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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

OS ‘CABRAS’ DO “GUERREIRO TOGADO”


Por Sálvio Siqueira

Augusto Santa Cruz personagem maior do livro “Guerreiro Tocado” do saudoso Pedro Nunes Filho, 1ª edição 1997, pela Editora Universitária da UFPE – Universidade Federal de Pernambuco – nos presenteia com Fatos Históricos de Alagoa do Monteiro, numa biografia altamente meticulosa, nos idos do ocaso do século XIX e aurora do século XX.

Por motivos políticos o latifundiário, ‘coronel’ e advogado Augusto Santa Cruz rebela-se contra autoridades da, hoje, cidade de Monteiro – PB, no cariri paraibano, que se junta ao Dr° Franklin Dantas, da cidade do Teixeira – PB, pai de João Dantas que seria o assassino de João Pessoa e em seguida assassinado, sangrado, mais o cunhado dentro da Casa de Detenção da Cidade do Recife, e, com seus jagunços partem, da cidade de Patos - PB em direção a capital do Estado deixando um rastro de sangue pelo caminho. Suas jornadas foram até São João do Cariri – PB, aonde cientes de que o Governo Federal havia enviado tropas de Campina Grande – PB para combatê-los, encerram as agressividades, dispersão alguns de seus chefiados e, aquele, segue para a ‘Meca’ nordestina a fim de proteger-se pelo sacerdote de Juazeiro do Norte – CE, o que lhe rendeu grande resultado, e este retorna ao seu centro de comando no Teixeira – PB.

Alguns dos homens que Santa Cruz tinha como jagunços foram cangaceiros, pistoleiros, assassinos e outras profissões da espingarda. A família, não só o advogado Santa Cruz, seus dois irmãos também eram formados em Direito, era dona de vasto território divido em distintas propriedades, aonde esse ‘cabras’ eram distribuídos. Mas, bastava um recado, um chamado, que todos vinham correndo.

Abaixo, tendo como fonte a obra do amigo e saudoso “Pedrinho Nunes” (Pedro Nunes Filho), procuraremos descrever quem era cada jagunço que lutou ao lado do Guerreiro de Toga.

Depois de um de seus ‘homens’ ter sido preso e sua prisão ter sido decretada, Augusto Santa Cruz sente-se desmoralizado e passa a planejar uma maneira de dar uma resposta a altura em seus adversários políticos. “- Tenho que encontrar uma forma de me vingar dessa traição! Isso não pode fincar assim. Essa gente tem que me pagar caro – remoía solitário, sem perder de vista a idéia de vindita.” (PN. Pg 130, 1997)

Na manhã do dia seguinte, já com as ideias claras e um plano bolado, Santa Cruz chama o seu mais chegado capanga: Vicente Preto, que também era conhecido por “Vicente do Areal”. Areal é o nome da fazenda de Augusto.

Além daqueles que moravam nas fazendas dos familiares, havia aqueles que faziam parte, porém, moravam em outras localidades como nos municípios de Prata e de São Tomé, hoje Sumé, ambas na Paraíba. O patrão dá a seguinte ordem a Vicente do Areal: “Reúna os meus rapazes que eu quero dar ordens para um serviço que pretendo executar.” (PN. Pg 130, 1997)

O comandante de toda ‘operação’ que veio em seguida foi exatamente o negro Vinte Preto. Vicente possuía o dom, coisa nata, naturalmente a natureza lhe doou a concepção de guerrilheiro, portanto, era um mestre em ‘Guerra de Movimentos’.

Vicente Preto: natural de Sumé, chamada antigamente de São Thomé, PB. Depois da refrega toda e os ânimos acalmarem-se, por volta de 1912, Vicente ainda permaneceu escondido até o ano seguinte, 1913, ano em que seu patrão e chefe, o advogado augusto Santa Cruz foi submetido a júri popular e ter saído livre e solto. Depois Vicente segue para outra terras. Fica seus pés e passa a fornecer seus serviços para o coronel Francisco Martins de Albuquerque, pai do coronel e coiteiro de Lampião Audálio Tenório.

Vicente era dono de ‘um porte atlético, tinha uma maneira firme de apoioar-se no rifle e traços psicológicos indecifrávei, era racatado e sempre espreitava os visitantes de longe’. Talvez por isso que, aa década de 1920, o famoso chefe cangaceiros, Virgolino Ferreira, vulgo Lampião, ao fazer uma ‘visita’ ao coronel Audálio, conheceu e agradou-se de Vicente Preto. O chefe cangaceiro filho de Vila Bela, PE, avaliou Vicente dos pés a cabeça e, agradou-se tanto, que convidou ele para que fizesse parte de seu bando. “Gostei daquele cabra, Coronel... quem é ele? Perguntou Lampião interessado no porte de guerreiro do mais famoso cabra de Santa Cruz.” (PN. Pg 131, 1997)

O coronel Audálio chama Vicente e o apresenta ao cangaceiro mor. Lampião conhecia a história de Augusto Santa Cruz através do boca – a – boca e dos versos nos folhetos de cordéis, e não deixou de elogiá-lo diante de seu comandante. Vicente Preto não aceitou o convite e não passou a fazer parte do bando de Lampião.

