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quinta-feira, 16 de março de 2023

(EM 2012) - COLECIONADOR DO PIAUÍ REÚNE MAIS DE 500 ITENS SOBRE LUIZ GONZAGA

 Por G1

Wilson Seraine estuda há 15 anos a história e obra do 'Rei do Baião'.
Ele também é presidente da 1ª Colônia Gonzaguena do Brasil, em Teresina.


O professor de física Wilson Seraine é um dos especialistas mais respeitados do Piauí e do Nordeste quando se trata da vida e obra de Luiz Gonzaga. Segundo ele, a paixão pelo sanfoneiro já era antiga, mas ficou realmente séria há 15 anos, quando passou a intensificar a compra de livros, revistas, chapéus, CDs, DVDs, LPs, partituras e fotos do Velho Lua. Atualmente já são mais de 500 itens em sua coleção particular.

Além de apaixonado pela história do ícone nordestino, Seraine é um grande divulgador de sua obra. O professor tem um programa de rádio há quase sete anos no qual fala de cultura popular, especialmente do autor de Asa Branca.
“Temos o programa de rádio e ainda realizamos, há quatro anos em Teresina, a Procissão da Sanfona no dia da morte de Luiz Gonzaga, 2 de agosto. Conseguimos juntar mais 50 sanfoneiros na procissão deste ano”, relata.
Wilson Seraine e Luiz Lua Gonzaga
A admiração pelo trabalho de Luiz Gonzaga fica evidente quando se entra na casa do pesquisador. Lá, existe o Espaço Cultural Luiz Gonzaga com dezenas de rádios, telefones, gravuras, cartazes, quadros, bebidas e outros utensílios que lembram a cultural popular nordestina e obra de Gonzaga. Em outro cômodo estão os LPs, livros, revistas, cordéis que remetem ao Velho Lua.
“Luiz apresentou o Nordeste inteiro para o brasileiro. Ele cantou nossas lendas, a culinária, a sabedoria popular, os vaqueiros e os estados nordestinos como ninguém fez. Luiz Gonzaga é o próprio nordeste”, afirma o pesquisador.
Segundo ele, o fato de ser um professor de física, com mestrado em Ciências Matemáticas, ainda ser um especialista em Luiz Gonzaga, causa estranheza. “Sou antes de tudo nordestino. Já era fã do Velho Lua antes de me tornar pesquisador de sua obra. José Leite Lopes, o maior físico brasileiro, aconselhou os físicos a lerem sobre cultura e história quando cansarem de estudar sua área. Eu não esperei isso acontecer”, disse.
“Passei a viajar muito quando terminei o meu mestrado quatro anos atrás. Fui à Exu(PE), Juazeiro do Norte(CE), Crato(CE) e Paulo Afonso (BA) para dar palestras, participar de congressos e garimpar material. Nessas viagens, a gente consegue vídeos caseiros da região, livros antigos e músicas diferentes. Toda viagem que faço é um intercâmbio cultural com a região e sempre há algo de novo sobre Luiz Gonzaga”, afirma.
O amor pela vida obra de Luiz Gonzaga lhe rendeu o cargo de presidente da I Colônia Gonzagueana do Brasil. “Um dia estávamos confraternizando em casa com o Reginaldo Silva, um especialista sobre Gonzagão, e amigos quando ele decretou que estava fundada a Colônia e eu era o presidente. No início levei na brincadeira, mas as comemorações pelo centenário do cantor fizeram com que levássemos a coisa mais a sério. Temos perfis nas redes sociais, estamos construindo nosso site e contamos com cada vez mais adeptos”, explica Seraine que sedia a organização em sua casa.
O sanfoneiro Geri Wilson é um dos Gonzaguenos. Ele conta que é músico profissional há mais de 20 anos, mas que se apaixonou pela obra de Luiz Gonzaga há apenas quatro anos. “Eu participava de bandas que tocavam ritmos populares de sucesso rápido, quando um belo dia caiu a ficha. “Agora eu quero tocar é Asa Branca”, pensei. Passei então a pesquisar, cantar e acabei fundando uma banda que tem como maior influência o Gonzagão”, conta.
Não há restrição de idade para participar da Colônia Gonzaguena. Isac Prado tem apenas 10 anos, mas já é um sanfoneiro de respeitado em todo o Piauí. “A primeira música que aprendi foi Asa Branca e a maioria das canções que toco são de Luiz Gonzaga”, afirma o pequeno músico que aprendeu sozinho, aos 6 anos, a tocar o instrumento.
Seraine, Severo e Reginaldo em dia de Cariri  Cangaço

