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quarta-feira, 27 de maio de 2015

LEMBRANÇA DO ÍDOLO – REGULAMENTO


I – Do Evento e seus Objetivos

Art. 1º - O I CONCURSO “LEMBRANÇA DO ÍDOLO”, será realizado pelo Parque Cultural “O Rei do Baião”, na Comunidade São Francisco, município de São João do Rio do Peixe - PB, por ocasião das festividades em homenagem a Luiz Gonzaga, no dia 15 de agosto de 2015.

Art. 2º - Poderão inscrever-se no I CONCURSO “LEMBRANÇA DO ÍDOLO” pessoas de todas as regiões e países, independente de estilo, gênero ou nacionalidade, que concorrerão em absoluta igualdade de condições.

Art. 3º - As obras devem ser exclusivas no idioma português, inéditas e originais. O concurso homenageia ROSIL CAVALCANTI, neste ano do Centenário do seu nascimento.

Art. 4º - O Concurso tem como objetivos:

a) - A promoção da história do compositor do “Rei do Baião”, Rosil Cavalcanti, em todos os momentos da sua caminhada artística.

b) - Homenagear o pernambucano nascido em Macaparana, Rosil de Assis Cavalcanti, que faleceu na cidade paraibana de Campina Grande, no dia 10 de julho de 1968.

c) – Homenageando a Rosil Cavalcanti, presta grandiosa homenagem a imprensa de um modo geral, já que ele atuou com trabalho e dedicação nas rádios Borborema, Caturité e TV Borborema, de Campina Grande–PB.

d) – A obra deverá ser escrita estilo crônica, ocupando apenas uma lauda (página).

II - Das Inscrições

Art. 5º - As inscrições deverão ser feitas na Comunidade São Francisco, zona rural de São João do Rio do Peixe (PB), ou ainda no endereço: Rua Dr. José Guimarães Braga, 70, Vila do Bispo, Cajazeiras (PB), CEP – 58.900-000, pelos telefones: (83) 9615-7942 / (83) 9379-1893, Pelos e-mails: chicocardoso.caldeirao@gmail.com / chicocardosocz@yahoo.com.br

Maiores informações no site: www.caldeiraodochico.com.br, no programa “Caldeirão Político”, na Rádio Oeste da Paraíba e no blog http://gonzagaodobrasil.blogspot.com.br/.

§ 1º - Serão aceitas inscrições por e-mail, pessoalmente ou via correio.

§ 2º - O período de inscrição será de 02 de abril a 15 de julho de 2015.

Art. 6º - A formalização das inscrições se processará mediante a entrega das crônicas digitadas em espaço simples (Office Word), acompanhadas da identificação do autor (nome, endereço completo e um breve currículo) em folha à parte.

§ 1º - Na cópia da crônica não deverá constar o nome do autor, apenas o nome da obra. A identificação deverá ser feita em folha à parte e anexada.

§ 2º - Cada participante poderá inscrever apenas uma crônica, e a mesma não poderá conter mais do que uma lauda (página).

Art. 7º - A Comissão Organizadora do Concurso não se obriga a devolver o material utilizado para as inscrições, ficando o mesmo na guarda da Comissão do I CONCURSO “LEMBRANÇA DO ÍDOLO”.

Art. 8º - O ato da inscrição implica, automaticamente, na aceitação integral por parte dos concorrentes dos termos deste regulamento.

III - Do Julgamento

Art. 9º - O Julgamento das obras será feito por uma comissão formada por três jurados de reconhecida experiência na cultura nacional, que atribuirão notas de 5 a 10 ao material inscrito, no prazo de 30 dias após o término das inscrições, sendo sua decisão soberana, não cabendo qualquer manifestação contrária.

PARÁGRAFO ÚNICO – Em caso de empate entre os primeiros colocados o desempate se dará por decisão dos três jurados, convocados extraordinariamente para esse fim.

IV - Da Premiação

Art. 10º - A premiação do I CONCURSO “LEMBRANÇA DO ÍDOLO” acontecerá no dia 15 de agosto de 2015, dentro da programação do VIII FESMUZA, na Comunidade São Francisco – Parque Cultural “O Rei do Baião”.

Art. 11º - Os vencedores do I CONCURSO “LEMBRANÇA DO ÍDOLO” receberão os seguintes prêmios:

1º Lugar: R$ 500,00 (quinhentos reais); 2º Lugar: R$ 300,00 (trezentos reais); 3º Lugar: R$ 200,00 (duzentos reais); e ainda o troféu “ROSIL CAVALCANTI” e Certificado de participação.

Art. 12º - Todos os participantes receberão certificado de participação, independente de Classificação.

