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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

MARIA BONITA RESTAURADA

Por José Mendes Pereira


Esta foto é Maria Gomes de Oliveira a Maria Bonita quando ainda muito jovem e pertence ao acervo do escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima. Ele a recebeu das mãos de familiares da rainha do cangaço.

Solicitei ao amigo Gabriel Ferreira amigo do pesquisador Antonio José de Oliveira ambos lá da cidade de Serrinha, no Estado da Bahia, para que fizesse uma restauração na foto, e ele atendeu a minha solicitação e fez um excelente trabalho. 

Nesta foto ela nem sonhava em ser um dia Maria Bonita. Ainda era Maria Gomes de Oliveira ou simplesmente Maria de Déa, que era o apelido de sua mãe Maria Joaquina da Conceição.  

Os pais de Maria Bonita

Segundo alguns cangaceiros que deram entrevistas aos jornalistas, escritores e pesquisadores, este apelido de Maria Bonita quem deu foi a polícia, por ela ser bonita. Afirmaram também que jamais ela foi chamada de Santinha por Lampião "foi criação", e os cangaceiros a chamavam de dona Maria, e quando se referiam a ela, chamavam-na de Dona Maria do capitão.  

Você que gosta de estudar cangaço e que começou agora não acredite em tudo que as pessoas dizem or aí. Procura adquirir bons livros através dos escritores e para isto, existe a Livraria do professor Francisco Pereira Lima, lá em Cajazeiras, no Estado da Paraíba, e seu e-mail é: 

franpelima@bol.com.br.

Clique neste link para você ver uma porção de livros da Livraria do Professor Pereira

http://sednemmendes.blogspot.com.br/2015/08/relacao-de-livros-venda-professor.html

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

A HISTÓRIA DE LAMPIÃO E MARIA BONITA

 

https://www.youtube.com/watch?v=qao83hL49Yk


Publicado em 17 de abr de 2014
Pequeno documentário sobre o Cangaço, com ênfase no romance entre Lampião e Maria Bonita. Feito pelos alunos do 3º ano A do Centro Educacional Conrado Menezes da Silva - Milagres (BA).
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"Mulher Nova, Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor" por Amelinha ( • )

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FLORO NOVAIS HEROI OU BANDIDO?

Mais um livro na praça: FLORO NOVAIS: Herói ou Bandido? De Clerisvaldo B. Chagas & França Filho. Este livro estará disponível a partir de amanhã no Cariri Cangaço São José do Belmonte e segunda feira dia 15/10 Para todo Brasil. 

Preço R$ 40,00 com frete incluso. 124 páginas. Franpelima@bol.com.br e fplima1956@gmail.com e Whatsapp 83 9 9911 8286.

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O MAIS NOVO LIVRO SOBRE O CANGACEIRO JARARACA

 

Adquira logo este através deste e-mail:
limafalcao34@gmail.com
Valor: R$ 35,00 (incluso a postagem)
Banco do Brasil
Agência: 3966-7
CC – 5929-3

Marcílio Lima Falcão é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), mestre em História Social pela
Universidade Federal do Ceará (UFC) e atualmente faz doutorado em História Social na Universidade de São Paulo (USP).

Suas principais áreas de pesquisa são a História Social da Memória, Religiosidade e Movimentos Sociais no Brasil Republicano.

Cela onde ficou Jararaca em Mossoró, até ser levado fora de horas ao cemitério para ser executado - Francisca Alencar
Voltaseca Volta - Beleza de foto Francisca Alencar! O túmulo de Jararaca em dia de finados é mais visitado do que o de Rodolfo Fernandes. Como explicar isso? Crendices, devoção, ou outro fenômeno?

Nota: As duas fotos acima só para efeito de ilustrações. Não fazem parte do livro Jararaca.


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LIVRO CORISCO A SOMBRA DE LAMPIÃO

 Por Francisco Pereira Lima


A recomendação bibliográfica de hoje: 
CORISCO: A Sombra de Lampião, de Sérgio Augusto S. Dantas. 
Um excelente livro sobre essa figura emblemática do Cangaço. 
CORISCO. Livro Novo. Preço 50,00 Com frete incluso. Pedidos: 

franpelima@bol.com.br e whatsapp 83 9 9911 8286.

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EZEQUIEL FERREIRA

 


https://www.facebook.com/photo?fbid=721114928800050&set=gm.1127157907755384

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KITS CONTENDO OS DOIS VOLUMES DE "CANGAÇO NA BAHIA" PRONTOS PARA A PARTIDA, HOJE... AOS POUCOS, TODOS TERÃO.

 Por Rubens Antonio

https://www.facebook.com/rubensantoniodasilvafilho/posts/5223157427724509?comment_id=5224168340956751&reply_comment_id=5224527714254147&notif_id=1611586497858961&notif_t=mentions_comment&ref=notif

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A VACA DA REMETEDEIRA

Clerisvaldo B. Chagas, 25 de janeiro de 2021.

