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segunda-feira, 19 de julho de 2021

NONATO LIMA É GENTE QUE FAZ NO CARIRI CANGAÇO PERSONALIDADE DESTA SEGUNDA-FEIRA AO VIVO NO INSTAGRAM

Por Manoel Severo

 

Cearense, natural de Quixadá, o jovem instrumentista Nonato Lima vive a música desde sua infância quando teve seu primeiro contato com a sanfona. Tocando na noite, logo ganhou destaque e reconhecimento, seu estilo particular de criar e improvisar o elevou como músico e instrumentista, possibilitando sua participação em diversos programas locais e nacionais, bem como o respeito e admiração de ícones a música como Dominguinhos e Richard Galliano (acordeonista francês). 

Em sua trajetória, Nonato Lima competiu em festivais nacionais e internacionais, sendo campeão em todos. O primeiro festival, em 2010, ocorreu em Limoeiro do Norte - CE, o segundo em Fortaleza- CE (2012) e o terceiro em Juazeiro da Bahia (2015). Fez turnê pela Europa levando a música brasileira através de seu acordeon pela França, Bélgica e Suécia. Além das apresentações, o músico foi convidado pelo grande acordeonista francês Richard Galliano para participar de um documentário sobre sua vida. 

No Brasil, Nonato Lima fez shows com Richard em São Bento do Sul – PR, acompanhou diversos artistas como Dominguinhos, Liv Morais, Raimundo Fagner, Flávia Wenceslau, Marcos Lessa, dentre outros, e atualmente é integrante da Banda Acaiaca e da Orquestra Sanfonas do Ceará, além de priorizar seus projetos instrumentais com solo, duo, trio e quarteto, e a gravação do seu primeiro CD solo com músicas autorais. Nonato Lima participou do Encontro Internacional de Acordeon que ocorreu em Santa Catarina chamado ”Accordion Festival”, das Olimpíadas Rio 2016, levando o nome do Ceará para o mundo. Finalizou o ano de 2016 no Festival Choro e Jazz de Jericoacoara com seu projeto trio. 

Em 2017, participou de vários festivais, em especial o “Floripa instrumental” junto a grandes nomes da nossa música; foi homenageado pela Assembléia legislativa do estado do Ceará em resgate à música popular brasileira. Apesar da pouca idade, Nonato Lima já tem uma bela bagagem musical, tendo em destaque suas composições gravadas pelas maiores orquestras do Brasil sendo uma delas a Spok Frevo Orquestra, com sua sua participação. Também gravou o DVD da Cantora Alexandra Nicolas, quando pode partilhar o palco com renomados músicos como: João Lyra, Luciana Rabelo, Celsinho Silva e Mauricio Carrilho. A trajetória do instrumentista cearense Nonato Lima já o levou para atuar com diversos nomes da música, com destaque para: Elba Ramalho, Anastácia, Saulo ex banda Eva, Waldonys, Maciel Mello, Amelinha, Toninho Horta, Hermeto Pascoal, Alexandro Penezzi, Egberto Gismonti, Zé Paulo Becker, Alexandre Ribeiro, Macaúba do Bandulim, Adelson Viana, Zé do Norte, Lucinha Menezes, Spok Frevo Orquestra, Adelmário Coelho, Arismar do Espírito Santo e Regional Época de ouro (grupo mais antigo de choro do Brasil). 

Sua mais recente participação foi no Sertão Central Festival de Acordeon, em Madalena - Ceará. Desta vez, o músico foi convidado a participar do Júri e avaliar as apresentações de vinte acordeonistas de todo o Brasil, além de levar aos participantes a oficina com o tema “Harmonia e Improvisação” e o Show instrumental Nonato Lima Trio com a participação dos Músicos Miqueias Santos (contrabaixo) e Denilson Lopes (bateria), presenteando o público com um rico repertório.

Nonato Lima é Gente que Faz é o convidado especial de Manoel Severo para o programa Cariri Cangaço Personalidade desta proxima segunda-feira, dia 19 de julho de 2021 às 20h , ao vivo no Instagram, segue lá: @cariricangaço.

https://cariricangaco.blogspot.com/2021/07/nonato-lima-e-gente-que-faz-no-cariri.html

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NOTA DE PESAR: Parte o Conselheiro Manoel Serafim Cornélio...

Por Manoel Severo

 

NOTA DE PESAR

É com profundo pesar que o Conselho Alcino Alves Costa, do Cariri Cangaço, cumpre o doloroso dever de informar o falecimento de seu Conselheiro, pesquisador Manoel Serafim Cornélio, acontecido neste sábado, 17 de julho de 2021, na cidade do Recife, Pernambuco, vitima da COVID 19. Manoel Serafim que havia perdido sua genitora a menos de um mês para o vírus, lutava com bravura contra o mesmo, mas diante de uma série de complicações não suportou, vindo a falecer no final da tarde deste sábado. O Cariri Cangaço se une às Orações da família enlutada e de todos os amigos, notadamente da querida cidade de Floresta.

