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sexta-feira, 5 de abril de 2013

MARCIONILO: CONVERTIDO POR FREI DAMIÃO

Por: Ignácio Tavares

Pela segunda vez estou a falar sobre Marcionilo. Vou contar outros fatos reais que foram omitidos no texto anterior. Marcionilo, no exercício da atividade policial passou por momentos decisivos. Às vezes, frente a frente com o inimigo não tinha alternativas, pois tinha que fazer a dura escolha: matar ou morrer.

A cavalo, percorria todo sertão na busca de perigosos bandidos que infestavam a região no começo do século passado. A calçada da casa do tio Cândido era o local onde ele costumava contar suas proezas. Uma ressalva: não mentia. Assim sendo, costumava dizer que tudo que contava era verdade pura.

Tinha o hábito de contar suas estórias por etapas. Falava que, na época das volantes, a ordem dada pelo tenente era de que em confronto como o inimigo só havia duas saídas: um ou outro sobreviverá. Esta era uma situação possível, pois na sua caminhada pela caatinga adentro, tinha que enfrentar perigosos bandidos que viviam atormentar a população sertaneja.

Dizia: quando se tratava de ladrões de galinha, bode, jumentos, carneiros, entre outros furtos de pequena monta, o castigo era mandar o cabra ficar nu, depois aplicar uma pisa com galhos de urtiga braba e mandar correr sem olhar pra trás. Agora, quando o enfrentamento era com bandidos perigosos praticantes assassinatos bárbaros, de estupros, ofensa e agressão a crianças, idosos, viúvas, a recomendação era mandar o homem pra a cidade de pés juntos. Era a lei de Talião, seja dente por dente, olho por olho

Essa lei prevaleceu no sertão da Paraíba nas primeiras décadas do século passado. Era a lei do Coronel, a lei do mais forte. A polícia atuava como se fosse uma milícia particular do Coronel. As ordens partiam da Casa Grande, com total anuência das autoridades do Estado.

Pois é naquele tampo era assim mesmo. Por muito tempo circulou uma história de que, certa vez um influente Coronel da Jurisdição de um município vizinho, obrigou um soldado de polícia lhe entregar a farda, somente porque prendeu um cidadão do seu círculo de amizade.

Marcionilo era rebelde, pois não recebia ordens paralelas de ninguém. Ordens, somente quando partiam do seu comandante. Foi por isso que, depois daquele episódio o Piancó, definitivamente deixou a polícia para não mais retornar. Restou apenas a lembrança dos principais fatos ocorridos durante tempo em que correu atrás de bandidos.

Certa vez, Joãzinho filho de Senhor de Pai Benigno, exatamente na calçada da casa do tio Cândido, perguntou: ¨ Ô Marcionilo durante todo aquele tempo que você estava a correr atrás de bandidos qual foi o seu pior momento”? Ah, meu Joãozinho, não lhe conto, veja só o que aconteceu comigo: ¨certo dia eu estava com vontade de vir a Pombal. A volante estava estacionada nas proximidades de Jericó. Falei com o tenente expliquei minhas razões, assim ele me concedeu seis dias de folga. Estava com saudades da minha mulher Maria Catarina meu grande e único amor desde quando menino”.

Selei o cavalo, marquei o rumo de Pombal e tomei a estrada, fui-me embora. Depois de mais ou menos uma hora de cavalgada vi ao longe um sujeito num cavalo preto que vinha na minha direção. Eu disse: êta diabo, a coisa vai ficar ruim. O sujeito ao se aproximar falou-me: ¨bom dia senhor¨! Respondi: bom dia!. Olhou pra mim, com um olhar estranho e perguntou: ¨por acaso pra onde o senhor pensa que vai? Respondi: penso não, vou pra Pombal. Comecei a olhar pra o sujeito e vi coisas estranhas que não era comum em nós humanos.

Como era o sujeito? Perguntou Joãzinho. ¨Ora, ele não tinha pernas. Apesar de estar sentado no cavalo, só conseguir enxergá-lo dos joelhos pra cima. Além do mais, os olhos dele pareciam duas brasas e o cavalo não tinha orelhas muito menos rabo¨.

Quem era então esse homem? Perguntou Joãozinho. Marcionilo pensou um pouco e respondeu: ¨acho que só podia ser o cão¨. Essa história perdurou por muito tempo. O tio Cândido costumava dizer que Marcionilo foi o único homem que, depois de Jesus, conseguiu conversar com o diabo.

O tempo passa e Marcionilo continua a frequentar a calçada da casa de Cândido. Numa dessas noites, estava presente todo grupo de amigos e suas respectivas esposas. Era a época em que Frei Damião estava a celebrar a Santa Missões Evangelizadoras. Então alguém falou que Marcionilo devia ir a Igreja para se confessar com Frei Damião.

O que! Respondeu Marcionilo. ¨Eu, contar os meus segredos a um comedor de feijão como eu¨? ¨Jamais¨ ! “Maria Catarina sua esposa, entrou na conversa e falou: ¨ ora, todo dia eu rezo pra ele ir a Igreja e se confessar, porque acho que nas suas andanças por aí cometeu uma danação de pecados, mas, não tem jeito.”

