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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ALMOÇO DA FAZENDA E MOAGEM CARIRI CANGAÇO, É MISSÃO VELHA NO EDIÇÃO DE LUXO

Por Manoel Severo
Antônio Edson Olegário, Manoel Severo, Cícero Landim da Cruz

Muitas surpresas ainda aguardavam os convidados Cariri Cangaço - Edição de Luxo - Ano V em terras de Missão Velha. Da Câmara Municipal a caravana seguiu para a sede da Fazenda Mãe Lucy, de propriedade da família Olegário, tendo à frente, Antonio Edson Sobreira Olegário que recebeu os mais de 100 convidados de todo o Brasil com um banquete digno dos tempos áureos dos Terésios de Santa Teresa. "Na verdade Antonio Edson só confirma o espetacular dom de excelentes anfitriões que sua família e sobretudo seu pai, Edson Olegário, conquistaram ao longo das gerações, só nos resta agradecer profundamente tanta gentileza e atenção" Fala o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo.

 
Francimary Oliveira, Aderbal Nogueira, Oleone Fontes e Manoel Severo

Juliana Pereira, pesquisadora de Quixadá, revela: "É impressionante a forma como estamos sendo recepcionados nessa edição do Cariri Cangaço, ontem em Lavras da Mangabeira e hoje neste almoço sem igual, até parece que estamos em casa, realmente inesquecível tudo isso". Já o pesquisador e escritor paulista de Salto, Sabino Bassetti comenta: "ter amigos com a sinceridade, garra, educação e paciência do grande Severo, enche de orgulho qualquer pessoa. O Cariri Cangaço, é sem nenhuma dúvida o maior evento do gênero. Parabéns Missão Velha, parabéns Bosco, parabéns Severo. "

A beleza das terras de Santa Teresa que mesmo com a grave estiagem que assolam o Ceará ainda consegue mostrar a exuberante e vivaz cor e vida de seus verdes canaviais e sob a brisa incrivelmente suave de um dia ensolarado de setembro, nos mostram a incrível força do vale caririense, sede e berço do Cariri Cangaço.

Bosco André, Ivanildo Silveira, Cel Donizete e Urbano Silva; Wescley Rodrigues, Jacqueline, Elane Marques, João de Sousa Lima, Juliana Pereira, Celsinho Rodrigues; Josué Santana e Louro Teles
Jair Tavares, Ivanildo Silveira, Narciso Dias, Sabino Bassetti, Jorge Remigio e Narciso Dias;Tereza Cristina, Manoel Serafim, Padre Agostinho, Jorge Remígio, Francimary Oliveira e Narciso Dias 

O lauto almoço se prolongou por cerca de duas horas, onde os convidados do Cariri Cangaço puderam consolidar ainda mais os laços de fraternidade com os anfitriões, legado primordial do Cariri Cangaço, fazendo com que na integração de todos possamos formar a verdadeira alma nordestina. Para Tereza Cristina Cornélio, de Recife: “Parabéns Manoel Severo! Parabéns aos pesquisadores do Cariri Cangaço! Mais uma vez, aprendi muito a respeito da História do Povo Nordestino. Mais uma vez passei pela agradável experiência de conviver com pessoas cultas, inteligentes, dedicadas e sobretudo disponíveis para repartir conhecimentos. Agradeço de todo coração a oportunidade."

Nas terras de Santa Teresa em nossa querida Missão Velha, as principais e mais tradicionais famílias da região puderam traduzir toda a hospitalidade do povo cearense que se prolongou em mais uma inesquecível visita, desta vez ao Engenho Santa Teresa de propriedade de Cícero Landim da Cruz.


