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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Poetas, Escritores e Intelectuais

Câmara Cascudo - Fonte: globaleditora.com.br
A vida intelectual, no Rio Grande do Norte, estava ligada ao jornalismo político. E a "modinha", no dizer de Câmara Cascudo, representava a "exteriorização literária".
O mesmo autor descreve o contexto da época: "os poetas ficavam na classe populesca dos improvisados ou dos modinheiros, versos eram musicados e cantados nas serenatas, acompanhados pelos vilões sonoros".
Alguns poetas que se destacaram na época foram Miguel Vieira de Melo (1821-1856), Gustavo da Silva (1832-1856), Rafael Aracanjo da Fonseca (1811-1882), etc.
O primeiro jornal do Rio Grande do Norte, o "Nordeste", foi fundado pelo padre Francisco Brito Guerra, em 1832.
Sobrado do Padre Francisco Brito Guerra - http://www.cerescaico.ufrn.br/
Depois, João Manuel de Carvalho, fundou o primeiro órgão de imprensa de caráter literário, chamado 'O Recreio'.
Outros jornais foram surgindo com maior ou menor duração, revelando para a comunidade diversos jornalistas e intelectuais: Joaquim Fagundes (1857-1877) e José Teófilo (1852-1879), por exemplo.
Na década 1870 - 1880, os bailes, que eram mensais, se transformaram em locais onde as pessoas cantavam e declamavam poesias.
Fonte: substantivoplural.com.br
Merece destaque uma potiguar que passou vinte e oito anos na Europa e se tornou célebre pela sua luta a favor do soerguimento da mulher, sendo igualmente, uma grande escritora. Dionísia Gonçalves Pinto, mais conhecida pelo seu pseudônimo Nísia Floresta, nasceu no sítio Floresta, em Papari (hoje Nísia Floresta, em sua homenagem), no dia 12 de outubro de 1810, falecendo na França, em Rouen, a 24 de abril de 1885. A sua bibliografia é ampla: "Daciz ou a Jovem Completa" (Rio, 1847), "Itineraire d'un voyage en Allemagne" (Paris, 1857), "A Mulher" (Londres, 1856), etc.
Falando sobre Nísia Floresta, Maria Eugênia M. Montenegro classificou-a como "ilustre pensadora e idealista, a autodidata, a revolucionária, a enfermeira, a jornalista e abolicionista e republicana, que pregava a igualdade das províncias e das casas. "(Revista Brasília, no LXX, abril - maio de 1996).
Fonte: editoramulheres.com.br
Constância Lima Duarte publicou, em 1995, um livro sobre a vida e obra de Nísia Floresta, onde constata "que a história de Nísia Floresta não se limita às primeiras páginas onde apresento dados específicos referentes a sua vida e obra. Nem termina realmente ao final da análise do último texto. Se cada um deles introduz dados, revela traços de sua personalidade, de suas lutas, de suas obsessões, de seus conflitos, a figura de Nísia Floresta Brasileira Augusta fica por ainda se compor, a partir de tudo isso que aí está, e de tudo o mais, que teima em se manter oculto aos nossos olhos".
Luís Carlos Lins Wanderley é o autor de "Mistério de um Homem", em dois volumes. É apontado por alguns como sendo o primeiro romance escrito no Rio Grande do Norte.
Isabel Urbana de Albuquerque Gondim nasceu, provavelmente, em 1839, também em Papari. Foi professora, poetisa e a primeira historiadora do Estado. Escreveu várias obras, como 'Sedição de 1817, na Capitania do ora Estado do Rio Grande do Norte"(1919), "O Sacrifício do Amor" (1919), "Lira Singela" (1933), etc.
No movimento abolicionista, brilhou Segundo Wanderley.
Vem, depois, a geração do Oásis que, como disse Câmara Cascudo, "nasceu literalmente com o advento republicano". Dessa fase se destacaram dois irmãos: "Henrique Castriciano e Auta de Souza.
Henrique Castriciano, bacharel em Direito, muito viajado, e possuidor de uma grande cultura, chegou a ser vice-governador do Estado. Como disse Romulo Wanderley, foi "jornalista, escritor, crítico, impões-se aos seus contemporâneos pelo talento, pela cultura e pela inspiração poética".