“Antônio Garcez: negro muito valente e perverso (...). Em 1913, quando o Dr. Augusto levou os cabras a júri, Antônio Garces recebeu dinheiro para ganhar o mundo porque pesavam trinta e tantas homicídios em sua cacunda era um dos que não tinha condições de se livrar.”

Augusto Santa Cruz, depois que foi inocentado de seus crimes, juntou seus homens e, aqueles que tinham condições de serem julgados, segundo sua avaliação, e solto, ele defendeu um por um. No entanto, aqueles que ele sabia não haver possibilidade de inocentá-los, livra-los da prisão, dava uma boa soma em dinheiro e mandava que fosse embora da região.

Mestre Felizardo Garcez: irmão de Antônio Garcez, foi cangaceiro e mestre-escola- ‘professor’, no povoado da Prata.

Manoel Garcez: era irmão de Antônio e Felizardo. O trio de irmão sempre andavam juntos aos irmãos cangaceiros “Manoel e Antônio Rodrigues”.

“Vicente Padre: Era um homenzinho alvo e baixo. Morava no Juá. Veio das bandas de Livramento esconder-se por causa de mal feitos que lá fizera.”

“Antônio Virício, sujeito perigoso e bem mandado, tinha como principal característica cantar toadas com provocações na hora dos tiroteios, o que era um costume trazido do cangaço”.

João Cicero: fez uma morte no Pajeú, micro região pernambucana, e migrou para esconder-se no Cariri paraibano.

Manoel Chapeuzinho: outro que havia praticado crime sabe-se lá onde e vindo pedir proteção teve na fazenda Areal. Sobre esse jagunço, há outro detalhe, ele tinha uma filha e essa se torna uma amante do Dr Augusto. ”Tinha uma filha chamada Hosana (...). Hosana era a rapariga mais bonita do doutor.” (PN. Pg 136, 1997)

Manoel do Mato: “(...) dizia-se com o corpo fechado, razão por que andava sempre com um rosário de contas azuis pendurado ao pescoço, expunha-se aos maiores perigos, sendo merecedor de uma admiração especial do chefe que não lhe poupava elogios, por ser um homem religioso, valente e dotado de um excelente caráter.”

Hymno de Tal: “...acudia pela alcunha simplificada de Sei Hino, sujeito alto, de pele clara, olhos azuis e muito ligeiro no gatilho, era natura do sítio do Melo, localidade situada nas proximidades do povoado da Prata. Depois de Vicente Preto, era o cabra mais destacado do bando.”

Horácio Patriota: “Era primo de Zezé Patriota, comparsa de Manuel Rodrigues, cangaceiros atuantes na região de São José do Egito, PE, Teixeira, PB e outras localidades limítrofes, bem adequadas à ação de bandidos que se protegiam simplesmente cruzando (os limites) entre Pernambuco e Paraíba, para fugir da volantes que só atuavam no Estado onde destacavam.

“Horácio nasceu para ser cangaceiro sem nunca ter resvalado para o banditismo. Valente, corajoso, perverso, costumava encarar as pessoas olhando de baixo para cima. Ara alto, corpulento, pele clara, olhos azuis, um homem disposto tanto para trabalhar quanto para brigar. Ele e os Ribinga ficaram frustrados quando souberam que Lampião havia mudado de rota e desistido de atacar a Fazenda boa vista, onde s encontravam entrincheirados em serrotes estratégicos ao longo dos caminhos, doidos para um confronto com o famoso bandido. Além de homem afeito às armas, Horácio era também mestre de fornalha em engenhos de rapadura.”

“Moço, esquentado, um dia desentendeu-se com um soldado de nome Luiz Ferreira no meio da feira de Boi Velho (Ouro Velho – PB), matando-o a golpes de faca.”

“Orgulhava-se de haver participado dos incidentes do Bacharel Santa Cruz.”

“Uma das características de Horácio era a solidariedade com o grupo familiar. Ninguém podei tocar num parente seu que tomava as dores. Mesmo se não gostasse de algum familiar, respeitava-o como membro do grupo, pessoa do mesmo sangue. Costumava dizer: “Parente se assa, mas não se come!”

Germano: “o cabra Germano era pessoa destacada no grupo de Santa Cruz, chegando a comandar o bando algumas vezes. Quando esteve no Juazeiro (do Norte – CE), fez amizades por lá, para onde se mudou e constituiu família, depois da derrota do bando em 1912.”

