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quarta-feira, 20 de junho de 2018

O SERTÃO EM FESTA:NOITE DE ABERTURA DO CARIRI CANGAÇO POÇO REDONDO 2018

Por Manoel Severo

A noite do último dia 14 de junho, quinta-feira, testemunhou a abertura da 21ª edição do Cariri Cangaço. Desta vez o município de Poço Redondo no sertão de Sergipe reuniu em sua Praça de Eventos; no centro da cidade; o maior público já visto em todas as realizações do Cariri Cangaço. Mais de mil pessoas participaram da grande abertura do evento que homenageou o Patrono do Cariri Cangaço, escritor Alcino Alves Costa, numa festa realmente contagiante onde mais uma vez a integração da nação nordestina foi a tônica principal.

Tendo como principal anfitrião o prefeito municipal Júnior Chagas, o município de Poço Redondo reuniu em seu principal espaço de eventos, as principais instituições culturais, estudantis e principalmente as famílias do lugar, realizando uma noite de abertura nunca antes vista para receber pesquisadores e historiadores de todo o Brasil que reverenciavam a capital do cangaço.

Manoel Severo e o prefeito de Poço Redondo, Júnior Chagas

A Arena Cariri Cangaço, montada na Praça de Eventos, contou com palco principal, um camarote lateral para autoridades e convidados e tendas para feira de livros, artesanato e comidas típicas. A noite de abertura teve como atrações iniciais a apresentação de inúmeros grupos folclóricos e quadrilhas juninas, como a Quadrilha da Escola Nossa Senhora da Conceição , numa demonstração do talento e dedicação dos filhos de Poço Redondo à cultura de raiz.

 
Um público recorde de mais de mil pessoas estiveram na Arena Cariri Cangaço em Poço Redondo na noite de abertura do evento...

A mesa solene contou com a presença do prefeito municipal Junior Chagas, do vice-prefeito Manoel da Farmácia, do deputado federal Pastor Jony Marcos, do curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa, do prefeito de Propriá, Iokanaan Santana, do presidente do Memorial Alcino Alves Costa, Rangel Alves da Costa, do presidente da Comissão Local, Manoel Belarmino, da representante do Conselho Consultivo Elane Marques, ex-Deputado Heleno Silva, Delegado do MDA Antonio Fernandes, Orlando Carvalho e do advogado Marcial Costa. No Camarote das autoridades as presenças marcantes de representantes de vários municípios da região; prefeitos ,vereadores e secretários de cultura e educação; como Porto da Folha, Nossa Senhora das Dores, Canindé do São Francisco, Nossa Senhora da Glória, Propriá, Itabaianinha e Carira dentre outros.

 Vice prefeito Manoel, prefeito Junior Chagas e Manoel Severo
 Mesa Solene de Abertura
 Orlando Carvalho, Manoel Belarmino, Rangel Costa, Manoel da Farmácia, 
Junior Chagas e Manoel Severo
Elane Marques, prefeito de Propriá Iokanann Santana, 
Deputado Federal Pastor Jony e Dr Marcial Costa
 Meninos e meninas do Coral Mirim do CRAS – Com a cantora Thaty Portella e Murilo do Acordeon – Cantaram o Hino de Poço Redondo 
o Hino Nacional Brasileiro

O primeiro momento solene da noite contou com a Apresentação do empreendimento Cariri Cangaço feita pelo poeta e escritor, ex-secretário de cultura de Propriá; também em Sergipe; Rossi Magne, que apresentou o conceito e a natureza do evento como também seus principais números, “o Cariri Cangaço chega a Sergipe em sua 21ª edição, são nove anos de realização, presente em cinco estados com  104 conferências, 61 Mesas de Debates, 87 Visitas Técnicas e 66 Lançamento de Livros, totalizando uma presença de mais de 47 mil pessoas em todas as suas edições ” Ao final Rossi Magne ressaltou a grande satisfação de Sergipe realizar a maior noite de abertura do Cariri Cangaço de todos os tempos.

Seguindo o cerimonial; capitaneado por Marlinda Freitas e Edmílson Domingos; fez uso da palavra o prefeito Junior Chagas que ressaltou e festejou a iniciativa da realização do Cariri Cangaço oficialmente pela primeira vez em Sergipe e em Poço Redondo quando o trabalho entre a Comissão Organizadora Local,  a equipe da gestão municipal e acima de tudo das família de Poço Redondo refletiam na noite de abertura com uma praça completamente lotada.

Poeta e escritor Rossi Mágne, ex-secretário de cultura de Propriá: 
Apresentação do Cariri Cangaço

Logo em seguida a solenidade marcou a sanção por parte do prefeito Junior Chagas da Lei, aprovada pela Câmara Municipal, denominando de “Estrada Histórica Antônio Conselheiro” a antiga e tradicional estrada do Curralinho, ligando a sede do município ao distrito de Curralinho. “Sem dúvidas a aprovação dessa Lei denominando Estrada Histórica Antonio Conselheiro à nossa querida estrada do Curralinho marca um compromisso e o resgate com a história” revela Manoel Belarmino, presidente da Comissão Local.