A I Colônia Gonzaguena do Piauí é organizadora da Missa dos Sanfoneiros, que será celebrada nesta quinta-feira (13), dia em que Luiz Gonzaga completaria 100 anos. A missa será realizada na Igreja São Benedito, em Teresina. Antes da celebração, vários sanfoneiros da região farão um encontro no Adro da igreja.
As comemorações pelo centenário de Luiz Gonzaga envolvem apresentações musicais do Coral Nova Visão, da Associação dos Cegos do Piauí; da Banda do 25 BC, com repertório especial de Luiz Gonzaga; de Solange Veras, piauiense compositora parceira do Rei do Baião; e da Big Band Luiz Gonzaga.
A programação, organizada pela Colônia Gonzagueana/Piauí, inclui ainda uma apresentação de dança, com Sidh Ribeiro; apresentação de sanfoneiros e a realização de um leilão cultural, com a arrecadação destinada às vítimas da seca no semiárido piauiense.
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DE JOÃO PARA LUIZ, O REI DO BAIÃO

Por João de Sousa Lima


Cem anos se passaram, chegou o dia 13 de dezembro de 2012, nesse dia, se vivo, o cantor Luiz Gonzaga completaria cem anos de idade. Durante todo o ano de 2012 o Brasil se mobilizou em torno da figura e da grandiosidade do Rei do Baião. Trabalhos escolares, grupos teatrais, culturais e musicais, cantores repentistas, xilógrafos, escritores e radialistas homenagearam o cantor. Em universidades, teses, trabalhos de graduação e trabalhos de conclusão de cursos, tiveram por tema o artista e sua arte. Vários projetos foram finalizados enaltecendo Luiz Gonzaga. O Rei do Baião representa para o nordeste brasileiro a valorização dos nossos costumes, das nossas tradições, das nossas raízes culturais, artísticas e históricas.  A cidade de Paulo Afonso teve o privilégio de sediar vários shows de Luiz Gonzaga; Aqui ele cantou, encantou, fez amigos, foi querido e amado, recebeu titulo de cidadão Pauloafonsino, cantou em troca de alimentos para ajudar os sertanejos que enfrentavam a terrível seca de 1983. Aqui ele foi fotografado, cortejado, adorado, acolhido, venerado. 
 
A música Paulo Afonso foi a maior prova de amor entre a cidade e o artista. Quando em 1989 o cantor faleceu, a cidade em peso chorou, hastearam a meio mastro suas bandeiras em luto; Referencias e comoções tomaram conta da cidade.  Agora, em seu centenário, realizamos algumas homenagens ao Rei do Baião. Eu escrevi um livro narrando a passagem de Luiz em nossa cidade, resgatando imagens e histórias acontecidas com nosso povo. Sebastião Carvalho que foi a pessoa encarregada pela loja Maçônica São Francisco para fazer o contato convidando Luis Gonzaga para fazer o show beneficente em 1983 prestou sua homenagem ao velho amigo e em seu Haras Estrada da Vida, colocou dezessete sanfoneiros tocando músicas do Rei do Baião. O evento que comportou cento e trinta convidados foi embalado pelo autêntico forró, regado a emoção e a lembrança do inesquecível cantor.

João de Sousa Lima, Waldonys e Sebastião

No dia 13 de dezembro, nesse dia, Eu, Sebastião e Carlos Galindo acordamos com o raiar do sol e seguimos para os festejos em Exú, Pernambuco, lugar onde nasceu Luiz Gonzaga. Cruzamos Petrolândia, Floresta, Salgueiro, Bodocó e chegamos à terra do Rei do Baião. Uma multidão aglomerava-se no Parque Aza Branca e no centro da cidade. Na entrada do parque o cantor Alcimar Monteiro gravava programa para um canal de televisão. Mais na frente encontramos o comediante e maior imitador de Luiz Gonzaga, João Cláudio Moreno. Fizemos algumas fotografias com João e com ele nos dirigimos ao mausoléu do Rei do Baião. Dentro do mausoléu João Cláudio entrou em profundo silêncio, encostou a cabeça no mármore frio da lápide e em oração se emocionou e chorou. Eu e Sebastião ficamos de longe olhando a cena e depois deixamos João Cláudio em seu momento intimo. À tarde, várias autoridades civis e militares chegaram ao parque onde aguardavam o governador Eduardo Campos. Uma orquestra militar tocava músicas do Gonzagão. Entre as autoridades destacava-se Joquinha Gonzaga, sanfoneiro e sobrinho de Luiz Gonzaga. Quando começou o protocolo Joquinha Gonzaga foi agraciado com a comenda de Cidadão Pernambucano, recebendo o Titulo das mãos do governador Eduardo Campos. Depois o governador inaugurou uma estátua dourada de Luiz Gonzaga em frente ao Museu.

