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terça-feira, 17 de setembro de 2019

UM ENTRE TANTOS... ENTERRADO SEM CABEÇA

Por Rangel Alves da Costa

No meio do mato, sempre acompanhado por um cachorro, nas entranhas da Fazenda Coruripe em Poço Redondo, sertão sergipano, apontando o local onde foi enterrado o cangaceiro Canário em 38, morto à traição pelo também cangaceiro Penedinho.

 Canário quando posou para Benjamin Abrahão

Do livro "Lampião entre a espada e a Lei", 
de  Sérgio Augusto de Souza Dantas.

Enterrado sem a cabeça, vez que a mesma fora levada como troféu macabro por Zé Rufino, terrível e temido caçador de cangaceiros. É por isso que Totonho Catingueira dizia:

“Vosmicê num pisa no chão de Poço Redondo pra num pisar num rastro de cangaceiro ou de volante. Tomem num anda num lugar pra não sentir um vurto de cabra estirado. A mata aina zune. Aina hoje, eu mermo só entro no mato com medo daquelas aparição, daqueles homens de sangue nos óio e venta sortano fogo. Poço Redondo num era nem pra se chamar Poço redondo, mai Poço do Cangaço. O cangaço inté parece que foi todim aqui.

Ali foi um fogo, acolá foi uma emboscada, mais adiante um acaba-mundo da gota serena. É cuma aina a sombra de Lampião tivesse aqui, tomem de Corisco, de Zé Sereno, de Corisco, de Mané Moreno e tudo mais. É cuma aina a gente ouvisse a bala zunindo e o grito de dor. Menino, foi um escorrimento de sangue de num acabar mais. Eu mermo aina sinto o cheiro suarento do cangaço e o fedor da volante.

Pro todo lugar existe cangaço, e aina como se o medo deixasse o cabelo em pé. Conheci a Véia Gerusa que mermo adespois da morte de Lampião ainda continuava com saco arrumado pra correr a quarqué hora. O maluquim Oreba continua dizeno que toda noite sonha com a cangaceirama e que Lampião virou rei com coroa e tudo, e que seu reinado é pelas banda da Maranduba, debaixo de um daquele sete umbuzeiro. Sei não, viu. Sei não... Eita Poço Redondo das história cangaceira. Mai vou dizê uma coisa, sem medo de errar: se as morte do cangaço fosse todinha marcada em cruz, entonce Poço Redondo todim era um cemitero. Pro todo lugar haveria de ter uma cruz, aqui debaixo dos meus pé, ainda debaixo do seu...”.


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CORISCO E DADÁ TIVERAM VÁRIOS FILHOS

Por Volta Seca

O casal cangaceiro, CORISCO E DADÁ, tiveram vários filhos, dentre eles, Silvio Bulhões (mora em Maceió); Maria do Carmo (mora em Salvador) e Maria Celeste. (que, também, mora nessa última cidade).

Acima, uma foto de Maria Celeste e seu esposo, Sr. Raimundo Gomes.
Foto, gentilmente cedida por : Indaiá Santos (filha de Mª Celeste)...


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POESIA


Por Guilherme Machado

Cada dia creio mais na verdade dita pelo saudoso Mestre Pinto do Monteiro: "Poeta é bicho doido tira de onde não tem, para botar onde não cabe!". Assim, neste dia 08 de outubro de 2017, em que o escravo Lucas Evangelista ( o Lucas da Feira) completa 210 anos de história, esta é a minha homenagem:

Se Lucas foi o Primeiro Cangaceiro,
Nossa Feira é o berço do cangaço
Mote – Zé Francisco e Jânio Rego
Glosa – Nivaldo CruzCredo

Lucas o escravo nascido na Feira,
Como cangaceiro é reconhecido,
Por quem estuda o acontecido,
O tal cangaço, de forma certeira,
Eles garantem dessa maneira,
Que dentro mesmo deste embaraço
Sim foi o Lucas quem tirou o cabaço,
Desse banditismo que é brasileiro,
Se Lucas foi o Primeiro Cangaceiro,
Nossa Feira é o berço do cangaço.

Existem muitos dos pesquisadores
Nessa tese mesmo acreditando,
Eu também estou sim aceitando,
Pois tais senhores não são amadores,
Muitos deles são até bons doutores
Bom de letra, de pesquisa e de traço
E afirmam sem nenhum embaraço
De modo bem direto e certeiro,
Se Lucas foi o Primeiro Cangaceiro,
Nossa Feira é o berço do cangaço.