Art. 13º - Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

Francisco Alves Cardoso
Presidente do Parque Cultural “O Rei do Baião”
Coordenador Artístico

Emmanuel Messias
Prefeito de Santa Helena (PB)
Coordenador das Festividades

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero Araújo Cardoso

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NECO DE PAUTÍLIA


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MOSSORÓ NA TRILHA DA HISTÓRIA - ANOTAÇÕES


A história da cidade – Geraldo Maia lança livro sobre Mossoró

Um livro que retrata a história de Mossoró escrito por um dos pesquisadores mais sérios quando o assunto é o passado do município: Geraldo Maia do Nascimento. A obra, com o título de Mossoró na trilha da história recebeu selo da editora Sebo Vermelho e será lançada no próximo dia 13, a partir das 20h, no auditório da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte.

De acordo com o José Wellington Barreto, presidente da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Norte, Geraldo Maia não é um autor estreante. Em 2002, “atendendo a um convite do professor Vingt-un Rosado, mecenas da cultura mossoroense, selecionou alguns desses textos e publicou o livro Fatos e Vultos de Mossoró – acontecimentos e personalidades, através da Coleção Mossoroense. Já tinha publicado, em 2001, também pela Coleção Mossoroense, o livro Amantes guerreiras, a presença da mulher no cangaço. Publicou, em 2009, pela Gráfica e Editora Piauipel, de Teresina/PI, o livro “A R L S  30 de Setembro” e, em 2012, pela mesma gráfica, publicou o livro “Judas Tadeu de Azevedo – O guerreiro solitário”. Agora selecionou outros textos, dos mais de seiscentos publicados em jornais, para formar o presente livro, com o título de Mossoró na Trilha da História – Anotações”, fala.

De acordo com ele, o trabalho de Geraldo Maia “vem contribuir com o estudo da nossa história, evitando que a pátina do tempo apague essas memórias. Dando sua contribuição nesse sentido, o pesquisador e escritor, um amante da história mossoroense, nos apresenta, semanalmente, pedaços da nossa história. E de onde ele tira esses temas? Soprando a poeira de velhos papéis das bibliotecas, dos periódicos que o tempo amarelou, de arquivos particulares, bebendo água nas fontes límpidas e cristalinas”, frisa.

Mossoró na trilha da história não é um apanhado de anotações. Ao contrário. Existe, em toda obra, um apurado senso de pesquisa, característico de todos os trabalhos realizados pelo pesquisador Geraldo Maia, durante mais de uma década em que se dedica ao trabalho de analisar, pesquisar e conhecer a história local, seja através de documentos, entrevistas ou análises de outras fontes.

O AUTOR

Para Kydelmir Dantas, “algumas pessoas chegam a determinados lugares e ficam procurando pontos negativos para terem motivos de criticar e/ou não se adaptarem. Outras, usando da razão, procuram e encontram os pontos positivos, que em todos os lugares tem, e a partir daí vão tornando-se ‘mais um’ daquela comunidade. Com muita coerência o confrade do ICOP – Instituto Cultural do Oeste Potiguar, Milton Marques, diz que a Petrobras não trouxe para Mossoró apenas o progresso advindo do ouro negro, mas, também, sua riqueza mais importante”, destaca.

Para ele, assim “o foi com Geraldo Maia do Nascimento, o natalense mais mossoroense que conhecemos, ao sair da mesmice de casa-trabalho-casa, como a maioria dos mortais, e envolver-se com a cena sociocultural da capital do Oeste potiguar”.

Geraldo Maia nasceu em Natal, Estado do Rio Grande do Norte.  Bacharelou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN.

É pesquisador da história do Oeste potiguar, publicando seus estudos nos jornais e revistas da região, principalmente no jornal “O Mossoroense”, onde colabora com uma coluna semanal desde 1999.

Em 2001 publicou Amantes guerreiras – a presença da mulher no cangaço, seu primeiro trabalho pela Coleção Mossoroense. Em 2002 publicou Fatos e vultos da história de Mossoró – acontecimentos e personalidades, pela mesma editora. Em 2009 publicou “A…R…L…S… 30 de Setembro – Fundação da Loja Maçônica 30 de Setembro – pela GL Gráfica e Editora. Em 2014 publica Mossoró na Trilha da História – anotações, pelo Sebo Vermelho.

É sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), da Poetas e Prosadores de Mossoró (POEMA), da Comissão Norte-rio-grandense de Folclore, da Comissão Mossoroense de Folclore (COMFOLK), da Academia Apodiense de Letras, da Academia Serratalhadense de Letras, da Academia Mossoroense de Letras (AMOL),  da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Norte (AMLRN), rotariano e mestre maçom.


http://gazetadooeste.com.br/a-historia-da-cidade

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terça-feira, 26 de maio de 2015

APAGANDO AS LUZES

Por Caio César Muniz

É com uma tristeza imensa em meu peito que me despeço da Fundação Vingt-un Rosado enquanto seu funcionário. Lá se vão quatorze anos de um trabalho que se tornou mais que um emprego, tornou-se uma causa.
Saio de cabeça erguida, creio que cumpri com minhas obrigações a contento. Vivi dias de muito saber ao lado de Vingt-un. Fui contratado para digitar um livro, apenas um e nunca mais parei, tornei-me seu auxiliar naturalmente, seu "ouvido esquerdo", como diriam alguns. Na sua partida em dezembro de 2005, eu jurava por Deus que teríamos condições de ir muito mais além, e fomos.

