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sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

CASA DO CANGACEIRO CHICO PEREIRA

 Por Fabiano Fernandes


Imagens de foto e vídeo da casa do cangaceiro Chico Pereira, situada no sítio Jacu, município de Nazarezinho PB.

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𝑪𝑨𝑻𝑰𝑵𝑮𝑼𝑬𝑰𝑹𝑨 𝑬 𝑷𝑶𝑵𝑻𝑨𝑹𝑰𝑨

 Jaozin Jaaozinn

Já passado o mês de fevereiro, adentrando os finais de março para abril do ano de 1938, Moreno e grupo seguiam em direção a Santana do Ipanema/AL, saindo primeiro das regiões próximas da fazenda Lajeiro do Boi, terras da sua companheira Durvinha. Para chegarem no destino, tiveram que passar na fazenda Patos, onde, tempos antes, ficara marcado com a morte de Serra Branca, Ameaça (ou Ameaço) e Eleonora – irmã de Aristéia –. Aristéia e seu marido, Cícero Garrincha, o Catingueira, iam mais na frente que o pessoal, soltando risadas e sorrisos de orelha a orelha; comemoravam a aparente gravidez da cangaceira.

Chegando mais na frente, o casal ainda se encontrava totalmente feliz. Talvez, os sorrisos que Aristéia e seu companheiro "soltavam" eram uma forma de disfarçar a triste dor que passavam naquela vida de perdas e fugas nos campos, matas fechadas e tabuleiros disponíveis para os bandoleiros no sertão.

Moreno, desconfiado como era, dobrava mais sua atenção e cautela por motivos, como a total descontração de Aristéia e Catingueira, e também por lá, as terras alagoanas, estarem encharcadas de volantes.

Chegando mais um pouco na frente, atravessando os galhos tortuosos que se encontram na região, o bando entrava numa tocaia. “Escondidos e protegidos entre as pedras e vegetações mais salientes, eles aguardavam o momento de atacar os inimigos ” ( Moreno e Durvinha; João de Souza Lima - pg. 126). E iam caminhando mais e mais para a emboscada, sem perceberem o perigo que estavam correndo, e após algumas leves pisadas no seco chão, escutaram o roncar dos fuzis da polícia. Automaticamente Moreno e João Garrinchinha se abaixam, toca tiro nos inimigos e coloca as mulheres em suas retaguardas. Um combate infernal.

Moreno observava cada palmo de terra que aparecia nas suas vistas. Observa o veterano bandoleiro Ricardo – conhecido pelos apelidos Ricardo Pontaria, Pontaria ou Zé Velho – já estirado no chão, sem vida, pelos primeiros disparos da volante; ao correr os olhos em outro local, repara Cícero, o Catingueira, ferido grosseiramente. Este, com muito esforço, consegue levantar, e é logo levado com ajuda de Moreno e seu irmão para fora do campo de batalha. Cambaleava, tropicava, gemia de dor enquanto estava apoiado nos ombros dos velhos amigos.

Após longa caminhada, deixando para trás o corpo de Zé, há centenas de metros, param num pé de árvore e colocam o ferido na sombra. Sua camisa foi aberta e percebem o estrago que uma bala pode fazer: o tiro destruiu parcialmente a caixa torácica de Catingueira, atingindo-o no tórax, era fácil de visualizar o coração pulsar. Em sua respiração ofegante, via-se jatos de sangue saírem pelo “𝒍𝒂𝒓𝒈𝒐 𝒐𝒓𝒊𝒇𝒊́𝒄𝒊𝒐 𝒅𝒆 𝒄𝒐𝒏𝒕𝒖𝒔𝒂̃𝒐”. Cícero pedia água, Moreno respondia que água, naquele momento, causaria danos piores, lavando-o rapidamente a morte. Durvinha tirou de dentro de seu embornal um vidro de "saúde da mulher" (composto usado quando das cólicas menstruais) e um capucho de algodão. Por inúmeras vezes o capucho embebido no remédio era passado nos lábios de Catingueira para aliviar a secura na boca.