Antônio Edson, Luiz Antonio, Celsinho Rodrigues, Sonia Jaqueline, Elane Marques e João de Sousa Lima; Gerlane Carneiro e Ingrid Rebouças; Jorge Remígio e Dona Orlandina
Dona Orlandina, Francimary Oliveira; Josué Santana e Louro Teles;
Alan Ferreira, Elane Marques e Voldi Ribeiro; Padre Agostinho e Cel Donizete 
Iris Mendes, Luiz Ruben e Joventino de Melo; Eliene Costa, Tomaz Cisne, Ângelo Osmiro e Djalma Sousa

Os vastos campos de cana de açúcar, o cheiro forte do mel e melaço, o tacho fumegante e todas as cores características das moagens do sertão, mataram a saudade de muitos e trouxeram experiências novas a quem ainda não havia conhecido. Um momento inesquecível de contato com o combustível que move o sertão. Ali o proprietário Cícero Landim da Cruz e seu imediato, Damião, filho de Piranhas nas Alagoas, também sede do Cariri Cangaço, mostravam e ensinavam cada processo dentro da fabricação do mel, da rapadura, do alfenim...

Celsinho Rodrigues, pesquisador de Piranhas revela: "Eu e minha mãe; Sônia Jaqueline; fomos criados ouvindo uma história das "terras de quem vai e não torna. "Realmente essa história se concretizou quando fomos ao Juazeiro desde a primeira vez. Fomos uma pessoa e voltamos outra. Mais enriquecido culturalmente, com um número de amigos muito maior e com o coração cheio de saudade. A família Cariri Cangaço desponta no cenário nordestino com a bandeira da igualdade. Não tem pequeno nem grande, nem rico nem pobre, somos todos iguais! Uma grande irmandade. Grande abraço a todos que fazem a família Cariri Cangaço em especial a este baluarte que dispensa qualquer tipo de comentário ou adjetivo que é nosso Curador Manoel Severo."


Grande Família Cariri Cangaço recebida por Dr Cícero Landim da Cruz em Missão Velha
Antonio Vilela, Luiz Ruben, Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima, Bosco Andre, Eliene Costa, Wescley Rodrigues, Alan Ferreira, Neli Conceição, Geraldo e Rosane Ferraz, Jair Tavares

"Em 1533, o colonizador português Martim Afonso de Souza trouxe as primeiras mudas de cana-de-açúcar e realizou a disseminação dessa primeira atividade de exploração econômica no Brasil no litoral nordestino. A produção desse tipo de gênero agrícola aconteceu por conta do conhecimento anterior de técnicas de plantio e preparo que permitiriam o desenvolvimento de tal atividade na América Portuguesa. Contudo, a fabricação do açúcar não dependia somente do plantio da cana em terras férteis. Para que o caule da cana fosse transformado no açúcar a ser consumido em diferentes partes da Europa, era necessário que várias instalações fossem construídas. Mais conhecidos como engenhos, tais localidades eram compostas por uma moenda, uma casa das caldeiras e das fornalhas e a casa de purgar. Com o desenvolvimento da economia açucareira, os engenhos se espalharam de forma relativamente rápida no espaço colonial, chegando a contar com 400 unidades no começo do século XVII.

Após a colheita, a cana-de-açúcar era levada à moenda para sofrer o esmagamento de seu caule e a extração do caldo. Em sua grande maioria, as moendas funcionavam com o uso da tração animal. Também conhecida como trapiche, esse tipo de moenda era mais comum por conta dos menores gastos exigidos para a sua construção. Além do trapiche, haviam as moendas movidas por uma roda-d’água que exigiam a dificultosa construção de um canal hidráulico que pudesse movimentá-la. Feito o recolhimento do caldo, o produto era levado até a casa das caldeiras e fornalhas, onde sofria um longo processo de cozimento realizado em grandes tachos feitos de cobre. Logo em seguida, o melaço era refinado na casa de purgar, lugar onde a última etapa de refinamento do açúcar era finalmente concluída. O beneficiamento completo do açúcar era realizado em terras brasileiras pelo fato de Portugal não possuir refinarias que dessem fim ao serviço."