São seus os seguintes versos:
"Ah! Como é triste o aboio! Ah, como é triste o canto sem palavras - tão vago - a saudade exprimindo.
Das selvas do sertão, no mês de junho rindo.
Pelos olhos azuis das crianças, enquanto
No tamarinho verde, asas abertas, trina
À beira dos currais, o galo de campina!
Auta de Souza, poetisa, escreveu apenas um livro, "Horto", com várias edições.
A poesia "Meu Pai", começa assim:
"Desce, meu Pai, a noite baixou mansa
Nem uma nuvem se vê mais no céu:
Aninham-se aqui no peito meu,
Onde, chorando, a negra dor descansa".
Os primeiros teatros de Natal foram barracões de palha, construídos no local onde hoje é a praça Gonçalves Lêdo. Todos os três foram destruídos pelo fogo.
Os grupos de amadores, contudo, não desanimam. "Representavam em teatrinhos improvisados", disse Câmara Cascudo.
O comerciante João Crisóstomos de Oliveira fundou o Teatro de Santa Cruz, localizado na atual João Pessoa, em 1880. Não dava lucro. Os amadores se apresentavam de graça. Falando sobre a importância desse teatro, Câmara Cascudo fez o seguinte comentário: "De 1880 em diante o Santa Cruz reúne todas demonstrações literárias da terra. Com a abolição aí se funda a Libertadora Natalense. Com a República, aí discursaram os tribunos, Olinto Meira, Braz de Melo, Nascimento de Castro, Augusto Severo, Pedro Velho. Nas cisões políticas, aí acampam os oposicionistas com o Clube Republicano 15 de novembro. Ali a companhia de José de Lima Penante recebeu aplausos e deixou saudades".
No dia 17 de abril de 1894, caiu a cobertura do teatro que desapareceu nesse momento.
O século XX é a frase da Oficina Literária, onde se destacaram Francisco Cavalcanti, Jorge Fernandes, Clementino Câmara.
Um grande poeta dessa geração foi Manoel Virgílio Ferreira Itajubá, que nasceu em Natal, escrevendo versos como os que se seguem:
"Vi-te. Era noite. A lua decorada
Brilhava nas paragens luminosas
E a noite estava toda embalsamada,
Porque exalavam no canteiro as rosas".
No dia 29/3/1902, foi fundado o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, por um grupo de intelectuais, entre eles, Vicente Lemos, autor do clássico "Capitães Mores e Governadores do Rio Grande do Norte". Faziam parte do instituto Luís Fernandes, Manoel Dantas,. Pedro Soares e tantos outros. O instituto publica, ainda hoje, uma revista. O seu atual presidente é o advogado Enélio Lima Petrovich.
O Teatro Carlos Gomes foi inaugurado em 1904, no primeiro governo de Alberto Maranhão. O ilustre político, não satisfeito, ao assumir o governo pela segunda vez, promoveu grandes reformas no teatro que hoje tem o seu nome. Câmara Cascudo descreveu que "nasceu outro teatro, amplo, confortável, arejado, moderno".
No início do século, o coronel Francisco Justino de Oliveira Cascudo fundou "A Imprensa" (1914-1926), que teria brilhante trajetória. O Centro Polimático (1920-1924) lançou uma revista que publicava importantes estudos, que segundo Humberto Hermenegildo de Araújo, foi "de valor fundamental para a compreensão do processo de criação de uma consciência, digamos "potiguar". "Apareceu também uma revista feminina, chamada Via Láctea (1914-1915), onde se destacaram Palmira e Carolina Wanderley.
Foi uma época de grande efervescência literária, onde brilharam nomes como Nascimento Fernandes, Anfilóquio Câmra, Armando Seabra, Jayme Wanderley. Segundo Humberto Hermenegildo de Araújo, "publicaram-se, naquela década, alguns títulos que ainda hoje são de fundamental importância para a compreensão do início da nossa vida literária: "Alma patrícia" (1921) e "Joio" (1924), ambos de Luís da Câmara Cascudo; "Poetas Rio-Grandenses do Norte" (1922), de Ezequiel Wanderley", "Versos" (1927), de Lourival Açucena'e "Terra Natal" (1927), de Ferreira Itajubá".
Câmara Cascudo, atendendo a um apelo da Federação das Academias de Letras, com um grupo de amigos e intelectuais, fundou a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, em 14/11/1936, na sede do Instituto de Música, sendo eleito Henrique Castriciano, presidente. Entre os fundadores da academia, podem ser citados os seguintes intelectuais: Adauto Câmara, Otto de Brito Guerra, H. Castriciano, Edgar Barbosa, Antonio Soares de Araújo, Nestor dos Santos Lima, Januário Cicco, Floriano Cavalcanti, Lu;is Gonzaga do Monte.
O atual presidente dessa academia é o advogado Diógenes da Cunha Lima.
A partir do século XX, surgiram vários jornais, em diversos municípios do Rio Grande do Norte. Em Açu: "O Alphabeto" (1917), "A Cidade" (1901 a 1908), "Jornal do Sertão" (1928), "O Vale (1937). Em Caicó: "A Folha" (1928), "Jornal de Caicó" (1930), "O Seridó" (1900-1901), "A Verdade" (1933). Em Macau: "Folha Nova" (1913), "Gazeta de Macau" (1909), "O Imparcial" (1918), "O Nacionalista" (1959), "A Voz de Macau" (1951). Em Mossoró: "Jornal do Oeste" (1948), "A Palavra" (1926), "O Trabalho" (1926), "Desfile" (1946).
A "Coleção Mossoroense" tem editada uma série muito grande de livros, prestando, assim, uma efetiva colaboração ao desenvolvimento cultural do Estado. Publicou "Notas e Documentos para a História de Mossoró", de Luís da Câmara Cascudo; "Lampião em Mossoró", de Raimundo Nonato; "Um possível caso de telegonia entre os nossos indígenas", de Jerônimo Vingt Rosado Maia, etc.
Maria Eugênia Motenegro - outraseoutras.blogspot.com

