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quarta-feira, 1 de julho de 2015

UMA HISTÓRIA DE TRAIÇÃO, AMOR E ÓDIO NOS SERTÕES DO BRASIL


Há 77 anos, o terrível encontro entre militares do Governo Getulista e cangaceiros liderados por Lampião e sua esposa, Maria Bonita, estes pegos de surpresa e quase sem nenhuma reação na madrugada de 28 de julho de 1938, na grota de Angico, em Sergipe, pôs fim à chamada Era do Cangaço. Em meio àquelas árvores retorcidas da caatinga, resultando num verdadeiro banho de sangue no sertão nordestino, 11 integrantes do afamado bando, incluindo o casal líder, foram mortos e tiveram suas cabeças decepadas. 


Esta tragédia verdadeira é o tema do grandioso espetáculo ao ar livre e gratuito “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião”, concebido a partir do texto dramatúrgico escrito pelo pesquisador do Cangaço, Anildomá Willans de Souza, natural de Serra Talhada, mesma cidade onde Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, nasceu.

Numa realização da Fundação Cultural Cabras de Lampião, a montagem chega ao 4º ano com absoluto sucesso e será apresentada de 22 a 26 de julho às 20h na antiga Estação Ferroviária. 

A frente da encenação, que conta com mais 80 profissionais entre atores/atrizes, equipe técnica e produção, está um mestre das grandes encenações teatrais ao ar livre no Estado, o diretor, ator, dramaturgo e iluminador José Pimentel.

Com cenas de relances quase cinematográficos, “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião” reconta a vida do Rei do Cangaço, desde o desentendimento inicial de sua família com o vizinho, Zé Saturnino em Serra Talhada, suas terras faziam extrema e os jovens viviam em pé de guerra por pura vaidade.

Para evitar uma tragédia, que de fato aconteceu, seu pai, Zé Ferreira, seguiu com os filhos para Alagoas, mas acabou sendo assassinado por vingança. Revoltados, Virgolino Ferreira da Silva e seus irmãos entregaram-se ao Cangaço, movimento que deixou muito político, coronel e fazendeiro apavorado nas décadas de 1920 e 1930 no Nordeste. Temidos por uns e idolatrados por outros, os cangaceiros serviram como denunciantes das péssimas condições sociais daquela época, tanto que a honra e bravura de Lampião foram decantadas pelos poetas populares, ao mesmo tempo em que o Governo o via como uma doença que precisava ser eliminada.


Foi pela decisão do então presidente da República, Getúlio Vargas (cena presente no espetáculo), que as tropas militares conseguiram preparar, após diversas tentativas, uma emboscada em local propício, de única entrada e saída. Mas, até sua morte, fatos importantes da trajetória deste homem que marcou a história do Brasil, afamado como herói e bandido, são revelados, como seu encontro com Padre Cícero para receber a patente de capitão do Exército Patriótico; seu amor à esposa, a quem chamava de Santina, a festa da cabroeira dançando xaxado e coco; culminando com a traição de Pedro de Cândida, coiteiro que foi torturado pelos militares e acabou informando o local de repouso dos cangaceiros em terras sergipanas (Lampião foi assassinado aos 41 anos. Maria Bonita estava com 27).

No elenco, atores de Serra Talhada, mas também do Recife, Olinda e Limoeiro além da atriz/cantora Roberta Aureliano, que interpreta Maria Bonita e é natural de Maceió, Alagoas, mas passou toda a infância na Capital do Xaxado.
         
Venha viver conosco essa história de traição, amor e ódio.

http://pontodeculturacabrasdelampiao.blogspot.com.br/2015/06/uma-historia-de-traicao-amor-e-odio-nos.html
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A JUSTIÇA TARDA, MAS NÃO FALTA...

Por Roberto Soares
Coronel Cornélio Procópio

A vida é cheia de surpresas e quando menos se espera a verdade aparece repentinamente. No dizer popular, “a mentira tem pernas curtas”. É prazeroso quando o bom imprevisto bate à sua porta de forma súbita! Contudo, para facilitar o entendimento desse caso que passo a narrar, preciso discorrer sobre fatos pretéritos, nascidos a partir de falsas premissas, ou melhor, de uma “estória mal contada”.

Devo esclarecer que vários autores, transcreveram trechos do equivocado livro de Rodrigues de Carvalho, “que alguns escritores consideram um clássico” (?), assinalando na parte que cita o Cel. GN/PE Cornélio Soares e o Cel. PM/PE Teofhanes Ferraz, verdadeiros exemplos no Sertão de outrora, como prováveis responsáveis pelo envio de armas para cangaceiros num certo dia de 1925. 