A pressão em cima de Marcionilo por parte das pessoas que estavam ao seu redor foi muito forte. Assim sendo resolveu comparecer a Igreja a fim de contar seus pecados a Frei Damião. À noite todo mundo foi a Igreja para testemunhar esse grande momento. Entrou na fila e pacientemente esperou por sua vez. Enfim chegou a tão esperada hora. Marcionilo frente a frente com Frei Damião.

Inicialmente começou a falar alto, mas foi repreendido pelo Frade. Assim, quase sussurrando, começou a contar seus pecados. Quem estava mais próximo, percebe que cada pecado que Marcionilo contava o Frei se benzia e dizia: ¨meu Senhor Jesus nunca vi coisa igual, tende piedade desse vosso filho¨.

Foi uma confissão demorada. Já no final, Frei Damião ouviu uma revelação feita por Marcionilo que o deixou apavorado. Marcionilo falou que tinha conversado com o cão. O nervosismo tomou conta do ambiente porquanto o Frade ficou sem ação, pois não acreditava no que estava a ouvir.

Numa reação instantânea o Frei pulou fora do confessionário, foi até o altar-mor, fez algumas orações e retornou. ¨Como é mesmo filho você conversou com o maligno? Perguntou o Frei. Conversei sim. Respondeu Márcionilo. Você não teve medo dele roubar a sua alma¨? Respondeu Marcionilo: ¨Frei se ele tivesse se aproximado de mim teria sido espetado no meu punhal, como já espetei muitas cabras safados por esse mundo afora¨.

Basta Filho! Basta filho¨! ¨Você está perdoado dos pecados. Agora, não volte mais a pecar¨. ¨Vou lhe passar uma penitência leve. Você vai ter que rezar todo dia 50 Pai Nosso e 30 Ave Maria. Isso durante o ano inteiro. Assim determinou o Frei¨.

Marcionilo ficou tão leve que nem sequer foi pra casa jantar, pois permaneceu na Igreja para assistir à celebração da novena. Contrito, pôs-se a escutar a palavra do Senhor Jesus, na hora da homilia.

A sua empolgação diminuiu quando o Frade, justo na homilia fez referencia a grande incidência de pecadores em Pombal, falou: ¨ nesta terra tem até gente que conversou com o cão. Marcionilo fala baixinho ao ouvido da sua esposa Maria Catarina: ¨o Frei já começou conversar besteira. “Continuou: ¨se falar o meu nome tenho certeza que não vai dar certo”.

Com medo de ser exposto à curiosidade da multidão reagiu: ¨vamos embora minha Maria¨. A esposa resistiu ao seu convite, seja preferiu ficar. Assim sendo esperou um pouco mais e viu que o Frade não citou o seu nome. No outro dia na calçada da casa do tio Cândido era só o que se falava: Marcionilo descobriu os caminhos da conversão. Veja só, até um crucifixo pendurado no pescoço a exemplo dos frades Franciscanos.

Realmente houve uma mudança considerável no seu modo de viver. Passou a frequentar a Igreja, em companhia da esposa, porém, sem jamais abdicar os seus princípios de honradez e dignidade. Assim viveu, assim morreu.

João Pessoa,03 de Abril de 2013

Ignácio Tavares

Enviado pelo professor José Romero Araújo Cardoso



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VIÚVA DO CANGACEIRO ASA BRANCA

Por: José Mendes Pereira

Aderbal Nogueira, cineasta e pesquisador do cangaço, Dona Francisca da Silva Tavares, viúva de Antonio Luiz Tavares - o ex-cangaceiro Asa Branca, ela reside na Rua Epitácio Pessoa, no bairro Bom Jardim - Mossoró; e o escritor, poeta e pesquisador do cangaço Kydelmir Dantas, autor do livro: 


Luiz Gonzaga e o Rio Grande do Norte - com edição já esgotada, e a II edição já está encaminhada para ser lançada brevemente.

Foto feita por mim em 2012, na residência da viúva, Bom Jardim 


Cangaceiros - Moita Brava

Por: Kiko Monteiro

Este Moita Brava vem a ser o terceiro cabra a adotar o vulgo. O primeiro pertenceu ao grupo de Antonio Silvino e o segundo, Deolindo da Silva compunha as hostes de Lampião nos anos 20.


Antonio da Silva ou se preferir Antonio Alves dos Santos era baiano da Várzea da Ema (conterrâneo do Azulão II). Entrou para o cangaço sob as ordens de Corisco que o batizou com esse apelido. Destacou-se entre seus pares como um cabra de coragem e frieza. Além do subgrupo do "diabo Loiro" transitou entre os bandos de Ângelo Roque e o do próprio Lampião. Era irmão do também cangaceiro José Alves dos Santos, vulgo “Carrasco”.

Moita Brava participou do combate na Serra do Catimbau atual Paranatama, PE em 20 de Julho de 1935. (Não 1932 nem 1935 como mencionado em alguns livros). A Batalha da Serra do Catimbau foi em que Maria Bonita saiu baleada nas nádegas.