Hoje, quase dez anos após a sua partida, vejo a Fundação "suspender" suas atividades por tempo indeterminado. Uma forma respeitosa da diretoria para não fechar de vez as portas da entidade. Conseguimos viver dez anos sem Vingt-un. É muita coisa para nós, que somos tão pequenos diante dele.
  
Dr. Jerônimo Vingt-un Rosado Maia - Obrigado Caio César Muniz, pelo bom trabalho que você fez em prol da minha fundação. Se eu ainda estivesse aí, estas luzes não se apagariam.

Vingt-un foi uma espécie de faculdade para mim. Aprendi mais com ele sobre a história do Rio Grande do Norte do que com qualquer outra universidade do mundo. Sou muito grato por isto. Ganhei muito em conhecê-lo. Sou um privilegiado.

Neste tempo, consegui aprovar e executar alguns trabalhos dos quais me orgulho: quatro etapas do Rota Batida junto à Lei Câmara Cascudo e o Acervo Virtual Oswaldo Lamartine em três etapas junto ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB). O acervo, infelizmente, devido às dificuldades dos últimos três anos, foi desativado.

Não abandonei o barco. A minha dispensa é de comum acordo, para o bem da Fundação neste momento de tanta insensibilidade para com as coisas da cultura. Estive (e sempre estarei) pronto para ajudar. Fui ontem, sou hoje e sempre serei um soldado de Vingt-un. Muito obrigado a ele, que neste momento, tenho certeza, também sente muito em ver seu legado definhando a cada dia. Que saiam todos, eu apago as luzes.

Fonte: facebook

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TRIO MOSSORÓ MERECE RESPEITO

Por Aderaldo Luciano*
http://www.cultive-ler.com

Uma certa vergonha, romanceada com pitadas fartas de decepção, perpassa todos nós que lidamos com cultura, no Nordeste, quando vem chegando o tempo do São João. Agora mesmo me veio essa lamentável página envolvendo a secretaria responsável pelas festas na valente cidade de Mossoró, terra dos meus ancestrais.

A revelação do colunista César Santos, do Jornal De Fato, é perturbadora em todos os sentidos: cultural, ético, histórico, sociológico e educacional, sem falar no político. Quem não conhece o Trio Mossoró, quem ignora a história por trás de João Mossoró, Carlos André, Hermelinda, considere-se um ignorante completo em termos de história da música no Nordeste.

Trio Mossoró - João Batista Lopes (João Mossoró), Hermelinda e Oséas Lopes (Carlos André).

A reunião desses três irmãos, os Batista, originou, por volta de 1950, o trio, cuja cidade de origem, batizou-o. Depois, já no Rio de Janeiro, Carlos André consegue juntar todos novamente e o trio se reorganiza e se consolida como um dos grupos de maior apelo regional, regando nossas raízes musicais. Até 1972, quando o trio sofreu um racha, lançou pelo menos 10 discos, na época “long play”, com músicas de nossa cepa mais profunda.

Mas o motivo desse meu post atrevido é comentar, da maneira mais veemente possível, a falta de conhecimento que habita as secretarias de cultura e de turismo de nossas prefeituras, vivendo tão somente dos compadrios políticos e dos apadrinhamentos. Pois bem, o Trio Mossoró, patrimônio material e imaterial mossoroense, aquele que levou o nome da cidade a todos os recantos do país, em 40 anos de existência, foi convidado a tocar na Cidade Junina, a praça da grande festa de São João, quando seria homenageado e lhe foi oferecido o “significante cachê” de 400 reais.


Carlos André confessou sua indignação e a notícia veio cair em nós que praticamos a luta cultural. É um acinte, uma lacuna no bom senso, uma confissão de alta ignorância, da imensa falta de todos os atributos. Mossoró, terra de bravos, de resistentes, de formadores de opinião, berço de tantos nomes construtores de nossa brasilidade, não pode estar vivendo tão desabonador momento. Mas o pior veio depois: ciente do passo em falso, a secretária Isolda “corrigiu” o cachê para 10 mil. Caso no qual a emenda leva o soneto mal-ajambrado todo a ser condenado. Dinheiro não absolve o erro, a violência, a agressão moral contra o Trio e contra todos que militam na música. O Trio Mossoró recusou. VIVA O TRIO MOSSORÓ.