Engenho de Santa Teresa
Engenho de Santa Teresa 

Wescley Rodrigues


"Ainda em terras coloniais eram produzidos dois tipos diferentes de açúcar: o mascavo, de coloração escura e escoado para o mercado interno; e o branco, em sua grande maioria direcionado aos consumidores do Velho Mundo. Após a embalagem do açúcar, as caixas eram transportadas para Portugal, e, posteriormente, para a Holanda, que participava realizando a distribuição do produto em solo europeu. Por volta do século XVII, a cidade flamenca de Amsterdã passou a realizar o refino do açúcar. Além dessas unidades produtivas, um engenho também contava com construções utilizadas para o abrigo da população que ali vivia. Na casa-grande eram alojados o proprietário das terras, sua família e alguns escravos domésticos. Na senzala ficavam todos os escravos que trabalhavam nas colheitas e instalações produtivas do engenho. Por meio dessa configuração, podemos ver que a formulação desses espaços influiu nos contastes que marcaram o desenvolvimento da sociedade colonial. Ao contrário do que muitos chegam a imaginar, os engenhos não estavam disponíveis em toda e qualquer propriedade que plantava cana-de-açúcar. Os fazendeiros que não possuíam recursos para construírem o seu próprio engenho eram geralmente conhecidos como lavradores de cana. Na maioria das vezes, esses plantadores de cana utilizavam o engenho de outra propriedade mediante algum tipo de compensação material."


Caravana do Edição de Luxo em Missão Velha
Alcides Carneiro, Manoel Severo, Bosco André e Dr Cícero Landim da Cruz 
Família Cariri Cangaço
Mabell Sales, João Paulo, Pedro Barbosa
Missão Velha, missão cumprida, na bagagem, gratidão, saudade e rapaduras...muitas...

O dia estava acabando e Missão Velha ficaria mais uma vez guardada no coração de toda família Cariri Cangaço. O esforço realizado pelo Conselheiro Cariri Cangaço Bosco André, ao lado de confrades valorosos como Dr Tardini, o estimado presidente Cicero Macedo, Antonio Edson Olegário, Dr Cicero Landim da Cruz, as famílias tradicionais de Missão Velha, enfim, todos irmanados na direção de não deixar morrer a memória, a tradição e a história de um dos mais significativos rincões de nosso nordeste, nosso Portal do Cariri.

Cariri Cangaço
Edição de Luxo - Ano V
Engenho Santa Teresa, 25 de Setembro de 2015
Missão Velha, Ceara, Brasil

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LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA


NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
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O livro "DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.

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APENAS COMO CURIOSIDADE PARA QUEM NÃO PARTICIPA DO FACEBOOK

https://www.youtube.com/watch?v=3e7h5Pe-vGg

Este material seria postado no blog "FATOS E FOTOS", mas como não estamos conseguindo acessá-lo, resolvemos apresentá-lo aos leitores do http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Cavalo da polícia coiceia homem que bateu em sua traseira.

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CHICO LOBO O FILHO DO CORONEL

por Epitácio Andrade
Chico Lobo com 92 anos

Francisco Lobo Maia, seu Chico Lobo, nasceu em 1923, estando com 92 anos, é filho do coronel da guarda nacional Valdivino Lobo, falecido em 1924. O coronel Valdivino, proprietário da famosa Fazenda Dois Riachos, 

Casa da Fazenda Dois Riachos

situada na zona rural dos municípios de Catolé do Rocha e Belém de Brejo do Cruz, ambos na Paraíba, é referenciado juntamente com o seu genitor o fazendeiro Zé Lobo, no raríssimo livro Solos de Avena. Publicado na primeira metade do século XX, pelo escritor paraibano Alício Barreto (1901-1965), como os principais aliados da família Limão, arqui-inimiga do famigerado cangaceiro potiguar Jesuíno Brilhante (1844-79).

Coronel Valdivino lobo
                               
Como o coronel Valdivino faleceu durante seu primeiro ano de vida a memória acerca do genitor e progenitor foi adquirida através de informações repassadas por sua mãe e outros ascendentes. No dia 05 de outubro de 2015, o cidadão nonagenário Chico Lobo concedeu entrevista ao médico psiquiatra e pesquisador social Epitácio Andrade, no Restaurante Mangai, em Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte, sob os olhares atentos do constitucionalista Paulo Lopo Saraiva.

Epitácio Andrade, Chico Lobo e Paulo Lopo
                               
Gozando de absoluta lucidez de consciência, seu Chico Lobo não teve dificuldades para relatar a inserção da Fazenda Dois Riachos e de seus atores sociais no cenário de importantes passagens históricas no fenômeno social do cangaço. Lembrou que era tema frequente nas rodas de conversa familiares, a visita do escritor catoleense Alicio Barreto à Fazenda Dois Riachos.