Manoel Nunes: “O mais perigoso dos cabras de Santa cruz, era um executor.”

Júlio Salgado: “Parente de Santa Cruz, era outro cabra de sua confiança.”

Francisco Félix da silva: “16 anos de idade, analfabeto, natural de Garanhuns, Pernambuco, contou em depoimento dado num processo-crime que se achava no Juazeiro, Estado do Ceará, quando ali chegou Dr Augusto Santa Cruz , com uma força de cabras entre os quais fez amizade com um tal de Severininho e Epaminondas. Vulgo Mindô. Incorporou-se as grupo, tendo acompanhado os amigos quando retornaram à Paraíba, arranjando serviço na Fazenda Lapa, pertencente a Manoel Ramos.

José Gabriel: “Fazia parte do corpo de guarda aos reféns aprisionados na Fazenda Areal. Segundo relato da própria vítima, ele pegava na artéria do pescoço do Promotor Inojosa Varejão com uma mão e segurando o punhal com a outra dizia: -Veia boa para se sangrar. Sangue azul de doutor branco(...)”

Cabo Severiano Benício: “Desertou da Polícia paraibana e incorporou-se às forças de Santa Cruz.” Seu valor para Santa Cruz era por saber e passar táticas e estratégias usadas pela PMPB.

Antônio Sabiá e Manoel Rouxinol: “Eram dois cabras de muita confiança de Dr Augusto. Eles faziam parte do corpo de guarda aos reféns durante o período de 12 dias que passaram na Fazenda areal.”

Lulu Conserva: “Morava em Acauã. Era chefe do piquete do Sitio do Melo, enquanto José Alves comandava o piquete da Lapa e José Bernardo, o piquete localizado por trás da casa-grande.”

João de Mello e José Clementino: “guarneciam as trincheiras protegidas pelos piquetes.”

Luiz Preto: “Irmão do negro Vicente Preto, não tinha a fama de seu irmão, mas era respeitado e admirado pelos comparsas por causa de seus requintes de perversidade.”

Quirino, o Borboleta: “Natural do sítio do Melo, gostava de brincadeiras, trejeitos e ginga, movimentava o corpo para dar golpes ofensivos e defensivos, iludir e desnortear o adversário; por isso recebeu o codinome Borboleta.”

João Sabino: “Morava no Sítio São Francisco. Foi trazido para o grupo por seu irmão Antônio Sabiá, profissional veterano no gatilho.”

Antônio Pereira: “Era um cabra idoso e dotado de grade experiência. Apesar de seus 68 anos de idade, vivia pelo mundo afora pintando miséria, armado de rifle e vestido de surrão de couro”.

Batista de Vitalino: “Como a maioria deles, não tinha profissão definida.”

José Clementino: “Tinha como missão vigiar os movimentos das tropas. A função era de alto risco, tanto que assim que lhe valeu a prisão pelas forças paraibanas que estavam vasculhando a área.”

Sinhozinho Quincas e Santino: “Integravam o grupo porque pertenciam à parentela de Santa Cruz e sentiam-se na obrigação de com ele serem solidários.”

Moleque Chico: “Ferido nas costas no fogo do Areal, era o mensageiro que levava comida, munição, ordens e recados do Estado Maior para os piquetes e trincheiras.”

Antônio Batista Gonçalves e João de Mello: “Receberam propina do Capitão Albino e de Victor Antunes. Na hora do tiroteio, facilitaram a fuga daqueles reféns.”

Sexta-Feira: “Incorporou-se ao grupo no Juazeiro. Participou da emboscada ao destacamento comandado pelo Capitão Augusto de Lima no boqueirão da serra que dava acesso ao povoado de São Thomé, fato ocorrido no dia 27 de dezembro de 1911. Foi ele que quis arrancar, de dentro da casa do Coronel Adolfo Mayer, um soldado ferido no incidente, a fim de sangrá-lo no meio do povoado.”

Segundo o autor, além dos escritos, fizeram parte do grupo comandado pelo Bacharel: “Epaminondas Cypriano, José da Banda, Manoel Rouxinol, José Bernardo, João de Melo, Godê, Mãezinha, João Cassimiro, Manoel Torto, Cobrinha, Capuxu, Pilão Deitado, João Trezena, Belmiro, Santo Catingueira, Manoelzão de Antonião, Zé de Zuza, Pelado de Umbulindo, João Coco, Cipriano, Antônio Rodrigues, Manoel Clementino, Morumba, José Bisaco, João Cabral, Manoel Salvino, Quinta Feira, do Olho d’Água do Neto, Cobra Preta, do Piancó, Caninana, Generino, João Viana, Zé Francisco, Raul da Lapa, Francisquinho, Xexéu, Manoel Mulatinho, Manoel Jordão, Zé Umbuzeiro, Manoel Galdino, Aristides Rodrigues, Severo, Chico Vidal, Capiba, João, Aprígio, Honório, Hermírio, Medalha, cobra-Verde, Chico severo, Sibino, Boca de Fogo, João guedes, Budim e um negro do Urubu chamado Suçuarana.”