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.457

Ao olhar os montes que circundam Santana do Ipanema, chegam até nós a impressão de que foram formados de uma vez só há milhões de anos. Vista do serrote Pelado (Alto da Fé), a cidade parece construída dentro de um vulcão extinto, pelo menos é o que deixa transparecer o círculo de elevações em torno da urbe, mesmo com vários intervalos entre elas. Nesse contexto aparece a serra da Remetedeira, cujo nome estranho sempre intrigou a vontade da pesquisa. Para quem conhece a região fica mais fácil entender. Podemos falar que a serra da Remetedeira tem início na parte baixa do Bairro Floresta, exatamente à margem direita do rio Ipanema, no poço do Juá, com a barreira onde se inicia a subida para o Hospital Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo.

A serra tem início na barreira do Juá e vai subindo, passa pelo hospital, forma um platô nas imediações e continua ganhando altura quando começa a circundar. Alguns quilômetros à frente, atinge o seu pico no meio do círculo, visto da região Oeste da cidade. Dali continua o seu círculo até que vai amainando a altitude até chegar perto da BR-316, além do Bairro Barragem. É um percurso que ainda sonhamos percorrê-lo totalmente e conhecer de perto o seu pico. Visto de longe através de aparelhos, o cume da serra da Remetedeira é rochoso e imensamente quebradiço pela constante exposição às intempéries.

Quanto a denominação, contam os antigos que ali em um sítio vivia uma vaca que procurava proteger a sua cria dando carreira em gente. Os habitantes do lugar chamavam a rês de “vaca remexedeira”.  Um padre chegado à região, sabendo sobre a vaca remexedeira e o motivo, corrigiu o português matuto do lugar dizendo que o correto seria “vaca remetedeira”, o animal que arremete, que ataca com fúria. E assim, não somente a vaca, mas a serra também passou a ser chamada: serra da Remetedeira, isto é, (serra da vaca que arremete). Isso deve ter acontecido entre os Séculos XIX e XX.

Examine a foto e confira a narrativa.

Vamos juntos conhecê-la?

(FOTO: CRÉDITO B. CHAGAS/LIVRO 230)


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AMADAS E AMANTES DO CANGAÇO - QUEM FICAVA QUEM?

Por João de Souza Costa

As relações entre homens e mulheres em tempos de guerra, fome e injustiças só podem ser compreendidas depois dos fatos acorridos e passando ao largo de conceitos morais ou religiosos.

Foram tantas as mulheres que permaneceram ao lado de seus maridos, noivos e namorados em Canudos; centenas foram as Vivandeiras de Quartel, que seguiam seus amados na Coluna Prestes e 36 o número delas no cangaço.

Para os admiradores da saga do cangaço, vai aqui uma abordagem copidescada a partir de alguns livros (abaixo nos créditos) e narrada na forma interpretativa livre, partindo da noção de pertencimento, que é a maneira de amar mais comum em nossa sociedade, ainda patriarcal.

Foram tantas e tão poucas, mas não tardias em seu tempo; a começar por Maria de Déa, que seduziu Virgulino Ferreira, que deixou para trás um casamento sem amor para abraçar uma paixão que poderia ter sido efêmera, mas que durou o tempo suficiente de uma tragédia shakespereana – única na história brasileira.

Sérgia Ribeiro, a Dadá, foi raptada e mantida em “cativeiro” ainda menina por Corisco; com ele viveu o “amor possível”, combateu ao seu lado e o substituiu em comando; assistiu a sua morte e viveu o suficiente para reconstruir a vida e dar ao próprio Corisco um enterro digno muitos anos depois – ela mesma lavou os ossos de Corisco antes de sepulta-los.

Após citar as duas primeiras-damas, vamos as demais senhoras da Corte do cangaço e seus cônjuges.

Lídia, segundo relatos a mais bonita de todas e que foi companheira de Zé Baiano citado como o mais cruel, e que a matou a pauladas em função de adultério. Lídia “foi pro mato” com Bem-Te-Vi, um cangaceiro que conhecera na adolescência. Flagrada e chantageada por outro cangaceiro, teve um final terrível.

Florência de tal foi casada com Rio Branco – o casal que acompanhava Corisco e Dadá no momento em que Zé Rufino deu cabo de Corisco, e que desapareceu nas caatingas: para sempre!

Otília, que foi a primeira companheira de Mariano; Bidia, que seguia Volta-Seca; Maria Jovina, que viveu com Pancada; Gertrudes que seguia Beija-Flor.

Lembrar de Durvalina do amor eterno a Virgínio; a mesma que depois ficou com Moreno até o fim da vida, Leónida, chamada Lió, que ninguém sabe com quem convivia; Moça, que amava e seguia Cirilo de Ingrácia.

E a irrequieta Lili, que gostava de Lavandeira e o seguiu até a morte do cangaceiro para depois escolher Moita Brava como marido e que terminou sendo morta por infidelidade.

Quitéria que era a amante de Pedra Roxa; teve uma Lica, que seguia Passarinho e também Sabina, que viveu ao lado de Mourão; não esquecer de Mariquinha, a mulher de Labareda.

Destacando Neném, de Luiz Pedro; Antônia Maria, casada com Balisa e Inacinha, a amada de Gato – o cangaceiro índio.