Cada vez que respirava, expulsava sangue borbulhante, e o coração batendo descompassadamente. Moreno sentia que o velho companheiro iria morrer; Cícero também; ao seu lado, Aristéia chorava copiosamente. Moreno pergunta para Catingueira:

– 𝑶 𝒒𝒖𝒆̂ 𝒗𝒐𝒄𝒆̂ 𝒒𝒖𝒆𝒓 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒖 𝒇𝒂𝒄̧𝒂 𝒄𝒐𝒎 𝒔𝒖𝒂 𝒎𝒖𝒍𝒉𝒆𝒓?

— 𝑭𝒂𝒄̧𝒂 𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝑫𝒆𝒖𝒔 𝒒𝒖𝒊𝒔𝒆𝒓! 𝑺𝒆 𝒑𝒖𝒅𝒆́, 𝒅𝒆𝒊𝒙𝒆 𝒆𝒍𝒂 𝒄𝒐𝒎 𝒂 𝒇𝒂𝒎𝒊́𝒍𝒊𝒂!

– 𝑬𝒖 𝒅𝒆𝒊𝒙𝒐!

Aos poucos, parava de respirar e gemer; o coração, que mostrava-se agitado, já começava a pulsar bem devagar; apertando com força o braço de Moreno, pendeu a cabeça prum lado e expirou. Amigos sentiam, choravam e tentavam acalentar a sofrida Aristéia. João, contrariado, acabou de assistir a morte de seu mano. Moreno e os demais cavam uma cova rasa e enterram-no lá.

Seu jazigo e sua cruz eram as macambiras e os xique-xiques cortados e colocados em cima do túmulo para proteger o que há por dentro.

Traçam um caminho inverso ao que vinham seguindo, para fugirem de mais outra "aventura" ou desagradável surpresa como essa. Após quatro dias, Moreno retornaria ao local, encontrando só a carcaça de Pontaria, já sem a cabeça. A volante que travaram combate era uma parcela da de João Bezerra, comandada naquele momento pelo então cabo Aniceto Rodrigues que, com o membro decapitado de Pontaria, viria a subir de patente para sargento, talvez levando o "prêmio" para Piranhas/AL ou Pão de Açúcar/AL.

Neste dia, Aristéia perdera o segundo amor de sua vida, Catingueira, pai de seu futuro filho, o Catinguerinha, também morto por "motivo besta".

𝐅𝐎𝐍𝐓𝐄: 𝐌𝐨𝐫𝐞𝐧𝐨 𝐞 𝐃𝐮𝐫𝐯𝐢𝐧𝐡𝐚 - 𝐉𝐨𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐒𝐨𝐮𝐳𝐚 𝐋𝐢𝐦𝐚.

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JOANA MARIA DA CONCEIÇÃO

  Por José Mendes Pereira

Era casada com Zé Cosme. Ela era irmã de Manoel Mendes da Câmara, meu avô, ambos, eram irmãos de João Mendes, conhecido por João Grilo, que era pai de Luiz Mendes. 

João Mendes era avô de Luiz Belarmino da Silva. conhecido como Luiz de João de Cosmim, Antonio Belarmino, Zé Fofoca, Lia de Chico Joca, além de outros netos. 

Joana era tia legítima da minha mãe Antônia Mendes Pereira.

São muitos da nossa família Mendes que não a conheceram. 

Aqui a sua foto para todos que não tiveram a oportunidade de conhecê-la pessoalmente, aliás, nem por foto. Felizmente eu resgatei esta foto dela. Ela era avó de José Leiteiro que morreu recentemente, de Marcelino, Alderi do leite... 

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

EM 1969 O EX- CANGACEIRO LABAREDA PLANEJA MATAR DE FACA DOIS EX- VOLANTES EM SÃO PAULO.

 Acervo do Guilherme Machado


Em 1969 o Ex- Cangaceiro Labareda Planeja matar de faca dois Ex- Volantes em São Paulo.

08 Ex- Cangaceiros e dois Ex- Volante se encontram no Lançamento do livro da Escritora, Maria Christina Russi da Matta Machado. Sendo os 08 Cangaceiros! Balão, Zé Sereno, Sila, Pitombeira, Criança

Labareda, Marinheiro e Dadá. Os Volantes eram o Soldado Adriano e o soldado Fuá, inimigo mortal do Cangaçeiro Zé Sereno. Foram convidados também! Expedita Ferreira, filha de Lampião, Vera neta de Lampião, Indaiá neta de Corisco e Dadá. Veja bem que o encontro foi em 1969 mesmo assim o Valente Labareda com raiva dos Soldados Fuá e o Adriano. Disse vou levar minha faca se esses dois tiver algo a resolver, que seja resolvido na faca. Imagine as rixas dos anos 30 desse pessoal.