Aliás, é bom registrar que falar mal de policiais causa exultação, e afrontar os falecidos coronéis de uma época em que as únicas referências sertanejas eram a seca e o cangaço, afigura-se como provocação extasiante, quiçá sensação de turgescência. Escritores por vezes omitem fatos positivos e exteriorizam vastamente os negativos, ocultando ou distorcendo a verdade, almejando não se sabe bem o que.
Pois bem, depois que “Serrote Preto” apresentou essa versão esdrúxula, um dos que transcreveram resolveu insinuar que esses dois coronéis eram “BANDIDOS” numa entrevista ao repórter Francisco José na Rede Globo de Televisão, emissora de larga divulgação, o que torna desmesurado o prejuízo à imagem desses íntegros homens públicos.



Tem-se que a palavra “BANDIDO” significa bandoleiro, quadrilheiro, salteador, ladrão, criminoso, assassino, delinquente, homicida, pistoleiro, trapaceiro, facínora, salafrário, malfeitor, mau-caráter, etc. Porquanto, advirta-se que o sujeito para ser de fato assim considerado, precisa de culpa ou dolo formal, além de uma condenação protocolar. Sem condenação na verdade não pode ser chamado de “bandido”, mesmo que contra si tramite uma situação “sub judice”.

Interpelado, o equivocado narrador fincou premissa em outros livros que incidiram na mesma versão (de “Serrote Preto”), e proferiu que “não era crime naquela época vender armas”, todavia, não sucumbiu qualquer condenação, mesmo administrativa, imposta aos ilustres Cornélio e Teophanes sobre o aludido caso de 1925, embora tenha sido instado. E, não apresentou alguma prova material do imaginável “delito” que pudesse corroborar a escrita ou declaração à imprensa, já que teceu acusação tão séria. Ora, seria adequado que tivesse anexado a cópia de um inquérito, intimação, citação, recibo, nota fiscal, carta, bilhete, documento, etc., porém, nada disso veio à tona, salvo cópias dos tais livros que na verdade se constituíram em réplicas do saltério “Serrote Preto” de Rodrigues de Carvalho.


Rodrigues de Carvalho

Não bastasse, a insensata e exasperada escrita de Rodrigues de Carvalho em Serrote Preto (pág. 293), que demonstra simples e claramente “uma presunção”, porque na verdade ele não prova o que diz com algum documento. Tão-somente, cinge-se a repassar, de forma irresponsável, uma variante fantasiosa criada pelo cangaceiro conhecido por “Cancão”, que o fez obviamente de forma maldosa para se vingar de Teophanes, o qual, heroicamente jamais deu trégua a bandoleiros. Por que Rodrigues não pesquisou um pouco mais antes de escrever?

É cediço que com base no direito, quando se tem a presunção de um fato, aplica-se o consagrado princípio jurídico “in dubio pro reo”.  Na dúvida, o juiz é compelido a absolver o réu.  Mas, alguns escritores tendem a agir, desfigurando princípios éticos e de Direito, talvez por não aceitarem os fatos optam em repassar situações advindas da paixão, divorciadas da realidade histórica. Só tendem a preocupar-se mesmo quando um caluniado, difamado ou injuriado resolve ingressar com um processo criminal para saldar a inverdade, ou uma ação cível para reparar os danos morais causados ao inocente da vez. Escondem-se na sombra de terceiros. É uma lástima, mas é a mais pura verdade.


Geraldo Ferraz

Retornando ao ponto essencial, aconteceu um lance espetacular que pode mudar o curso da história, ou da “estória”, como queira designar o leitor. Confesso que devemos isso ao GECC – Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, ao GPEC – Grupo Paraibano de Estudo do Cangaço, ao ditoso “CARIRI CANGAÇO” e, por óbvio, em especial ao escritor que revelou o fato, bem como à investigação realizada por Geraldo Ferraz junto à PMPE.  A pesquisa responsável e imparcial empreendida por esses grupos compostos por homens de bem dedicados e estudiosos, vem produzindo bons frutos e com isso a verdade começa a aparecer de forma cristalina.

O ápice da questão é que um dos bons amigos de Rodrigues de Carvalho (autor de Serrote Preto), o eminente escritor Antônio Amaury Correia de Araújo, de São Paulo/SP, homem isento e de reconhecida responsabilidade, em texto muito claro para o GECC/Cariri Cangaço (set./13), colocou em dúvida a versão de 1925 que eventualmente teria ocorrido na Serra do Saco em Serra Talhada/PE, próximo da divisa com a Paraíba. Disse o estudioso Amaury que o respeitável escritor e pesquisador Geraldo Ferraz, vasculhou os arquivos da Polícia militar de Pernambuco e nada encontrou sobre o sangrento episódio contado por Cancão, o cangaceiro cujo nome era José Firmino e fora a fonte única de Rodrigues de Carvalho nesse episódio, que inclusive acabou por envolver os Cels. Cornélio e Teophanes. Ressalte-se: qualquer cidadão poderá fazer essa pesquisa no Comando da PM/PE. Finalmente, Amaury fechou a questão revelando que a imprensa sempre atenta aos acontecimentos relevantes, na época nada noticiara. Lamentavelmente, somente agora tomei conhecimento desse relevante texto de Amaury.


