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sábado, 3 de janeiro de 2026

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"

  ESTE LIVRO CONTINUA FAZENDO SUCESSO EM TODO BRASIL.

 

Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.

O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:

Peça através destes e-mails:

franpelima@bol.com.br

Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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BAR DOS DOIDOS.

Por José Mendes Pereira


Meus amigos e irmãos Antônio Galdino da Costa, Railton Melo, João Augusto Braz e Manoel Flor de Melo, não sei se vocês foram fregueses do seu "Nosim" e seu "Ovídio", em época muito distante no centro da cidade de Mossoró, ou talvez, no Grande Alto do São Manoel. 

Quando se fala no antigo "Bar dos Doidos" que funcionou por pouco tempo em Mossoró, e era localizado à Rua Coronel Gurgel, com o cruzamento da Rua Felipe Camarão, muita gente pensa que lá só tinham doidos, malucos, mas na verdade, não existiam pessoas doentes mentais, e que os verdadeiros donos eram dois irmãos, e de família que tinha boa condição financeiras, e que aquele bar, era apenas uma maneira de ocuparem o tempo, porque, além de um bom poder aquisitivo, já eram aposentados. 

Seu "Ovídio" e seu "Nosim" como eram chamados, ambos eram tios do comerciante Porcino Costa, e do empresário Anibal Fernandes Porto, proprietário da Anibaltec, que funciona na Rua Lopes Trovão, centro, também da Loja Balanças e Complementos, situada na Avenida Alberto Maranhão, e além desta, proprietário de uma filial em Natal.

Aqui vou fugir um pouco da minha história, mas voltarei logo, logo, só para falar sobre o amigo Aníbal Fernandes Porto, sobrinho dos donos do Bar dos Doidos, que há mais de 4 anos que está adoentado, e passou mais de mês na UTI, mas  ele já está em casa se recuperando muito bem. 

Quando eu saí da Casa de Menores Mário Negócio fiquei como formiga sem formigueiro, sem saber para onde ir. Eu não quis procurar família. Mesmo com muita dificuldade no que diz respeito à vida sozinho, para me manter sem meus pais e meus irmãos ao meu lado, porque eles moravam no sítio, e antes de ir para casa do meu primo Manoel Gomes Pinheiro,  e a sua esposa Maria Beatriz de Melo (que todos nós da instituição de menores a adotamos como mãe  e  que infelizmente ela  faleceu há dois  ano), várias e várias vezes eu almocei na casa do seu Eliseu Porto e dona Nazaré, pais do Anibal Fernandes Porto, convidado por qualquer um deles como: pais, irmãos e irmãs,  e hoje, só tenho a agradecer ao apoio que eles me deram. Muito obrigado a todos que lá me ampararam por meses, como se eu fizesse parte da família!  Uma família extraordinária e com a maior simplicidade.

Voltando à nossa historinha:

Este nome "Bar dos Doidos" surgiu porque, os proprietários nunca colocaram portas, e como não fechavam nem para dormir, os próprios beberrões  nomearam de "Bar dos Doidos".

Nesse tempo, na década de setenta, eu morava na Almirante Barroso, nos igapós do bairro Pereiros, e sempre, à noite, quando eu vinha do Ginásio Municipal de Mossoró eu fazia uma paradinha para merendar ou mesmo tomar uma ou duas pinguinhas.

Algumas pessoas não gostavam muito do seu Ovídio, porque alegavam que ele era um pouco ignorante. Mas a sua ignorância era devido o stress de passar a noite toda acordado, já que o prédio não tinha nenhuma porta, e eles reversavam entre si. Uma noite ficava seu "Nosim" responsável pelo funcionamento do bar, a noite seguinte seu "Ovídio" era o administrador.

Posteriormente, os irmãos estabeleceram o serviço de bar na Avenida Presidente Dutra, onde funciona o Posto de Gasolina do Ceguinho.

Minhas simples histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

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HERÓIS E BANDIDOS.

 Por Beto Rueda

A existência de grupos armados que agiam violentamente no interior do Brasil tem raízes nos confins de nossa história política e social. Também vêm de longe escritos que relatam e analisam as ações desses bandidos país afora. Os romances brasileiros desde o séc. XIX retrataram fartamente essa figura típica dos interiores brasileiros. Um bom exemplo é um romance do cearense Franklin Távora (1842-1888) publicado em 1876. O Cabeleira narra a história de dois bandidos do sertão que viveram no séc. XVIII.

