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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

DALVA STELLA NOGUEIRA FREIRE

Por Kydelmir Dantas

Cearense de nascimento e Cidadã Mossoroense, por título conferido pela Câmara Municipal em 20 de fevereiro de 1981. Aqui estudou desde o curso Primário até a Escola Normal. 


Estudou Música em Natal e fez graduação em Letras Neolatinas na Faculdade Católica de Filosofia do Ceará. Pós-graduação em Música no Instituto Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Foi a única mulher a participar da fundação do Instituto Cultural do Oeste Potiguar – ICOP, no ano de 1957. 


Dentre os vários trabalhos publicados citamos A HISTÓRIA DA ARTE MUSICAL EM MOSSORÓ. Editora Comercial S.A., 1957. (in: ICOP: Dados biográficos dos Fundadores. BRITO, R.S. & DANTAS, K. - Oeste: Revista do Instituto Cultural do Oeste Potiguar, nº 12, setembro de 2010).


Uma visita mais que especial a casa da querida Dalva Stella, figura muito importante para o desenvolvimento da música na UERN. Muita alegria em poder reencontrar uma pessoa que irradia vida e luz. E para fechar com chave de ouro, nossa visita foi no dia de seu aniversário.

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CARIRI CANGAÇO POÇO REDONDO 2018: TODO MUNDO CONVIDADO

Por Rangel Alves da Costa

Severo mandou convidar gente de todo lugar. Por aqui estarão Lili, Ivanildo e Kydelmir. Abraçar com cortesia Quirino e Célia Maria. Aplaudir em alto som Pedro Lucas, Pedro Popoff e Cecília do Acordeon. Vem gente de baixo de cima, Edivaldo, Aninha e João de Souza Lima. Levantando a poeira, Ingrid, Juliana e Professor Pereira. Desfolhando a quixabeira, chegando Coló de Arneiroz e Aderbal Nogueira. Cortando pelo estradão, avista-se Oleone, Múcio e José Bezerra Irmão. Pra ler a poesia que fiz, vem o poeta Assis. Vem Júnior Almeida e Ranaise, Franci Mary e Ana Lúcia, mas ninguém de mais astúcia neste mundo tão pequeno que o Tássio Sereno. Vilma Ferreira Leite arrume a mala e se ajeite pra festança ser deleite. Despontando na cancela, vem no passo o Vilela, correndo pra ser primeiro lá vem o Kiko Monteiro. Jorge Remígio, Narciso Dias, Archimedes e Elane, pra tudo correr sem pane. Luiz Ruben, Leandro Cardoso, Emanuel Arruda e Meneleu e o belo mundo tabaréu. Aline e Noádia Costa, um povo que a gente gosta. E vem Ricardo Ferraz, Luiz Augusto e muito mais. Vem Marcos de Carmelita, chega a caatinga se agita. Celsinho Rodrigues e Inácio, Jairo e o amigo Afrânio, todo mundo vai chegar para Poço Redondo abraçar. Bismarck e Paulo Gastão, o cangaço em coroação. Robério, Louro Teles e Divanildo, Ney Vital e Custódio, tudo paz sem ter ódio, além de Aretuza Simonetta, que carregando beleza desarma a baioneta. Camilo traz violão e Léo Cangaceiro um gibão, enquanto Verluce Ferraz de cantar será capaz. Irari vem por aqui, isso eu sei, até senti, anunciando Geovane e o poeta Verí. Sandro Alencar vai chegar e um xaxado dançar, com Lili a se rebolar até a lua brilhar. Coronel Fudenço matreiro, talvez chegue logo primeiro, assim imagino e penso. Mas Stelinha Lobão, que não é brinquedo não, já se diz com pé no sertão. Westerland também irá e todo mundo a esperar. Toda família Pandini junto ao Sertão Nordestino, desde velho a menino lá nas terras de Alcino. E mais gente e mais nome, tendo no sertão sobrenome, na festa de zuada e estrondo: Cangaço em Poço Redondo!