Eufrásia conhecida como Florzinha, aquela que foi amante de muitos cangaceiros e que terminou ao lado de Saracura, e tinha também uma tal de Maria Isidoro, cangaceira cheia de mistérios que se dizia da Bahia e ninguém sabe com quem namorou ou viveu.

Não esquecer de Dulce, casada com Criança; e sua irmã Rosinha que acompanhava Mariano.

E a cangaceira que virou estrela e romancista, Ilda Ribeiro de Souza – Sila, que sobreviveu ao tiroteio em Angico e ficou famosa ao lado de Zé Sereno. Sila escreveu livros, foi consultora da TV Tupi e tornou-se celebridade com entrevistas até no Programa do Jô Soares.

E uma Adelaide que viveu um romance fugaz com Criança; Adília que seguia Canário, Enedina que acompanhou o marido quando este ingressou no cangaço

Maria Fernanda (es) namorou e viveu com Juriti. Eram primos, sobreviveram ao massacre de Angico. Antes de se entregar em busca de anistia, Juriti deixou Maria Fernanda na casa dos pais, sob a alegação de que quando a “conhecera biblicamente” a moça não era amais virgem.

Juriti se rendeu, delatou os companheiros ainda em fuga, foi queimado vivo pelo sargento Deluz e Maria Fernanda casou e foi feliz com próspero comerciante de Sergipe.

Na esquecer de Áurea que amava Mané Moreno, o cangaceiro que veio da Bahia.

Lembrar de Laura, apelidada de Doninha e que era casada com Boa Vista; ainda Cristina, de Português e a nova cangaceira Sebastiana que ficou com Moita Brava após a morte de Lili.

Tais mulheres jamais pisaram em terras e coitos da Paraíba, Ceará ou Rio Grande do Norte. A maioria era sergipana e outra leva de baianas. Elas já chegaram no cangaço banhadas pelas águas do Rio São Francisco, para depois serem banhadas de renda e adornadas com joias.

Não há relatos de solteiras no cangaço e as relações eram monogâmicas. Pelo código de conduta do cangaço, as mulheres que ficassem viúvas não podiam permanecer no bando nessa condição nem sair. E quem tentou voltar pra casa dos pais foi morta.

A solução era encontrar um novo companheiro. A maternidade era de risco e seguida de apartação de suas crias. Elas deram um toque de civilização às hordas de celerados, escreveram com sangue, dor e amor suas histórias.

Elas não eram “mulheres de Atenas” que esperavam no terreiro de casa pelos seus amados; estavam lá com eles nas razias e vinditas, sem tempo para lamentar da sorte ou azar, mas que viveram uma aventura digna de heroínas em um tempo governado por homens maus, que se tornavam bons em suas presenças.

João Costa. Acesse: @joaosousacosta pelo Instagram

Foto1. Maria Fernanda(es) ao lado de Juruti(C). Foto 2. Joana Gomes e Inacinha. Foto 3. Nenê, Maria Jovina e Durvinha.

Fonte “Amantes e Guerreiras”, de Geraldo Maia do Nascimento

“Os Últimos Dias de Lampião e Maria Bonita”, de Victoria Shorr; tradução de Marisa Motta

“Maria Bonita” – Entre o Punhal e o Afeto”, de Nadja Claudino

Imagens: Benjamim Abraão.

 https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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CHICO CHICOTE E LAMPIÃO.

 Por Luís Bento

Por sua vez, a Escritora Aglaê Lima de Oliveira, autora do livro " Lampião, Cangaço e Nordeste " ( Empresa Gráfica " O Cruzeiro", S.A., Rio, 1970), ao responder uma das perguntas do programa J. Silvestre ( SHOW SEM LIMITE ), na TV Tupi, incluiu Chico Chicote entre os inúmeros costeiros do " Rei do Cangaço ".

A propósito dessas afirmações inverídicas, torna-se necessária desde já, a narração do que ocorreu entre Chico Chicote e Lampião, sem jamais haver contato pessoal de ambos.

Quando transitava pela Serra do Araripe, ou lá permanecia por algum tempo, Lampião, para alimentar seu bando, matava reses do Cel. Pedro Martins de Oliveira Rocha. Proprietário da fazenda Cacimbas no município de Brejo Santo.

No entanto, em carta dirigida ao dito fazendeiro, Virgulino afirmou que o autor de tais depredações era Chico Chicote.

A partir daí, o boato alastrou-se no município e nas imediações, e, como não podia deixar de acontecer, provocou forte indignação ao caluniado.

De resto, o caso foi comunicado pessoalmente a Chico Chicote por Pedro Martins, para o que o convidará a ir a Cacimbas acompanhando do seu irmão Manoel Inácio de Lucena.

Pouco depois, no intuito de evitar luta entre Lampião e Chico Chicote, Antônio Aristide Xavier, genro de Pedro Martins, conseguiu levar Lampião à fazenda Crioulo no (município de Jardim) e convidou Chico para ir até lá, tentando, desse modo, fazer a paz entre ambos.

Lá chegando, e cientificado de tal intenção, Chico Chicote repeliu o intento, não entrando, se quer na casa do fazendeiro, em cujo interior já se achava o famoso bandoleiro. Além disso, em voz alta - como sempre costumava falar - fez severas críticas à conduta de Lampião, acrescentando que continuaria a te-lo como inimigo.

