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domingo, 21 de outubro de 2018

A GRANDE INVASÃO À CASA DE GONZAGA EM BELMONTE...1922

Da fazenda Cristovão; pouso de Ioiô Maroto e coito dos cangaceiros; partiu a Caravana Cariri Cangaço e as 15 horas chegávamos ao centro de São José de Belmonte para mais uma espetacular visita técnica, desta vez à "Casa de Gonzaga" e à célebre invasão que resultou em sua morte... Agora com a palavra o pesquisador Valdir Nogueira: "No centro histórico da cidade de São José do Belmonte, dominando a paisagem da bonita e tradicional Praça Pires Ribeiro, um imponente casarão chama atenção por sua extrema beleza.Pouca gente sabe, mas o casarão foi construído, entre os anos de 1911 e 1912, pelo Coronel Luiz Gonzaga Gomes Ferraz, importante comerciante, fazendeiro e pecuarista nascido no vizinho município de Floresta.Esta imponente casa, em estilo neoclássico, é uma herança dos tempos opulentos em que o poder oriundo da borracha da maniçoba, dominava o cenário local.Por toda a extensão do casarão há belos elementos decorativos, não apenas no frontão, mas por todas as paredes que compõem a fachada do imóvel."
 Valdir Nogueira nos apresenta a trama do ataque à Casa de Gonzaga em 1922
 
Ivanildo Silveira, Manoel Severo, Clênio Novaes, Valdir Nogueira e Débora Cavalcantes
Louro Teles
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E continua Valdir: "A importância deste Casarão não se resume apenas aos seus belos traços arquitetônicos, vai muito além uma vez que está intimamente ligada ao fenômeno do cangaço em Belmonte. Esta casa, no alvorecer do dia 22 de outubro de 1922 foi atacada por cangaceiros dentre os quais Lampião, em parceria com um parente do chefe cangaceiro Sinhô Pereira, Crispim Pereira de Araújo, conhecido por “Ioiô Maroto”. Como não poderia deixar de ser, o ataque à residência de Gonzaga foi implacável. A resistência ofertada pelo proprietário e por policiais da guarnição de Belmonte arrastou-se longo tempo, mas o local foi invadido, saqueado, arrasado e o comerciante sumariamente executado em um quarto contíguo a sala de visitas."
 
Camilo Lemos e a "Casa de Gonzaga"
Wilton Silva, Aderbal Nogueira, Cicero Aguiar, Manoel Serafim e Camilo Lemos

"O trauma provocado pelo trágico desaparecimento do coronel Luiz Gonzaga Gomes Ferraz, levou a sua esposa Martina a retirar-se definitivamente do Município de Belmonte com sua família. Entre os anos de 1930 a 1934 o Casarão passou a sediar o Paço e Conselho Municipal de Belmonte (Prefeitura), até ser adquirido no ano de 1936 pelo Sr. João Batista Frutuoso de Pádua, tabelião local, pela quantia de quatro contos de réis. Seu João de Pádua foi casado com dona Pergentina Nunes da Silva, descendente do antigo sesmeiro Aniceto Nunes da Silva e prima legítima do escritor Rodrigues de Carvalho, autor do livro “Serrote Preto, Lampião e seus sequazes”. Hoje o Casarão pertence aos herdeiros do Sr. João de Pádua, cuja neta Perginha, residente no imóvel, ao longo do tempo vem lutando com todas as forças para preservar este grande patrimônio, histórico, turístico e cultural de São José do Belmonte", acentua Valdir Nogueira.
Desse sótão caiu o coronel Gonzaga e ao tentar escalar a janela abaixo foi executado... 
 Valdir Nogueira no interior da "Casa de Gonzaga" e o passo a passo do episódio...
O pesquisador e escritor Sousa Neto, Conselheiro Cariri Cangaço nos ajuda também a compreender como tudo aconteceu: "Yoio Maroto escolheu o dia ideal para o ataque. Belmonte estava em festa, outubro era o mês dos festejos celebrados ao Sagrado Coração de Jesus. Dia 19 de outubro o “noitário” ou patrono da festa era justamente Luiz Gonzaga Gomes Ferraz e o ataque teria que ser no dia seguinte logo cedo, pois com certeza Gonzaga estaria em casa. Ao romper o dia 20 de outubro o casarão de Gonzaga estava completamente cercado. 
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O povoado é acordado ao som de machadadas, pernadas e várias outras formas de conseguir arrebentarem as portas da residência. As pancadas pouco a pouco iam despertando os vizinhos e outros moradores que logo perceberam se tratar de um violento ataque a residência do homem mais prestigiado daquele vilarejo. Segundo o cangaceiro Cajueiro na aludida entrevista, disse ser ele o primeiro a penetrar no interior da residência após escalar o muro do quintal. Ficou dando apoio enquanto os seus companheiros arrombavam um portão que dava para a rua dos fundos. Outro grupo tentava o arrombamento da porta da frente. Foi justamente nesse momento que Cajueiro assistiu a morte de Baliza, um dos que tentavam despedaçar o portão. A morte de Baliza ainda não está de tudo esclarecida, há mais razões para esse assassinato,isso é outra história." 
 Família de Gonzaga
 Foto da época do ataque: Praça Pires Ribeiro, rua onde estava o comércio de Gonzaga
Ioio Maroto, na foto à nossa esquerda