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A FASCINANTE HISTÓRIA DO CANGAÇO.

Do livro: Lampião, nem herói nem bandido, a história
De: Anildomá Willans de Souza

Essa é uma daquelas histórias que prende o leitor do começo ao fim e demonstra com exatidão de detalhes o verdadeiro universo cangaceiro. Leiam.

DAVID GOMES JURUBEBA “DAVID JURUBEBA”.

Um dos mais tenazes perseguidores/inimigos de Lampião. David Jurubeba durante muitos anos fez parte da Força Volante oriunda do então povoado de Nazaré, cujos integrantes eram conhecidos como Nazarenos ou ainda como os “Cabras de Nazaré”. Os Nazarenos sem sombra de dúvidas formavam a mais temível e implacável força de combate e repressão ao cangaceirismo/banditismo e em especial à Lampião e seus comandados.

David Jurubeba teve seu irmão Olímpio Gomes Jurubeba morto no dia 20 de novembro de 1924, durante um tiroteio entre os Nazarenos e o bando de Lampião na Fazenda Baixas, localizada no município de Floresta/PE. A partir de então David Jurubeba passou a ter uma dívida de sangue para ser cobrada a Lampião. A morte de Olímpio Jurubeba contribuiu para o aumento ódio e da sede de vingança por parte da população da pequena Nazaré de onde saíram os maiores perseguidores e inimigos de Lampião. Tendo inclusive o próprio Lampião reconhecido a bravura e valentia por parte dessa gente.

A caça ao chefe supremo do cangaço e ao seu bando apenas encerrou no dia 28 de julho de 1938 quando a tropa comandada pelo então Tenente João Bezerra da Força Policial Volante alagoana encerrou definitivamente a trajetória do maior cangaceiro de todos os tempos.

A morte de Lampião foi recebida com certo contentamento e ao mesmo tempo com indignação por parte dos Nazarenos por não terem conseguido alcançar tal proeza, apesar dos esforços empreendidos nos vários anos em que caçaram Lampião e seus comandados por vários estados do Nordeste.

David Gomes Jurubeba e os Nazarenos entram para a história do cangaço com méritos por terem combatido exaustivamente o cangaceirismo e o banditismo de um modo geral que naquela época, além da seca e dos desmandos dos detentores do poder, eram algumas das mazelas que assolavam os sertões do Nordeste.

David Gomes Jurubeba faleceu no dia 07 de janeiro de 2001 vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral) no Hospital da Policia Militar na capital pernambucana. Na ocasião Davi Jurubeba contava com a idade de 99 anos e 45 dias. Seu corpo está sepultado no Cemitério Público Municipal de Serra Talhada/PE. (Geraldo Antônio de Souza Júnior)

O TIROTEIO DAS BAIXAS

Perguntado sobre qual teria sido o momento mais marcante e difícil pelo qual passou em confrontos contra Lampião. David Jurubeba respondeu:

"- Foi no tiroteio das Baixas - onde morreu meu irmão Olímpio - e o de um lugar denominado Jacaré, onde constatei a bravura e resistência de Lampião, vendo a hora eu e minha gente partir desse mundo pelas balas dos cangaceiros. Mas que mesmo assim, botamos os bandidos para correrem".

Continua David Jurubeba:

" - Fazia um tempão que ninguém ouvia falar de Lampião. As noticias eram as mais desencontradas possíveis. Falar se falava, mas ver o homem mesmo, pra peitar, isso não.

Até que um dia ele apareceu de supetão, próximo a Nazaré, na fazenda Paus dos Leite, onde, no momento, um parente meu, Pedro Tomáz, estava dando uns mergulhos no açude. O coitado saiu na maior carreira, nu, debaixo de pilherias e galhofas dos cangaceiros, em direção à Nazaré.