Fonte: Revista o Cruzeiro.

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LUIZ GONZAGA, ZÉ DANTAS E O CORONEL VEREMUNDO SOARES

 Acervo do Roberto Torres

Luiz Gonzaga, Zé Dantas e o Coronel Veremundo Soares, de Salgueiro, Pernambuco, na Rádio Mayrik Veiga, no Rio de Janeiro.

Grande amigo de Luiz Gonzaga, Veremundo Soares foi o 11º prefeito de Salgueiro e para quem, em homenagem, o Rei do Baião compôs a música "O Balaio do Veremundo" retratando, segundo ele, os trejeitos do modo de dançar do coronel.

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JANUÁRIO, SEUS FILHOS E SUA SANFONA DE OITO BAIXOS - O BALAIO DE VEREMUNDO

 Por tikacrazy

https://www.youtube.com/watch?v=u9MkBFuggds

Uma música memorável para o forró, seu Januário tocando com seu filho Luiz Gonzaga. Nas recordações de infância de Luiz Gonzaga, seu pai aparece como um sanfoneiro respeitado das redondezas (Exu / PE). De forma mítica, Januário é apontado como o pioneiro da sanfona nordestina. Letra:

O Coroné Veremundo Dança ruim mais invento Uma dança que o Salgueiro Cum seu nome batizou O Balaio de Veremundo Tem as minhas de autor Pra você dançá balaio Tem que ficá balançando Jogando o corpo pra trás Cuma quem vai se deitando Depois imbicá pra frente E ficá gineteando O balaio de Veremundo São dois ramo num só gáio Duas "arma" num só corpo Duas cartas no baráio Quem fala em Veremundo Tem que falá no balaio No balaio, o Veremundo Tem cincoenta ano de ensaio Vai fazê bôda e ôro De casado e do balaio Só pra ver o home dançá Ôi, nesta festa eu não fáio Pra essa festa vão os Danta Os Gonzaga e os Carváio Alencar num vai fartá Vai Rumão, e vai Sampaio Pra dar viva a Veremundo O inventor desse balaio

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LUIZ GONZAGA, O PAI DE GILBERTO GIL

 Acervo Guilherme Machado...

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LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO

 Acervo do Guilherme Machado

Um Lindo registro do Rei do Baião Luiz Gonzaga, em Morro do Chapéu na Bahia. Seu Luiz estar muito a vontade em uma cadeira de balanço da Gerdau, na casa da Professora Judith Arlego. Seu Luiz Participou de uma festas no parque de Exposição local a convite do vereador Jubilino Cunegundes e autoridades do município de Morro do Chapéu Bahia. Em Junho de 1976.

Fonte. Octaviano Oliveira via Adelson Mota.

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

EXPEDITA FERREIRA, FILHA DE LAMPIÃO E MARIA BONITA.

 Por Montaria Touros E Rodeios

Lampião e Maria Bonita tiveram uma filha, Expedita Ferreira Nunes, nascida em 13 de setembro de 1932. O casal também teria tido dois natimortos Expedita é considerada a maior expressão viva do Cangaço. Pôr não ter condições de criar a filha, Maria Bonita entregou-a para pais adotivos. Expedita conta que teve poucos encontros com os pais biológicos e que tinha medo do pai. Em 2023, Expedita recebeu o título de cidadã aracajuana. Expedita foi criada pôr um aliado de Lampião até os oito anos de idade, quando passou a ficar sob os cuidados do tio, João Ferreira. Atualmente, mora em Aracaju (SE) e tem três filhas.##

SEGUE NOSSA PÁGINA PARA NOS FORTALECER

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OS DOUTORES DO BAIÃO

Por Patrick Jarwoski

Luiz Gonzaga, o "Rei do Baião," dispensa apresentações como um ícone incontestável da música brasileira, nascido em 1912 e falecido em 1989. Sua contribuição vital para a popularização do baião é indiscutível. A parceria com Humberto Teixeira e Zé Dantas, conhecidos como os "Dois Doutores do Baião," foi crucial para esse legado, embora eles sejam menos conhecidos pelo público em geral.