 Prefeito Junior Chagas; palavras de agradecimento e Sanção da Lei que denomina a "Estrada Histórica Antônio Conselheiro"
Estrada de Curralinho, agora: Estrada Histórica Antônio Conselheiro

Em seguida o curador do Cariri Cangaço Manoel Severo Barbosa fez uso da palavra e falou da emoção da chegada oficial do Cariri Cangaço ao “chão sagrado de Alcino Alves Costa”. Severo ainda ressaltou a grande força e tradição do município através de sua memória, configurando-se diante do conjunto significativo de sua história como a capital do cangaço. 

 Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, sauda o grande público presente à Arena Cariri Cangaço Poço Redondo 2018
A emoção de pisar o solo sagrado de Alcino...

“Estamos hoje aqui com mais de 100 pesquisadores de todo o Brasil, e gostaríamos de dizer a todas as famílias daqui de Poço Redondo, de nossa grande honra em realizarmos este Cariri Cangaço, tenham orgulho de sua terra, pois alguns destes pesquisadores percorreram mais de mil quilômetros para pisar este chão sagrado de Alcino Alves Costa, é com muita alegria que chegamos de forma oficial ao estado de Sergipe”.  

Manoel Severo ainda ressaltou o extraordinário trabalho da Comissão Organizadora Local e o apoio vital do prefeito Junior Chagas e toda sua equipe de colaboradores. “Testemunhar na noite de hoje esta praça totalmente lotada com mais de mil pessoas é o resultado do trabalho e do compromisso de Junior Chagas, toda sua equipe, dos valorosos companheiros da extraordinária Comissão Organizadora Local e do Memorial Alcino Alves Costa de nosso Conselheiro Rangel, uma festa sensacional!” concluiu.

 Conselheiros, Celsinho Rodrigues e Antônio Vilela entregam Diploma 
ao prefeito Junior Chagas
Manoel Belarmino recebe o Diploma de Antonio Vilela
 Cristina Oliveira recebe de Celsinho Rodrigues o Diploma de sua mãe, Maria Oliveira
Fernandes Reis recebe das mãos de Antonio Vilela

Na oportunidade os Conselheiros Cariri Cangaço, Celsinho Rodrigues de Piranhas e Antônio Vilela de Garanhuns passaram às mãos dos homenageados da noite o Diploma de “Amigo do Cariri Cangaço”, receberam a honraria o prefeito municipal Junior Chagas, o presidente da Comissão Local, Manoel Belarmino e representando todos os membros da Comissão, Maria Oliveira e Fernandes Reis.

Em seguida receberam seus Diplomas de Honra ao Mérito das mãos do Conselheiro Cariri Cangaço Ivanildo Silveira e do Secretário de Cultura de Exu, Rodrigo Honorato, as personalidades ligadas às manifestações culturais e tradições de Poço Redondo; dona Zéfa da Guia, dona Guiomar Vito, familiares de seu Manoel Dionizio da Cruz e ainda representando todos os escritores de Poço Redondo, Raimundo Eliete Cavalcante.

 Dona Zefa da Guia; tradicional parteira e rezadeira do sertão sergipano, de Poço Redondo ; recebeu seu Diploma das mãos do Conselheiro Ivanildo Silveira. 
 Ivanildo Silveira também entregou o Diploma à senhora Luciana Fernandes Cruz, filha do homenageado, seu Manoel Dionízio; promovente de manifestações culturais em Poço Redondo, organizador de Cavalhadas e um dos idealizadores da Praça Lampião, 
na sede municipal.
 O Secretário de Cultura de Exu, Rodrigo Honorato entregou o Diploma a Liberato Vito; filho e representante da senhora Guiomar Vito,matriarca da Família Vito, representante maior do Samba de Coco na região. 
Rodrigo Honorato também entregou o Diploma a Bruno Marques; representando o escritor Raimundo Eliete Cavalcante

O Presidente do Memorial Alcino Alves Costa; pesquisador e escritor Rangel Alves da Costa, filho de Alcino; revelou a grande emoção e felicidade pela realização do Cariri Cangaço Poço Redondo, “um sonho antigo de Alcino”, falou da grandeza de Poço Redondo, sua história, a força de seu povo e memória e registrou os agradecimentos pela presença marcante das famílias da cidade que lotavam a praça de eventos como também dos pesquisadores de todo o Brasil, “amigos queridos de Alcino”, ressaltou ainda o trabalho da Comissão Organizadora convidando a todos para que pudessem vir ao palco para receber as homenagens dos presentes na maior noite de abertura dentre todas as edições do Cariri Cangaço.