Teve como primeira companheira a Cangaceira Lili (Maria Xavier) cabocla do Juá, Raso da Catarina. Lili que já havia sido companheira do cabra Lavandeira, após a morte deste, na Serra da Canabrava, passou a andar com Manoel Moreno (o baiano e não o paraibano). Tempos depois ela conheceu Moita Brava e o acompanhou.

Foram para o grupo de Ângelo Roque, com quem ficaram quase dois anos. Moita Brava foi protagonista de um crime semelhante ao cometido por Zé Baiano. Certo dia encontrou Lili nos braços do cabra "Pó Corante", resultado, matou-a com seis tiros.  Pó corante, mesmo debaixo de bala conseguiu fugir e foi aceito no grupo de Corisco.

Como não foi identificado outro cangaceiro como este mesmo vulgo, acreditamos que este "Pó Corante" foi um dos cabras que emboscou o volante Neco de Pautilia, mas levou a pior, sendo abatido por este bravo Nazareno, que ainda está vivo aos cem anos de idade. Leia a matéria

Algum tempo depois juntou-se com a Cangaceira Sebastiana Rodrigues Lima ou simplesmente Sebastiana que era prima de outras duas cangaceiras: Aristeia e Quitéria.

Sebastiana e seus lindos olhos - Jornal "A Tarde" de 7 de dezembro de 1938.

Menos de um ano antes da tragédia em Angico, precisamente em 10 de Outubro de 1937 Sebastiana deu a luz a um filho de Moita Brava. A criança fora entregue ao promotor Manoel Cândido de Água Branca, AL, junto com um carta de recomendação. O menino que nasceu em Águas Belas, Pernambuco foi batizado na matriz de Mata Grande, AL com o nome de Joaquim Manoel Calumbi.

Quando das entregas, que decorreram da anistia prometida aos cangaceiros, recusou-se a acompanhar as volantes que saíram à caça de cangaceiros resistentes.

Boa Vista, Sebastiana, Moita Brava e Laura  - entregues aos "homens".

Manoel Franco da Rocha, esta veio a ser sua ultima identidade, contava com 110 aninhos na fotografia abaixo, (por sinal inédita na literatura), em ocasião do casamento de uma das netas. Moita Brava faleceu com "114" anos, no ano de 1983 na capital Paulista.

Moita Brava - Publicada no Jornal O Estado de São Paulo em  22 de abril de 1997.

Em cinco de Agosto de 2012 José Robério Silva Cruz, informou ao jornal Folha Sertaneja que é neto de Marcos Batista dos Santos único irmão vivo de Moita Brava que aos noventa anos ainda vive em Várzea da Ema, BA.

Fontes:

- OLIVEIRA, Bismarck Martins de - Cangaceiros de Lampião "de A a Z", 1ª edição do autor pág 199/200.

- COSTA, Alcino Alves. Existia amor no Cangaço? Artigo disponível In  www.cariricangaco.blogspot.com.br

- ARAÚJO, Antônio Amaury Corrêa de. Lampião: as Mulheres e o Cangaço, Editora Traço 2ª Edição, 2012. Pág. 101/102.

- Jornal O Estado de São Paulo, edição de 22 de abril de 1997. Cópia gentilmente enviada pelo rastejador Francisco de Assis Barros.
- Comentário em http://www.folhasertaneja.com.br/especiais.kmf?cod=13382144&indice=10

Kiko Monteiro

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Enquanto não vem cangaço - Te Adoramos Jesus


Após um terremoto na Turquia, a equipe de resgate começaram a procurar sobreviventes nos escombros na casa de uma jovem mulher e viram o corpo dela por um buraco entre os restos da casa. Eles acharam estranho a postura do corpo, estava de joelhos e seu corpo para frente, como quando alguém ajoelha para orar ou adorar, com o rosto para o chão, com o corpo inclinado e suas mãos protegendo algum objeto. O peso da casa havia quebrado sua coluna e pescoço. Com muita dificuldade, o líder da equipe de resgate colocou suas mãos e braços entre os escombros para ver se a mulher ainda estava viva. Porém pela temperatura do corpo ele percebeu que ela já havia morrido. Ele ainda tinha esperança de que a mulher ainda estivesse viva. 

Ele e sua equipe saíram da casa para continuar o trabalho em busca de mais vítimas. Por alguma razão, o líder do grupo de resgate sentiu a necessidade de voltar ao local onde estava o corpo da mulher. Mais uma vez ele se ajoelhou e colocou as mãos pelo espaço onde alcançava o corpo e decidiu verificar o que havia abaixo daquele corpo sem vida. Imediatamente ele começou a gritar: "Um bebê! Há um bebê aqui!". Toda equipe voltou para cuidadosamente remover os escombros que havia ao redor do corpo da mulher. 