Humberto Teixeira, advogado, e Zé Dantas, médico, colaboraram estreitamente com Gonzaga, formando uma dupla de compositores talentosos por trás das lindas músicas tocadas pelo Rei do Baião. Juntos, criaram clássicos como "Asa Branca" e "Juazeiro,"Acauã", "Vem morena", "A volta da asa branca" e "Forró de Mané Vito" desempenhando um papel essencial na consolidação do baião na música brasileira. "Asa Branca," lançada em 1947, destaca-se por abordar a seca e as dificuldades no nordeste brasileiro e foi composta por Humberto Teixeira e Luís Gonzaga.

Já Zé Dantas também com Gonzagão foi responsável pela letra de "A Volta da Asa Branca," tal qual uma resposta a primeira música, ela oferece uma perspectiva otimista sobre o retorno da ave simbólica após a seca. Essa resposta musical ampliou a narrativa, criando um diálogo artístico que enriqueceu a representação da realidade do sertão nordestino.

Assim, enquanto Luiz Gonzaga é amplamente reconhecido, os "Dois Doutores do Baião" desempenharam papéis fundamentais, embora sejam menos conhecidos pelo grande público, deixando um legado duradouro na música brasileira, especialmente no contexto do baião.

(https://curitibaeparanaemfotosantigas.blogspot.com/)

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CASA DE PEDRA

     Por Rangel Alves da Costa


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JOSÉ ANTÔNIO DE MARIA, IBIAPINA...

Por Francisco Alvarenga Rodrigues

José Antônio de Maria Ibiapina, nascido José Antônio Pereira (Sobral, 5 de agosto de 1806 — Solânea, 19 de fevereiro de 1883) foi um padre católico, político, jurista e professor brasileiro, que por suas obras de caridade ficou conhecido pelo epíteto de "Apóstolo do Nordeste". José Antônio Pereira nasceu em Sobral, na época pertencente ao Brasil Colônia — que se tornaria o Império do Brasil apenas em 1815 — em 5 de agosto de 1806.

Abandonou a vida civil para seguir o catolicismo. Aos 47 anos, iniciou uma obra missionária, percorrendo a região Nordeste em missões evangelizadoras, erguendo inúmeras casas de caridade, igrejas, capelas, cemitérios, cacimbas d'água, açudes.

O zelo apostólico do Padre José Antônio de Maria Ibiapina, no percurso do século XIX, no interior do Nordeste brasileiro, deixou marcas significativas, não apenas na organização posterior da Igreja, mas, sobretudo, na vida das pequenas comunidades desta região. Conselheiro e Padre Cícero foram influenciados pelo estilo de vida de Ibiapina.

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FILHO DO CANGACEIRO GATO E INACINHA.

 Por O Cangaço na Literatura

Quem já tinha visto José Maria, filho do Cangaceiro Gato e Inacinha? 

Será que ainda está vivo? Imagino uma entrevista com ele. Aí estava com 3 anos de idade.

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ANILDOMÁ E VERA FERREIRA EM PESQUISAS.

 Por Anildomá Willans

Aí estou com Vera Ferreira, neta de Lampião e Maria Bonita, na frente da casa que nasceu o Rei do Cangaço, no Sítio Passagem das Pedras, em Serra Talhada. Registro feito em um dos encontros que tivemos para troca de ideias.

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terça-feira, 17 de dezembro de 2024

CONCLUSÃO DE FAVOR

Autor: José Di Rosa Maria


Trago comigo, algo que não trago

Porque quem traga pediu que trouxesse,

Sou avisado do que causa estrago,

Como não uso meu peito agradece;


Para quem usa, tendo grana eu pago

Mesmo sabendo que aquilo adoece,

Se tem certeza, primeiro eu indago

Me confirmando; a compra acontece.


À nicotina eu tenho ojeriza,

Quero distância do minimiza

Meus dias úteis na face da terra;


Se eu pretendesse tirar minha vida;

Da minha pátria faria partida

Para Kiev; pra morrer na guerra.