De Açu, brilha Maria Eugênia Montenegro. Natural de Lavras (MG), se integrou no movimento literário potiguar. Publicou livros de poesias ("Azul Solitário') e, inclusive, um de ficção filosófica ("Alfar, A que Está Só").
Pertence às academias de letras de vários Estados e à do Rio Grande do Norte.
De Macau, Edinor Avelino, jornalista, colaborou em diversos jornais da capital ("A Imprensa", "A República", "A Opinião" e "Democrata") e em outros do interior: "Folha Nova" (Macau), "A Cidade" (Açu), "O mossoroense" (Mossoró).
No poema "Macau", considerado como sendo sua obra-prima, escreveu:
"A minha terra, calma e boa, trago-a nas cismas de saudade em que ando atento,
contemplando-a com os olhos cheios d'água.
nos grandes vôos do meu pensamento.
É das mais ricas terras pequeninas.
Apraz-me repetir, quando converso;
possui alvas e esplêndidas salinas,
as melhores salinas do universo".
De Ceará-Mirim, três nomes. Nilo Pereira, que tece, entretanto, uma grande atuação em Pernambuco, onde foi diretor da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco, com extensa bibliografia, podendo se citados: "O destino das Faculdades de Filosofia na Universidade" (Natal, 1957), "Humanismo de Luiz de Camões" (Recife, 1957) e "Evocação do Ceará-Mirim" (Recife 1959), etc.
José Sanderson Deodato Fernandes de Negreiros, poeta, jornalista, quando foi eleito para a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, era o mais jovem daquela instituição. Trabalhou na "Tribuna do Norte", "Diário de Natal", sendo também, redator e repórter de duas revista do Sul do País, "Manchete" e "Visão".
Autor de "Ritmo da Busca" (1956) e "Lances Exatos" (1966), é também de sua autoria a poesia "O gesto":
Despe o corpo, tatuado de
relâmpagos. Ensarilhas ventos
ao som da ternura e apunhalas
o horizonte. Mas dentro de ti,
o coração canta, além.
do remoto mar das tapeçarias.
Deitaste o pão e água em minha
solidão, e amo-te por me teres
amado pelo próprio amor
desprotegida, ó incendiária do repouso".
Edgar Barbosa, formado em Direito, no Recife, em 1932, trabalhou em vários jornais: "A República", "O Debate", "A Ordem", etc. Foi fundador da Faculdade de Filosofia e seu primeiro diretor. Escreveu, entre outros livros: "História de uma campanha (1936), "Três Ensaios" (Recife, 1960), "Imagens do Tempo" (Natal, 1966).
De Nova Cruz, Diógenes da Cunha Lima Filho, poeta, advogado, professor, ex-reitor da UFRN, ex-presidente da Educação e Cultural do Estado, publicou "Lua Quatro Vezes Sol" (1967), "Tradição e Cultura de Massa" (1973), "Câmara Cascudo, um homem feliz", etc.
Em "Memórias das Águas", diz Diógenes da Cunha Lima:
"O espectro do rio foge
Quando dorme o Potengi.
Sua memória lavada
Em muitas águas desliza
Das nascentes do verão".
De São Vicente, D. José Adelino Dantas, com grande atuação no Seridó. Foi bispo de Caicó, nomeado pelo papa Pio XII, em 1952. Colaborou no jornal "A Ordem". Depois, foi nomeado bispo de Garanhuns (PE) e, a seguir, de Rui Barbosa, na Bahia.
Pertenceu à Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, tendo publicado "A Formação do Seminarista"(1947), "Homens e Fatos do Seridó Antigo" (1962), "O Coronel de Milícias Caetano Dantas" (S/Data).
Falando sobre D. Adelino Dantas, disse Sanderson Negreiros: "pesquisador que se debruça sobre o documento faz isso com amor e sabedoria, com calor humano e absoluta sinceridade de propósitos".
Em abril de 1963, o governo Aluízio Alves inaugurou a Fundação José Augusto que funcionou inicialmente "como faculdade para os cursos de Jornalismo, Sociologia e Política e Escola Superior de Administração, além de manter o Instituto Juvenal Lamartine de Pesquisas Sociais e a Gráfica Manibu. Somente a partir de 1968, com a mudança do Estatuto, é que a Fundação passa a fazer o trabalho de fomento à cultura potiguar, exercendo um papel semelhante ao de uma Secretaria de Cultura estadual".
"Presente na vida cultural do Estado, desde a edição de livros, promoção de eventos, até a preservação do patrimônio histórico, a Fundação José Augusto também detém a guarda e manutenção de importantes prédios e instituições, como o Forte dos Reis Magos e o Memorial Câmara Cascudo, a Biblioteca Pública Câmara Cascudo, Museu Café Filho e o de Arte Sacra".
"O teatro Alberto Maranhão, onde funciona uma Escola de Danças, o Instituto de Música Waldermar de Almeida, com mais de 500 alunos matriculados, são outras entidades geridas pela Fundação José Augusto, presidida pela segunda vez pelo jornalista Woden Madruga (a primeira gestão ocorreu de 1987 a 1990)".
"Uma Orquestra Sinfônica em plena atividade, que realiza concertos oficiais, populares e educativos mensais, sempre trazendo ao Estado renomados solistas, um coral (Canto do Povo), com reconhecimento nacional e no exterior, tendo representado o Brasil em 1995 em temporada na Alemanha, França e Itália, onde se apresentou para o papa João Paulo II, são outros dos orgulhos da Fundação José Augusto".
"Na atual administração, vários projetos de sucesso têm sido desenvolvidos, como o Projeto Seis e Meia, que é apresentado todas as terças-feiras, às 18h30, no Teatro Alberto Maranhão, sempre com um cantor local e um nacional. Esse projeto, que tem uma média de público, por sessão de 620 pessoas, é no estilo do extinto Projeto Pexinguinha, que foi realizado em todo o País na década de 70. Por ele já passaram artistas como Paulinho da Viola, Leila Pinheiro, Jamelão e Sivuca, entre tantos outros.
"Na luta para revitalizar os grupos e artistas populares, foram dadas indumentárias, instrumentos, oportunidades de apresentação em Natal e fora do estado, e criado o Projeto Chico Traíra, que edita e distribui com os autores de jovens e contemporâneos. Edita ainda o jornal cultural "O Galo", mensalmente, promovendo Salões de Artes Plásticas e de Humor e dando apoio às atividades teatrais, seja através da apresentação do teatro brasileiro, como Amir Haddad". (Documento fornecido pela Asssessoria de Imprensa da Fundação José Augusto - 1997).