Sem nenhuma dúvida, a recusa de seu Chico à sugestão de Antônio Xavier deixou Virgulino bastante preocupado, naturalmente pelo fato de não ter um só inimigo no Ceará, onde contava com seus mais prestigiosos costeiros e onde se mantinha absolutamente inofensivo. Daí por que, decorridos alguns dias, Chico Chicote recebeu um convite do Coronel Antônio Joaquim de Santana para comparecer à sua casa, no sítio Serra do Mato.

Ao ser recebido pelo mandão do município de Missão Velha " Seu" Chico perguntou-lhe para que fora chamado. Em resposta, disse-lhe o Coronel que o convidará a pedido do Cabra Sabino que desejava conhece-lo pessoalmente.

Como é sabido, esse bandoleiro ( Sabino Barbosa de Melo, mais conhecido por Sabino das Abóboras) era lugar- tenente de Lampião. E estar evidente que ele apenas servira de intermediário para a conciliação alvejada pelo " Rei do Cangaço ".

Seu Chico, porém, além de recusar-se à apresentação, não esperou nem pelo cafe-gordo que o Coronel mandará preparar, voltando incontinente para Guaribas.

Fonte. " Separata da Revista Itaytera ".

Escritor Otacílio Anselmo e Silva.

Jati 24/01/2021/

LUÍS BENTO.

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A EXTINÇÃO DO VULCÃO.

 Por João Filho de Paula Pessoa

Lampião era extremamente prevenido e desconfiado quanto à traições, agia implacavelmente contra delatores, covardes e traidores, combateu este mal durante toda sua vida, mantendo-se vivo por muitos anos, sem, contudo ter sucumbiu em virtude de uma traição. Durante seu reinado, sofreu atentados, emboscadas, ataques, traições e delações, superando à todas estas situações com perspicácia, estratégia e valentia. Certa vez teve em seu bando um cabra desconfiado, que tinha a alcunha de Vulcão, de jeito esquisito, reservado, que não se entrosava, de pouca fala e muita observação, comportamento este que aguçou o sexto sentido de Lampião, que passou a desconfiar dele, como um possível olheiro, informante e infiltrado. Num certo dia de Janeiro de 1938, num coito, Lampião chamou Luiz Pedro e partilhou sua desconfiança para que ele ficasse de olho no Vulcão. Ao sair da conversa, Luiz Pedro procurou Vulcão para observa-lo, mas já não o encontrou mais, sintomaticamente ele deserdou do bando e fugiu de forma sorrateiramente, como se tivesse percebido ou até ouvido a conversa. Luiz Pedro, agora extremante intrigado, comunicou a Lampião da fuga do suspeito, recebendo a ordem de formar uma equipe e partir em sua caça. O Grupo saiu no rastro do fugitivo para sua captura, verificando sinais de sua passagem e inquirindo as pessoas que encontravam no caminho, até que algum tempo depois e de muito andarem, o encontram na beira do Rio São Francisco aguardando uma canoa para a travessia e o prenderam, o amarraram e partiram de volta ao coito puxando-o à cavalo, no percurso o prisioneiro caiu, mas sem nenhuma dó, o grupo seguiu o arrastando pelos matos e veredas, enquanto ele se despedaçava a cada trecho. Quando já era quase noite, o grupo parou numa casa onde estava havendo um festejo e resolvem passar a noite lá e amarram o prisioneiro a uma árvore, coberto de cortes, arranhões, feridas e banhado de sangue, enquanto o grupo bebia e se divertia, vez por outra um ia até ele verifica-lo e desferir mais algum golpe de tortura por toda aquela agonizante noite. Pela manhã o arrastaram novamente, ainda vivo, e até a presença do Capitão no coito, que ao vê-lo ordenou que o matassem, momento em que fizeram o cavalo disparar em continuidade ao arrastamento do suspeito moribundo, que apesar de depauperado ainda respirava. Apesar de todo o martírio o Vulcão somente se extinguiu de vez mediante um tiro de misericórdia ao final de tudo. João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 21/01/2021.

Assista o filme deste Conto - https://youtu.be/BpEpCgQR5UE

https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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domingo, 24 de janeiro de 2021

LAMPIÃO ERA TRAÍDO POR MARIA? - SERÁ QUE EXPEDITA" FERREIRA " NÃO ERA FERREIRA E SIM, CARVALHO?

Por José Mendes Pereira

https://www.youtube.com/watch?v=jsiQIMKnxec&ab_channel=Hist%C3%B3riasDoNordeste 

Digo ao leitor ou aos leitores que nada eu tenho contra ao cineasta que fez esta gravação com este senhor, porque não é ele que afirma isso, e sim, o depoente do vídeo.

Não tenho como acreditar nesta narração, apesar da idade, precisamos  respeitadá-lo, mas, o nome da filha de Lampião e Maria Bonita que é Expedita ele não sabe. Chama-a o tempo todo, na entrevista de Benedita. Imagina as informações sem fundamentos que ele repassou ao repórter ou a escritores e pesquisadores do cangaço por aí.