 Presidente do Memorial Alcino Alves Costa, Conselheiro Cariri Cangaço, 
Rangel Alves da Costa
 Rangel homenageia Comissão Organizadora do evento
Djalma Feitosa, Rose Souza, Manoel Belarmino, Rangel Alves da Costa, Rai, 
Fernandes Reis e Damião Souza

No último momento solene da noite o curador do Cariri Cangaço homenageou os Conselheiros sergipanos, escritores Archimedes e Elane Marques como também convidou ao Prefeito de Propriá, Iokanaan Santana para passar às mãos do Prefeito de Poço Redondo, Junior Chagas o Diploma de Sede Oficial do Cariri Cangaço e por último o presidente do Memorial Alcino Alves Costa, Rangel Alves da Costa recebeu o Diploma das mãos de Rossi Mágne, em nome do Memorial como “Equipamento Imprescindível para a perpetuação da Memória e Cultura do Sertão”.

 Cariri Cangaço Defere o Diploma de "Cidade Sede do Cariri Cangaço" a Poço Redondo
 Prefeito de Poço Redondo Junior Chagas recebe Diploma das mãos do Prefeito de Propriá, Iokanann Santana
Manoel Severo, Rangel Alves da Costa e Rossi Mágne; Memorial Alcino Alves Costa:“Equipamento Imprescindível para a Perpetuação da Memória e Cultura do Sertão”

A noite ainda contou com o lançamento do livro que marcaria a realização do Cariri Cangaço Poço Redondo, de autoria dos pesquisadores Rangel Alves da Costa e Manoel Belarmino, "Roteiro Histórico e Anotações do Cariri Cangaço Poço Redondo". O que era para ser um folheto como estes de cordel ou uma cartilha, teve que virar livro devido a riqueza do conteúdo. O livro trata dos lugares históricos de Curralinho em Poço Redondo, a Rua Velha na Serra Negra onde acontecerão as palestras e visitas técnicas neste Cariri Cangaço Poço Redondo 2018.

 Rangel Alves da Costa e Manoel Belarmino na noite de lançamento e autógrafos do livro que marcaria a realização do Cariri Cangaço Poço Redondo

Com os shows de Cecília do Acordeon, do grupo Forró Pé de Serra , da Orquestra de Pifano dos Vito e ainda do grupo de teatro e xaxado "Na Pisada de Lampião" de Beto Patriota foi encerrada com muita festa a noite de abertura do Cariri Cangaço Poço Redondo 2018  ..... 

 Cecília do Acordeon na abertura do Cariri Cangaço Poço Redondo 2018
 
Os Vitos, uma das mais tradicionais manifestações culturais de Poço Redondo
Rossi Magne, Ivanildo Silveira, Ingrid Rebouças, Manoel Severo e Beto Patriota
 O grupo na Pisada de Lampião de Beto Patriota encerrou com brilho a primeira noite de Cariri Cangaço em Poço Redondo

Cariri Cangaço Poço Redondo
Praça de Eventos, Poço Redondo-SE
14 de junho de 2018

Bem vindos à Grande 
Festa da Alma Nordestina em Sergipe
Poço Redondo 2018.
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Camarote na Arena Cariri Cangaço
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na Arena Cariri Cangaço 
Poço Redondo...

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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ASSASSINADO O FAZENDEIRO MARTINHO DE SOUSA FREIRE





Em 10 de março de 1934, o subgrupo do cangaceiro Zé Baiano, em terras sergipanas, assassinou o fazendeiro Martinho de Sousa Freire, o vaqueiro Joãozinho de Vítor e o pai deste. 

Com o assassinato do velho Martinho seu sobrinho Antonio Conrado foi até o Governador do Estado, o Dr. Eronildes de Carvalho, seu amigo, e comunicou-lhe o crime cometido pelos bandidos contra seu tio, pedindo-lhe para incluir os filhos do finado no combate ao Bando de Lampião. 

Aceito o pedido, foi criada uma Força Volante , composta de 10 homens, sendo cinco deles filhos do morto: Felinto, José, Filomeno, Pedro e Alcino, e mais cinco primos deles, todos dispostos a tudo...

Essa volante deu vários combates com os cangaceiros e, em um deles, auxiliando a volante do Tenente Zé Rufino, mataram o cangaceiro Zepelin.

Fonte do Texto: Carira, do autor João Hélio de Almeida..
Raul Mascarenhas

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CANGACEIROS PRESOS NA CASA DE DETENÇÃO NO RECIFE


https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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SEMINÁRIO ANGICO 90 ANOS



Seminário "Angico 80 anos - O Crepúsculo do Cangaço"
Do dia 10 a 12 de Julho de 2018 na Biblioteca Central do Estado da Bahia.

Os participantes receberão CERTIFICADOS ao final do seminário.

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terça-feira, 19 de junho de 2018

MONTADO NO PEIXE

Clerisvaldo B. Chagas, 19 de junho de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 1.925

Estava escutando uma entrevista política, em que a entrevistada defendia os bons políticos. Não sabemos muito o significado de bom. O próprio Jesus, ao ser chamado de bom Mestre, afirmou que ele não era bom, bom era o pai que estava no céu. A entrevistada dava conselho para que o eleitor estudasse a vida ativa do político para excluí-lo ou reelegê-lo. Mas o nosso povo ainda não tem consciência política. E talvez seja essa a grande arma dos candidatos a alguma coisa, principalmente, as chamadas raposas, que além de raposas, ainda são velhas raposas. Conhecem mais o eleitor do que intimidade da própria mulher ou vice-versa.