E continua Sousa Neto: "Alguns moradores já acordados vieram em socorro de Gonzaga e assim começa o tiroteio. Gonzaga que ao ouvir as pancadas e perceber que o bando sinistro havia penetrado na residência subiu a escadaria por um dos quartos que dava para o sótão da casa. Ainda segundo Cajueiro uma senhora apavorada pergunta quem é o chefe, ele responde: “nois num tem chefe”, nesse momento um cangaceiro tenta contra uma jovem que parte em sua direção e lhe agarra dizendo: valha-me senhor pelo amor de Deus! Cajueiro manobra o rifle e diz: Agora você escolhe, ou solta à moça ou me mata ou morre. 
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Então o seu companheiro a soltou e essa foi em direção a sua mãe que se encontrava na cozinha. Cajueiro então pergunta: Cadê o “major” tá ai? Ela respondeu “tá ai dentro sim senhor”. Ato continuo Cajueiro tranca a família em um quarto e chama o cangaceiro Livino para nas palavras dele “dar uma busca na casa”. Cajueiro dando boas risadas, confessa ao Dr. Amaury que Gonzaga havia caído do sótão e estava escondido atrás da porta. Estive recentemente observando o sótão da casa de Gonzaga e pude perceber que a parte que compreende a sala de estar, bem como todos os quartos do lado esquerdo do grande corredor estavam forrados"
 Imagens internas da "Casa de Gonzaga"
 
Amélia Araujo e Mabel Nogueira

E conclui Sousa Neto:"O lado direito da casa, o sótão estava em construção. O detalhe é que a parte acima dos quartos por onde tinha a escada de acesso, eram de tabuas fornidas e pregadas de cima para baixo, ambiente propicio para armazenar objetos, alimentos etc. A parte da sala de estar era toda forrada de madeira fina, toda ela pregada com pregos de baixo para cima, apenas dar adornar ainda mais o bonito recinto.Luiz Gonzaga aterrorizado tentando se ocultar naquele ambiente escuro, caminhou para o mais distante possível da escada e foi para a parte da sala de estar. Penso haver ele esquecido que aquele adorno não suportaria o seu peso. Foi ai que o assoalho cedeu, ele caiu e tentou se abrigar atrás da porta, mas a casa já estava infestada de bandidos que pensavam apenas em passar a mão nos objetos de valor.
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Ainda segundo Cajueiro Livino Ferreira foi quem fez o serviço, matou o “major” Gonzaga. Morreram nesse episódio o cangaceiro José Dedé “o Baliza”, Antônio da Cachoeira (sofreu um ataque cardíaco fulminante) e o soldado Heleno Tavares hoje homenageado com o nome da rua que combateu o bando nefasto. Saíram feridos do bando de Lampião, Yoio Maroto com um tiro no braço, o valente Zé Bizarria e Cicero Costa.Anos depois foi aberto um inquérito para apurar essa ocorrência e em 07 de outubro de 1929 todos os 42 implicados foram condenados. Yoio Maroto refugiou-se no Barro debaixo da proteção de Justino Alves Feitosa que dias depois lhe deu carta de recomendação endereçada ao Coronel Leandro da Barra, homem influente na região dos Inhamuns que o acolheu. Yoio passou a viver usando o nome fictício de Coronel Antônio Alves. Com muito esforço e trabalho adquiriu a fazenda Malhada Vermelha aonde veio a falecer em 19 de maio de 1953."

