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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

AGRADECER A QUEM O PÔS SOBRE TAPETES DE OURO NAS RAMPAS DA VIDA, É UM DEVER DE QUEM PISOU SOBRE ELES.


Quem sofreu durante a sua juventude principalmente quando estudava e foi beneficiado por alguém nessa luta sofrida, mas que na verdade, é um sofrimento que todos gostam, é muito difícil esquecer as pessoas que jogaram tapetes de ouro nas rampas da vida, para que caminhasse, subindo estes, feliz e sem dificuldades. E todos estes têm histórias para contarem.


Eu fui um desses que pisei em belos tapetes de ouro nas rampas da vida, todos jogados pela educadora Maria das Dores Burlamaqui de Lima, que muito me ajudou, quando eu iniciei o curso de Letras, no “Instituto de Letras e Artes da FURRN - Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte”, nos dias de hoje – "UERN – Universidade Estadual do Rio Grande do Norte".

Como a FURRN ainda não era estadualizada, apenas recebia pequena verba da Prefeitura Municipal de Mossoró, e o que recebia, não dava para se manter, e para continuar educando e formando, tinha que cobrar mensalidades dos alunos, assim era uma faculdade particular, isto é para se estudar lá, o alunado tinha que pagar um valor que eu nem me lembro mais.

Sendo eu um aluno que não tinha condições de pagar mensalmente a mensalidade, várias vezes fui beneficiado, não pagando a mensalidade, e esta oportunidade, agradeço a Maria das Dores Burlamaqui de Lima, que nesse período, ela era uma das chefes da FURRN.

Identificados; Dorinha Burlamaqui, Iraci Alves e José Araújo 1966 - www.azougue.org

Agradeço também a uma irmã desta, que se chama Iraci Couto ou Iraci Alves, que também foi uma causadora da minha continuidade naquela universidade, pois se elas não tivessem me ajudado dessa forma, eu não teria terminado o curso de Letras naquela universidade, e nem em canto nenhum.

Posteriormente, surgiu o Crédito Educativo, projeto do deputado Ney Lopes e a partir daí, fiquei seguro naquela instituição de ensino.

Agradeço de coração o que as duas irmãs fizeram por mim. E elas nem me conheciam antes, mas acredito que já imaginavam que eu sou pobre.

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DEZ ANOS SEM VINGT-UN - 20 DE DEZEMBRO DE 2015

 Por Geraldo Maia do Nascimento

Na próxima segunda-feira, 21 de dezembro de 2015, completa dez anos do falecimento do professor Jerônimo Vingt-un Rosado Maia. Mas apesar de todos esses anos, sua presença continua viva na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de sua convivência. Eu fui um desses privilegiados. Por cinco anos fiz parte do seu círculo de amizade e me tornei seu discípulo. Eu, que vim de outra cidade, passei a amar essa terra por ele denominada de “pais de Mossoró”, e a divulgar a sua história e a saga do seu povo.
               
Jerônimo Vingt-un Rosado Maia

Em 25 de setembro de 1920, num dia de sábado, nascia em Mossoró, num velho casarão da Rua 30 de Setembro, Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, sendo filho do patriarca Jerônimo Rosado e dona Isaura Rosado Maia. Era o vigésimo primeiro filho de uma família numerosa e numerada, como ele mesmo gostava de dizer, já que seu nome vem exatamente da seqüência à ordem numérica francesa dos nomes que Jerônimo Rosado dava aos filhos.
               
Teve uma infância normal, de brincadeiras telúricas, embora dando a impressão de ser um pouco contemplativo. Desde cedo se dedicou aos empreendimentos intelectuais, preferindo acompanhar a atividade do irmão mais velho, Tércio, filho do primeiro matrimônio do seu pai, que era um homem culto, poeta, amante dos livros e pioneiro do cooperativismo no Estado. E foi ainda na juventude que começou a cultivar o gosto pelos livros e pela pesquisa histórica. Na adolescência atuou como bibliotecário no Colégio Santa Luzia. E esse gosto pelos livros o acompanharia durante toda a sua vida.
               
Em 1940 parte para Lavras/MG para estudar agronomia. Lá chegando, o seu envolvimento com os livros, as letras e a pesquisa tornaram-se mais intensa. Nesse mesmo ano, com apenas 20 anos, publicou o seu primeiro livro, que recebeu o título de “Mossoró”. Concluindo o curso em novembro de 1944, voltou para Mossoró para desenvolver atividades junto à empresa familiar que atuava na área de exploração de gesso e paralelamente começou a desenvolver um trabalho no campo cultural, que culminou com a criação da Coleção Mossoroense.
               