Com o cair da noite, lateral ao palco principal surgiu um cinema ao ar livre. Nas cadeiras lotadas ouvimos um discurso emocionado e emocionante do governador que tão justo falou da importância de Luiz Gonzaga para a cultura do Brasil. A casa da moeda do Brasil lançou a medalha em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga nas versões ouro, para e bronze. Consegui para meu acervo a versão em bronze e Sebastião Carvalho adquiriu as versões em prata e bronze. Em público o governador quebrou as cunhas das moedas. Os correios lançaram um selo em homenagem aos cem anos de Luiz Gonzaga. Mesa das autoridades desfeita começou a obra de arte do cineasta Breno Silveira: Gonzaga, de pai para filho. O filme traça um perfil das turbulências afetivas entre Gonzagão e Gonzaguinha, sem perder a ternura jamais. A película é de uma emoção pouco vista nas telas brasileiras, um verdadeiro retrato do que se passa no mais profundo sertão, sentido nos corações de dois grandiosos artistas ligados por uma áurea divina.

Depois do filme ouvimos o show de João Silva, um dos parceiros de Luiz Gonzaga. Algumas músicas mais e fomos procurar um local para descansarmos do dia estafante. Percorremos os quilômetros que separam Exú do Crato, pois em Exú os hotéis e pousadas estavam lotados. No Crato ficamos no hotel pasárgada, de onde saímos cedo, depois de um fato café matinal. Visitamos o Horto e o Museu do Padre Cícero Romão Batista. Muito próximo a estátua do padre Cícero cruzava em vôos rasantes um avião azul, depois ficamos sabendo pelo próprio piloto, o sanfoneiro Waldonys, que ele tinha ido lá, em suas acrobacias, tomar benção ao famoso Padre.

João de Sousa Lima e Joquinha Gonzaga

Retornamos a Exú e ainda cedo, na antiga residência de Luiz Gonzaga, vimos uma aglomeração e seguimos até lá; Na entrada da casa estava exposto um veraneio verde que pertenceu a Luiz Gonzaga. Dentro da casa pessoas fechavam um circulo ao redor de uma pessoa. Entrei com Sebastião e descobrimos que no meio daquela gente toda estava o Mestre Dominguinhos. Velhos e crianças cercavam o herdeiro musical do Velho “Lua”. Dominguinhos sorridente e ao mesmo tempo visivelmente abatido atendia todos com a simpatia que sempre dedicou a seus fãs e que fez parte de sua carreira artística. Com Dominguinhos estava Paulo Wanderley, um amigo que fiz em Fortaleza quando realizava palestra sobre o cangaço para o festival de Cinema daquela capital. Tiramos algumas fotos ao lado de Dominguinhos e seguimos a casa de Joquinha Gonzaga. Na casa de Joquinha deixamos alguns presentes com ele e seguimos para o lugar onde nasceu Luiz Gonzaga. Na antiga residência onde morou Januário, pai do rei do Baião, podemos degustar um carneiro na brasa e conhecermos o dono do restaurante, o senhor Junior. Junior nos levou para vermos o local do nascimento de Luiz Gonzaga. Fotografamos o lugar e seguimos até a  casa  da heroína Bárbara de Alencar. Da casa de Barbara fomos até a outra casa onde Luiz Gonzaga morou e que fica vizinha a casa do Barão de Exú. Na casa do Barão encontramos seu trineto Francisco, que muito educadamente se deixou ser fotografado com sua mãe e nos proporcionou a oportunidade de visitar os cômodos da antiga mansão que ainda mantêm móveis e utensílios de época. No pátio na frente do casarão situa-se a majestosa igreja que também foi construída pelo Barão. Lateral a igreja uma roda de sanfoneiros chamou nossa atenção. O sanfoneiro Amazan gravava o programa “Sala de Reboco” e desfrutamos de uma tarde memorável ouvindo Targino Gondim, Robertinho do Acordeom, Erivaldo de Carira e Joquinha Gonzaga.
     