Fonte:

Marta Jussara da Costa


Marta Jussara da Costa (São Paulo, 1959[1]) foi eleita Miss Rio Grande do Norte 1979 e foi a primeira representante desse Estado a conquistar o título de Miss Brasil no mesmo ano, realizado em Brasília (DF). No concurso de Miss Universo, realizado em 19 de julho desse ano em Perth (Austrália), ficou em quarto lugar e no quesito traje típico foi a segunda colocada. Em 2009, trinta anos após sua eleição como Miss Brasil, outra candidata do Rio Grande do Norte, Larissa Costa, ganha o concurso nacional.
Controvérsia sobre a naturalidade
Indicada pela Associação Cultural Desportiva Potiguar de Mossoró para representar o Rio Grande do Norte no Miss Brasil 1979, Martha Jussara revelara numa matéria escrita por ela e publicada pela Revista Manchete[2] ter nascido em Mossoró e se mudado para São Paulo com dois anos de idade.
No entanto, durante a transmissão do Miss Universo 1979, Marta se apresentou como sendo "de São Paulo, Brasil".[3] Essa gafe lhe deu a alcunha de "miss ingrata".[1] Até hoje, a questão ainda suscita dúvidas entre fãs novos e antigos de concursos de beleza.
A entrevista nas semifinais
Classificada entre as 12 semifinalistas, Marta Jussara respondera em português a todas as questões formuladas pelo apresentador do evento, Bob Barker. Uma delas dizia respeito a qual carreira seguiria caso vencesse o Miss Universo. A Barker, traduzido por uma intérprete, a Miss Brasil 1979 revelou que pretendia seguir carreira de jornalista. "De preferência na CBS (então geradora do concurso)", retrucou o apresentador após encerrar sua bateria de perguntas.[4]
Vida atual
Anos após fazer sua sucessora, Marta Jussara casou com um empresário italiano com quem tem dois filhos. Hoje ela vive na cidade de Ravena.[5]

Fonte:

Memória: Estação Ferroviária de Mossoró com locomotivas no pátio, anos 50.