Romero Cardoso, Thiago Pereira, Manoel Severo, João de Sousa e Roberto Soares

Veja a lógica: “Cancão” disse que fora ferido nessa ocorrência de altíssima magnitude em que morreram vinte e cinco (25) soldados (pasme) nas mãos dos cangaceiros. Como pode isso ter acontecido se não consta qualquer registro nos arquivos da Polícia Militar de Pernambuco que, na época trabalhava em conjunto com a Polícia da Paraíba? Onde estão essas viúvas? Do mesmo modo, a imprensa dos dois Estados sempre alerta quanto aos casos mais relevantes como esse, absolutamente nada noticiou. Na verdade, essa ação nunca existiu nem produziu morto ou ferido.

A Polícia de Pernambuco e da Paraíba faziam ações conjuntas contra o cangaço, especialmente na divisa, mas nesse dia não houve nenhuma movimentação militar naquelas imediações. Ora, se não consta na imprensa nem nos anais da Polícia Militar tal episódio, com obviedade não aconteceu! Assim, não há como incriminar pessoas em evento inexistente. Seria um imaginário transloucado. Além disso, quando aferimos a biografia do Cel. Teophanes amparada em documentos oficiais do Governo de Pernambuco, da própria Polícia e analisando os atos de nomeação e designação, constatamos que nessa época esse ínclito oficial estava prestando serviço muito longe. 


Theophanes Torres

Encontrava-se em Petrolina, onde era delegado de polícia desde novembro de 1924 e de lá informava ao Governador de PE e ao Comando da PM as andanças da Coluna Prestes. Logo, como poderia esse oficial estar em dois lugares ao mesmo tempo, em época tão complexa para deslocamentos? Por sua vez, Cornélio que era genro de um Juiz de Direito da região, representava o Ministério Público Federal uma vez que fora nomeado em 1920 pelo Ministro da Justiça de Epitácio Pessoa para a nobre e honrosa função e agia repetidamente como mediador da luta entre Saturnino e Lampião. Tudo como se comprova no livro de José Alves Sobrinho e Antônio Neto (PEGADAS de um SERTANEJO – Vida e memórias de José Saturnino – Ed. dos Autores, 2015). Amiúde, atuava em conjunto com o Juiz de Serra Talhada, então Vila Bela. 

Dessa forma, essa variante esquisita sempre foi integralmente incompatível com a verdadeira história de Teophanes e Cornélio. É quase como acusar Duque de Caxias de traidor. Por isso, me senti na obrigação de escrever às pressas um livreto em defesa do meu avô (“Coronel Cornélio Soares – Uma História de Vida em Serra Talhada”), onde por óbvio, acastelei a conduta sempre ilibada dos dois coronéis.



Indagações: é peremptório que Lampião sempre foi heterossexual, pois se relacionou somente com mulheres. Contudo, um Juiz de Direito de Sergipe disse no seu livro que Lampião era homossexual. O citado livro foi suspenso pela Justiça e o autor fora agredido verbalmente por escritores que não aceitaram essa variante. Mas, homossexualidade é opção e não crime. Assim, como o seu livro foi liberado pela Justiça em nome da liberdade de expressão, deduz-se que isso dá o direito a outros escritores transcreverem essa versão absurda, evidentemente citando a fonte. Se hipoteticamente o mesmo juiz tivesse contado essa versão a Rodrigues de Carvalho, ele teria assentado isso no seu parcial livro? Aproveitando o mesmo entendimento, faço a seguinte inquirição: por que Cornélio e Teophanes jamais foram defendidos pelos escritores, salvo pelas suas famílias? Observe que há uma total inversão de valores!

Após essas fortíssimas comprovações e esclarecimentos, amplamente ratificados pelas contestações exibidas pelas famílias dos mortos ofendidos, constata-se que o falacioso episódio de 1925 não passa de uma grande falsidade. Pura fantasia. De tal modo, depois de tantas ilações como reparar a honra desses dois cidadãos injustamente aniquilada, quando certamente o direito de ação já se encontra prescrito?