Manoel Serafim era empresário; comerciante na cidade pernambucana de Floresta. Esteve a frente da Comissão Organizadora dos eventos Cariri Cangaço Floresta nos anos de 2016 e 2017, assumindo uma das cadeiras de Conselheiro do Cariri Cangaço ainda no ano de 2016.

Conselho Alcino Alves Costa

https://cariricangaco.blogspot.com/2021/07/nota-de-pesar-parte-o-conselheiro.html

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A MÚSICA NORDESTINA E SUA INFLUÊNCIA NA MÚSICA BRASILEIRA, GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO

 Por Manoel Severo


Os Grandes Encontros Cariri Cangaço desta quarta, dia 14 de julho de 2021, promete um passeio extraordinário; desde os primórdios, da origem da musica brasileira, suas principais influências; nativa, dos índios, dos colonizadores europeus e do negro, consolidando uma sensacional miscigenação de batidas, batuques, ritmos e movimentos, fazendo da musica brasileira uma música única.

A trajetória dos principais protagonistas, os grandes compositores, os grandes interpretes, os bastidores, as curiosidades e a presença forte da música nordestina influenciando a musica popular brasileira.

"Sem dúvidas será um programa interessante, dinâmico, vamos trazer desde João Pernambuco com seu primeiro grupo Caxangá, passando pelos Turunas de Pernambuco depois os Turunas da Mauricéia, desaguando no maior ícone da musica nordestina, seu Luiz Gonzaga, depois Marinês, Jackson do Pandeiro, enfim chegando ao Bolero, à Bossa Nova e por fim o Tropicalismo, os Novos Baianos e o Pessoal do Ceará, o programa promete" , revela o pesquisador Victor Samuel da Ponte, que ao lado de seu irmão, o também pesquisador João Conrado da Ponte, são os convidados especiais de Manoel Severo, neste programa imperdível.

https://cariricangaco.blogspot.com/2021/07/a-musica-nordestina-e-sua-influencia-na.html

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PARA NÃO DIZER MENTIRAS, CADA UM DEPOENTE SEM COMPROMISSO COM A VERDADE, TRAZENDO UMA SACOLA DE CONTRARIEDADES.

 Por José Mendes Pereira

Aqui, não estamos desrespeitando quem escreveu este texto, e sim, o depoente que pôs as suas invencionices em evidências, na intenção de que todos que estudam cangaço, venham acreditar nas suas respostas não verdadeiras. Seguimos observando as grandes inverdades deste joven.

Há 41 anos Sanfoneiro "contou" que Lampião fez cidade dançar pelada


Lampião o rei do cangaço está vivo e cego de um olho. Tem 86 anos e mora escondido em uma fazenda no interior de Minas Gerais. Quem garante é "Zé Paraíba", famoso tocador de sanfona conhecido em todo o sertão paraibano e de Alagoas, e é amigo do cantor Waldick Soriano (1933-2008).

"Nunca na sua vida, este jovem conhecido como Zé Paraíba  conheceu Lampião, porque, quando o capitão morreu, ele ainda estava com  6 anos de idade".  
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Zé Paraíba, nome artístico de José Salete, diz que nasceu no dia 7 de agosto de 1932 e que foi sanfoneiro de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Foi o próprio sanfoneiro quem contou a sua história, publicada no jornal "Notícias Populares" em 17 de novembro de 1977.

Lampião e seu bando costumavam se hospedar em fazendas durante suas viagens pelo sertão. O pai de Zé Paraíba, José Leite, era proprietário da fazenda Lage Vermelha, no alto sertão da Paraíba.

Lá o grupo de Lampião se hospedava frequentemente. "Meu pai, José Leite, tocava oito baixos (sanfona) na fazenda Lage Vermelha, e eu segui o seu caminho. Foi nela que o velho conheceu Lampião. O Virgulino costumava passar na fazenda do meu pai, que era uma das mais conhecidas do sertão paraibano, e ali se 'arranchava', pedia pousada constantemente."

"Com o tempo foi nascendo uma amizade entre meu pai e o rei do cangaço." 

Zé Paraíba continua sua narrativa, contando a experiência de ter vivido com Lampião e seu lendário bando. Maria Bonita, Corisco, Dadá, Pilão, Gavião, Volta Seca. O bando todo se arranchava na fazenda.

INCRÍVEL!

"O depoente afirma que teve contato com Maria Bonita, Corisco, Dadá, Pilão, Gavião, Volta Seca, e o bando todo se arranchava na fazenda". 