Mas a partir das primeiras décadas do século XX que as obras sobre os bandidos do sertão se multiplicariam, época em que também se intensificou a atuação dos cangaceiros.

Em 1917, o político e escritor cearense Gustavo Barroso (1888-1959) publicou Heróis e Bandidos, uma das obras mais importantes da época sobre o tema.

Gustavo Barroso atuou intensamente no jornalismo, política e diplomacia brasileira. Sua carreira de escritor exerceu nas mais diversas modalidades. Com mais de cem títulos, publicou ficção, ensaio, poesia; livros de história, crítica, política, folclore entre outros temas. Foi membro da Academia Brasileira de Letras, nacionalista convicto, antissemita declarado e militante e divulgador do integralismo, doutrina política de extrema direita inspirada no catolicismo conservador e no fascismo europeu.

REFERÊNCIAS:

BARROSO, Gustavo. Heróis e Bandidos: os cangaceiros do Nordeste. Fortaleza: ABC, 2012.

CARDOSO, João. Heróis e bandidos. < http:// blog.bbm.usp.br/2015/herois-e-bandidos/ >. Acesso em 25 out.2024.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=9163013847042731&set=pcb.2104271763376026

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“A HUMILDADE FAZ MAIS HISTÓRIAS DO QUE A ARROGÂNCIA".

 Por José Mendes Pereira

Dr. Jerônimo Dix-huit Rosado Maia

Existem pessoas que são importantes e não só importantes, como importantíssimas, que não fazem nada para ninguém e nem para ninguém. Mas existem pessoas que na vida social, mesmo sendo muito importantes, são humildes, educadas, prestativas, e não se negam a ajudar as pessoas sem olhar a quem.

Dona Chiquinha Duarte - Matriarca da família Duarte.

Quando o Dr. Dix-Huit Rosado era Senador da República, do Rio Grande do Norte, certa feita, "BAIA" que foi candidato por algumas vezes a vereador de Mossoró, chegando a suplente, e eu, fomos até à Fazenda Barrinha, de propriedade de Dona Chiquinha Duarte, sendo que ela era sua tia.
https://www.aircooledsales.com.br/produto/jeep-willys-1951/1054073

O transporte que nos levava era um jeep 51, e não muito acabado, mas com certos problemas. Ao retornarmos da Fazenda, bem próximo à ponte do rio Angicos, infelizmente o jeep quebrou, deixando-nos sem condições de consertá-lo. E ali, ficamos aguardando alguém conhecido que pudesse vir à Mossoró, e levar um mecânico para tentar consertá-lo.
O mais interessante é que na BR, vinha um enorme carro preto, de luxo, em direção à Mossoró, e até aparentava carro oficial. E ao observar que o jeep estava quebrado, porque nós havíamos colocado o triângulo em uma certa distância, isto para chamar a atenção de quem vinha na BR, o condutor do veículo diminuiu a velocidade do seu carro, e lentamente, foi o parando, até que o levou ao acostamento, e em seguida, desceu, e veio em nossa direção. Mas nós não esperávamos que quem vinha dirigindo aquele carro era o ex-prefeito de Mossoró, o ex-médico Dr. Jerônimo Dix-huit Rosado Maia, que no momento era senador da República, e de grande influência política em todo Estado do Rio Grande do Norte, e principalmente em Mossoró.
Vamos fugir um pouquinho da nossa história, mas logo, logo voltaremos.
Imagem da internet
.
"Este último nome (Maia), Dr. Jerônimo Dix-huit Rosado não mais usava, porque, quando o Dr. Tarcísio Maia foi nomeado governador do Rio Grande do Norte, Dix-huit Rosado o apoiou, e o acordo foi feito que, ao término do seu mandato, Tarcísio o apoiaria para governador do Estado. 
https://blogdobarreto.com.br/morre-o-ex-governador-lavoisier-maia/

Mas, em vez de colocá-lo no governo do Rio Grande do Norte, Dr. Tarcísio apoiou o Dr. Lavoisier Maia para substituí-lo. Mas não ficou só aí. Assim que o governo do Dr. Lavoisier terminou, Dix-huit Rosado não foi apoiado por nenhum dos dois, que os três eram primos entre si. 
Imagem da internet.