Benjamin Abraão Botto, Maria Bonita e Lampião

O depoente nem devia falar o que segue, porque a história sobre Expedita Ferreira Nunes não ser filha do capitão Lampião, e sim, de um suposto senhor chamado João Maria de Carvalho, já é contada a ele por outra pessoa através de fofoquinhas. Assunto totalmente desnecessário nesta entrevista, porque as datas que se relacionam a este caso contado por ele, nenhuma delas bate.

Vejam bem. Ele afirma que uma pessoa (assunto perigoso, segundo ele, mas não revela o seu nome) disse-lhe que Maria de Déia (Maria Bonita)  teve um romance amoroso com este senhor acima citado por ele. Mas é  uma informação sem credibilidade. A razão da minha dúvida e creio que também de todos aqueles que pesquisam a "Empresa de Cangaceiros Lampiônica e Cia", e assistiram os seus relatos; é que Maria de Déia entrou para o cangaço em meados do ano de 1929. E a princesa do cangaço Expedita Ferreira Nunes nasceu no dia 13 de setembro do ano de 1932. Se ela tivesse nascida em 1931, daria para ser verdade.

Em setembro deste ano dona Expedita Ferreira Nunes completará os seus longos 89 anos. A filha dos reis do cangaço capitão Lampião e Maria Bonita  reside na capital de Aracaju, no Estado de Sergipe.

Expedita Ferreira, filha de Virgulino Ferreira o Lampião e Maria Bonita.- https://br.pinterest.com/pin/483925922456499047/

Possivelmente, Maria Bonita engravidou em dezembro de 1931 ou no início deste ano de 1932. Mas se ele acha que esse namoro aconteceu, com certeza, Maria Bonita levou para a caatinga em sua calcinha uma porção de espematozoides do senhor João Maria de Carvalho. 

Expedita Ferreira

Nesse período citado por ele Maria Bonita estava muito apaixonada pelo seu amor capitão Lampião, e jamais sairia das caatingas para corneá-lo. Isto é uma história sem fundamento. 

Quem assiste ao vídeo percebe logo que este senhor depoente faz pausas como se estivesse criando as suas informações para entregar ao repórter. Mas o repórter nada tem a ver com isso, porque é a sua obrigação registrar o que um depoente qualquer lhe conta sobre isso ou sobre aquilo, já que a sua profissão é gravar fatos que com a continuação do tempo se tornarão históricos.

Se Lampião estivesse vivo quem seria capaz de difamar a sua rainha Maria Bonita? Aí sim, eu queria ver Lampião cobrando dos maldosos na unha do guaxinim: 

https://www.youtube.com/watch?v=WGki572U-Yg&ab_channel=JNCANTINHODASAUDADE

Caro leitor: Não use este material na literatura lampiônica, porque ele não tem nenhum valor para o tema, e quem sabe, o meu raciocínio esteja totalmente equivocado. 

São apenas as minhas inquietações assim como dizia Alcino Alves Costa. 

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O CERCO AO CANGACEIRO CHICO PEREIRA NA FAZENDA PAU FERRADO (CAJAZEIRINHAS - PARAÍBA).

 Por Geraldo Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=WprsBsb77ik&t=517s&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

Um cerco policial formado em torno de uma casa de fazenda. Um cangaceiro completamente cercado e um desfecho inusitado. O resto eu deixo por conta do nosso amigo pesquisador José Tavares de Araújo Neto e Carrinho Farias... lá da terra da Cabocla Maringá. Sem mais delongas. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. 

Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: 

Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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ENTREVISTA COM CYRA BRITTO | O CANGAÇO NA LITERATURA | #239

 Por O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=TorDYz7mGwU&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

Vejam que incrível a linda e inteligente Cyra Britto (esposa de João Bezerra da Silva) falando coisas incríveis.

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LIVROS DO PROFESSOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO RUBENS ANTONIO

Por José Mendes Pereira

Não deixa de reservar um cantinho em sua estante para estes dois livros escritos pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio. 


Aqui temos 3 e-mails para você escolher com quem fazer a sua compra. Com qualquer um, o seu pedido será atendido com todo carinho e o mais rápido possível. Não deixa para depois, porque livros com o tema "cangaço" são arrebatados pelos colecionadores, escritores e pesquisadores. Peça logo!

Robério Santos - roberiosantos@hotmail.com

Francisco Pereira Lima - franpelima@bol.com.br

Rubens Antonio - rubensantonio@gmail.com

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LAMPIÃO E MARIA BONITA

Por Itamar Nunes Art 


https://www.facebook.com/groups/371843903738058/user/100000145164167/

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XAXADO A DANÇA DE CABRA MACHO ESPETÁCULO PARTE 1

https://www.youtube.com/watch?v=0Zxu_pWoPeQ&ab_channel=CamiloMelo

Camilo Melo

Trecho do documentário Xaxado - A dança de cabra macho. Mostra o xaxado em suas várias formas através do olhar do Grupo de xaxado Cabras de Lampião. Com depoimentos de diversas pessoas contemporâneas de Virgolino Ferreira, contam um pouco do que viram na época do cangaço. Direção de Camilo Melo. CAMMAR ÁUDIO&IMAGEM.