Roberto Soares
Serra Talhada , Pernambuco

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CHEGOU AO RECIFE UMA DAS VICTIMAS DE LAMPEÃO Diário de Pernambuco – 26 de maio de 1936


Testemunha viva da barbárie do cangaço Leia a história publicada em 1936 na íntegra em http://diariode.pe/b6ie

O trem vinha de Rio Branco (hoje, Arcoverde). Dentro dele, entre os passageiros com destino ao Recife, um morador do Sítio Catimbau, nos arredores de Buíque. Localizado pelo repórter do Diario de Pernambuco no vagão de segunda classe, ele teve a sua triste história estampada no jornal no dia 26 de maio de 1936. Aos 22 anos de idade, vestindo camisola branca e calças de brim comum, o sertanejo sangrava nas partes baixas e vinha buscar socorro médico na capital depois de ter sido vítima do bando de Lampião.

De casamento marcado, dono de uma pequena propriedade rural, ele acabou castrado como represália a um possível informante da polícia. A malvadeza foi praticada por Virgínio, cunhado de Virgulino, que usou um trinchete - faca grande e muito afiada com cabo de madeira - para emascular o coitado. O relato, feito de forma entrecortada pelos espasmos, é um raro registro em primeira pessoa de uma das mais bárbaras punições realizadas pelos bandoleiros das caatingas.

Fonte: facebook
Página: José João Souza

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terça-feira, 30 de junho de 2015

ESCRITOR ANTÔNIO AMAURY NA GROTA DE ANGICO


Acima, mais uma matéria sobre a polêmica história do rei Lampião. 

...segura que há coisas que ele diz sobre lampião, dando uma guinada de 360°... veremos um relato verbal, de um pesquisador/historiador que dedicou mais de 60 anos aos estudos sobre o tema. 

Antonio Amaury Corrêa de Araújo, natural de Boa Esperança do Sul - São Paulo. É formado em Odontologia. Considerado a maior autoridade em se tratando de acervos em áudio, pesquisas e depoimentos gravados por descendentes do fenômeno cangaço.

Matéria do blog lampião aceso, em uma terça-feira, 20 de 2009, postada pelo ilustre pesquisador Kiko Monteiro diz: “Ele(Antônio Amaury) entrevistou (está gravado) mais de 40 ex- cangaceiros, com membros das forças policiais com pessoas da sociedade da época e familiares remanescentes sendo que a maioria dos depoimentos foram gravados em K7, na cidade de São Paulo e outros Estados. Teve cangaceiro, que passou mais de 03 meses na casa do Dr. Amaury, pelos mais diversos motivos: além da colaboração com depoimentos alguns aproveitaram a hospitalidade do mestre para tratamento de saúde”. Dr Amaury diz que, em seu tempo dedicado a pesquisa, conversou com mais ou menos sete mil pessoas sobre o tema cangaço no decorrer de 64 anos. Fala-nos que Lampião chorava ao contar que tinha matado uma pessoa inocente... Melhor que lerem o que escrevo, é vocês mesmo o escutarem. No vídeo abaixo, produção do amigo Adauto Silva, vemos o Drº sentado nas pedras que serviram de cenário para os acontecimentos do fatídico dia 28 de julho de 1938... O incansável pesquisador nos fala:

- O VÍDEO É UMA PRODUÇÃO DO Adauto Silva, REALIZADA NA GROTA DO RIACHO ANGICOS.

Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira

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O GRANDE HOTEL DA RIBEIRA E A II GUERRA

Por Rostand Medeiros

Seguramente este local é, juntamente com a Base Aérea de Natal, a Rampa e a Base Naval de Natal, uma das maiores referências relativas a história da Segunda Guerra Mundial em terras potiguares.


Se a vinda dos militares norte-americanos trouxe benefícios a membros da elite social natalenses, seguramente um destes foi Theodorico Bezerra, arrendatário do Grande Hotel, o principal da cidade naquela época, pois este hospedava os oficiais americanos, recebendo o pagamento em dólares.

O velho hotel nos dias atuais.

No final da década de 1930 a capital potiguar contava com cinco hotéis de pequeno porte, que naquela época eram de propriedade de Theodorico Bezerra. Todos ficavam na Ribeira e entre estes podemos listar os Hotéis Internacional, Avenida, Palace e o Hotel dos Leões que funcionava onde atualmente se localiza o escritório da empresa Ecocil.

Quando a aviação começou a destacar a cidade em todo mundo, algumas empresas aéreas começaram a utilizar Natal como escala em viagens entre a Europa e a América do Sul, sendo constantes os pousos de hidroaviões vindos de diversos pontos do mundo junto ao estuário do Rio Potengi. Natal precisava de um hotel moderno, amplo, para um momento de intensas transformações sociais, econômicas e políticas no Rio Grande do Norte. A partir de 1935 começou o projeto do Grande Hotel.