Aí se juntou um punhado de homens armados, inclusive eu, Tomáz e seu pai, Tomáz Gregório. Seguimos os rastros. Constatamos pelas pegadas serem quinze homens que rumaram em direção da fazenda Baixas, uns doze quilômetros do povoado. Chegamos na frente da casa da fazenda, nos posicionamos nos currais que ficavam depois do grande terreiro.

Esperei um pouco, nenhum movimento ou voz, aí gritei:

" - Lampião, filho da puta!".

Aí foi tiro pra todos os lados. Nós eramos apenas cinco. Mas mostramos que nazareno que se preza, um vale por dez.

Enquanto a gente amolegava o dedo no gatilho, gritava impropérios. Aí comecei a puxar um assunto que apoquentava Lampião:

" - Lampião, bem que Zé Saturnino dizia que você não é homem bosta nenhuma".

Menino, o cabra ficou mais azedo ainda! Aí gritava mais alto:

" - Num fale daquele cabra safado. Aquele sim, é um ladrão de bode, desordeiro e mentiroso".

E tome bala. Tome gritos. Desaforos. Já eram duas horas da tarde quando resolvemos cair fora do local da luta. Estávamos com muita sede, pouca munição, os olhos ardendo com o fedor e o fumaceiro da pólvora, e a vantagem era dos cangaceiros.

Eles, dentro de casa, com mais homens. Nós, protegidos pela cerca do curral e com apenas cinco nazarenos. Saímos de fininho. Um a um.

A certa distância nos encontramos todos os companheiros no ponto previamente combinado e íamos em direção a Nazaré, com muita fome e sede, mas com vontade de brigar. De repente vimos chegando ao nosso encontro sete homens, eram eles: meu tio Gomes Jurubeba, Manoel Flor, Manuel Jurubeba, Euclides Flor, Inocêncio, meu irmão Olímpio e outro parente. Meu tio foi logo dizendo:

" - Vamos brigar! "

Comemos uns pedaços de queijos e rapadura. Tomamos bastante água. Reabastecemos as armas. Criamos alma nova e partimos mais uma vez pro palco das brigas. Já havia se passado quase duas horas do primeiro fogo. Agora éramos doze nazarenos.

Ninguém percebia nossa presença se arrastando rente ao chão, tomando as posições no mesmo curral para liquidarmos com os cangaceiros que continuavam ocupando a mesma casa como se nada tivesse acontecido.

De cara vi logo Lampião.

Estava meditativo, encostado na janela, alheio ao tempo, com a cabeça nas nuvens.

Fiquei olhando pra ele e vi, não apenas o cangaceiro meu inimigo, mas o cabra macho que ele era, altivo, jamais dobrou o lombo pra quem quer que seja.

Tinha palavra. 
O que falava era lei. 
Cumpria o prometido. 
Acima de tudo, era valente.

Ele continuava vagando nos pensamentos. Aí me organizei pra atirar. Pus a cabeça dele bem dentro da alça da mira do meu rifle.

Era o fim de Lampião.

Quando espremi o dedo no gatilho, vi que estava travada.

Mentalmente soltei um palavrão.

Fui destravar a arma silenciosamente, mas teve o " clic "inevitável.

Nesse exato momento Lampião deu uma cambalhota pra trás, correu ziguezagueando, e nós atirando no homem que mais parecia um gato acuado fazendo todo tipo de pirueta, quando chegou no pé da porta da casa, pulou pra dentro numa velocidade impressionante.

A estas alturas, os cangaceiros respondiam o tiroteio.

Por um instante pensei ter eliminado com Lampião. Perdi a ilusão quando escutei sua voz:

" - Tá vendo David, todos os homens de Nazaré não vale um só de minha marca".

Aí respondi:

" - Mas ainda hoje mando você roubar bode no inferno".

Era tanto palavrão com a gente e com nossas mulheres, que muitas vezes não vale a pena repetir.

Mas o tiro corria frouxo. Era uma barafunda infernal.

Os cangaceiros tanto atiravam como gritavam arremedando os animais, cantando, parecia até que não tinham medo e a coragem pra brigar ia às bordas da insanidade.