Nenhum cangaceiro tinha patrão,
O chefe era integrante do bando
Matava, roubava e ia atacando,
Pelas cidades de todo o sertão
Muitos até se dizia ser cristão
Mesmo com crimes na arma e no braço
Bem desposto sem nenhum cansaço
Este é o conceito do tal bandoleiro
Se Lucas foi o Primeiro Cangaceiro,
Nossa Feira é o berço do cangaço.

Este viés dessa nossa história,
Merece ser bem mais discutido,
Pesquisado e mesmo sugerido,
Se puxando pela boa memória,
Para que a verdade tenha vitória,
O cangaço dito sem embaraço,
Criando desconforto e até mormaço,
Para chegar ao início verdadeiro,
Se Lucas foi o Primeiro Cangaceiro,
Nossa Feira é o berço do cangaço.

Lucas da Feira foi bandido de 1828 a 1848. Vinte anos de banditismo. Tempo maior que o de Lampião. Mas existem registros de atividades bandoleiras nos Sertões do século XVIIl. O Cabeleira mesmo, foi enforcado no Forte das Cinco Pontas no Recife, no ano de 1776.

Ilustração - Do Livro de Marcos Franco e ilustrações de Hélcio Rogério. Lucas da Vila de Sant’Anna da Feira.


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TÚNEL DO TEMPO


Por Deocele Lucena

Waldik Soriano e Dr. Aguinaldo Pereira.
SAUDOSA MEMORIAM.
Deocele L. Barreto.
Mossoró, Rn
16 de setembro de 2019.



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LIVRO "LAMPIÃO NA PARAÍBA - NOTAS PARA A HISTÓRIA".


Adquira este livro com o professor Francisco Pereira Lima lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

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O PADRE CÍCERO NA VILA DE BELMONTE


 Por Valdir Nogueira

Fazia calor intenso naquela tarde de 12 de setembro de 1898 quando entrou na Vila de São José de Belmonte, seguido por dezenas de acompanhantes o Padre Cícero Romão Batista, do Juazeiro, que seguia viagem para a capital pernambucana com destino à Roma (diziam que atendendo ao chamado do Santo Padre). 


Em Belmonte o Padre Cícero foi recepcionado pelo Prefeito o Coronel José Pereira de Aguiar, o Subprefeito Sr. Antônio Piauhylino Guimarães, e os membros do Conselho Municipal: Isidoro Conrado de Lorena e Sá, Antônio Juvenal Pereira da Silva, Pedro José dos Santos, João Pereira da Silva, Manoel Terto Alves Brasil, Lúcio Pereira da Silva e Luiz Pereira da Silva. 

Durante sua estadia em Belmonte o Padre Cícero ficou hospedado na Casa do Catolezeiro. Esta casa, localizada do lado direito da Matriz de São José, tinha essa denominação porque existia uma árvore dessa espécie na sua frente. Inicialmente, pertenceu a Dona Ana Pereira da Silva, esposa de Conrado José de Lorena e Sá. Nessa casa funcionou primeiramente o Conselho Municipal de Intendência. Também nessa casa faleceu, em 17 de agosto de 1889, o Dr. Arcôncio Pereira da Silva, que foi juiz e promotor da Comarca de Vila Bela. Bem, da Vila de São José de Belmonte, seguiu o Padre Cícero e seus romeiros para Vila Bela (Serra Talhada).

Valdir José Nogueira
Pesquisador e escritor, São José de Belmonte-PE
Conselheiro Cariri Cangaço


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BÁRBARA, TUA PENA NÃO FOI A PRISÃO

Por Heitor Feitosa
Imagem de Bárbara de Alencar

Teus filhos morreram lutando. Padre Carlos, em fuga, enquanto saciava a fome com mel de abelha, foi assassinado na Serra do Beijú por um cabra do cruel Pinto Madeira. Tristão, carregado de ouro e perseguido pelos Cunha Pereira, verteu todo o sangue às margens do Jaguaribe, ficando tempos e tempos sem sepultura. O padre Alencar, por sorte, escapou das balas já chegando ao Rio de São Francisco, no mesmo instante em que teu netinho, menino de 13 anos, tombou alvejado pelos cabras. E a mãe da criança, tua filha, não deve estar em prantos? E teu irmão, Leonel, e o filho dele, Raimundo, pagaram caro por essa aventura, mortos lá em Jardim, obrigando tua cunhada, esposa deste infeliz, a dar a luz no breu da mata da Serra do Araripe, fugindo dos mesmos algozes.