*Aderaldo Luciano é doutor e mestre em Ciência da Literatura, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, professor, poeta, escritor e músico.

Enviado por Higino Canuto Neto

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MORRIA HÁ 55 ANOS O FAMOSO CANGACEIRO ALAGOANO, CRISTINO GOMES DA SILVA CLETO, VULGO “CORISCO”,

Material do acervo do pesquisador Antônio Corrêa Sobrinho‎

E ASSIM NOTICIOU AO MUNDO O JORNAL “O GLOBO”, NA EDIÇÃO DO DIA 27/05/1940.

MORTO O SUCESSOR DE “LAMPIÃO” A MULHER DE “CORISCO” ESTARIA GRAVEMENTE FERIDA. JACOBINA, 26 (Especial para O GLOBO) – Notícias chegadas de Barra dos Mendes, dizem que “Corisco”, o sucessor de “Lampião”, num combate com as forças volantes do tenente José Rufino, foi morto.

A cangaceira Dadá ferida junto a Zé Rufino – Fonte – Coleção do autor - tokdehistoria.com.br

A mulher de Corisco, que chefiava o grupo, foi gravemente ferida. O corpo de “Corisco”, segundo a notícia referida foi removido para Djalma Dutra.

Conforme O GLOBO há dias noticiou, o “Demônio louro” não se havia entregue ainda, porque a mulher não permitia. Chegou mesmo a ameaçá-lo de morte.

Imagem atribuída pelo Jornal como de Corisco

ADENDO: http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O cangaceiro Velocidade

O cangaceiro Velocidade chegou a afirmar o seguinte: "Corisco não se entrega porque a mulher não deixa". 

Mas venha cá e fique aí mesmo. Infelizmente, Corisco não tinha mais condições de reagir qualquer ataque feito por policiais ou mesmo por outros que não faziam parte do cangaço, devido os balaços que sofrera em seus braços despejados por João Torquato.

João Torquato - Fonte da imagem http://lampiaoaceso.blogspot.com

Corisco estava totalmente manobrado pela mulher, já que ele não tinha força para escolher o que seria melhor para ele, e tinha uma certa razão, nas condições que se encontrava, era necessário acatar as ordens da sua mulher, já que para tudo dependia dela. Mesmo que ele fugir-se da sua companhia, qual seria a mulher que queria um homem nas condições que ele se encontrava? Fora valente, mas não era mais. Acatar as ordens da Dadá seria o mais importante para ele. 

A cangaceira Dadá esposa do cangaceiro Corisco

Somente Dadá confiava que aos poucos iriam sair da mira das armas dos seus perseguidores, e não queria que ele se entregasse às autoridades, e infelizmente deu tudo errado. 

Fonte: facebook

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NOSSA HOMENAGEM AO ‘DIABO LOURO’ “QUANDO O CORISCO CAIU...”

Por Sálvio Siqueira

No dia 25 de maio de 1940, por volta das 17:30 horas, na localidade Brotas de Macaúbas, no Estado baiano, caia por terra o cangaceiro Corisco.

Tendo como nome verdadeiro Christino Gomes da Silva Cleto, o temível cangaceiro Corisco, na data acima citada, deixava, para sempre, as veredas das quebradas do Sertão nordestino.

Natural de Matinha de Água Branca, localizada nas Alagoas, nasceu aos 10 dias de agosto de 1907. Tendo como pais o Sr. “Manuel Anacleto e Dona Firmina Maria” - Segundo comprovação no atestado de óbito pescada no acervo do pesquisador Ivanildo Alves da Silveira. Ou Sr. “Manuel Gomes da Silva e Dona Firmina Cleto” - Segundo a pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco Semira Adler Vainsencher, ‘pescado’ no site do citado órgão.

Em 1926, torna-se cangaceiro e passa a fazer parte do grupo do cangaceiro Lampião, Virgolino Ferreira da Silva.

Em certa data, rapta uma menina/moça com 13 anos de idade, Sérgia Ribeiro da Silva, que, segundo historiadores, descende dos índios Pankarerés. Ela, sem saber ler nem escrever, ‘Ele’ a ensina, além de deixá-la apta no manejo das armas. Mais tarde, ela torna-se a cangaceira Dadá, única dentre todas as cangaceiras dos sub grupos que formavam o “bando de Lampião”, a combater com armas de fogo, as forças volantes, no semi-árido bioma da caatinga. Apesar de ter sido arrancada do lar paterno, Dadá passa a amar Corisco. Corisco ‘caiu de quatro’ por ela e, tomando-a por sua eterna companheira, permanecem um ao lado do outro até sua morte.


O tenente Zé Rufino( Zé de Rufina, creio, pois sua mãe chamava-se Rufina), maior matador de cangaceiros, saiu no ‘faro’ do casal de cangaceiros, Corisco e Dadá, depois de ter sido informado pelo Sr. José Antônio Pacheco, alguns relatam que essa informação Pacheco ‘passou inocentemente’, filho do dono da fazenda em que estavam ‘arranchados’.