De repente Pedro Tomáz me puxou pelo braço e mostrou-me meu irmão Olímpio, ferido, com um tiro na espinha, mesmo no meio das costas. Foi um banho gelado em mim, fiquei mudo, com medo do pior acontecer.

Sentei-me ao seu lado, pus sua cabeça na minha perna. Nunca pensei na minha vida vê um irmão meu naquele estado, deitado no chão, se esvaindo em sangue, dizendo coisa por coisa. Cada vez mais pálido e gelando. Para desfechar com mais dor este momento, uma bala lhe atingiu a cabeça, quase me ferindo também.

Fiquei louco.
Não enxerguei mais nada.
Cego de dor e ódio, gritei:
"- Lampião, Olímpio morreu! "

Todo mundo parou de atirar. Tanto os cangaceiros como nós.

Saltei de peito aberto pro meio do terreiro, gritando pra o sertão inteiro escutar:

" - Lote de cangaceiros filhos da puta! Lampião, seus tiros acabou com a vida do meu irmão. Vamos agora, nós dois, decidir nossas vidas na ponta do punhal. Venha Lampião, vamos disputar num duelo".

Lampião calmamente respondeu:

" - Sinto muito pela vida de Olímpio. Conheci bem de muito tempo. Era um menino, noivo, trabalhador. Eu, David, comecei a lutar mais novo do que ele, mas nunca disse que era novinho e bonzinho. Quando mataram meu pai eu tinha a idade do Olímpio... Quem sai pra chuva vai se molhar. Quem parte pra briga, corre o risco de morrer".

Voltei a insistir:

" - Vamos decidir na faca, só nós dois".

Mais uma vez recuou:

" - David, não brigo com quem está querendo morrer.

Você está desesperado.

Se está querendo morrer, empurre a faca na sua barriga.

Agora mesmo estou com dois refles apontados pra você. Se mandar os meninos atirar, eles atiram. Volte para seu lugar e recomeçaremos a briga".

Sair andando para minha posição, cada passo que dava era um tiro que disparava em direção a porta que Lampião estava. Ao chegar no local que me entrincheirava, recomeçou o tiroteio.

Pouco mais de vinte minutos depois, tomba morto outro dos nossos, foi Inocêncio. Jovem como Olímpio.

A partir daqui estávamos com gosto de derrota na boca.

Os tiros não tinham piedade.

A tarde estava cedendo lugar pra noite, quando saímos das Baixas levando os dois corpos dos companheiros, mais do que isso, um irmão e um primo.

Foi luto em Nazaré e na minha alma, até hoje. Isso foi no ano de 1924, o mês não me recordo direito, tenho anotado, no óbito e nos documentos, mas não me lembro assim de cor, só sei que era tempo de safra de umbu.

Do livro: Lampião, nem herói nem bandido, a história
De: Anildomá Willans de Souza
Geraldo Antônio de Souza Júnior

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UMA PERSPECTIVA INTERESSANTE SOBRE O CANGACEIRO CHICO PEREIRA

Por Geziel Moura

É com grata satisfação que li e recomendo a obra "Nas redes das memórias: As múltiplas faces do cangaceiro Chico Pereira", de Guerhansberger Sarmento, e para justificar este estado de satisfação, gostaria de tecer alguns poucos comentários sobre o texto acima mencionado, na qualidade de leitor.

Em primeiro lugar é flagrante que o texto é produção acadêmica, mas não consta academicismo exacerbado, a linguagem é leve e inteligível, fruto de pesquisa com todos os elementos que a caracteriza (objeto de investigação, questões de pesquisa, metodologia utilizada, objetivos do estudo e referenciais teóricos que dão aporte para a análise), estão todos bem delineado na narrativa do texto. Portanto, o movimento de escrita é bem realizado, dentro do que se espera da pesquisa séria, tais como: Os confrontos de fontes utilizadas, as referências consultadas além da organização da/na escritura.