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PRESENTE DOS CÉUS

Clerisvaldo B. Chagas, 17 de dezembro de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica 3.154

Qual é a cidade do Brasil ou do mundo que não sonha com seu desenvolvimento? Entre esses fatores está na cabeça, no comando, uma faculdade de Medicina, seja ela ótima, boa, ruim ou péssima. O importante é que uma faculdade de Medicina é quem puxa todos os outros setores do desenvolvimento local, respingando na região próxima. Nunca vimos prefeito nenhum e nem sequer empresário local de Santana do Ipanema, falar pelo menos no assunto. A cidade bem desenvolveu os seus estudos e no momento encontra-se bem servida, porém do antigo Jardim ao Curso Médio. Nesse sentido é um verdadeiro polo. Tem até alguns cursos superiores, porém, a linha de frente que são a Medicina e o Direito, é zero.

Penedo

Portanto, sem nenhum egoísmo e reconhecendo o mérito, parabenizamos a cidade de Penedo, que acaba de ganhar a sua Faculdade de Medicina. Inclusive, representando e dando lição a todo o interior viciado com a escravidão de Medicina somente na capital. Ainda sem a ponte sobre o rio São Francisco, prometida há décadas e jamais cumprida, o povo penedense foi à luta seguindo o ditado dos mais velho que dizem “quando se estar cansado de um lado, vira-se para o outro”. Com dificuldades ou não, com ensino particular ou não, o imediato é que uma Faculdade de Medicina, é supimpa do progresso em primeiro lugar. E Penedo, além da lição que aplica em todos os outros municípios do estado, seus irmãos, tem posição de destaque quebrando o vício cativo de Alagoas.

Assim também se pode dizer sobre a implantação de nova fábrica de leite em Batalha, em plena Bacia Leiteira que elevará seus Status, empregará meio mundo de gente e assegurara seus deliciosos produtos lácteos para o estado e além fronteira, levando na embalagem o nome da Terra do Gado. São empreendimento corajosos, surpreendentes e arrojados que fazem a diferença. E o município que tem condições, mas o egoísmo fala mais alto, nem se destaca e fica a reboque de municípios vizinhos, terminando perdendo população e estagnando ou decaindo com seu modelo de administrar ultrapassado.  Modelo de “coronéis”, já não cabem na hora da inteligência artificial.

Mais uma vez, PARABÉNS PENEDO!  Muitos outros municípios irão engolir isso com farinha.

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HOJE NO YOUTUBE DAMOS INÍCIO A SÉRIE SOBRE LAMPIÃO E O RASO DA CATARINA.

Por Aderbal Nogueira

Aderbal Nogueira, João de Sousa Lima e ...

Muitas informações que vão do cangaço a seca, dos Pankarares às onças, de crimes a rituais religiosos e muito mais.

Não percam, a partir das 19h o primeiro episódio todas as segundas e sextas.
Com
João De Sousa Lima e Abdiel Souza Lima.











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segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

JÁ NÃO BASTAVA ELVIS, HITLER E LAMPIÃO, AGORA O MICHAEL RSRSRSRS

 Por Aderbal Nogueira


Isto é apenas uma brincadeira, nada verdade. Apenas este rapaz tem as características de Michael Jackson.

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PADRE CÍCERO E AS MINAS DO COXÁ.. ( Série grandes artigos )

Por: José Cícero ( * )

Famosas não apenas pelos minérios que até hoje se escondem no seu subsolo e protegidas por um serrote íngreme e belo rodeado de caatinga densa, as minas do Coxá de Aurora ao que parece, ainda constituem um grande mistério. Um enigma atemporal como um constante acerto de contas do passado com o presente em nome das utopias do futuro.

Uma verdadeira saga sertaneja que por mais de um século de história tem alimentado de causos e contos fantásticos as vastas narrativas da crônica caririense e nordestina. Assim como de aventuras e sonhos de riquezas, a imaginação de todos quantos de algum modo são tocados pelos encantos do seu rico chão. Como se ver, uma página das mais palpitantes da nossa história regional, cuja escrita ainda não se concluiu no seu todo.

No passado pertenceram ao padre Cícero Romão que as adquiriu, segundo dizem, por compra junto aos sitiantes do lugar, provavelmente antes de 1903. Entretanto, a sua posse legal constitui-se por anos a fio como um dos mais ferrenhos litígios daquela época fazendo com que sua demarcação definitiva se desse pela força das armas e à revelia da lei.