O sanfoneiro nasceu no dia 7 de agosto de 1932 e o cangaceiro Volta Seca foi preso neste mesmo ano de 1932, porque se desentendeu com o capitão Lampião, deixando o bando. Em uma emboscada próxima à cidade de Glória-BA Volta Seca foi preso  e enviado a Salvador. Recebido por multidão, sua prisão foi noticiada por vários jornais e aí virou celebridade". - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Aos nove anos, o músico estava tocando uma pequena sanfona na fazenda Belo Jardim, vizinha da de seu pai. Foi quando ele viu a tropa de Lampião se aproximar.

"O Zé Paraíba nasceu em 1932 e Lampião foi morto na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angicno, no Estado de Sergipe". Então, ele estava com 9 anos, o mundo já vivia o ano de 1941". - http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

"Os cabras gostaram das músicas de forró que eu tocava e me raptaram. No começo do rapto eles me maltrataram um pouco, porque não sabiam que eu era filho de José Leite. Depois que Lampião ficou sabendo quem eu era ele recomendou aos cabras que não me maltratassem e mandou avisar o meu pai na fazenda", disse Zé Paraíba.

"Ele afirma que teve contato com estes cangaceiros, e por que foi maltratado, se o próprio Lampião o conhecia desde quando passava na Fazenda Laje do seu pai?".

Depois que Lampião soube quem era o menino as coisas começaram a melhorar. O sanfoneiro ficou mais tranquilo e passou a tocar músicas para Maria Bonita. Os homens do bando pediam a música da mulher de Lampião. Então ele tocava "Mulher Rendeira". Todos gostavam e dançavam.

Zé Paraíba revelou porque o rei do cangaço se tornara um bandido e um contraventor das leis e da justiça:

"O Lampião me falou que nunca teve ideia de sair por aí 'cangaceando' e fazendo mal para os outros, até que viu o pai dele morrendo com 37 facadas. Ele ficou louco durante três dias e depois partiu para a vida do cangaço. Mesmo assim, ele não atacava os coitados, ele só atacava quem não gostava dele".

"Que eu sei foi que o pai de Lampião José Ferreira da Silva não foi assassinado através de arma branca, e sim, por tiros de armas, possivelmente, mosquetão ou fuzil".

O músico se lembra de um episódio que aconteceu num povoado do sertão baiano chamado "Queimados".

O bando estava arranchado em uma fazenda próxima. Lampião mandou avisar que entraria na cidade às oito horas do dia seguinte e que era para os macacos (policiais) se prepararem.

Quando ele chegou à cidade só havia seis soldados. Então a tropa tomou conta do lugar e Lampião ordenou ao povo que dançasse nu na praça. Todo mundo tirou a roupa e dançou pelado na praça. O bando todo ficava olhando e com arma apontada. Quem desrespeitasse a moça que era seu par corria o risco de ser castrado. Zé Paraíba tocou forró para o povo dançar pelado durante três horas. Depois disso Lampião mandou todo mundo se vestir e ir para casa.

"Este fato, se foi verdade ou mentira, o jovem sanfoneiro nem devia ter tocado, porque, é assunto muito antes dele ter nascido". 
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Homens mais próximos de Lampião, José Leite e seu compadre, estiveram com o rei do cangaço no começo de 1977 e disseram que ele estava vivendo em uma fazenda no interior de Minas Gerais e com o nome trocado.

"Aquele negócio das cabeças que andaram mostrando por aí eu não acredito porque meu pai e seu compadre foram ver e disseram que não era a dele", disse Zé Paraíba.

O sanfoneiro não concorda com o que muitos dizem que Lampião fosse um homem mau.

"Eu discordo de muita coisa que se diz por aí. Ele não era um cabra sanguinário. Antes de atacar uma fazenda, ele mandava alguém para sondar se o fazendeiro gostava ou não dele. Se o fazendeiro falasse que não gostava, aí ele atacava. Senão ele ficava ali mesmo e não agredia ninguém."

"Ele tinha o coração bom e me salvou da morte. Logo que me raptaram, Volta Seca e mais alguns queriam me jogar pro alto e me aparar na ponta de um punhal, porque eu não sabia tocar uma música. Aí chegaram ele e Maria Bonita e não deixaram".

"Vejam bem: Mais uma vez o depoente envolve o cangaceiro Volta Seca, porque, quando ele nasceu, foi no mesmo ano que o Volta Seca foi preso. 

Mais uma: Esta história de dizer que os cangaceiros jogavam as crianças para cima e aparavam-nas no punhal, é mentira.

Escritor João de Sousa Lima

Segundo o escritor João de Sousa Lima, estas histórias eram criadas pelas volantes, para que a população sertaneja não desse apoio aos grupos de cangaceiros, e passasse a temê-los". - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Zé Paraíba ficou com o bando durante seis meses. Ele se lembra do que Lampião disse ao lhe devolver para seu pai:

"Zé Leite, vou lhe entregar seu filho, mas é com muita saudade que eu faço isso porque ele toca muito bem e faz tudo o que a gente pede."