Do ponto de vista, do recorte histórico que o autor analisou, cujo cerne está, nos lugares ocupados, em termos de discursos produzidos, na trajetória do cangaceiro paraibano Chico Pereira, é possível flagrar que o texto rompe com o lugar comum, muito usual na literatura do cangaço, cuja característica é a mera transcrição de acontecimentos e episódios, sem o cuidado de estabelecer conexões com outros eventos da história, é o causo pelo causo, começa e termina nele próprio.

Quanto as análises propostas por Guerhansberger, parece-me adequada principalmente, na operação dos conceitos do filósofo francês Michel Foucault (1926-1984), que nos ajuda a pensar a história do pensamento, a partir da fabricação do autor, condições de possibilidades, para a existência de dado discurso, a relação de poder e saber, sem no entanto, abjurar dos limites que as análises podem favorecer, isto é, o texto situa-se numa perspectiva do autor, muito bem costurada e cheias de possibilidades, porém sem desvincular das incertezas possíveis, preconizada por Foucault.

Finalmente, quero parabenizar Guerhansberger, pelo trabalho, confesso que pensava que os textos analíticos sobre o cangaço, na forma de livro, estariam apenas concentrados a poucos autores, como: Frederico Pernambucano de Mello e André Carneiro de Albuquerque, dentre outros.

Informação do logdomendesemendes.blogspot.com - O autor deste artigo não colocou o endereço para aquisição deste exemplar, mais acreditamos que poderá ser adquirido através deste e-mail: franpelima@bol.com.br.

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O PREFEITO QUE ENFRENTOU LAMPIÃO PARTE I

Por Ana Paula Cardoso

Rodolpho Fernandes negou ceder À chantagem do bando de cangaceiros e marcou a história de Mossoró e do cangaço.

Até hoje celebrada história da resistência de Mossoró, Rio Grande do Morte, ao ataque do bando de Lampião, há 90 anos, tem um personagem central que muito divergia da figura dos cangaceiros: o então prefeito da cidade Rodolpho Fernandes. 

Ele nasceu em Portalegre(RN) no dia 24 de maio de 1872, casou-se no ano de 1900 com Isaura Fernandes Pessoa, com quem teve quatro filhos: José, Julieta, Paulo e Raul. Elegeu-se prefeito de Mossoró em 1926. Àquela época, a cidade contava com média de 20 mil habitantes e era exemplo de economia pujante graças ao ciclo do algodão e do comércio. A história do prefeito e do município, porém, seria marcada pela notícia de que o bando de Lampião iria invadir Mossoró.

Mesmo com baixo efetivo policial e diante da fama do cangaceiro mais temido do Nordeste, Rodolpho Fernandes se manteve firme e organizou o esquema de defesa que conseguiu expulsar os criminosos sem registrar nenhuma baixa do lado mossoroense. O aviso sobre os planos de invasão veio, conforme o historiador Raimundo Nonato, através de uma carta enviada ao prefeito por um representante de uma empresa mossoroense. O documento alertava sobre boatos da presença de Lampião nas proximidades e da possibilidade de ataque.

No período de um mês, que se passou entre o aviso e o ataque dos cangaceiros, Rodolpho Fernandes conseguiu aprovar na Câmara de Vereadores a criação de guarda Municipal. O prefeito também pediu auxílio do Estado do Rio Grande do Norte e dos Estados vizinhos Ceará e Paraíba. No entanto, o então governador cearense negou a ajuda requerida. Já o governador da Paraíba respondeu não acreditar na possibilidade de o bando de Lampião atacar Mossoró, uma vez que a cidade de menor porte e distantes do litoral.

Do governo do Rio Grande do Norte, Mossoró recebeu rifles. Diante da insuficiência de armas para combater os cangaceiros. Rodolpho Fernandes comprou com a ajuda de comerciantes mais armamentos e reuniu ainda voluntários para defender a cidade no esquema de trincheiras estrategicamente posicionadas em diversos pontos. Saber do ataque mais de um mês antes de ocorrer possibilitou a elaboração de um plano de defesa eficiente, que marcou a história de Mossoró e do chamado cangaceirismo.