Capa de Solos de Avena
                               
Em detalhes, narrou a invasão da fazenda pelo bando do cangaceiro Ulisses Liberato de Alencar, tema que será abordado noutro artigo, especialmente dedicado a tal episódio. Afirmou que o velho bacamarte chegou a compor o arsenal bélico da fazenda. Quando inquerido sobre a aliança do coronel Valdivino Lobo com a família Limão foi lacônico: Soube que papai era amigo dos Pretos.

Bacamarte de Jesuíno Brilhante
                               
A esse propósito, Pretos foi a alcunha como ficaram conhecidos os membros da família Limão, que estiveram em conflito com Jesuíno Brilhante e seu bando, durante uma década. Seu Chico lobo disse saber que Jesuíno Brilhante havia sido morto em lugar situado nas proximidades da Fazenda Santa Tereza. 

Serrote da Tropa

Tal lugar foi apontado pelo senhor Mário Valdemar Saraiva Leão, com 98 anos, como sendo o Serrote da Tropa, situado na comunidade Santo Antônio, nas margens do Riacho dos Porcos, na zona rural de São José de Brejo do Cruz, na Paraíba.

Mário Saraiva com 98 anos
                               
E ficou imortalizado pelos versos da viola do menestrel Chico Mota (in memoriam) que, em cantoria-desafio, realizada no mercado público de São José de Brejo do Cruz com Antônio Silva, assim sentenciou: No serrote da Tropa, o cangaceiro do Rio Grande do Norte se encontrou com a morte. Seu Chico Lobo é um patrimônio histórico-cultural vivo do Nordeste brasileiro.

http://epitacioandradefilho.blogspot.com.br/2015/10/chico-lobo.html

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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

“O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS


O livro “O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS custa:
30,00 reais, com frete incluso.

Como adquiri-lo:
Antonio Corrêa Sobrinho
Agência: 4775-9
Conta corrente do Banco do Brasil:
N°. 13.780-4

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O CEGO ADERALDO E A PISTOLA QUE LAMPIÃO LHE DEU DE PRESENTE POR OCASIÃO DE SUA VISITA AO JUAZEIRO-CE, NO INÍCIO DE MARÇO DE 1926.


O CEGO ADERALDO E A PISTOLA QUE LAMPIÃO LHE DEU DE PRESENTE POR OCASIÃO DE SUA VISITA AO JUAZEIRO-CE, NO INÍCIO DE MARÇO DE 1926.

A literatura informa que Aderaldo violeiro e rabequeiro era contumaz nas visitas à casa de Padre Cícero.

Fonte: Livro - Eu sou o cego Aderaldo.

2ª fonte: facebook

Página: facebook

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FRANCISCO RODRIGUES LANÇA "GUANABARA" HOJE NA BIBLIOTECA NEY PONTES DUARTE


Aos 82 anos de idade e com uma produção literária efervescente, o escritor areia-branquense Francisco Rodrigues da Costa lançará hoje, a partir das 19h, na Biblioteca Pública Ney Pontes Duarte, o seu sexto livro, sempre pautado nas lembranças vividas com uma roupagem única, carregada de saudosismo e de um lirismo que já se tornou a sua marca registrada.


"Guanabara" é um romance autobiográfico, onde o autor fala do seu encontro com Zezinha, sua esposa, dos momentos bons, das filhas, e da saudade deixada por elas. No prefácio, o professor Raimundo Leotino diz que "Guanabara, o edênico refúgio de Francisco Rodrigues da Costa, é irremediavelmente humano, de uma humanidade desmedida, torrencialmente pulsante, de vivas páginas em letra de carne viva; lembranças que o tempo não consegue desfazer".


O autor diz que o livro retrata quadros da sua história: "É mais uma história da minha vida, claudicante, cheia de altos e baixos, um diálogo um pouco ficcional, um pouco verdade, com minha saudosa esposa Zezinha, sobre os 41 anos em que eu vivi com ela... É como se fosse a continuação de 'Perdão', meu último livro, lançado no ano passado".