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LUIZ DE CAZUZA PARTE 2

Por Aderbal Nogueira 
 https://www.youtube.com/watch?v=CeXSeIegvPc

Fatos curiosos sobre o início dos entraves entre os irmãos Ferreiras e seus vizinhos. Também o encontro de Luiz da Cazuza com uma irmã de Lampião décadas depois.

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TETÊ ESPÍNDOLA

 

Terezinha Maria Miranda Espíndola, mais conhecida como Tetê Espíndola (Campo Grande11 de março de 1954), é uma cantoracompositoramulti-instrumentista, considerada detentora de uma das mais belas e exóticas vozes nacionais. Ao longo de seus mais de 40 anos de carreira, ganhou  inúmeros prêmios pelo seu trabalho voltado para a experimentação e recriação do universo ecológico brasileiro.

Biografia e Carreira

Nascida em Campo Grande, numa família que tornou-se icônica a partir da arte da maioria dos irmãos. Dos sete filhos de Alba Miranda Espíndola e Francisco Espíndola Neto, Humberto, Sérgio, Geraldo Espíndola, Alzira (Alzira E), Marcelo (Celito) e Marcos Jerônimo (Jerry Espíndola) despontaram para a música. Apenas Valquíria que tornou-se enfermeira, não dedicando-se totalmente a arte. Tetê herdou de sua mãe a inspiração para a música. Na infância gostava de ouvir música clássica e aos oito anos já apreciava os conjuntos paraguaios que tocavam nas rádios. Ouvia The BeatlesJovem GuardaJanis Joplin e Bossa Nova, que marcaram sua adolescência.

Influenciada pela mãe e pelo irmão e artista plástico Humberto Espíndola, começou a desenvolver os dons artísticos entre as sessões de teatro que a mãe e o irmão encenavam em casa, para se divertir, e ouvindo rádio. Sua mãe cantava muito em casa, o que a fascinava. Sua veia artística também era influenciada por seus tios trigêmeos, irmãos de Alba, que se apresentavam tocando piano a seis mãos em diversos lugares, inclusive em um evento com a presença do então presidente Getúlio Vargas.

O primeiro dos irmãos a introduzir-se na música e aprender a tocar violão foi Sérgio, que ensinou a Geraldo, que por sua vez ensinou à caçula Tetê. Não se adaptando ao violão, ela passou a admirar um outro instrumento musical tocado por Geraldo. Em 1976, Tetê ganhou sua primeira craviola, um instrumento de doze cordas criado pelo cantor e instrumentista Paulinho Nogueira e, que nas palavras de Marta Catunda (2016) "o criador queria um instrumento que transitasse entre a música folclórica (viola caipira), de raiz, mais popular, e a música erudita (alaúde/cravo). Pretendia uma guitarra acústica, meio viola e alaúde, um híbrido de popular/caipira/erudito. Seu sobrinho Stênio Mendes dedicou-se ao instrumento alguns anos. Mas foi Tetê Espíndola que deu vida nova à craviola em sua carreira.Ela vem se dedicando a compor nesse instrumento há mais de 40 anos. A craviola convida para uma exploração mais livre que a do violão por ter um braço mais longo e pela sonoridade de suas cordas oitavadas. É um instrumento que proporciona aberturas inusitadas para a composição harmônica, esta salta do exercício cotidiano de tocar".

Em 1968, os irmãos Tetê, Geraldo, Celito, Sérgio e Alzira, com permissão dos pais, decidiram ganhar dinheiro e trabalhar no que gostavam e assim formaram o grupo LuzAzul e passaram a executar cantorias na estrada que liga Campo Grande a Cuiabá. E foi nos arredores de Mato Grosso do Sul, cantando com os irmãos, de cidade em cidade, que Tetê se descobriu, num local chamado Chapada dos Guimarães. Começou a testar sua voz cantando todos os dias.

Aos 14 anos, Tetê ganhou um festival de música em Campo Grande, com a canção "Sorriso", cuja letra fora escrita pelo irmão. A partir de então, Tetê começou a pensar em seguir carreira em outros estados. Após anos cantando para o público de Campo Grande, em 1977 o Grupo LuzAzul decide ir para São Paulo tentar carreira profissional. Vão primeiro Celito e Tetê. Eles chegam e começam a tocar em bares e boates. Os dois, vendo que estavam se consolidando, abriram espaço para os outros irmãos se transferirem de vez para a Capital Paulista.

Os irmãos fazem testes em diversas gravadoras e acabam aprovados, fechando contrato com a Polygram/Phillips, e a pedidos da própria gravadora, mudam o nome LuzAzul para Tetê e o Lirio Selvagem, lançando assim seu primeiro trabalho em 1978. Em 1979, o grupo de sucesso Tetê e o Lírio Selvagem se desfaz, e a gravadora decide lançar Tetê em um disco solo, Piraretã, em 1980. Esse disco marcou o encontro de Tetê com Arrigo Barnabé. Tetê foi a primeira a gravar uma canção dele, "Tamarana", em parceria com o Paulo Barnabé. A partir daí. os irmãos passam a seguir carreira solo, cada um gravando seus discos, mas os irmãos não pararam de gravar discos juntos.

