Marinho também possuía outro terreno na colina, hoje perto do posto de saúde do Bairro Floresta. E nas minhas andanças para o curso de Admissão na Ponte Padre Bulhões, sempre admirava aquela casa de alpendre. “Ah, se um dia pudesse comprar uma das duas!”.


Virei adulto e ouvia dos outros que Seu Marinho não vendia nada do que possuía, apenas os produtos do armazém. “Não me desfaço de nada, nem de um jumento; amanhã posso precisar”, dizia ele. Virei fiel desistente de ambas as coisas. E de fato, alguns bens do comerciante somente foram vendidos após a sua partida.
E como seu Marinho estava certo, atualmente precisamos de cavalos, burros, jumentos e carros de boi, para transportar – que ironia! – gasolina, querosene, leite, mulher para a maternidade, menino para a escola... E tudo, enfim. O boi, o jegue, o burro, o carro de boi, nunca obstruíram estradas e nem entraram em greve. Bichinhos! E agora, comadre, o que fazer com o trem, com o carro de luxo, com o iate, o aviãozinho progressista? E o “babau” que andava perambulando pelas rodovias, sem valer “um conto”, virou peso de ouro para transportar o que o “caminhãozão” nesta greve pai d’égua não carrega: são as coisas da fazenda, o estudante, o leite e o pão.
Sem combustível para ir ao trabalho, botei um bom dinheiro num burro movido a óleo, não o óleo diesel, mas óleo de milho mastigado, querido leitor.
É a greve, irmão, que veio para sentir o pensamento tortuoso do brasileiro moderno. Aí vamos retornando aos transportes antigos dos nossos avós; aqueles que nós já os tínhamos aposentado, menos os de Seu Marinho, é claro, kkkkkkk!



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SENHOR GOVERNADOR, O QUE É CULTURA, O QUE É HISTÓRIA?

