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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

MATÉRIAS / BRASIL A MELANCÓLICA DESPEDIDA DE DOM PEDRO II APÓS O FIM DA MONARQUIA.

Por Fabio Previdelli

D. Pedro II em fotografia de Joaquim Insley Pacheco
D. Pedro II em fotografia de Joaquim Insley Pacheco - Domínio Público via Wikimedia Commons

Além da instauração do presidencialismo no Brasil, a Proclamação da República marcou o exílio da família imperial brasileira

Todo 15 de novembro, o país relembra os 131 anos da Proclamação da República. Além da instauração do presidencialismo, com Marechal Deodoro da Fonseca sendo o primeiro presidente do país, a data também marca quando os membros da Família Imperial brasileira seguiram para o exílio na França e no Império Austro-húngaro.  

Quando a proclamação foi declarada, Dom Pedro II, que deixou de ser imperador do Brasil, estava na Cidade Imperial. Foi em solo carioca, inclusive, que ele recebeu um telegrama informando a queda da Monarquia no país.  

“Proclamação da República”, 1893, óleo sobre tela de Benedito Calixto / Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons

 

Manifestando seu descontentamento, Pedro II chegou a escrever uma carta, que foi destinada ao Governo Provisório, em 16 de novembro. No documento, ele também deseja prosperidade ao Brasil. Confira: 

“A vista da representação que me foi entregue hoje, às três horas da tarde, resolvo, cedendo ao império das circunstâncias, partir com a minha família para a Europa, amanhã, deixando assim a pátria, de nós estremecida, à qual me esforcei por dar constante testemunhos de entranhado amor e dedicação durante meio século que desempenhei o cargo de Chefe do Estado. Na ausência, eu, com todas as pessoas da minha família, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo ardentes votos, por sua grandeza e prosperidade”. 

Carta assinada por D. Pedro II foi enviada ao Governo Provisório / Crédito: Divulgação/ Museu Imperial/ Projeto Dami

 

A carta foi endereçada a Deodoro, do qual recebeu a seguinte resposta: “…o Governo Provisório espera do vosso patriotismo o sacrifício de deixardes o território brasileiro, com a vossa família, no mais breve termo possível. Para esse fim se vos estabelece o prazo máximo de vinte e quatro horas, que contamos não tentareis exceder”. 

Em entrevista ao G1 em 2018, Maurício Vicente Ferreira Júnior, historiador e direto do Museu Imperial, localizado em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, disse que antes de receber a resposta do Marechal, Pedro II fez uma anotação demonstrando seu desejo de ficar por aqui. “Os documentos mostram que ele queria permanecer no Brasil”, explica. 

Poema escrito por Pedro II sobre o momento político do Brasil/ Crédito: Divulgação/ Museu Imperial/ Projeto Dami

 

Em outro documento ele diz: “Até hoje de manhã esperava poder me conservar em paz no país que tanto amo. Infelizmente, desde poucas horas, acho-me sob o peso da profunda mágoa de ver-me privado da liberdade, que nunca neguei a nenhum brasileiro…”. No próprio dia 15, ele chegou a escrever um poema em seu diário discorrendo sobre o momento político do país (o trecho pode ser visto na imagem acima). 

O exílio 

Apesar dos seus desejos, Dom Pedro II, sua esposa Teresa Cristina, junto de Isabel, seu esposo D. Gastão e os filhos D. Pedro de AlcântaraD. Luís e D. Antônio Gastão, além de Pedro Augusto, filho mais velho da falecida Leopoldina, partiram até o cruzador Parnaíba e, de lá, foram até a enseada de Abraão, na região de Angra dos Reis, quando se dirigiram até o vapor Alagoas — que os traria para a Europa.  

O trajeto de volta até o velho continente durou 20 longos dias. No primeiro deles, Maria Amanda, chamada de Amandinha no círculo imperial, esposa de Franklin Américo de Meneses Dória, barão de Loreto, que acompanharam, por vontade própria, o imperador durante o exílio, relatou em seu diário como foi o percurso. “O mar estava um pouco agitado e, temendo enjoo, que me é inevitável, fui entrinchei­rar-me no beliche, onde me deitei com vivas saudades e lembranças de origens diversas”. 

Gravura da família imperial brasileira / Crédito: Getty Images

 

Pelos escritos da baronesa, é possível notar o sentimento de conformidade entre a família real. Quando discutiam política na embarcação, por exemplo, a palavra mais dita entre eles era “saudade”. Para tentar esquecer o que passou, Pedro II criou o hábito de rodas noturnas de leitura.  