Levaram o nome de José Agripino Maia às urnas, sendo este, filho do Tarcísio, tendo sido eleito pelo o povo, com uma grande maioria de votos válidos. E a partir daí, surgiu a grande rixa entre os primos (Maias), fazendo com que Dr. Dix-huit evitasse de qualquer forma, usar em documentos o sobrenome (Maia)".
Voltamos à nossa história.
Assim que o senador Dix-huit Rosado desceu do carrão, perguntou-nos:
- O que está acontecendo, o carro quebrou?
- Quebrou, sim senhor! – respondeu-lhe o "BAIA".
- Vamos rebocá-lo até Mossoró – Disse ele já perguntando se tinha cordas para ser feito o reboque.
- Tenho Dr. Dix-huit, mas não é necessário. Nós vamos aguardar um conhecido, e mandaremos o recado para o meu mecânico vir com o seu carro para rebocá-lo. – Disse-lhe o "BAIA".
- Mas por quê? Eu não posso ser o homem que possa rebocá-lo?
- Doutor Dix-huit, não se preocupe. Não quero que o senhor ganhe um trabalhão deste.
- Vamos levá-lo agora! Pega a corda para amarrá-lo no meu carro. - Disse Dr. Dix-huit.
- Mas é muito incômodo para o senhor, Doutor..., um senador rebocando um jeep.
- No Congresso Nacional eu sou Senador, mas aqui na estrada, eu sou um motorista como qualquer outro. - Disse ele.
https://www.facebook.com/groups/4678520748858463/posts/25261853963431840/

- Amarramos a corda em ambos. Ocupamos o jeep, e ele partiu até a antiga loja "Almeida Aires", para que o jeep fosse reparado. E lá, ele ainda disse ao proprietário, que mandasse as despesas para sua residência, e que me parece que neste tempo, ele residia no Palace Hotel de Mossoró, mesmo estando no Congresso Nacional.
Com este acontecimento, eu deduzi que: "A humildade faz mais histórias do que a arrogância".
Minhas Simples Histórias 

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

SEU GALDINO ENCONTRA ONÇA PRETA COM UMA PATA ENGANCHADA NUMA ÁRVORE E A SALVA.

 Por José Mendes Pereira


FILHA DO EX-CANGACEIRO ASA BRANCA.

 Por José Mendes Pereira

Maria da Conceição Tavares da Silva é filha de Antônio Luiz Tavares, o ex-cangaceiro Asa Branca. Nascida no dia 25 de Fevereiro de 1963, em Caridade, no Estado do Ceará. Exerce a profissão de artesã de Biscuit. Ela reside em Mossoró desde de criança.

https://coisasdecajazeiras.com.br/almanaque/asa-branca-o-cangaceiro-que-nasceu-em-cajazeiras/

Dona Francisca da Silva Tavares, sua mãe, é a viúva do ex-cangaceiro Asa Branca. Ele filho de Antônio Luiz e de dona Maria da Conceição. Ele natural de Cajazeiras do Rio do Peixe, no Estado da Paraíba. Nasceu no dia 10 de Janeiro de 1902 e faleceu de problemas cardíacos em Mossoró, no dia 02 de Novembro de 1981, sendo que os seus restos mortais repousam no Cemitério São Sebastião em Mossoró, aos fundos do túmulo de José Leite de Santana, o ex-cangaceiro Jararaca.

Dona Francisca da Silva Tavares.

Dona Francisca da Silva Tavares é a mãe da Conceição, e viúva do ex-cangaceiro Asa Branca, do bando de Lampião, que residia em Mossoró. 

Ela é a segunda esposa do cangaceiro, e é natural do Brejo do Cruz, no Estado da Paraíba. Ela nasceu no dia 21 de Novembro de 1937, e é  filha de Máximo Batista de Araújo e de Dona Severina Guilermina Silva, ambos paraibanos. Conterrânea do cantor Zé Ramalho, só não foi criada ao redor da Pedra da Turmalina

A Pedra da Turmalina em Brejo do Cruz, na Paraíba, Nordeste, é um morro ou serra com mais de 300 metros de altura, oferecendo uma vista panorâmica da região e sendo um ponto turístico conhecido, mas não se trata de uma pedra de tamanho pequeno para ser carregada, e sim de uma elevação geográfica natural, destacando-se pela beleza natural e pela conexão com a música de Zé Ramalho. 