Alí encontraram um bebê de 3 meses de idade embrulhado em um cobertor estampado com flores, embaixo do corpo da mãe. Obviamente, a mulher fez seu último sacrifício para salvar seu filho. O pequeno menino ainda estava dormindo quando foi resgatado. O médico da equipe veio imediatamente para verificar o bebê. Quando ele abriu o cobertor, havia um telefone celular dentro. Na tela havia uma mensagem dizendo "Se você sobreviver, você tem que lembrar que EU TE AMO!". O telefone passou de mão em mão por cada um dos membros da equipe de resgate. Cada pessoa que leu a mensagem não conseguia parar de chorar.

"Se você pode sobreviver, você tem que lembrar que EU TE AMO!".

Como é grande o amor de uma mãe por seus filhos. Não esqueça de COMPARTILHAR esta linda história. Quer ver outras mensagens como essa? Clique > Te Adoramos Jesus

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Novo livro na praça - Lampião em Alagoas

Autores: Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto

O livro tem 468 páginas.

Preço R$ 55,00 (Cinquenta e cinco reais) com frete incluso, para todo o Brasil.

Onde comprar?
Com o revendedor
Professor Pereira
através do E-mail:
franpelima@bol.com.br
ou pelos telefones:

(83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819 (OI)

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quinta-feira, 4 de abril de 2013

MELHORA DE DOMINGUINHOS



O seu Dominguinhos está melhorando a cada dia que passa! Graças a Deus, gente.

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A AUTOPERAÇÃO DE UM MÉDICO RUSSO NA ANTÁRTICA


Publicado em 03/04/2013 no blog do Rostand Medeiros
Leonid Rogozov atuando em seu próprio corpo.

Em 29 de abril de 1961, No 4º mês do inverno, Um médico russo chamado Leonid Rogozov, com 27 anos estava lotado na estação Novolazarevskaya, uma base da extinta União Soviética na Antártica, onde viveu uma história realmente diferente e fez com que ele se tornasse famoso em todo mundo.

Em 1959, o graduado em medicina Rogozov foi imediatamente aceito para fazer a residência como cirurgião. No entanto, os seus estudos foram postergados por algum tempo devido à necessidade de realizar uma viagem à Antártica em setembro de 1960. Ele deveria assumir a função de médico da expedição soviética na estação polar Novolazarevskaya.

Em uma noite muito tempestuosa, sem maiores atrativos, Rogozov apresentou sintomas inquietantes: fraqueza, náuseas, febre e dor na região ilíaca direita. No dia seguinte, sua temperatura subiu ainda mais. Não tendo nenhuma possibilidade de chamar um avião e sendo o único médico na expedição composta por 13 pessoas, Leonid diagnosticou a si mesmo com apendicite aguda.

Uma inusitada intervenção que foi um sucesso, felizmente!

Naquele lugar perdido no continente austral, as condições meteorológicas adversas não permitiriam de forma alguma ele sair dali e não havia aviões em qualquer uma das estações estrangeiras nas proximidades para realizar a sua remoção.

Sem outro jeito o cirurgião realizou uma operação de remoção do apêndice nele mesmo.

Na noite de 30 de abril de 1961, o cirurgião foi auxiliado por um engenheiro mecânico e um meteorologista. Um entregavam a ele os instrumentos cirúrgicos necessários e outro segurava um pequeno espelho sobre sua barriga para que melhor enxergasse o processo cirúrgico.

O médico fez uma anestesia local com solução de novocaína seguida de uma incisão de 12 centímetros na região ilíaca direita com um bisturi. Entre a visão do espelho e o tato ele removeu o apêndice inflamado e injetou antibiótico na cavidade abdominal. Mas não foi nada fácil, 30 ou 40 minutos após o início da operação Leonid sentiu um incipiente desmaio com o formigamento e vertigem que percorreu todo seu corpo obrigando o cirurgião a fazer algumas pausas para descanso. No entanto, à meia-noite, depois de 1 hora e 45 minutos de operação, tudo terminou. Cinco dias depois a temperatura normalizou e dois dias depois os pontos foram retirados.


Em São Petersburgo, em um museu dedicado as atividades russas nos continentes  Ártico e Antártico, há uma exposição dos instrumentos cirúrgicos usados por Leonid Rogozov naquela operação.

Fonte – http://ads.tt/4w0dxA

http://tokdehistoria.wordpress.com/







Festa da Rádio Rural de Mossoró em 1978

Por: Lúcia Rocha

Festa da Rádio Rural de Mossoró, que contou com show do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, ao lado de Nilton Santana, das Lojas Olindas e uma vencedora de uma bicicleta, pessoa não identificada. Em 1978.

Material do acervo da jornalista mossoroense: Lúcia Rocha.

Visite o seu blog: 

Baile Perfumado Revisita Lampião Parte 1


Por: Verônica Daniel Kobs

Como o nosso blog está com um probleminha, isto é, ao postarmos um artigo mais extenso, não ficando organizado, resolvemos colocar o link do artigo que segue para você acompanhá-lo.

Basta clicar no link:

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2013/04/baile-perfumado-revisita-lampiao-parte.html

Homenagem ao cinquentenário de fundação da Rádio Rural de Mossoró

Por: Lúcia Rocha
Padre Américo - Assu - 21/12/1929 - Mossoró, 05/10/2009

Foto feita no momento de um evento promovido pela Rádio Rural de Mossoró. Padre Américo Vespúcio Simonetti com Fabrízio Almeida.