É uma das atrações da Estação das Artes Elizeu Ventania, antiga estação de trem de Mossoró.
Memória: Estação Ferroviária de Mossoró com locomotivas no pátio, anos 50.

PASSEIO DE MARIA FUMAÇA DE CAMPINAS – JAGUARIÚNA

Maria Fumaça

Este é um dos poucos passeios de Maria Fumaça que restam no Brasil. É uma boa opção para quem mora na região de Campinas e também na capital paulista, já que é um dos únicos passeios de Maria Fumaça próximos de São Paulo.
A Maria Fumaça de Campinas está bem conservada. Ela tem monitores que explicam seu funcionamento e passa por fazendas centenárias da época do café. É um ótimo passeio para as crianças e também para os mais velhos que chegaram a viver a época da Maria Fumaça e dos trens no Brasil.
Ela já foi inúmeras vezes utilizada como cenário de novelas de época como Terra Nostra, Sinhá Moça, Cabocla, entre outras. Dizem que já foram gravadas mais de 20 novelas ali. Na entrada da estação é possível ver fotos dos artistas que fizeram as novelas com roupas de época.
Estação Anhumas
Estação Anhumas
O trajeto
A Maria Fumaça sai da estação Anhumas (em Campinas) e segue em direção à cidade de Jaguariúna. Logo que ela sai da estação já começa a passar por várias paisagens bonitas e fazendas da época do café. Em cada vagão (na verdade chamados de carros), há um monitor (guia) que descreve os locais que o trem passa e fala sobre as fazendas e seus respectivos donos. Em alguns casos, o guia informa até quem foi o arquiteto que construiu a casa, entre outras coisas. É uma boa aula de história sobre a região.
Durante a viagem de trem para a estação Tanquinhos tivemos a explicação do funcionamento do trem a vapor, carinhosamente apelidado pelos portugueses de Maria Fumaça. Podemos ver também um telefone da época que funciona a manivela, bem diferente dos celulares usados hoje em dia.
Depois o passeio segue pra cidade de Jaguariúna onde há um museu e também é possível tirar fotos com roupa de época.
Uma das fazendas que o trem passa
Uma das fazendas que o trem passa.
Foto antiga
Dicas do Viajante
É um passeio muito legal para fazer com os amigos e com as crianças. No trem, há um vagão restaurante que vende bebidas e também salgados. É bacana ficar sentado neste local e curtir a paisagem, já que as janelas são grandes e as poltronas confortáveis.
Se estiver bebendo algo, fique atento para que o seu copo não caia com o balanço do trem. Se fizer o passeio de meio percurso, provavelmente você ficará com um gostinho de quero mais.É uma boa opção para aqueles que não estão com muito tempo para curtir ou com crianças muito pequenas.
Na volta do meu passeio, um trio com sanfona, pandeiro e tambor voltou tocando e animando os passageiros com músicas do interior (no estilo das músicas “Menino da Porteira” e “Asa Branca”). Foi bacana voltar com trilha sonora. Evite ir com roupas novas e claras devido à fuligem que a Maria Fumaça solta (ela pode sujar e até mesmo furar sua roupa).
A Estação Anhumas fica próxima do Shopping Dom Pedro que é um lugar legal para conhecer. Se você não conhece vale a pena conferir. Não esqueça de levar sua câmera para as fotos.
Vagão restaurante
Vagão restaurante
Trem
Trem
Trilhos
Trilhos