Em resumo:

Natureza: É uma grande elevação geográfica (serra/morro).

Altura: Mais de 300 metros.

Localização: Brejo do Cruz, Paraíba, terra natal de Zé Ramalho.

Atração: Ponto turístico para trilhas e apreciação da paisagem sertaneja. (google).

Informação ao leitor: O que tem a ver Pedra da Turmalina com cangaço? Absolutamente nada. Já que eu falei em Brejo do Cruz, é somente para você conhecer esta maravilha da natureza, a qual é falada na Música de Zé Ramalho. Avohai.

https://www.youtube.com/watch?v=wWo4kFYK7-o

Não se esqueça. A pedra da turmalina não significa nada para o movimento social dos cangaceiros do nordeste brasileiro. Apenas para você enriquecer o seu conhecimento sobre ela.

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O AUGE E A QUEDA DE WILSON SIMONAL.

Por Do Meu Brasil 

https://www.youtube.com/watch?v=eSLGHX1UGyE

Vem comigo entender a trajetória de um dos maiores cantores que o Brasil já teve, que infelizmente acabou esquecido. O canal Do Meu Brasil precisa da sua ajuda para contar essas histórias interessantíssimas da música brasileira. Se inscreva no canal, comente sua opinião pra gente formar uma espécie de fórum nos comentários :)

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O MECÂNICO FALECIDO AUTOR ADRIANO PEREIRA INTERPRETA VALDENOR SOUSA.

 Por Valdenor Sousa Repentista

https://www.youtube.com/watch?v=6WBBPL0-1Sc

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O COITO DA FAZENDA QUIRIBAS E A MORTE DO CANGACEIRO PAU FERRO.

Por Manoel Belarmino

Fiz a foto abaixo exatamente no local onde existiu o casarão da Fazenda Quiribas do Manoel do Brejinho, nas margens do Riacho Novo (extensão do Quatarvo), e também onde foi local de coitos de cangaceiros no tempo do Cangaço. Nas proximidades da fazenda, também foi morto o cangaceiro Pau Ferro, irmão do cangaceiro Colchete que morreu em Angico, em 1938.
Um grupo de cangaceiros, liderado por Corisco, Zé Sereno, Mariano e Mané Moreno, estava acoitado nas terras da fazenda Quiribas de Manoel do Brejinho, nas margens do Riacho Novo, próximo ao povoado Poço Redondo, no 30 de janeiro de de 1936. No grupo, além dos cangaceiros filhos de Poço Redondo e seus chefes, estavam também os perigosos Mormaço, Moita Braba e Juriti. O coito foi avistado pelo soldado Miguel Feitosa que passava por ali, em uma de suas idas para a Fazenda Badia dos Britto. Numa carreira só, o soldado fez meia volta e foi avisar ao comandante do destacamento, sargento Ernane, no quartel em Poço Redondo.
O comandante imediatamente chamou oito soldados para atacarem o coito dos cangaceiros. Vendo que havia muitos cangaceiros ali, mais de quinze, ainda à distância, dois soldados, Pedro e João Santana, dispararam contra os cangaceiros. Um tiro acertou o cangaceiro Pau Ferro que foi a óbito no local. Os soldados deram dois tiros e uma carreira, ou carreiras de todos, pois os cangaceiros reagiram rapidamente botando os soldados do comandante Ernane pra correr. Os cangaceiros não conseguiram alcançá-los.
Antes de deixarem o coito das Quiribas, os cangaceiros enterraram, ali mesmo embaixo de uma quixabeira, o corpo do cangaceiro Pau Ferro.
Depois que os cangaceiros deixaram o coito das Quiribas, os soldados retornaram ao local do coito e encontraram a cova de Pau Ferro. Desenterraram-no e obrigaram um rapaz de Poço Redondo, chamado Tonho Bioto, a cortar a cabeça do cangaceiro. O próprio Tonho Bioto colocou a cabeça de Pau Ferro, já em deformação, em uma lata de querosene e levou-a para o quartel em Poço Redondo.
O resto do corpo de Pau Ferro permaneceu enterrado ali na Fazenda Quiribas, nas margens do Riacho Novo (local hoje submerso na Barragem das Quiribas) e a sua cabeça, depois de exibida ao público, foi enterrada pelos soldados nas proximidades do quartel, onde era o casarão de China, na Praça da Igreja, hoje Praça da Matriz, no centro de Poço Redondo.
Depois da morte de Pau Ferro, os cangaceiros prometeram invadir Poço Redondo e destruir o quartel. A população do Poço e os soldados tremiam de medo. O medo era tão grande que numa certa noite um barulho do trotar dos burros de Julião Nascimento na Praça da Igreja fez os soldados e toda a população correrem da cidade e se esconderem no mato.
Ainda como vingança à morte de Pau Ferro, o grupo de Corisco e Dadá matou os soldados Cici e Antônio Vicente numa emboscada na estrada do Curralinho.
Assim se deu mais um pedaço da história do cangaço em Poço Redondo.
Poucos sabem que nas Quiribas, numa das margens do Riacho Novo, está enterrado o corpo do cangaceiro Pau Ferro e a sua cabeça, no centro da cidade, nas proximidades de onde era o quartel, na atual Praça da Matriz.