Foto adquirida no facebook, do acervo da jornalista mossoroense:
 Lúcia Rocha.


Padre Américo Vespúcio Simonetti - há 50 anos um arauto da fé (publicado no dia 10.12.2006 - jornais "o poti" -caderno cidades pág. 07 e "gazeta do oeste " caderno cidades página 08).

Clique no link abaixo para você conhecer um pouco sobre a trajetória do Padre Américo como sacerdote.

Sonhos que nos deixam mais perto da Paz

Por: Manoel Severo

Muito se tem dedicado ao longo da história do desenvolvimento humano sobre o estudo do real significado dos sonhos; reflexões, constatações, provocações, e... o universo parece parar para trazer à nossa realidade ou levar para longe a maravilha ou o tormento de algumas dessas mágicas noites, bem ou mal sonhadas.

Com essa pretensiosa introdução gostaria de também me inserir no contexto dos sonhos que nos acalmam o coração e nos deixam mais perto da paz.

Os que compartilharam a maravilhosa companhia e conheciam mais de perto o nosso amado Decano Caipira de Poço Redondo, o bom 

Alcino Alves Costa

Alcino Alves Costa, sabem da grande afinidade que o mesmo possuía com as coisas da espiritualidade. Manifestava isso nos gestos, no olhar, na forma como amava a vida; está a seu lado era a certeza de, além de um espetacular papo sobre as coisas do sertão alegre e do cangaço que nos apaixona, lições de vida sempre calcadas no que é o mais importante: Nossa ligação com o Divino.

Nesta última noite recebi "a visita" do Caipira em um destes sonhos espirituais. O cenário não poderia ser outro senão o árido e belo universo das caatingas; não sei qual sua localização geográfica ou qual ligação com nossa história, mas sei que os mandacarus imperavam fagueiros ostentando o poder e a satisfação de fazerem parte do sertão que teima em encantar a todos mesmo no meio de tanta adversidade.

Personagens haviam, e muitos. Alguns anônimos e muitos, muitos outros de face e coração reconhecidos: Eram parte da família dos Vaqueiros da História, errantes pesquisadores, pessoas queridas da família Cariri Cangaço. Cenas rápidas, dinâmicas, côncavas e convexas... O sonhar quase acordado "prega esse tipo de peça". No meio de tantos e tantas, me surpreendi e parei naquele olhar... E naquele sorriso...

Eram tão reais que pareciam encher todo o meu ser; trazendo harmonia, gratidão e felicidade. Era o bom e velho Caipira de Poço Redondo.

Não saberia definir por quanto tempo o sonho sertanejo da mata branca continuou, apenas compreendi depois, que ele me trazia um dos momentos vividos e a viver por todos nós em mais um encontro de nosso Cariri Cangaço, momento onde todos estaremos juntos buscando e rebuscando os fragmentos da história, isso para mim ficou muito claro.

Daí percebi enfim o real significado daquele sonho: Não estaremos sós ! Obrigado amigo querido, obrigado Decano, obrigado Caipira do Poço Redondo, obrigado Alcino. Estaremos esperando por você, seja bem vindo.

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço

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O Incrível Mundo do Cangaço - Vol. I e II


Autor: Antonio Vilela de Souza
Volume I

Volume II

Preço por volume: 
R$ 35,00 - incluso despesas de correios.
E-mail para contatos:
incrivelmundo@hotmail.com

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A vida do CEL. ARRUDA, Cagaceirismo e Coluna Prestes (Comentário)

Por: Archimedes Marques

O bom trabalho literário, de grande importância para a compreensão da história regional da Paraíba, intitulado "A Vida do Coronel Arruda, Cangaceirismo e Coluna Prestes", de autoria do ilustre Promotor de Justiça paraibano, Severino Coelho Viana, sem dúvida, um dos mais brilhantes pombalenses, constitui-se em excelente contribuição para o mundo literário pertinente ao tema.

O texto, de leitura simples e direta, sem subterfúgios ou palavras difíceis, termina por envolver o leitor do inicio ao fim do livro, buscando mostrar todas as importantes passagens da vida publica do militar, do policial, do politico, do homem, do Cel. Arruda, desde a sua compreensão e retransmissão de que aquele cidadão se tratava de um ser humano espetacular, atencioso e formidável, além de ser dotado de memória estupenda, de tudo se lembrando nos mínimos detalhes, apesar da sua idade avançada quando da entrevista prestada ao autor do livro.