Não te esqueças do teu pobre cunhado, Ignácio Tavares Benevides, que, depois de ser preso em cordas pelos perversos cabras, foi posto em uma roda de pau, apanhando com bodurnas de jucá, e, ao fim, queimado vivo em enormes chamas, enquanto seus gritos serviam de pasto para as gargalhadas dos assassinos. Preste atenção! Teu avô, Leonel, se vivo fosse, te diria que as brigas no sertão eram por terra e poder, que os índios e as onças eram quase sempre os inimigos mais implacáveis, mas nunca o Rei, perpétuo e absoluto. Teu compadre e protetor, o gigante Filgueiras, já partiu para as cadeias na Corte, e dizem ter morrido em Minas. E teu marido, cadê? Graças a Deus, já sendo ele um homem muito mais velho que você, desencarnou antes mesmo de ocorrer todo esse reboliço! 

Agora te dão um amante, o vigário do Crato, irmão de dois dos teus cunhados, padrinho de crisma de teu filho caçula, além do agravante de ele também ser teu vizinho, teu mentor espiritual e patrocinador das ideias "subversivas" de Tristão e Martiniano. O que diz teu filho mais velho, João, homem pacato que nunca se envolveu nessas brigas? Vive lá no Pau Seco, moendo canas no velho engenho de pau, tentando saldar as contas dos empréstimos tomados ao próprio irmão, a juros compostos. Tua fortuna já não é mais a mesma, tomaram teu Sítio Pontal, de onde o novo dono, o padre Francisco Gonçalves Martins, te difama como teúda e manteúda do padre Miguel.

Onde estão os teus tesouros? Sei que, hoje, não passam de botijas enterradas no chão do esquecimento! Que dizer de uma mulher branca e rica que passou mais de ano nas prisões da Fortaleza e Bahia? E o orgulho da tua poderosa família? Como vingar mais de 25 parentes mortos em menos de 10 anos? Como limpar tua honra? Abra do olho, porque o coronel Pinto Madeira ainda cavalga pelo Cariri com seu exército de cabras, índios e mestiços, lembrados dos ancestrais Ançus, Calabaças, Xocós, Cariris e outros milhares de "tapuias bárbaros" que viviam refugiados na terra prometida, terra sem males, na Vapabuçú, na Serra do Varipe, no Araripe, no oco do mundo, invadida pelos brancos sesmeiros, teus ascendentes. 

A culpa não é tua, é das imbuanças desses tais filósofos da Europa, os iluministas, que, juntos com os pernambucanos fiotas do Recife e Olinda, encheram tua cabeça e os corações dos teus meninos. Mas tu vai pagar a maior das penas. Vai sair do Crato enxotada por Pinto Madeira, e, com a ajuda do coronel Manuel de Barros Cavalcante, lá de Santana do Cariri, vai palmilhar o sertão seco, até tuas fazendas no Piauí, na divisa com o Ceará. Nesse lugar, já sendo uma mulher velha e doente, encontrará tua mortalha. Por algumas léguas dali, teu corpo será transportado em uma rede e, numa pequena capela, no Poço da Pedra, próximo à Varzea da Vaca, tua face será esquecida e tua história permanecerá mal contada.

Ao atravessar o século, um dos teus adoradores, tentando reparar tua honra como heroína, colocará uma placa acima do teu jazigo, indicando teu fim, o que sobrou da tua matéria. Porém, tuas dores e tuas alegrias jamais terão uma imagem que retrate o gosto do amor proibido, as lutas ideológicas, a perda dos filhos queridos, a independência política, a emancipação da mulher, o Direito de ser vista por todos como símbolo de resistência. E, assim, essa será a tua mais bárbara pena, Bárbara.

Heitor Feitosa Macêdo
Pesquisador e escritor- Crato, CE
Setembro de 2019, Presidente do ICC


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OPINIÃO - GESTA NORDESTINA

Por Wilson Martins

"Lampião é também um mito mental, a julgar por haver dominado a imaginação brasileira mesmo fora do seu território nativo, mas também por haver inspirado obras de literatura e de grande literatura como muitas das que se encontram neste volume e que dão ao personagem as dimensões míticas dos heróis.”"

"Assim como Roland é o herói paradigmático das canções de gesta medievais, Lampião é a sua figura simétrica e correspondente na gesta nordestina do cangaço. Se o paralelo parecer incongruente ou arbitrário, lembremos o que diz Santa Rita Durão nos versos do Caramuru, isto é, que o "valente Ro­­mano" e o "sábio Argivo" em na­­­­da foram melhores que o "rude Americano" das florestas: "Nós que zombamos desse Povo insano / Se bem cavarmos no solar nativo / Dos antigos Heróis dentro ás imagens, / não acharemos mais, que outros Selvagens".