FOTO: (PAPEL DE PAREDE).
O político conhece profundamente a região onde atua e leva dose alta de psicologia em busca do voto. E se a sua região, como a nossa, possui mais de 50% de analfabetos e pobreza extrema, como encontrar consciência política nesta seara de sobreviventes? É por isso que se diz que o que elege o político é o dinheiro. Balela é dizer que Fulano ou Beltrano não se elege mais nunca devido a sua má administração. Isto só funciona se o político não tiver dinheiro ou apoio financeiro sem limites. Pertinho das eleições os viveiros são abertos e os milhares de “peixes” procuram bolsos vazios, bocas famintas e consciências sem miolos.
Eles, os donos do poder, sabem que depois da eleição, o Zé Povinho, no geral, não procura saber nada a respeito da administração. Quer apenas uma visita, uma tapinha nas costas, um favorzinho de nada e a esperança de mais cedo ou mais tarde, outro “peixe” no bolso liso e nada mais. E se a maioria age dessa maneira, por que se preocupar com a minoria consciente? Ah, amigo, isso é no Sertão, no Agreste, no Mangue, seja onde diabo for. E não adianta aquela conversa de saber escolher. Como escolher se são sempre os mesmos! Dessa maneira bate-se na velha tecla tão usada por certo senador: só a educação pode mudar esse país. E como a educação também anda de muletas, esticam-se os dias de prestação de contas.
Segue o país montado no “peixe”, até quando Deus quiser.

FOTO: (PAPEL DE PAREDE).


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O MUNDO DE LEVY (PARABÉNS PELO ANIVERSÁRIO)

*Rangel Alves da Costa

Já se faz quase dois anos que tenho Levy ao meu lado como se fosse um filho meu. E assim é, pois verdadeiramente Levy é um filho meu, pois o mesmo amor de um filho para com um pai e o mesmo amor de um pai para com o filho.
E tenho Levy como filho por diversas outras razões. Ele “adotou-me” como pai e eu o adotei como filho. Que bom que seja assim. Sempre que deseja um brinquedo, logo pede à mãe para me telefonar. E comigo fala na certeza que será atendido. Lindo isso, não?!
Levy gosta de estar comigo, de continuar na minha presença, de andar e passear ao meu lado. Levy gosta de me dar à mão e ir comprar “chimbra”, como ele chama bola de gude. Levy gosta que eu sente ao lado dele e coloque vídeos para ficar assistindo e comentando. Pergunta e pergunta.
Levy sente saudade de mim e eu sinto saudade dele. Sempre pede à mãe para telefonar e falar comigo. Conversa e conversa e de vez em quando cisma que eu devo comprar um cavalo (que ante ele chamava “caralo”) pra ele ou um “tratorzão bem grandão”. Ou simplesmente diz que “o pneu de minha biciqueta tá furado”. Isso é lindo, não?!
Sinto saudade dele e do jeitinho todo especial de ser dele. Pequenino ainda, todo miudinho ainda, mas já crescido o suficiente para compreender e dialogar com muitas realidades da vida. Atento, observador, instigante, nada lhe foge da atenção. Por isso que de vez em quando surge com cada uma de espantar.
Algumas vezes já escrevi sobre ele, principalmente para dizer de sua fala engraçada e do seu jeitinho tão próprio de nomear as coisas e animais: “caralo” para cavalo, “bererrerinho” para bezerro, e outro que ainda não descobri o que realmente seja: “coló”. Já não fala mais assim, já sabe dizer corretamente o nome de tudo e do mundo inteiro.