No decorrer da leitura, o leitor, por mais leigo que seja, percebe as grandes qualidades que possuía o Cel. Arruda, destarte para a sua coragem, destreza, honradez, honestidade, um grande homem, entretanto, teimoso e afoito por demais, talvez, por vezes agindo mais pela emoção, mas no intuito de acertar e vencer em vitórias não só suas, mas do seu povo, do povo a quem tanto amava, do povo paraibano a quem tanto defendeu. O exemplo maior dessa ousadia e extrema coragem visando defender o povo da tirania do suposto exército revolucionário que buscava novos rumos para o país, mas para tanto não deixou de praticar rosários de arbitrariedades por onde passou, foi o seu enfrentamento a grande e temível Coluna Prestes, quando da passagem daquela Unidade de Guerra pelo município de Piancó na Paraíba, em fevereiro do ano de 1926. Sem sombras de dúvidas, um ato corajoso de um destemido homem, mas ao mesmo tempo temeroso e intempestivo, vez que de tudo, houve final trágico para muitos combatentes com a cidade praticamente arrasada em verdadeiro inferno. Entretanto, o exercito revoltoso de Prestes sentiu a pungência e a força do povo paraibano, apesar de ter realizado verdadeiro e covarde massacre a certos combatentes de Piancó, já rendidos e desarmados como foi o caso do Padre Aristides Ferreira da Cruz e alguns dos seus bravos seguidores.

Tal ato combativo e heroico rendeu ao então sargento Arruda, a importante e dignificante honraria do governo do Presidente do Estado, João Suassuna, por bravura, condecorado com a espada do herói.

Passeando na interessante leitura do livro, para não muito se alongar no presente comentário que de fato merece destaque para muitos atos heroicos do bravo Cel. Arruda, deixamos de tecer dados sobre a sua atuação incansável em busca de criminosos; sobre a prisão que efetuou do temível e sanguinário bandoleiro Chico Pereira; sobre a sua luta contra o poderio dos chamados "coronéis"; sobre a sua trajetória politica de prefeito a deputado estadual; sobre os embates que ravou com o Padre Manoel Otaviano na época em que ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba; sobre a sua inimizade com o famoso coronel Jose Pereira e sobre tantos outros acontecimentos pelos quais passou o Cel. Arruda na sua trajetória de militar e delegado de policia em várias cidades da Paraíba embrenhando-se no matagal, nas caatingas, sob o sol causticante em busca dos cangaceiros de Lampião, deixando de tudo então, para melhor se ater a questão da citada batalha contra a Coluna Prestes, a sua mais arrojada batalha, embora pudesse ter sido evitada se alguém dos combatentes de Piancó não tivesse disparado tiros contra aquele temível e terrível exército revolucionário, como de fato ocorreu, ninguém sabendo quem teria sido o autor de tal audácia que gerou rápida, mas sangrenta guerra naquelas terras da Paraíba.

Consta da leitura que quando a Coluna Prestes entrava em Piancó, talvez em passagem amistosa, ninguém sabe, com os homens da cidade já devidamente preparados e entrincheirados em diversos piquetes de defesa, tiros certeiros alvejaram cavalos e cavaleiros daquela tropa, até mesmo oficiais. Daí por diante o tempo fechou em barulho e desespero, quando intenso tiroteio transformou a cidade de Piancó em verdadeira praça de guerra.

Havia entre os defensores de Piancó, um cidadão que na verdade era um preso que ali estava por demonstrar ser de bom comportamento e assim viver de certas regalias fora da cadeia. Esse detento que possuía tratamento diferenciado era conhecido por "preá" e que ganhara tal apelido por ser considerado exímio rastreador de animais perdidos, que para prova disso, bastavam lhe dar uma rapadura que ele conseguia trazer do meio da caatinga qualquer caprino que por ventura se desgarrasse do rebanho. Na delegacia, por conta de tais benesses, o referido "preá" era uma espécie de faz-de-tudo que lhe mandassem.

Junto aos defensores da cidade o tenente Antônio Benício, delegado de Piancó, que estava do outro lado da rua, noutro piquete, solicitou por gestos e algumas poucas palavras em meio ao barulho ensurdecedor dos estampidos vindos de todos os lados, que "preá" trouxesse quatro fuzis e munição suficiente para o piquete dele que assim necessitava. Não havendo a mínima possibilidade de "preá" atravessar a rua em meio ao cerrado tiroteio sem ser atingido, principalmente com todo aquele apetrecho pesado, então, o agora protagonista da história ora comentada, sargento Arruda, teve a idéia de instrui-lo para pendurar a camisa branca que vestia em um dos fuzis. A estratégia deu certo, pois quando "preá", mesmo tremendo mais do que vara verde, saiu à rua com o fuzil hasteando a bandeira branca, imediatamente os revoltosos de Prestes, ensarilharam suas armas respeitando a decisão contida no símbolo internacional, ou até quem sabe, pensando que os combatentes pretendiam se entregar.

Em contraponto, talvez por não saber o que de fato acontecia naquele momento de pausa, outro piquete de defesa da cidade ali próximo, o grupo chefiado pelo Padre Aristides, aproveitou o momento de distração da Coluna Prestes para intensificar o tiroteio em sua direção, trazendo como resultado de tal irrazoabilidade, muitos soldados mortos e feridos.

Disso resultou que a tropa revoltosa, em imensa fúria e ódio, comandada pelo próprio Capitão Luiz Carlos Prestes, investiu fortemente contra o piquete do Padre Aristides Ferreira da Cruz, lançando inclusive duas bombas de efeito narcótico dentro da casa do citado reverendo, o que fez com que aquele grupo, fraco, tonto, sufocado e desorientado, se entregasse.