O sanfoneiro afirma que este foi seu primeiro contato com a vida musical no cangaço, o que fez dele o famoso tocador de forró, com discos vendidos em todo o Nordeste.

Transcrito da Folha de São Paulo

 Adendo Lampião Aceso

Antes que algum leitor dê o indevido crédito a esta matéria, que tem o intuito apenas de divulgar o que era noticiado sobre o Rei do Cangaço, lembramos que o jornal Notícias Populares que era também conhecido simplesmente como NP, foi um jornal que circulou em São Paulo entre 15 de outubro de 1963 e 20 de janeiro de 2001, e era conhecido por suas manchetes violentas e sexuais. É considerado até hoje "sinônimo de crime, sexo e violência. Seu slogan era "Nada mais que a verdade".

O jornal era publicado pelo Grupo Folha, mesma empresa que publica os jornais Folha de S. Paulo e Agora São Paulo e publicava o jornal Folha da Tarde.

O que já denota as várias bizarrices contidas matéria acima é que, de acordo com o histórico deste impresso, o jornal Notícias Populares atraiu muitos desafetos dentro do meio jornalístico, que acusavam o veículo de exagerar nos noticiários e até inventar notícias. Para os leitores os fatos sugeridos pela redação do periódico eram apresentados como se fossem verídicos.

Nós poderíamos apontar as várias mentiras e erros na narrativa de Zé Paraíba, fazendo um simples confronto com a cronologia do cangaço. Mas vamos nos ater somente no segundo parágrafo, que é suficiente para dar-lhe o total descrédito. O sanfoneiro diz ter nascido em 1932, e que fora sequestrado pelo bando aos 9 anos, portanto em 1941, quando o cangaço lampiônico já havia sido extinto por completo. Sem mais, meritíssimo.

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2018/07/ha-41-anos.html

Adendo - blogdomendesemendes

"O pesquisador Kiko Monteiro está coberto de razão, vez que o cangaço foi extinto de uma vez no ano de 1940".

Kiko Monteiro

No dia 02 de fevereiro de 1940, os penúltimos cangaceiros Moreno e Durvalina abandonaram o cangaço em busca de uma vida tranquila. 

Moreno e Durvalina

E em 25 de maio de 1940, o último cangaceiro Corisco foi alvejado pela volante do tenente Zé Rufino baleou Dadá e Corisco, na fazenda Cavaco, em Brotas de Macaúbas, Bahia.

Corisco e Dadá

O cangaceiro Corisco, no momento do ataque pelas armas do tenente Zé Rufino, foi baleado e veio a óbito horas depois. 

A Dadá, sua companheira foi ferida na perna e presa. Marcando o fim do Cangaço". - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

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domingo, 18 de julho de 2021

PEÇA LOGO ESTES TRÊS LIVROS PARA VOCÊ NÃO FICAR SEM ELES. LIVROS SOBRE CANGAÇO SÃO ARREBATADOS PELOS COLECIONADORES.

   Por José Mendes Pereira 

A primeira obra é "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS" que já está na 5ª. edição, e aborda o fenômeno do cangaço e a vida do maior guerrilheiro das Américas. Um homem que não temeu às autoridades policiais  e muito menos aqueles que lutavam contra a sua pessoa, na intenção de desmoralizá-lo nas suas empreitadas vingativas, e eliminá-lo do solo nordestino. Realmente foi feito o extermínio do homem mais corajoso e mais admirado do Nordeste do Brasil, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, mas não em combate, e sim, através de uma emboscada muito bem organizada pelo alagoano tenente João Bezerra da Silva. 


O Segundo livro da trilogia do escritor e pesquisador do cangaço é: "FATOS ASSOMBROSOS DA RECENTE HISTÓRIA DO NORDESTE" com 332 páginas, e um grande acervo de fotos relacionado ao assunto. E para aqueles que gosta de ler e ver fotos em uma leitura irá se sentir realizado com todas as fotos.


O terceiro livro da trilogia também do escritor José Bezerra Lima Irmão é: "CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE" resgata fatos sobre os quais a história oficial silencia ou lhes dá uma versão edulcorada ou distorcida: o "desenvolvimento" do Brasil, o desumano progresso de colonização feito a ferro e fogo, Guerra dos Marcates, Cabanada, Balaiada, Revolução Praieira, Ronco da Abelha, Revolta dos Quebra-Quilos, Sabinada, Revolta de Princesa, as barbáries da Serra do Rodeador e da Pedra do Reino, Guerras de Canudos, Caldeirão e Pau-de-Colher, dando ênfase especial à saga de Zumbi dos Palmares, Invasões Holandesas, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador e Guerras da Independência, incluindo o 2 de Julho, quando o Brasil se tornou de fato independente... São assuntos que dão gostos a gente lê-los.  