Esse pessoal, ao serem “convocados”, fiaram perfilados, amontoados na caçada e no terreiro da casa-grande. Augusto Santa Cruz contou-lhes o que havia acontecido, a prisão do cabra Peba pelas autoridade que estavam mancomunadas com seus adversários políticos... Daí pra frente o mundo fechou-se. Mas, essa parte da história contarei em outra oportunidade.

Fonte “Guerreiro Togado – Fatos Históricos de Alagoa do Monteiro” – FILHO, Pedro Nunes. 1ª edição. Editora Universitária da UFPE. Recife, 1997

Fotos O.C.
R. E. Ofício das Espingardas

Para ver todas as fotos acesse o link: 



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JOÃO GOMES DE LIRA - 1996

Por Aderbal Nogueira

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UTENSÍLIOS DA FAMÍLIA FERREIRA


Por Aderbal Nogueira



Seu Camilo de Moura, atual proprietário das terras que foram da família Ferreira nos mostra algumas peças de utensílios que eram usadas pela família de Virgulino quando moravam na Passagem das Pedras.

Categoria

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

PARECE MENTIRA

Clerisvaldo B. Chagas, 6 de janeiro de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.240

A tradicional cidade do Pilar entrou em 2.020 com o pé direito. Margeada pela laguna Manguaba, faz parte da região metropolitana de Maceió. Com pouco mais de 30.000 habitantes já foi destaque no transporte lagunar e no fabrico de engenhos que ficaram na história. Foi nesse município realizado oficialmente o último enforcamento do Brasil. Possui “lendas” como a da “padroeira do pilar” e, atualmente, é conhecida com a “Terra do Bagre”, graças ao prato típico desse peixe delicioso que habita a laguna Manguaba. Cantada pelo famigerado Augusto Calheiros, Pilar inicia o ano ganhando uma fábrica importante para empregos, renda e desenvolvimento do seu território. Trata-se da fábrica de macarrão Pajuçara que também detém a marca AFA.
(FOTO: JORNAL DE ALAGOAS)

Diz o jornal de Alagoas que a obra da nova fábrica começa em 2020 com previsão de produção em 2021 das primeiras linhas: “a indústria conta hoje com mais de 200 colaboradores e é detentora das marcas Pajuçara e AFA, líder no estado alagoano no segmento de massas e com presença nos estados de Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Amazonas, com previsão de investimento de 20 milhões na nova planta". E o que parece mentira é uma fábrica deixar a capital para se instalar em cidade interiorana, ainda mais com a qualidade tão conhecida dessa marca. Torna-se interessante o projeto do Pilar para atrair novas unidades industriais, entre elas, uma fábrica de derivados do coco.
Somente quem mora em cidade pequena sabe do gigantismo de uma fábrica presente. São milhares de jovens estudantes ou não procurando emprego, geralmente encontrado apenas na prefeitura lotada. E os empregos oferecidos geram o papel quente que circula por todas as bibocas do comércio. Novos empreendimentos são gerados, grandes e pequenos, Todo mundo trabalha, chega o pão à mesa e a fome vai embora.
Desejamos boa sorte para essa nova fase do município.
“Ô lêlêô, Pilar...
Ô lêlêô, Adeus Pilar...”