O Grande Hotel na época da II Guerra

O empreendimento foi arrendado a Theodorico Bezerra em maio de 1939, pois, enfim, era o único em Natal que entendia de hotelaria. Mas o empreendimento só começou efetivamente a funcionar em setembro daquele ano. Theodorico continuou como arrendatário por 48 anos, até 1987.

Antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, o bairro comercial mais importante de Natal era a Ribeira. Era nessa região que se concentravam os principais órgãos de governo, onde estavam as estações ferroviárias e o porto. As avenidas Duque de Caxias, Tavares de Lyra, largas e arborizadas e as praças José da Penha e Augusto Severo compunham o quadro. Os primeiros norte-americanos que chegaram a cidade foram os técnicos da ADP, com a função especifica de trabalhar no desenvolvimento do aeródromo de Parnamirim Field e foi para o Grande Hotel que eles se dirigiram em busca de algum conforto. Logo o inglês, depois do português, passou a ser o idioma mais falado nos bares, restaurantes, boates e no comércio local.

Oficiais militares brasileiros e possíveis técnicos americanos da ADP, no restaurante do Grande Hotel – Foto – Life Magazine.

Além dos estrangeiros, grandes figuras de projeção nacional e da máquina governamental de Getúlio Vargas se hospedavam no Grande Hotel, inclusive altas autoridades militares como Gaspar Dutra, Cordeiro de Farias e Mascarenhas de Morais.

Até recentemente o prédio do Grande Hotel foi utilizado pelo Juizado Especial Central da Comarca de Natal, antes conhecido como Juizado de Pequenas Causas. Atualmente está sem utilização aparente.

FONTES – 
DANTAS, Ana Caroline C. L. et al. A paisagem criada pelo saneamento: propostas arquitetônicas para Natal dos anos 30. (XVII Congresso Brasileiro de Arquitetos). Rio de Janeiro: UFRJ, 2003.
EDUARDO, Anna Rachel Baracho. Do Higienismo ao saneamento: As Modificações do Espaço Físico de Natal 1850-1935. Monografia de Graduação. Natal, UFRN, 2000.
FARIAS, Hélio T. M. de. Grande Hotel de Natal: Registro histórico-memorial e restauração virtual. Monografia de Graduação. Natal, UFRN, 2005.

Material do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do "Cangaço" Rostand Medeiros

http://tokdehistoria.com.br/2015/06/30/o-grande-hotel-da-ribeira-e-a-ii-guerra/

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A OUTRA FACE DO CANGAÇO


Autor: Antonio Vilela de Sousa


PARA AQUISIÇÃO DO EXCELENTE LIVRO:

A presente obra custa R$ 20,00 (Vinte reais) + frete a consultar. Tem 102 páginas, fotos inéditas e está sendo comercializado exclusivamente pelo autor 
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Ivanildo Alves da Silveira
Natal-Rn

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É HOJE...!... É HOJE..! FILME " AOS VENTOS QUE VIRÃO ", NA ÍNTEGRA.


O filme conta a história do ex-cangaceiro JOSÉ DE JULIÃO, que após deixar o cangaço, se candidatou a Prefeito de Poço Redondo-SE, e foi assassinado...

Canal Brasil... Direção: Hermano Pena (fez outros filmes sobre o cangaço). Hora : 22:00 horas.

Aos Ventos que Virão é o filme do mês de junho

Hermano Penna retrata guerra no cangaço com estética cinemanovista. Com Rui Ricardo Diaz, Emanuelle Araújo e Luiz Miranda.

Hermano Penna conhece bem o cangaço e suas histórias. O diretor cearense radicado em São Paulo utilizou esse cenário para filmar Sargento Getúlio (1983), adaptação do livro de João Ubaldo Ribeiro que lhe rendeu sete prêmios no Festival de Cinema de Gramado – entre eles, melhor filme e ator (Lima Duarte) –, além de láurea no Festival de Havana, em Cuba.

Quase 30 anos depois do celebrado longa-metragem, o cineasta retorna ao sertão sergipano para contar, a partir de uma estética cinemanovista, os desafios enfrentados pelos cangaceiros após a morte de seu grande líder, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Estrelado por Rui Ricardo Diaz, Emanuelle Araújo e Luiz Miranda, o filme – responsável pelo encerramento do Cine-PE em 2013 – traz à tela o contexto político e social do agreste nordestino no fim da década de 1930. Zé Olímpio (Rui Ricardo Diaz) é um dos poucos cangaceiros sobreviventes ao massacre sofrido por Lampião e seus correligionários. O homem, no entanto, sabe que não terá paz enquanto o sanguinário Sargento Isidoro (Edlo Mendes) rondar seu vilarejo. Como muitos dos trabalhadores da região, ele enfrenta dificuldades para encontrar trabalho e comida no árido sertão, e muda-se para São Paulo ao lado de Lucia (Emanuelle Araújo), sua esposa.