No novo capítulo, era possível notar a família imperial com traços de simplicidade. Sem desfrutar de banquetes ou festas. Um dos únicos momentos requintados ocorreu em 2 de dezembro, aniversário de Pedro II. Naquele dia, uma garrafa de champanhe foi aberta em uma celebração. “Brindo à prosperidade do Brasil”, declarou ou imperador ao erguer a taça. 

Generosidade e surtos de Pedro Augusto 

Apesar de Dom Pedro II não se importar com a sofisticação, segundo os relatos da baronesa, muitos de seus costumes não mudaram, como a generosidade. Em uma escala na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, por exemplo, ele fez uma generosa doação a um padre local para que ele distribuísse aos pobres.  

Apesar disso, um dos pontos que mais chamou a atenção na viagem foi o comportamento estranho de Pedro Augusto, neto mais velho do imperador, que desde seu nascimento estava sendo preparado para assumir o trono. O jovem, entretanto, tinha tendências paranoicas e sofreu surtos psicóticos durante a viagem. 

Navio Alagoas foi usado pela família imperial brasileira / Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons

 

Amandinha, assim como todos que estavam na embarcação, atribuíram os surtos de Pedro Augusto à movimentação do navio. “Todas essas manobras só têm servido para assustar o príncipe dom Pedro Augusto, que, desde ontem, sofre de superexcitação nervosa, se acha possuído de pânico e pensa que estamos todos perdidos e não chegaremos a Lisboa. O seu estado é lastimável”, narra. 

A chegada a Lisboa, no dia 7 de dezembro, porém, não foi uma das mais prósperas para a família imperial. Três semanas depois, dia 28, a imperatriz Teresa Cristina pereceu devido a um infarto. Segundo a baronesa, a fatalidade foi culpa da República. “Desde que saiu do Brasil, ela mostrava-se impressionada pelos horrorosos acontecimentos tão sabidos. Eles, sem dúvida, concorreram para a sua morte”. 

A constatação é corroborada com as palavras ditas pela própria imperatriz em seu leito de morte. “Não morro de doença. Morro de dor e de desgosto”. “Sinto a ausência das minhas filhas e de meus netos. Não posso abençoar pela última vez o Brasil, terra linda … não posso lá voltar”. 

A despedida de Teresa Cristina, inclusive, foi o momento mais marcante descrito pela baronesa. Apesar das amantes que teve, Pedro II tinha uma intensa relação com a imperatriz. Sua morte lhe causou profunda tristeza.  

“Antes de soldar-se a urna, o imperador quis despedir-se da imperatriz e mandou chamar a todos nós para fazermos também nossas despedidas”, escreveu Amandinha. “Não se pode descrever a dor dos príncipes e a nossa. Beijamos-lhe a mão e choramos copiosamente sobre o seu corpo sem vida”. 

Desembarque de Dom Pedro II em Lisboa / Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons

Conhecido por ser discreto, Dom Pedro II não conseguiu segurar suas emoções, chorando copiosamente. “Ele abraçou a sua muito amada esposa soluçando e foi logo retirado dali pelo Mota Maia [médico da família]. A princesa beijou sua santa mãe repetidas vezes; o mesmo fizeram os príncipes, e nós beijamos a mão de nossa imperatriz, que fora sempre tão boa e carinhosa”.


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Fabio PrevidelliJornalista de formação, curioso de nascença, escrevo desde eventos históricos até personagens únicos e inspiradores. Entusiasta por entender a sociedade através do esporte. Vez ou outra você também pode me achar no impresso!


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Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas, desculpa-o antes, porque faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional, você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão.
 
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância.

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MORREU DE DEPRESSÃO?

Por Fotos e Vídeos Antigos

A Imperatriz Teresa Cristina(1822-1889), esposa de Dom Pedro II, morreu de ataque cardíaco em 28 de dezembro de 1889, na cidade do Porto, em Portugal, pouco mais de um mês após a Proclamação da República e o exílio da família imperial brasileira.

Embora a causa oficial da morte tenha sido um ataque cardíaco, relatos históricos sugerem que o falecimento foi resultado do profundo sofrimento e da tristeza causados pela expulsão repentina do Brasil, país que ela considerava sua casa após 46 anos de residência, o que na época foi amplamente descrito como "morreu de desgosto" ou melancolia, sintomas que hoje seriam associados à depressão.