Apesar de pertencer à tradicional família de políticos que comanda Mossoró por gerações, preferiu enveredar mesmo pelo caminho da cultura. Na verdade, chegou mesmo a disputar dois cargos eletivos. A primeira vez candidatou-se a Prefeito de Mossoró, perdendo por uma margem de 0,4% em 1968. Em 1972 elegeu-se vereador com a maior votação proporcional da história de Mossoró, até aquela data. Mas foi mesmo na área cultural que se destacou, tornando-se ícone da cultura local. Em 1940, com apenas 20 anos, publicou o seu primeiro livro, que recebeu o título de “Mossoró”. A esse, seguiram mais de duzentos, que foram da antropologia ao estudo das secas.
               
Como convocado de guerra em 1945, sofreu uma punição por transgressão disciplinar, ficando detido na cadeia da Companhia Escola de Engenharia de Ouro Fino/MG, por 15 dias. O motivo da pena foi ter fugido para encontra-se com sua namorada, América Fernandes Rosado, que seria sua companheira por toda a vida. Segundo um depoimento do próprio Vingt-un, ao terminar a carreira militar, o seu comportamento foi considerado insuficiente.
               
Vingt-un esteve sempre presente em várias frentes de atividade cultural, tanto no município como no Estado. Foi professor fundador de três faculdades e idealizador da URRN, hoje Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Foi fundador e duas vezes diretor da ESAM, hoje Universidade Federal Rural do Semi-Árido e professor Honoris Causa da UERN. Integrou o Conselho Estadual de Cultura, foi membro de quatro Academias em dois Estados da Federação, tendo sido criador e ex-presidente de duas delas, a Academia Norte-rio-grandense de Ciências e a Academia Cearense de Farmácia.
               
Jerônimo Vingt-un Rosado morreu no dia 21 de dezembro de 2005, aos 85 anos de idade. Morreu não; encantou-se. Continua vivo na memória do povo da terra que tanto amou, ao ponto de idealizar nela um país, o País de Mossoró. Nesta sua Pasárgada, ele era amigo do rei, mas era amigo também de qualquer homem do povo. Fez-se General da Cultura e nessa área abraçou várias causas, venceu várias batalhas: a batalha da cultura, a batalha da água, a batalha do petróleo e tantas outras batalhas que estão documentadas na sua grande obra. É nessa obra que deixou como legado que Vingt-un vive, pois esse é o segredo da imortalidade: ressurgir sempre que um livro seu é aberto, que uma frase sua é repetida e que um gesto seu é lembrado. Lembrando Celso Carvalho, “é triste passar pela vida como a sombra pela estrada. Quando passa é percebida... passou não resta mais nada”. Por isso Vingt-un fez-se luz. E assim criou o País de Mossoró. 

Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.


Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

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COMO INICIOU-SE O MASSACRE NA GROTA DO ANGICO.

https://www.youtube.com/watch?v=2ombm8jVBoQ

Publicado em 15 de abr de 2014
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POR QUE O CANGACEIRO " BARREIRA ", matou e cortou a cabeças do colega, também, cangaceiro, "ATIVIDADE " ?

Por Volta Seca

Veja, como foi...!

Nessa ENTREVISTA, abaixo, dada ao Jornal A NOITE / RJ, ele explica as razões e, narra em detalhes, como procedeu....Confiram a entrevista e a foto, que é bastante conhecida, Cortesia Dr. Frederico Pernambucano.

BARREIRA é o mais novo dos bandidos, apesar de ser um dos mais corpulentos. Conta, apenas, 20 anos de idade, é da cor branca e olhar resoluto.

Entrou para o cangaço por instinto de vingança.

- Os bandidos, começou a contar BARREIRA, no seu linguajar pitoresco – foram a minha casa e aí espancaram muito a minha família. Nasceu em mim uma vontade doida de me vingar. Tenho, apenas, seis meses no cangaço. Era vaqueiro do coronel João Lessa, de Penedo. 
Ingressei, primeiro, no grupo de “Português“, com o propósito de vingança e, não tardou muito tempo, satisfiz meus intentos. Quando em combate tinha vontade de passar para o lado da polícia, mas temia ser assassinado.