No caso, a passagem do tempo idealizou as figuras, acrescentando-lhes as lendas e fantasias indispensáveis para torná-las super-humanas: entre Lampião e Napoleão há apenas uma diferença de escala. Acrescente-se a intromissão das ideologias: co­­mo cangaceiro, Lampião era um re­­volucionário de esquerda, mi­­litando contra uma sociedade de direita, até que as coisas se tornaram tão claras que até a esquerda institucionalizada percebesse o partido que podia tirar da situação, ajudada pelas circunstâncias: "A palavra ‘cangaço’ só aparece uma única vez ao longo de todo o romance O Cabeleira, de Franklin Távora [...] significando, ‘como o próprio autor afirma na nota ao fim do livro, "complexo de armas que costumam trazer os malfeitores", conceito que, ao tempo de Lampião, já de­­signava o bando e as atividades dos bandidos.

Vieram em seguida as interpretações que Carlos Newton Júnior qualifica de "mais à esquerda": "A visão de Carlos Dias Fernandez e, principalmente, a de Rubem Braga [...] antecipam, portanto, uma interpretação do cangaço mais à esquerda, que começam a proliferar na segunda metade da década de 1940 para se tornar voz corrente a partir da década de 1960, com os estudos ligados ao novo marxismo; estes, por sua vez, funcionaram como contrapeso necessário para o surgimento, nos anos de 1980, de estudos mais abrangentes e mais imparciais, não dogmáticos, mais ricos e cheios de sugestões, mais abertos às múltiplas interpretações da realidade social – estudos dentre os quais se destaca, de modo inegável, a obra do historiador e ensaísta pernambucano Frederico Pernambucano de Mello.

Lampião é também um mito mental, a julgar por haver dominado a imaginação brasileira mesmo fora do seu território nativo, mas também por haver inspirado obras de literatura e de grande literatura como muitas das que se encontram neste volume e que dão ao personagem as dimensões míticas dos heróis. O leitor encontra aqui, diz o autor, "desde poemas escritos por contemporâneos de Virgulino Ferreira da Silva até poemas de uma geração para quem Lampião é um personagem tão histórico quanto Napoleão ou Alexandre, o Grande.

No caso de poetas rigorosamente contemporâneos de Lampião, homens da mesma geração do cangaceiro, podemos imaginar que não era tão simples fechar os olhos para aquilo que se mostrava com tanta evidência, ou seja, a imensa crueldade do facínora, os atos de barbárie perpretados por ele próprio ou seus comandados, tudo aquilo que fez com que Lampião, mesmo na poesia popular, quase sempre figurasse como um cangaceiro mais temido do que propriamente admirado, de modo distinto do que vai ocorrer com outros cangaceiros famosos, a exemplo de um Jesuíno Brilhante ou um Antônio Silvino.

Justificam-se assim poemas como "O rei do cangaço", do pernambucano Jayme Griz, e principalmente "Nordeste de Lampião", do cearense Jáder de Carvalho, poema que narra um ataque de cangaceiros a uma casa de pessoas simples, durante uma festa de casamento, sob o comando de um dos tenentes de Lampião".

Numa introdução por todos os títulos admirável, Carlos Newton Júnior acrescenta o capítulo que faltava na história de literatura brasileira e da nossa crítica. Lampião não morreu, mas vive agora como testemunho de um ciclo civilizatório.

(O Cangaço na Poesia Brasileira. Uma antologia. Sel. e pref. de Carlos Newton Júnior. São Paulo: Escrituras, 2009)."

Pescado em Gazeta do Povo


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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

LAMPIÃO O BOM OU QUASE BOM!

Por José Mendes Pereira
Lampião

Segundo informação do coiteiro Manoel Felix lá da cidade de Poço Redondo no Estado de Sergipe, em uma entrevista que cedeu ao jornalista baiano Juarez Conrado do jornal “A Tarde”, disse que desconhecia qualquer tipo de crueldade praticada por Lampião naquela região durante o tempo em que ele esteve lá. 

Mané Féliz coiteiro de Lampião

O coiteiro ainda disse que quem eram temidas e odiadas por lá eram as volantes que perseguiam os cangaceiros pelas tamanhas barbaridades dos seus integrantes, que martirizavam algumas pessoas quando achavam que elas eram coiteiras do famoso Lampião. 