A imperatriz, conhecida como a "Mãe dos Brasileiros" por sua caridade e dedicação à cultura e arqueologia do país, ficou extremamente abalada com a forma humilhante com que a família foi deposta e forçada a deixar a nação, o que agravou seu estado de saúde já debilitado.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

AMOR DE CANGACEIROS.

 Por Adauto Silva

https://www.youtube.com/watch?v=9OT_582Gtd0

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ESCRITOR ANTÔNIO AMAURY NA GROTA DE ANGICO - PARTE I.

 Por Dauto Silva

https://www.youtube.com/watch?v=4RysaBaIou0&t=24s

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A MORTE DE LAMPIÃO | O CANGAÇO NA LITERATURA #07 | VoM #52.

Por O Cangaço na Literatura
 https://www.youtube.com/watch?v=WUHCqrsbg5g

Nosso programa desta semana foi até a Grota do Angico em Poço Redondo-SE, palco final da vida de Lampião e mais 10 cangaceiros (Mais o praça Adrião, dentre eles, sua esposa Maria Bonita. Fomos ver como está o local e desvendar um mistério de 80 anos: de quem é o corpo que aparece numa das fotos mais sensacionais do Cangaço? Acompanhem nosso programa.

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UM POUCO SOBRE A BIOGRAFIA DESTES CANGACEIROS. DA ESQUERDA PARA A DIREITA.

  Por José Mendes Pereira

Colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

1 - Virgulino Ferreira da Silva, “o Lampião”, ou ainda o patenteado “capitão”. Nasceu em 1898, no Estado de Pernambuco. Era filho de José Ferreira da Silva e Maria Sulena da Purificação. Depois de quase vinte anos como chefe de cangaceiros, foi abatido juntamente com a sua rainha Maria Bonita e mais nove cangaceiros, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, lá no Estado de Sergipe. Um dos maiores líderes de cangaceiros.

2 - Ezequiel Ferreira da Silva o Ponto Fino (irmão de Lampião); Nasceu no ano de 1908, no Estado de Pernambuco. Foi abatido no dia 23 de abril de 1931 – no tiroteio da Fazenda Touro, povoado Baixa do Boi, no Estado da Bahia, ponto conhecido como Lagoa do Mel.

3 - Virgínio Fortunato da Silva o Moderno. Ex-cunhado de Lampião. Nasceu em 1903 e faleceu em 1936, aos 33 anos de idade. 

Segundo o escritor e pesquisador do cangaço de nome Franklin Jorge, há suspeita, não comprovada, que Virgínio era da cidade de Alexandria, no Estado do Rio Grande do Norte.

No cangaço ele era companheiro de Durvalina, que com a sua morte ela amasiou-se com Moreno.  Durvalina faleceu no dia 30 de junho de 2008. Moreno faleceu no dia 06 de setembro de 2010.               

4 - Luiz Pedro do Retiro companheiro de Neném do Ouro. Ele foi abatido juntamente com Lampião, Maria Bonita e mais oito cangaceiros, na madrugada de 28 de julho de 1938, na grota do Angico, no Estado de Sergipe. Dizem que quem o assassinou foi o policial Mané Véio. Mas na minha opinião Mané Véio já encontrou o cangaceiro Luiz Pedro morto. Se interessar, leia sobre a minha sustentação que ele não matou Luiz Pedro: http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2020/11/o-cangaceiro-balao-nao-usou-firmeza-nas.html

5 - Mariano Laurindo Granja companheiro de Rosinha.  Entrou para o cangaço em 1924. Foi um dos poucos que em agosto de 1928, cruzou o Rio São Francisco, em companhia de Lampião em direção à Bahia. Foi morto no dia 10 de outubro de 1936. Segundo Alcino Alves Costa em seu livro: Lampião Além da Versão – Mentiras e Mistérios de Angico, o ataque foi entre os municípios de Porto da Folha e Garuru, região conhecida como o Cangaleixo. 

A pesquisadora do cangaço, Juliana Pereira afirma que Rosinha foi morta a mando de Lampião. Era filha de Lé Soares e irmã de Adelaide, esta última sendo companheira de Criança, e parenta próxima de Áurea, companheira de Mané Moreno.  Sendo Áurea filha de Antonio Nicárcio, que era primo/ irmão de Lé Soares.