Na cidade grande, Zé Olímpio trava outras batalhas. Luta contra o preconceito a quem vem de sua terra, o subemprego oferecido aos trabalhadores da construção civil – muitas vezes tratados em condições precárias pelos empresários do ramo – e a intolerância com seu passado no agreste. De volta ao seu estado, ele enxerga na construção de Brasília uma oportunidade para começar sua carreira política. Ao passar do tempo, Zé Olímpio descobre que muitas marcas não saem com o tempo como ele gostaria.

Terça, dia 30/06, às 22h e sábado, dia 04/07, à meia-noite.


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LANÇAMENTO DE "O PADRE AZUL" HOJE EM FORTALEZA

 Por: Wilton Dedê

A AFAC-Associação dos Filhos e Amigos do Crato, convida todos a prestigiar o lançamento do documentário
" O PADRE AZUL".

Curta metragem sobre o Padre Ágio Moreira, Fundador de uma orquestra de camponeses em Crato, e da Sociedade Lírica do Belmonte.

NOME: O PADRE AZUL
DATA: 30 de junho de 2015
LOCAL: Assembléia Legislativa do Ceará, Auditório Murilo Aguiar
HORA: 20 horas

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segunda-feira, 29 de junho de 2015

LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS


A 2ª edição continua sendo vendida através dos endereços abaixo:

josebezerra@terra.com.br
(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 
Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
E-mail:   lampiaoaraposadascaatingas@gmail.com 

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.

http://araposadascaatingas.blogspot.com.br 

LAMPIÃO E SEUS CABRAS NA FAZENDA RIACHO GRANDE ESTADO DE ALAGOAS


No dia 29 de novembro-1930, Lampião e seus cabras descansando na casa grande da fazenda Riacho Grande, do seu amigo José Malta, na região de Mata Grande, no Estado de Alagoas, quando uns cabras trouxeram uns branquelos de fala enroladas que tinham sido presos pelos cabras a meia légua da cidade. Eram missionários americanos, havia também uma mulher. O líder era o missionário Virgil Smith, estavam acompanhados do professor de matemática Maurício Wanderley. 

O missionário Virgil Smith

Lampião perguntou ao missionário qual era o seu nome, e o que ele fazia. Como o missionário não falava bem o português, o professor explicou:

- O nome dele é Virgil capitão! É um missionário que está ensinando o caminho certo ao povo.

Ao que Lampião respondeu:

- Então somos colega, porque eu também estou corrigindo os erros dessa gente. Diga a ele o que eu faço com mulher de vestido curto e cabelo cortado…e diga também que eu quero 11 contos para soltar eles.

Os missionários entregaram tudo que tinham, umas cédulas e umas moedas. Lampião devolveu as moedas:

- Toma isso que eu não sou cego para aceitar esmolas de vintém, e tratem de arranjar o resto do dinheiro.

Os missionários não tinham mais dinheiro, diziam que estavam felizes por terem a oportunidade de pregar o evangelho para aquelas criaturas, que também eram filhas de Deus. Começaram a ler trechos da bíblia em voz alta e a cantar hinos de louvor.

Lampião ficou impaciente e disse:

- Meninos (cangaceiros), soltem esses cabras e mandem embora que eu não aguento mais essa zoada. Para rezar, precisa gritar tanto, e será que eles pensam que Deus é surdo?

Fonte: facebook

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TOK DE HISTÓRIA NAS PÁGINAS DA TRIBUNA DO NORTE

Por Rostand Medeiros

Hoje tivemos a satisfação de ver estampado nas páginas da TRIBUNA DO NORTE, o principal jornal do Rio Grande do Norte uma interessante reportagem sobre algumas fotos produzidas pelo fotógrafo lituano Ivan Dimitri, que esteve em Natal em 1944. O material produzido por este fotógrafo, de maneira bastante interessante, mostra em vivas cores o que foi o impacto daqueles dias em Natal e Parnamirim Field. 


A reportagem foi feita pelo jornalista Yuno Silva, a quem demos uma pequena declaração sobre a importância deste material e, principalmente, a importância da democratização histórica de imagens como estas para o público em geral, principalmente no Rio Grande do Norte. 


Recentemente estas fotos bombaram em alguns blogs pela internet, alcançou picos de visualização muito positivos, batendo todos os recordes do TOK DE HISTÓRIA (Ver o link –http://tokdehistoria.com.br/2014/06/23/fotos-coloridas-dos-americanos-em-natal-durante-a-segunda-guerra-mundial/ ).