O editor da Sarau das Letras, Clauder Arcanjo, também comentou a obra: "Mesmo quem imagina que não tem nada a ver com a história, acaba adentrando e se identificando com a narrativa, pela forma gostosa com que Chico a relata, uma escrita muito gostosa de se ler".


http://omossoroense.uol.com.br/index.php/o-jornal/cotidiano-mobile/70828-francisco-rodrigues-lanca-guanabara-hoje-na-biblioteca-ney-pontes-duarte

Fonte: facebook 

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PAULO AFONSO E OS CAMINHOS DA REPORTAGEM "VELHO CHICO: ESPERANÇA DO SERTÃO" VAI AO AR HOJE, ÀS 22H, NA TV BRASIL.

Por João de Sousa Lima

PAULO AFONSO E OS CAMINHOS DA REPORTAGEM "VELHO CHICO: ESPERANÇA DO SERTÃO" VAI AO AR HOJE, ÀS 22:00 HORAS, NA TV BRASIL.


Paulo Afonso será notícia hoje, 08 de outubro de 2015, na TV BRASIL. Os roteiros Históricos, turísticos e culturais de Paulo Afonso serão notícias hoje na TV BRASIL.

ASSISTAM! DIVULGUEM!

João de Sousa Lima é escritor, pesquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC- Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço. Telefones para contatos: 75-8807-4138 9101-2501 email: joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

http://joaodesousalima.blogspot.com.br/2015/10/paulo-afonso-e-os-caminhos-da.html

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XANDU E XANDUZINHA

Por Sálvio Siqueira

Naquele tempo, era bastante comum a realização de casamentos entre pessoas da mesma família. Muitas razões levavam para que isso acontecesse, como por exemplo, o não entrar, na família, aquelas pessoas que andavam à procura de 'dotes', grau de poderio econômico e por aí vai com outras, e outras... Certas famílias estão tão entrelaçadas que deixam sua árvore genealógica complexa para o entendimento.

Com os casamentos consanguíneos, que tornaram-se eram corriqueiros, e o número de filhos bastante elevado, deixaram ou fizeram com que os homônimos existissem, ou mesmo ainda existam, em quase todo lugar.

Ao ler textos sobre a história do município, vez por outra deparava com "´cabôco´ Marcolino, cunhado de Zé Pereira". E em outras ocasiões, "Zé Pereira, tio do ´cabôco´ Marcolino". Concomitantemente, percebi-se a existência de duas Xandus.
                                   
Chegamos então, a seguinte conclusão: o “coronel” Marcolino Pereira casou com Águida de Andrade ("Sinhá" Águida), a união gerou Zé Pereira e Doninha. Esta enamorou o “coronel” Marçal Florentino Diniz e teve os filhos Xandu e Marcolino Diniz. Este se uniu a outra Xandu, filha do "major" Floro, que, num episódio famoso ocorrido em meados de 1930, foi capturada durante a invasão na Fazenda Patos pela volante do sargento Quelé, encarcerada na própria residência e resgatada à bala pelos "soldados" de Zé Pereira, comandados por Marcolino Diniz.

Ficando, mais ou menos assim:  Zé Pereira é irmão de Doninha, que é mãe de Marcolino Diniz, que é irmão de Dona Xandu, que firmou matrimônio com Zé Pereira. Assim, realmente, este é tio do ´cabôco´, que também é seu cunhado. Além disso, o "coronel" Marçal é ao mesmo tempo cunhado e sogro de José Pereira e o "coronel" Marcolino e "Sinhá" Águida são avôs e bisavôs de Aloysio e Luizinha. Ufa.
 
Zé Pereira casou-se com a própria sobrinha, Xandu. "Dizem que ele foi dar uma de alcoviteiro para um amigo e acabou envolvendo-se com a moça".


Na cidade de Princesa Isabel, no Estado da Paraíba, também ocorreram fatos idênticos com uma das famílias mais importantes e conhecidas na história. Trata-se, nada mais nada menos, da família do todo poderoso Coronel Pereira Lima.