Nas conversas que ele manteve com antigos moradores de Poço Redondo e conheceram Lampião cara a cara, afirmaram com todas as letras da verdade que Lampião era um homem além de respeitador e bastante educado.

Jornalista Juarez Conrado

O jornalista Juarez Conrado ainda falou sobre dona Especiosa Gomes da Luz que residia na Fazenda Bandeira, localizada na região do São João do Barro Vermelho, que posteriormente esta localidade passou a ser chamada de Tauapiranga, fazendo parte do município de Serra talhada no Estado de Pernambuco, e que ela era muito amiga do velho guerreiro Lampião desde sua infância, e posteriormente passou a ser sua costureira e comadre.

Anildomá Willians

O escritor Anildomá Willians perguntou o seguinte a dona Especiosa:

- Como era o Lampião?

E ela o respondeu da seguinte maneira:

- Compadre Lampião era alto, moreno, falava educado e pausava bem as palavras, e se enfeitava todo. Gostava das coisas bem feitas e as moças eram doidas para namorar ele.

A cangaceira Sila companheira do cangaceiro Zé Sereno

Uma ex-cangaceira que é bem conhecida na literatura lampiônica a Sila companheira do ex-cangaceiro Zé Sereno, quando interrogada, disse o seguinte:

- O Lampião que a historia oficial apresenta não é o mesmo que eu conheci. Vi um homem preocupado com a moral dentro do seu bando, exigindo sempre o respeito aos valores do sertanejo, o religioso, que duas vezes ao dia de manhã e a tarde, se a ocasião o permitisse, rezava o oficio de Nossa Senhora da Conceição.

Mas outros já dizem o contrário que Lampião era mesmo perverso e vingativo. E se o sujeito entregasse à polícia o local do seu coito, e se ele soubesse, a coisa não iria andar muito bem para o delator.

Outros dizem que a maior parte das crueldades feitas naquela região aos sertanejos quem fazia eram as volantes, na intenção de incriminar e infernizar mais ainda a vida do facínora Lampião, e fazer com que os sertanejos ficassem adversários de Lampião e seus comandados. Se for verdade ou não ninguém tem certeza, e que continuamos com as dúvidas sobre a realidade.

Mas cada amigo tem o direito de falar dizendo que ele foi capaz para fazer isto ou não.

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OS DESCENDENTES DO CANGAÇO

Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=wshUNg0Q1zc&feature=share&fbclid=IwAR18eI45eVmN7zsWmKH3y52Ns0D1L5XNbL3odHrskm815HRhlHA4VtOMkEM

30,2 mil subscritores

Falando um pouco sobre os descendentes e alguns comentários desnecessários.
Categoria

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2ª EDIÇÃO FLORO NOVAIS HERÓI OU BANDIDO?


Prijs R $ 40.00 met het verschepen inbegrepen. 124 pagina's. 

Franpelima@bol.com.br e fplima1956@gmail.com e
 Whatsapp 83 9 9911 8286.

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MACEIÓ: PRAÇA DO CENTENÁRIO

Clerisvaldo B. Chagas, 16 de setembro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.182

Quando visitamos e usamos um logradouro público, sempre levamos conosco uma crítica, uma avaliação boa ou má, mesmo que a pergunta não tenha sido feita. Uma propriedade nossa, como particular, merece, sem dúvida alguma, todo o respeito com ela. Mas o espaço que pertence a todos, deve ser muito mais respeitado ainda. Assim vamos sempre topando com eles. Ficamos felizes quando encontramos uma praça bem cuidada, não importando a sua dimensão. Uma parada do transeunte onde existe uma sombra, um banco de jardim, um pouco de verde e apurada limpeza, é como o frescor de um copo d’água a quem vem sedento. O idoso, a criança, o jovem, o adulto e até um animal, conscientes ou não, agradecem a Deus aquele cantinho tão abençoado, concebido e ornado com o capricho do amor.

PRAÇA DO CENTENÁRIO/MACEIÓ. (FOTO: TRIPDIVISOR).