Fontes de pesquisas:
Blog: Panoramio

Em 1924 os cangaceiros infernizaram Sousa

Por: João Marcelino Mariz
Quase todos os livros de ponta que se referem ao cangaço retratam a passagem dos cangaceiros por Sousa em 26 de julho de 1924. Entre um e outro há poucos divergências. Por exemplo, alguns escritores dizem que o irmão de Lampião que esteve em Sousa junto com Chico Pereira (de Nazarezinho), foi Antonio Ferreira, o mais velho. No entanto, a escritora Julieta Pordeus que conversou e conviveu com os próprios personagens locais, diz que o cangaceiro irmão de Lampião que por aqui aportou foi Levino, mais jovem que Antonio Ferreira, porém mais velho que Lampião. No livro intitulado “Nas Pegadas de Lampião”, o autor
Fonte: jaboataoemfoco.com.br
Anildomá Willans de Souza (de Serra Talhada), afirma que estiveram em Sousa acompanhando Chico Pereira, os dois irmãos de Lampião, Antonio e Levino Ferreira, o cangaceiro Meia Noite e outros não menos famosos no meio. Julieta aponta o dia 26 de julho de 1924, enquanto Anildomá, o dia 27. Creio, portanto, que o dia correto é 26.
Além dos roubos – normalmente cangaceiro não furtava, apenas roubava -, o foco principal dos cangaceiros em Sousa era o de matar o farmacêutico Otávio Mariz, tio do ex-governador Antonio Mariz. Otávio havia dado uma “surra’ de “chibata” de couro cru no comerciante Chico Lopes, também conhecido como Chico Américo, em pleno centro da cidade de Sousa. E depois da “pisa” mandou avisar pelo próprio, que o próximo a sofrer uma “sova” seria
Chico Pereira, amigo de Chico Lopes e inimigo de Otávio. Chico Lopes contou tudo a Chico Pereira que já estava envolvido no cangaço com o objetivo de vingar a morte do pai, cujo assassino foi preso por ele mesmo, e depois foi solto sem justificativa. Naquela época a política influenciava fortemente as decisões do Judiciário.
O episódio do ataque dos cangaceiros a Sousa é um dos mais importantes da história da cidade. Talvez menos importante somente que os lances da Revolução de 1930 que ocorreram nas ruas centrais de nossa cidade preconizados por oficiais do Exército Brasileiro, havendo tiroteio e mortes.
O que você passa a ler neste instante foi reproduzido do livro “Antes que Ninguém Conte” da escritora Juliêta Pordeus, lançado em 1986, portanto há 25 anos, e por conseqüência, desconhecido pelos mais jovens. Para suavizar a leitura, entendi de resumir e de acrescentar títulos aos parágrafos.
Veja como ficou o texto em resumo, sem fugir das palavras autênticas da escritora sousense:   
AS PRIMEIRAS NOTÍCIAS SOBRE O ATAQUE SURGIRAM DE SÃO JOSÉ DA LAGOA TAPADA. O JUIZ DE DIREITO ERA PARTIDÁRIO.
“... Em São José da Lagoa Tapada, no dia da passagem de Lampião, alguém deixou escapar que Chico Pereira, com muitos homens armados assaltaria Sousa, no dia 26 de julho de 1924 a fim de tirar uma desforra contra Otávio Mariz, combinando-se em reunião que antes do assalto seria avisado os correligionários do prefeito João Alvino Gomes de Sá para que isolasse o seu pessoal, ou seja, que se desse uma senha de identificação e assim ficar-se-ia sabendo quem era do partido de Dr. Mariz. Aí já não se podia cogitar que houvesse razões políticas, uma vez que João Pereira, o pai de Chico, era da mesma agremiação política de Dr. Mariz, bem como do  juiz Arquimedes Souto Maior.
DR. MARIZ RETIROU-SE PARA O LASTRO. DEPOIS VOLTOU.
...Mesmo sem acreditar, e não vendo razões para isso, Dr. Mariz, para evitar um possível encontro com Lampião, retirou-se com a família para o Lastro, tendo voltado e, sem que ninguém soubesse, ficou na casa de seu genro Milton Oliveira, aquela casa na rampa do Rio do Peixe, hoje a Casa Paroquial dos Remédios. Em sua casa, Otávio Mariz e o telegrafista Antonio Amorim, providenciaram algumas armas e munições, que sabiam não chegar sequer para responder às primeiras rajadas dos cabras de Lampião ou Chico Pereira.
OTÁVIO MARIZ QUIS RESISTIR. NÃO DEU. O POVO “MORRIA” DE MEDO.
Pela madrugada ouviu-se os primeiros tiros. A população é tomada de sobressalto; na véspera, em meio ao sensacionalismo da notícia, muita gente havia deixado seus lares, refugiando-se onde pudesse. Os cangaceiros acabavam de chegar, confirmando-se a verdade que o Dr. Mariz e o Major Zé Gomes preferiram não acreditar. Na casa de Antonio Amorim ocorria o tiroteio, apenas contra ele e Otávio que terminou por entregar os pontos, mas não se entregando, tendo fugido no início da luta. A população respeitava temerosa. Ninguém ousava colocar os olhos nas brechas das portas e janelas.
O JUIZ DE DIREITO DA COMARCA É PRESO NU DE CINTURA PRÁ CIMA E DE CALÇAS DE PIJAMA.
Às seis horas batem a porta do Major Gadelha. Os cangaceiros traziam preso, o juiz Arquimedes Souto Maior. Nu de cintura para cima, pés descalços e em calças de pijama, o Juiz pedia ao Major Gadelha para abrir a porta, identificando-se. Lá dentro, armados de rifles, estavam o dono da casa, seus netos Felinto Gadelha, José Honório e um amigo da família, Severino Pereira. Major Gadelha abriu a porta e Chico Pereira entrou, seguido de LevIno (irmão de Lampião), que foi tomando todas as armas, enquanto os cabras entravam com o Juiz; nesse instante a mulher do Major Gadelha apresenta-se a Chico e censura: “Oh, Chico, eu nunca pensei que minha casa fosse invadida e assaltada por um filho de meu amigo e companheiro João Pereira!”... Chico Pereira pôs as mãos na cabeça e respondeu: “Dona Dondon, não sou eu, são os homens da terra!”.
HUMILHADO, MAS SALVO – O JUIZ É LEVADO PARA A CASA DO PREFEITO JOÃO ALVINO.
...Depois de uma troca de palavras, Major Gadelha consegue levar o Dr. Arquimedes para a casa do prefeito João Alvino...
OS CANGACEIROS QUEBRAVAM GARRAFAS DE CACHAÇA E ATIRAVAM QUEIJOS NAS RUAS.
Vizinha à loja de Ulisses, na bodega de seu Geraldo, outros cabras quebravam garrafas de cachaça e atiravam queijos na rua, enquanto peças de tecidos, latas de doce e outros objetos eram jogados da loja de Ulisses, no meio da rua...
AS BALAS FURAVAM PORTAS E JANELAS.
Por volta das oito horas, estava a casa do Dr. Mariz sob as balas criminosas “fora da lei”, furando janelas e portas, enquanto a pornografia furava a moral. Dentro de casa, os cangaceiros arrasavam tudo. De sua casa na rua Estreita,  a uma distância de 200 metros, mais ou menos,  pela fresta da janela alta, em cima de uma mesinha, Tosinho Gadelha apontava o rifle na direção dos cabras de Chico Pereira, e teria puxado o gatilho, se sua jovem mulher, abraçando as pernas, chorando e suplicando, não pedisse para que ele não atirasse, pois os cangaceiros podiam voltar naquela direção...
*Claro que muitos outros fatos interessantes aconteceram na passagem dos cangaceiros por Sousa.  
*Tosinho Gadelha e Otávio Mariz foram eleitos prefeito e vice-prefeito de Sousa nas eleições de 03 de outubro de 1955, derrotando Eládio Pedrosa de Melo e Alcindo Gomes de Sá.
João Marcelino Mariz
advogado