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MINHA AVÓ EM DEVOÇÃO E FÉ

*Rangel Alves da Costa

Saudade muita eu sinto agora. A saudade de um homem que não deixou de ser menino e que, por isso mesmo, vive a catar na memória o brinquedo de ponta de vaca, a bola de gude, o cavalo de pau, os pés descalços correndo atrás de uma bola de meia. A memória dos banhos no riachinho, das caçadas de passarinho, do menino nu correndo atrás de biqueira em dias de chuva grande. Bolo de forno, doce de leite com bola, mas também chineladas quando os limites eram ultrapassados.
Recordações de um tempo de menino, mas também a compreensão do que sou agora através do passado. O tempo passou e muito se transformou. Os outonos chegaram e levaram consigo aqueles viços primaveris. Da nostalgia e da saudade, a certeza de que a chama continua acesa para iluminar aqueles que fizeram parte do meu mundo e que um dia partiram deixando molhados os lenços do adeus.
Lembro-me das mãos pequenas e delgadas de minha avó, dos dedos magros e longos de minha avó, de seus passeios sobre minha cabeça em cafuné, de sua pele já envelhecida tateando sobre o menino traquina. E das histórias de reis e rainhas, de castelos encantados e seres desconhecidos, contadas enquanto minha cabeça se debruçava sobre o seu colo. E depois o adormecimento em sonhos bons.
Lembro-me do bolo de milho e de ovos, do pão de forno, do café quentinho. Lembro-me dos repetidos pedidos de cuidados. Não há como esquecer. Na cristaleira reluzindo louças e xícaras antigas e adornadas com ramos dourados. Ali, por dentro das vidraças e debaixo de um açucareiro enfeitado, ela guardava os vinténs separados para a compra dos doces e das bolas de gude dos netos. Chamava, colocava o dinheiro na mão e sempre dizia para não gastar.
Lembro-me daquelas mãos magras e finas, ainda que entrecortadas de tempo, buscando os segredos e os mistérios de uma fé incontida. Minha avó era devota do céu inteiro. Era um beatismo ao modo interiorano, onde o sagrado servia como portal a tudo. Não faltava a uma missa nem deixava de levar seu xale e seus livros de orações, seus rosários e terços, seu coração encantado pela sagrada existência. De sua voz murmurante, os diálogos com anjos e santos, os rogos escritos na alma.
Tais lembranças me levam a novamente avistar o rosário de contas de minha avó. A saudade me faz novamente avistar aqueles dedos finos passando conta a conta no rosário, sempre acompanhados de silenciosas orações. O rosário de minha avó era tudo. E que belo e sacro objeto era aquele. Talvez em cada conta um anjo, um santo, um paraíso, um salmo e um evangelho, uma luz, uma salvação, um rogo, uma prece. E em tudo a face presente de Deus.
Rosário de cinquenta contas, estas separadas em cinco dezenas, com contas maiores e menores, de forma que indicassem as diversas orações. Não sabia minha avó que antigamente o mesmo rosário de fé e de orações a Virgem Maria era feito de corda ou cordão grosso e que cada conta era formada por um nó, também maior ou menor. Cada nó simbolizava uma oração e no cordame inteiro a fé de um povo. No rosário de minha avó, com contas parecendo cristal, um lindo crucifixo pendia sobre os dedos. E então a imagem de Cristo ficava levemente balançando ante o meu olhar.
Também não sabia minha avó que antigamente o rosário era percorrido em quinze orações, acompanhadas de igual número de mistérios e Ave Marias. E que mais tarde ladainhas foram incorporadas ao rosário, e estas como forma de obtenção de misericórdias. Mas minha avó não precisava conhecer o histórico rosariano, vez que ela, além de conhecer todos os passos das orações, mistérios e ladainhas, também sabia transformar suas contas em diálogos tão sagrados e pessoais que nenhuma prece podia ter maior profundidade: “Invoco-te, oh meu Senhor e Pai, minha Virgem Maria, pelos meus...”.
Somente agora eu sei da força, da devoção e da importância daquele rosário nas mãos de minha avó. Somente o tempo passado para que eu compreenda que ali, muito mais que um instrumento de fé, também servia como mensageiro diretamente ao divino. Quando pedia pelos seus, então logo invocava a proteção contra os males do mundo, a guarda contra as tentações, a proteção face aos inesperados e aos desacertos dos passos na estrada. Talvez pedisse menos para ela do que para os seus. E por isso mesmo que hoje recordo as contas do rosário de minha avó como o escudo protetor de todos os meus passos pelos caminhos da vida.
Nas contas do rosário de minha avó estava o rogo para aquele instante e para o futuro inteiro. Ao invés de escolher uma oração e logo após invocar proteções, ela ia abrindo seu leque de pedidos a cada conta tateada pelos seus dedos. E, conta a conta, fazendo com que a divindade maior nunca afastasse sua mão protetora de seus filhos, netos, esposo, amigos e de todos aqueles que necessitassem do olhar bondoso dos céus. Nunca ouvi uma só palavra naquelas orações. Murmúrios quase silenciosos, boca em compassados gestos, mãos unidas enquanto as contas iam sendo percorridas pelos dedos.
E na ponta do rosário, como soprada por leve brisa, a cruz do crucifixo com aquela imagem que sorria pra mim. Um sorriso que talvez dissesse: És, filho, inteiramente filho das contas do rosário de sua avó!


Escritor
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APÓS ATAQUE, IRÃ ANUNCIA FIM DE RESTRIÇÕES PARA ENRIQUECER URÂNIO

REATOR NUCLEAR EM ARAK, AO SUL DA CAPITAL IRANIANA TEERÃ - FOTO: HO/ATOMIC ENERGY ORGANIZATION OF IRAN/AFP
REATOR NUCLEAR EM ARAK, AO SUL DA CAPITAL IRANIANA TEERÃ - FOTO: HO/ATOMIC ENERGY ORGANIZATION OF IRAN/AFP

Em tese, enriquecimento de urânio permitiria ao país construir armas nucleares, mas o Irã diz que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

Três dias após o ataque americano no Iraque, que vitimou o poderoso general iraniano Qassim Soleimani, o Irã anunciou que encerrou a quinta e última fase do seu plano de redução de compromissos em matéria nuclear, e afirmou que se desliga de qualquer “limite do número de centrífugas” de urânio. A informação foi divulgada pela agência de notícias Irna, ligada ao governo iraniano.