Temos a clara convicção, mesmo com fortes críticas que recebo com certa frequência, que a nossa ideia de democratizar a informação histórica é extremamente válida.


Este tipo de informação é um gerador de várias coisas positivas, até mesmo na questão da formação da identidade de um povo. Acredito que material histórico guardado por poucos ditos “doutos”, ou dentro de muros de instituições monolíticas que só olham para o próprio umbigo, ou entre pessoas que esperam que governos criem instituições com a ideia exclusiva de geração de recursos próprios e vantagens políticas, é algo verdadeiramente nefasto e complicado.

Estas 22 fotos de alta qualidade, coloridas, com ótima resolução, que mostram Natal e Parnamirim Field, foram conseguidas através do site http://www.buzfeed.com, a quem agradecemos por haver publicado este material tão interessante para a história de Natal.

A publicação destas fotos foi possível através da dica da amiga Andreza Diniz. Mais uma vez valeu amiga!

http://tokdehistoria.com.br/2015/06/27/tok-de-historia-nas-paginas-da-tribuna-do-norte/

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LAMPIÃO EM MOSSORÓ-RN


Nessa caixa d'água (Foto), conhecida como Canta Galo, foram colocados homens 24 horas por dia à espera do bando de Lampião. O ataque era iminente e a cidade se preparava para combater o cangaceiro mais temido do Nordeste.

Quando uma sentinela que estava no alta da caixa d'água avistou o bando, começou a imitar um galo para alertar os demais defensores da cidade.

Após o ataque a sentinela que fazia a Vigilância ficou conhecida na cidade de Mossoró-RN, como "José Galo".

Fonte: Livro "A MARCHA DE LAMPIÃO - Assalto a Mossoró" do autor Raul Fernandes.

Adendo: Chagas Nascimento (Mossoró-RN)

Fonte: facebook

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SEU ELIAS DANIEL, GRANDE PERCA NO FOLCLORE POMBALENSE

Por José Ronaldo*

Seu Elias Daniel, homem pacato, doce e sereno, sinônimo da força negra revigorada na energia solar do nosso sertão abrasador. Quando puxava o seu fole de oito baixos conduzia com maestria “Os negros dos pontões” que fazem anualmente o translado do rosário numa bonita procissão e que enchem de lágrimas os olhos de quem assiste aquele espetáculo popular vivido a céus abertos, de passos lentos, cabecinha inclinada para o lado com o peso do tempo sobre as costas caminha em noites calmas pela Getúlio Vargas tendo como fundo musical as novenas da matriz do Bonsucesso. Já de bengala na mão e sobre a cabeça o seu chapéu de massa era um transeunte quase que invisível aos olhos desta nova geração mais que deixa um legado cultural riquíssimo para seus amigos, filhos e porque não dizer todos aqueles que queiram beber da sua fonte inesgotável de sabedoria popular.

Acordamos mais tristes é verdade porque o pássaro que enfeitava o bando colorido que pousava no largo da igreja do rosário agora voa sozinho, seu ultimo voo abrindo as asas para um novo céu com a certeza que cumpriu a sua missão nesta penosa caminhada terrena. Voa seu Elias Daniel, voa embalado nas valsinhas que o senhor tanto tocou, voa conduzido por milhares de anjos que neste momento devem está fazendo o último túnel de varas coloridas e maracás tilintando para festejar a sua chegada.

Não foi preciso galgar os degraus do capitalismo para demonstrar riquezas, pois a sua maior riqueza era a humildade, a serenidade e a religiosidade que se fazia alicerce para a sua estadia no meio de nós. Era um Daniel, era um ser iluminado, era um artista rústico que teve o privilégio de subir nos maiores palcos deste estado e porque não dizer deste país, e o que mais nos impressiona era a “primazia” mais que acertada no título do trabalho do cantor e compositor” Luizinho Barbosa” ao denominar este seguimento musical de raízes. Seu Elias era inocente como uma criança, não havia malicia em seu falar nem a ganância fruto da ignorância e perdição dos homens do nosso tempo, pois ao término de cada apresentação sentava-se na espera daqueles que o conduziam sem dizer se quer uma só palavra.
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Quantas lembranças me vem a mente neste instante, das nossas viagens para a capital, ao BNB Cultural de Sousa PB, as inesquecíveis FENART e os ensaios no CENTRO LIVRE DE ARTE POPULAR – POMBAL PB. Conheci um Elias pai, amigo, mestre, sereno que transmitia-nos a paz apenas com um simples toque de olhar, um Elias responsável que mesmo já tendo a saúde tão debilitada nunca se negou a empunhar o seu fole para dar seqüência a coreografia dos negros dos pontões numa farra quase que tribal. Voa Mestre Elias Daniel voa e prepara-nos uma valsinha para nos recepcionar na última viagem que faremos para lhe encontrar.