Perguntamos-lhe o motivo porque matou o cangaceiro “Atividade“, ao que nos respondeu:

- Esse que entrou para o cangaço mantive constantes rixas com “Atividade“, que me insultava muito. Um dia ele disse que eu, ele e seu irmão “Velocidade” íamos atacar a fazenda onde morava meu irmão. No caminho fiz o possível para ter uma oportunidade de os matar, até que chegou o momento preciso. Assim, ao chegarmos perto de uma fonte “Atividade” mandou o irmão “Velocidade“ buscar água para a gente. Enquanto isso ele ficou a me insultar, chamando-me até de sem vergonha. Aproveitei um descuidozinho dele e “despejei-lhe“ o fuzil, enquanto o outro irmão estava pegando a água. “Velocidade” ao ouvir os tiros, veio logo ao nosso encontro, enquanto que eu, por trás de uma palmeira, descarreguei o fuzil contra ele, que saiu em debandada.
Não sei se o feri. Torei a cabeça de “Atividade“ com um facão, e segui com ela para a Fazenda Belo Horizonte, e, mandei chamar o sargento e me entreguei. Quero ser soldado, termina Barreira, a sua declaração, e, dar caça aos bandidos, e, sorri satisfeito. Chama-se JOÃO CORRÊA, é natural da cidade de Pão de Açucar-AL.

Os bandidos tinham cabeleiras enormes e, alguns, ostentam pentes de cores berrantes. Conversam com desembaraço. E, todos eles afirmam que o cangaço morreu com LAMPIÃO. “CORISCO“ que seria o homem ideal para substituir o terror do nordeste, não correspondeu às expectativas. Vive constantemente “embriagado“ e, não tem a mesma fibra do antigo chefe. A opinião dos cangaceiros a esse respeito é unânime. 

Tem-se a impressão de que muito em breve a polícia conseguirá a captura de todos os cangaceiros.

OBS: Mesmo tendo cortada a cabeça do amigo cangaceiro e, a levado para a polícia, além de ter se entregado, o cangaceiro BARREIRA cumpriu pena, junto com outros, na Penitenciária de Maceió.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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O CANGACEIRO ANTONIO ROSA


Detalhe que Antonio entrou para o cangaço cedo, em 1920, participou do bando de Sinhô Pereira, esteve em diversos ataques, depois da saída de Sinhô permaneceu e fez parte do primeiro bando comandado por Lampião, estava junto com o futuro Rei no primeiro combate e até em lambanças como certa vez os cabras descansando no meio da mata, após ouvir um barulho saíram atirando que nem uns doidos, depois descobriram que era apenas um bode, que depois foi encontrado morto todo furado de bala(blog do mendes). Também consta ter certo parentesco distante com os Ferreira. Lampião poderia ter ganhado muito mais com ele vivo do que com ele morto, deve ter tido algum motivo ou alguma conversa para ter dado tal sentença, ninguém iria querer perder um cabra de alta periculosidade, poderia simplesmente fazer como depois fez, dar um subgrupo a Antônio, mas na época como ainda estava nos primeiros anos, talvez não tivesse ainda o prestígio máximo que construiu, para se consolidar realmente como rei insubstituível.

Fonte: facebook
Página: Guilherme Velame
Grupo: O Cangaço

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LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

gilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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A GRANDE MARCHA DE LAMPIÃO PARA MOSSORÓ Parada 12 - ASSALTOS A MUMBAÇA, CACHOEIRINHA E CACIMBA DE VACA

Por Geziel Moura

O bando de Lampião, após deixarem Boa Esperança (Antônio Martins), seguiram para o, então, povoado de Mumbaça, hoje município de Frutuoso Gomes, ainda, na região da Serra do Martins. Assim, chegaram por volta das 20 horas, e dirigiram-se para a casa do maioral do local, o Sr. Frutuoso Gomes, cuja residência, estava sendo celebrada novena, em louvor a Santo Antônio.

Capela de Mumbaça, hoje Frutuoso Gomes (RN) - foto capturada por Geziel Moura

Não é preciso dizer, que a correria foi grande com a chegada do bando, e que a novena acabou naquele instante. Entretanto, como sabemos, Lampião é muito imprevisível em seus procedimentos, mandou retalhar tecidos roubados em Boa Esperança, e ordenou que fosse entregue ao povo, que olhou desconfiado daquele ato de caridade e generosidade, porém ninguém se atreveu ir buscar o "presente".