Covardemente, usando tão somente por base, o atroz sentimento de vingança pelos seus mortos em virtude do incidente ocorrido, o comando da Coluna Prestes determinou que todos "os prisioneiros de guerra" que estavam na casa, incluindo o Padre Aristides e o prefeito de Piancó, o Sr. João Lacerda, bem como o filho deste, fossem conduzidos amarrados a um barreiro ali próximo e lá barbaramente sangrados, um a um, com ferimentos perpetrados por longos punhais enfiados nas jugulares, ou em brutais degolas das vitimas que em gritos e desesperos não foram perdoados, fazendo disso, das maiores arbitrariedades, dos maiores e horrendos crimes praticados pelos soldados revoltosos na caminhada histórica da Coluna Prestes. A água do barreiro da morte ficou tão vermelha de sangue quanto vermelha de vergonha ficou essa covarde ação daqueles homens que diziam lutar por um Brasil melhor, que se diziam revolucionários reformistas. Uma ação totalmente injustificada que jamais justificaria a desastrada ação do grupo do Padre Aristides em ter atirado contra os homens que respeitavam a bandeira branca carregada por "preá". Uma triste, desolada, insana e macabra ação de negatividade em extrema falta de hombridade, sensatez e humanidade contra homens indefesos, desarmados e presos, uma execução sumaria em verdadeira chacina, que ficou para sempre guardada nos anais da história de guerra desses valorosos paraibanos contra a poderosa Coluna Prestes.

O discurso do autor do livro não é um discurso autoritário, ditatorial ou mesmo demagógico, é um discurso livre, democrático, que busca novas discursões, mas que traz a verdade, ou pelo menos dela se aproxima, sem mentiras, invencionices, extravagâncias, baseado na história real até mesmo em certos pontos diferindo da história oficial, mas não em forma contundente, sim em trabalho cuidadosamente organizado, de forma realmente consciente, de tudo para mostrar ao leitor o que foi a trajetória vida do cidadão Manuel Arruda de Assis, um verdadeiro exemplo para todos os seus familiares, um homem imortal para os paraibanos, um exemplo a ser seguido por todos os homens de bem.

De parabéns, portanto está o autor do livro, por resgatar a historia desse homem guerreiro que tanto enobrece o solo desse tão importante Estado da Paraíba que tantos ilustres personagens trás para o cenário brasileiro. Uma leitura que de igual modo espero que todos gostem. Um livro que merece estar em todas as boas bibliotecas.

Foi assim que eu vi e senti do livro de Severino Coelho Viana.

Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe)
archimedes-marques@bol.com.br  

Fonte: O CANGAÇO EM FOCO

FONTE: http://clemildo-brunet.blogspot.com.br/2011/11/vida-do-cel-arruda-cagaceirismo-e.html


Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço José Romero Araújo Cardoso

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Dix-sept Rosado e a Biblioteca Pública Municipal de Mossoró - 01 de Abril de 2013

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Jerônimo Dix-sept Rosado Maia foi eleito a 21 de março de 1948 como terceiro prefeito constitucional de Mossoró, tomando posse do cargo no dia 31 do mesmo mês e ano. Não era um homem culto; era um homem trabalhador. Contava no seu currículo escolar apenas com o curso ginasial, concluído por muita insistência da família. Mas foi esse homem que cinco dias após a sua posse, através da criação da “Biblioteca Pública Municipal”, deflagrou o maior movimento cultural de todos os tempos de uma administração municipal em Mossoró, movimento esse que passou a ser conhecido como a “Batalha da Cultura”.

A Biblioteca Pública Municipal de Mossoró foi oficialmente criada no dia 05 de abril de 1948, como cumprimento de promessa de campanha. A ideia foi do seu irmão Vingt-un Rosado. 

Jerônimo Dix-sept Rosado Maia

Mas Dix-sept era bastante sensível para entender as necessidades do município. É o próprio Vingt-un quem confessa: “Convenci Dix-sept a prometer a criação de uma Biblioteca Pública Municipal, que seria oficializada através do Decreto Executivo n.º 04, apenas cinco dias depois da sua posse na Prefeitura”.
               
Para que o projeto fosse concretizado, Dix-sept nomeou uma comissão organizadora, formada por: João Damasceno da Silva Oliveira, José Romualdo de Souza, José Ferreira da Silva, Rafael Bruno de Medeiros e Vingt-un Rosado Maia, todos cidadãos comprometidos com a cultura mossoroense.

 Jornalista Geraldo Maia e Dr. vingt-un Rosado Maia
               
Os ofícios de comunicação da criação da Biblioteca e o pedido de registro no Instituto Nacional do Livro foram redigidos por João Damasceno. O espaço físico foi conseguido pela Prefeitura no pavilhão térreo do Clube Ipiranga. Em depoimento, Vingt-un fala das dificuldades iniciais para que o sonho se tornasse realidade: “ Nenhum de nós, eu, Ferreira, América Rosado, tinha curso de biblioteconomia. Lemos alguns livros especializados e começamos a tarefa. Dix-sept visitava o trabalho quase diariamente. Mandou fazer as estantes e o mobiliário necessário”.
               