José Antonio Pacheco filho do Sr. José de Sousa Pacheco

Corisco não tinha condições de se defender, pois perdera o movimento, ou parte dele, dos braços, após um combate com o soldado volante Torquato no início do mesmo ano, 1940, o qual com um único tiro, consegue a façanha de ferir seus membros superiores.

Há uma grande incógnita, para mim particularmente, quando ler-se que o tenente Zé de Rufina, ordena Corisco a depor as armas e se entregar... Como deporia as armas, se não havia como colocá-las em posição de combate?

Fotos portaldocangaco.blogspot.com
Grupo de estudos 'Lampião, cangaço e Nordeste'
Grupo de estudos ' O Cangaço'

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JÁ SAIU A 2ª EDIÇÃO DO LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"Capa do Livro de Lampião (1)

Por José Mendes Pereira

O livro "Lampião a Raposa das Caatingas" do escritor José Bezerra Lima Irmão já está na 2ª. edição, e veja que a 1ª. edição foi impressa uma enorme quantidade de livros. 

Quem adquiriu este livro fala o quanto ele é importante para todos que gostam de estudar "Cangaço". As pesquisas que o autor fez duraram 11 anos, provam que foi feito um trabalho de alto nível e com muita responsabilidade. 

Adquira este livro para você ser uma autoridade sobre "cangaço", quando o assunto for ele em rodas de amigos. 

Algumas pessoas conversam sobre este tema, mas não têm segurança no que diz, porque apenas ouviram falar, e não leram nada sobre o assunto. Eu já fui uma dessas pessoas que não lia nada sobre "cangaço", apenas eu ouvia e me envolvia na conversa, sem saber o que estava dizendo.

A 2ª edição continua sendo vendida através dos endereços abaixo:
josebezerra@terra.com.br
(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 
Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
E-mail:   lampiaoaraposadascaatingas@gmail.com 

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ANGICOS 1938 - PARTE II


A volante do João Bezerra fazia parte, em 1938, do Segundo Batalhão de Polícia Alagoano, com sede em Santana do Ipanema, sob o comando do famoso tenente-coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão, o antigo alferes responsável pela morte do velho José Ferreira, nas proximidades de Mata Grande. 

O método preferido do tenente, para conhecer os movimentos do bando, era a pressão sobre os coiteiros, entre os quais contava diversos informantes. De uma feita, Bezerra tentou atrair Virgolino, através de um amigo comum, um guarda-fios dos Correios, com a promessa de perdão assinado pelo próprio presidente da República. 

Lampião recusou. Não acreditava em Getúlio Vargas.

"Em toda a parte querem me desistir", respondeu, deixando vazia a arapuca do tenente.

Há vinte anos que a polícia de Lucena corria de um lado para o outro, perseguindo cangaceiros. Vangloriava-se Lampião, por seu turno, de jamais ter dado tempo a macaco alagoano que lhe pisava no rastro de comer sequer uma banana ou uma rapadura...

De fato, isso acontecia, Porque ele não apenas conhecia a fundo a caatinga selvagem, como se divertia bastante na prática dos seus golpes e malabarismos de surpresa, encadeando a vista da soldadesca, esta quase sempre à mercê dos rastejadores e escopeteiros contratados, dos guias mercenários. 

De uma feita, numa fazenda alagoana, arredores de Inhapi, um tenente de polícia, José Joaquim, então comandante do destacamento de Mata Grande, encontrou o Capitão Virgolino descansando das suas jornadas. A volante se aproximou da casa da fazenda, rastejando por detrás das cercas, a fim de alcançar os oitões. Havia um urubu pousado tranquilamente num mourão do curral. Com a aproximação da tropa, o bicho espantou-se e bateu as asas. Lampião conhecia urubu de longa data. Quando viu a ave agitar-se sobre o mourão, saltou no terreiro da casa e gritou para os seus homens: 

"Fogo na macacada!

E escapuliu, incólume, desse ataque.

Nos seus longos trajetos, pisando em cobras, pedras e espinhos, ouvindo o uivar dos bichos pelos tabuleiros, por onde passava, arrebanhava criações. Matava, preparava e comia um bode com ligeireza notável. A polícia sabia do seu rastro, mais tarde, pelos couros frescos e sangrentos que ele mandava enterrar ou dependurar o cipoal enroscado. Ou, então, pelas cinzas do fogo que o bando acendera para assar a carne.

As mulheres dos vaqueiros, quando iam às vilas, informavam-se dos movimentos das volantes. Depois, narravam aos maridos. Estes iam contar a Lampião. Era assim a contra-espionagem do Capitão Virgolino, que não se entregava de mãos e pés atados aos próprios coiteiros.