*Rangel Alves da Costa

O indeferimento pelo governo de Sergipe, no último dia 16, de uma solicitação feita através de ofício, e este encaminhado pela Associação Cultural Memorial Alcino Alves Costa, objetivando apoio/colaboração/patrocínio para o evento Cariri Cangaço Poço Redondo 2018, já demonstra bem como o poder trata a cultura e a história. Lamentável que assim tenha acontecido, mas aconteceu.
Contudo, mais lamentável ainda a justifica de falta de recursos e contenção de despesas, quando se conhece muito bem a verdade do outro lado, principalmente em ano eleitoral e quando o pleito se avizinha. Noutro dia mesmo, na mesma cidade de Poço Redondo, o governador e farta comitiva se banqueteavam em cavalgada e guloseimas eleitoreiras. Ou será que a comitiva governamental tira do próprio bolso essa gastança toda?
Não há dinheiro para cultura, não há dinheiro para evento histórico-cultural, não há dinheiro para nada que não seja para fins eleitoreiros, esta a verdade e tem de ser dita. O ofício encaminhado e indeferido não foi solicitando colaboração para festa de sofrência, arrocha ou micareta. O que o governo negou foi a colaboração a um evento de amplitude regional, pois atraindo a Poço Redondo pesquisadores, escritores, turistas e uma gama de pessoas que sabem da riqueza cultural, geográfica e histórica do sertão sergipano.
Certamente que a cultura não dá voto, a história não dá voto, o que realmente interessa, engrandece e valoriza o sertão não dá voto. E quando o poder gostou do conhecimento, da sabedoria, da educação? E quando a política gostou daquilo que não seja o clientelismo, o favorecimento, a compra de votos, a manipulação de consciências em nome do poder? A negativa ao apoio, colaboração ou qualquer outro nome que se queira dar, não partiu da iniciativa privada ou grupo empresarial, mas de um governo estadual.
E por que esse mesmo governo estadual mantém secretarias de cultura e turismo se não investe nem apoia nem a cultura nem no turismo? Apenas como cabides de emprego? Quando um governo nega a sua riqueza interior, espalhada em cada canto e recanto do litoral e além, está desvalorizando o próprio estado que governa e suas potencialidades. Investir em cultura e turismo não é apenas criar secretarias, mas principalmente dar condições para que alcancem os seus objetivos.
Saiba, senhor governador, que Poço Redondo possui muito mais que cavalgada e falsas lideranças que chegam apertando sua mão. Saiba, senhor governador, que Poço Redondo é muito mais que um cavalo selado e colocado à sua disposição para o tropel demagógico, é muito mais que a cervejama que desce e os segredos trocados ao pé do ouvido. Poço Redondo, senhor governador, vai muito além do que vossa senhoria chega lá com intenção de fazer.
Poço Redondo possui potencialidades históricas, culturais e geográficas, que certamente o senhor não conhece e nem tem a mínima preocupação de conhecer. Ora, interessa a cavalgada, o microfone, o discurso politiqueiro e a promessa. Não interessa saber de sua história, de suas riquezas naturais, de sua pujante cultura. Talvez lhe falte um bajulador para dizer que toda vez que pisa naquela terra está pisando o chão sagrado de Alcino, está na Gruta do Angico, no Quilombo da Guia, na Serra da Guia, no Morro da Letra, na Cachoeira do Bom Jardim, na Fazenda Maranduba e a vindita entre cangaceiros e volantes, no Casarão de Bonsucesso, na terra de Zé de Julião, do Mestre Tonho, de Dona Zefa da Guia. Está pisando na Capital da Cultura do Cangaço e de onde saíram nada menos que 34 filhos para o mundo cangaço.
Quando o Cariri Cangaço escolheu Poço Redondo para sediar um de seus encontros anuais, o fez pela riqueza histórica e cultural existente no município. O que se denomina Cariri Cangaço não se volta apenas para o estudo, a pesquisa e a discussão de temas envolvendo o cangaço, mas de uma imensa gama de aspectos relacionados ao Nordeste brasileiro: messianismo, coronelismo, religiosidade, misticismo, cultura local e regional, etc. Trata-se de um seminário permanente, formado por estudiosos, pesquisadores e escritores, sempre buscando novos conhecimentos e novas vertentes históricas.
O Cariri Cangaço é um evento de cunho turístico-cultural e histórico-científico, configurando-se como o maior e mais respeitado evento do gênero no país. Reúne, a partir de uma programação plural, dinâmica e universal, personalidades locais, regionais e nacionais, do universo da pesquisa e do estudo das temáticas propostas. E se materializa através de palestras, debates, visitas técnicas, apresentação de documentários, exposições de arte, lançamentos e feiras literárias. E em Poço Redondo, com o tema “Celebrando o Chão Sagrado de Alcino”, o que haverá é uma celebração, uma grande festa da cultura, da história e das riquezas desse recanto sertanejo agora negado pelo senhor governador.
Saiba, pois, senhor governador, que ao negar apoio ou qualquer tipo de colaboração ao evento, vossa senhoria incorreu no gravíssimo erro de tratar o conhecimento como coisa sem nenhuma importância. Sob uma justificativa pra boi dormir, a atitude tomada não foi só desrespeitosa como aviltante à cultura e à história sergipana, principalmente de Poço Redondo. Mas vossa senhoria está convidada a participar. Será entre os dias 14 e 17 de junho próximo. Cavalo pra montar e politicar não tem não, mas um povo que ama sua terra o senhor vai encontrar.

Escritor
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GENÉSIO LIMA: ARTESÃO E FOTOGRAFO DO CANGAÇO.

 Por Rogério Mota Albuquerque

Genésio Lima. Cortesia do envio da Foto: Rogério Mota Albuquerque



Lampião e o bando na fazenda da Pedra do Coronel Laurindo Diniz - 1922 - Fotografia de Genésio Lima - Princesa (PB).