Também já escrevi sobre o seu jeito de ser: “Desconfiado, cismado, não gosta de fazer amizades à primeira vista. Sempre chega um tanto taciturno, silencioso, fechado, sem qualquer palavra ou sorriso. Mas daí em diante, acaso encontre alguma oportunidade, começa a se soltar de vez, principalmente se não estiver sob os olhares nem a atenção da mãe. Então o Pequeno Levy desanda de vez, começa com traquinagens sem fim, se solta de não mais parar. Curioso, querendo saber de tudo e conhecer de tudo, pergunta e mais pergunta, repete, nunca se contenta. Um amor de criança, lindo, com voz toda especial, pois pronuncia palavras ao seu modo e com um jeitinho bem sertanejo. É também o meu Pequeno Levy, pois já nos acostumamos a nos gostar, a sermos amigos, a nos amar. De vez em quando ele chega pra mim e diz: gosto de você não. Mas é prova do quanto gosta. Não sai do meu lado, sente segurança ao meu lado, brinca e reina comigo, me tem como um verdadeiro pai e o tenho como um verdadeiro e querido filho. Amo meu Pequeno Levy”.
Hoje Levy completa cinco anos de idade. O próprio Levy estava tão ansioso para que esse dia chegasse que até parecia se tratar de uma idade em que alcançaria a maioridade. Vivia dizendo que ia completar cinco anos e depois disso ia mudar de escola. Desde muito que já convidava amigos para comer do bolo de seu aniversário. Aliás, seu jeitinho humano e compartilhador de ser é um dos aspectos mais bonitos que pode existir.
Nada do que tem Levy se nega a dividir. Se é um doce, um bolo ou uma brincadeira, logo ele oferece ou convida os seus amiguinhos. E perante os seus avôs então. Chega à casa da avó com qualquer dinheiro e logo oferece para comprar pão ou outra comida. Não para ele, mas para a família. Com seu avô Badinho a mesma coisa. Pergunta se aquele dinheiro dá pra comprar ração para o gado, coisa que ele tanto ama.
Diz ainda que quando crescer vai trabalhar muito e ter dinheiro para que não falte nada para os bichos, para que não falte ração nem água. Tudo isso nascido de um menininho que no dia de hoje completou cinco anos. E já de um coração tão imenso quanto o seu jeito tão bonito e tão especial de ser.
Parabéns, meu Pequeno Levy. Agora mesmo telefonei e ele me perguntou se quer que guarde um pedaço de bolo. E ai de Mylla, sua mãe, se não guardar. Sei que ele terá o maior prazer do mundo em chegar pertinho de mim e oferecer o pedaço de bolo. Que lindo, meu rapazinho. Saiba que você é todo imensamente lindo ao meu coração!

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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A FERRO E FOGO: 80 ANOS DA MORTE DE LAMPIÃO E MARIA BONITA

Reportagem WEBDOC

Há 80 anos, morria Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e sua companheira Maria Bonita. O homem que desenhou um rastro de violência na Caatinga deixou um legado inestimável para seu povo.


00:00 · 16.06.2018 / atualizado às 11:06 por Fernando Maia - Repórter

Um Nordeste miserável, assolado por secas intermitentes, abandonado pelo poder público e entregue ao jugo dos coronéis da política foi cenário fácil para o surgimento do cangaço, movimento de banditismo que teve seu auge nas décadas de 20 e 30 do século passado, sob o comando de Lampião, que entrou para a clandestinidade empurrado por uma desavença familiar. Uma rixa com seu amigo de infância e desafeto a partir da adolescência, Zé Saturnino, em Serra Talhada (PE), desencadeou um dos mais sangrentos capítulos da história brasileira.

Com o agravamento da rivalidade, a família de Virgulino deixou suas terras e se mudou para Alagoas. Mas a perseguição não acabou. Por influência política, Zé Saturnino acionou seus contatos em Alagoas. Zé Lucena, chefe de Polícia foi até a moradia dos Ferreira e acabou matando o pai de Virgulino. O episódio foi o estopim para Lampião entrar no cangaço em busca de vingança, pelo grupo do Sinhô Pereira que, dois anos depois, deixou a vida de cangaceiro e entregou a chefia do bando ao filho de José Ferreira, que assumiu as rédeas da organização belicosa.

A versão mais plausível para a morte do Rei do Cangaço, numa Gruta em Angicos, no Município de Poço Redondo (SE), em 28 de julho de 1938, aponta que o coiteiro Pedro de Cândido, que morava abaixo de Piranhas (AL), foi comprar mantimentos a um comerciante chamado Joca Bernardes. Entre as mercadorias adquiridas, pegou oito quilos de queijo. A expressiva quantidade levantou a suspeita de Joca. Ele sugeriu ao sargento Aniceto que interrogasse Pedro de Cândido, que ele forneceria o paradeiro do cangaceiro mais procurado do País. Os métodos de intimidação (ameaça de morte e tortura) usados no interrogatório surtiram efeito. Pedro revelou a localização do Rei do Cangaço.

https://www.youtube.com/watch?v=ub2DMtNGvAc

De imediato, o sargento Aniceto passou um telegrama para o tenente João Bezerra, usando a expressão "tem boi no pasto". O tenente entendeu o recado e rapidamente organizou uma volante que saiu sob o seu comando de Delmiro Gouveia (AL) de caminhão. Três volantes, com 50 policiais, atuaram na chamada batalha de Angicos. As de Aniceto e João Bezerra e a comandada pelo soldado Ferreira. Dos 35 cangaceiros que estavam no local, 11 foram mortos e decapitados; e 24 conseguiram fugir.