Fonte:
Blog: "O Beradeiro.com"

Fotos antigas de Mossoró



Chegada de um motor moderno da época para fornecer energia para Mossoró, na foto 1º a direita Joaquim Borges, 3º Enéias Negreiros, Raimundo Queiroz, 8º Luiz de França, José Andrade e Wilson de Manuelito.
Fonte:
queiroz767/FotosAntigasDeMossoro#5375531526003416546
Galeria de Maria da Conceição

Fotos antigas de Mossoró


Centro Esportivo Mossoroense no jogo com o América de Natal em 3 janeiro de 1939 - nomes dos jogadores:Jogadores do Centro Esportivo Mossoroense no jogo X América de Natal. Jogadores: José Augusto, Jerônimo Mariano, João Elias (João Firmo) José Regalado, Luiz Pereira (Luiz de Marinho, Antonio Aires Francisco Aires (Lôlinha), Antonio Andrade (Antonio Loia) Francisco Sales, Osmídio Ferreira (Samê) Francisco Ramiro (Titico) Manoel Leonel (Seu Né) João Batista (João de Seu né) Mário Mota (Mário de Hermógenes) João Baraúna José Firmino (Zezinho) Luiz Ramiro Francisco (Sales) Raimundo Firmino.

Fonte:
FotosAntigasDeMossoro#5375530669040494770

Hoje na História - 28 de Setembro de 2010

Por: Geraldo Maia do Nascimento


Em 28 de setembro de 1968 o Prefeito Raimundo Soares de Souza cria por Lei a Universidade Regional do Rio Grande do Norte – URRN, nomeando seu primeiro Reitor, o Dr. João Batista Cascudo Rodrigues.

Todos os direitos reservados
É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de
comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Fonte:
Blog do Gemaia
Autor:
Geraldo Maia do Nascimento


Postado por: "Blog do Mendes e Mendes"

Hoje na História - 27 de Dezembro de 2011

Por: Geraldo Maia do Nascimento


Em 27 de dezembro de 1946 deu-se a inauguração do Centro de Saúde de Mossoró, organização hospitalar construída pelo Governo do Estado, com real proveito para o problema assistencial da comunidade mossoroense.