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Teoricamente, o enriquecimento de urânio sem limitações permitiria ao país construir armas nucleares, mas o Irã sempre afirmou que seu programa nuclear tem fins pacíficos. O anúncio deste domingo 5, no entanto, confirma a saída total do país do acordo nuclear assinado por seis países em 2015: Irã, EUA, Reino Unido, China, Rússia e Alemanha.

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O COFRAG COMPLETOU ONTEM 56 ANOS, VEJA POR FAVOR O ÚLTIMO RANKING DELE NO ENEM/ALUNOS/2018 DIVULGADO EM 2019.:

Por Francisco de Paula Melo Aguiar

O COFRAG, ontem um sonho, hoje uma realidade no cenário municipal, estadual e nacional - Acesse e comprove: MAIOR MÉDIA GERAL - In.: https://www.melhorescola.com.br/escola/ranking-enem/paraiba/santa-rita - E MAIORES MÉDIAS EM TODAS AS DISCIPLINAS, dentre todas as escolas públicas e privadas de Santa Rita, vide os resultados do VESTIBULAR/ENEM divulgado pelo MEC/INEP. 


Um fraternal abraço,
Francisco Aguiar

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VÓRTICE [Ao COFRAG, pelos 56 anos completados hoje: 05/01/2020]


Por Francisco de Paula Melo Aguiar

É sonho ou movimento forte
Que não deixa de ser giratório
Pequeno e/ou de grande porte
Mar de lágrimas sem velório.

É remoinho e turbilhão...
Trabalho e choro sem lágrimas
Perseverança de quem faz educação
História de vida escrita em páginas.

O COFRAG é sol e mar de filosofia
Paradigma primogênito do progresso
Da visão educadora, sem idiocracia
Pedagogia de vida em prosa e verso.

É voragem do ensinar e aprender
Caminho de silêncio sem amordaça
Liberdade de quem quer saber
Formação de quadrilha sem comparsa.

Por questão de ética e educação
Amordaçar a boca para não gritar
O ENEM nos quatro cantos da nação
A maior média das escolas do lugar.

Não há razão para não gritar
Compromisso é pedagogia da vida.
O sucesso do planejamento disciplinar
A educação é pesquisação  de lida.

Cego é quem ver e faz que não vê
Quanto mais amordaça, mais grita
E quando mais cego, mais ver...
A vitória da escola de Santa Rita.


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ESSA É UM TANTO DIFERENTE

Por Sálvio Siqueira

1896 Bergmann semi auto pistola de 1896 Bergmann


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JOSÉ RIBEIRO FILHO "ZÉ SERENO".


Por Geraldo Júnior

Ex-cangaceiro chefe de subgrupo do bando de Lampião.

Nasceu no dia 13 de agosto de 1913 na Fazenda dos "Engrácias" localizada no município de Chorroxó/BA. Filho de José Ribeiro e Lídia Maria da Trindade. Sua mãe (D. Lídia) era irmã dos cangaceiros Antônio e Cirylo de Engrácia (Ingrácia) e também irmã do afamado Faustino Mão-de-Onça pai do também conhecido cangaceiro Zé Baiano.

Zé Sereno ganhou esse apelido por causa de seu temperamento "aparentemente" calmo e tranquilo.

Ele e Sila sua companheira foram alguns dos cangaceiros que sobreviveram ao ataque da Força Policial Volante de Alagoas ao bando de Lampião, no dia 28 de julho de 1938, na Grota do Angico em Sergipe.
Na ocasião foram mortos Lampião, Maria Bonita, nove cangaceiros e um Soldado da Força alagoana.

Pouco tempo após a morte de Lampião o casal cangaceiro se entregou às autoridades e devido à colaboração com a justiça, foram anistiados e conquistaram a sonhada liberdade.

Diante das incertezas e das dificuldades o casal Zé Sereno e Sila, resolveu sair da região Nordeste e seguiram em direção à região sudeste do país. Uma viagem longa e cansativa, repleta de paradas, até chegar ao estado de Minas Gerais, onde permaneceram por algum tempo até decidirem seguir para o estado de São Paulo, onde se instalaram e recomeçaram suas vidas, longe das armas.

Na capital paulista Sila e Zé Sereno se estabeleceram, criaram seus filhos e terminaram seus dias de vida como pessoas de bem, honestas e trabalhadoras e em nada lembrando a época em que sob as ordens de Lampião, rumavam pelo Sertão em uma vida à margem da lei.

Zé Sereno faleceu na capital paulista no dia 16 de fevereiro de 1981 aos 67 anos de idade.