Fonte: 
Revista: BZZZ
Ano: 4
N.: 51
Mês: Setembro de 2017.
Digitado por José Mendes Pereira

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UMA FOTO HISTÓRICA....E, A SUA VENDA NAS FEIRAS DOS SERTÕES..!

Por Voltaseca Volta

A passagem de Lampião pelos lugarejos, nos Estados em que atuou, foi motivo de medo, fascínio e, algumas vezes, admiração de alguns sertanejos, ante a figura do bandoleiro e de seus asseclas.

Em diversas oportunidades, o rei dos cangaceiros foi fotografado, e, suas poses, foram vendidas nas feiras, botecos e etc.


O árabe benjamim Abrahão utilizou muito dessa prática, sobretudo no Estado de pernambuco, e vizinhança, com a finalidade de ganhar dinheiro.

Acima, uma "cópia do original", de uma foto de Lampião e seu assecla " Jurity ".

Data: 1936/37
Foto: compartilhada de Jeovane Alves da Rocha

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VELÓRIO DO CORONEL DELMIRO GOUVEIA

Por Voltaseva Volta
Fonte da foto: facebook

Considerado um dos precursores da industrialização do Nordeste, pois, aproveitou a água do rio São Francisco, para gerar a energia (Usina de Angiquinho - Paulo Afonso/BA)...,era natural de Ipú-CE.

Criou a Fábrica de Linhas da Pedra. Posteriormente, com a morte do mesmo, o município passou a se chamar, Pedra de Delmiro-AL.

Foi assassinado por pistoleiros em 10 de outubro de 1917, enquanto lia jornal, em uma cadeira, em sua residência.

Até hoje, se discute, quem foi o mandante e executores do assassinato.

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

MAQUINISTAS FERROVIÁRIOS DO RAMAL MOSSORÓ - SOUSA.

Por Aluisio Dutra de Oliveira

Joaquim Gurgel, José Abreu, Luiz Fernandes da Costa, Agenor Calazans, Raimundo Correia Filho e o Cozinho.


Fonte:
Estrada de Ferro Mossoró - Sousa.
Autor: Manoel Tavares Oliveira.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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MALABARISMO NA SERRA

Clerisvaldo B. Chagas, 8 de janeiro de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.818
SERRA DA CAMONGA. (Divulgação).

Para quem estuda o relevo serrano do Sertão ou simplesmente gosta de mirar os montes, suas formas, suas altitudes, suas imponências, temos muito que apresentar no semiárido: Serra da Onça (ponto culminante de Alagoas), serra do Parafuso, Porteiras, Jurema, Lagoa de Santa Cruz, Sabonete, Caiçara, Poço, Tapera, Xitroá, Gavião, Camonga, Gugi, Macacos, Remetedeira, Brecha, Cavalos, Lagoa e dezenas de outras, cujos cimos pagam uma boa semana de férias.  Na serra do Parafuso estuda-se a instalação de usinaeólica para aproveitamento dos ventos do lugar. Serra da Jurema foi onde nasceu o cangaceiro Corisco. Lagoa da Santa Cruz e Sabonete, contam aventuras de Lampião. Serra da Remetedeira foi onde nasceu o cangaceiro Gato Bravo. E a serra da Camonga, em Santana do Ipanema volta a ocupar a mídia.