O centro histórico de São José de Belmonte a partir de sua tradicional Praça Pires Ribeiro, e praça da Matriz de São José, de seu casario histórico e da "Casa de Gonzaga"...
 
Geraldo Ferraz e Clênio Novaes
Demétrio, o telegrafista genro do Coronel Gonzaga.
É Valdir Nogueira que  nos conta mais alguns detalhes do trágico episódio: "Telegrafista na Agência Postal e Telégrafo de Belmonte, natural de Recife, José Demétrio de Albuquerque Silva era noivo da senhorita Maria de Lourdes Gomes Ferraz (Bida), filha do coronel Luiz Gonzaga Gomes Ferraz quando aconteceu a hecatombe de 22 de outubro de 1922 em que este coronel foi barbaramente assassinado nas hostes do banditismo. Durante o assalto à casa do coronel Gonzaga, o jovem Demétrio tendo naquele dia pernoitado na dita residência, foi juntamente com dona Martina e filhos segregados em um quarto.contíguo a sala de jantar pelo cangaceiro Cajueiro, cumprindo assim um pedido feito por Ioiô Maroto para poupá-los de qualquer tipo de agressões por parte dos demais cangaceiros.
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O telegrafista Demétrio era um senhor elegante, que não saía de casa sem paletó e gravata e que alguns falavam ter idéias comunistas. Em Belmonte Demétrio trabalhou na Agência Postal e Telégrafo por anos a fio. Casou duas vezes, sendo que a primeira com Maria de Lourdes Gomes Ferraz (Bida), filha do coronel Gonzaga Ferraz. De acordo com o Livro de Notas nº 4, pág. 169/170 do 2º Ofício de Belmonte, no dia 27 de maio de 1933, José Demétrio comprou ao Sr. Joaquim Leonel Pires de Alencar um lote de terras na fazenda Campos e denominou de Fazenda Montreal. Dizem que nessa fazenda Demétrio hospedou clandestinamente, entre os anos de 1935 a 1936 o Sr. Antônio Vilar, cidadão português, que nada mais nada menos se tratava de Luis Carlos Prestes, militar e político brasileiro com identidade diferente."
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Edificada e pertencente ao coronel Luiz Gonzaga Gomes Ferraz, esta casa sediou a partir do ano de 1917 a Agência Postal e o Telégrafo da cidade de Belmonte e onde também residiu quando aqui chegou no ano de 1921 o jovem telegrafista José Demétrio de Albuquerque Silva. Esta residência foi adquirida em 25 de abril de 1951 pelo Sr. Joaquim Donato de Moura, cujos proprietários atuais são seus herdeiros.  
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De Belmonte, José Demétrio de Albuquerque Silva foi residir no Estado da Paraíba onde se tornou advogado e ao longo dos anos se aposentou como Juiz de Direito. “Postura de Arribação” é o título do livro editado em 1958 pelo Dr. Demétrio, onde o autor narra fatos marcantes da sua vida inclusive de sua passagem pelo município de Belmonte...
Assassinado barbaramente durante o assalto a cidade de Belmonte no dia 20 de outubro de 1922 pelo bando de Lampião. O soldado Heleno aos 22 anos de idade caiu em poder dos bandidos quando acudia a chamada para a defesa da cidade. Foi sepultado no cemitério local. O soldado Heleno Tavares de Freitas era natural do Estado de Alagoas, filho de João Tavares de Freitas e Joana Maria da Conceição. Soldado do destacamento de Polícia da cidade de Belmonte, cujo comandante na época era o sargento José Alencar de Carvalho Pires (Sinhozinho Alencar), aos 20 anos de idade casou com Enedina Maria da Conceição, natural do município de Salgueiro, filha de Rufino Benedito da Silva e Jesuina Maria Ribeiro. O matrimônio do soldado Heleno foi realizado na Matriz de São José de Belmonte no dia 27 de julho de 1920 pelo padre José Kherle, e teve como testemunhas José Bezerra Leite e Luiz Mariano da Cruz, ambos também soldados da Polícia Militar de Pernambuco. 
Sinhozinho Alencar

Andanças...
 