Sila (Ilda Ribeiro de Souza) faleceu na cidade de Guarulhos/SP no dia 15 de fevereiro de 2005, aos 86 anos de idade.

Geraldo Antônio de Souza Júnior


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BREVE TEREMOS NOVIDADES A RESPEITO DO CANGAÇO EM SOLO BAIANO.



Acréscimos e correções históricas é o que vem por aí.

A princípio a obra de autoria do pesquisador Rubens Antonio (Salvador/BA) será lançada em edição limitada, mas há a ideia de lançar futuramente uma quantidade maior para alcançar o grande público.


O que eu posso afirmar por enquanto é que se trata de um trabalho sério e criterioso, pesquisado e analisado, feito por quem há anos realiza um trabalho reconhecidamente sério a respeito do cangaço e em especial àquele ocorrido em terras baianas, sua principal área de pesquisa. Um trabalho que será um divisor de águas ao que diz respeito a história e a literatura cangaceira baiana.

Breve lançamento.


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AS TROPAS VOLANTES E A LEI DO DIABO..! ( Matéria compartilhada )

Do acervo do pesquisador Volta Seca

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NOTA DE PESAR!


Por Relembrando Mossoró

O grupo Relembrando Mossoró comunica com tristeza o falecimento de dona Raimunda Maria da Conceição, aos 79 anos de idade, que ocorreu hoje 05 de janeiro de 2020, na UPA do bairro Santo Antônio, a mesma já vinha sofrendo com alzheimer. Por muitos anos trabalhou na Escola Municipal Joaquim Felício de Moura, naquele mesmo bairro.Que Deus possa te receber de braços abertos e que conforte os corações dos filhos, netos, bisnetos e todos os familiares. Seu corpo vai ser velado em sua residência, vizinho a Padaria Canindé, na Avenida Alberto Maranhão, bairro Bom Jardim. VÁ EM PAZ!


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sábado, 4 de janeiro de 2020

CANTOS MOLHADOS NA ÁGUA DO RIO

*Rangel Alves da Costa

Das casas e casinholas de calçadas altas - e assim como proteção no passado contra as cheias grandes -, as mulheres vão descendo levando trochas, baldes, sacos, roupas e panos apertados em nós. A sujeira dos dias e das noites, os suores e os respingos cotidianos, as nódoas e os encardidos, tudo vai sendo levado para ser lavado nas correntezas do rio. Noutro apetrecho, o sabão em barra e a tábua curta de bater. Assim que chegam as beiradas, espalham tudo pelo chão e se preparam para os ofícios. Os afazeres das lavadeiras, das mulheres do rio.
Sempre caminham a locais conhecidos. Locais de pedras são os mais propícios tanto para sentar enquanto lavam como para bater e estender os panos. A fundura das águas sempre um pouco acima ou abaixo dos joelhos, de modo que nenhuma correnteza possa desequilibrar e surpreender. Pano na cabeça por causa do sol, força nos braços e maestria no que vai fazer. Corre-se o risco de as águas levarem as roupas. É preciso cuidado. Pano pequeno é juntado num balde e aí mesmo deixado soltar a sujeira. Depois é só trocar por água nova, umas três vezes, sempre esfregando um pouco, até que as sujeiras sumam de vez. Com pano maior é diferente.


Panos e roupas maiores exigem tratamento diferenciado. Primeiro são jogadas no raso para que a umidade vá chacoalhando a sujeira. Depois disso, uma a uma é ensaboada e esfregada, batida se for roupa grossa, para em seguida afundada na água e pronta ficar para ser estendida. Como nem sempre há varal na beirada, tudo é que pano é estendido nas pedras ou mesmo por cima dos matos ralos ou gramas que existam ao redor. E a secura vem num instante. Ainda que em margem molhada, sempre úmida, o vento e o sol são de presença tão forte que logo os panos já estarão querendo voar. Após tudo isso, ainda o cuidado de dobrar peça a peça e então retornar tendo na cabeça o punhado de roupa limpa. Se vai passar ferro outra questão.
Contudo, por mais que cada passo de tais ofícios seja maravilhosamente encantador, vez que tudo feito num simplicidade e numa maestria sem igual, a verdade é que nada se compara ao que as mulheres do rio fazem durante todo esse percurso de afazeres. Está no seu canto, no costume passado de geração da cantoria na beira do rio, que se vislumbra a real beleza nos ofícios das lavadeiras. Naquelas mulheres de luta e de sofrimento, naquelas senhoras cicatrizadas de tempo, naquelas jovens sem tempo de muita felicidade, o que se tem mesmo é o cantor como prazer e devoção. Vozes suaves, vozes serenas, vozes passarinheiras, vozes de refinado canto. E nada de canção recolhida de disco ou de rádio, nada de canção da moda, pois tudo retirado nos velhos baús dos antepassados.
Não sou ribeirinho do Velho Chico, não vivo, por exemplo, às margens de Curralinho, Bonsucesso, Cajueiro ou Jacaré, não sou aldeão nem tenho barco ancorado nas beiradas molhadas das correntezas, mas encanta-me o canto das lavadeiras. Aquelas mulheres simples, aquelas moças humildes, aquelas meninas lindas, uma gente queimada de sol e de sonhos, molhada de água e de força de luta, tudo ali perante seus panos, suas roupas, suas vestimentas, e lançando-as nas águas, enxaguando, estendendo, tudo na beirada do rio. E para fugir do cansaço, da batalha renhida, ou mesmo pelo prazer da música ou para rebuscar saudades, eis que vão entoando seus cantos.
Os cantos das lavadeiras são músicas angelicais, são melodias brotadas n’alma, são ecos exalando tão singelos amores que nem as sereias teriam cantar mais belo. E dizem até que as moças das águas sobem das profundezas e, escondidas entre as pedras, começam a se maravilhar com tamanha magnitude de canto. Sim, só quem já ouviu uma canção de lavadeira sabe a magia daquela plangência que mais parece um cardume florido bailando no espelho das águas.