6 - Cristino Gomes da Silva Cleto o Corisco, companheiro da cangaceira Dadá. Ele foi abatido no dia 25 de maio de 1940, pelo tenente Zé Rufino, na fazenda Cavaco, em Brotas de Macaúbas, no Estado da Bahia. Dadá foi ferida e presa. Ela faleceu em 1994. Com a morte de Corisco, finalmente o cangaço foi enterrado com ele, porque ele foi o último cangaceiro a morrer.

7 – Mergulhão foi abatido juntamente com Lampião e mais nove cangaceiros, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe. (Não tenho maiores informações sobre este cangaceiro).

8 - Hortêncio Gomes da Silva, o Arvoredo. – Desligou-se do bando no momento do ataque a Jaguarari, no Estado da Bahia. Fez dois meninos como reféns. Mas eles conseguiram o dominar, desarmando-o. Em seguida mataram-no a facadas. Achando que o serviço ainda não tinha sido concluído, degolaram-no e cortaram as suas mãos. Após o trabalho concluído acionaram a polícia. (Não tenho maiores informações sobre este cangaceiro).

Segundo o professor Rubens Antonio, "Arvoredo", o cangaceiro. Alguns subsídios para sua história.

Cangaceiro Arvoredo que a população local e os demais cangaceiros chamavam "Alvoredo", tinha por nome Hortêncio Gomes da Costa. Também ficou conhecido, por assim se identificar, como Hortêncio Gomes da Silva, Hortêncio Gomes de Lima, José Lima e José Lima de Sá.

Depoimento de "Arvoredo", quando preso. 1927, copiado em extrato em inquérito policial de 1929:

José Lima, (que é o mesmo Hortencio Gomes de Lima ou José Lima de Sá, vulgo “Arvoredo”) estava;em Juazeiro, onde foi preso a pedido da autoridade policial de Jaguarary, alli;chegou a 5 sendo ouvido em auto de perguntas. Declarou “ser filho de Faustino Gomes, vulgo “Banzé” e Maria de Jesus, natural de “Salgado do Melão”; que dalli partiu;com destino a São Paulo, encontrando–se em Varzea da Ema com João de Souza,;(Cicero Vieira Noia) seu conhecido e João Baptista (que é o mesmo Christino ou “Curisco”); que em caminho se encontraram com Manuel Francellino, vindo em sua;companhia para Jaguarary, pernoitado em casa delle os tres; que moraram cerca de oito dias em casa de Antonio Piahy, até que alugaram uma casa a Demosthenes Barboza, por intermedio de João Baptista, seguindo na terça feira, 30 de Agosto para Juazeiro, a negocios, sendo alli preso na sexta feira ultima, dois do corrente; que antes de chegar á “Santa Rosa” com seus companheiros de viagem, o de nome João Baptista propoz para todos mudar de nome, ficando o depoente com o de Jose Lima, lembrando–se tambem que depois de se acharem nesta Villa, com João Baptista e João de Souza ou Cicero, foram á cidade de Bomfim, alli se hospedando na pensão de Piroca, por indicação do cel. Alfredo Barboza; que pretende não se juntar mais com João Baptista e João de Souza, caso se encontre ainda com os mesmos, pretende se retirar desta Villa depois de pagar o que deve ao senhor coronel Alfredo Barbosa”. (fls.208–210).

Aqui está o link para você seguir: http://cangaconabahia.blogspot.com/2012/11/arvoredo-o-cangaceiro-alguns-subsidios_26.html

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MEU, SEU, NOSSO ESTADUAL

Por José Mendes Pereira

Por que "O Estadual" e não "A Estadual"? Simplesmente porque esta escola já foi "Colégio Estadual de Mossoró", esta é a razão de todos a chamarem de "O Estadual".

Será que existem pessoas adultas ou bem adultas de Mossoró que ainda não conhecem o Estadual? É quase certeza que não. Quem aqui nasceu sabe muito bem chegar na maior Escola pública de Mossoró. E quem aqui nasceu e nela estudou conheceu e conhece todas as dependências dela, e até teve, muito embora pequeno e passageiro, um romance amoroso nas suas dependências, nos seus corredores, na cantina, na área de lazer, no auditório do teatro, na quadra de esporte, na rampa e que tenha sido em qualquer uma delas, enfim, "O Estadual" sempre foi e será um guardador de segredos que viu nas sua dependências casais de alunos e até mesmo professores se amando.