Adquira-os com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

ou com o autor através deste g-mail: 

josebezerralima369@gmail.com

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NOVO LIVRO NA PRAÇA SOBRE CANGAÇO

 Por José Mendes Pereira

 

Recentemente o escritor e pesquisador do cangaço Guilherme Machado lançou o seu trabalho sobre o mundo dos cangaceiros com o título "LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS". 

O livro está recheado com mais de 50 biografias de cangaceiros que atuaram juntamente com o capitão Lampião. 

Eu já recebi o meu e não só recebi, como já o li. Além das biografias, tem fotos de cangaceiros que eu nem imaginava que existiam. São 150 páginas. Excelente narração. Conheça a boa narração que fez o autor. 

Pesquisador Geraldo Júnior

Prefaciado pelo pesquisador do cangaço Geraldo Antônio de Souza Júnior. Tem também a participação do pesquisador Robério Santos escritor e jornalista. Duas feras no que diz respeito aos estudos cangaceiros.

Jornalista Robério Santos

Não deixa de adquiri-lo. Faça o seu pedido com urgência, porque, você sabe muito bem, livros escritos sobre cangaços, são arrebatados pelos leitores e pelos colecionadores. Então cuida logo de adquirir o seu! 

Pesquisador Guilherme Machado

Adquira-o através deste e-mail: 

guilhermemachado60@hotmail.com

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A VIÚVA MACHADO (1881-1981): Negociante e Lendária...

Dona Amélia Duarte Machado (1881-1981) ou Viúva Machado, foto de autoria desconhecida. Do seu lado direito, uma foto emoldurada sobre o birô, do então falecido esposo: Manoel Machado (?-1934)...

Segundo os pesquisadores, a senhora Amélia Duarte Machado ou como ficou conhecida pela alcunha de Viúva Machado, nasceu em Mossoró-RN, em 1881; e, faleceu em Natal-RN, em 1981, portanto, com 99 anos de idade, ou melhor, faltaram 50 dias para completar o centenário.

Ela foi contemporânea da Abolição da Escravatura (1888), da implantação da República (1889), da Primeira Guerra Mundial (1914-1917), da Revolução de 30 (1930), da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e do Golpe Militar de 64 (1964-1985).

O lado lendário de dona Amélia Duarte Machado (1881-1981) ou Viúva Machado, pois, relatos da oralidade de sua vida, formaram conteúdo de cordel, como este de Zé Acaci, de Parnamirim-RN...

Casou-se em 1904, com o comerciante e empreendedor português Manoel Machado (?-1934), aliás, faleceu no Rio de Janeiro-RJ, para aonde tinha ido fazer um tratamento de saúde. Observa-se na imagem da Viúva Machado, no birô, a sua direita, uma foto emoldurada do esposo.

O casarão/sobrado, localizado no largo Dom Vital, próximo à igreja do Rosário, foi comprado a Jorge Barreto Albuquerque Maranhão, membro de família oliguarca e republicana potiguares.

O Casarão/sobrado que morou dona Amélia Duarte Machado (1881-1981) ou Viúva Machado, localizado no largo Dom Vital, próximo ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e à igreja do Rosário, na Cidade Alta, em Natal-RN...

Ficou viúva em 1934 e passou a administrar: casa comercial, criação de gado, aluguel de imóveis, além, de doação, compra e venda de terrenos.

Dois fatos chamaram atenção na sua vida de empreendedora, nos anos 30 e 40: primeiro, já utilizava a mídia de jornal impresso para fazer propaganda de produtos como fogos de artifício, manteiga e anúncio de aluguel de imóvel; segundo, com a segunda Guerra Mundial, da chegada dos americanos em Natal-RN, fornecia gêneros alimentícios e trocava cheques.

A nota publicada no jornal natalense DIÁRIO DE NATAL, edição de terça-feira, 20 de outubro de 1981, que, noticiou o falecimento de dona Amélia Duarte Machado (1881-1981) ou Viúva Machado, ocorrido, no domingo, dia 18 de outubro de 1981. Na referida nota, aconteceu um equívoco, pois, afirmou, que, no dia 8 de setembro próximo, completaria 100 anos de idade, no entanto, completaria no dia 8 de dezembro...

Algumas curiosidades de sua vida: teve algumas gestações, abortos, filhos e filhas nasceram, mas, faleceram prematuramente, portanto, não tinha filhos. Em torno dela, surgiu a lenda, que, tinha uma doença rara e precisava de um remédio à base de fígado de criança, daí, ter o pseudônimo de papa-figo, inclusive, esse suposto fato foi parar nas páginas de cordel.

Em 1978, abriu a sua casa e concedeu uma entrevista ao jornalista Vicente Serejo e publicada em um jornal da Cidade.