Muitas músicas depois e chegou a hora de retornarmos. Carro na estrada e nas lembranças uma Asa Branca clareando os pensamentos; No coração a satisfação de ter ido lá, de ter prestado essa ho0menagem ao inesquecível Luiz Gonzaga e de ter participado desse momento histórico. Nas terras do Rei do Baião vivi emoções, senti pulsar nas veias o sangue nordestino dos homens invencíveis que se quebrantam na musicalidade e no aboio do vaqueiro, na canção que ecoa daquela sanfona branca que eternizou a bandeira em canto que influencia gerações e se torna marco indestrutível nas estradas cravadas com a arte de Luiz Gonzaga. Pela maestria de Luiz o transformamos no “Embaixador do Nordeste”, cujo canto é paz, é vida, alegria e emoção. Na felicidade de ter vivido tudo isso, deixei minhas preces em cada canto desses cantos que passei e que foram motivos de inspirações que saíram em forma de músicas nos acordes das teclas daquela sanfona branca e que hoje vaga no imaginário de uma nação que derrama em prantos a saudade deixada por Luiz Gonzaga do Nascimento, o eterno Rei do Baião.

João de Sousa Lima
Paulo Afonso, Bahia, 
Madrugada do dia 15 de dezembro de 2012.
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quarta-feira, 15 de março de 2023

IOLANDA

 Por José Mendes Pereira

https://www.youtube.com/watch?v=kc_1Jsr03MY&ab_channel=EduardoCosta

Meu amigo leitor, por hoje, fique com esta linda música do cantor Pablo Milanês, participação do nosso cantor Chico Buarque de Holanda. Muito bem interpretada pelo cantor Eduardo Costa. Não deixa de ouvi-la, pelo menos, hoje à noite.

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MEU CORAÇÃO NÃO É DE ROCHA

 Por José G. Diniz



Meu coração não é de rocha

O seu não é de diamante

O amor é forte e constante

E quando ele desabrocha

Queima igualmente a tocha

Eu me queimei, aconteceu

A minha estrutura cedeu

Foi esta grande realidade

Quem diz não sentir saudade

Senti bem mais do que eu


Para que usar tanto disfarce

Tentando enganar a si mesmo

Ficar perambulando a esmo

Esperando que esta dor passe

Para fingir que tem classe

Que a tristeza já apareceu

Tudo aquilo que escondeu

Era pura e cruel inverdade

Quem diz não sentir saudade

Sente bem mais do que eu


Se este alguém nunca sentiu

É por que é um insensível

Mas pode até ser possível

Que ela entrou, mas saiu

Por mérito ela conseguiu

Alcançou o seu apogeu

Chegou a outra porta, bateu

E se sentindo muito a vontade

Quem diz não sentir saudade

Sente bem mais do que eu.


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BOI TREME TERRA / CARUARU-PE

Por Veridiano Dias Clemente

Sou o boi Treme Terra
Que arrasto multidão
Quando piso no chão
Estremece todo planeta
Levo as chaves prú " SUCATA "
Ô que quarta feira ingrata
Meu desfile é as sextas
Não tenho mêdo dos caretas
Gosto demais de animação
Com alegria faço arrastão
De foliões animados
Viro a noite sambando
Os dorminhocos acordando
Só dou sossego no sábado
Sonho sempre acordado
Com as passistas sambando
A orquestra vai tocando
Com o boneco agigantado
A alegria de Jonatha Tavares
Leva meus sonhos prús ares
Faz meu CARNAVAL alegrado
P.S. :
Confraria do Sucata / Tradicional Bar no Centro de Caruaru-PE , onde se inicia a Semana Pré - Carnavalesca,
Logo após receber a Chave de abertura Carnaval, através do Boi Treme Terra.
Poeta VERÍ
Do país de Caruaru-PE
Shopping Difusora
15/03/23 Às 09h30
Todas as reações:
Indaiá Santos, Analucia Serpa e 1 outra pessoa
https://www.facebook.com/photo/?fbid=1130513840430758&set=a.105653022916850

A INVASÃO DOS BÁRBAROS!

 Por Luís Bento

Um moleque chamado Vicente, natural da Cabeça-do-porco, sítio do município de Princesa, caíra no cangaço pouco meses antes do assalto a cidade de Sousa. Vicente recebeu a alcunha de Lua-Branca.

Três dias após o regresso da quadrilha, Lua-Branca encontra-se na estrada com o Sr. Zuza Rodrigues, fazendeiro em cuja cozinha acabará de se criar e até então vivera lambaindo e por quem sempre guadara muito respeito. Interrogando por aquele homem que, bem ou mal fora seu benfeitor, o facínora sentiu-se à vontade, e falou sem constrangimento nem exageros suas respostas.

— Entao,vicente, como se sairam vocês em Souza?

— Bem seu Zuza. Lá não houve nada. a coisa foi facil mesmo. Ô gente mole danada! seu Zuza. a cabroeira tomou conta de tudo sem trabalho nenhum.

— escuta, vicente. E roubaram muito ?