Estação de trem (Não existia, quando Lampião passou pelo povoado) - foto capturada por Geziel Moura

A trégua terminou, a casa de João Gomes, irmão de Frutuoso Gomes, foi a primeira a ser saqueada, além de sua família sofrer toda sorte de ameaças. Prenderam Raimundo Inácio para servir de guia até a Fazenda Cacimba da Vaca, a próxima a ser visitada, sem antes passarem no Sítio Cachoeirinha de Joaquim Vitor, e realizarem o de sempre, saques, roubos e depredações.

Casa da Fazenda Cacimba de Vaca - foto capturada por Geziel Moura
Casa da Fazenda Cacimba de Vaca - foto capturadas por Geziel Moura

Quinze minutos depois, os bandoleiros adentraram a fazenda Cacimba da Vaca de Joaquim Dias Cunha, desta vez, os moradores fugiram a tempo. Lampião sabia, desde Boa Esperança que o fazendeiro era homem de posses, porém nada pode fazer, devido a ausência dele, a não ser gritar e ameaçar em direção a mata escura: " Não adianta se esconder Quinca! Eu sei que você tem filhos, um deles eu prendo, e você paga o resgate". Esta promessa Lampião cumpriu, o que veremos na próxima postagem.

Fonte: facebook
Página: Geziel Moura

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

UMA POSTAGEM EXTRA QUE VALE A PENA - VAMOS PROTEGER A NATUREZA

Por José Mendes Pereira
https://www.youtube.com/watch?v=C1vEuiMpahM

AMAZÔNIA - ROBERTO CARLOS

Tanto amor perdido no mundo
Verdadeira selva de enganos
A visão cruel e deserta
De um futuro de poucos anos
Sangue verde derramado
O solo manchado
Feridas na selva
A lei do machado
Avalanches de desatinos
Numa ambição desmedida
Absurdos contra os destinos
De tantas fontes de vida
Quanta falta de juízo
Tolices fatais
Quem desmata, mata
Não sabe o que faz
Como dormir e sonhar
Quando a fumaça no ar
Arde nos olhos de quem pode ver
Terríveis sinais, de alerta, desperta
Pra selva viver
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
Todos os gigantes tombados
Deram suas folhas ao vento
Folhas são bilhetes deixados
Aos homens do nosso tempo
Quantos anjos queridos
Guerreiros de fato
De morte feridos
Caídos no mato
Como dormir e sonhar
Quando a fumaça no ar
Arde nos olhos de quem pode ver
Terríveis sinais, de alerta, desperta
Pra selva viver
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
RC e coro: Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
RC e coro: Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo
coro: Amazônia, insônia do mundo

veja.abril.com.br
www.planetaeducacao.com.br
Fonte da imagem: acritica.uol.com.br

Quem poderá me defender dos predadores, já que eu não tenho mais lugar para ficar?

Enviado em 14 de novembro de 2007
Roberto Carlos - Amazônia
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"Tolo" por Roberto Carlos ()

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NATAL EM TEMPOS DIFÍCEIS

Por Rangel Alves da Costa*

As imagens servem para exemplificar como o Natal vem se transformando ao longo dos anos. Os cartões postais (que praticamente não existem mais) mostravam os três reis magos seguindo a estrela-guia em direção ao local do nascimento do prometido. Noutra cena, o estábulo tendo uma manjedoura ao meio e o menino sendo visitado por bois, cavalos, aves, ovelhas e outros animais. Um cenário empobrecido, ladeado de capim seco, pedras, garranchos trazidos pela ventania. E ali José e Maria adorando e protegendo o pequenino. Neste sentido são as cenas retratadas nos presépios.

Deste nascimento é que vem o espírito natalino. Para a cristandade, tal espírito representa o advento, ou seja, o nascimento ou a vinda do menino Jesus, que outro não é senão o Deus encarnado. No Natal, pois, celebra-se a vinda do Messias como a grande esperança da humanidade. É a preparação dessa chegada, renovada a cada ano, que caracteriza o espírito natalino: um tempo de preparação, de reflexão, de renovação das esperanças. Mas sempre em obediência à simplicidade daquele estábulo, sua manjedoura e o menino nascido em tão humilde família.