 
 

Cariri Cangaço São José de Belmonte
Casa de Gonzaga, Centro
12 de Outubro de 2018
Fotos: Ingrid Rebouças e Louro Teles

Imagens da Grande Invasão do Cariri Cangaço à tradicional Praça Pires Ribeiro
 
 
 
 
 
 
 
 
A Imponência e Maestria de Ernesto Carvalho e a Charrete Espetacular dos Bacamarteiros da Pedra do Reino...
 

http://cariricangaco.blogspot.com/2018/10/a-grande-invasao-casa-de-gonzaga-em.html

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VOTOS DE PESAR!!!


Por Lindomarcos Faustino

O Relembrando Mossoró vem prestar uma homenagem a um artista mossoroense, que partiu hoje para a morada eterna, LUCAS NASCIMENTO. 

Nosso votos de pesar aos familiares e amigos.

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A PEDRA DO REINO


A Pedra do Reino situa-se numa serra áspera e pedregosa do Sertão do Pajeú, fronteira da Paraíba com Pernambuco, serra que depois dos terríveis acontecimentos de 18 de maio de 1838, passou a ser conhecida como “Serra do Reino”. Dela descem águas que através dos rios Pajeú, Piancó e Piranhas, são ligadas a três dos “sete Rios sagrados” e três dos sete Reinos do meu Império. 


Hoje, a Serra está menos áspera e impenetrável do que no tempo do meu bisavô Dom João Ferreira-Quaderna. Ainda assim permanece de acesso difícil e penoso. É coberta de espinheiros entrançados de unhas-de-gato, malícia, favela, alastrados, urtigas, mororós e marmeleiros. 

Catolezeiros e cactos espinhosos completam a vegetação, [...] o elemento mais importante, ali, [...] são as duas enormes pedras castanhas a que já me referi, meio cilíndricas, meio retangulares, altas, compridas, estreitas, paralelas e mais ou menos iguais, que, saindo da terra para o céu esbraseado, numa altura de mais de vinte metros, formam as torres do meu Castelo, da Catedral encantada que os Reis antepassados revelaram como pedras-angulares do nosso Império do Brasil. 

(ARIANO SUASSUNA, ROMANCE DA PEDRA DO REINO, 1972, p.32-33, grifo do autor).

https://www.facebook.com/valdirjose.nogueira?fref=pb&__tn__=%2Cd-a-R&eid=ARCmCcLVbHJP5l_FO-tT1SFoOtoVMGg9zCOP0rQDqGSQ0_sQhrkaOAPW49SNoYoF20Wm5QQJu7yk-chU&hc_location=profile_browser

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DEDICO ESTE POEMA AO POETA ANTÔNIO FRANCISCO, QUE HOJE COMPLETA MAIS UM ANO DE VIDA. DESEJO-LHE MUITA SAÚDE E MUITOS ANOS PELA FRENTE!


O HOMEM DOS SONHOS
(Autor: José Ribamar Alves)

Em mil novecentos e quarenta e nove
Nasceu esse astro da literatura...
Forjado por Deus na torre do tempo,
Criado na safra da boa leitura,
Feitor de leitores sérios e risonhos,
Criador de frases, enredos e sonhos,
Pobre de soberba e rico de cultura.

Antes de ser bom como cordelista
Foi um bom pintor, um bom sapateiro,
Um bom gazeteiro, um ciclista bom,
Um jogador médio e um bom plaqueiro...
Brincou no exército com quem tinha glória,
Cursou faculdade, formou-se em história,
Mas decidiu ser um aventureiro.

Hoje mata a sede na fonte dos sonhos,
Arranca seu pão do solo da fé,
Critica o pode com arte de gênio,
E transforma em fã quem pisa seu pé,
Negar seu talento é um sacrilégio,
Ser amigo seu é um privilégio...
Continuar sendo, aí é que é.

Colho nos seus livros poemas que educam,
Tiro dos seus versos lições da amor
E sonhos dourados de m mundo melhor,
Com cheiro de vida e essência de flor,
Com campos minados de compreensão,
Por povo farto de justiça e pão,
Sem fome de ódio, inveja e rancor.