Há quem diga, inclusive, que só pela imposição do bacamarte de Floro Bartolomeu e seus jagunços. Durante a polêmica demarcação de 1908 a questão não apenas se resolveu no papel, mas igualmente, as terras da mina, como do seu entorno haviam ‘dado cria como reses’ no dizer do povo do sertão. Sua área total era em torno de 3.410 hectares englobando os sítios: Coxá, Contendas, Escondidos(Izaíras), Taveira e Bandeira, estando localizada entre os municípios de Aurora e Milagres.

Ademais, por um desses caprichos do destino o momento da demarcação ocorreu simultâneo a outro episódio dramático da história de Aurora e quiçá do próprio Cariri, - o famoso “Fogo do Taveira” - ambiente contíguo ao Coxá que por força de Marica Macedo culminou com a deposição do então intendente municipal - Antonio Leite Teixeira Neto (Totonho de Monte Alegre). Além do que se sucedeu, isto é, a célebre invasão e saque da cidade por mais de seiscentos jagunços sob o comando direto de Zé Inácio do Barro, a mando de vários coronéis e outros potentados do Cariri.

Porém, entre coincidência, trama e oportunismo, a verdade dos fatos há de ficar, decerto, com as duas últimas opções; por uma questão muito simples. Quer seja: não existe coincidência para à história. A menos que esta venha a ser transformada por capricho dos poderosos numa farsa, quase sempre à serviço dos vencedores. Isso porque, nenhuma mentira histórica até hoje permaneceu incólume ou se sustentou indefinidamente ao teste inexorável dos anos.

Cumpre ainda ressaltar que, (coincidência ou não), com a deposição de Teixeira Neto pelas armas, incontinenti colocaram em seu lugar o coronel Cândido do Pavão – compadre, amigo e rendeiro do padre Cícero, o responsável em Aurora pelas imensas terras do Pavão - farta propriedade do sacerdote, que se estendiam por cerca de três léguas de cada lado do rio Salgado. Ato contínuo, um dos mais produtivos celeiros agrícolas destes rincões.

Diga-se de passagem, ainda, que a demarcação das minas do Coxá, foi por assim dizer, o grande palco de estréia através do qual o Dr. Floro Bartolomeu da Costa apareceu pela primeira vez no cenário político do Cariri, pelo menos com o seu incontestável naipe de liderança.

E pelo jeito gostou, seguiu e não desceu jamais.

“A mina do Coxá, podia não conter nenhum cobre, mas fez a fortuna política de Floro Bartolomeu”, assim escreveu Rui Facó na sua obra seminal ‘Cangaceiros e Fanáticos’, por sinal, um dos livros mais emblemáticos e importantes da literatura Nordestina. Diria que leitura obrigatória para quem almeja compreender os sertões e o Nordeste em suas complexidades políticas e sociais.

Cerca de 13 km separam a sede de Aurora das velhas jazidas do Coxá que, por sinal encontram-se ligadas geograficamente, ao Sul com os sítio Antas e o não menos famoso serrote do Diamante, que passou à história como um dos lugares escolhidos por Lampião e seu bando para se esconder e descansar quando das vezes que estiveram no território de Aurora. Todos acoitados e na segurança do coronel Izaías Arruda, Zé Cardoso e Miguel Saraiva. Trata-se do primeiro acampamento antes dos cangaceiros chegarem à fazenda Ipueiras onde se deu toda a trama com vistas à invasão de Mossoró em 1927.

Sem esquecer que daquele riacho, ou seja, do sítio Antas pelo menos quatro cangaceiros/jagunços compuseram o temível bando de Massilon e em seguida, o de Lampião quando da malograda invasão à cidade norte-rio-grandense. A saber: Zé Cocô, José de Lúcio, Antonio Soares e Zé de Roque.

Naquele tempo, tais minas foram denominadas de “Jazida cuprífera Zaíra” numa referência à filha do engenheiro de minas francês, o conde Adolfo Van de Brule(amigo de Floro conhecido na Bahia por volta de 1905) que pela primeira vez ventilou com a possibilidade de haver ouro, cobre e outros minérios naquelas terras distantes de tudo, quase inóspitas do Coxá da Aurora.

E que aliás, fez o velho taumaturgo do Juazeiro acreditar piamente nesta possibilidade. Para tanto, sob a ótica analista do conde Adolfo gastou uma soma significativa na ânsia de ver tal projeto de exploração em pleno curso. Uma investida inglória, como se percebeu ao longo dos anos.Contudo não desistira.