A Escola Estadual Jerônimo Rosado está localizada em Mossoró no bairro Santo Antônio, à Rua Ferreira Itajubá S/N, e foi fundada no ano de 1959, por Dinarte de Medeiros Mariz, que governou o Rio Grande do Norte entre 1956 e 1961.

Nas últimas seis décadas esta repartição já educou uma grande parte do povo mossoroense, inclusive pessoas de outras cidades que se matriculam nela, e é conhecida em toda região por "O Estadual", sendo de tradição. É a maior escola pública de Mossoró, com pouco mais de 20 salas de aula, e todas são grandes, com auditório, quadra de esporte, e duas rampas para ter acesso às classes.

Acadêmicos de matemática na recepção aos visitantes - http://pibidmatematicauern.blogspot.com.br/2013/06/salao-de-jogos-matematicos-movimentam.html

As alunas eram as pétalas que desabrochavam em suas flores para florirem aquela escola, e que sempre foram as personalidades que não deviam faltar naquelas dependências. Um olhar e um riso apaixonado de cada uma delas dentro daquele ambiente educacional, fazia a escola continuar educando e formando com muito prazer, obrigado!

Quem viveu o Estadual sabe muito bem como era divertido estudar nele, e com certeza, orgulhou-se ou orgulha-se muito, por estudar em uma das mais tradicionais escolas de Mossoró, com bons mestres e responsáveis funcionários.

Aquelas estudantes que vestiam as suas fardas do magistério eram  e ainda são muito bem lembradas em qualquer lugar de Mossoró, porque a cor do uniforme embelezava mais ainda a estudante.

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com/2014/08/escola-estadual-jeronimo-rosado.html

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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

POR QUE O APELIDO "LAMPIÃO?"

 Por José Mendes Pereira


Mesmo não sendo nenhuma autoridade no que diz respeito a cangaço, acho que devemos acreditar o que disse o Sinhô Pereira ao seu parente, repórter e ex-prefeito de Serra Talhada, Luiz Conrado de Lorena e Sá, sobre o apelido de Lampião. 

Aquela versão que um cangaceiro ficou atirando à noite, onde eles estavam para o capitão Lampião encontrar um cigarro ou outra coisa parecida, não tem fundamento. Eu creio na versão do Sinhô Pereira, que não era homem de mentira, e muito menos precisava inventar histórias sem fundamentos.

Confira neste link o que falou o Sinhô Pereira  sobre o apelido do rei do cangaço, o capitão Lampião: 

https://cariricangaco.blogspot.com/2011/04/sinho-pereira-uma-vida-de-aventura.html

Luiz Conrado de Lorena e Sá

Disse o pesquisador Dr. Ivanildo Alves da Silveira:

Naquela ocasião repórter Luiz Lorena e Sá, da família Pereira, travou o seguinte diálogo com seu brioso parente, que fora no passado o braço armado do clã.

Palavras do Sinhô Pereira: 

"Num combate à noite, na fazenda Quixaba, o nosso companheiro Dé Araújo comentou que a boca do rifle de Virgulino mais parecia um lampião. Eu reclamei, dizendo que munição era adquirida a duras penas. Desse episódio resultou o Lampião que aterrorizou o Nordeste”.  

UM POUCO SOBRE A BIOGRAFIA DE LUIZ CONRADO DE LORENA E SÁ, O HOMEM QUE ENTREVISTOU O EX-CANGACEIRO SINHÔ PEREIRA:

Nascimento: 01-01-1926. Fazenda Quebra Unha, São José do Belmonte, Pernambuco, Brasil. Falecimento: 25-02-2009. Serra Talhada, Pernambuco, Brasil. Pai: Antônio Conrado de Lorena e Sá. Mãe: Jacinta Pereira da Silva

Notas:

Ainda criança seu pai, Antônio Conrado, trouxe o mesmo para a cidade de Serra Talhada para ajudá-lo nos afazeres de uma mercearia da família. Em 1945, foi indicado e nomeado prefeito de Serra Talhada (1945/1946) por influência da família perante o coronel Cornélio Soares, primo do governador Agamenon Magalhães. No ano seguinte foi exonerado e cerca de um mês depois foi novamente nomeado prefeito de Serra Talhada (1946/1947). 