Em 1981, ao lado de Arrigo Barnabé, defende no MPB Shell a valsa "Londrina", composta por Arrigo, que recebe o prêmio de melhor arranjo por Cláudio Leal. Em 1982, entre muitas experimentações sonoras feitas em de sessões com Stenio Mendes e Theophil Mayer (inclusive com exibição pela TV Cultura em um especial), surge o disco Pássaros na Garganta, lançado pela gravadora Som da Gente, no qual a estética do som é batizada por Arrigo Barnabé de "sertanejo lisérgico".

Em 1985, Tetê vence o Festival dos Festivais da Rede Globo com a canção "Escrito nas estrelas", composição do marido Arnaldo Black com Carlos Rennó. Em 1986, como parte do cronograma da gravadora Barclay/Polygram, segue-se o disco Gaiola, a partir do qual executam uma turnê pelo Brasil. Além de cantar, Tetê também dubla, atua e participou do filme Mônica e a Sereia do Rio (de Maurício de Sousa) dirigido por Walter Hugo Khouri; e faz uma participação no curta Caramujo-Flor, de Joel Pizzini, junto com Almir SaterAracy BalabanianNey Matogrosso e outros artistas de Mato Grosso do Sul.

De acordo com Alan Silus (2020), Tetê é casada com Arnaldo Black, arquiteto e produtor cultural com quem teve dois filhos: o primeiro, Daniel Espíndola Black, mais conhecido como Dani Black, nascido em 08 de dezembro de 1987, seguiu a carreira artística da mãe, tendo gravado dois discos em estúdio: Dani Black (2011) e Dilúvio (2015) e dois discos ao vivo EPSP Ao Vivo (2013) e Ao Vivo no São Luiz (2017). A segunda filha, Patrícia Espíndola Black, nasceu em 19 de março de 1990, formou-se em Cinema e Audiovisual pelo Centro Universitário SENAC e cursa Mestrado em Cinema em Portugal. Diferentemente da mãe e do irmão, a arte de Patrícia não é a música: fez do vídeo sua prática profissional.

"Mesmo com uma predileção pelo audiovisual, ela não se desvinculou das raízes da música. Produziu e dirigiu o curta-metragem A Voz do Poço (2013) que a partir das memórias de infância de sua mãe e dos seus tios, narra um fato sobre um poço de dentro do qual se ouvia uma voz chamando a avó Alba. Além disso, há a presença da sincronia com a figura do boi — universo presente na casa dos irmãos Espíndola". (SILUS, 2020). "A obra recebeu críticas elogiosas de cineastas brasileiros como Joel Pizzini e Carlos Nader, e foi selecionado por diversos festivais como Festival de Cinema Gramado, Mostra Tiradentes, Festival de Curtas de São Paulo, e o francês Signes de Nuit. Ganhou o prêmio de melhor filme pela escolha do juri no 9º Cine MuBE São Paulo". (SP CULTURA, 2016 citado por SILUS, 2020).

Na transição dos anos 1980 para os anos 1990 além da dádiva de ser mãe, Tetê foi a representante brasileira no Festival The Concert Voice, em Roma, no ano de 1988, em sua primeira viagem internacional. Em 1989, canta no New Morning (Paris) e no Festival de Jazz da Bélgica. Com uma bolsa da Fundação Vitae, em conjunto com Marta Catunda e Humberto Espíndola vão à Amazônia numa expedição em busca do "canto do uirapuru". Gravam uma série de sons de pássaros, que depois de catalogado, e parte das experimentações musicais feitas por Tetê na Amazônia, gera o disco Ouvir/Birds (1991).

Tetê passa alguns anos se dedicando à família, e em 1998, junto com a irmã Alzira, gravam o disco acústico só de canções regionais/tradicionais - Anahí. Quando então, aparece o disco Vozvoixvoice, dirigido e produzido por Phillipe Kadosch, no qual o conceito aplica-se em fazer da voz, todos os instrumentos (baixo, bateria, guitarra, sopros, etc.). Em 2003, Tetê participa em dois projetos junto com a família - Espíndola canta e O que virou, e em 2005 lança o disco Zencinema só com canções de Arnaldo Black.

https://www.youtube.com/watch?v=LVLgQqO0UUQ&ab_channel=NacionaisAnos80

Em 2006, realizou a expedição Água dos Matos, na região Centro Oeste, descendo de chalana os rios Cuiabá e Paraguai, oferecendo shows e oficinas gratuitas aos povos ribeirinhos, com diversos artistas. No mesmo ano e no ano seguinte participou de várias apresentações com a soprano Adélia Issa. Ainda em 2007 lança o disco Evaporar completamente produzido no Mato Grosso do Sul, desde a escolha de músicos à finalização do trabalho. Seu trabalho incorporou pesquisas realizadas com sons de pássaros, influência de temas regionais e fusões do acústico com o eletrônico.