Marcolino Pereira Lima

FONTE: LIMA, Aloysio Pereira. Princesa 1884/1984: José Pereira, a chama ainda acesa. Série IV Centenário. João Pessoa: A União, 1984.

A imagem logo acima é um registro do Sr. Marcolino Pereira Lima - pai de José Pereira Lima, chefe político e prefeito de Princesa, além de deputado estadual. Com sua morte em 11/09/1905, José Pereira assumiu a chefia da família e da política local." Avô, por parte de pai, e bisavô, por parte de mãe, de Aloysio Pereira".

  Marçal Florentino Diniz

FONTE: LIMA, Aloysio Pereira. Princesa 1884/1984: José Pereira, a chama ainda acesa. Série IV Centenário. João Pessoa: A União, 1984.

O Sr. do registro fotográfico acima, é Marçal Florentino Diniz, pai de Dona Alexandrina, Dona Xandu, esposa de José Pereira Lima, sendo assim, Marçal F. Diniz era cunhado e sogro do cel. José Pereira. 


Alexandrina Pereira Lima - Dona Xandu


FONTE: LIMA, Aloysio Pereira. Princesa 1884/1984: José Pereira, a chama ainda acesa. Série IV Centenário. João Pessoa: A União, 1984

A senhora do registro fotográfica acima, é a Dona Alexandrina Pereira Lima, Dona Xanduzinha, que era esposa do coronel José Pereira Lima. Segundo a fonte, esse registro foi capturado muito tempo depois da união entre ela e o coronel Zé Pereira, que também era seu tio.


Outros autores já identificam a senhora do registro acima como sendo Xandu, esposa do caboclo Marcolino. Que foi sequestrada pelo sargento Quelé, durante "A Revolta de Princesa", mantendo-a, junto a outras mulheres, como refém no casarão da Fazenda Patos, com a intenção de fazer o coronel José Pereira ceder.

  Marcolino Diniz - "O Caboclo Marcolino" - tokdehistoria.com.br

Esposo de Xanduzinha, o Sr. do registro fotográfico acima, Marcolino Diniz, que foi imortalizada na música de Humberto Teixeira, cantada por Luiz Gonzaga, "Xanduzinha", e era, também, cunhado do coronel José Pereira.


Marcolino Diniz - "O Caboclo Marcolino" 

 Marcolino Diniz - o 'cabôco´ Marcolino, trocou a faculdade e os bois zebus pelo fuzil,as balas e o punhal. Tendo, depois de tudo, como única recompensa o amor de Xanduzinha.

No registro fotográfico acima, ele, o Caboclo Marcolino, aparece já bem idoso e cego de um olho, sequela da "Revolta de Princesa' de 1930.
  
 Coronel José Pereira Lima - blogdomendesemendes.blogspot.com

Abaixo, veremos um cronograma, realizado por Mardson Medeiros, no qual vemos um pouco da árvore genealógica da família do coronel José Pereira de Princesa: 
  
FONTE CONSULTADA: MARIANO, Paulo. Princesa Antes e Depois de 30. João Pessoa: EGN, 1991. 

http://oficiodasespingardas.blogspot.com.br/

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PIORES MOMENTOS PARA OS CANGACEIROS

Nesta fotos vemos o Sílvio Bulhões com seu tutor Padre José de Melo Bulhões

Um dos piores momentos da vida dos cangaceiros, era quando seus filhos, nascidos nas correrias das caatingas, eram entregues a pessoas previamente escolhidas, quando podiam, pois, nem sempre era possível.

Sílvio Bulhões filho de Corisco e Dadá

Quando foi confiada a guarda de seu filho ao padre José de Melo Bulhões, em início de setembro de 1935, Corisco e Dadá recomendaram em carta, escrita de próprio punho, que transformasse seu filho em Doutor, homem religioso e de boa índole, para que o mesmo não passasse as amarguras da vida, em que eles viviam... E assim o fez.

Corisco e Dadá pais de Sílvio Bulhões

O padre recebeu diversas cartas de Corisco, onde o cangaceiro demonstrava, profundo amor pelo filho, em uma desta demonstração de amor incondicional, foi quando o padre avisou ao casal, que o menino seria batizado no dia 26 de janeiro de 1936.