Até que em 1910 quando tudo parecia caminhar para este propósito, um poderoso sindicato francês do ramo de mineração sob os apelos de De Brule enviara por fim um comissão de especialistas. Estava decidido a assumir os negócios das minas do Coxá. O velho padre ficara exultante pelo acontecimento. Parte do pessoal francês já se encontrava na cidade de Milagres nos rumos do serrote quando o pior aconteceu. O chefe do projeto Dr. Frochot acometido de febre amarela terminou falecendo subitamente no Recife onde estava hospedado antes de vir à Aurora.

Uma desgraça. A empreitada se desfez, mesmo antes de começar. Desiludido o padre empreendeu esforços desde então, no sentido de vender o quanto antes o Coxá. Mas foram em vão. Não encontrou nenhum comprador mesmo escrevendo longas missivas de apresentação, até mesmo à exploradores do exterior.

Estava deveras predestinado a morrer com as suas minas.

Como uma maldição, desde o desenlace do decano sacerdote muitas outras disputadas ainda haveriam de se suceder sobre aquelas terras. A paz do Coxá ainda estaria distante, assim como sua completa exploração mineral. As disputas seguiram a partir dos próprios inventariantes, até se chegar a grande peleja(anos depois) entre os Fernandes e os Macambiras que disputavam a posse das furnas na mesma ribeira.

De sorte que ainda hoje, a situação relacionada às minas do Coxá não se encontra completamente bem resolvida. Fragmentada em várias porções de terras e sítios, as antigas minas do Coxá ainda se mantêm tanto nebulosas quanto indefinidas em seus desdobramentos futuros e também atuais.

Rocha encontrada na jazida do Coxá

De maneira tal que, ainda conseguem mexer com os ânimos e a imaginação, não somente dos que se debruçam a estudar sua história, mas inclusive dos que ainda alimentam o antigo sonho de extrair para si todas as riquezas que aquele serrote encerra.

Muito se fala. Pouco se sabe. Nada se faz de concreto.

Volta e meia, no entanto, homens e máquinas da tal CPRM* são vistos rasgando o serrote, em explosões, perfurações e outras ações inusitadas que no mais das vezes não se combinam com a antiga tranquilidade sonora da bela serra. Deixando, ao contrário do passado, um longo rastro de destruição na mata virgem. Infelizmente num dos últimos pedaços do bioma sertanejo, onde a caatinga com sua flora e fauna ainda se encontra relativamente preservada. Algo difícil de se presenciar nos dias atuais em toda a região.

E ninguém sabe nada. Nada se ver, nada se diz, nada se pergunta. Tudo é segredo. Um clássico top secret que se instalou nos sertões destes grotões caririenses.

Tudo é silêncio. Tudo é mistério. Como de mistério é a própria história... E de silêncio e solidão tudo o mais que se relaciona e diz respeito à serra do Coxá em seu itinerário bucólico do mais puro realismo fantástico.

Quem sabe por isso, devotos de “padim Ciço” residentes nos sítios circunvizinhos ao serrote, num esforço conjunto acabam de colocar uma estátua do padre no cume mais alto da serra. Num local de difícil acesso em face dos enormes blocos de pedras e o emaranhado da mata fechada e espinhenta.

Do cume do serrote é possível enxergar toda a região, numa visão privilegiada, em um raio de 360 graus. Uma visão das mais belas e estonteantes do Cariri. Como se estivéssemos todos a estender as mãos e o olhar sobre Aurora e o próprio vale lá embaixo ao lado do velho padre.

Um pouco mais abaixo da estátua já edificada os moradores estão a construir uma capelinha também em sua homenagem. Quem sabe, uma esperança baseada no 'eterno retorno'. Como se todos, num sentimento uníssono e coletivo compartilhassem da ideia de devolvê-lo o quanto antes as suas terras de antigamente.

Portanto, como se percebe, o esquecimento não caberá jamais na rica história das minas do Coxá. Uma história que de tão rica, arrebatadora e instigante, desde muito se confunde com a própria história do Cariri.

Prof. José Cícero

Pesquisador do Cangaço.

Aurora - CE.

FONTE: [http://blogdaaurorajc.blogspot.com.br/.../aurora-padre...](http://blogdaaurorajc.blogspot.com.br/.../aurora-padre...

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