Com o passar dos anos, e aquelas imagens permanecendo apenas nos cartões natalinos e nos presépios, o período natalino foi sendo transformado de tal modo que sua caracterização ficou por conta dos enfeites reluzentes, das luzes espalhadas por todo lugar, nos pisca-piscas e nos adornos cada vez mais tecnologizados. Arrefeceram o sentido religioso da celebração, transformaram um período de solene reflexão em algazarra consumista, transmudaram toda a simbologia natalina num festim desenfreado de gastos, troca de presentes, preparação de ceias suntuosas e brindes com importados.

Quando aqueles três reis magos (Belchior, Baltasar e Gaspar) se dirigiram à Belém para presentear o menino Jesus com ouro, incenso e mirra, e mais tarde as pessoas se contentavam em oferecer doces, frutas e presentes modestos aos parentes e amigos, jamais imaginariam a feição que tais lembranças foram tomando. Modernamente, presentear alguém com presente barato é correr sério risco de inimizade. Houve um tempo de sinceros agradecimentos ao receber um simples cartão natalino ou mesmo uma folhinha ou calendário, mas de repente ou se dá a marca, a grife ou a etiqueta ou sequer receberá ao menos um abraço.


E assim porque o Natal passou a ser tido como mero período de compras. As lojas se enfeitam de luzes e adornos não para relembrar o nascimento do menino, mas para chamar clientes. Muitas pessoas passam a frequentar as igrejas não porque estejam com a fé reanimada, mas para implorar recursos para a compra de muitos e alentados presentes. Os enfeites das ruas e avenidas nada têm de sagrado, mas apenas para atender aos anseios comerciais e as imagens das administrações. Para uma ideia do uso do Natal para outros fins, basta conhecer a decoração dos shoppings. Mais parece uma gigantesca árvore natalina, mas objetivando somente recordar que é preciso comprar - e comprar cada vez mais - para presentear os amigos.

Foi o consumismo - ao lado da pouca religiosidade do povo - que retirou do Natal o seu verdadeiro espírito, ou ainda o seu sentido de fraternidade, reflexão e humanitarismo. Ao invés de visitar um parente ou um enfermo, a pessoa geralmente prefere o caminho do shopping ou dos grandes centros comerciais E de lá sempre sai carregada de pacotes e embrulhos enfeitados, ainda que a conta do cartão deixe de ser paga já no começo do ano. Ninguém se reveste de realidade e afirma a si mesmo que dessa vez não pode comprar qualquer presente. Pelo contrário, se endivida como pode para satisfazer o ego e a vaidade. Do mesmo modo age em casa, quando enche a mesa pelo simples prazer de chamar uma vizinha para que assim a aviste.

Mas o que fazer agora, ante os tempos tão difíceis? Com toda população reclamando da crise, dos aumentos de tudo, da falta de dinheiro, do décimo-terceiro fatiado, da falta de qualquer perspectiva de melhoria financeira, então logo se imagina um refreamento do consumismo. E assim certamente será, mesmo que muita gente ainda insista em se endividar até o crédito acabar. Contudo, mesmo que forçadamente, grande parte da população haverá de se contentar com um Natal das vacas magras. Assim como aquela vaquinha ossuda ao lado da manjedoura. E será o começo do reencontro com aquele espírito natalidade imorredouro.

Serão estes tempos difíceis que farão com que o espírito natalino enfim retome um pouco de sua verdadeira feição. Sem a fartura da ceia, talvez as famílias reconheçam o valor de outro pão. Sem os presentes caríssimos, talvez as pessoas compreendam o valor de uma singela recordação. Sem tantos shoppings, centros comerciais e lojas em suas vidas, talvez as pessoas encontrem um tempinho para a igreja, para a eucaristia, para a oração. Sem uísque e champanhas importados, talvez muitos valorizem mais o diálogo sóbrio e fraternal.

O que talvez nunca mude são as esperanças de alguns. E que são tantos e por todo lugar: o menino pobre esperando que Papai Noel deixe qualquer presentinho na janela de seu barraco.

Poeta e cronista
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REVISTA ISTO É, PUBLICA ENTREVISTA DE CAMILO VANNUCHI

Por Benedito Vasconcelos

A revista Isto é, publicou esta  excelente entrevista de Camilo Vannuchi. O entrevistado é Roberto  Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de  empresas pela USP, consultor  organizacional e conferencista de  renome nacional e internacional.

UMA DAS PERGUNTAS, VEJA A SEGUIR E MEDITE.

ISTO É :  Muitas pessoas têm buscado sonhos  que não são seus?

