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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O CANGACEIRO CHICO PEREIRA FOI ASSASSINADO EM TERRAS POTIGUARES

Por José Mendes Pereira

O cangaceiro Chico Pereira que era paraibano, filho de dona Maria Egilda e do coronel João Pereira, tendo este sido assassinado por um senhor chamado Zé Dias. Chico Pereira perseguiu o assassino do seu pai, levou aos pés das autoridades, e dias depois, o criminoso estava solto. Chico Pereiravingou a morte do pai e sem muito pensar, tornou-se cangaceiro. 

Os pais do cangaceiro Chico Pereira

Chico Pereira comandou vários ataques, inclusive com cangaceiros da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia", de Virgolino Ferreira da Silva o rei do cangaço Lampião. 

Chico Pereira passou seis anos nessa vida, até encontrar a morte misteriosa numa estrada do Estado do Rio Grande do Norte, aos 28 anos de idade, a 24 de agosto de 1928, uma morte que os dias de hoje não foi esclarecida o motivo da tamanha covardia.

Alguns afirmam que foi queima de arquivo e outros dizem que foi por covardia mesmo, feita com o  cangaceiro.

Fonte de pesquisa:  http://cariricangaco.blogspot.com.br/2013/06/jarda-o-amor-de-chico-pereira.html

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FATOS QUE MARCARAM NOSSA HISTÓRIA...

Por Rivanildo Alexandrino

Um fato marcante na história de Frutuoso Gomes e quase totalmente desconhecido pela população, é que, na antiga casa do agente ferroviário, onde hoje funciona a Casa de Cultura, nasceu uma mulher que entrou para triste história do Brasil no período da Ditadura Militar.


Trata-se da jovem Anatália de Melo Alves, nascida nesta cidade em 9 de julho de 1945, filha do Agente Ferroviário Nicácio Loia de Melo. Já morando em Mossoró a jovem Anatália conheceu um rapaz chamado Luiz Alves Neto, com quem começou a namorar e casou-se tempos depois.

Em 1969 passou a atuar juntamente com o esposo, no PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário), passando a morar no estado de Pernambuco atuando nas Ligas Camponesas, aonde foi presa juntamente com o marido em 17/12/1972. Juntos foram transportados ao DOPS de Recife onde foram torturados.

Anatália foi terrivelmente torturada até a morte, como foi encontrada numa cela, no porão do DOPS em Recife em 22/01/1973.

Hoje existem vários prédios, ruas e um colégio em Mossoró com o seu nome, e a mesma foi homenageada pelo prefeito de Frutuoso Gomes dando o nome à Casa de Cultura de CASA DE CULTURA ANATÁLIA DE MELO ALVES. Nada mais justo que prestar essa homenagem a essa jovem que morreu defendendo seus ideais para um Brasil livre da Ditadura Militar.


Ainda sobre Anatália...

Quem visita a Casa de Cultura de Frutuoso Gomes, que funciona na antiga casa do agente ferroviário, tem a oportunidade de conhecer um lugar muito importante para nossa história. Ali, naquela antiga casa, nasceu em julho de 1945, Anatália de Melo Alves que ainda jovem, foi presa, tortura e morta pelo então regime da ditadura militar do nosso país.

Anatália foi encontrada morta numa cela do DOPS, em Recife, no dia 22 de janeiro de 1973.

Foto do quarto onde a mesma nasceu... Coloquei algumas fotos e artigos de jornais sobre ela no local.

Rivanildo Alexandrino. Potiguar, nordestino da gema, sertanejo, natural de Frutuoso Gomes. Admirador incondicional da arte de Zé Ramalho, o grande gênio de Brejo do Cruz.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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CANGAÇO NO PIAUÍ


 Mais um livro do escritor e fundador da SBEC -  (Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço) Paulo Gastão.


Entre em contato com o autor através deste e-mail: paulomgastao@hotmail.com

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SÓ ENQUANTO NÃO VEM CANGAÇO - UM HOMEM DE CONSCIÊNCIA

Por Monteiro Lobato
BBC.com

UM HOMEM DE CONSCIÊNCIA
     
Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.
     
Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos queriam: mudar-se para terra melhor.
     
Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.
     
– Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons – agora só um, e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está se acabando…
     
João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.
     
– É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então eu arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.
     
Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada…
     
Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado – e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!
     
João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalinho magro e partiu.
     
Antes de deixar a cidade, foi visto por um amigo madrugador.
     
– Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?
     
– Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.
     
– Mas como? Agora que você está delegado?
     
– Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus.
     
E sumiu.

(Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo,   Editora Brasiliense, 1965)

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NOTA DE PESAR!


Ainda consternados com o assassinato do amigo Washington Gomes Lima, bisneto de um dos principais personagens do ciclo coronelístico do sertão pernambucano, coronel "Anjo da Gia". No recente Cariri Cangaço Floresta, Washington juntamente com sua família, sua esposa Michele , e a estimada Rute, nos recepcionaram e nos proporcionaram um dia realmente inesquecível na Fazenda Poço do Ferro. 

Reforçando a Nota de nosso Conselheiro Manoel Serafim; registramos o pesar de toda família Cariri Cangaço.

Manoel Severo Barbosa.

Vejam como foi nossa visita ao Poço do Ferro com o companheiro Washington Lima: http://cariricangaco.blogspot.com.br/…/poco-do-ferro-e-mort…



https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?fref=ts

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LAMPIÃO O CANGACEIRO!


Nova Tiragem do Livro:
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AVENIDAS DE CAJAZEIRAS ENGENHEIRO CARLOS PIRES DE SÁ

 Por: José Antônio Albuquerque

O longo trecho desta avenida vai desde a Rua Tenente Arsênio, em frente da Cadeia Pública, até as proximidades do Bairro Santo Antonio, onde se inicia a Rua Romualdo Rolim.

Todo este percurso, demanda ao Ceará, que primitivamente era denominada de Rua da Rodagem, recebendo depois o nome de Rua São José, quando na década de 60 foi pavimentada a paralelepípedos, por decisão do Engenheiro Carlos Pires de Sá Ferreira, então Diretor do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem.


Foi sempre muito movimentada pelo tráfego de veículos que percorriam a estrada, pela zona do meretrício que floresceu, ali, nas imediações do Cemitério Coração de Maria.

Quando Otacílio Jurema foi prefeito, construiu um Açougue Público e um Mercado e instituiu uma Feira Livre, para em seguida ser edificada a Capela de São João Bosco, depois transformada em Paróquia por Dom Zacarias Rolim de Moura, encravada na Praça Camilo de Holanda (Recebeu esse nome, através do Decreto nº 12, de 11 de fevereiro de 1944, baixado pelo prefeito Juvêncio Vieira Carneiro). Nos dias atuais vem se constituindo num dos pólos comerciais mais importantes da cidade e poucas são as residências ali existentes.


O Engenheiro Carlos Pires de Sá Ferreira nasceu no sítio Lagoa, município de Sousa, a 25 de abril de 1921. Filho de Antonio Pires Ferreira e Ester de Sá Pires Ferreira formou-se, em 1947, pela Escola Nacional de Engenharia. Exerceu atividades profissionais na construção da Rodovia Rio - Petrópolis foi assistente técnico do Chefe do 7º Distrito Rodoviário, com sede no Rio de Janeiro e Diretor Geral do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. Tem curso de construção, melhoramento e conservação de estradas de rodagem do “Bureau of Publics Roads”, dos Estados Unidos. Residiu no Rio de Janeiro, mas não conseguimos obter informações se ainda está em atividades. 

Foto: do Acervo de Cristiano Moura


José Antônio Albuquerque. Historiador. Professor aposentado do Departamento de História do Centro de Formação de Professores da Universidade Federal de Campina Grande - Campus de Cajazeiras/PB. Diretor-Presidente do Sistema Alto-Piranhas de Comunicação.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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ARMADILHAS DO AMOR

*Rangel Alves da Costa

Armadilhas do amor. Parece nome de novela mexicana, mas a pura realidade. Rasgada, apaixonada, enlouquecida, mas espelhando os desafios e as armadilhas do amor. E armadilhas que bem poderiam ser tocaias, emboscadas, verdadeiras arapucas.