Com o falecimento de Cornélio e Agamenon o jovem Lorena disputou a eleição seguinte sendo eleito prefeito de Serra Talhada (1955/1958) para um terceiro período. Apoiou e elegeu o sucessor Hildo Pereira para depois ser novamente eleito prefeito de Serra Talhada (1963/1968). Foi farmacêutico de largo prestigio em seu tempo, chegando a ter diversas drogarias no interior de PE. Foi um dos maiores historiadores da cidade onde nasceu, viveu e morreu, sendo assim um das famílias mais respeitadas em seu tempo. Ver menos

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HOMEM SUJEITO A PASSAR PELAS MÃOS VINGATIVAS DE LAMPIÃO

Por José Mendes Pereira


Poderá ser verdade ou apenas algumas reuniões de amigos em calçadas, e algum saiu com esta que segue. Mas com o capitão tudo é possível pensar e acreditar que aconteceu mesmo diante da sua maldade e perversidade, porque santo, o compadre Lampião nunca foi. Sempre foi perverso e vingativo, algum momento demonstrava ser piedoso e amigo. Isso faz parte de quem é cruel.

Contam que certa vez, o capitão Lampião e seu afamado bando, iam de estrada a fora nas terras de Pernambuco. Como Lampião era fumante, e não tinha mais fumo na sua algibeira, viu um senhor lá dentro de um roçado cultivando. E assim ele desejou falar com o sertanejo, na intenção de adquirir um dedal de fumo para matar a sua vontade de fumar. Quando o homem o viu se aproximando, imaginou correr, mas temeu e resolveu esperar o facínora, não iria arriscar sua vida com um possível ataque por balas disparadas por ele.

- É Lampião! Meu Deus! O que eu faço agora? Se eu correr, ele me alcança na pontaria do seu rifle. 

Só como ilustração - https://www.gettyimages.com.br/search/2/image?phrase=farmer+shaking+hands

Ao chegar perto do homem, Lampião perguntou-lhe: 

- Ocê fuma, cabra?

O homem apoderado de medo, respondeu-lhe:

- Nem fumo e nem masco, capitão! Mas se o senhor quiser, eu faço os dois agora!

Lampião sentindo que o homem estava com medo, batendo no seu ombro, disse-lhe:

-  Num tenha medo não, cabra! Um cangaceiro que se preza, não mexe cum home do seu tipo. Mexe cum cabra safado! O sinhô fique calmo, que o Virgulino Ferreira da Silva, vulgo capitão Lampião, que sou eu, jamaiz faiz covardia cum um home como o sinhô, Trabaiadô! 

E em seguida, retornou ao encontro do bando, pulou a cerca e foi-se embora. 

Quando Lampião saiu do local, o homem se benzeu agradecendo a Deus pela proteção recebida.  

Esta história poderá ser verdade, poderá ser mentira, mas eu não duvido de nada. sobre o capitão.

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CURIOSIDADE DO CANGAÇO

 Por Curiosidade do cangaço.

Você sabia????

Que os únicos corpos que foram enterrados em Angico, foram os corpos de Lampião e Maria Bonita? Os outros corpos ficaram insepultos, pois já estavam em estado avassadíssimo de decomposição e o mal cheiro era horrível, não dava para ninguém ficar ali por muito tempo..

A vala onde enterram os corpos foi a mesma vala que dias antes os cangaceiros haviam aberto para enterrar restos de animais abatidos por eles para servirem como alimento. Eles tinham esse hábito de enterrar os restos dos animais abatidos para que a volante não descobrissem o coito.

Fonte de pesquisa:

Livro: Assim Morreu Lampião.

#crônicaspoéticasdocangaço

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POR QUE LAMPIÃO COMEÇOU A USAR ÓCULOS?

Por José Mendes Pereira

A literatura lampiônica conta que em agosto do ano de 1925, quando o capitão Lampião fez uma invasão pelo sertão de Pernambuco, ele e seu grupo foram surpreendidos pela polícia da região, e esse tiroteio, deixou uma marca para toda sua vida. Lampião foi ferido no olho direito, por um espinho de cacto, que o policial o atingiu com uma escopeta. Ele foi levado a um médico numa cidade próxima ao acidente, chamada Triunfo, onde retiraram o espinho do seu olho, mas o médico não conseguiu evitar a sua cegueira.  Livino Ferreira da Silva, o seu irmão mais novo, foi atingido pelos policiais e morreu.                              