E como fizeram no Raso da Catarina, os seus homens iam bebendo a água do sereno, recolhida dos imbuzeiros e gravatazeiros, nas suas viagens mais ásperas e intermináveis. 

O tenente João Bezerra estava em Vila da Pedra, colhendo informes com os seus espiãs, quando o chefe do cangaço acampou nos Angicos, grotão empedrado de uma fazenda sergipana, na margem do São Francisco.

Da figura de Lampião, o comandante da volante apenas sabia por ouvir dizer, pois, também ele, nunca o vira pessoalmente.

Aristéia, mulher do bandido Catingueira, que em tempos idos conhecera a vida do cangaço no grupo de Virgolino, dava do Capitão uma imagem sinistra àquelas populações ribeirinhas: era cego, coxo e corcunda.

Cinco dias depois de ter chegado à Vila de Pedra, Bezerra recebeu um telegrama do sargento Aniceto Rodrigues dos Santos, seu comandado, nestes termos: "No parto venha urgente".

A pé,o tenente abandonou Pedra, enquanto que o sargento vinha ao seu encontro, de Piranhas, viajando num caminhão. Acompanhava Bezerra o aspirante Ferreira de Melo. Encontraram-se no mato e ali mesmo acertaram uma operação contra Virgolino.

Um coiteiro deu algumas informações ao tenente, durante o trajeto de Pedra a Piranhas, rumando o oficial a essa última cidade, de caminhão, após a conversa que teve com o sargento Aniceto.

Foi em Piranhas que Bezerra deu ordem a Aniceto para requisitar uma canoa, a maior que houvesse naquele trecho do São Francisco. Um vaqueiro, de nome Domingos, não se sabe ao certo até hoje, foi preso pelo tenente na feira de Piranhas, quando comprava sacos de mantimentos. A quantidade de gêneros fez o oficial desconfiar e botar o homem debaixo de confissão.

Enquanto isso ocorria, o sargento Aniceto conseguia três canoas abauladas no rio. Ao vê-las, Bezerra mandou que fossem amarradas por cordas, umas às outras, embarcando com a sua tropa, para descer o rio.

CONTINUA...

Fonte: Capitão Virgulino Ferreira: Lampião
Autor: Nertan Macêdo
Edições O Cruzeiro Rio de Janeiro
Ano: 1970

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RODOLFO FERNANDES - 24 DE MAIO DE 2015

Por Geraldo Maia do Nascimento

Em 24 de maio de 1872 nascia em Portalegre/RN, cidade situada no Alto Oeste potiguar, na chamada Tromba do Elefante, Rodolfo Fernandes de Oliveira Martins. Era ainda adolescente quando começou a trabalhar no comércio, na cidade de Pau dos Ferros/RN. Posteriormente tomou um vapor e seguiu para o Amazonas, durante o período do primeiro ciclo da borracha, seguindo o caminho traçado por muitos outros nordestinos em busca de vida melhor. A viagem, por si, para uma região ainda selvagem, já demonstrava a bravura daquele jovem. Por sua inteligência e sagacidade, tornou-se chefe de grupos de seringueiros. 


Lá permaneceu por dois anos. Voltou para o Rio Grande do Norte e foi trabalhar em Macau, que naquela época começava a despontar como grande produtora de sal marinho. Permaneceu por dois anos na Companhia Comércio, construindo salinas. Mudou-se para Mossoró aonde veio a consorciar-se em 1900 com Isaura Fernandes Pessoa, com quem teve quatro filhos: José, Julieta, Paulo e Raul, sendo, esse último, escritor, historiador e cientista de renome nacional. Trabalhou ainda na firma Tertuliano Fernandes&Cia, na construção de salinas, sendo o responsável pela implantação de motores a óleo, em substituição dos velhos e antiquados cata-ventos de puxar água, o que permitia melhor aproveitamento das marés. Em 1918 estabeleceu-se por conta própria na indústria salineira. Era a recompensa pela sua dedicação ao trabalho.
               
Numa cidade como Mossoró daquela época, um jovem empreendedor como Rodolfo Fernandes não podia ficar fora da política. Saiu candidato e se elege Prefeito de Mossoró para o período administrativo de 1926 a 1928. E como Prefeito implantou um ritmo novo na administração municipal: calçou ruas, cuidou das praças, providenciou a planta topográfica da cidade, fincou marcos na área urbana, delimitando as avenidas e as ruas, planejou e aumentou a cidadela de Souza Machado, como escreveu um dia o historiador Vingt-un Rosado. Foi um grande administrador para Mossoró.
               