Localizada a cerca de 2 km de Santana, a serra da Camonga possui lombo comprido que finaliza com uma ampla cabeça rochosa e que olha do alto para a cidade. Esse paredão rochoso que forma o precipício parece mulher sentada no trono de granito que faz lembrar as histórias de reinos encantados. Foi por isso que lhe coloquei o apelido de “A Baronesa”. Ultimamente a serra foi descoberta para a prática do montanhismo, ou seja, a caminhada no cimo e a escalada na cabeça. Contam os mais velhos que um vaqueiro perseguindo uma rês, caiu naquele penhasco. Uma cruz foi fincada em cima e o trecho ficou mal-assombrado até hoje.
Tínhamos uma fazenda nas faldas da serra, lado direito. A família Brandão, possuía fazenda ou chácara no topo. O saudoso professor Ernande Brandão, levava colegas para visitas ao cimo e, entusiasmado, falava das fruteiras e belezas do lugar. Lá de cima avista-se boa parte do Sertão com destaque para o açude do Bode, pertinho da cidade e formado pelo riacho do mesmo nome, cujas nascentes estão no Maciço de Santana do Ipanema, da qual faz parte a citada serra.
Desejamos sucesso ao grupo de rapazes que praticam o esporte de montanhas. Com as reportagens feitas, também a cidade é divulgada, muito embora com nariz virado para o lado oposto ao turismo.


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DA MEMÓRIA DO CASARÃO DE PAI CHINA E MÃETA

*Rangel Alves da Costa

Toda vez que estou em Poço Redondo, meu berço de nascimento no sertão sergipano, a Praça da Matriz logo me desperta saudade grande. Noutros tempos, quem ali chegasse logo avistaria a suntuosa moradia de meus avôs maternos.
O casarão de Seu China e Dona Marieta (Mãeta) situava-se na esquina da Praça da Matriz com Deoclides Lucas, onde atualmente funciona uma grande casa comercial. Era uma casa grande, bonita, imponente, com arquitetura majestosa e curvas nascidas na maestria artesanal.
Quando meu avô China partiu, a casa grande ficou sob os cuidados solitários de minha avó Mãeta. Mas esta nunca estava sozinha, pois Bel de Iolanda sempre sua companheira fiel. Bem sempre estava ali ajudando minha avó nos seus afazeres, cuidando de uma coisa e outra, afastando a saudosa solidão.
Durante algum tempo os meus pais moraram por lá, e eu acabei ficando por muito tempo, dividindo minha meninice entre a casa na Rua dos Vaqueiros (atual Avenida Alcino Alves Costa, onde hoje é a casa de Gracinha) e a casa grande de minha avó. Só arribei quando a marinete de Seu Vavá me levou ao exílio na capital.
Ora, teria que estudar em meio mais avançado. Mas a casa grande ainda hoje se faz viva e presente na minha memória. E toda vez que eu retornava ao sertão, a primeira visita era àquele segundo lar de afeto e carinho. Todos os móveis no mesmo lugar, a cristaleira, o oratório, a mesa grande, o quintal tomado de plantas.
Ao lado da casa, vizinho à casa de Delino, havia um salãozinho aonde nos tempos idos meu avô manteve uma bodeguinha. Cajuína, rolo de fumo, carne salgada, cachaça, vinho de jurubeba, querosene, um quilo disso e daquilo. Depois se tornou barbearia e salão de aluguel, até sumir junto com o belo casarão.


E desaparecido também o testemunho vivo da história, pois ali, dentro daqueles aposentos, o famoso encontro entre Lampião e o Padre Arthur Passos, entre a cruz e o mosquetão. Com efeito, para espanto de todos, um dia o rei cangaceiro despontou com seu bando e logo bateu à porta do meu avô.
Mas o velho sacerdote estava por lá e dormitava num quarto. Quase o mundo acaba nesse dia, mas depois tudo acabou em regabofe em mesa farta. E mais tarde a cangaceirada assistindo a missa celebrada em louvor à Nossa Senhora da Conceição, padroeira da povoação.
Ao entardecer, recordo bem, minha avó colocava sua cadeira junto ao beiral da porta e ali permanecia abençoando todo mundo que passava. “Bença, Mãeta!”. “Deus abençoe, meu filho!”. Não havia um só pessoa que não lhe desse a benção ao passar defronte à calçada, era como um ofício e uma obrigação.
Mesmo miudinha, naquele colo muito eu encostava minha cabeça para receber cafuné. Chegava sujo e ela logo dizia: “Tá reno meu fi, tá reno... Se dana pelo mundo e chega assim parecendo um molambo!”. Depois encostava minha cabeça no seu colo e dedilhava poesia nos meus cabelos tão sujos.
No outro lado, em frente às janelas grandes do quarto, a rapaziada se juntava para conversar. Muitos se deitavam e até cochilavam sob as sombras daquelas paredes grossas, de cores fortes, sem jamais imaginar que tão de repente tudo aquilo iria sumir, simplesmente desaparecer.
Quando derrubaram o casarão, então senti a mesma sensação daquele menino Zezé quando cortaram seu pé de laranja lima. Minha infância e parte de minha vida também deixavam de existir.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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AGENDA DAS ATIVIDADES DE GREVE - 8/01 A 11/01