“Eia seu moço distante, que me deixou na saudade, mais que amor e amante era de mim a metade. E no barco vou, vou buscar você, já não mais estou, quero estar com você...”. “Padeço de angústias e mágoas, meus olhos são rios transbordando de águas, já não sei viver pensando em você, que venha nesse rio me causar arrepio. Sou a gaivota dessa solidão, lavando a dor e estendendo no chão, por causa de um amor que me causa aflição...”. “Ainda sou donzela, não duvide não, sou moça de janela, sou de cama não. Pra beijar minha mão tem que ter anel, tem que ter devoção até chegar ao céu...”.
E assim as roupas vão sendo ensaboadas, esfregadas, molhadas, enxaguadas, balançadas, batidas, estendidas. E assim as mulheres, dos beirais lavadeiros, na luta lavadeiras, vão entoando canções aos ternos corações, aos remansos das águas.

Escritor
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REVIRANDO O BAÚ.


Por Geraldo Júnior

Começando o ano trazendo uma grata lembrança do batizado de Ubiratan (Bira), neto do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno, filho de Ivo Ribeiro e Tercilia Teco de Sousa.

Na fotografia a começar da esquerda estão:

Sila (Ilda Ribeiro de Souza), Ivo Ribeiro da Silva (Filho de Sila e Zé Sereno) e sua esposa Tercilia Teco de Souza, dona Nena (Mãe de Tercilia) Gilaene "Gila" de Sousa Rodrigues (Filha de Sila e Zé Sereno) e seu esposo Arthur Rodrigues. O casal na extrema direita são os pais de Arthur Rodrigues (Dona Albertina e Sr. Luiz). A criança é o Ubiratan (Bira) filho do casal Tercilia e Ivo Ribeiro, de saudosa memória.

Fotografia gentilmente cedida por Tercilia Teco de Sousa.


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PESQUISA EM CASA ATACADA POR LAMPIÃO


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CINE JANDAIA DE MOSSORÓ


Pertencia à Sociedade de Cinemas de Mossoró com três casas: Cine Jandaia, Cine Caiçara e Cine Miramar de Areia Branca, além da Rádio Difusora de Mossoró e Editora Comercial, sendo os proprietários: Renato Costa, Paulo Gutemberg de Noronha Costa irmão do primeiro e de Milton Nogueira do Monte. 

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UMA EXCELENTE ENTREVISTA COM ANTROPÓLOGA E PROFESSORA-DOUTORA ALAGOANA LUITGARDE OLIVEIRA CAVALCANTI BARROS.

https://www.youtube.com/watch?v=5nokJn45uP8&feature=youtu.be&fbclid=IwAR08zdBjjjs3FJSntv101QRpRS0cJenewPrnoJFQ4TmbtE3eZAQEnD64ZX8


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SAUDADE DO CANGAÇO? CREIO QUE NÃO!


Por Geraldo Júnior

Um flagrante de Sila (Ilda Ribeiro de Souza / Hermecília Brás São Mateus) ou simplesmente Sila de Zé Sereno, antigos componentes do bando de Lampião.

Sila, como sempre muito elegante, aparece a direita na fotografia. Um registro de data de registro desconhecido, mas que acredito que tenha sido registrada entre as décadas de sessenta e setenta.

Fotografia gentilmente cedida por Gilaene "Gila" de Sousa Rodrigues, filha do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno, de saudosa memória.

Mais uma fotografia inédita e exclusiva dessa personagem cangaceira que através de seus depoimentos prestados no decorrer de sua vida, prestou um grande e importante serviço ao que diz respeito ao resgate e construção da história do cangaço.



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