Naquela época a região Nordeste vivia momentos de intranquilidades com a presença de grupos de cangaceiros roubando, matando e causando pânico por onde passavam. As cidades viviam a mercê dos bandoleiros, já que a presença de força pública era insignificante. Em 1927, no segundo ano do seu mandato, Rodolfo tomou conhecimento de que um grande grupo de cangaceiros estava planejando invadir Mossoró. À frente dos cangaceiros estava o famigerado Lampião, terror dos sertões. Era mister tomar providências rápidas. Um boato dessa monta não podia ser desprezado. Buscou, então, ajuda do Governo Estadual, pedindo reforço de tropa e armas. A resposta foi negativa. O Estado não podia ajudar. Restava, portanto, convocar o povo para uma guerra santa. Guerra civil, com a participação mínima de militares. Mossoró tinha muito a perder, se o ataque acontecesse. A cidade era rica, com uma agencia do Banco do Brasil, fábricas de óleo e de beneficiamento de algodão, um comércio que tinha influência não só no Oeste potiguar, como também em parte dos Estados do Ceará e da Paraíba. Tinham que resistir. Com paciência e humildade ganhou a confiança dos mossoroenses e tornou-se comandante das tropas de defesa.
               
Em 13 de junho de 1927 aconteceu o que já era esperado: Os cangaceiros atacaram a cidade. Foram rechaçados; viva a Mossoró! Viva ao Prefeito Rodolfo Fernandes.
               
Mas Rodolfo, tão forte e tão bravo na defesa de sua cidadela, era um homem doente. E o esforço com a batalha foi muito grande para ele. Morreu no dia 11 de outubro de 1927, na capital da República, para onde tinha sido levado logo que seu estado clínico agravou. Partiu sem terminar o seu mandato de Prefeito. Deixou como legado um exemplo a ser seguido pelas gerações futuras.
               
A cidade reconheceu o seu valor e demonstrou o amor que tinha pelo seu Prefeito, denominando de Rodolfo Fernandes a antiga Praça 6 de Janeiro, localizada no coração de Mossoró. Outra homenagem prestada ao grande homem foi a do povoado de São José dos Gatos que pela Lei Estadual nº 2763 emancipou-se, desligando-se do município de Portalegre, com o nome de Rodolfo Fernandes. 

Geraldo Maia do Nascimento

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Fonte:
http://www.blogdogemaia.com

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UMA FOTOGRAFIA INÉDITA...

Dr. Gasparino Moreira Barreto - Foto enviada por Devanier Lopes (Feira de Santana-BA)

Doutor GASPARINO MOREIRA BARRETO, Médico responsável pelo atendimento e amputação da perna direita da cangaceira Dadá, companheira de Corisco.

A cangaceira Dadá - lampiaoaceso.blogspot.com

Dadá foi baleada na perna direita, durante a emboscada realizada pela tropa comandada pelo então Tenente Zé Rufino no ano de 1940. Corisco companheiro de Dadá, não teve a mesma sorte, foi baleado e não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer.

O cangaceiro Corisco entre a vida e a morte

Graças ao atendimento médico realizado pelo Dr. Gasparino M. Barreto, Dadá não chegou a ter maiores complicações.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte: facebook
Página: O cangaço