Para a formação do acervo da Biblioteca, contou-se com a colaboração dos mossoroenses. O padre Mota, ex-prefeito e vigário de Mossoró, fez doação de 300 volumes de sua biblioteca particular. Augusto da Escóssia na época era o presidente do Ipiranga. Por solicitação da comissão, permitiu que a Biblioteca Hemetério Queiroz fosse incorporada à Biblioteca Pública. De Natal, Dix-huit Rosado mandou várias caixas de livros arrecadados entre os amigos, de forma que na sua inauguração, a Biblioteca já contava com um acervo de 1.888 obras em 2.131 volumes. Visando criar nos jovens o hábito da leitura, o prefeito Dix-sept Rosado inseriu na Biblioteca uma seção de estados infantis. A ideia era inédita, pelo menos no Rio Grande do Norte. E isso era só o começo. Com a Biblioteca, veio o Museu, veio o Boletim Bibliográfico e a Coleção Mossoroense, tudo como desdobramento da ideia inicial da Biblioteca.
               
Dix-sept não concluiu seu mandato como prefeito de Mossoró. Foi eleito governador do Estado a 6 de junho de 1950, quando já se encontrava licenciado, assumindo o governo em 31 de janeiro de 1951. E como Governador do Estado do Rio Grande do Norte, não teve tempo de fazer mais pela cultura mossoroense. Morreu num desastre aviatório no dia 12 de junho de 1951, nas proximidades do campo de pouso de Aracaju, em Sergipe, cinco meses após a sua posse. Não quis o destino que ele permanecesse mais tempo entre nós. Deixou no entanto, como legado, a semente de um movimento cultural que permanece até os dias atuais, tendo na pessoa do professor Vingt-un Rosado, seu irmão casula, um eterno guardião, comandante-em-chefe do que se passou a chamar de \"Batalha da Cultura\".

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fontes:
http://www.blogdogemaia.com/#

Noite Cariri Cangaço - GECC traz pérolas da poesia, casos e causos matutos

GECC e Cariri Cangaço em noite de Causos e Casos

Aconteceu na noite desta terça-feira, dia 03, mais uma Noite Cariri Cangaço - GECC no Espaço Raquel de Queiroz da Livraria Saraiva Mega Store do Shopping Iguatemi, em Fortaleza. Com a temática: Causos e Casos do Sertão e a participação maciça de todos os confrades presentes a noite acabou se transformação em uma grande festa quando habitaram a poesia, contos, causos e casos pitorescos sobre as coisas do sertão e as coisas do universo do cangaço.

O encontro iniciou com os comunicados da Presidência do GECC, através do escritor Ângelo Osmiro, logo após passando a palavra para o Curador do Cariri Cangaço que anunciou as novidades do evento para 2013, com mais uma avant premier confirmada para o estado da Paraíba; para Severo "depois da maravilha que foi a confirmação de Lavras da Mangabeira para Maio, a chegada do Cariri Cangaço na Paraíba  através dos municípios de Sousa e Nazarezinho no mês de Junho, consolidam uma ação forte na direção de fortalecer a memória e a história de nosso nordeste no que diz respeito a temática cangaço, dentro de mais alguns dias teremos a Programação Completa de Lavras e também de Sousa e Nazarezinho, onde temos como grande timoneiro o confrade Wescley Rodrigues".

Ângelo Osmiro e Lívio Ferraz

Jonas Luis de Icapuí e Ezequias

Aderbal Nogueira

Comendador Mariano

Vicente Alencar

A noite seguiu com as apresentações do talento de muitos "iluminados do sertão" com destaque para Patativa do Assaré dentre outros, através dos confrades Edílson Cláudio, Pitonho, Vicente Alencar; o mundo do cordel com o trovador e cordelista, Cel. Gutemberg Andrade além de passagens marcantes e hilárias, de inúmeras viagens de pesquisa capitaneadas por Ângelo Osmiro, Aderbal Nogueira, Comendador Mariano e Manoel Severo.

Ao final ainda tivemos as novidades do mais novo empreendimento da Icapuí Filmes, FGF TV e Laser Vídeo, com o apoio do GECC e Cariri Cangaço: A Série "Os 7 Cangaceiros" , com Jonas Luis da Silva de Icapuí, que adiantou que o roteiro para os dois primeiros capítulos; sobre Cabeleira e Lucas da Feira, já estão prontos, devendo apenas aguardar o crivo dos "companheiros pesquisadores".

Cel Gutemberg Andrade, Lapa Carabajal e Edílson Cláudio

Pitonho e Edilson Cláudio

Dra. Maria Amélia e Angela Tavares

Afrânio Cisne

Ainda durante o encontro ficou acertada a Caravana do GECC que estará participando da Avant Premier do Cariri Cangaço em Lavras da Mangabeira nos próximos dias 18 e 19 de Maio.

Cariri Cangaço - GECC

http://cariricangaco.blogspot.com