A nome do Jornal e a data de edição, que, noticiou o falecimento de dona Amélia Duarte Machado (1881-1981) ou Viúva Machado...

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 2013, foi objeto de estudo numa dissertação de mestrado, de Ariane Liliam da Silva Medeiros, sob o título: "AMÉLIA DUARTE MACHADO - A Viúva Machado: A Esposa, a Viúva e a Lenda na Cidade do Natal (1900-1930)."

As imagens foram copiadas do sítio Fandom/fantasia, do blog O Cordel de Acaci, do blog Nísia Floresta e hemeroteca da BN, respectivamente.

 https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/3889424534502035?notif_id=1626605474323737&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

Adquiri no acervo do Kydelmir Dantas

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O CANGACEIRO VULCÃO

 Por José Mendes Pereira


Vulcão era um cangaceiro diferente dos outros. Estava sempre sozinho, vivendo o seu “eu” da maneira que ele bem pensa. Não gostava de conversa e sempre procurava não se entrosar com ninguém. Levava a sua vida isolada e pensativa, e até mesmo, a sua aparência física não se assemelhava com ninguém. Diz Alcino Alves em seu “Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico” que Vulcão tinha uma cor morena, de corpo meio atlético, alto, corpulento e não e eraobeso, de cabelos lisos...

Como bom estrategista e observador o rei Lampião estava de olho nele, e fazia tudo para o Vulcão não perceber que ele estava prestando aatenção no seu comportamento. O rei precisava conversar com alguém sobre o comportamento daquele seu comandado. E chamando o compadre Luiz Pedro, participou sobre o que vinha tentando descobrir com urgência, o porquê do cangaceiro Vulcão estava tão quieto, num lugar sem querer conversar com ninguém: E olhando para o Luiz Pedro diz:

- Compadre Luiz Pedro, eu não sei o que Vulcão está imaginando. Ele não fala com ninguém, não se entrosa com os outros, está sempre sozinho e pensativo.

- Eu vou ficar sempre de olho nele, compadre Lampião. E logo direi o porquê do Vulcão não querer se relacionar com os outros.

- Certo! Não desgruda o olho. Quero uma confirmação sem muita demora! – disse o compadre Lampião ao Luiz Pedro.

Neném do Ouro e Luiz Pedro

Assim que saiu da barraca do capitão Luiz Pedro foi tentar vê-lo, mas foi inútil. O cangaceiro não estava ali por perto. Saiu procurando-o por todos os aglomerados de cangaceiros que se divertiam jogando cartas, palestrando, brincando, mas infelizmente, o cangaceiro Vulcão não se encontra por ali. Depois de percorrer todos os grupos, Luiz Pedro foi até a barraca do cangaceiro Pancada, e perguntou se por acaso, tinha visto o Vulcão. A resposta foi negativa. Luiz Pedro  voltou à barraca do rei e diz que o cangaceiro Vulcão havia desaparecido do coito. Por último, o que o rei deveria fazer, era ordenar que alguns cangaceiros fossem à procura do fugitivo. Rapidamente,  Lampião ordenou que Luiz Pedro e outros fossem atrás do Vulcão humano.

O motivo do desaparecimento do cangaceiro Vulcão foi porque ele imaginava outra maneira de viver no cangaço, e de repente viu que não tão bom quanto ele imaginava. Estava enganado. Uma situação terrível de viver, sempre fugindo da polícia, matando, roubando, e isto não era para ele. Ia deixar aquela vida e voltar para a companhia dos seus pais, irmãos, parentes e amigos. Só tinha que enfrentar a suçuarana humana, quando ele dissesse que não mais iria participar do cangaço.

E vendo que o Vulcão não estáava mais ali, o certo seria o capitão mandar cangaceiros à sua procura. De repente, Luiz Pedro, Zé Sereno e outros facínoras partiram em busca do desconfiado com ordem do capitão. Luiz Pedro tinha plena certeza para onde ele fora, e depois de andarem bastante, chegaram à casa de um conhecido, e lá, perguntam se ele viu o cangaceiro Vulcão. Mas a resposta foi negativa, que ninguém passou por ali antes deles. E logo adiante, ao encontrarem um viajante, esse afirmou ter passado por um indivíduo assim, assim, assado, muito diferente, e que ia entrando em Canindé Velho de Cima. Sem se demorarem, os cangaceiros partiram rumo ao local indicado pelo homem desconhecido. A viagem tinha que ser rápida, porque caso eles se demorassem o Vulcão iria pegar transporte (balsa ou canoa), e não mais eles o alcançaria.

Vulcão continuava fugindo ao destino que ele havia escolhido, e depois de muito andar, finalmente chegou a Canindé Velho de China, e foi para o porto. Lá, aguardava uma embarcação. Mas por sua infelicidade, o barco não apareceu, e ele passou a sentir medo, coisa que fazia tempo que não tinha medo de nada. O Vulcão sabia muito bem, do seu destino, e se por acaso ele caísse nas mãos dos perversos de Lampião, que não são mais seus amigos, e sim inimigos, estava lascado.