Herói/bandido

Além dos 80 anos de morte, completa Lampião 120 de nascimento. Há divergências sobre a data, mas a mais provável é 4 de junho de 1898, indicada no batistério da Diocese de Floresta (PE). As ações de Lampião pela Caatinga são repletas de controvérsias. Para uns, o bandoleiro era herói, um justiceiro social que buscou uma sociedade mais equânime, igualitária; para seus desafetos e algozes, não passou de um assassino frio, calculista e impiedoso. Independentemente dessa querela, é fato que o homem que saqueou o Nordeste devolve hoje com juros tudo aquilo que surrupiou de suas vítimas.

https://www.youtube.com/watch?v=YNqug_WB1Po

Seu legado pelos sertões do Nordeste, em particular, Pernambuco, Bahia e Alagoas é impressionante. O turismo, a gastronomia, as artes, incluindo a música, a dança, o teatro, a literatura, vários museus e trilhas por onde passou são a prova da influência viva de Lampião, Maria Bonita e sua entourage. A reportagem refez a trajetória de Virgulino pelos sete estados nordestinos onde atuou com desenvoltura - Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia - para mostrar como as gerações pós-cangaço aproveitaram esse legado.

LEIA AINDA:

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/mobile/cadernos/doc/batalha-na-serra-grande-se-consolidou-como-a-maior-vitoria-1.1955220

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A BATALHA NA SERRA GRANDE, TRAVADA NO DIA 26 DE FEVEREIRO DE 1926, NA CIDADE DE CALUMBI (PE)

Reportagem Bando de Lampião
Na casa para onde os feridos na batalha de Calumbi foram levados, se vê a Serra Grande, local em que Lampião obteve a sua maior vitória no cangaço

A Batalha na Serra Grande, travada no dia 26 de fevereiro de 1926, na cidade de Calumbi (PE), é considerada a maior vitória do bando de Lampião. Nela, o Rei do Cangaço demonstrou sua expertise e sagacidade. Enfrentou toda a elite da Polícia pernambucana. O resultado foi a morte de pelo menos 11 policiais; outros 14 saíram feridos. Nenhum cangaceiro Morreu. - 00:00 · 16.06.2018

Calumbi (PE). O enfrentamento motivou o ex-policial, pesquisador e colecionador Lourinaldo Teles a escrever, após seis anos de pesquisa, o livro “A maior batalha de Lampião- Serra Grande e a invasão de Calumbi”, o que valeu na época para Virgulino Ferreira o título de Imperador do Sertão. Para se ter uma ideia do material conseguido por Lourinaldo, ele coleciona mais de 300 projéteis retirados da serra onde foi travada a luta, além de cartuchos vazios, a maioria encontrados com um detector de metais. Nos cálculos do escritor, pelo menos cinco mil tiros foram deflagrados no evento no qual Lampião demonstrou toda a sua condição de estrategista.

Quando tomou conhecimento que o major Theófiles Torres seria nomeado comandante geral das forças volantes do interior pernambucano, Lampião, já sabendo que o principal objetivo do militar era prendê-lo ou matá-lo, buscou uma maneira de desmoralizá-lo. No dia 24 de novembro, sequestrou Pedro Paulo, o Mineirinho, representante da Shell na região. Seguiu para a Serra Grande, entre os municípios de Flores, de quem Calumbi se emancipou em 1964, e Serra Talhada. No local, além de ser acostumado a acampar, tinha no entorno vários coiteiros. 


Lampião enviou uma carta para as autoridades de Serra Talhada exigindo uma quantia em dinheiro para liberar Mineirinho. A Polícia foi até o local do sequestro para levantar pistas. Enquanto isso, o cangaceiro e seu bando praticavam ataques e sequestros na região, numa indisfarçável tentativa de levar as volantes ao local onde cerca de 116 homens estavam entrincheirados.

Segundo o pesquisador, oficialmente a Polícia contava com 296 soldados, mas o número real seria 350, contra 116 cangaceiros. Num confronto que começou às 8 horas da manhã e foi concluído às 17 horas, o saldo foi o seguinte: 10 mortos e 14 feridos entre as forças policiais. Nenhum cangaceiro saiu ferido. 

“Esse é o relato oficial. Entretanto, consegui encontrar pelo menos mais um outro policial que faleceu, conforme depoimento de seus familiares. Foi uma batalha extraordinária. Lampião estava armado até os dentes com o arsenal que recebeu em Juazeiro do Norte. Do outro lado, estava toda a elite da Polícia de Serra Talhada. É considerada a maior batalha de Lampião, pelo número de envolvidos, de mortos e feridos e munição deflagrada, pelo menos uns cinco mil tiros, se contarmos em torno de dez balas por homem”.

Na companhia de Lourinaldo, visitamos a casa de Zé Braz, no Sítio Tamboril, onde os feridos ficaram. “Sete dos mortos foram enterrados numa cova coletiva, depois que os três primeiros foram colocados em sepulturas individuais. Os 14 feridos vieram para cá. Esse pilão aqui é o original. Aqui os pintos eram jogados e o pilão era usado para triturar as aves junto com água. O preparo era dado aos feridos. A crendice popular indicava que aqueles que bebessem e não vomitassem escapavam; do contrário, morreriam. O certo é que todos os pintos do sítio foram sacrificados nesse dia”.