AUTOR: *Zé Ronaldo (Professor e Artista Popular). 

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do "Cangaço" José Romero de Araújo Cardoso

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"LAMPIÃO EM PERNAMBUCO"


Tenho visto alguns textos de escritores no facebook que estão em livros, mas me privo repassar para o blog do Mendes e Mendes, porque são materiais publicados em livros lançados recentemente, e eu não sei se os autores concordarão. 

Acredito que os nossos amigos que fizeram postagens destes materiais, solicitaram aos autores a autorização para tal fim. Este, "LAMPIÃO EM PERNAMBUCO" publicado no livro do Dr. Sérgio Dantas, que já foi postado no facebook,  é excelente, mas eu não estou autorizado para repassá-lo para o nosso http://blogdomendesemende.blogspot.com, já que o artigo foi publicado em livro recente. 

Peço desculpa ao leitor por não ter autorização para trasladar alguns textos publicados em livros que estão nas páginas do facebook. 

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BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE OS DESVIOS DE ROTA QUANDO DA MARCHA DO BANDO DE LAMPIÃO EM SEU OBJETIVO DE ATACAR MOSSORÓ

Por José Romero Araújo Cardoso[1] e Marcela Ferreira Lopes[2]

Não há como negar que Lampião sentiu-se ludibriado quando estacionou com o bando às portas de Mossoró em 13 de junho de 1927, pois os ângulos da cidade, observados pelo binóculo, mostraram-lhe uma aglomeração urbana extremamente sofisticada para o sertão daqueles idos do segundo lustro da década de vinte do século passado.
          
Impressiona e suscita indagações como um cangaceiro traquejado na vida bandoleira deixou-se enganar de forma tão simples e infantil, tendo em vista que os informes repassados por Massilon Benevides Leite enfatizaram que Mossoró era uma cidade pequena, não obstante contar com uma agência do Banco do Brasil, cuja resistência da população a um ataque bandoleiro seria nula ou quase inexistente.
          
Lampião contava com impecável sistema de informações, não se arriscava à toa, pois era imprescindível saber detalhes sobre terrenos palmilhados, principalmente em se tratando de lugares desconhecidos.
          
Na marcha do bando de Lampião em direção a Mossoró, intuindo ataca-la, houve desvios de rotas em duas oportunidades, motivados pelos informes extremamente desagradáveis sobre a iminência de um confronto de proporções avassaladoras que poderiam causar baixas consideráveis no bando.
          
O primeiro desvio aconteceu para evitar que o bando fosse surpreendido pela resistência armada por civis em Alexandria, após o combate ocorrido em Vitória (hoje município de Marcelino Vieira).
          
O segundo desvio aconteceu quando da marcha em direção a Caraúbas, pois as notícias que corriam céleres destacavam a truculência de Quincas Saldanha no que diz respeito ao tratamento dispensado a bandidos e desordeiros pelos limites territoriais onde sua presença se efetivava quase como senhor feudal absoluto em domínios conquistados.
          
Desviar pela localidade de Pedra de Abelha (hoje município de Felipe Guerra) foi a saída encontrada por Lampião para que o bando não fosse penalizado pela forma como a sagacidade de Quincas Saldanha organizou o foco de resistência à passagem dos audacioso bandoleiros das caatingas em direção a Mossoró.
          
O piquete montado por Quincas Saldanha, apelidado de gato vermelho, chegou a disparar a esmo, mas o traquejo em lutas fê-lo atentar que as detonações estavam sendo efetivados apenas de um lado, motivando-lhe o raciocínio de que tratava-se de um ledo engano dos seus comandados.
          
Dando ordens para que os disparos cessassem, Quincas Saldanha, não obstante a ameaça cangaceira estar distante, manteve-se impávido em suas trincheiras garantindo a integridade física de sua gente.
          
Em Mossoró a resistência mostrou-se eficiente e à altura da ameaça representada pelos agressores que não titubearam em acatar a ordem suprema do rei dos cangaceiros para assinalar um dos mais complexos capítulos da saga bandoleia pelas caatingas nordestinas.

[1] José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-Adjunto IV do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em Geografia e Gestão Territorial (UFPB) e em Organização de Arquivos (UFPB). Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA/UERN).

[2] Marcela Ferreira Lopes. Geógrafa-UFCG/CFP. Especialista em Educação de Jovens e Adultos com ênfase em Economia Solidária-UFCG/CCJS. Graduanda em Pedagogia-UFCG/CFP. Membro do grupo de pesquisa (FORPECS) na mesma instituição.

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero de Araújo Cardoso
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