E também perigosas demais, pois podem dilacerar, podem ferir e açoitar, fazer sofrer, fazer chorar. Até enlouquecer. O pior que tudo acontecendo sem sequer a pessoa ter consciência suficiente para entender a sua verdadeira situação.

Refém da surpresa pelo amor abruptamente chegado, a pessoa sequer possui condições mentais para sopesar os perigos, as ameaças ou oportunidades. Passa a caminhar no escuro, a subir entre nuvens, a sentir-se noutro mundo. E com as consequências mais imprevisíveis que possam existir.

Tudo acontecendo de modo inverso ao esperado no amor. Começa a sofrer sem reais motivos. Ou pelo amor tão desejado que causa transtorno e ansiedade. Começa a delirar, a fantasiar uma relação ainda sequer começada. Começa pelo fim, eis que já se imaginando apossado do outro.


Lamentável que assim aconteça. Mas assim acontece. E muito mais do que possa imaginar nossa vã filosofia. A pessoa está até bem consigo mesma, acostumada com sua solidão, talvez até já desistindo de encontrar quem compartilhe seus sentimentos, mas de repente e o destino lhe prepara a danada da tocaia.

E das mais preparadas, sem saída mesmo. Chama anjos com setas, redireciona caminhos, faz a pessoa, imperceptivelmente, ir até o alvo de sua sina: a outra pessoa, aquela pessoa que ali já espera para que a trama do destino se enlace ainda mais. Parece tudo inesperado, um acaso apenas, mas não. Tudo planejado por forças misteriosas.

Então, sem saber o que lhe espera, sem imaginar o que lhe aguarda adiante, a pessoa simplesmente se encaminha para ser tocaiado, para cair na armadilha do amor. E basta um breve instante para ter tudo seja transformado em sua vida. E se torna em humilde refém.

O mais difícil de acreditar é que a emboscada não é preparada por um inimigo comum, por um desafeto ou rixoso de outras datas, mas por aquilo tão caro e desejado pelo ser humano: o amor. Sim, pelo amor. Toda a arapuca, repleta de laços e grilhões, preparada pelo amor.

Uma desmedida covardia. Uma traição imperdoável. Ora, a pessoa luta, busca, se esforça, tudo faz para dizer a si mesma que está amando, que enfim encontrou sua outra metade, que está feliz por dentro e por fora, e nada simplesmente acontece. E quando acontece é desse jeito: um vulcão de boca aberta.

Uma covardia sem fim. Numa casualidade da vida (também chamada de destino em desavergonhada cumplicidade), num ocasião qualquer, eis que o olho encontra um olho adiante e tudo parece revirar. A coisa é tão forte e impactante que a pessoa nem consegue pensar muito. Encontrei, enfim! Logo imagina.

Tudo difícil demais de entender por que assim acontece. Dia após dia, noite após noite, anos a fio, e nada de aquele encontro acontecer. Contudo, do nada, como verdadeira armadilha, o destino encurta o caminho, marca o encontro e depois se afasta. Injusto que assim faça, mas faz.

E se afasta como se dissesse a si mesmo que já fez a sua parte e agora cabe aos dois se resolverem sozinhos. Vai embora e deixa para ser resolvido entre os dois. Mas agora é que surge o problema maior. Ou problemas maiores, vez que o encontro marcado pelo destino nem sempre traz as consequências desejadas.

Mas o problema maior é quando a outra pessoa olha, sorri com o olhar, sorri com a boca, corresponde a tudo, mas na hora da proximidade fica dando volteios. Ainda por cima, depois é que começa mesmo o jogo da judiação. Quer mas não quer, não é bem assim, precisamos conversar melhor, precisamos disso e daquilo.

Não me alongarei nos detalhes. Mas é por isso que os copos são revirados, os juízos desconcertados, as dores e os sofrimentos sem fim. E ter a certeza que amar assim é sempre perder a paz e padecer muito mais.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A MAIS BELA VOZ


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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HISTÓRIA DE PADRE CÍCERO


Padre Cícero nasceu em Crato, uma cidadezinha no estado do Ceará. A data de nascimento foi dia 24 de março de 1844. Filho de Joaquim Batista e Joaquina Romana, que era conhecida por todos como “Dona Quinô”. Em seu sexto aniversário, Cícero começou a estudar. Já com 12 anos, fez voto de castidade, influenciado pela leitura da vida de São Francisco de Sales.