Shinyashiki : A sociedade quer definir o  que é certo. São quatro loucuras da sociedade:

A primeira é: instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados  individuais.

A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os  dias.

A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.

Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo.

Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.

As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.

Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do  casamento.

Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família  ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.

Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de  pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre  procurei conversar com eles na hora da morte.

A maior parte pega o médico  pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe  morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser  feliz".

Eu sentia uma dor enorme  por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a  felicidade é feita de coisas pequenas.

Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o  dinheiro  em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter  esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a  vida.

Deus nos criou para vivermos a vida em toda a sua plenitude, para sermos felizes, sermos livres... não se deixe escravizar... não seja escravo da ganância... do egoísmo... da amargura... do ressentimento... da falta de tempo...

Tenha tempo para Deus, para sua família, para você mesmo!

Seja livre para amar...para perdoar...para sonhar...para  viver!

"Não espere a hora da sua morte para lembrar-se de que é preciso aproveitar a vida e ser feliz!" Muito Bom Dia!

Enviado pelo professor e escritor Benedito Vasconcelos Mendes

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ANTÔNIO VIEIRA (VOLANTE) E ANTÔNIO IGNÁCIO DA SILVA “MORENO” (CANGACEIRO).


Durante o cangaço esses dois homens lutaram em lados opostos, um ao lado da “lei” e o outro contra ela.

As divergências ficaram no passado e o tempo os uniu em torno de um único objetivo... ou seja... o resgate da história.

Antônio Vieira (volante) e Antônio Ignácio da Silva “Moreno” (cangaceiro) estiveram presentes em importantes e significativos momentos da história do cangaço.

Suas histórias e depoimentos foram coletados e através de suas informações foi possível resgatar inúmeros fatos e acontecimentos que ambos vivenciaram e testemunharam enquanto estiveram envolvidos na peleja do cangaço.

Graças à colaboração desses e de tantos outros personagens da história cangaceira é que hoje temos acesso a um vasto material sobre o fenômeno cangaço.

A essas pessoas o nosso respeito e reconhecimento.

Fonte: Facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (administrador)
Grupo: O Cangaço

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SÓ PARA VOCÊ SABER O DESRESPEITO COM A NATUREZA DO NOSSO PLANETA


A árvore mais antiga da Amazônia acaba de ser cortada "acidentalmente" por madeireiros.

Estima-se que a Samauma tinha, baseado nos anéis concêntricos do tronco, aproximadamente 5.800 anos. 
Quem vai pará-los?


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Cariri Cangaço...Floresta 2016 Por Jorge Remigio

Amelia, Jorge Remígio, Manoel Serafim, Aninha Ferraz, Narciso Dias e Manoel Severo em Floresta

Ir até Floresta no primeiro Cariri Cangaço em solo pernambucano, é como retroceder no tempo, indo até a gênese do cangaço lampiônico. É ir até à casa dos perseguidores contumazes do terror do sertão. Os famosos Nazarenos. A região que circunda a cidade de Floresta, foi palco de importantes episódios na história do cangaço. Fatos que precedem o cangaço de Lampião, como os embates de Cassimiro Honório e José de Souza na região do Navio. Cangaceiros de honra.

Região onde atuou Horácio Cavalcanti de Albuquerque, conhecido como Horácio Novais. Em um primeiro momento fazendo um cangaço de honra, de vindicta. Porém, no curso do seu cangaço, passa a adotar outras atitudes. Abandona os objetivos iniciais e faz a transtipicidade para um cangaço de 'negócio''', de meio de vida, aliando-se várias vezes ao grupo de Lampião, causando transtorno à sua importante família.


Região onde atuou o grupo dos Caboclos ou Pequenos, de atuação também do cangaceiro Antônio Germano e também dos irmãos Marinheiro. Então, Floresta é um complexo que envolve fatos retumbantes na história do cangaço, locais emblemáticos e de importância tamanha para nossos estudos e o principal que foram às pessoas dessa região que se envolveram de alguma forma nesse fenômeno chamado cangaço. Quem viver verá!

Então que venha o Cariri Cangaço Floresta em Maio de 2016!

Jorge Remígio
Pesquisador, Conselheiro Cariri Cangaço

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RESQUÍCIOS DA PASSAGEM DE LAMPIÃO POR MOSSORÓ/RN


Antiga Estação Ferroviária onde atualmente funciona a Estação das Artes “ELISEU VENTANIA” na cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte, local que foi utilizado como trincheira na ocasião da tentativa frustrada de invasão à cidade por parte de Lampião e seus comandados em 13 de junho de 1927.