O ex-cangaceiro Livino Ferreira da Silva, irmão de Lampião

Lampião proseou dizendo que precisava apenas de um olho para atirar, dois eram luxos, já que mesmo tendo dois, tinha que fechar um, e não se importou com o ocorrido. A partir daí, tornou-se canhoto na hora de atirar, e usava óculos para esconder a cegueira daqueles que não o conheciam, e para proteger o outro olho do sol sertanejo.

LAMPIÃO CHORA A MORTE DE SEU IRMÃO LIVINO, O CANGACEIRO VASSOURA.

Por No Rastro do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=KxgpEEguVms

Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, o rei do cangaço, ficou profundamente abatido com a morte do seu irmão Livino Ferreira, o cangaceiro Vassoura, no histórico combate do Tenório (Baixa do Juá), onde Lampião e seu bando foi atacado por Forças Policiais Volantes dos Estados da Paraíba e Pernambuco. Era o primeiro de seus irmãos a morrer na luta feroz do Cangaço Nordestino. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações.

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UM FORTE ABRAÇO!

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LAMPIÃO E O CANGACEIRO VOLTA SECA QUASE SE ENFRENTARAM

 Por José Mendes Pereira

Segundo o escritor Joel Silveira, o cangaceiro Volta Seca reafirmou uma briga que teve com o capitão Lampião no ano de 1931, por querer socorrer o cangaceiro Bananeira que ficou ferido em um combate. Lampião achava que o socorro poderia ocasionar problemas sérios de confrontos com a polícia. Volta Seca agia solidariamente, sem querer deixar para trás o companheiro atingido por tiros. O ambiente ficou tenso, e por pouco, as duas feras (suçuaranas humanas) não se enfrentaram. 

A fama de valentia, contudo, ampliou-se dentro e fora do grupo, e por Volta Seca ter fama de compositor e de cantor, tendo ele salvado parte do repertório dos grupos de cangaceiros. 

https://www.youtube.com/watch?v=WMzKY4zQ6BA

O disco da Todamérica é um bom exemplo, e foi reproduzido em parte, décadas depois, por um álbum, long-play, dos Estúdios Eldorado, de São Paulo, com o título de A Música do Cangaço. Nele, além das canções cantadas por Volta Seca, figuram artistas como Luiz Gonzaga, Sérgio Ricardo, Teca Calasans e Antonio Carlos Nóbrega.  

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UMA TRAGÉDIA COM AVÓ E NETO

 Por José Mendes Pereira

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Já se passaram muitos anos que isso aconteceu em uma comunidade de Mossoró, bem próxima ao Mulungu, mais ou menos na década dos anos 80. Conheci o casal apenas vestido com roupas de camponês em algumas de suas viagens à Mossoró, e nunca dei um dedal de conversa com nenhum dos cônjuges.

O casal vivia da agricultura e de uma pequena criação de ovino, bovino e caprino aos arredores de Mossoró, ao lado do nascente da cidade, com uma distância mais ou menos de 18 quilômetros.

O casal já era de idade avançada, mas equilibrado na sua atividade rotineira. Nada lhe era difícil movimentar em sua pequena propriedade, muito embora, assim como qualquer outra pessoa que passa dos 60, 70 anos, a saúde do casal era comprometida

O velho se chamava José e por mais que eu tentei me lembrar do nome da sua senhora não veio na minha mente, e no decorrer de nossa história, chamá-la-ei de dona Maria.

O dia em que isto aconteceu não foi diferente dos outros dias passados, mas, algo, ao anoitecer, caminhava para mudar os destinos do casal idoso. 

O sol já caminhava para se deitar no meio de um enorme lençol de nuvens amarelado, e a tarde estava preste a ir embora, porque logo mais, alegremente, chegaria a noite para rendê-la, assim como dizem os vigilantes de empresas noturnas.

Nos pequenos chiqueiro e curral seu José cuidava da sua criação, separando cabritos e bezerros das mães e os colocando fora, porque no dia seguinte, um homem vinha apanhar o líquido extraído dos úberes das vacas para ser vendido na freguesia. Lá dentro da casinhola dona Maria esposa do fazendeiro José cuidadosamente, preparava o jantar para os que ali estavam. 

Assim que seu José terminou as suas atividades de sempre caminhou para casa, entrou, e lá, apoderou-se de uma bacia de alumínio, pôs água, pegou uma toalha que estava sob a varanda que fechava a parte de baixo da casa, e foi lavar os seus encardidos pés no terreiro da casinhola.