Em 2014, lança pelo selo SESC um álbum duplo, contendo a versão remasterizada do LP Pássaros na Garganta (1982) com o CD inédito Asas do Etéreo (2012) comemorando os 30 de “Pássaros na Garganta” um trabalho histórico, um ícone da MPB, sinônimo de vanguarda e prestígio, deu a Tetê o prêmio da APCA como artista revelação. Uma obra musical que revela a gravura pós-impressionista do Centro-Oeste e teve o importante papel de colocar Tetê em evidência, apontando suas composições inovadoras e uma intérprete rara.

Asas do Etéreo traz composições inéditas uma aventura multitonal e timbrística no encontro com os mais importantes instrumentistas brasileiros, parceiros de sua trajetória musical. Do piano magistral de Egberto Gismonti a escaleta personalíssima de Hermeto Pascoal, alternam-se personalidades da nata musical brasileira como Arrigo Barnabé, Jaques Morelenbaum, DuoFel, Felix Wagner, Paulo Lepetit, Teco Cardoso, Bocato,  Marcelo Pretto e Dani Black. O lançamento do Álbum aconteceu em 2014 com a participação de todos os convidados com sucesso total em duas noites.

Em 2015, participou da canção "Trono de Estudar", composta por Dani Black em apoio aos estudantes que se articularam contra o projeto de reorganização escolar do governo estadual de São Paulo. A faixa teve a participação de outros 17 artistas brasileiros: Chico BuarqueArnaldo Antunes (ex-Titãs), TiêDado Villa-Lobos (Legião Urbana), Paulo Miklos (Titãs), Tiago IorcLucas Silveira (Fresno), Filipe CattoZélia Duncan, Pedro Luís (Pedro Luís & A Parede), Fernando Anitelli (O Teatro Mágico), André Whoong, Lucas Santtana, Miranda Kassin, Helio Flanders (Vanguart), Felipe Roseno e Xuxa Levy.

Em 2017 lança Outro Lugar, um CD com músicas inéditas, sobrepostas por diversos momentos de sua carreira a desaguar em um disco de muitas épocas e lugares - físicos e emocionais. Cada canção propõe a cor e o território em que foi composta: São Paulo, Campo Grande, Bonito, Rondonópolis, Campos do Jordão, Brasília e Paris. São parceiros especiais e de longa data, como Marta Catunda, Bené Fonteles, Arrigo Barnabé e o imortal Manoel de Barros e, também aqueles que há muito são cantados pela intérprete: Geraldo Espindola, Philippe Kadosch e Arnaldo Black, autor da musica que dá o titulo ao CD. A turnê "Outro Lugar" promoveu shows nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza com o quarteto de cordas “Quintal Brasileiro”, dentre outros convidados e, também em Brasilia, Recife e Porto Alegre em versão solo com sua craviola.

Em cada faixa, um instrumentista convidado, uma tim­brística explorada e uma paisagem sonora percorrida. Da harpa paraguaia ao vibrafone, do piano a cítara, passando pela tampura, ukulele, violão de 7, ao quinteto de cor­das. Únicos, os instrumentos criam a espacialidade e seu universo, porém juntos expandem em gêneros brasilei­ros, por territórios ainda virgens. A produção musical foi dividida com seus parceiros de estrada: o baterista Sandro Moreno, o pianista e sanfoneiro Adriano Magoo e Alex Cavalheri na produção de estúdio. Na mixagem e maste­rização o requinte do francês Phillipe Kadosch, produtor responsável por outros discos em parceria com Tetê.

Em pesquisa apresentada por Silus (2020), "no dia 23 de novembro de 2016, Tetê, Alzira E e Ney Matogrosso abrem a 11ª Balada Literária de São Paulo com o show Em Tercina, no qual cantam “músicas de raiz”, do centro brasileiro, já retratadas pelas irmãs em Anahí, além de outras novas canções. A partir desse show, o diretor regional do SESC, Danilo Santos de Miranda, convida os três para gravarem um disco com essas canções. Esse projeto iniciar-se-ia em 2017 e culminaria em 2019 com o mais recente lançamento pelo selo SESC: Recuerdos".

"O disco conta com 13 faixas, com uma superprodução e direção artística, nas quais as irmãs interpretam e tocam canções que rememoram as origens caipiras do centro oeste do país. Além disso, a capa, que literalmente é uma obra de arte, foi desenvolvida a partir do recorte de uma das telas do consagrado artista plástico Humberto Espíndola. Ao longo do CD nota-se também a voz inesquecível do conterrâneo Ney Matogrosso — que participa de 5 faixas — trazendo toda uma sonoridade especial à unção das duas vozes-Espíndola". (SILUS, 2020).

Em 2020 participa dos 40 anos da Vanguarda Paulista num show no dia do aniversario de São Paulo no Teatro Municipal de SP com vários artistas. E desenvolve o projeto Na Toca com Tetê, no qual apresenta ao público, via redes sociais (Instagram, Facebook e YouTube) versões de músicas que marcaram sua carreira, sempre acompanhada de participações especiais.

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Tet%C3%AA_Esp%C3%ADndola#:~:text=Terezinha%20Maria%20Miranda%20Esp%C3%ADndola%2C%20mais,belas%20e%20ex%C3%B3ticas%20vozes%20nacionais.

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