Lampião e parte do bando na fazenda da Pedra do Coronel Laurindo Diniz - 1922 - Fotografia de Genésio Lima - Princesa (PB)

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LUIZ GONZAGA - PROGRAMA PROPOSTA COMPLETO (1972)

https://www.youtube.com/watch?v=E6fsItmgm9k

Publicado em 19 de fev de 2013

Entrevista completa de Luiz Gonzaga, na programa "Proposta" da TV Cultura. Com Júlio Lerner, Gonzaguinha, Dominguinhos e Quinteto Violado. Vídeo raro! Compartilhem e visitem o blog: www.zabumblog.blogspot.com
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POESIA DA SAUDADE

https://www.youtube.com/watch?v=kC3gYLAHlJg&feature=share

Publicado em 28 de mai de 2018

Minhas poesias - Saudade
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https://www.facebook.com/ivanildemorais/posts/10216370348440762?comment_id=10216370736970475&reply_comment_id=10216370807092228

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O CORDEL SÃO-JOANENSE DE KYDELMIR DANTAS



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ZÉ PRAXEDES, O ÚLTIMO VAQUEIRO DE LUIZ GONZAGA, RECEBE EXEMPLAR DA REVISTA CONTEXTO (ESPECIAL 2012)

Por Kydelmir Dantas

ZÉ PRAXEDES, o último vaqueiro de LUIZ GONZAGA, recebe exemplar da revista Contexto (especial 2012), com reportagem sobre o Centenário do Rei do Baião, e sua entrevista feita pelo amigo José De Paiva Rebouças. Entregue conforme o combinado.


Isto aconteceu no Cariri Cangaço Exu – 2017.
Fotos: Aurílio Santos

Kydelmir Dantas

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03/10/1950 – O MOSSOROENSE DIX-SEPT ROSADO É ELEITO GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE.

Por Francisco Veríssimo de Sousa Neto

Jerônimo Dix-Sept Rosado Maia, ex-prefeito de Mossoró/RN, candidatou-se ao cargo de governador do Rio Grande do Norte na legenda do Partido Republicano, tendo o natalense Silvio Piza Pedroza como vice.

Dix-Sept foi eleito com 101.690 votos, derrotando o candidato Manoel Varela de Albuquerque(UDN), que logrou 68, 448 votos. Manoel Varela era primo do então governador José Augusto Varela.

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A MORTE DOS SOLDADOS ANTÔNIO VICENTE E SISSI

Por Aderbal Nogueira

Rangel Alves da Costa nos narra uma das inúmeras histórias ocorridas no tempo do cangaço, no município de Poço Redondo-SE, onde foram mortos esses dois soldados.


Publicado em 16 de set de 2017

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Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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A IGREJINHA DO CURRALINHO


Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Curralinho, Igreja do Conselheiro, Igreja da Ribeira da Fe, Igreja do Alto majestoso do Velho Chico. Tanto nome e um só nome: IGREJINHA DE CURRALINHO. Do seu majestoso alto, sob as bençãos do Velho Chico, um dos momentos mágicos do Cariri Cangaço Poço Redondo 2018. Nas alturas de sua calçada, a aclamação ao Conselheiro, a voz se elevando para contar a história de um povo através da fé. E nas palavras os passos antigos abrindo veredas, abrindo os caminhos, a saga do Conselheiro e suas andanças pelos sertões sergipanos, pelo chão de Poço Redondo. Na manhã do dia 15, será na calçada desta igrejinha a primeira palestra do grandioso evento, e pelos arredores os sertanejos e os visitantes encantados com tudo e todo maravilhamento. E a igreja, de roupa nova por dentro e por fora, de anel dourado no dedo e flor brotando na cruz lá no alto, a todos abençoará e dirá: Venham a mim, sempre. Curralinho e Poço Redondo merecem eternizar essa festa em suas vidas!


Rangel Alves da Costa - Conselheiro Cariri Cangaço 
Vem ai Cariri Cangaço Poco Redondo

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