Em 1860, aos 16 anos, Cícero foi estudar em Cajazeiras, Paraíba, onde ficou apenas dois anos, pois seu pai faleceu em 1862. Isso o obrigou a parar de estudar e voltar para ajudar sua mãe e suas duas irmãs solteiras. A perda do pai trouxe graves problemas financeiros à família. Em 1865, aos 21 anos, entrou no seminário em Fortaleza.

Padre Cícero foi ordenado no dia 30 de novembro de 1870, com 26 anos. Voltou para Crato, à espera de uma paróquia para liderar. Nesse tempo, lecionou Latim no Colégio local.

A mudança de Padre Cícero para Juazeiro

No Natal de 1871, aos 28 anos, Padre Cícero conheceu o povoado de Juazeiro. Ele gostou tanto do povo de lá que dali a alguns meses, em 11 de abril de 1872, ele voltou para ficar, acompanhado de sua família.

Vários biógrafos afirmam que Padre Cícero mudou-se para Juazeiro por causa de um sonho onde viu Jesus Cristo e os doze apóstolos. De repente, uma multidão de pessoas carregando seus pobres pertences invadiu o local. Então, Jesus virou-se e disse: “E você, Padre Cícero, tome conta deles!”  Pe. Cícero obedeceu sem pestanejar.

Apostolado

O lugarejo tinha umas poucas casas de taipa e uma capelinha de Nossa Senhora das Dores, Padroeira de Juazeiro. Padre Cícero reformou a capela e depois, começou um intenso e trabalho pastoral através da pregação, do aconselhamento, das confissões e das visitas domiciliares. Por isso, ele logo ganhou a simpatia do povo, tornando-se uma grande liderança na comunidade.

Padre Cícero moralizou os costumes do povo, acabou com os excessos de bebedeira e a prostituição que havia em Juazeiro. O trabalho cresceu. Por isso, Cícero recrutou mulheres solteiras e viúvas e organizou uma irmandade leiga, formada por beatas, sob sua inteira autoridade, para auxiliá-lo no trabalho pastoral.

Padre Cícero milagreiro

No dia 1 de março de 1889, um fato mudaria a vida de Padre Cícero para sempre, bem como a rotina de Juazeiro. Naquele dia, quando a beata Maria de Araújo recebeu a comunhão das mãos do Padre Cícero, a hóstia consagrada se transformou em sangue na boca da beata. O fenômeno aconteceu outras vezes. Por isso, o povo entendeu que se tratava de um novo derramamento do sangue de Jesus Cristo.

Diferentes visões Igreja

Prudente, Padre Cícero pediu que dois médicos e um farmacêutico estudassem o caso.  Estes acompanharam o fenômeno, estudaram, analisaram e assinaram atestados afirmando que o fato era inexplicável à luz da ciência.

O atestado reforçou a fé no milagre. Começaram, então, as peregrinações para Juazeiro. O povo queria ver a beata e adorar os panos manchados de sangue. O bispo de Fortaleza chamou Padre Cícero para esclarecimentos. Depois mandou que os fatos fossem investigados oficialmente.

A Comissão nomeada pelo bispo foi a Juazeiro, assistiu às transformações, examinou a beata, ouviu testemunhas e concluiu que o fato era realmente de origem divina. Mas o bispo, influenciado por clérigos que rejeitavam a ideia de milagre, nomeou outra Comissão, que foi a Juazeiro, convocou a beata, deu a comunhão a ela e nada de extraordinário aconteceu. Então, foi concluído que não houve milagre.

O Padre Cícero, o povo e todos os padres que acreditavam no milagre protestaram. Isso foi visto como desobediência ao bispo. O bispo enviou um relatório à Santa Sé e esta confirmou a decisão do bispo contrária ao milagre. Os padres foram obrigados a se retratarem e Padre Cícero foi suspenso de ordem, acusado de manipulação da fé.