https://www.facebook.com/manoelbelarmino.belarmino

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HERCÍLIO SOARES.

Por Manoel Belarmino

Belarmino e Hercílio Soares.

No entardecer, nos arredores do Assentamento Pioneira, em Poço Redondo, encontrei Hercílio Soares. Com mais de 96 anos, nascido no Maranduba, em Poço Redondo, Hercílio é um Soares da gema.
Até os seus 8 anos de idade, presenciou as idas e vindas dos homens do Cangaço e das volantes ao vararem as caatingas das terras da matriarca Maria do Rosário. Hercílio viu o rebuliço na família quando as mocinhas dos Soares, suas primas Áurea, Adelaide e Rosinha, entraram no Cangaço. Ouviu quase tudo sobre o Cangaço no território do Maranduba. Os coitos, os coiteiros e o Fogo do Maranduba.
A idade de tio Hercílio no momento não permite mais que ele lembre de tudo, mas sem dúvida é um capítulo importante da história oral e viva do sertão.

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SEI QUE A VIDA É PASSAGEIRA...

 Por José G. Diniz


Sei que a vida é passageira

O tempo ficou e eu passo

Hoje já sentindo o cansaço

Já bem no topo da ladeira

Da curva eu vejo a poeira

No inicio da grande reta

Se tem a segunda meta

É isto que eu quero ser

Se a morte me devolver

Eu quero é voltar poeta


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FAZENDA CAPOEIRAS DO PAI DAS CANGACEIRAS ADELAIDE E ROSINHA É SÍTIO ARQUEOLÓGICO CADASTRADO NO IPHAN

Por Manoel Belarmino

Nas margens do Rio São Francisco, nas proximidades do Povoado Curralinho, em Poço Redondo, está a Fazenda Capoeiras que, no tempo do cangaço, pertenceu ao pai das cangaceiras Adelaide e Rosinha.

Lé Soares (Manoel Soares dos Santos) era filho de Maria da Invenção do Maranduba e casado com Pureza de Curralinho. Duas filhas do vaqueiro Lé Soares foram para o Cangaço. Rosinha seguiu o cangaceiro Mariano e Adelaide acompanhou o cangaceiro Criança.

Rosinha ladeada por cangaceiros.

Rosinha ficou viúva quando o seu companheiro Mariano foi morto em um combate com as volantes. E tentou deixar o Cangaço, mas foi morta pelos próprios cangaceiros nas Pias das Panelas em Poço Redondo. Adelaide morreu de parto nas proximidades de Curituba.

Lé Soares, depois que as suas duas filhas entraram para o Cangaço deixou as suas terras da fazenda Sítio, no Maranduba, e mudou-se com esposa e filho(a)s para a sua fazenda Capoeiras.

Rosinha, a cangaceira, antes de morrer ficou uns 15 dias com os seus pais nas Capoeiras.