Esse home é Antônio Francisco...
O anel de ouro da mão do cordel.
Poeta do povo, marido de Nira,
Seu braço direito, seu prêmio Nobel...
Neste grande globo que Deus inventou,
Eu não sou ninguém, mas penso que sou,
Porque sou amigo desse menestrel.

Poeta Antonio Francisco

Antônio Francisco Teixeira de Melo (Mossoró21 de outubro de 1949) é um cordelistapotiguarÉ filho de Francisco Petronilo de Melo e Pêdra Teixeira de Melo.

Graduado em História pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Poeta popular, cordelista, xilógrafo e compositor, ainda confecciona placas.

Aos 46 anos, muito tardiamente, começou sua carreira literária, já que era dedicado ao esporte, fazia muitas viagens de bicicleta pelo Nordeste e não tinha tempo para outras atividades. Muitos de seus poemas já são alvo de estudo de vários compositores do Rio Grande do Norte e de outros estados brasileiros, interessados na grande musicalidade que possuem ele estudou na escola situada em mossoró na (UFRN).

Em 15 de Maio de 2006, tomou posse na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, na cadeira de número 15, cujo patrono é o saudoso poeta cearense Patativa do Assaré. A partir daí, já vem sendo chamado de o “novo Patativa do Assaré”, devido à cadeira que ocupa e à qualidade de seus versos.

Obras

Poemas de sua autoria, editados em forma de folhetos de cordel ou reunidos em livros.

Reunidos recentemente no livro Dez Cordéis num Cordel Só, da Editora Queima Bucha, de Mossoró - RN:

Confusão no cemitério
O ataque de Mossoró ao bando de Lampião
A lenda da Ilha Amarela
Um conto bem contado
A casa que a fome mora
Um bairro chamado Lagoa do Mato
O duelo de bengala
Uma carrada de gente
No topo da vaidade
Uma carta para a alma de Pero Vaz de Caminha
Uma esmola de sombra
O rio de Mossoró e as lágrimas que derramei
O lado bom da preguiça
A resposta
De calça curta e chinela

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sábado, 20 de outubro de 2018

SÉRGIO DANTAS E O ESPETACULAR “LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA”


O livro ‘LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA’ não foi concebido com a intenção de se tornar uma obra revolucionária. O objetivo do autor foi apenas elaborar um registro perene e confiável sobre a atuação do célebre cangaceiro em terras paraibanas. Com 363 páginas e cerca de 90 fotografias de personagens envolvidas na trama – e lugares onde os episódios ocorreram -, o trabalho certamente será de grande utilidade aos estudiosos de hoje e de amanhã.
Dividido em 19 capítulos, com amplas referências e notas explicativas, tenta-se recontar, entre outros, os seguintes episódios:
“A invasão a Jericó; fazendas Dois Riachos e Curralinho; o fogo da fazenda Tabuleiro; os primeiros ferimentos sofridos por Lampião; as lutas com Clementino Furtado, o ‘Quelé’; combate em Lagoa do Vieira; Sousa: histórico do assalto e breve discussão sobre as possíveis razões políticas para a invasão da cidade; a expulsão dos cangaceiros do município de Princesa; combates em Pau Ferrado, Areias de Pelo Sinal, Cachoeira de Minas e Tataíra; o cangaceiro Meia Noite; Os ataques às fazendas do coronel José Pereira Lima; morte de Luiz Leão e seus comparsas em Piancó; confronto em Serrote Preto; Suassuna e Costa Rego; a criação do segundo batalhão de polícia; Tenório e a morte de Levino Ferreira; ataque a Santa Inês; combates nos sítios Gavião e São Bento; chacina nos sítios Caboré e Alagoa do Serrote; Lagoa do Cruz; assassinatos de João Cirino Nunes e Aristides Ramalho; Mortes no sítio Cipó; fuga de paraibanos da fronteira para o Ceará; confronto em Barreiros; invasão ao povoado Monte Horebe; combates em Conceição; sequestro do coronel Zuza Lacerda; o assalto de Sabino a Triunfo(PE) e Cajazeiras (PB); mortes dos soldados contratados Raimundo e Chiquito em Princesa; Luiz do Triângulo; ataques a Belém do Rio do Peixe e Barra do Juá; Pilões, Canto do Feijão e os assassinatos de Raimundo Luiz e Eliziário; sítios Vaquejador e Caiçara; Quelé e João Costa no Rio Grande do Norte; combates com a polícia da Paraíba em solo cearense; o caso Chico Pereira sob uma nova ótica; Virgínio Fortunato na Paraíba: São Sebastião do Umbuzeiro e sítios Balança, Angico e Riacho Fundo; sítio Rejeitado: as nuances sobre a morte do cangaceiro Virgínio”.
A obra certamente não abrangerá o relato de todas as façanhas protagonizadas pelo célebre cangaceiro no estado da Paraíba. Muito se perdeu com o passar dos anos. Os historiadores de ontem, em sua maioria, não tiveram grande interesse em dissecar os episódios por ele protagonizados no território do estado.
A presente obra busca resgatar o que não se dissipou totalmente na bruma do tempo.