Todos os direitos reservados
É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de
comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.
Fonte:
Blog do Gemaia
Autor:
Geraldo Maia do Nascimento


Postado por: "Blog do Mendes e Mendes"

MORTE SENTIMENTAL NUM BORDEL (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

MORTE SENTIMENTAL NUM BORDEL

Vou revelar agora o que poucos sabem. Seu nome verdadeiro, de certidão e batismo, era Maria Pureza das Virgens. Contudo, no metiê, no seu longo percurso de prostituta foi ganhando outros nomes e apelidos, o que muitas vezes a fazia esquecida de sua verdadeira identidade.
Quando ainda era novinha, carne de primeira e pouco uso na vida, era chamada Jardim das Delícias. Mais tarde, quando a fama na cama já havia alcançado fronteiras, passou a ser chamada Flor Desabrochada. Daí em diante, quando já fazia do cabaré seu lar, era alcunhada de Rabo de Fogo, Vulcão de Carne, Fiofó de Ouro e muitos outros.
Agora já estava envelhecida, sem o vigor carnal de tempos passados nem o fogo famoso que fazia o festejo de clientes desde coronéis a jagunços, de artistas a boêmios. Sentia-se verdadeiramente uma Teresa Batista cansada de guerra, esquecida, sem causar apetite nenhum nas taras dos bêbados e noctívagos. E o pior é que agora passou a se conhecida simplesmente como Quenga Véia.
Com as roupas apertadas pelo corpo, a cara toda tomada de pintura, um cheiro misto de perfume barato e bebida, com muitas bijuterias brilhando, ninguém sabe dizer nem por aproximação quantos anos a Quenga Véia – que ela não me ouça – tem agora. Mais difícil ainda porque nessa vida a velhice chega cedo demais, o corpo fica flácido rapidamente, as pelancas só vem à mostra na hora da permuta sexual.
Fez fama no interior e de lá foi devidamente levada para bordeis luxuosos na capital, verdadeiros palácios onde era servida como petisco de primeira qualidade, flor interiorana vindo satisfazer os desejos de políticos, empresários e todo tipo de gente endinheirada. Possuía alto valor, sabia disso. Cada vez que acompanhava um velhote até o quarto sabia do cheque com muitos números que ficava nas mãos da Madame. Depois recebia apenas tostões e ameaças.
Saiu do luxo com uma mão na frente outra atrás, fugindo escondida porque satisfez a tara de um dos seguranças do grande castelo. Daí em diante começou a fazer vida em outras localidades, outras cidades, em cabarés de qualquer um, em bordeis de beira de estrada, nos puteiros mais imundos. Nessa época já não sabia mais quantos anos tinha. Era apenas puta.
Um dia se olhou no espelho, passou a mão pelo corpo nu e sorriu com a beleza que ainda conseguia manter. Mas não pensou em deixar a vida de abrir as pernas pra qualquer um, apenas decidiu se valorizar um pouco mais, sair daquela imundície onde estava e procurar local mais decente para ser apreciada e receber o preço justo pelas suas qualidades corporais.
Foi parar na cidade grande novamente, passando a freqüentar bares que se caracterizavam por ser ponto de encontro de prostitutas e sexualmente esfomeados. Até que ganhou alguns trocados, mas os clientes não gostavam de repetir o prato experimentado. Então foi se afastando mais e mais até se fixar num barzinho aonde só chegava gente empobrecida e bêbada.
Levava os dias ali, ora em pé na porta e arredores, de vez em quando chamando um ou outro que passava para fazer amor, ora sentada na mesa do bar com uma cerveja adiante, depois de várias doses de bebida barata. E a cada dia que se via assim, sentada à mesa, tomada pelo álcool e ouvindo músicas apaixonadas tipicamente de cabarés, então seu mundo parecia querer desandar.
Cada letra que ouvia se sentia retratada naquela história de amor, de dor, de paixão e traição. Inicialmente apenas ouvia como coisa costumeira, mas depois foi se envolvendo com as letras, sentindo-se amargurada demais, tomada por indescritíveis angústias e aflições, até chegar a chorar copiosamente ali sentada.
E maldizia a vida, maldizia a sorte, era a revolta em pessoa. E nesses momentos revivia a infância, lembrava da família, lembrava do seu lugar, lembrava de um tempo que faria de tudo para retornar. Mas não tinha trocado, não tinha um tostão, não tinha nem mais vida para viver nem para fazê-la voltar ao seu berço.
Então começaram as ideias suicidas, a vontade de se cortar toda com cacos de vidros de garrafa quebrada, o desejo de esbofetear um valentão para receber um tiro bem no meio da testa, um demasiado querer de sumir, desaparecer, virar qualquer coisa menos prostituta. E muito menos Quenga Véia.
Verdade é que tal situação ia acumulando um misto de loucura e de negação, de culpa e de revolta. Se continuava com alguma aparência por fora, por dentro já havia se consumido completamente. A prostituta de fora não encontrava mais a sua dona internamente. E isto fez com se desinteressasse completamente por homem, por sexo, por dinheiro. Agora sentava ali somente para sofrer, para padecer, para sentimentalmente morrer.
Senta no mesmo lugar, não chora mais porque a fonte esturricada não tem mais lágrimas. Alguém chega e traz um copo e uma garrafa vazia. E assim se faz uma sina, um destino de morte sentimental num bordel.

Rangel Alves da Costa 
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com