Durante toda a vida Padre Cícero tentou revogar essa pena, mas não conseguiu. Ele até conseguiu uma vitória em Roma, quando lá esteve em 1898. Mas, o bispo não voltou atrás.

A vida política de Padre Cícero

Proibido de celebrar Missas, Padre Cícero entrou na vida política atender aos apelos dos amigos, quando Juazeiro começou a lutar por emancipação política, o que ocorreu em 22 de julho de 1911. Padre Cícero foi nomeado Prefeito do novo município. Além de Prefeito, também foi nomeado Vice-Governador do Ceará, mas nunca ocupou o cargo.

Era muito grande o volume de correspondências que Padre Cícero recebia e mandava. Não deixava nenhuma carta, mesmo pequenos bilhetes, sem resposta, e de tudo guardava cópia.

Encontro com Lampião

Padre Cícero encontrou-se com Lampião em 1926. Aconselhou-o a deixar o cangaço, e nunca lhe deu a patente de Capitão, como foi dito em alguns livros.

Importância de Padre Cícero para a fé de Juazeiro

Padre Cícero é o maior benfeitor e a figura mais importante de Juazeiro. Ele a fez crescer transformando-a na mais importante do interior do Ceará. Os bens que ele recebeu em vida foram doados para a Igreja, principalmente para os salesianos que ele próprio levou para Juazeiro.

Devoção a Padre Cícero

Padre Cícero faleceu no dia 20 de julho de 1934, aos 90 anos. Depois disso, Juazeiro prosperou e a devoção a ele só cresceu. Até hoje, todo ano, no Dia de Finados, uma grande multidão de romeiros, vinda dos mais distantes lugares do Nordeste, vai a Juazeiro para uma visita ao seu túmulo, na Capela do Socorro.

Padre Cícero é uma das figuras mais biografadas do mundo. Sobre ele, existem mais de duzentos livros. Ultimamente sua vida vem sendo estudada por cientistas sociais do Brasil e do Exterior. Não foi canonizado pela Igreja, porém é tido como santo por sua imensa legião de fiéis espalhados pelo Brasil.

O binômio, oração e trabalho era o seu lema. E Juazeiro é o seu grande e incontestável milagre. Em março de 2001, Padre Cícero foi escolhido O CEARENSE DO SÉCULO.

VEJA TAMBÉM EM PADRE CÍCERO


http://www.cruzterrasanta.com.br/historia-de-padre-cicero/51/102/#c

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CONVITE!


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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FREI DAMIÃO NÃO ACEITAVA MÃOS DE FIÉIS SOBRE SUA CABEÇA

Por José Mendes Pereira
https://www.youtube.com/watch?v=Fro6J-n_NpY

Frei Damião não aceitava mãos de fiéis sobre a sua cabeça, mas não era por orgulho, e sim porque aumentava o problema da sua escoliose.

A foto pertence ao acervo do Raimundo Nunes

Lembro-me que na década de 70, em uma das suas missões em Mossoró, à noite, no lago da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no grande Alto da Conceição, 

 www.panormaio.com

a fila de fiéis era enorme, e quando chegou a minha vez de ser abençoado pelo frei Damião, coloquei a minha mão sobre a sua cabeça. De repente com a sua mão, frei Damião tirou a minha mão que estava sobre a sua cabeça dizendo-me:

 "- Não ponha a sua mão sobre a minha cabeça!". 

Eu estranhei aquela atitude do religioso, vez que ele era e é considerado um verdadeiro santo entre os homens do nordeste brasileiro, e de outras regiões do chão do Brasil.

Mas, posteriormente, não sei se era verdade, falaram-me que ele tinha sido advertido por um médico que tratava da sua escoliose, que não deixasse ninguém colocar a mão sobre a sua cabeça, porque aumentava mais ainda o problema. 

De fato! Uma, duas mãos sobre um corpo, não afeta. Mas milhares de mãos, mesmo uma de cada vez, na sequência, tem que pesar, e isso faz com que prejudique mais ainda o corpo que tem escoliose.