Lançamento em Natal do livro de Sérgio Dantas “Antônio Silvino – O Cangaceiro, O Homem, O Mito (2006)”.

LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA, Polyprint, 2018, 363 pgs. Disponível em outubro de 2018.
Sobre o autor: Sérgio Augusto de Souza Dantas é magistrado em Natal. Publicou os livros Lampião e o Rio Grande do Norte – A História da Grande Jornada (2005), Antônio Silvino – O Cangaceiro, O Homem, O Mito (2006), Lampião Entre a Espada e a Lei (2008) e Corisco – A Sombra de Lampião (2015).
PARA ADQUIRIR LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA,  VENDAS A PARTIR DE OUTUBRO DE 2018, SENDO REALIZADAS EXCLUSIVAMENTE PELO PROFESSOR FRANCISCO PEREIRA, DE CAJAZEIRAS, PARAÍBA, QUE ENTREGA PARA TODO O BRASIL PELO CORREIO.
CONTATOS ATRAVÉS DO E-MAIL fplima1956@gmail.com, franpelima@bo.com.br OU Whatsapp 55 83 9911-8286
https://tokdehistoria.com.br/2018/10/01/novo-livro-sobre-o-cangaco-na-paraiba-sergio-dantas-lanca-seu-quinto-livro-sobre-o-tema/
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OS FILHOS NUNCA ENVELHECEM PARA OS PAIS

*Rangel Alves da Costa

Certa feita, após descer do alto de uma montanha, um sábio se viu perante uma pergunta intrigante de seu discípulo. “Senhor, por que os filhos nunca envelhecem para os pais?”.
Reflexivo por alguns instantes, mas logo o sábio respondeu: “Qualquer entendimento sobre isso, deverá sempre partir da certeza de que o filho nunca desaparta do seu ventre paterno e nem se afasta completamente do cordão umbilical. O ventre é a junção materna. O cordão umbilical é a junção paterna. Por isso mesmo, por mais que os filhos cresçam, tornem-se adultos ou mesmo envelheçam, sempre continuarão como raízes fincadas no solo de seus pais. Se minha mãe ainda estivesse entre nós, mesmo na minha velhice eu ainda seria o seu menino. Do mesmo modo seria com meu pai. E com você é igual. Jamais deixará de ser o menino, senão a criança, dos seus”.
De pleno sentido as palavras do sábio. Os filhos, por mais idade que alcancem, jamais estarão completamente emancipados perante os pais. É como tivessem de viver sempre sob a proteção dos seus. É como se os pais não confiassem ao mundo ser dono daquilo que procriaram e gestaram como filho eterno, e não como pessoa que possa mudar com a idade.
De vez em quando eu ouço pais já envelhecidos tratando seus filhos como se fossem meninos. Não no cuidado em si, mas na forma de expressar um sentimento de apossamento daquele ser como eternamente seu. Perguntados onde os filhos estão, dizem que seus meninos estão viajando, trabalhando ou coisa parecida.
As mães possuem uma abnegação ainda mais forte. Mesmo que os filhos já tenham casado ou saído do lar familiar desde muito, mas basta uma visita de reencontro para que a mãe comece a trata-los como verdadeiras crianças. E pergunta se está bem, se está se alimento direito, se está sentindo alguma enfermidade, se está se cuidando.