Como não estamos muito acostumados ao zelo com a coisa pública, batemos de frente com a surpresa agradável. Passando por certa reforma a Praça do Centenário, em Maceió, transformou-se num parque extremamente chique. Grande, zelado, verde, plano, parecendo “campo limpo” da vegetação de Cerrado. Representa no momento a praça mais bela da capital. Encravada no início da cidade alta, no Bairro do Farol, é ponto de referência famoso, lugar de elite, cujo espaço periférico é um dos mais valorizados da “Cidade Sorriso”. Divide duas pistas ao meio e permite longa e gratificante passagem de uma para outra. É ali vizinho onde começa a Av. Fernandes Lima, corredor principal do tráfego maceioense.
Mas por que todos os lugares públicos do Brasil, não são assim trabalhados? Ainda bem que em nossas andanças pelo interior, encontramos também em cidades pequenas, uma consciência nova com proposta ecológica e de bem estar. Para não promovermos um desfile de municípios, citemos pelo menos dois que muito bem cuidam dos seus logradouros: Carneiros e Poço das Trincheiras no Médio Sertão alagoano.
Parece, entretanto, que vigia nesses lugares é coisa do passado. Dar até impressão que os gestores, às duras penas, estão confiando na evolução da civilidade populacional. Que bom! Quando o próprio povo aprender a zelar pelo coletivo, ficará a vida muito mais doce e feliz.
Queremos ainda fazer parte dessa nova era.


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ESTUDO DO CANGAÇO DE PERNAMBUCO


Por Manoel Severo

Sem dúvidas o GECAPE-Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco chega para preencher uma lacuna importante. Numa época em que observamos proliferar inúmeros "pseudo" pesquisadores e escritores da temática cangaço, nos fazendo ficar alertas, a todo tempo, com relação à propagação da verdade histórica, perseguida por todos nós, devemos louvar a iniciativa séria, reta e responsável dos confrades pernambucanos e aqui destaco seus idealizadores; Wasterland Ferreira, Itamar Da Silva Baracho e dois de nossos Conselheiros Cariri Cangaço; Luiz Ruben F. A. Bonfim e Geraldo Ferraz que ao lado de outros espetaculares nomes da temática; certamente haveremos juntos de continuar esta jornada que engrandece a historia de nosso sertão, à exemplo da recém criada ABLAC, dos excelentes grupos cearense e paraibano ; GECC e GPEC, e da SBEC; entidades que dignificam o estudo do Cangaço. 


Dessa forma o Cariri Cangaço, como Patrono do GECAPE, estará presente de forma forte e inequívoca; ate agora com 13 Conselheiros: Luiz Ruben, Geraldo Ferraz, Louro Teles, Manoel Serafim, Francisco Pereira Lima, Narciso Dias, Jorge Remígio, Emmanuel Arruda, Everaldo Quirino da Silva, Valdir José Nogueira, Junior Almeida, Antonio Vilela e Manoel Severo Barbosa.


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FOTO DE UM VAQUEIRO DO NORTE DO BRASIL

Por Sálvio Siqueira
SEGUNDO A BNDIGITAL TRATA-SE SIMPLESMENTE DE UM VAQUEIRO DO NORTE DO BRASIL E NÃO DO CANGACEIRO 'JESUÍNO BRILHANTE'.

INFELIZMENTE A “FRENTE DE COMBATE A PICARETAGEM AO ESTUDO DO CANGAÇO” (FCPEC) TEM QUE VIR A PÚBLICO NOVAMENTE DENUNCIAR MAIS UM ABUSO HISTÓRICO.

SABE-SE QUE TEM PESSOAS, OU PESSOA, QUE ESTÁ COMERCIALIZANDO FOTOGRAFIAS HISTÓRICAS SEM CONSENTIMENTO E/OU AUTORIZAÇÃO DOS AUTORES REPRODUZINDO-AS EM ÁLBUNS. ATÉ AÍ NÃO NOS ENVOLVEREMOS DEVIDO SER DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES DOS REGISTROS FOTOGRÁFICOS TOMAREM AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS JUDICIAIS.


O QUE QUEREMOS DENUNCIAR AO PÚBLICO QUE PESQUISA, LER, ESCREVE E ESTUDA SOBRE O TEMA CANGAÇO É UMA IMAGEM EM PARTICULAR A QUAL SEGUE COMO FAZENDO PARTE DE UM ÁLBUM FOTOGRÁFICO E VEM IDENTIFICADO COMO SENDO O CANGACEIRO JESUÍNO ALVES DE MELO CALADO, O CONHECIDO CANGACEIRO “ROMÂNTICO” DE ALCUNHA ‘JESUÍNO BRILHANTE’.

ESSE TIPO DE PROCEDÊNCIA, QUE ALÉM DE DOLOSA, É DISTORCIDA QUANTO TENTAR PASSAR AOS QUE NÃO CONHECEM IMAGEM COM IDENTIFICAÇÃO FALSA, ERRADA PROPOSITALMENTE, DE UMA PERSONAGEM HISTÓRICA.