— roubaram ! Seu Zuza. garanto que foi pra mais de duzentos contos so em dinheiro. quanto o resto eu nao posso caucular porque não sei quanto custa roupa boa, joia e outros troços que nem conheço. Seu Zuza, teve cabra que trouce troço que nem sabe pra que presta...

Falou tambem Lua-Branca de um desentendimento havido em caminho, quando de regresso, entre o o negro Meia-noite e os irmaos Ferreiras, inclusive o chefe do bando e consequentimente o seu chefe.

Meia noite sempre experto com um caxingulé na ramada, fora um dos que melhor saque conseguira. juntando os cobre que conseguiram surrupiar à as suas vitimas de Sousa, somavam os roubados a quantia de Nove contos de Reis em dinheiro . era o quanto trazia encafuado em seus muafos.

Acontece que na manha seguinte, ao levantar-se deu o criolinho pela falta de seu rico dinheiro, produto do seu trabalho honesto. O negro ficou danado da vida, porem nao gritou logo. Primeiro tratou de se equipar apressadamente, e só então pois a boca no mundo, de forma violenta. E como se tivesse razão fundadas e convicção plena acusou diretamente os irmaos ferreiras Antonio e Livino, como autores do furto que se dizia vítima:

— Foi essa parea de gatume que roubou o meu dinheiro !! e vão pagar agora mesmo ou então eu arrebento os miolos desse dois cachorro du bute! Os acusados prestaram inocência com muita ênfase e arrogancia. Lua Branca, exigindo de dedo no gatilho a restituição do boró roubado. Ou lhe entregariam os cobres ganho com o suor do seu rosto ou o diabo se soltaria na quele instante. o chefe do bando conhecia muito bem a especie de urutú com quem havia oito anos vinha chafurdando na lama do crime. Não teve outro saida se não idenizar do seu bolso de salteador a importancia reclamada pelo seu hidrófodo comandado. Pagou os nove contos de reis e depois exigiu-lhe a entrega das armas.

— Seu Zuza, a neguin macho dos diabos! Deu um pulo pra fora du libombo de cangaceiros, levou a bala do mosquetão à agulha e respondeu firme e risoluto para o nego vei...

— Se tiver homem no meio dessa mundiça que venha tomar! inclusive você, seu fi de uma égua!

—Seu Zuza o cabra pra fazer na hora daquela o que aquele neguin fez é preciso que ele seja mesmo cuiúdo precisa saber que diabo é medo e nunca ter nem escutado falar da morte.

— E como a peitica, hein", vicente ?

— ficou nisso mesmo seu Zuza. apois ficou todo mundo quieto. o senhor sabe muito bem que ninguem é besta mode botar covo na agua onde sabe que tem jacaré...

— Ao Teu ver vicente o que teria acontecido se Lampião tivesse resolvido desarmar Meia-Noite? achas que poderia fazer alguma coisa contra tantos?

— num sei não, seu zuza. Que eles matavam o neguin num tinha talvez!! mais uma coisa eu garanto ao senhor; é que antes de morrer ele fazia miséria, nego vei era um homem e que antes de morrer ele fazia miseria. Nego vei era um riba dele feito óio de cascavel acanhada. Entao nego vei mandou que ele fosse simbora. deixe aqui ele tinha si riminado e ele num queria revoutosos no grupo.

— E ele que fez diante dessa resolução de expulsão do Grupo ?

— não se importou não, Seu Zuza. Sempre zangando, disse pra nego veio; vou mesmo! o nego Meia-Noite é homem, aqui e em qualquer lugar! de hoje em diante nào preciso mais dessa bosta! bando de ladrão safado!

E la se foi estrada a fora qui inté parecia cum a gota serena.

Fonte:

Serrote Preto- Lampião. Seus Sequazes

( Rodrigues de Carvalho).

LUÍS BENTO

Diretor de Cultura.

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MÉRITO ARTÍSTICO LUIZ GONZAGA .

Por Pedro Motta Popoff























Feliz demais por esta honraria.
No Panelão do Norte São Paulo
Organização OMB SP.

ADENDO:

Parabéns, Pedro Motta Popoff. 

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Facebook - Pedro Motta Popoff 

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5

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LUIZ PEDRO O CABRA MAIS FIEL DE LAMPIÃO

 Por Cangaço Eterno

https://www.youtube.com/watch?v=RGbr_1cuHSE&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

Este vídeo trás uma biografia a respeito do cangaceiro Luiz Pedro, sua entra no cangaço, suas ações e sua morte.

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LAMPIÃO ENCONTRA VOLTA SECA (PARTE 2) | CNL | 556

 Por o O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=0CEM4c0XWmY&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

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