Passa a fazer sentido a expressão segundo a qual o amor dos pais é eterno. Faz mais sentido ainda pela constatação de que os filhos nunca são vistos como pessoas adultas, emancipadas, já donas de seu próprios destinos, mas apenas como filhos. Aquele mesmo menino cuidado no passado será o mesmo menino em qualquer idade que tiver.
A verdade é que os pais simplesmente não aceitam abdicar de sua cria, muito menos para o mundo. Situações existem onde as esposas ou esposos dos filhos casados se tornam verdadeiros estorvos aos pais. Cria-se uma espécie de ciúme ou de proteção que acaba interferindo na relação entre os casais.
Neste sentido, os pais sempre imaginam que nada do que o mundo lá fora ofereça será melhor do que o encontrado em casa. A mãe prepara uma comidinha especial por que o seu filho vai chegar. O pai caça antigos brinquedos para trazer relembranças. O filho, já na idade adulta, sempre fica meio sem jeito, ou mesmo sem entender. Mas não pode fugir dessa proteção especial que lhe é dedicada.
Do mesmo modo que os pais toda hora saem à porta quando suas crianças estão brincando na rua, logo adiante da casa, assim também quando seus adolescentes ou de mais idade saem para a rua ao anoitecer. Os pais até que deitam, até que tentam dormir, mas não há jeito. Sempre cheios de preocupação, só conseguem dormir com a certeza de que já houve retorno.
Talvez até que os pais sintam vontade de que seus filhos jamais saiam de casa, jamais se afastem de suas presenças, jamais tenham um próprio destino. Parece absurdo, mas não é. Perante as ameaças do mundo e a fragilidade do ser, os pais se acham no dever de ser escudo e proteção. Daí tanto cuidarem de seus meninos, de suas meninas, de suas ternas crias.
Também um gesto de amor, de eterno e infinito amor.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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MORRE AFFONSO HELIODORO, FIEL ESCUDEIRO DO EX-PRESIDENTE JK

Por MÁRCIA DELGADO
BRASIL - GABRIEL JABUR/AGÊNCIA BRASÍLIA

O pioneiro estava internado em hospital de Belo Horizonte (MG) e faleceu na manhã deste sábado (20/10)

Morreu na manhã deste sábado (20/10), em Belo Horizonte (MG), aos 102 anos, o coronel Affonso Heliodoro. Um dos fiéis escudeiros direitos de Juscelino Kubitschek, em Brasília, era o último remanescente da equipe do ex-presidente.

Coronel Heliodoro estava hospitalizado desde quinta-feira (18) na capital mineira. Morreu em decorrência de complicações cardíacas, por volta das 11h. Amigo pessoal e integrante da equipe do presidente Juscelino Kubitschek, Affonso Heliodoro dos Santos era parte da história de Brasília.

Ele estava ao lado do presidente quando foi assinado o documento que pedia ao Congresso Nacional a mudança da capital para o Centro-Oeste, em 1956. No mesmo ano, o coronel reservista da Polícia Militar de Minas Gerais visitou o terreno em que a cidade foi construída.

Nascido em Diamantina em 16 de abril de 1916, formou-se em direito. Assumiu o gabinete militar do governo de Minas Gerais em 1951, durante o governo de Juscelino Kubitschek (1951-1955), foi subchefe do gabinete civil do governo federal e secretário-geral do Memorial JK de 1981 a 1995.

O menino Affonso Heliodoro foi aluno da mãe de Juscelino Kubitschek, Dona Júlia. Participou das campanhas eleitorais de Juscelino para a Presidência da República, em 1955, e para o Senado, em 1961, pelo estado de Goiás. Fundou o Movimento JK – 65. Atuou, principalmente, como um legítimo pioneiro na vinda ao Planalto, onde seria erguida a nova capital, participando, então, de todas as etapas da construção.

Autor de vários livros, como “JK – de Diamantina ao Memorial”, “JK – Exemplo e desafio”, “Rua da Glória – histórias de um menino”, Heliodoro escreveu, também, diversos artigos e crônicas publicadas em jornais nacionais e estrangeiros. Foi também presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal.

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