De cima da linha férrea da Transnordestina, Lourinaldo aponta para a região onde os homens de Lampião se entrincheiraram. “O local é conhecido até hoje como Serrote de Lampião. Era o ponto perfeito. Do alto da serra, se via tudo o que se passava embaixo. Além disso, existiam olhos d´água e muitos animais para a caça. Outro fator importante: vários amigos de Virgulino, antes de ele entrar para o cangaço se tornariam seus coiteiros. Por ali, quando adolescente, ele levava e trazia mercadorias para negociar em Triunfo e outras cidades com os irmãos, conhecendo cada centímetro daquela terra. Enfim, ele escolheu o território ideal para desafiar as forças oficiais”. 

Polêmica

Embora reconheça em Lampião um “homem astuto, extremamente estrategista e inteligente”, Lourinaldo contesta o entendimento de que o Rei do Cangaço, capaz de práticas cruéis contra seus inimigos, jamais abusou de mulheres. “No meu primeiro livro, já citei um caso envolvendo uma mulher casada. A pedido da família, o nome não foi mencionado. Entretanto, brevemente lançarei outra publicação, intitulada “Lampião, o Imperador do Sertão”, no qual narrarei dois outros abusos, também de mulheres casadas. Já recebi a autorização das famílias para citar os nomes e o farei”.

Lourinaldo destacou que o que mais lhe impressionou na história do Rei do Cangaço “foi sua capacidade de liderar mais de cem bandidos da pior espécie”. Sobre o fato de policiais utilizarem os mesmos métodos de tortura praticados pelos cangaceiros, o pesquisador disse não haver a menor dúvida disso e tem uma explicação. 

“Muitos personagens estiveram dos dois lados. Quelé do Pajeú, por exemplo, foi inspetor de Polícia em Triunfo (PE). Saiu da Polícia para se tornar cangaceiro de Lampião, com quem se desentendeu. Abandonou o bando e foi ser sargento na Polícia da Paraíba. Corisco era soldado do Exército. Quando saiu, entrou para o cangaço”.

Coleção

O pesquisador possui em sua coleção particular, além de centenas de balas e cartuchos encontrados na Serra Grande e até em Angico, punhais que pertenceram aos cangaceiros Joaquim Teles de Menezes, Meia-Noite e Félix Caboge. Mas uma arma tem um valor inestimável. É a que Luiz Pedro, considerado braço direito de Lampião, matou acidentalmente Antônio, irmão de Virgulino. O fuzil é o mesmo com o qual Antônio pousa em suas pernas para a famosa foto de Lampião e o restante da família, em Juazeiro do Norte. 

O escritor e colecionador conta que todos estavam bebendo e jogando baralho no acampamento, quando Antônio bateu na rede onde Luiz Pedro estava deitado com o fuzil engatilhado. A arma disparou um tiro certeiro em Antônio. Tal era a confiança de Lampião em Luiz Pedro que poupou sua vida, mesmo ele tendo tirado a do próprio irmão.

O fuzil foi deixado por Luiz Pedro na casa de uma irmã, chamada Elvira, que, muitos anos depois da sua morte, entregou a arma a Lourinaldo.

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DONA DULCE, ÚLTIMA REMANESCENTE VIVA , PELO MENOS QUE SE SAIBA, DO BANDO DE LAMPIAO.

Por Martha Menezes

o que é isso, minha filha? 

EU COM TODO CARINHO, RESPONDO, É BABA DE BOI, MINHA MÃE. FRUTAS QUE A GENTE COMIA A 50 ANOS ATRÁS. HOJE SE TORNOU RECORDAÇÕES DO NOSSO PASSEIO. 

DEUS CONTINUE CUIDANDO DA SENHORA!

TE AMO, DOCE DULCE!

Do acervo do Sálvio Siqueira

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A GENIALIDADE DE LAMPIÃO


Por Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz

Após a chacina na fazenda Tapera dos Gilo, Lampião saiu conduzindo seis cangaceiros baleados. Três deles estavam mortos. Ao chegar no Jacurutu, na propriedade do sobrinho de Gilo Donato do Nascimento (patriarca da família Gilo), Manoel Maneca, ela capturou seis trabalhadores que estavam em um corte de madeira e os obrigou a carregar os mortos e baleados, adentrando as caatingas do Tamboriu. 

Cristiano Ferraz, André Gercino (guia) e Marcos De Carmelita Carmelita , na sepultura dos cangaceiros. Foto tirada por Betinho Numeriano, ex-vereador do município e pai de Bia Numeriano, vereadora atual.

Logo mais a frente, ele liberou os rapazes e enterrou em uma só cova, os corpos dos companheiros. Para despistar as volantes, a genialidade do rei do cangaço aflorou quando ele demarcou o local colocando seis pedaços de madeira, simbolizando que todos tinham sido abatidos e não seguia com os feridos, sendo que somente três tinham sido sepultados.

 Marcos De Carmelita Carmelita e Dona Cicera Rezadeira.



Como explicar tamanha inteligência e estratégia do Rei do Cangaço? 