Minhas Simples Histórias

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CORONEL DELMIRO GOUVEIA (GERALDO SARNO, 1979)

https://www.youtube.com/watch?v=ZMsyOSwK3zc

Coronel Delmiro Gouveia (Geraldo Sarno, 1979)

Publicado em 1 de abril de 2014

Em fins do século passado, Delmiro Gouveia rico comerciante e exportador do Recife, capital do Estado de Pernambuco, Brasil, sofre perseguições políticas. Seu estilo arrojado e aventureiro lança contra ele muitos inimigos, inclusive o Governador do Estado que manda incendiar o grande mercado Derby, recém - construído por Delmiro Gouveia. 

Mercado do Derby criação do coronel Delmiro Gouveia. Foi inaugurado em 1898. Era uma espécie de precursor dos atuais shoppings - https://avozonline.blogspot.com.br/2016/08/delmiro-gouveia-uma-breve-historia-do.html

Falido e perseguido pela polícia do Governador, Delmiro refugia-se no sertão, sob a proteção do Coronel Ulisses, levando consigo uma enteada do Governador. No sertão, ele recomeça sua atividade de exportador de couros e monta uma fábrica de linhas de costura, aproveitando a energia elétrica de uma usina que constrói na cachoeira de Paulo Afonso, e o algodão herbáceo nativo da região. A Grande Guerra de 1914, impedindo a chegada dos produtos ingleses à América do Sul, garante a Delmiro a conquista desse mercado, sobretudo brasileiro. 

Coronel Delmiro Gouveia

Os ingleses da Machine Cottons, ex-senhores absolutos do mercado, enviam emissários para negociar a situação assim criada. Delmiro nega-se a vender ou associar-se. É assassinado em 10 de outubro de 1917. 

Alguns anos mais tarde, 1929, a fábrica é adquirida pelos ingleses, destruída e lançada nas águas da Cachoeira Paulo Afonso. (Press-release)

Prêmios Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora no Festival de Brasília, 11, 1978, Brasília - DF.. Grande Prêmio Coral no Festival de Havana, 1979 - CU.. Prêmio São Saruê - Federação de Cineclubes do Estado do Rio de Janeiro, 1979. Melhor Diretor - Troféu Golfinho de Ouro, 1979 - Governo do Estado do Rio de Janeiro

Elenco:

Falco, Rubens de (Coronel Delmiro Gouveia)
Parente, Nildo (Lionello Lona)
Soares, Jofre (Coronel Ulisses Luna)
Berdichevsky, Sura (Eulina)
Dumont, José (Zé Pó)
Graça, Magalhães (Gal. Dantas Barreto)
Sena, Conceição (Mulher de Zé Pó)
Freire, Álvaro (Tenente Isidoro)
Déda, Harildo (Coronel Zé Rodrigues)
Adélia, Maria (Dona Augusta)
Bourke, Denis (Mister Hallam)
Alves, Maria (Jove)
Almeida, Henrique (Oswaldo)
Gama, João (Chefe da estação)
Wilson, Carlos
Ribeiro, Sue
Guerra, Hélio (Sertanejo)

Ficha completa da Cinemateca Brasileira: http://cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis...
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LANÇAMENTO DE ANTOLOGIA


Enviado pelo professor, escritor, fundador e diretor do Museu do Sertão de Mossoró Benedito Vasconcelos Mendes

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CORONELISMO E MESSIANISMO


INTRODUÇÃO

Em 1934 morria em Juazeiro do Norte um "messias", também perseguido pela Igreja Católica, porém, ao contrário de Antonio Conselheiro, o Padre Cícero Romão Batista era um aliado dos coronéis do Vale do Cariri, que a partir de 1912 lutaram contra a política de intervenções do governo federal e derrubaram o governador Franco Rabelo.

O MESSIANISMO

Considera-se como movimento messiânico, aquele que é comandado por um líder espiritual, um "messias", que a partir de suas pregações religiosas passa a arregimentar um grande número de fiéis, numa nova forma de organização popular, que foge as regras tradicionais e por isso é vista como uma ameaça à ordem constituída.