Jornalista

Cláudio Palheta Jr.

Telefones Pessoais :

(84) 96147935
(84) 88703982 (preferencial)

Telefones da ADUERN:


ADUERN
Av. Prof. Antonio Campos, 06 - Costa e Silva
Fone: (84) 3312 2324 / Fax: (84) 3312 2324
E-mail: aduern@uol.com.br / aduern@gmail.com
Site: http://www.aduern.org.br
Cep: 59.625-620
Mossoró / RN
Seção Sindical do Andes-SN
Presidenta da ADUERN
Rivânia Moura

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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CANGAÇO NO PIAUÍ

Material do acervo do pesquisador do cangaço Ruy Lima

O cangaceiro que se escondia na Furna das Brotas.

Pouco se sabe de histórias de cangaceiros no Estado do Piauí. Por ser uma região limítrofe com o Estado do Ceará, em Castelo do Piauí os cangaceiros por ali passavam, porque era corredor migratório, até o Maranhão e também lugar de vegetação seca, lugar onde eles costumavam se esconder.


Na década de 1930 na localidade Brotas que dista 12 km da sede de Castelo do Piauí, uma furna (caverna) serviu de abrigo e moradia para um cangaceiro de nome Joaquim Francisco. Sua origem é desconhecida, sabe-se apenas que ele desertou de um bando que passou por estas bandas e teria ficado na região das Brotas.


Contam alguns moradores mais antigos do lugar que o cangaceiro usava uma das furnas da localidade Brotas para se esconder da polícia e que no local existia um tesouro. Seria parte dos roubos que o cangaceiro guardava?

Certo dia Joaquim Francisco estava sentado tranquilo no interior da furna assando um pedaço de carne seca em uma trempe montada, quando foi surpreendido por policiais que achegaram atirando sem tempo de reação. O cangaceiro morreu sem se quer tentar reagir e segundo se fala, ele teria sido traído por um ex-companheiro de bando que voltou para procurá-lo.

Ruy Lima – em homenagem à profª Noádia Costa, Historiadora piauiense e administradora do “Historiografia do Cangaço”, aniversariante neste mês de janeiro/2018.

Fonte: Portal CDP
Texto original: Augusto
Imagens da caverna extraídas do vídeo publicado no Youtube por Wessley Sales, em 11/04/2014
Imagem de um cangaceiro (desenho): pinterest

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NOS CAMINHOS DO VIGÁRIO JOSÉ ANTONIO



Literatura Nordestina. Este livro conta a extraordinária História do Padre José Antônio Marques de Silva Guimarães, natural de Sousa-PB. Foi vigário na sua cidade natal no século XIX, Deputado Provincial e pai de 15 filhos. 

Seus descendentes são da Família Mariz da PB e RN. Com ramificações nas Famílias Maia e Agripino de Catolé do Rocha-PB. Esta obra tem muita história para contar. Livro raro. 

Quem desejar adquirir este e outros livros. franpelima@bol.com.br e whatsapp 83 9 9911 8286.

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CANTORIA COM JOSÉ RIBAMAR & ZÉ VIOLA


ENTRE AMIGOS

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