A Fazenda Capoeiras está cadastrada no Iphan como sítio histórico, unicomponencial, com presença de cerca de pedra, em superfície a céu aberto. O Sítio Capoeiras está localizado no Povoado Curralinho, na região de topo do Canyon do Rio São Francisco, a 205 m deste rio. A vegetação é do tipo savana-estépica (caatinga). Apresenta uma longa estrutura de cerca de pedras com aproximadamente 400 metros, estendendo-se até um afloramento rochoso à beira do rio São Francisco. Em diversos pontos, a cerca foi desmoronada ou substituída por cercas de arame ancoradas em bases de aterro. Dentro da área delimitada foi identificada uma casa de taipa com cinco cômodos em avançado estado de degradação. Código IPHAN: SE-2805406-BA-ST-00037.

Nas fotografias, avistam-se a casa da antiga sede da fazenda Capoeiras dos Soares do Maranduba e as cercas de pedras.

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O COITO DA FAZENDA QUIRBAS E A MORTE DO CANGACEIRO PAU FERRO.

Por Manoel Belarmino

Fiz a foto abaixo exatamente no local onde existiu o casarão da Fazenda Quiribas do Manoel do Brejinho, nas margens do Riacho Novo (extensão do Quatarvo), e também onde foi local de coitos de cangaceiros no tempo do Cangaço. Nas proximidades da fazenda, também foi morto o cangaceiro Pau Ferro, irmão do cangaceiro Colchete que morreu em Angico, em 1938.

Um grupo de cangaceiros, liderado por Corisco, Zé Sereno, Mariano e Mané Moreno, estava acoitado nas terras da fazenda Quiribas de Manoel do Brejinho, nas margens do Riacho Novo, próximo ao então povoado Poço Redondo, em 30 de janeiro de 1936. No grupo, além dos cangaceiros filhos de Poço Redondo e seus chefes, estavam também os perigosos Mormaço, Moita Braba e Juriti. O coito foi avistado pelo soldado Miguel Feitosa que passava por ali, em uma de suas idas para a Fazenda Badia dos Britto. Numa carreira só, o soldado fez meia volta e foi avisar ao comandante do destacamento, sargento Ernane, no quartel em Poço Redondo.

O comandante imediatamente chamou oito soldados para atacarem o coito dos cangaceiros. Vendo que havia muitos cangaceiros ali, mais de quinze, ainda à distância, dois soldados, Pedro e João Santana, dispararam contra os cangaceiros. Um tiro acertou o cangaceiro Pau Ferro que foi a óbito no local. Os soldados deram dois tiros e uma carreira, ou carreiras de todos, pois os cangaceiros reagiram rapidamente botando os soldados do comandante Ernane pra correr. Os cangaceiros não conseguiram alcançá-los.

Antes de deixarem o coito das Quiribas, os cangaceiros enterraram, ali mesmo embaixo de uma quixabeira, o corpo do cangaceiro Pau Ferro.

Depois que os cangaceiros deixaram o coito das Quiribas, os soldados retornaram ao local do coito e encontraram a cova de Pau Ferro. Desenterraram-no e obrigaram um rapaz de Poço Redondo, chamado Tonho Bioto, a cortar a cabeça do cangaceiro. O próprio Tonho Bioto colocou a cabeça de Pau Ferro, já em deformação, em uma lata de querosene e levou-a para o quartel em Poço Redondo.

O resto do corpo de Pau Ferro permaneceu enterrado ali na Fazenda Quiribas, nas margens do Riacho Novo (local hoje submerso na Barragem das Quiribas) e a sua cabeça, depois de exibida ao público, foi enterrada pelos soldados nas proximidades do quartel, onde era o casarão de China, na Praça da Igreja, hoje Praça da Matriz, no centro de Poço Redondo.

Depois da morte de Pau Ferro, os cangaceiros prometeram invadir Poço Redondo e destruir o quartel. A população do Poço e os soldados tremiam de medo. O medo era tão grande que numa certa noite um barulho do trotar dos burros de Julião Nascimento na Praça da Igreja fez os soldados e toda a população correrem da cidade e se esconderem no mato.

Ainda como vingança à morte de Pau Ferro, o grupo de Corisco e Dadá matou os soldados Cici e Antônio Vicente numa emboscada na estrada do Curralinho.

Assim se deu mais um pedaço da história do cangaço em Poço Redondo.

Poucos sabem que nas Quiribas, numa das margens do Riacho Novo, está enterrado o corpo do cangaceiro Pau Ferro e a sua cabeça, no centro da cidade, nas proximidades de onde era o quartel, na atual Praça da Matriz

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