Os filhotes miúdos de cabras e vacas corriam de ponta a ponta no interior do imenso terreiro que ficava em frente à casa grande da Fazenda, toda rodeada de alpendres. 

O cachorro de cor preta com lavras brancas espalhadas por todo seu corpo, e nomeado por “Lamari” muito mimado por todos dali, e totalmente de raça "vira-lata", fazia a segurança do fazendeiro José e da sua generosa  e unida família.

Dona Maria permanecia na cozinha preparando o jantar, e após de tudo pronto, ela percebeu que a lamparina que estava na sala não clareava bem o ambiente. Pegou-a e balançou-a, na intenção de calcular o tanto de óleo diesel que ainda tinha dentro dela, e ao balançá-la, notou que ela estava precisando ser abastecida com o líquido inflamável que era o óleo diesel. Mas resolveu deixar o abastecimento do líquido na lamparina assim que terminasse o jantar.

Assim que terminou de lavar os pés ao ar livre do terreiro, o fazendeiro José dirigiu-se até a sala de jantar, e lá, sentou-se ao lado esquerdo da esposa Maria, que já o aguardava sentada em uma cadeira ao redor da mesa. Filhos e alguns netos fizeram o mesmo, aconchegaram-se aos arredores da mesa para o jantar.

Antes de iniciarem, como do costume dos sertanejos, seu José, dona Maria, filhos e netos presentes, todos puseram as suas mãos postas para os céus, e iniciaram uma reza, que no mínimo, demorou 3 minutos. Dona Maria foi quem iniciou a reza. Primeiro, um pai nosso, e em seguida, as Ave-Marias.

Terminada a bênção do “Pai Poderoso” no meio de conversas e risos, o jantar satisfez o prazer de todos ali. Seu José foi o primeiro a abandonar a mesa, apoderando-se de uma cadeira e foi para o terreiro receber um ventinho que vinha do Norte e em seguida, dirigia-se para o Sul. Os outros foram saindo paulatinamente.

Como é hábito de "dona de casa" a esposa do fazendeiro dona Maria ficou ao redor da mesa recolhendo os pratos, colheres e restos de comida para levar até ao local onde estava o cachorro “Lamari”, que aquelas alturas, impacientemente, já estava aguardando o seu jantar. 

Depois de limpar a mesa e guardar os objetos que foram usados no jantar dona Maria abandonou a cozinha, e foi em busca do terreiro, e em uma das mãos, uma xícara de café para seu José. E ao passar pela sala lembrou que a lamparina precisava ser abastecida, vez que ela tinha diminuído bastante o claro. E logo, convidou um dos netos para ir até ao armazém ao lado da casa, onde lá, o óleo diesel era guardado em um balde (espécie de tonel) que cabia aproximadamente 20 litros do líquido inflamável.

Os dois chegaram ao local. Abriram a porta e entraram para a retirada do líquido, sempre clareados por uma lamparina que estava em uma das mãos da dona Maria. 

E de repente, tentaram passar uma parte do óleo diesel  para uma outra vasilha. Dona Maria esquecera que ela e o neto estavam transferindo um líquido inflamável. E foi nesse momento que os dois se atrapalharam. 

O fogo da lamparina lambeu o óleo e ambiciosamente, tomou de conta incendiando tudo, causando uma espécie de explosão. Com a explosão, o óleo foi de encontro às roupas e os corpos dos dois, fazendo com que cada um, era uma chama só. Os gritos eram tristes: "Meu Deus! Meu D..." Sem nenhuma solução os dois se abraçaram no meio do fogo ficando os seus corpos colados.

Ao verem o clarão  e ouvirem a explosão e os gritos dos infelizes seu José, filhos e netos correram para um possível socorro, mas já era tarde demais. O fogo tinha se alastrado, transformando os dois viventes em uma só tocha humana. 

Por último, o que o seu José, netos e filhos tinham de fazer  era somente carregarem água em baldes para apagar a língua de fogo que já tentava alcançar o teto. Ali, a tristeza permanecia em todos os corações que ficaram vivos.

Chamada a perícia para os possível trabalhos técnicos descobriram que foi a lamparina que estava bem próxima do óleo. E ao transferirem o líquido de um balde para o outro, o fogo faminto, com a sua língua traiçoeira, lambeu de uma só vez o líquido inflamável.

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