Dona Cicera Rezadeira, ainda viva e lúcida, residindo em Floresta, conheceu esse local na sua juventude e viu os seis pedaços de madeira que Lampião deixou enterrados.

Extraído do livro - As Cruzes do Cangaço - Os fatos e personagens de Floresta. (Marcos De Carmelita Carmelita e Cristiano Ferraz).

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LANÇAMENTO DE LIVRO


No próximo sábado, dia 21 de julho às 16:00 – 17:00, o escritor Junior Almeida estará lançando o seu mais novo livro com o título "LAMPIÃO, O CANGAÇO E OUTROS FATOS NO AGRESTE PERNAMBUCO", na Praça Souto Filho, Heliópolis, Garanhuns - PE, 55295-470, Brasil.


https://www.facebook.com/events/1822907611350387/?notif_t=plan_user_invited&notif_id=1529419348375146

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TESTEMUNHA OCULAR DEPOIMENTO DE CHIQUINHO RODRIGUES

Antes, vamos lembrar de uma resposta de Aderbal Nogueira em entrevista.
Em que assunto ou personagem está trabalhando ou qual gostaria de estudar para a publicação desta pesquisa. Enfim qual a próxima novidade que teremos em nossas estantes? 
Meu próximo trabalho não é um vídeo, mas um livro. Um trabalho que tem como foco as minúcias do cangaço. Relatos que nunca foram escritos. Posso até antecipar um trecho: Gravando um depoimento do Sr. Chiquinho Rodrigues sobre o dia do ataque do cangaceiro Gato a Piranhas, na tentativa de libertar Inacinha, aquele tiroteio terrível, em certo momento ele diz: “– Olhe, foi a primeira vez que vi um homem sem chapéu!” Se não me engano, ele se refere ao Juiz da cidade que passa correndo por ele sem o chapéu. Avalie a importância que o chapéu tinha para o sertanejo?
Aderbal disponibilizou o material.
https://www.youtube.com/watch?v=6V62j-98vV8

Depoimento colhido em 1998 

http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/Chiquinho%20Rodrigues


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O ADEUS AO PROFESSOR-CANGACEIRO JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO.


Por Geraldo Antônio de Souza Júnior
Professor José Romero Araújo Cardoso

Semana passada conversamos por um longo tempo e fizemos planos para produzirmos em conjunto trabalhos sobre o cangaço... mas sem aviso prévio e sem se despedir o amigo cangaceirólogo e amante das coisas do nordeste Professor José Romero Araújo Cardoso, natural de Pombal no estado da Paraíba, nos deixou nessa última sexta-feira (15/06/2018) vitimado por problemas respiratórios, na cidade de Mossoró no estado do Rio Grande do Norte, onde residia.

A importância e a qualidade de seus trabalhos colocará seu nome para sempre nos anais da história cangaceira e do Nordeste brasileiro e servirá como base de consultas para essa e as futuras gerações de estudiosos dos temas supra citados.

Diante do acontecimento recuso-me a dizer "Adeus" e quero simplesmente dizer "Até Logo", pois acredito que um dia voltaremos a nos encontrar nos caminhos da eternidade e com o poema abaixo despeço-me desse grande ser humano e importante estudioso dos temas cangaço e Nordeste.

Vá com Deus Professor-Cangaceiro!

"A morte não é nada. 
Eu somente passei 
para o outro lado do Caminho.


Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, 
eu continuarei sendo.


Me dêem o nome 
que vocês sempre me deram, 
falem comigo 
como vocês sempre fizeram.


Vocês continuam vivendo 
no mundo das criaturas, 
eu estou vivendo 
no mundo do Criador.


Não utilizem um tom solene 
ou triste, continuem a rir 
daquilo que nos fazia rir juntos.


Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.


Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi, 
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.


A vida significa tudo 
o que ela sempre significou, 
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora 
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora 
de suas vistas?


Eu não estou longe, 
apenas estou 
do outro lado do Caminho...


Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela
como sempre foi" (Henry Scott Holland).

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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MAIS LIVROS COM SOBRE CANGAÇO

Por Francisco Pereira Lima

Indicação Bibliográfica. Aqui estão alguns livros importantes para o estudo e a pesquisa do Cangaço. Durante essa semana, cada dia, irei divulgando essa rica bibliografia Cangaceiro e nordestina, que são centenas de ótimos livros. Pela grande quantidade será impossível divulgar todos. Amanhã vem mais. 

Quem desejar saber os preços ou adquirir estes e outros 300 títulos: 

franpelima@bol.com.br e 
WhatsApp 83 9 9911 8286.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2076647099270849&set=a.1929416523993908.1073741833.100007767371031&type=3&theater&ifg=1

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segunda-feira, 18 de junho de 2018

CLAUDINHO HOMEM QUE TRANSPORTOU CORISCO E DADÁ BALEADOS EM SEU CAMINHÃO.


Por Devanier Lopes

Sr. José Cláudio - CLAUDINHO- Motorista e dono do caminhão que levou Corisco e Dadá baleada para Miguel Calmon e corisco morto.

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