A noite chegou e o Vulcão não estava bem. Sentiu medo  e põe-se a pensar o que seria dele se os seus ex-comparsas o encontrassem por ali. Sabia muito bem que o seu final seria devastador. Estava impaciente, com receio  de um possível encontro com os facínoras. Nenhum barco aparece para fugir o mais rápido possível dali. O seu destino negou-lhe a presença da sorte ali por perto.

Uma voz conhecida disse com autoridade que ele estava preso. O Vulcão tentou reagir de todas as maneiras, mas não conseguiu, porque eram cangaceiros de sobra que o seguravam. Em seguida, o Vulcão humano foi amarrado. A ponta de uma corda os cangaceiros amarraram o fugitivo, e a outra ponta foi amarrada em um dos seus cavalos. Vulcão não tinha mais chance de se livrar daquela desgraça. A viagem até a presença do capitão Lampião foi sofredora, porque os cangaceiros não tiveram um tico de dó do ex-companheiro.

Como o Vulcão já estava cansado, caiu. Mesmo assim, o cavalo foi ordenado que siguisse. É a partir dalí que o sofrimento do Vulcão começou. O corpo do miserável já estava todo rasgado, sangue vivo saía pelas aberturas do corpo. Na caminhada foi ficando pedaços de pele do infeliz nos bicos das pedras, paus...

Lá mais adiante, os malfeitores chegaram a uma casa, a mesma que tinha passado antes e receberam respostas negativas. Lá estava havendo um forró, e os facínoras beberam e dançaram. O infeliz Vulcão já quase morto foi amarrado pelos cangaceiros com os braços para cima, porque eles temiam uma possível fugida, e em seguida, voltaram ao forró. Vez por outra, alguns saíam do forró e com a ponta do punhal furavam o quase falecido. Vulcão não tem mais resistência nem para pedir que não o maltratassem mais. Estava com cheiro de velório. 

A noite para o Vulcão foi terrível. Mas ele não iria ser morto ali. O capitão Lampião precisava do cabra em sua frente. Pela manhã, já todos cheios de pingas, chegaram ao coito com o miserável ainda vivo. Lampião estava ali, aguardando a sua chegada. Mas ele ordenou que o matassem sem nem fazer uma revista no miserável. 

Vulcão amarrado a uma corda ao cavalo, os facínoras chicotearam o animal que saiu sem rumo, arrastando aquele infeliz pelas terras do sertão sofrido. O estado que o Vulcão ficou, era triste se ver, porque o sangue saía por todas as partes do corpo. O cangaceiro Luiz Pedro observava e quando percebeu que o animal havia parado, mandou uma criança, "Hercílio Feitosa", que estava com eles, ir buscar o animal.

Mesmo Vulcão tendo resistido todo este sofrimento, só morreu, porque o Luiz Pedro o matou com um tiro de pistola. 

Hercílio Feitosa a criança que foi buscar o cavalo que arrastava "Vulcão", por ordem de Luiz Pedro, muitos anos depois, é quem narra esse triste e cruel fato ao pesquisador Alcino Alves Costa.

Fontes de pesquisa:

 “LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO – Mentiras e Mistérios de Angico” – COSTA, Alcino Alves. 3ª Edição. 2011

Sálvio Siqueira - http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2017/01/a-morte-de-um-desertor.html

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O CARIRI CANGAÇO PERDEU MANOEL SERAFIM.

 Por João de Sousa Lima

João de Sousa Lima e Manoel serafim.

É com profunda tristeza que me sinto agora pelo falecimento do meu amigo Manoel Serafim... o Cariri Cangaço está de luto... vai com Deus, meu irmão.

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sábado, 17 de julho de 2021

O DESTINO, OS CORPOS DOS ROMANOV

Do acervo do Beto Rueda

Após o assassinato da última família imperial, na madrugada de 17 de julho de 1918, as portas do porão da casa Ipatiev foram abertas para que o ar da noite diminuísse o odor nauseabundo do lugar. Sangue corria por todas as partes, formando grandes poças no chão. Yurovsk, que fora médico, sentiu os pulsos de cada uma das vítimas, contemplando-as com o horror. Mesmo para ele, que vira muitas mortes na sua profissão, a coisa fora mais horrível do que imaginara. Em seguida, ele ordenou que todos os pertences de valor dos mortos fossem recolhidos de seus corpos retorcidos e inertes. Os braceletes de ouro da czarina foram brutalmente removidos, bem como o de suas filhas. O pior veio quando os cadáveres foram arrastados pelo assoalho de madeira e jogados na carroceria do caminhão Fiat, estacionado do lado de fora. Ao colocar o corpo de uma das garotas, possivelmente Anastásia, perceberam que ainda existia vida nela. “Quando deitaram uma das filhas na maca, ela gritou e cobriu o rosto com os braços”, disse um dos executores, Strekolin. Seu colega Ermakov, vendo que era impossível perfurar o tórax da jovem com a baioneta, sacou uma pistola de sua cintura e atirou na cabeça da princesa. O destino escolhido para os corpos era uma mina abandonada a vinte quilômetros de Ecaterimburgo, conhecida como Poço de Ganin, de três metros de profundidade, numa área pantanosa conhecida como Quatro Irmãos.