ABAIXO MOSTRAREMOS AOS SENHORES (AS) A FOTO COM A FALSA IDENTIFICAÇÃO E A MESMA COM IDENTIFICAÇÃO CORRETA, ALÉM DE MOSTRARMOS AONDE ENCONTRAR O REGISTRO FOTOGRÁFICO COM A AJUDA DO CÓDIGO DE ACESSO RÁPIDO.

COMO ACESSAR O REGISTRO VERDADEIRO DA FOTOGRAFIA:
USANDO O CÓDIGO DE ACESSO RÁPIDO:
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MAIS UMA PICARETAGEM DESCOBERTA E DENUNCIADA PELA "FRENTE DE COMBATE A PICARETAGEM AO ESTUDO DO CANGAÇO" - FCPEC

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O CANGAÇO BEM ANTES DE LAMPIÃO TER NASCIDO... TUDO COMEÇA COM O DILEMA DO CABELEIRA!!!!

Por Guilherme Machado Historiador

Cabeleira é o apelido de José de Gomes, um dos primeiros cangaceiros de Pernambuco. José era naturalmente bom, mas foi ensinado pelo pai, Joaquim Gomes, a ser cruel. Junto com o pai e Teodósio, o traiçoeiro amigo, assim como vários outros comparsas, Cabeleira aterroriza a província de Pernambuco em 1776 (exatos 100 anos antes da publicação do romance). Mas quando ele reencontra Luísa, foge com ela e começa a se reformar, apesar de instintivamente ainda tentar se defender violentamente. Luísa acaba morrendo logo após a fuga, pois estava ferida, e Cabeleira é preso, fraco, faminto e desarmado, num canavial. José Gomes é executado junto com seus antigos comparsas apesar dos apelos da mãe de que a ele servia melhor a penitenciária pois estava reformado.

Foto: fonte o filme o Cabeleira. Ilustração

O romance acaba com o autor atacando a pena de morte. A obra inicial da "literatura do Norte" que o autor pretendia fazer, O Cabeleira começa o Regionalismo na nossa literatura e apresenta marcantes qualidades tanto do Romantismo quanto do Naturalismo. Cabeleira é um homem naturalmente bom (como acreditavam os românticos) que é corrompido pelo pai e pelo meio (característica dos naturalistas), age várias vezes por instinto (Naturalismo), mas reforma-se pelo todo-poderoso amor (Romantismo). As mulheres são todas boas (Romantismo), os homens reúnem defeitos e qualidades (Naturalismo) e o protagonista vive perseguido pelo conflito interno. (Uma tendência mais realista esta última; os realistas tinham preocupações sociais como o anteriormente referido ataque a pena de morte.)


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DANÇAR, COSTURAR E BORDAR – FETICHES QUE VEM DA MARIA E AGRADAM AO CANGACEIRO LAMPIÃO.


Por Verluce Ferraz

“Ia em meio esse ano de 1929, quando o grupo (de Lampião, grifos meus) chega num final de tarde à sitioca da Malhada de Caiçara, vindo de mais uma visita de negócios a coiteiros protetores no Sítio do Tará, tudo no município de Jeremoabo, nos sertões da Bahia. Apressado o chefe risca a burra no terreiro da casa, apeia e manda a cabroeira botar abaixo para um descanso. Como não costumasse andar à toa, já estava informado de que o casal Zé de Felipe e Maria de Deia – como eram conhecidos José Gomes de Oliveira e Maria Joaquina da Conceição – residia ali, em meio a uma filharada que se contava pelos dedos ambas as mãos. Costume da terra e do tempo.

Pela parte de cima da porta de duas folhas, Dona Deia vê o forasteiro crescer à sua frente e lhe dar as horas, emendando com perguntas apressadas: “Tem água, tem queijo, tem farinhd, tem rapadura, tem café?”.

- Tem de um tudo, Seu Capitão Virgulino, pode tomar chegada. Esteja a gosto com seus rapazes.

Lampião tomará não somente chegada como saída, dali a alguns meses de muitas visitas e de conversas intermináveis com uma Dona Deia metida na pelo de alcoviteira eficiente, levando na garupa a segunda das filhas do casal, Maria, de sobrenome Gomes de Oliveira, nos dezoito anos de brejeirice, casada de pouco, sem sucesso, com um parente obscuro, José Miguel da Silva, o Zé de Neném. Um sapateiro de profissão, incapaz de cair na admiração da esposa e de dar calor aquele corpo alvo, de formas cheias, pernas torneadas com perfeição, olhos castanho-escuros, cabelos negros, finos e longos, testa vertical, nariz afilado.

Bonita, divertida - adorava dançar – e prendada: boa na agulha e nas linhas...