Nesta outra Sílvio Bulhões está nos braços da sua mãe de criação, Angélica Bulhões e do local da observação (foto da época), onde os cangaceiros ficaram observando.

Corisco e Dadá se encontravam em Águas Belas – PE, nas propriedades do Dr Audálio, (Aquele coiteiro que presenteou Corisco com a cachorra Jardineira), e, prontamente marcaram a viagem para Santana do Ipanema, onde se realizaria o batizado, e assim o fizeram... Chegaram a um local chamado SERRA DO CRISTO, previamente escolhido e ao longe observavam a movimentação das pessoas que se deslocavam ao local da cerimônia... A distância, avistaram uma mulher, com uma criança vestida de branco, onde o coração dos pais, denunciava que era seu filho amado.


PS: Quando Dadá visitou seu filho, já adulto, em Santana do Ipanena, ela olhou para o morro, lembrou e contou em detalhes, este momento único para eles!

Fonte: facebook

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O MAIS NOVO LIVRO DO ESCRITOR SABINO BASSETTI - LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Este é o  mais recente trabalho do escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti intitulado: 

"Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

Não perca tempo e não deixe para depois, pois saiba que livros sobre "Cangaço" são arrebatados pelos leitores e colecionadores, e você poderá ficar sem este. Adquira já o seu através deste e-mail:

sabinobassetti@hotmail.com

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RELÓGIO CARRILHÃO QUE PERTENCEU AO CÔNEGO JOAQUIM ANTÔNIO DE SIQUEIRA TORRES - VIGÁRIO RESPONSÁVEL PELO BATISMO DE LAMPIÃO

 Fotos do acervo pessoal

Relógio carrilhão que pertenceu ao Cônego Joaquim Antônio de Siqueira Torres - vigário responsável pelo batismo de Lampião - filho de dona Joana Vieira Sandes - famosa Baronesa de Água Branca. 

Cel. João Militão da Silva Barros

Fora adquirido pelo Coronel João Militão da Silva Barros - então comandante do 119º batalhão da Guarda Nacional (Floresta - PE).

Fonte: facebook
Página: Dênis Carvalho

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RESGATE DO CORONEL ANTÔNIO GURGEL


O mais novo trabalho do professor, escritor, pesquisador do cangaço e fundador da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Paulo Gastão de Medeiros. O lançamento será anunciado nos próximos dias.

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PRESERVANDO A HISTÓRIA E A MEMÓRIA DE UM ANTIGO “CABRA” DE LAMPIÃO.

“Vinte e Cinco” e sua filha Dalma Matos

José Alves de Matos que ficou conhecido no cangaço por “Vinte e Cinco”, foi um dos integrantes do bando de Lampião durante a década de 1930. Vinte e Cinco ganhou esse apelido do veterano cangaceiro Corisco, por ter se apresentado ao seu bando no dia 25 de dezembro de 1933.

Após a morte de Lampião em 28 de julho de 1938, Vinte e Cinco se entrega às autoridades, fica preso durante quatro anos e após obter a sua liberdade, presta concurso e passa a trabalhar no funcionalismo público, onde se aposenta.

Sua história de vida é repleta de sofrimentos e superações, mas mesmo diante de tantos obstáculos que a vida lhe impôs, soube reescrever a sua história e deixou para sua família um legado de dignidade e honestidade, deixando para trás a sombra e a imagem do cangaceiro que vagava pelas terras secas e tórridas do Sertão Nordestino.

José Alves de Matos “Vinte e Cinco” que era considerado o último dos cangaceiros, faleceu no dia 15 de junho de 2014, aos 97 anos de idade, em Maceió/AL, onde residia com sua esposa Dona Marisa e família.

Vinte e Cinco, o baiano de Paripiranga, deixou a vida para entrar definitivamente para a história do cangaço, do Brasil e do mundo.

Na fotografia abaixo estão “Vinte e Cinco” e sua filha Dalma Matos Matos.

À família Matos... meus sinceros agradecimentos por todo o apoio e colaboração que sempre nos prestou para o desenvolvimento e produção de nossos trabalhos.

Fotografia: Acervo da família.
Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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