Avançando no escuro da noite por uma estrada lamacenta e cheia de buracos, o caminhão não conseguiu completar o trajeto. Foi preciso retirar a carga e transporta-la para cinco carroças que estavam ali perto. Terminada a troca, o cortejo macabro seguiu em direção ao seu destino. Porém, naquela escuridão, ficava muito difícil encontrar o local combinado. Só com a aurora foi que conseguiram se localizar melhor. Ao chegar ao Poço de Ganin, Yurovsky ordenou que todos os corpos fossem despidos. Nesse momento, encontraram as joias que estavam costuradas nas vestes das filhas do czar. Ao todo, foram coletados cerca de oito quilos em diamantes, cintos de pérolas e vários colares. As joias foram então colocadas em sacos e os restante, incluindo roupas e acessórios, foi queimado em duas fogueiras. Os corpos jaziam nus no chão, com os rostos terrivelmente desfigurados pelas coronhadas dos rifles. Mesmo assim, isso não impediu que os cadáveres das quatro grã-duquesas e de sua mãe fossem violados. Um dos homens falou: “Senti a imperatriz, ela estava quente”, enquanto o colega completava seu pensamento: “agora posso morrer em paz, porque agarrei a … da imperatriz” (a palavra no meio da frase, recolhida de um depoimento, estava riscada). Uma vez despidos, os corpos foram jogados no interior da mina, cuja entrada fora detonada por várias granadas. Eram 10 da manhã quando o trabalho estava concluído.

Infelizmente, os despojos das vítimas estavam longe de encontrar repouso naquela tumba parcialmente submersa. Como não confiava em Ermakov e em outros membros que participaram do massacre, Yakov Yurovsky decidiu transportar os cadáveres da família imperial secretamente para outro lugar. À meia-noite e meia do dia 18 de julho, um pequeno grupo, composto por homens da Cheka, supervisionou a remoção das vítimas até a superfície. No dia seguinte, foram levados para uma nova cova, num lugar chamado de Prado dos Porcos. Dois dos menores (Alexei e Maria, possivelmente) foram separados dos demais e queimados a 60 metros de distância, onde foram depois enterrados, numa débil tentativa para despistar os investigadores. Os outros nove corpos foram sepultados numa cova de 1,80m por 2,50m, com pouco mais de meio metro de profundidade. Era 19h quando foram jogados de qualquer jeito na cavidade e mergulhados em ácido sulfúrico para que não fossem reconhecidos. Uma camada de cal virgem foi jogada por cima e depois uma cobertura de lama e galhos, para disfarçar o local do sepultamento. Esse seria o seu lugar de descanso por quase 8 décadas, até que, no ano de 1991, com a queda do comunismo na Rússia, foram novamente desenterrados.

Via: Rainhas Trágicas - Mulheres, Guerreiras, Soberanas

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LAMPIÃO EM JUAZEIRO DO NORTE

 Por Erick Bap



Numa entrevista com Lampião em Juazeiro para o jornal O Ceará..

Uma romeira velha empurrando a multidão que ali estavam, para ver

o Capitão Virgulino...

Interrompendo a entrevista!

Ofereceu para ele um santo

feito de latão

Lampião riu e perguntou

se o santo livrava de balas!?

A mulher respondeu

Sim Sr Lampião!

Ele beijou o presente

guardou no bolso e gorjeou

a romeira com uma nota

que hoje seriam 100 reais

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CANGAÇO - LAMPIÃO, O HOMEM QUE AMAVA AS MULHERES

Por Aderbal Nogueira 

https://www.youtube.com/watch?v=PQ8kcc-JqLY&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Mais uma fita VHS resgatada de meus arquivos. Entrevista com o sociólogo e pesquisador Prof. Daniel Lins, durante o lançamento de seu livro no Brasil, "Lampião, o homem que amava as mulheres", em 1998. Daniel Lins faz uma análise sobre o imaginário, abordagem essa que eu acho bastante interessante. E como ele mesmo diz: "cada um tem seu Lampião". 

Link desse vídeo: https://youtu.be/PQ8kcc-JqLY

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LANÇAMENTO

Por Francisco Pereira Lima


360 páginas. Reserva Professor Pereira

Whatsapp 83 9 9911 8286

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