Da primeira troca de palavras com o cangaceiro e futuro marido, Maria ouve dele que precisava bordar três lenços. E se surpreende com a delicadeza de espírito daquele espantalho dos sertões. Logo se inteira que o chefe de cangaço dominava tão bem a arte de matar gente quanto a da costura, em pano e em couro, e a do bordado”. Cf. em APAGANDO LAMPIÃO Vida e mote do rei do cangaço, fls 155/v6, de Frederico Pernambucano de Melo. Ed. GLOBAL.

Lampião não era de desperdiçar oportunidades e viu um jeitinho de aproveitar os dons da Maria de Deia, ou Mariado Capitão, para unirem os dons - investiu na energia psiquiíca da jovem (ele tinha quase o dobro da idade da Maria) - e a vocação para matar, bordar, costurar; parceria perfeita: capitalista e consumerista: "Lampião ousou quebrar os tabus que tanto endureceram sua trajetória de vida. É que Lampião não aceitava (ou não deseja que outros percebessem) os próprios dons e gostos pelos costumes e desejos das atividades feminis. Entrou cedo para o cangaço, mas não rejeitara seus desejos de fazer renda – mesmo admirando a arte – tanto que compôs a letra em demonstração de amor pela avó. Trazendo a Maria de Déia para o convívio do cangaço, (aos trinta e dois anos de idade, (já não era mais tão jovem) é que admitiu a entrada da mulher no seu grupo), agora passará a todos uma aparência de forte, indomável, valentão; superando suas fraquezas através do uso das armas de fogo e de punhal – coisa que jamais abandonou; nem nos momentos de relacionar-se sexualmente com alguma mulher. Algumas vezes procurava uma parceira para dar evasão à sua libido. Com a presença da mulher no grupo, quebrará um tabu – “mulher não amolecerá mais homem” – Destarte o cangaceiro imprimiria muito mais a masculinidade, tendo uma companheira ao seu lado. Agora será a Maria, a mulher do Capitão, que terá o condão de mostrar a todos que na estampa exuberante de Lampião estarão todos protegidos. Já separada do marido, experiente com o ex, o Zé de Neném, se arvorou na vida de cangaceira. Brincalhona, geniosa, mandona. Outra mulher na vida de Lamipão, ou em tomando seu lugar, nem pensar! Maria reforça mais o lado masculino daquele cangaceiro; suas características femininas serão sopesadas pela influência da mulher, serviram-lhe de afirmação. Agora Lampião poderá cozinhar, bordar, costurar para ambos os sexos, - até criar modelos UNIGÊNERO; enfeitar-se da mesma maneira que as mulheres. Usar roupas de cores fortes, enfeitar-se de galões, sianinhas, usar trancelins e anéis em todos os dedos, bordar flores nas vestimentas sem causar admiração. Lampião trazendo a mulher para junto de si, poderia usar todo e quaisquer apetrechos, igualmente aquelas. E todos os que o acompanhavam em seus grupos, eram bastante jovens, sempre submissos; menos inteligentes que ele. Além de cobiçarem o perfil do cangaceiro que os compensava com alimentos, roupas e ensinando-os no manejo das armas. Após as matanças, que não eram raras, comemoravam dançando, fazendo loas (versos) e propiciava a todos com comida e laser. Os enfeites usados igualmente por todos dos bandos eram designativos de força e serviam de união para todos os grupos. Já para Lampião a serventia era da imposição; um elo da sua força.

Fotos: Máquina de costura pertencente a Lampião; o punhal usado por Lampião para sangrar gente; a Maria de Déia e Zé de Neném (ex- marido da Maria)



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CRISTINA DE PORTUGUÊS FOI MORTA POR TRAIÇÃO

Por Moustafá Veras

Cristina do cangaceiro Português. Mais uma cangaceira morta por ter traído o marido com o Cangaceiro Gitirana, que pertencia ao bando de Corisco.


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FUI NA BIENAL DO LIVRO E VI , NÃO RESISTI..


Por Helynho Santos

FUI NA BIENAL DO LIVRO E VI. NÃO RESISTI.
A Bíblia do cangaço


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TÍTULO DE CIDADÃO DA CIDADE DE PIRANHAS-ALAGOAS


Por Volta Seca

TÍTULO DE CIDADÃO DA CIDADE DE PIRANHAS-AL, SERÁ CONCEDIDO ao escritor/pesquisador, João De Sousa Lima, autor de mais de 10 livros.

Parabéns pela comenda, grande escritor...! Abraços!




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