Esses movimentos tiveram importância em diversas regiões do país; no interior da Bahia, liderado pelo Conselheiro, em Juazeiro do Ceará, liderado pelo Padre Cícero, no interior de Santa Catarina e Paraná, liderado pelo beato João Maria e novamente no Ceará, sob comando do beato José Lourenço; somente foi possível devido a algumas condições objetivas como a concentração fundiária, a miséria dos camponeses e a prática do coronelismo, e por condições subjetivas como a forte religiosidade popular e a ignorância. Os grandes grupos sociais que acreditaram nos messias e os seguiram, procuravam satisfazer suas necessidades espirituais e ao mesmo tempo materiais.

O CONFLITO NO CEARÁ

A Guerra que tomou conta do Ceará entre dezembro de 1913 e março do ano seguinte refletiu a situação da política interna do país, caracterizada pela disputa das oligarquias pelo poder. A vida política brasileira era marcada pelo predomínio de poucas famílias no comando dos estados; as oligarquias utilizavam-se da prática do coronelismo para manter o poder político e econômico.

No início de 1912, a "Política de Salvações" do presidente Hermes da Fonseca atingiu o Ceará. A prática intervencionista acompanhada de um discurso moralizador serviu para derrubar a governador Nogueira Acciolly, representante das oligarquias tradicionais do estado, em especial da região do Cariri, no poder a quase 25 anos.

Em abril do mesmo ano, foi eleito o coronel Franco Rabelo como novo governador do Ceará, representando os grupos intervencionistas e os interesses dos comerciantes. Rabelo procurou diminuir a interferência do governo federal no estado e demitiu o prefeito de Juazeiro do Norte, o Padre Cícero.


Floro Bartolomeu e Padre Cícero

O conflito envolveu, de um lado, o novo governador eleito, Franco Rabelo e as tropas legalistas, e de outro as tropas de jagunços comandadas por Floro Bartolomeu, apoiadas pelo padre Cícero e pelos coronéis da região do Cariri, contando ainda com o apoio do senador Pinheiro Machado (RS), desde a capital.

O movimento armado iniciou-se em 9 de dezembro de 1913, quando os jagunços invadiram o quartel da força pública e tomaram as armas. Nos dias que se seguiram à população da cidade organizou-se e armou-se, construindo uma grande vala ao redor da cidade, como forma de evitar uma possível invasão.

A reação do governo federal demorou alguns dias, com o deslocamento de tropas da capital, que se somariam aos soldados legalistas no Crato. Apesar de estarem em maior número e melhor armados, não conheciam a região e nem as posições dos jagunços e por isso a primeira investida em direção a Juazeiro foi um grande fracasso, responsável por abater os ânimos dos soldados.

Os reforços demoraram a chega e as condições do tempo dificultaram as ações para um segundo ataque, realizado somente em 22 de janeiro e que não teve melhor sorte do que o anterior. Com novo fracasso, parte das tropas se retirou da região, possibilitando que os jagunços e remeiros invadissem e saqueassem as cidades da região, a começar pelo Crato, completamente desguarnecida. Os saques tinham por objetivo obter armas e alimentos e foram caracterizados por grande violência.

A última investida legalista ocorreu em fevereiro sob o comando de José da Penha, que acabou morto em combate.


Tropas de jagunços comandadas por Floro Bartolomeu

A partir de então, Floro Bartolomeu começa a organizar uma grande tropa de jagunços com o objetivo de ocupar a capital Fortaleza. Durante os primeiros dias de março, os jagunços ocuparam diversas cidades e as estradas do interior e se aproximavam da capital, forçando Franco Rabelo à renúncia no dia 14 de março.

Desse maneira terminava a Política das Salvações e a família Acciolly retomava o poder. Floro Bartolomeu foi eleito deputado estadual e posteriormente deputado federal. A influência política do Padre Cícero manteve-se forte até o final da República Velha.

Veja mais:

Padre Cícero
José Lourenço

http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=173

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NOTA DA DIOCESE DE MOSSORÓ EM DEFESA DA URRN


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CONVITE!


Enviado pelo professor, escritor, fundador e diretor do Museu do Sertão de Mossoró Benedito Vasconcelos Mendes

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