Hoje a antiga trincheira é um local destinado à preservação e manutenção da história e da cultura.

Fotografia: George Valery Ferreira Guimarães (Mossoró/RN)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)
Grupo: O cangaço

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EXPEDITA FERREIRA ÚNICA FILHA DE LAMPIÃO, EM FOTO, RARA, AINDA, NA ADOLESCÊNCIA.


EXPEDITA FERREIRA ÚNICA FILHA DE LAMPIÃO, EM FOTO, RARA, AINDA, NA ADOLESCÊNCIA.
A Sra Expedida, ainda é viva e mora em Aracaju Simpatia de pessoa.

Fonte: Jornal O Globo, (edição...?)

Fone: facebook

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NADA TEM A VER COM CANGAÇO, MAS SÓ PARA RECORDAR ENQUANTO NÃO VEM CANGAÇO


VENDI OS BOIS - OS INCRÍVEIS

Vendi os bois.
O filho moço vai casar.
É feriado hoje, a roça vai parar.
Vem cá depois,
Preciso mandar ver peru.
Ô Rosa, vê se os dois preferem um tatu.

Hei!
Sela meu burro, Zé!
Vai convidar Tião.
Traz da cidade um pano pra mulher.
Hei, Rosa olhe o pirão,
Põe caldo de feijão,
Faz da maneira que o pai dela quer.

Vendi os bois.
O filho agora vai casar.
Vai ser a melhor festa que eu dei no lugar.
Vem cá depois.
Preciso mandar ver melão.
Ô, Rosa, vê se o doce é melhor de mamão.

Hei!
Sela meu burro, Zé!
Vai convidar Tião.
Traz da cidade um pano pra mulher.
Hei, Rosa olhe o pirão,
Põe caldo de feijão,
Faz da maneira que o pai dela quer.

Vendi os bois, vendi os bois...

JOVEM GUARDA - Os incríveis - Vendi os bois
Enviado em 11 de fevereiro de 2011
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A GRANDE MARCHA DE LAMPIÃO PARA MOSSORÓ Parada 11 - INVASÃO AO POVOADO DE BOA ESPERANÇA (RN)

Por Geziel Moura

Depois que partiram do Sítio Morcego, os cangaceiros, continuaram contornando a Serra de Martins (RN), estiveram presentes em diversos sítios, muitos deles não existem mais: Sítio Ribeiro, Corredor, Buracos, Carnaubinhas e Cajueiro, na sequência eles invadiram o, então, povoado Boa Esperança, hoje a cidade de Antônio Martins.

Capela de Santo Antônio que estava em festa por ocasião da invasão do povoado. - As fotos foram flagradas por Geziel Moura

Na época, Boa Esperança era cidade de poucos habitantes, e a população aguardava a banda, responsável pela atração musical da festa, em comemoração a Santo Antônio, que iria acontecer pela noite. Como era de costume, o aviso da presença de cangaceiros na região, chegou antes deles, porém Justino Ferreira de Souza o líder do local. entendeu que por se tratar de momento festivo, Lampião iria aliviar o povoado, e nada fez, apenas esperou. 

Residência de Augusto Nunes de Aquino e Rosina Novais - As fotos foram flagradas por Geziel Moura

Lampião entrou em Boa Esperança, como o exército nazista em Paris, a cabroeira com cara de poucos amigos, começou a fazer saques e roubos nas casas e bodegas.

Residência de Augusto Nunes de Aquino e Rosina Novais - As fotos foram flagradas por Geziel Moura

A casa comercial de Augusto Nunes de Aquino também foi alvo de depredação, prenderam o comerciante com toda a família e pediram resgate, de 2 contos de réis por sua liberdade, quando se preparavam para levar sua esposa, D. Rosina Novais esbravejou: "Que terra sem proteção essa?Parece que não tem homem...na minha terra ninguém se atreveria a fazer isso", a presença de espírito da mulher, levou Sabino aos gritos perguntar a mulher que "terra" era esta, ela respondeu: "Sou de Floresta do Navio, Pernambuco", foi a senha para que deixassem em paz Augusto Nunes de Aquino, principalmente porque sua esposa era parente de Elias e Emiliano Novais amigos de Lampião. Virgolino pediu desculpas pelos transtornos causados ao casal.

Fonte: facebook
Página: Geziel Moura

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