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OS CANGACEIROS DA MODA E OS CANGACEIROS REAIS

Por José Lins do Rego

Conta-se por toda parte a “mulher rendeira” da melodia sertaneja. A doce e triste música das caatingas chegou até aos ouvidos dos mestres cineastas de Cannes. E muito gostaram da toada maravilhosa. É que esta música envolve de poesia e que há de brutal na vida dos bandoleiros. O cangaceiro passa a ser aquilo que a imaginação do povo deseja que ele seja: uma força de rebelião, qualquer coisa de romântico como os cossacos de Don ou os terríveis mafiosos da Sicília. Entra a funcionar o poder imaginativo do homem para fundar-se uma galeria de heróis. Os poetas matutos, os cantadores anônimos descobrem no homem que não tem medo da morte, que mata sem dó nem piedade, uma força fora da natureza. Jesuíno Brilhante tinha poderes de encantar-se para fugir das tropas que o perseguiam. Contava-se que o cangaceiro cearense (o escritor equivocou-se aqui em afirmar que Jesuíno Brilhante era cearence, Jesuíno Brilhante era Potyguar) vinha por uma estrada e de repente via-se cercado pela polícia. Aí acontecia o milagre. A tropa passava por ele, que era no momento um pé de mato ou um jumento pastando. Para pegar Lampião – dizia um cantador – nem um frade de boa vida, nem uma mulher enxerida, nem as prosas dos doutores, nem vinte governadores, nem o bamba da nação; para pegar Lampião, só mesmo Nosso Senhor. A força desembestada, o ímpeto feroz para a luta absorvem as admirações ingênuas. Outro cantador chegou a dizer: “Para haver paz no sertão e as moças poder prosar e os rapazes poder casar e o povo poder se rir e os meninos se divertir, é preciso uma eleição para fazer Lampião governador do Brasil”. Dominando desta maneira pelo terror, pela arrogância contra os poderes constituídos, o cangaceiro conseguia vencer as resistências morais dos sertanejos. Já não há o governo como único senhor de tudo; há também um rei do cangaço que casa e descasa, capaz de impor-se aos agentes do fisco, aos padres, aos juízes. Então se cria o romanceiro, aparecem os ABC, espécie de cação de Rolando das Caatingas, vendidos nas feiras, a tostão. O povo dominado pelas coragens de fúria dos bandoleiros, refugia-se na arte para acreditar em alguma coisa que supere a crueldade das correrias e crimes. Todos nós, meninos nordestinos, sabíamos de cor as histórias que vinham nos folhetos de cordel. Todos tínhamos na memória a luta de Antônio Silvino com a onça, as brigas de Brilhante e Liberato. Mas o outro lado dos cangaceiros, a vida bestial de homens tremendos, é o que nos assombra. O cangaceiro não é só a legenda de lutas; é muito mais a sua vida seca como pedra, é o seu vírus de cobra pelo chão de pedra e espinhos. Neste sentido temos que toma-lo como natureza humana que excede a toda a normalidade. Para ele não há limites à resistência contra os elementos. Vence a fome e a sede como se fossem feitos de ferro. Assombra-nos como uma espécie à parte de gente. Retraem-se, encolhem-se como serpentes e quando saem de seus covis têm mais força. Dobram-se lhes os fuzis assassinos. E quando, saciados de sangue, de sexo, de tudo, param para descanso. Basta que um gemido de viola quebre o silêncio para que caiam por cima dos corações de pedra aqueles orvalhos da madrugada das cantorias. Às vezes de um rochedo brota o vermelho ou o azul de uma flor de trepadeira. De manhã, poderão sair para matar um pai honrado, ou desgraçar uma donzela.

“O Globo” – 04/09/53

Fonte: facebook

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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Revista Manchete de 29-04-1972

Por Angélica Bulhões






Enviado por e-mail pela neta de Sílvio Bulhões e bisneta dos cangaceiros Corisco e Dadá Angélica Bulhões


Corisco era o apelido do cangaceiro Cristino Gomes da Silva Cleto (10 de agosto de 1907Água Branca - Alagoas25 de maio de 1940Jeremoabo - Bahia). Foi casado com Sérgia Ribeiro da Silvaalcunha de "Dadá". Corisco era também conhecido como Diabo Louro.

Biografia

Em 1924, Corisco foi convocado pelo Exército Brasileiro para cumprir o serviço militar. Em uma briga de rua Corisco matou um homem, no ano de 1926, e tomou a decisão de aliar-se ao bando do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, apelidado Lampião. Corisco era conhecido por sua beleza, seu porte físico atlético e cabelos longos deixavam-o com uma aparência agradável, além da força física muito grande, por estes motivos foi apelidado de Diabo Louro quando entrou no bando de Lampião.

Corisco sequestrou Sérgia Ribeiro da Silva, a Dadá, quando ela tinha apenas treze anos e mais tarde o ódio passou a ser um grande afeto. Corisco ensinou Dadá a ler, escrever e usar armas. Corisco permaneceu com ela até no dia de sua morte. Os dois tiveram sete filhos, mas apenas três deles sobreviveram.1

Desentendimentos com o chefe Lampião levaram Corisco a separar-se do bando e a formar seu próprio grupo de cangaceiros, mas isso não afetou muito o relacionamento amigável entre ambos.

Em meados do ano de 1938 a polícia alagoana matou e degolou onze cangaceiros que se encontravam acampados na fazenda Angico, no estado de Sergipe; entre eles encontravam-se Lampião e Maria Bonita. Corisco, ao receber essa notícia, vingou-se furiosamente.

Morte

Em 1940 o governo Vargas promulgou uma lei concedendo anistia aos cangaceiros que se rendessem. Corisco e sua mulher Dadá decidiram se entregar mas, antes que isso acontecesse, foram baleados. O cerco contra o cangaceiro e seu bando foi no estado da Bahia, na cidade de Barra do Mendes, em um povoado denominado Fazenda Pacheco. Corisco e seu bando repousavam em uma casa de farinha no momento do combate após almoçarem. O ataque foi comandado pela volante do Zé Rufino, juntamente com o Ten. José Otávio de Sena. Dadá precisou amputar a perna direita e Corisco veio a falecer naquele mesmo ano. 

Com as mortes de Lampião, Maria bonita e Corisco, o cangaço nordestino enfraqueceu-se e acabou se extinguindo.

Corisco foi enterrado, no cemitério da consolação em Miguel Calmon, na Bahia. Depois de alguns dias sua sepultura foi violada, e seu corpo exumado. Seus restos mortais ficaram expostos durante 30 anos no Museu Nina Rodrigues ao lado das cabeças de Lampião e Maria Bonita.


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